sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

OS ANALECTOS - APÊNCIDE I A

 

Confucionismo. www.https//rt.br. OS ANALECTOS – APÊNDICE I A. Acontecimentos na vida de Confúcio Comparado a outros pensadores da China antiga, sobre a maioria dos quais quase nada é sabido, Confúcio parece ter se saído muito bem. A principal fonte sobre sua vida é a biografia que compõe o capítulo 47 de Shih chi (Registros do historiador), escrito no início do século I a.C. por Ssu-ma Ch’ien. É uma biografia de bastante fôlego e parece, à primeira vista, ser repleta de informações, mas essa impressão se mostra enganosa. Amaior parte dessas informações é pouco confiável. De fato, Ts’ui Shu (1740-1816), que examinou meticulosamente as evidências de acontecimentos na vida de Confúcio no seu Chu Ssu k’ao hsin lu, que ainda é o melhor trabalho sobre o assunto, definiu muito bem a questão ao dizer: “No Shih chi [biografia], aquilo que não tem fundamento chega a setenta ou oitenta por cento”. [211] Ao refletirmos sobre o assunto, isso dificilmente causa surpresa. Pelo fato de Confúcio ter ganho, talvez até mesmo durante a própria vida, a reputação de um sábio, histórias apócrifas sobre ele abundaram desde o início. Por exemplo, o Kuo yü, uma compilação mista de relatos dos vários reinos no período da Primavera e do Outono (ch’un ch’iu), já inclui um certo número de histórias sobre Confúcio que só podem ser encaradas como invenções ocasionadas por sua reputação de homem sábio. Em uma delas, ele consegue identificar um animal desconhecido que se parecia com uma ovelha. [212] Em outra, ele identifica um esqueleto gigante como sendo de Fang Feng Shih, que, dizia-se, tinha sido executado por Yü, o fundador da dinastia Hsia, por ter chegado atrasado a uma reunião. [213] Em outra ocasião ainda, uma águia que cai, moribunda, traz uma flecha com uma ponta de pedra de mais de um pé de comprimento. Confúcio é capaz de dizer que o pássaro é proveniente das distantes terras dos bárbaros ao norte de Su Shen, já que tal tipo de flecha era própria desse grupo. [214] Além desse tipo de história, que mostra o quão imensamente erudito Confúcio era, havia ainda histórias que eram propagadas e difundidas por escolas rivais, fosse para descreditar o sábio ao ridicularizá-lo, ou para emprestar respeitabilidade às ideias delas. Há, por exemplo, no Chuang tzu, inúmeras histórias que ilustram ideias taoístas nas quais Confúcio figura com proeminência. E também há histórias, no Han fei tzu, nas quais Confúcio aparece como o porta-voz de ideias legalistas. Se o Kuo yü, sem falar no Chuang tzu e no Han fei tzu, já era abundante em histórias apócrifas, não deveríamos ficar surpresos que grande parte desse material tenha aberto caminho até o Shih chi. Ssu-ma Ch’ien era extremamente cauteloso com a forma com que lidava com sua matéria-prima: nada era rejeitado, a menos que ele tivesse certeza da falta de autenticidade da informação. Sempre que havia lugar para dúvidas, ele preferia preservar a tradição e deixar que o leitor julgasse por si próprio. Essa atitude está resumida nas palavras que ele usava para elogiar Confúcio como historiador. “Ele mostrava cautela ao transmitir algo duvidoso como algo que era duvidoso”. (Shih chi, p. 487). Mas essa cautela coloca um problema ao leitor moderno. Não há, me parece, saída para esse problema a não ser adotar o princípio austero de que qualquer coisa que não estiver chancelada por um punhado de fontes primárias antigas tem de ser submetido a cuidadoso escrutínio e que a tradição tem de ser rejeitada quando houver espaço para dúvida. Na minha opinião, as fontes primárias nas quais se deve confiar incluem não muito mais do que Os analectos, acrescidos por Mencius, e o Tso chuan (o Comentário tso sobre os Anais de Primavera e Outono). Temos de confiar em Os analectos por ser a fonte mais antiga sobre Confúcio, embora mesmo nele haja passagens abertas a dúvidas. Mencius pode ser usado como uma fonte suplementar que às vezes confirma em detalhe o que se encontra em Os analectos. É supostamente confiável por causa do imenso respeito que Mêncio mostrava para com Confúcio e por causa do saudável ceticismo que ele mostrava para com textos tradicionais apócrifos sobre grandes homens do passado. [215] O Tso chuan é ligeiramente mais problemático. Embora seja o único relato confiável que temos sobre a história do Período de Primavera e Outono, há, ainda assim, casos em que é introduzido um elemento profético que apenas pode significar que algum material foi acrescido após o acontecimento. Por essa razão, tal material deveria ser isolado e tratado com ceticismo. Agora poderemos tentar reconstruir um relato cronológico de todos os acontecimentos da vida de Confúcio que têm a autenticidade dos primeiros trabalhos. Também poderemos usar essa oportunidade para tomar todas as passagens datáveis de Os analectos e colocá-las em seu lugar apropriado na cronologia, com a esperança de que isso lhes dê um contexto histórico que pode ser de ajuda ao leitor. Concluiremos, então, examinando alguns dos mais importantes acontecimentos atribuídos no Shih chi e em outros trabalhos à vida de Confúcio e mostrando que são infundados. 1. As origens de Confúcio De acordo com Tso chuan (duque Chao 7), no seu leito de morte Meng Hsi Tzu disse que Confúcio descendia de Fu Fu He, que, embora fosse o filho mais velho do duque Min de Sung, abriu mão do seu direito de sucessão ao seu irmão mais novo, que se tornou o duque Li (por volta do século IX a.C.). Meng Hsi Tzu então continuou mencionando Cheng K’ao Fu [216] , que serviu três duques em Sung, entre 799 e 729 a.C., e que era conhecido pela atitude respeitosa. Meng Hsi Tzu também mencionou que Confúcio descendia de um sábio que fora morto em Sung. Este, de acordo com o comentário de Tu Yü, era K’ung Fu Chia. [217] Em outra passagem de Tso chuan (Duque Yin 3) há um relato do duque Mu (728? -720?), logo antes de ele morrer, confiando seu bebê a K’ung Fu Chia [218] , que então foi assassinado por Hua Tu, em 710 a.C., junto com o jovem duque. [219] O pai de Confúcio não é mencionado em nenhuma das fontes mais antigas. O Tso chuan (duque Hsiang 10), entretanto, menciona um Shu He, de Tsou, que demonstrou sua imensa força física ao segurar uma grade de ferro com as mãos enquanto seus camaradas fugiam. [220] O Shih chi, em um relato sobre o mesmo incidente, dá o nome do personagem como sendo Shu Liang He e o identifica como o pai de Confúcio. [221] Nada se sabe sobre sua mãe, embora tenha havido relatos posteriores referindo-se a ela como a mãe de um sábio. 2. Nascimento e primeiros anos Após o assassinato de K’ung Fu Chia por Hua Tu, em 710 a.C., seus descendentes, de acordo com relatos tradicionais posteriores, fugiram para Lu. Seja qual for a verdade disso, Confúcio era sem dúvida um nativo de Lu. Um eremita, em conversa com Tzu-lu, referiu-se a ele como “K’ung Ch’iu de Lu” (Os analectos, XVIII.6) e referiu-se a Lu como “o reino de meu pai e minha mãe” (Mencius, VII.B.17). Nenhuma das nossas três fontes dá a data do nascimento de Confúcio, mas o Ku Liang chuan e o Kung Yang chuan – ambos comentários aos Anais de Primavera e Outono – concordam em fixar o nascimento no 21º ano do duque Hsiang, isto é, 552 a.C. O Shih chi, entretanto, diz que teria sido um ano depois. Quando jovem, Confúcio desempenhou funções de pouca importância. Isso fica claro em Os analectos, em que Confúcio é lembrado dizendo: Eu era de origem humilde quando jovem. É por isso que tenho várias habilidades manuais. (IX.6) Também Mêncio diz: Confúcio foi uma vez um pequeno oficial encarregado de lojas. Ele disse: “Tudo o que tenho de fazer é manter registros acurados”. Uma vez ele foi um pequeno oficial encarregado de ovelhas e gado. Ele disse: “Tudo o que tenho de fazer é garantir que as ovelhas e o gado cresçam fortes e sadios”. (Mencius, V.B.5) 3. Entrada na vida oficial De acordo com Tso chuan (duque Chao 17), em 525 a.C. Confúcio apresentou-se ao visconde de T’an, que então visitava o reino de Lu, para ser instruído sobre o sistema usado no tempo de Shao Hao para nomear oficiais de acordo com nomes de pássaros. [222] Em 525 a.C. Confúcio tinha 27 anos, e é provável que ele já tivesse algum pequeno cargo na corte de Lu. De outra forma, ele dificilmente teria acesso à visita de um dignatário. Em 525 a.C., é registrado no Tso chuan (duque Chao 20) que Confúcio comentou, falando sobre o tratador de animais, que preferiria morrer do que atender a um chamado feito de forma equivocada. [223] Esse mesmo incidente é mencionado em Mencius (V.B.7), em que o comentário de Confúcio, um tanto diferente, é Um homem cuja mente está focada em altos ideais nunca esquece que ele pode terminar em uma vala; um homem de valor nunca esquece que sua cabeça pode ir a prêmio. No mesmo ano, Tzu-ch’an, o distinto governante de Cheng, morreu; Confúcio chorou e disse: “Um homem benevolente de antigamente”. [224] Em 518 a.C., antes de morrer, Meng Hsi Tzu, ainda recuperando-se da sua miserável performance de quando realizara uma cerimônia havia muitos anos, expressou o desejo de que seus dois filhos partissem para receber instrução de Confúcio sobre os ritos. [225] Em 517, quando o sacrifício ti [226] foi realizado no templo do duque Hsiang de Lu, apenas dois grupos de oito dançarinos wan participaram, enquanto o resto dos dançarinos estava na casa da família Chi. [227] Esse pode ter sido o incidente que ocasionou a reação de Confúcio que é registrada em Os analectos: Confúcio disse da família Chi: “Eles usam oito fileiras de dançarinas cada um para performances no jardim. Se isso pode ser tolerado, o que não pode ser tolerado?”. (III.1) 4. Visita a Ch’i Que Confúcio visitou Ch’i fica claro a partir de fontes primárias. Em Os analectos, encontramos: O Mestre ouviu o shao em Ch’i e por três meses não sentiu o gosto das refeições que comia. Ele disse: “Jamais sonhei que as alegrias da música pudessem chegar a tais alturas”. (VII.14) e O duque Ching de Ch’i perguntou a Confúcio sobre governo. Confúcio respondeu: “Deixe que o governante seja um governante, o súdito, um súdito, o pai, um pai, o filho, um filho”. O duque disse: “Esplêndido! Realmente, se o governante não for um governante, o súdito, um súdito, se o pai não for um pai e o filho, um filho, então, mesmo que houvesse grãos, conseguiria eu comê-los?”. (XII.11) e finalmente: Refletindo sobre como deveria tratar Confúcio, o duque Ching de Ch’i disse: “Não posso tratá-lo de forma tão exaltada quanto a que é dispensada para a família Chi [em Lu]”. Então ele o colocou em algum lugar entre os Chi e os Meng, dizendo: “Estou ficando velho. Receio não ser capaz de aproveitar os talentos dele”. Confúcio foi embora. (XVIII.3) Mêncio também registra a partida de Confúcio de Ch’i: Mêncio disse: “Quando deixou Lu, Confúcio disse: ‘Procedo da forma mais lenta possível. Esse é o modo como devemos deixar o reino do nosso pai e da nossa mãe’. Quando deixou Ch’i, ele partiu após esvaziar o arroz da panela. Esse é o modo com que deixamos um reino estrangeiro”. (VII.B.17. Ver também V.B.1) Nem Os analectos nem o Mencius dão data alguma para a visita a Ch’i, mas o duque Ching de Ch’i reinou de 547 a 490 a.C. Confúcio pode ter estado em Ch’i em qualquer época antes de 490, mas, na verdade, sua visita parece ter ocorrido muito antes de 490, pois, conforme veremos, ele estava de volta a Lu antes do ano 502. 5. Retorno de Ch’i a Lu Seja qual for a data da volta de Confúcio para Lu, depois disso algum tempo deve ter passado até que ele recebesse um cargo, já que ele é instado por várias pessoas a tomar parte da vida pública. Em Os analectos, encontramos: Alguém disse para Confúcio: “Por que o senhor não faz parte do governo?”. O Mestre disse: “O Livro da História diz: ‘Oh, um homem pode exercer influência sobre o governo simplesmente sendo um bom filho e amistoso com seus irmãos’. Ao agir dessa forma um homem estará, de fato, fazendo parte do governo. Como podem perguntar sobre ele fazer ativamente ‘parte do governo’?”. (II.21) E ainda: Yang Huo queria ver Confúcio e, quando Confúcio se recusou a ir vê-lo, ele mandou a Confúcio um leitão de presente. Confúcio mandou alguém vigiar a casa de Yang Huo e foi agradecer o presente durante a ausência dele. No caminho, calhou de ele encontrar Yang Huo, que lhe disse: “Venha, agora. Preciso falar com você”. Então ele continuou: “Pode ser chamado de benevolente o homem que, enquanto esconde seus tesouros, permite que o reino se extravie? Eu diria que não. Pode ser chamado de sábio o homem que, ao mesmo tempo que é ávido por participar da vida pública, constantemente deixa passar a oportunidade? Eu diria que não. Os dias e os meses passam. O tempo não está do nosso lado”. Confúcio disse: “Muito bem. Aceitarei um cargo”. (XVII.1) O Yang Huo dessa passagem tem sido tradicionalmente identificado como Yang Hu, um oficial da mansão da família Chi que conseguiu não apenas usurpar o poder da família Chi, mas também o poder no reino de Lu. No final, ele foi longe demais e teve de fugir do reino em 501 a.C. A identificação de Yang Huo com Yang Hu é aceita, e então a conversa registrada no trecho XVII.1 deve ter acontecido antes de 501, mas infelizmente mesmo assim a identificação não é segura. Um relato desse incidente também é encontrado em Mencius: Yang Huo queria ver Confúcio, mas não queria agir de maneira contrária aos ritos. Quando um ministro dava um presente a um cavalheiro, o cavalheiro, se não estivesse em casa para recebê-lo, tinha que ir até a casa do ministro para agradecer-lhe. Yang Huo esperou até que Confúcio estivesse ausente para presenteá-lo com um leitão defumado. Mas Confúcio também esperou até que Yang Huo saísse para ir lá oferecer seus agradecimentos. Naquela época, se Yang Huo tinha tomado a iniciativa de ser cortês para com Confúcio, como poderia Confúcio recusar-se a vê-lo? [228] Há algumas dificuldades em identificar esse Yang Huo com Yang Hu. Primeiro, Yang Huo é referido como “ministro”. Se ele fosse, de fato, Yang Hu, então ele seria meramente um oficial na mansão da família Chi. Mesmo que fosse prática comum conceder a tais oficiais, como cortesia, o título de ministro, é de se perguntar se Mêncio, um adepto da etiqueta, teria lançado mão de tal prática. Em segundo lugar, fala-se de Yang Huo como alguém que não queria “agir de maneira contrária aos ritos”. Isso não parece com o Yang Hu, de modo algum. Em terceiro lugar, em Mencius III.A.3, um dizer de Yang Hu é citado. É difícil entender por que a mesma pessoa deveria ser referida diferentemente nos dois lugares. Em quarto lugar, no Tso chuan há numerosas referências a Yang Hu, porém nenhuma a Yang Huo. De forma que não temos evidências concretas quanto à identificação de Yang Huo com Yang Hu, mas, é claro, isso não quer dizer que a identificação não possa ser correta. No Tso chuan (duque Ting I) há uma referência a Confúcio no escritório de ssu k’ou (comissário de polícia) em uma data depois de 502 a.C. [229] Isso é confirmado por Mêncio (VI.B.6). De acordo com Mencius (V.B.4), Confúcio recebeu um cargo sob Chi Huan Tzu, e isso deve, então, ter ocorrido entre 505 e 492 a.C., período em que este último esteve no poder. É possível que tenha sido enquanto Confúcio era ssu k’ou que Yüan Ssu foi seu administrador (Os analectos, VI.5). Também é possível que tenha sido a esse período que a conversa em Mencius se refere: “Quando Confúcio tinha um cargo em Lu, o povo de Lu tinha o hábito de disputar a presa de uma caçada para ser usada em sacrifício, e Confúcio tomou parte na briga. Se até mesmo lutar pela caça é permitido, tanto mais é aceitar um presente.” “Nesse caso, Confúcio não tomou o cargo para promover o Caminho?” “Sim.” “E nesse caso, por que ele se juntou à disputa pela caça?” “A primeira coisa que Confúcio fez foi decretar regras corretas para governar os navios sacrificiais, proibindo o uso de carne dos quatro membros em tais navios.” “Por que ele não renunciou ao cargo?” “Ele queria fazer uma tentativa. Quando ficou claro que tal proibição era possível e que, apesar de tudo, não era colocada em prática, ele renunciou.” (V.B.4) Durante o tempo em que Confúcio era ssu k’ou, houve dois acontecimentos dignos de nota. Primeiro, ele assistiu à cerimônia durante um encontro entre o duque Ting de Lu e o duque Ching de Ch’i, em Chia Ku, no ano 500 a.C. Isso fica registrado no Tso chuan (duque Ting 10). [230] O segundo foi a tentativa de demolir os três fortes das Três Famílias, em 498 a.C., que terminou frustrada. [231] No ano seguinte Confúcio partiu de Lu para ir a Wei. Poderia parecer que a partida de Confúcio era consequência direta do fracasso de tal atentado, mas tanto Os analectos e o Mencius dão como razões coisas totalmente diferentes. Em Os analectos, é dito: Os homens de Ch’i enviaram de presente moças cantoras e dançarinas. Chi Huan Tzu aceitou-as e não foi à corte durante três dias. Confúcio foi embora. (XVIII.4) Mêncio, entretanto, diz: Confúcio era o comissário de polícia de Lu, mas seus conselhos não eram seguidos. Ele tomou parte em um sacrifício, mas, depois, não lhe foi dada uma parte da carne do animal sacrificado. Ele deixou o reino sem sequer esperar para tirar seu chapéu cerimonial. Aqueles que não o entenderam acharam que ele agia desse modo por causa da carne (...). www.https//rt.br. Abraço. Davi

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

PENSAR NÃO TRAZ ILUMINAÇÃO: RELAXE SUA MENTE.

 

Budismo. www.odsalling.org. PENSAR NÃO TRAZ ILUMINAÇÃO: RELAXE SUA MENTE. A realidade é algo que, costumeiramente, vai ficando cada vez mais distante de nós, devido aos nossos apegos, desejos e visões distorcidas. Para poder compreender um pouco melhor a realidade da vida e enxergar além das aparências, precisamos contemplar os ensinamentos. Devemos nos lembrar, no entanto, que apenas compreender racionalmente não é o suficiente. Compreender é impermanente: você pode se esquecer facilmente do que aprendeu ou até mesmo compreender errado. A compreensão deve, então, ser equilibrada com o relaxamento da mente. Você usa seu intelecto -ouvindo, contemplando, questionando, compreendendo os ensinamentos. E, logo depois, você deixa os pensamentos irem embora. Você abre mão deles, porque eles não são o bastante: eles ainda não são a realidade absoluta da sua mente. Existem no mundo grandes pensadores, maiores do que eu e você, mas eles não atingiram a iluminação. Pensar não vai trazer iluminação. Mas se você cultivar a compreensão clara e relaxar sua mente –relaxar toda sua subjetividade e todo seu apego à fachada do eu, e à projeção desse eu como o outro- conseguirá experimentar a natureza não-dividida do estado desperto. Use métodos para fazer sua contemplação e relaxamento. Algumas vezes, você pode, depois de contemplar, gritar ou se mexer, fazer um mudra, ou apenas não fazer nada. Então você deve contemplar e relaxar novamente, várias vezes. É como uma gangorra, que varia de um lado para o outro. Na verdade, o que importa é o ponto focal, o ponto de equilíbrio dessa gangorra. Se você pensar na gangorra, por exemplo, vai perceber que ela nem existe: é apenas uma tábua apoiada em uma base. Ao atingirmos a compreensão desse ponto focal, de equilíbrio, percebemos que contemplação e relaxamento são a mesma coisa. Intelecto e essência não são diferentes. Quando conseguimos atingir esse nível, podemos considerar que nossa meditação está indo muito bem. E então, quando conseguimos absorver a realidade, é hora de praticar a grande quebra de paradigma que o Budismo Vajrayana propõe:  voltamos para o sofrimento das outras pessoas. É um exercício mental usado para cultivar a compaixão –que significa querer que o sofrimento do outro cesse. Este é um processo tremendo nesse caminho para realizar a natureza iluminada da mente. Basicamente, o que ocorre é que colocamos mais ênfase nos problemas dos outros do que nos nossos, de modo a ajudá-los de maneira amorosa e compassiva. E relaxamos nossa mente, aceitando que não temos todas as respostas para suprir as necessidades dos outros. E, então, nos voltamos para os budas e rezamos. Rezar é um processo interessante que fazemos com nossa mente. Não pense que estamos rezando para alguém separado de nós mesmos, alguém no céu, sentado no trono, envolto por nuvens. No caso do Budismo, rezar significa voltar a nossa mente em direção à perfeição, à essência, à não-limitação, ao amor e compaixão indivisíveis e estado desperto que é sabedoria – e que sempre esteve presente. Chagdud Tulku Rinpoche (1930-2002) comparava a oração ao sol: o sol brilha, não importa o que aconteça. Se você vive no fundo de um poço, você terá pouca luz e poderá ficar bravo porque o sol brilha pouco para você. Mas isso não é culpa do sol. Ele brilha igualmente para todos. Nós é que vivemos dentro do poço. Rezar é sair de dentro do poço e ficar exposto à luz do sol, que está lá, brilhando. O que muda é que, ao rezar, você se expõe a esse brilho, você fica mais disponível para receber os raios desse sol. A perfeição não tem preconceitos. Não é algo que você tem que ganhar, que merecer ou conquistar. É algo que você tem que notar. www.odsalling.org. Abraço. Davi

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

II. O CAMINHO DE CAIM

 

Cristianismo. www.graodetrigo.com. Texto de David W. Dyer. II. O CAMINHO DE CAIM. MUITAS OBRAS MARAVILHOSAS. Oh, as catedrais que têm sido construídas, as liturgias que têm sido formuladas, os arranjos musicais que têm sido criados, as mensagens que têm sido pregadas, as peças de teatro, dança, mímica, etc. que têm sido feitas – tudo em nome da adoração! Entretanto, Deus não aprova nenhuma destas coisas se não foram iniciadas por Ele. Elas e muitos outros itens desta natureza, são realizações tremendas, porém humanas. Não estou tentando diminuir a excelência de nenhuma delas. Ainda assim, o seu valor é nulo se comparado com a beleza e a glória do que Deus providenciou. Muitas destas coisas são apenas obras humanas, as melhores que podemos produzir. Ainda assim elas não podem atingir o alvo, a exigência de Deus. É comum que os homens apreciem tais coisas com sua alma, seus sentidos e frequentemente confundam esta apreciação com alguma bênção espiritual. Entretanto, Lucas 16:15 afirma que “(...) pois aquilo que é elevado entre homens é abominação diante de Deus”. Coisas meramente naturais não têm absolutamente valor espiritual. Elas nada fazem para intensificar nossa adoração ou para atrair a presença de Deus. A razão pela qual Deus rejeita tais coisas é que elas são uma substituição humana para a verdadeira oferta que Ele providenciou. Consequentemente, o espírito do homem é deixado sem ministração quando estas coisas naturais predominam em nossas reuniões cristãs. Quantas vezes você saiu de um culto insatisfeito? Quantas vezes você ouve muitas mensagens em muitos encontros, conseguindo apenas umas migalhas da mesa do Senhor? Quantas vezes nossa adoração a Deus é formal, “religiosa”, até energética mas espiritualmente morta? Tudo isto somente serve para provar que temos seguido o caminho de Caim. Temos oferecido nossos melhores vegetais a Deus. Nenhuma de nossas ideias ou invenções, não importa quão boas ou “corretas” elas possam ser, poderá satisfazer a Deus. E quando Deus não está satisfeito, nós também não poderemos estar espiritualmente satisfeitos. Oh, mas que diferença há no Filho! Quando o povo de Deus se reúne e se abre para Ele, permitindo que o Seu Espírito Se mova em nosso meio, permitindo que o Sumo Sacerdote de nossa confissão dirija a adoração, o louvor e o ministério, quão satisfatórios estes encontros podem se tornar! Como serão cheios do Espírito e de Verdade! Como estes encontros serão ungidos e agradáveis! O homem se satisfaz porque Deus está satisfeito, tendo visto e aceito a oferta de Seu Filho. FOGO ESTRANHO. No Velho Testamento temos um outro exemplo da vã religião humana. Nadabe e Abiu eram filhos do Sumo Sacerdote. Eram os filhos mais velhos de Arão e foram consagrados a Deus juntamente com ele para ser sacerdotes ao Senhor. Os dois tinham bastante experiência em adorar ao Senhor e até chegaram a ver fogo cair do céu sobre os sacrifícios que ofereciam (Levítico 9:24). Então, começaram a achar que tinham um bom domínio no negócio da religião. Pensavam que já eram capazes de inventar algo para adorar a Deus. Tiveram a ideia de colocar um pouco de incenso em seus incensórios e foram para o santo tabernáculo. O resultado foi desastroso. Veio fogo do céu e os consumiu. Esta foi a reação de Deus às suas inovações (Levítico 10:1,3). Talvez estas coisas podem falar algo para nós hoje. Como homens, temos uma profusão de ideias para contribuir com as reuniões das igrejas – apresentações dramáticas, danças, mímica, adoração pré-planejada, performances musicais, práticas tradicionais, muitos dos adereços e formatos que achamos tão normais hoje na religião cristã – todas estas coisas podem ser apenas fogo estranho oferecido ao Senhor. Nós, povo de Deus, deveríamos chegar diante Dele com temor reverente. Deveríamos tomar cuidado para não seguirmos o caminho de Caim! É essencial que nossa adoração seja algo verdadeiramente espiritual, que venha do próprio Deus jorrando dentro de nós e Se derramando através de nós! Não é suficiente que, quando estamos juntos, sejamos simplesmente informados, emocionalmente estimulados ou entretidos. Ele, tão somente Ele, é a fonte de genuína oferta espiritual. Deus pode tolerar nossos exercícios religiosos hoje em dia. Hoje, Ele não manda fogo do céu para destruir estas coisas que muitos de nós estamos fazendo. Entretanto, somos ensinados que um dia nossas obras passarão pelo teste do fogo e, se estivemos construindo com madeira, feno e palha, nossa obra será consumida. Lemos que o Senhor virá repentinamente ao Seu Templo e irá purificar os filhos de Levi de modo que sua oferta seja feita em justiça (Malaquias 3:1-3). Por favor, não me entendam mal. Não há dúvida que Deus pode nos conduzir em nossa adoração enquanto cantamos, dançamos ou fazemos muitas outras coisas. O Rei Davi dançou diante do Senhor com toda a sua força (2 Samuel 6:14). Débora, Moisés e muitos outros, compuseram canções de louvor. Entretanto, fizeram estas coisas porque estavam transbordando de unção do Espírito Santo. Não fizeram isto por achar “apropriado”, “sagrado”, “bonitinho”, ou “comovedor”. Aquilo que se origina em Deus e as invenções dos homens podem parecer iguais. Podem até mesmo ter a mesma forma e aparência. Entretanto, há um universo de diferença! A questão não é realmente sobre a forma, mas sobre a fonte destas coisas. Se a fonte não é Deus, não importa o quão maravilhoso possa parecer, não importa que a doutrina possa estar correta, não importa que seja bom de se ver, isto é rejeitado por Ele. Por outro lado, tudo o que é inspirado pelo Espírito Santo, é importante e deveria ser incluído em nossa adoração. Como nós, os filhos de Deus, precisamos aprender a discernir entre o sagrado e o profano, entre o limpo e o sujo (Ezequiel 22:26)! É triste, mas é verdade que muitos cristãos não aprenderam a discernir entre a alma e o espírito (Hebreus 4:12). Muitos passaram tão pouco tempo na presença de Deus meditando sobre as escrituras que nunca experimentaram a Sua espada do Espírito separando o que é natural e humano daquilo que é espiritual. Frequentemente, não temos crescido em nosso discernimento para sabermos o que Deus está pedindo. E, agindo assim, temos falhado em atingir Seus objetivos – adoração em Espírito e em verdade. Há uma tendência entre alguns homens de apreciar coisas com as quais estão habituados ou que existem há muito tempo. Outros gostam de inovações em sua adoração. Entretanto, tudo deve ser levado ao controle do Espírito Santo e somente Ele deve ser soberano sobre tudo o que fazemos. Além disso, já que Jesus é uma pessoa viva, as práticas e experiências em que Ele nos lidera, poderá mudar. Assim como o nosso relacionamento com outras pessoas está em constante transformação, assim também a misericórdia de Deus se renova a cada manhã (Lamentações 3:22,23). Portanto, devemos estar em constante comunhão com Ele de maneira que possamos sentir e seguir o que Ele está fazendo hoje. É possível que muitas pessoas não compreendam o que estou dizendo e se sintam ofendidas por minhas palavras. Porém, meu alvo não é ser ofensivo, mas é que todos possam experimentar cada vez mais da realidade do Espírito Santo em suas vidas. Por favor, reveja a passagem em Lucas que declara o quanto o Pai do Céu deseja derramar de Seu Espírito sobre aquele que Lhe pedir (Lucas 11:11-13). Ele anseia que saibamos a diferença entre o que é espiritual e o que é natural, para que possamos ofertar coisas que são aceitáveis e agradáveis a Ele! Deus nos ama muito. Ele derramou sobre nós o Seu Espírito. Ele nos ofereceu o Seu único Filho. Deus não guardou de nós nada que fosse necessário para uma verdadeira adoração e um puro relacionamento com Ele. Como nós, como homens, precisamos aproveitar tudo que Deus nos tem dado! Oh, que tenhamos o discernimento para saber o que se origina na alma e o que vem do Espírito. É em nosso espírito que nos ligamos a Deus (1 Coríntios 6:17). E é somente através do Espírito Santo que podemos oferecer um sacrifício que seja aceitável. Para conseguir encontros genuinamente espirituais nós, assim como nosso devoto antecessor Abel, precisamos estar trabalhando durante a semana naquilo que Deus providenciou – o Cordeiro. Se chegamos de mãos vazias aos nossos encontros na igreja, se não estivemos na presença do Senhor nos alimentando e não temos tidos o Seu Espírito Se movendo dentro de nós durante a semana, não teremos nada para oferecer. Se não nos empenharmos nas escrituras em andar em comunhão com o Cordeiro em nossa vida diária, como podemos trazê-Lo como uma oferta? Nesta situação, muitos cristãos são tentados a oferecer vegetais. Talvez pela falta de experiências espirituais, talvez pela falta de um relacionamento íntimo com o próprio Deus, eles são deixados sem o Cordeiro e só podem oferecer aquilo que cresce do solo – algo terreno, algo natural. Estas coisas são espiritualmente insatisfatórias. O fato que o Pai procura homens e mulheres que O adorem em Espírito deveria realmente nos impressionar. Agora mesmo Ele está procurando por adoradores! Seu coração hoje está ansiando por verdadeiros adoradores que ofereçam sacrifícios de louvor, o fruto de seus lábios, aqueles que irão oferecer a Ele o que Deus forjou neles através de Jesus Cristo. Oh, como precisamos orar, como necessitamos procurar a Sua face para que possamos experimentar este tipo de adoração! Não pode ser difícil. Na verdade, não deveria ser, porque Cristo morreu para que fosse assim. Nada tem sido negado a nós. O sacrifício do próprio Deus está completamente à nossa disposição. Portanto, vamos chegar até Ele e nos encher com o Cordeiro de Deus de maneira que, quando estivermos reunidos e Ele estiver no meio de nós, possamos oferecer um doce aroma, santo e agradável a Deus. Que possamos ser, como Paulo diz: “(...) a circuncisão, que adoramos a Deus em Espírito” (Filipenses 3:3). Irmãos e irmãs, eu oro sinceramente para que estas coisas se tornem a sua realidade. www.graodetrigo.com. Abraço. Davi

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

I O CAMINHO DE CAIM

 

Cristianismo. www.graodetrigo.com. Texto de David W. Dyer. I. O CAMINHO DE CAIM. Há muito tempo atrás, no Jardim do Éden, o primeiro homem, Adão e a sua esposa, Eva, caíram. Eles haviam pecado contra o Altíssimo, fazendo a única coisa que Ele havia ordenado que não fizessem. Agindo assim, estas duas primeiras pessoas danificarem seu relacionamento com Deus e tiveram ciência de sua própria nudez. Embora tivessem tentado se cobrir juntando folhas de figueira, quando ouviram a voz do Senhor que passeava pelo jardim na viração do dia, eles se esconderam e estavam assustados. O homem, que havia sido criado por Deus e gozado de doce comunhão com Ele, agora estava se escondendo de Deus, nu e envergonhado. Conforme nós sabemos agora, isto não foi uma surpresa para o Senhor. Ele sabia de antemão que o homem que criou iria desobedecer a Seu mandamento e cair em pecado. Já que Deus não é limitado pelo tempo e compreende simultaneamente tanto o princípio como o final de todas as coisas, Ele já havia preparado o caminho da salvação. Neste exemplo, em favor deste primeiro homem, Deus deve ter matado algum tipo de animal, porque somos ensinados que Ele fez roupas de pele para o casal. Foi tirando a vida de uma outra criatura que Deus providenciou uma cobertura que Adão e Eva tão desesperadamente necessitavam. Agora gostaria de sugerir a vocês que o animal morto por Deus era um cordeiro. Embora isto não possa ser provado, sinto que existe uma grande possibilidade. Harmoniza lindamente com o resto da Escritura e com o supremo plano de redenção de Deus. Esta atitude, sem dúvida, estava apontando para o tempo em que Ele permitiria que Seu único Filho, o Cordeiro de Deus, fosse morto como cobertura para os nossos pecados – escondendo nossa nudez e rebelião contra Deus. Também mais adiante, no livro de Gênesis, temos uma insinuação de que talvez fosse mesmo um cordeiro que foi morto por causa de Adão e Eva. Quando examinamos rigorosamente as escrituras, surge um quadro. Aprendemos que Abel era um pastor, enquanto Caim era um lavrador da terra, um agricultor. Já que Deus não havia permitido ao homem que comesse carne antes do dilúvio, mas eram herbívoros (Veja Gênesis 1:29,30 e 9:2,3), podemos indagar porque Abel estava zelando de cuidar por cordeiros. Por que ele gastou seu tempo cuidando de animais se não podia comê-los? A resposta é, muito provavelmente, encontrada na ideia de que estes animais eram usados para fornecer vestimentas. Estas ovelhas devem ter sido criadas por causa de sua lã ou por causa de sua pele, que eram usadas como cobertura, dando assim, suporte à ideia que foi Deus quem havia dado o exemplo a eles. Tanto Caim quanto Abel, provavelmente, tinham conhecimento do que havia ocorrido com seus pais no Jardim do Éden. Estou certo que, como pais fiéis, os dois compartilharam com seus filhos tudo o que ocorrera e tentaram instruí-los na maneira correta de caminhar com Deus. Quando lia no livro de Gênesis que Deus rejeitou a oferta de Caim, eu me preocupava porque esta rejeição parecia arbitrária. Não conseguia compreender como Ele podia julgar entre esses dois homens se ambos estavam agindo puramente por instinto. Entretanto, agora sinto que Caim sabia tanto quanto Abel o tipo de sacrifício que Deus requeria. Ele sabia, pelo testemunho de seus pais, que eles haviam sido cobertos pela morte de um cordeiro e que Deus exigira o derramar do sangue para a expiação do pecado. Todavia, Caim escolheu seguir seu próprio caminho, embora sabendo da justa exigência de Deus. Ele deliberadamente O desobedeceu, ignorando o que havia sido evidentemente providenciado. Em vez disso, ofereceu algo de sua própria invenção, algo de sua própria imaginação, algo que ele mesmo podia produzir. Ele pode ter pensado algo assim: “Porque eu devo oferecer um cordeiro? Os vegetais que eu plantei são ótimos, não há nada de errado com eles. De fato, eles são os melhores vegetais das redondezas. Por que não posso oferecer a Deus o que tenho de melhor? Não é bom o bastante? Não há dúvida que Ele vai reconhecer isto e recebê-lo.” Mas, como lemos em Gênesis 4:5, Deus rejeitou a oferta de Caim. Não importava quão boa ela era, não importava o quão maravilhosa parecia ser. Ainda que Caim houvesse trazido o seu melhor, Deus não estava satisfeito. Ele já havia demonstrada qual era o sacrifício necessário. Ele já havia estipulado o formato para que os verdadeiros adoradores O seguissem e era apenas através da obediência que o Seu prazer e favor poderiam ser ganhos. UMA MENSAGEM PARA HOJE. O que esta história tão antiga nos fala hoje? Como é que nós, crentes, podemos aprender da experiência destes primeiros homens e evitar o caminho de Caim? No Novo Testamento, assim como no Velho, Deus determinou a todos os crentes o modo adequado de adoração. Vemos no livro de João 4:23,24 a seguinte declaração: Jesus diz, “Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade.” Por favor, notem o tempo do verbo aqui. As Escrituras não dizem que “podem” ou mesmo “talvez devessem”, mas afirma especificamente que aqueles ADORARÃO a Deus no espírito. Tal adoração não é opcional. Qualquer coisa menos que isto não atinge o objetivo do claro mandamento de Deus. Você vê, tanto no Novo como no Velho Testamento, um cordeiro foi morto para a cobertura de pecados. Deus tinha providenciado um Cordeiro! E este Cordeiro deve ser a nossa oferta. Nada mais é adequado. Não importa quão bom possa parecer; não importa quão correto “segundo as Escrituras” possa aparentar; não importa quão reverente, adornado ou musicalmente excelente possa ser; nenhuma outra coisa será satisfatória. Somente o Cordeiro irá satisfazê-los. Este fato tem uma importante aplicação para nós, como cristãos. Quando nos reunimos para adorar o Pai, precisamos adorá-lo em Espírito. Quando estamos juntos, é essencial que entremos no Espírito de Jesus Cristo para que nossa adoração e nosso louvor e, na verdade tudo o que fazemos, se origine Nele. Ele é quem deve estar dirigindo nossas reuniões na igreja. Além disso, é este Cordeiro que deve ser a essência deles. Mas, o que significa “estar no Espírito”? Significa que estamos em um certo estado de ânimo? Será que ele indica que entramos na emoção de uma determinada situação? Não. Significa que nós realmente entramos na presença de Deus através do Santo Espírito. Significa que estamos “plenos” do Espírito de Jesus Cristo e sendo dirigidos por Ele. Vemos nos Evangelhos: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mateus 18:20). Jesus não vem às nossas reuniões como um espectador. Ele não vem para nos ouvir em nossas cerimônias ou “serviços”. Cristo tem aparecido como nosso Sumo Sacerdote, para nos dirigir em louvor e adoração ao nosso Deus. Quando Jesus vem para o nosso meio, vem como Aquele que vai dar origem a todas as coisas. É Ele quem deve estar escolhendo as músicas e é Ele mesmo quem deve Se derramar em nossas orações e através delas. É o Espírito de Jesus quem deve emanar da ministração da Palavra. Deus Se satisfaz apenas com a oferta de Seu Filho e é somente quando nos reunimos e oferecemos a Ele tudo o que flui de Jesus Cristo que o Pai se agrada. Qualquer coisa menos que isto é apenas “vegetal”. Talvez alguns acreditem que o objetivo em nossos encontros deve ser que os mesmos sejam de acordo com a Bíblia. Imaginam que, se simplesmente imitarmos aquilo que achamos que os crentes do Novo Testamento faziam, Deus se sentirá satisfeito. Isto leva tantos cristãos em seus encontros a tentar encontrar as bênçãos de Deus através de “fazer adoração” ou de pregação. Isto é uma prática muito incerta. Às vezes, parece que acertamos, outras vezes, não. Quando as coisas não correm muito bem, é comum os líderes culparem os que se assentam nos bancos pela falta de entusiasmo ou consagração. Mas o problema com esta prática é o seguinte: Quais das milhares de coisas das escrituras Jesus deseja que façamos hoje? A Igreja primitiva fazia muitas coisas. A Bíblia está repleta de coisas que Deus deseja que digamos ou façamos em uma determinada situação. Então, sabendo como Ele está nos liderando agora é a única maneira de obter a benção. Para acertar isto, precisamos estar no Espírito. Precisamos ter um relacionamento real e íntimo com Ele. Deste modo, podemos sentir Sua liderança, segui-Lo naquilo que Ele está fazendo e, assim, alcançar a satisfação da verdadeira adoração espiritual. Quão frequentemente nós, povo de Deus, temos ido pelo caminho de Caim! (Judas 11). Quantas vezes nos reunimos e oferecemos a Deus o que se origina exclusivamente em nossos próprios corações! Nossas próprias ideias, invenções dos homens, coisas que têm uma mera qualidade da alma, têm sido colocadas no lugar de Cristo, como substitutas. Temos erradamente suposto que, se o que fazemos é bom, se é suficientemente bíblico, se é bastante elaborado, se é suficientemente melodioso, Deus estará satisfeito. Não há dúvida que nós, como seres humanos, oferecemos a Deus o que temos de melhor. Tudo o que fazemos tem as melhores intenções, humanamente falando. Entretanto, mesmo com todas estas coisas, Deus não Se satisfaz. Ele não pode Se satisfazer. Ele mesmo nos ensinou o Caminho e nós temos que andar Nele. www.graodetrigo.com. Abraço. Davi

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

OS SERES ESPIRITUAIS NO COSMO ESPIRITUAL

 

Religião Afro-brasileira. UMBANDA. Livro A Proto Síntese Cósmica. Texto de Yamunisiddha Arhapiagha. Mestre Tântrico Curador. Médium F. Rivas Neto. Capítulo Dois. OS SERES ESPIRITUAIS – SERES ESPIRITUAIS NO COSMO ESPIRITUAL – SERES ESPIRITUAIS NO UNIVERSO ASTRAL – INDIVIDUALIDADE – ATRIBUTOS DO SER ESPIRITUAL. Quando falamos Seres Espirituais, queremos nos referir não apenas aos Espíritos tanto encarnados como desencarnados no Reino Natural ou Universo Astral; também são Seres Espirituais aqueles que não desceram das infinitas regiões do Cosmo Espiritual ou Reino Virginal onde evoluem, como vimos, isentos de qualquer veículo composto de Substância Etérica. Tanto os Seres Espirituais PUROS, isto é, isentos de qualquer veículo, no Reino Virginal, como os Seres Espirituais que já estão com veículos de exteriorização de sua consciência, percepção, desejos, etc, através da Substância Etérica, são de uma natureza diferente, quer seja do Espaço Cósmico, quer seja da Substância Etérica ou da energia condensada a vários níveis. É também importante salientar que, ao contrário da matéria, os Seres Espirituais não se desintegram, não estão sujeitos aos processos associativos ou dissociativos tão comuns na matéria. Com isso, afirmamos que os Seres Espirituais são Eternos, Incriados e Indestrutíveis, sendo pois sua Natureza Vibratória distinta da Setessência da matéria, ou seja, os Espíritos não são nada daquilo que seja inerente à matéria, mormente em seus processos de transformação, tais como as transformações da matéria densa para as mais sutis, como por exemplo no fenômeno da morte física ou desencarne. Os Seres Espirituais ou Espíritos, tal como cada um de nós, pois também somos Seres Espirituais, são ETERNOS. Somos Eternos, pois a origem de nossa natureza Vibratória Espiritual Pura é do conhecimento único da Deidade, sendo, pois, Arcano Divino. Somos, pois, coeternos com a Divindade Suprema. Somos INCRIADOS, pois somos da mesma Natureza Vibratória da Divindade, sem sermos a própria Divindade, e muito menos centelha ou fagulha Dela. Somos, sim, Espíritos e a Divindade Suprema é o TODO PODEROSO — o SUPREMO e IMACULADO ESPÍRITO. Somos Incriados, pois não fomos Criados. Há quem diga que nós, os Seres Espirituais, fomos criados simples e ignorantes para, após períodos de elevação, na Lei de Causa e Efeito, alcançarmos a relativa perfectibilidade. Esta é uma assertiva que, embora respeitemos, não aceitamos em nossa Corrente Astral de Umbanda, pois se a aceitássemos estaríamos negando os atributos do Supremo Espírito — Deus. Como um Ser Supremo, infinitamente JUSTO, infinitamente BOM e SÁBIO, criaria de Si mesmo seres imperfeitos, tal qual cada um de nós? E mesmo que nos criasse distintos de sua Natureza Vibratória Divina, simples e ignorantes, como dizem alguns, onde estaria Sua Suprema Sabedoria? Para que criar Seres Espirituais ignorantes que iriam desejar o Universo Astral, ou seja, a descida do Cosmo Espiritual ao Universo Astral, fazendo-se necessária, como foi, a manipulação da Substância Etérica caótica, transformando-a em Substância organizada, para dar formação ao Universo Astral onde a energia tem domínio? Que Deus caprichoso é esse? Que Pai Sublime é esse, que gostaria de ver Seus Filhos passarem pelas mais difíceis situações, só para que eles aprendessem a dar valor à Sua Superioridade e Perfeição? Claro que nosso bom senso rechaça veementemente essas afirmações. Assim, a Corrente Astral de Umbanda entende que os Seres Espirituais são incriados. Não foram criados por Deus, como se o Supremo Ser pudesse criar algo imperfeito. Embora todos sejamos sujeitos ao aperfeiçoamento, não foi Deus que nos criou imperfeitos, mas sim, ajustou Leis, para que essas nos regulassem e fizessem com que alcançássemos a perfectibilidade, ou através do Cosmo Espiritual, ou do Universo Astral. Esperamos pois ter deixado bem claro que nós, Seres Espirituais, não fomos criados pelo Pai Supremo, como também não somos originários da própria Natureza Divina. Se todos fôssemos de origem divina, por que não seríamos todos iguais? E mesmo que a Divindade nos tivesse criado simples e ignorantes, por que não seríamos todos iguais? Ou será que houve privilégios? Como vêm, Filhos de Fé, se quisermos crer que Deus nos criou, chegaremos às raias do absurdo, como o acima citado, de que o Supremo Espírito "fez" seres privilegiados. Assim, a Corrente Astral de Umbanda, em seus Fundamentos, tem como ponto chave que todos os Seres Espirituais são Individualidades, e que como Individualidades têm suas Vibrações Individualizadas próprias, de maneira que a tônica espiritual que lhes seja própria possa se revelar, isso tanto no Cosmo Espiritual como no Universo Astral, obedecendo aos ditames do livre-arbítrio, prerrogativa do Pai Supremo estendida a todos os Seres Espirituais, para que cada um se revele e evolua segundo sua própria vontade. As Afinidades Virginais, tais como percepção, inteligência, desejos, vontades, são pois inerentes a cada Ser Espiritual, sendo que cada um, segundo essas mesmas Afinidades Virginais, se expressa desta ou daquela forma. Muitos, nessa hora, já devem estar com uma pergunta de há muito na cabeça: — Como, se não somos criados por Deus, a Entidade que escreve o livro O chama de DEUS PAI? Muito inteligente sua pergunta, Filho de Fé estudioso. Atente pois para a resposta! Cremos na PATERNIDADE MORAL da Divindade, pois temo-Lo como o Supremo Espírito, Inacessível, mas INFINITAMENTE MISERICORDIOSO E SÁBIO. Assim, aceitamos a Paternidade Suprema de Deus, no aspecto de ter Ele permitido, através de Sua Onisciência e Onipotência, meios para que evoluíssemos, criando Leis Regulativas para que nos educássemos espiritualmente. Para finalizarmos este pequeno capítulo relativo à nossa Realidade Eternal, como Seres Espirituais ou Espíritos, queremos que fique bem claro aos Filhos de Fé o seguinte: 1. Todos os Espíritos são IMATERIAIS — Somos isentos de matéria, de energia ou qualquer processo agregativo sobre nós. Não somos compostos atômicos, eletrônicos, fotônicos, quarks, antimatéria, etc. Somos apenas Espíritos, com nossa própria Natureza Vibratória Espiritual. 2. Todos os Seres Espirituais são INCRIADOS — Somos incriados, pois nossa origem se perde na Eternidade. Somente a Deidade, Detentora e Conhecedora da Eternidade, é quem sabe nossa origem. Afirmamos também que o Supremo Espírito não nos criou. Quando dizemos que nossa ESSÊNCIA ESPIRITUAL é originada da mesma do PAI, não estamos dizendo que é a própria do PAI. 3. Todos os Seres Espirituais são PERFECTÍVEIS — Todos nós, indistintamente, caminhamos para o aperfeiçoamento. 4. Não fomos criados por Deus simples e ignorantes — DEUS não criaria ninguém simples e ignorante, esperando que cada um evoluísse e alcançasse a evolução através de duríssimas e penosas provas. A Corrente Astral de Umbanda crê num Deus infinitamente Bom e Justo, e não num DEUS sádico e cruel. 5. Cremos inabalavelmente na Suprema Consciência Una, que estende sobre nós, Individualidades Espirituais, o Seu beneplácito espiritual. 6. Todos os Seres espirituais podem evoluir em 2 regiões distintas: a) COSMO ESPIRITUAL — É o que já definimos como as infinitas regiões do espaço cósmico onde jamais houve, por menor que fosse, interpenetração da matéria ou energia. Nesse campo espiritual ou reino virginal, o Espírito pode evoluir, segundo um karma causal. É óbvio que, nesse lado da "Casa do Pai", os Seres Espirituais estão isentos de "veículos" ou Corpos. Não têm a mínima agregação sobre Si de elementos da matéria ou anti matéria. b) UNIVERSO ASTRAL — É o que também já definimos como uma região do espaço cósmico que já foi interpenetrada pela substância etérica ou matéria-energia. Nesse Universo Astral é que há os milhões de galáxias, com seus sistemas solares, e esses com planetas, satélites, etc. E nesse Universo Astral que o Espírito pode evoluir segundo um Carma constituído. Nesse lado da "Casa do Pai" é que o Ser Espiritual constitui seus 7 Corpos ou Veículos de Expressão de sua consciência, percepção, inteligência, sentimentos, etc, através dos Arquitetos Siderais. Esses 7 Corpos ou "veículos" do Espírito-Consciência são de Energia-Massa em vários níveis, obedecendo a Setessência da Matéria. Que não se faça confusão entre Cosmo Espiritual e Universo Astral. Como dissemos, no Universo Astral há os vários níveis energéticos, e o Ser Espiritual, dependendo de seu grau evolutivo, em sua jornada evolutiva, ora estará num dado plano — que lhe caracterizará a necessidade de reajuste no Corpo do plano afim imediatamente superior — ora no plano imediatamente inferior, gerando, como exemplo aqui na Terra, o fenômeno do NASCIMENTO e MORTE, que veremos detalhadamente nos capítulos que se seguem. Capítulo Três. OS PLANOS DE EVOLUÇÃO DO SER ESPIRITUAL – NECESSIDADE DE EVOLUÇÃO – A QUEDA DO COSMO ESPIRITUAL – O DESEQUILÍBRIO DO PAR ESPIRITUAL – ASTRAL. O Espírito sopra onde quer. Assim como outros, também nós afirmamos esse axioma. Interessante notar que, desde o Instante-Eternidade em que conscientemente tivemos Consciência e Inteligência, tivemos também a percepção do "Si mesmo", consubstanciada no "EU SOU". Sempre soubemos, no Cosmo Espiritual, o que era o "EU", como algo intrínseco a nós, em suma, nós mesmos em Natureza Vibratória Espiritual. Diferenciávamos muito bem o que era similar à nossa Natureza, ou seja, os outros Seres Espirituais, mas também sabíamos que eles não eram "EU". Com essas afirmativas do que é "EU" em relação ao "NÃO EU" surgiu a percepção consciente da Individualidade. Também distinguíamos o meio em que "habitávamos" como o "NÃO EU", e também distinguíamos que sua Natureza Vibratória era diferente da nossa. Claro está que o Cosmo Espiritual, essa outra Realidade onde "habitávamos", era e é o Espaço Cósmico, o Vazio-Neutro. Como Seres Espirituais, diferenciávamos a nossa Individualidade, essa que também, em sentido mais genérico, pertencia a uma das "duas qualidades inerentes" à nossa Pura Vibratória Espiritual. Essas duas "qualidades inerentes" à nossa Vibratória faziam com que todos os Seres Espirituais se agrupassem em duas faixas de PURA VIBRATÓRIA ESPIRITUAL, diferentes entre si. Sabíamos então que a nossa Realidade Espiritual se particularizava em dois polos. Chamamos esses polos de "Afinidades Virginais Positivas" e "Afinidades Virginais Negativas". Assim, de forma bem inteligível, demos nomes a essas duas "qualidades inerentes" a todos os Seres Espirituais. Essas "Afinidades Virginais", tanto Positivas como Negativas, faziam com que os seres Espirituais percebessem que suas propriedades individuais vibravam em sintonia com os de sua polaridade afim, na forma de percepção, desejos, inteligência, etc. Para que fique bem claro, aquilo que denominamos como POSITIVO e NEGATIVO, também poderíamos chamar de ATIVO e PASSIVO. Reforçando nossos conceitos, reafirmamos que os Seres Espirituais são de um Princípio Dualista em suas vibrações. Assim, os Seres Espirituais também perceberam que se agrupavam em Pares Vibratórios, e que, se desejassem exteriorizar de forma concreta suas Afinidades Virginais, fariam-no através do Universo Astral, ou seja, um dos lados da "Casa do Pai", onde a matéria ou energia-massa já havia interpenetrado, e, é claro, tudo ficando à mercê de suas propriedades e qualidades. O Ser Espiritual, portanto, de forma concreta, impregnaria na matéria suas Afinidades Virginais, surgindo assim a consciência do "ETERNO MASCULINO" ou do "ETERNO FEMININO". Que fique bem claro ao Filho de Fé que, somente quando o Ser Espiritual, fazendo uso de seu livre arbítrio, desceu do Cosmo Espiritual ou Reino Virginal, ao Universo Astral ou Reino Natural, identificou conscientemente aquilo que denominamos de Eterno Masculino ou Eterno Feminino, surgindo assim a diferenciação dos Seres Espirituais, naquilo que a posteriori veio ser denominado SEXO. Quando afirmamos "eterno masculino" ou "eterno feminino", queremos dizer que os Seres Espirituais que, por exemplo, são da linha do eterno masculino, sempre (exceto casos anormalíssimos, que deixaremos para abordar detalhadamente em outro livro) foram e serão MASCULINOS, não importando se encarnarem e reencarnarem centenas de vezes, o mesmo acontecendo com os seres do eterno feminino. Este Universo Astral, como vimos, é uma 2a Via Evolutiva do Ser Espiritual, mas como veremos, o mesmo Ser Espiritual pode evoluir na 1a Via, ou a do Cosmo Espiritual. Assim, fica óbvio que no Cosmo Espiritual ou Reino Virginal os Seres Espirituais também podiam evoluir, naquilo que chamamos de Carma Causal. Dentro desse Karma Causal, os Seres Espirituais, segundo suas próprias Afinidades Virginais, se posicionam em determinados graus hierárquicos. Muitos desses Seres Espirituais sentiram que, para avançar nesse sistema evolutivo (o do Reino Virginal), necessitariam "melhor se conhecerem" ou se "auto experimentarem". Nesse determinado instante da Eternidade Espiritual desse Ser, sentia ele a necessidade de ser envolvido em "veículos" de sua Consciência, que consubstanciariam suas vontades. Tinha necessidade de experimentar a si mesmo e ao seu "par Cármico causal" ou par vibratório espiritual. 2 Sentiriam suas Afinidades Virginais agregar sobre si a matéria, com suas qualidades e propriedades e, através dela, definiriam certos Enigmas-Chave de sua Natureza Vibratória Espiritual que obstavam a evolução na 1a Via (Reino Virginal ou Cosmo Espiritual). Esse "Enigma Virginal" era a necessidade de completar-se, de envolver sua Individualidade, ativa ou passiva, na de seu oposto e sentir-se pleno. Essa necessidade de romper esse "Enigma Virginal" não é inerente a todos os Seres Espirituais, pois muitos daqueles que não o romperam descendo, por suas próprias qualidades individuais "quase perfeitas", subiram ainda mais, rompendo-o por cima, se é que assim posso me expressar. No Instante-Luz da Eternidade em que o romperam por cima, ficaram conhecendo e sendo Senhores desse "Enigma" por baixo. Conhecer e ter domínio do Universo Astral, eis a consequência de ter vencido o "Enigma" por cima. Não necessitaram experimentar objetivamente, mas conhecem-no e, como "Divinos Guardiães", abrem ou fecham os portais aos Seres Espirituais que desejam e necessitam romper o "Enigma Virginal" pela 2ª Via, a do Universo Astral. A primeira impressão, poderá parecer que o livre arbítrio ou vontade de cada Ser foi cerceada, pois citei "portais" que se abrem e se fecham. Em todos os planos da "Casa do Pai Supremo" há Leis Regulativas, que obedecem a "momentos-instantes" mais favoráveis, e em obediência a essa lei é que todos os Seres Espirituais que desejaram descer, desceram, mas como afirmei, no "momento-instante" exato. Esses "Seres Espirituais Superiores", também por meio de sua "quase infinita capacidade operante", informam, através de formas-mensagens de Pura Vibração Espiritual de Espírito para Espírito, a esses Seres que quiserem romper o "Enigma Virginal" por baixo, que, se tiverem para consigo e seu oposto o "Equilíbrio Virginal" necessário, alcançarão em um determinado "Instante-Eternidade" a evolução pelo próprio hábitat virginal, que é o Cosmo Espiritual. Dependendo do Ser Espiritual e seu oposto, ou melhor, do "Par Vibratório", "aguardam" eles até o Instante-Luz bendito em que, rompendo o "Enigma Virginal" ou Causal, conseguem "equilibrar" suas Afinidades Virginais que estavam desajustadas e evoluem nessa 1- Via de evolução ou ascensão pelo Karma Causal do Cosmo Espiritual. Em verdade, o que mais acontece é que há um desequilíbrio importante em todo o Par Vibratório Espiritual. Suas Puras Vibrações Espirituais, no sentido de serem unicamente de Realidade Espiritual, começam a ser abaladas, fazendo com que os Seres Espirituais percam a noção de sua própria individualidade. Nessa e só nessa condição é que o Ser Espiritual recebe "passe livre" para a descida ao Reino Natural, onde tem domínio a Substância Etérica ou energia massa, através de um processo extremamente vertiginoso e inexprimível em linguagem humana. Filho de Fé, sabemos que estamos rasgando alguns véus difíceis de serem rasgados. Assim, concentre sua atenção um pouco mais e verá o entendimento, como Luz Bendita, iluminando todo o seu Ser. Continuemos. Quando citamos o Par Vibratório, é claro que nos referimos a Seres de polaridades opostas e situadas em mesmo nível evolutivo, desde O Instante-Eternidade, por nós desconhecido, onde os quais, por Afinidades Virginais, se reúnem para a jornada evolutiva da perfectibilidade. Quando falamos do desequilíbrio do Par Vibratório Espiritual, estamos nos referindo ao desejo ardente de um dos Seres Espirituais componentes do Par expressar-se no mundo da energia-massa. Só o desejo de um dos componentes do Par desequilibra o sistema, fazendo com que haja, no componente que desejou, uma espécie de perda da Individualidade. Nesta altura, só a descida ao Reino Natural é o remédio. Perguntará o Filho de Fé: — E o outro componente do Par, como fica? Respondemos: — Embora pertença ao "Par Vibratório", estando sujeito aos Choques Virginais do mesmo, continua com sua Individualidade. Assim, pode acontecer de ter sentido as mesmas necessidades, mas conseguido sobrepuja-las, continuando temporariamente sua evolução no Cosmo Espiritual. Temporariamente, pois, num determinado instante, não conseguirá mais evoluir, pois sentirá a necessidade de complementação, que só é conseguida com seu PAR. Nessa condição, mas já em condições muito superiores que a de seu "Par Vibratório", desce às regiões do Universo Astral para, ao longo dos milênios, "procurar" seu Par, através da "queima" do Carma Constituído, logicamente já no Universo Astral. Após essa "queima", retornam ao Reino Virginal, no ponto ou plano em que estavam quando desceram, seguindo doravante o Karma Causal. Neste momento de nosso capítulo, devemos levantar mais um dos véus que cobrem certos conceitos, ainda tabus, mas que de forma bem simples tentaremos quebrar. Imaginemos que o "Par Vibratório" consiga, como falamos em linhas anteriores, romper o "Enigma Virginal ou Causal" por cima, se gabaritando a ser "SENHOR e GUARDIÃO" dos portais que limitam as duas "regiões", isto é, a do Reino Virginal e a do Reino Natural. Num determinado momento-instante, um dos elementos do Par sente-se profundamente desajustado, e, num ato de insubmissão e revolta, desce do Cosmo Espiritual ao Reino Natural. Esse "Plano Virginal Superior" em que vibrava foi alterado, gerando em outros pares o desequilíbrio, que se consubstanciou na insubmissão e revolta. E esse Instante-Eternidade primeiro que as Filosofias Religiosas chamam de "Queda dos Anjos", que gerou os conceitos do Bem e do Mal. Em verdade, aos primeiros Seres que desceram através da revolta e insubmissão, achando-se melhores e ludibriando através do orgulho as Leis Virginais, é que foi dado o comando das Zonas Condenadas de todas as regiões do Reino Natural, ou seja, das galáxias, daí aos sistemas solares e desses aos planetas. Entendemos que a revolta, a insubmissão às Leis Divinas, fez desses Seres Espirituais verdadeiros opositores da Divindade e Sua Corte Suprema. Mas a Suprema Misericórdia permite que o próprio Mal sane-se através de si próprio, estendendo-lhe domínios e reinos provisórios, onde as Almas insubmissas aprenderão de per si, após liberarem-se do orgulho, da vaidade e da insubmissão, que só o Bem é ETERNO, que só a COROA DIVINA é a SENHORA DE TUDO E DE TODOS. Até lá, serão Almas decaídas, mas não esquecidas pela Divina Providência. O tempo será medicamento para todos esses Seres Espirituais insubmissos e revoltados de todos os tempos. Não pararemos aqui. Mas, neste capítulo, tentamos, além de citar os planos de evolução do Ser Espiritual, mostrar como e por que surgiram esses planos, e, nesses planos, breves comentários sobre as Leis Regulativas que os regem. Claro está que doravante nos ateremos aos planos do Reino Natural ou Universo Astral. Dentro desse Universo Astral, localizaremos nossa abençoada Terra, componente de um dos sistemas da Via Láctea. Nos capítulos que se seguem, voltaremos aos planos do Ser Espiritual, só que associando, para mais fácil assimilação, com outros temas, tais como Karma, Ciclo da Vida e outros. Filho de Fé, não desanime. Persevere mais um pouco. O verdadeiro aprendizado requer auto esforço. Não creia em aprendizado sem esforço. O verdadeiro aprendizado é obra do tempo e acima de tudo da verdadeira vontade de interpenetrar, com a Alma e o Coração, o que deve ser aprendido. Tenha certeza de que assim o aprendizado jamais será esquecido, pois sempre será vivido no âmago da Alma. E assim, vamos à Lei das Consequências ou Destinação Natural. Capítulo Quatro. A Lei das Consequências Naturais — Lei Kármica — Ação e Reação — Carma Causal — Karma Constituído — Causas das Dores, Doenças e Sofrimentos. Filho de Fé, sigamos avante em nossos estudos. No capítulo anterior, embora seu título anunciasse os "Planos de Evolução do Ser Espiritual", entramos propositadamente, e quase que o capítulo todo, no tema que cita as causas e efeitos do rompimento do Carma Causal. Como dizíamos no capítulo anterior, não fomos tabular, e também entendemos como Planos de Evolução não somente os "locais de habitação" de nossa Realidade no tempo-espaço. Citamos que o Ser Espiritual pode evoluir numa via independente de energia-massa, naquilo que já definimos como Reino Virginal ou Cosmo Espiritual. Também, fazendo uso de seu livre-arbítrio, pode evoluir nas imensas regiões onde a matéria ou energia-massa, em seus diversos graus de densidade, já interpenetrou, naquilo que também já definimos como Universo Astral ou Reino Natural. Neste presente capítulo, ao falarmos da Lei das Consequências ou Destinação Natural, também os Filhos sentirão que haverá profundo encadeamento com o tema "Planos de Evolução do Ser Espiritual". Assim, deixemos bem claro ao Filho de Fé, ao leitor estudioso, que em nossos capítulos temos a liberdade de entrar em vários temas que estão encadeados, não ficando estanques em prejuízo ao raciocínio básico central. Outrossim, a cronologia, ou tempo de apresentação dos temas, como vimos, nem sempre é seguida, tudo visando a um melhor entendimento e assimilação destes estudos pelos diversos Filhos de Fé. Esperamos ter deixado claro que não queremos solução de continuidade em nossos estudos, sendo portanto comum não ficarmos estáticos em nossos capítulos. Afinal, o livro é um TODO, e somente para facilidade de manuseio e estudo é que resolvemos dividi-lo em capítulos, os quais mais uma vez afirmamos não serem estanques. As noções de Justiça, em toda a sua grandiosidade e plenitude, são os pontos fundamentais da Lei Divina. Essa Lei Divina se expressa sob a forma de LEIS REGULATIVAS, visando educar e aprimorar os Seres Espirituais, fazendo-os ascender aos planos mais elevados da vida espiritual. Essa Lei é chamada de Lei das Conseqüências ou da Destinação Natural. Muitos Filhos de Fé, ainda ligados à vestimenta física, citam-na como LEI KÁRMICA. A palavra karma tem sua origem, praticamente, na primeira língua falada pelos Seres Humanos, o Abanheenga. No Abanheenga, tínhamos o vocábulo Kaarama. O fonema kaa, em sentido hierático, significa Vida; rama, também em sentido hierático, significa fluxo e refluxo ou ação. Assim, temos, na íntegra, a tradução como: VIDA EM AÇÃO ou AÇÃO DA VIDA. É claro que essas "ações na vida" geram suas reações, e entramos no ciclo incessante dos fluxos e refluxos da Lei para nós mesmos, criado em virtude de termos Leis que viessem fiscalizar e orientar nossas ações, em qualquer plano de manifestação do Ser Espiritual. Mais recentemente, por corruptela do termo, vamos encontrá-lo nas margens do Ganges, através dos brâmanes e sua língua sagrada, o sânscrito, como karma, onde também lhe emprestam o significado de ação. No capítulo anterior, vimos que, quando o Ser Espiritual se encontra PURO em suas Vibrações Virginais, isto é, isento de qualquer veículo que expresse no mundo da energia suas Afinidades Virginais, ele está na primeira Via Evolutiva ou Virginal, a qual é regida por Leis consubstanciadas no Karma Causal. Chama-se Causal, pois está envolto em suas origens, sendo de acesso exclusivo da Deidade e Seu Colegiado Divino, os quais, como Senhores do "Tempo Eternidade", sabem o porquê de assim o ser. Também entendemos, no capítulo anterior, que no Cosmo Espiritual ou Reino Virginal, onde o Ser Espiritual evoluía segundo o Karma Causal, a não aceitação dessa via, ou rompimento desse Carma, fez com que as Hierarquias Virginais adaptassem. LEIS E DIRETRIZES REGULATIVAS para essa nova situação, que era a do Reino Natural, surgindo assim o Carma Constituído. Repisemos: quando o Ser Espiritual desceu às diversas regiões do Universo Astral onde dominava a Substância Etérica ou energia em vários níveis de condensação, com o objetivo de regular essa descida e mesmo as ações nesse "outro modo de evoluir", foi criado um conjunto de Leis Regulativas inerentes ao Universo Astral ou Reino Natural, o qual foi chamado de Carma Constituído. Constituído, pois a partir do rompimento do Carma Causal, objetivamente, o Ser Espiritual começou a imantar sobre si certos fenômenos, gerando ou constituindo ações, as quais precisariam ser reguladas; e o foram através do Karma Constituído, gerando assim todo o séquito de reações consequentes às ditas ações. É a propalada DESTINAÇÃO NATURAL ou KARMA. Para que venhamos a entender muito bem o Carma Constituído, teremos que voltar ao Reino Virginal e estudar certas particularidades que vieram se consubstanciar no Carma Constituído. Quando do rompimento do Karma Causal por diversos Seres Espirituais, nem todos estavam em um mesmo plano evolutivo. Os Seres Espirituais que, provenientes de planos evolutivos diferentes, desceram ao Universo Astral, fazendo uso de seu livre-arbítrio, foram direcionados a planos afins à sua evolução no Reino Virginal. Com isso, afirmamos que certos Seres Espirituais foram enviados para uma determinada galáxia, outros Seres para outras, e dentro delas, para os sistemas solares afins. Em nosso caso, confinados no sistema solar em que gravita nosso planeta, cumprimos, segundo as necessidades de cada um, nosso carma Constituído. Em verdade, devemos entender a "Lei de Ação e Reação" ou das Consequências como se fosse uma "contabilidade" aplicada pelos SENHORES DO CARMA a cada um de nós, vistos como Individualidades, no carma Constituído Individual, ou quando formos colocados em um determinado grupo ou coletividade, no carma Constituído Coletivo. A contabilidade pressupõe "créditos e débitos", e é exatamente assim que a Lei Kármica contabiliza nossos acertos (créditos) e erros (débitos) na tão falada BALANÇA CÁRMICA, a qual penderá para um dos lados até o instante em que, resgatando nossas dívidas, teremos os braços na horizontal, mostrando o equilíbrio entre nossos débitos e créditos. Assim, como em uma instituição lucrativa terrena, se nossos débitos forem intensos, não teremos mais créditos e seremos levados à falência, situação essa dificílima perante os Tribunais Kármicos, pois, se estamos na falência, isso se deve aos nossos próprios desatinos, às "aquisições catastróficas" que fizemos, principalmente relativas a nós mesmos, pois, quando a alguém ferimos, o primeiro a se ressentir dessa violência somos nós mesmos. Assim, nossos gastos em ações deletérias ou más aumentam nossos débitos, e a Balança Kármica penderá para o pagamento deles. Tal qual a balança comercial que contabiliza os débitos e créditos, a Balança Kármica, com seu fiel, contabiliza nossos acertos e nosso erros. Os débitos deverão ser sanados ou eliminados através do resgate ou da corrente de créditos. Muitas vezes, assim como na Terra, para saldarmos determinados débitos, fazemos uso do empréstimo de verbas, as quais também são contabilizadas em nosso passivo, para serem resgatadas após determinado tempo. Seria como uma pausa para que, com nossa balança praticamente equilibrada, conseguíssemos retornar à linha justa e acumular créditos, ou seja, acertos, e nos desvincular do erro, do mal. Normalmente, quando recebemos empréstimos, os mesmos são superiores aos nossos débitos, sobrando — nos algo. Após o pagamento de nosso passivo, se soubermos espalhar bênçãos com essa sobra de nossos empréstimos, teremos "rendimento de juros". Se soubermos guardar esses juros, na forma de bem-estar a nós e a todos que nos cercam, teremos condições de, na época aprazada, pagar ou saldar os empréstimos a nós conferidos pela MISERICÓRDIA DIVINA e Sua Corte de Emissários do Bem. Em boa hora é necessário frisar que nossos benfeitores, aqueles que nos fizeram o empréstimo, se tornam nossos credores. Somos devedores pois, mas de amigos, e não de Seres rigorosos, inflexíveis e implacáveis, quando não intensamente cruéis. E melhor "dever" a um amigo do que a um estranho inflexível. Mas se, por nossa vez, tivermos o beneplácito de ficar devendo a um amigo, isso não nos dá o direito de não saldarmos nosso débito para com ele. Provavelmente, aqueles que nos emprestaram não necessitam de nossos créditos. Mas não é da Lei que não se pague o que se deve. Assim, no decorrer do tempo, sentiremos necessidade de ressarcir o empréstimo. E necessário que fiquemos quites com nossa consciência. E a nossa vez de saldarmos o empréstimo realizado pelos nossos "nobres credores", os quais, mesmo não querendo ou não sentindo-se mais credores, têm outros "amigos" que estão em débito e necessitam de empréstimos. É a "grande família espiritual", que, mesmo enleada ainda no mal, no próprio mal encontra oportunidades benditas de ir de encontro ao infinito Bem, que a todos, indistintamente, mais cedo ou mais tarde, aguarda serenamente. É, Filho de Fé, todos estão, bem ou mal, cumprindo seu carma, ou melhor, cada um é hoje o que quis ser, e será amanhã o que quiser ser. Quem muito deve, muito terá de trabalhar, em situações até precárias, para saldar seus débitos. Abençoada oportunidade estendida a todos os devedores, os quais não foram condenados à falência insolvente. Todos podem equilibrar a sua "balança", no decorrer do tempo-espaço. Ninguém é deserdado. Os erros, faltas e culpas, com seus séquitos de arrependimento e remorso, são os esquemas de que se serve a Lei Divina para fazer com que seus Filhos saldem seus débitos uns com os outros e fortaleçam, por meio das qualidades nobilitantes do Espírito, seus créditos. Antes de terminarmos este despretensioso capítulo, não poderíamos deixar de citar os TRIBUNAIS KÁRMICOS. Os TRIBUNAIS, no Reino Natural, iniciam-se pelos TRIBUNAIS CÁRMICOS GALÁCTICOS, os quais supervisionam os TRIBUNAIS SOLARES (de cada sistema solar). Cumpre salientar que os Tribunais Galácticos são regidos pelo Supremo Tribunal Kármico, sob a égide do Glorioso ARCANJO MIGUEL, o qual é o Regente cármico de TODO o sistema de Leis que regulam os Seres Espirituais em evolução no Reino Natural ou Universo Astral. No astral do planeta Terra, quem o representa são as Santas Almas Guardiãs do Cruzeiro Divino, as quais têm Ordens e Direitos de Ação e Execução sobre nossa humanidade terrena. Como dizíamos, os Tribunais Galácticos estendem sua jurisdição sobre os Tribunais Solares; esses Tribunais Solares, por sua vez, estendem sua poderosa vibração aos Tribunais Cármicos Planetários, e esses aos Tribunais Kármicos Superiores e Inferiores. Por ora, não nos ateremos a esse assunto, visto que, quando entrarmos no porquê da "roda sucessiva das reencarnações", no próximo capítulo, voltaremos ao tema, que, como vimos, Caboclo não pretendeu e nem pretende esgotar. Assim, serenamente, vamos ao fim deste capítulo, que em seu ocaso anuncia outro que lhe segue. Retomemos fôlego, e partamos para o CICLO DA VIDA. Livro A Proto Síntese Cósmica. Abraço. Davi.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

CINCO MANEIRAS BÁSICAS DE TRAZER ESPIRITUALIDADE À VID DE SEUS FILHOS

 

Judaísmo. www.pt.chabad.org. Por Ivette Miller. CINCO MANEIRAS BÁSICAS DE TRAZER ESPIRITUALIDADE À VIDA DE SEUS FILHOS. Não fazemos nada religioso”. Na maioria dos anos em minha escola hebraica os alunos me dizem algumas variações disso Às vezes, as lições que estamos estudando na classe sobre festas e costumes judaicos não combinam com a vida familiar de meus alunos. Mas eu sempre digo a essas crianças que há muitas coisas que eles fazem que são “religiosas”, e juntos, trabalhamos para reconhecer as muitas maneiras de ser espiritual e conectado judaicamente numa base diária. Como educadores e pais, há muito que podemos fazer para ajudar as crianças a desenvolverem seu senso natural de reverência. Aqui estão cinco maneiras práticas de incorporar santidade em nossas vidas e ajudar as crianças (e os maiores, também) a entrar em seu potencial espiritual. 1. Fazer contato com os doentes. Não estou certa sobre quantas músicas, habilidades ou lições meus filhos lembram da pré-escola. Porém uma prática deixou uma impressão duradoura: sempre que um colega de classe estava doente, os alunos se reuniam perto de um telefone e ligavam para o amigo, desejando uma rápida recuperação. É chamado de bikur cholim, explicou o professor deles – o mandamento de visitar os doentes. Ainda me lembro como meus filhos estavam orgulhosos quando me contaram sobre esses telefonemas, e como ficaram contentes quando eles próprios estavam ausentes da escola e se tornaram os recebedores desses bons votos. Sentiram-se importantes não apenas aprenderam que têm o poder de ajudar as pessoas a se sentirem melhor, mas amaram o fato de que ligar e consolar os doentes era uma mitsvá. Esses telefonemas estabeleceram um padrão que continua até hoje: meus filhos ainda ligam para os amigos que estão doentes, consolando-os e oferecendo ajuda. Para entrar nessa poderosa mitsvá, pense em remoldurar suas ações quando as pessoas estão doentes. Tome uma decisão consciente de ligar ou visitar, ou tão importante quanto, marcar uma hora num hospital local ou um asilo. 2. Alimentar animais de estimação. Quando meu filho se tornou o orgulhoso dono de um hamster, eu soube que ele iria ganhar algumas lições valiosas sobre responsabilidade. O que eu não antecipei é como cuidar de um animal o ajudaria a sentir-se conectado com a tradição judaica e também com a espiritualidade. A Torá ensina que antes de comer, primeiro temos de assegurar que os animais sob nosso cuidado estão alimentados e não estão com sede. Além de garantir que nossos animais são bem cuidados, essa ordem nos ajuda a desenvolver empatia, perguntando-nos se os outros estão em necessidade. Gosto do fato de que antes de nos sentarmos para jantar, meu filho primeiro corre para alimentar o hamster (e se ele não o fizer, então um dos seus irmãos, ciente dessa mitsvá, vai lembrá-lo). Ver a tarefa de alimentar nossos animais como uma chance de cumprir essa mitsvá é uma ótima maneira de dar às crianças uma oportunidade de se conectar com a tradição judaica numa maneira nova, diferente e pessoal. 3. Abençoar Trovão e Arco íris. “Rápido, qual é a bênção?” Meus filhos muitas vezes perguntam isso quando vemos fenômenos como arco íris, o oceano ou uma multidão de pessoas juntas. A tradição judaica está repleta de bênçãos para serem pronunciadas em diferentes ocasiões. Por exemplo, quando ouvimos um trovão, é tradicional dizer “Bendito sejas, Eterno nosso D'us, Rei do universo, Sua força e Seu poder preenchem o universo.” O trovão, meus filhos aprenderam, é visto no judaísmo como um chamado – como o shofar em Rosh Hashaná. É um lembrete para endireitar-se e fazer a coisa certa. Arco íris, também, tem um significado mais profundo: a Torá explica que são um sinal que D'us enviou ao mundo depois que Ele o destruiu num enorme dilúvio, prometendo que nunca mais enviaria tamanha devastação. Remoldurar a maneira de testemunhar esses fenômenos oferece uma chance de lembrar e louvar o Divino, e serve como um lembrete para crescer. Acrescenta ao momento, trazendo uma dose extra de beleza e significado. 4. Devolver itens perdidos. Quando eu era criança, “quem acha guarda” era a regra entre as crianças em nosso bairro. Foi uma surpresa, então, quando comecei a me tornar mais envolvido no Judaísmo, aprender que hashovas aveida – devolver objetos perdidos – é uma importante mitsvá que é levada bastante a sério por muitos judeus. Não é incomum, por exemplo, ver itens na sinagoga com avisos e jornais judaicos anunciando objetos que as pessoas acharam e cujos donos estão tentando encontrar. Como mãe, descobri que essa mitsvá capta a imaginação das crianças. Seja porque podemos todos nos identificar com a angústia de perder um objeto de estima, ou porque é engraçado tentar resolver um mistério, devolver objetos perdidos pode ser um desafio satisfatório. Da próxima vez que você encontrar um molho de chaves, uma jaqueta que um visitante deixou para trás ou algo de valor, tente usar isso como uma chance de cumprir uma mitsvá. A tentativa de fazer a coisa certa procurando o dono, no processo vai chegar a descoberta de crescer para uma melhor versão de nós mesmos. 5. Acompanhando os convidados na saída. Essa mitsvá é uma das mais fáceis de cumprir. Todos sabemos nos despedir dos convidados quando eles saem, mas a Torá nos desafia a fazê-lo numa maneira sensível. Entreter convidados é um importante mandamento no Judaísmo, e a Torá tem muito a dizer sobre a maneira como tratamos aqueles que convidamos à nossa casa. Devemos oferecer comida e bebida a eles, e tratá-los bem. E quando chegar a hora de eles saírem, devemos levá-los até a porta [conforme fazia o patriarca Avraham Avinu] – e acompanhá-los até lá fora por alguns passos – expressando assim nossa relutância em deixá-los partir e nosso desejo de simbolicamente acompanhá-los em seu caminho. Vi a maneira que essa tradição atrai as crianças em primeira mão na minha própria família. É divertido dar alguns passos com os convidados que estão saindo, sendo algo simples que até crianças pequenas podem entender. Isso traz algo a mais para os visitantes; ajuda a comunicar aos convidados como são bem vindos e importantes em nossa casa. Acompanhá-los é também uma maneira de remoldurar um evento comum e imbuí-lo de espiritualidade.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

ISLAM E FAMÍLIA

 

Islamismo. www.centroimamhussein.com. Imam Sajjad. O Tratado dos Direitos. Ansaryan, Qum, 2000. ISLAM E FAMÍLIA. A unidade familiar é extremamente importante no Islã. Isso se deve ao fato de que o Islã, como a maioria das outras religiões, está preocupado com a coexistência, a progressão e o florescimento da sociedade em nível local e global. A religião do Islã não encoraja o individualismo, nem permite que as pessoas busquem sucesso às custas dos outros. Os Direitos dos Pais no Islã. Foi narrado em um Hadith pertencente a Ahadith Qudsi (ou seja, ditados de Deus que foram gravados através do Profeta (s.a.w) em vez de ser incluído no Alcorão): "Juro por Minha Glória e poder que se alguém for desobediente com seus pais vem até mim com todas as boas ações de todos os profetas, não aceitarei dele." Este ditado demonstra poderosamente que o Islã tem as opiniões dos pais em extrema alta consideração. Também mostra que alguém não pode ser um bom muçulmano sem levar em consideração que o prazer de Deus só pode ser alcançado através do prazer de seus pais. Isso é algo que também é afirmado no Alcorão: "E seu Senhor decretou que você não adora, exceto Ele, e aos pais, um bom tratamento. Se um ou ambos chegam à velhice [enquanto] com você, dizem não a eles [tanto quanto], "uff", e não os repelem, mas falam com eles uma palavra nobre E abaixam-lhes a ala da humildade por misericórdia e dizem: "Meu Senhor, tenha misericórdia deles como eles me trouxeram [quando eu era] pequeno." (17:24-25). Há um princípio distinto na jurisprudência islâmica que reconhece que se a forma mais imperceptível de desrespeito não for permitida, certamente nada pior do que isso também não seria permitido, como é o caso de pronunciar "uff" para os pais. O Quarto Imã, Ali b. al-Husayn (a.s), escreveu um documento conhecido como "O Tratado dos Direitos", que é sem dúvida o primeiro documento islâmico compilado que sistematicamente fornece uma lista dos vários direitos de diferentes grupos de indivíduos entre outras coisas. Ele se expande lindamente sobre alguns direitos específicos da mãe e do pai. É apropriado citar essas explicações e exposições como um resumo adequado dos direitos dos pais no Islã. "O direito de seu pai é que você sabe que ele é sua raiz. Sem ele, você não estaria. Sempre que você vê algo em si mesmo que lhe agrada, saiba que seu pai é a raiz de sua bênção sobre você. Então louve a Deus e agradeça a Ele nessa medida. E não há força salva em Deus." "O direito de sua mãe é que você sabe que ela te carregou onde ninguém carrega ninguém, ela lhe deu do fruto de seu coração que ninguém dá a ninguém, e ela te protegeu com todos os seus órgãos. Ela não se importava se ela passava fome enquanto você comia, se ela estava com sede enquanto você bebia, se ela estava nua enquanto você estava vestida, se ela estava no sol enquanto você estivesse na sombra. Ela desistiu do sono por causa do seu bem, ela te protegeu do calor e do frio, tudo para que você pudesse pertencer a ela. Você não será capaz de mostrar sua gratidão, a menos que através da ajuda de Deus e dando sucesso. (Ali b. al-Husayn, al-Sahifa al-Sajjadiyyah). Embora seja incumbido de desobedecer aos pais se uma criança foi ordenada a cometer algo contrário ao Islã, é necessário buscar o prazer de seus pais em todas as áreas que não fazem com que um comprometa os valores islâmicos. Os Direitos dos Irmãos. Imam Ali b al-Husayn (a.s) resume adequadamente o dever de seus irmãos na seção de seu tratado sobre direitos sobre o irmão. Naturalmente, embora isso seja aplicável principalmente em relação ao irmão de sangue, os conselhos e conselhos dados não se afastam das responsabilidades e direitos que são esperados com os colegas muçulmanos e seus irmãos espirituais: "O direito de seu irmão é que você sabe que ele é sua mão, sua força, e sua força. Tome-o não como uma arma com a qual desobedecer a Deus, nem como equipamento com o qual enganar as criaturas de Deus. Não negligencie ajudá-lo contra seu inimigo ou dar-lhe um bom conselho. Se ele obedece a Deus, bem e bom, mas se não, você deve honrar a Deus mais do que ele. E não há força salva em Deus." Os Direitos da Esposa de Alguém. Em relação aos direitos da esposa, Deus descreveu o exemplo do casal dentro do Alcorão. O exemplo do casal é descrito especificamente como sendo planejado por Alá (s.w.t) como companheiros mutuamente criados um para o outro: "E um dos seus sinais é que Ele criou amigos para vocês mesmos que você pode encontrar descanso neles e Ele colocou entre vocês amor e compaixão; certamente há sinais nisso para um povo que reflete" (30:21) É obrigação islâmica do marido fornecer financeiramente sua esposa e sustentá-la e as necessidades dos filhos. A esposa não é de forma alguma obrigada no Islã a trabalhar para sustentar a família se ela escolher trabalhar, sua renda é, em princípio, seu próprio dinheiro que ela pode gastar como quiser e ainda seria responsabilidade do marido fornecer financeiramente para h Er. Ao descrever as responsabilidades de um homem em relação à sua esposa, imam Ja'far al-Sadiq (a.s) afirma: "Ele deve cumprir todas as suas necessidades básicas e não deve aterrorizar ela ficando com raiva uma e outra vez. Ou seja, depois de satisfazer suas necessidades, é gentil e afetuoso com ela, então eu juro por Alá, ele cumpriu os direitos de sua esposa." Os Direitos de um Marido sobre sua esposa. O profeta Muhammad (s.a.w) resumiu apropriadamente em uma narração, os deveres específicos de uma esposa para seu marido: "A direita do homem sobre sua esposa é que ela deve acender a luz, preparar a comida, e correr para recebê-lo calorosamente quando ele chegar em casa. Ela deve levá-lo um pouco de água e uma toalha, lavar as mãos e não retirar-se dele a menos que ela tenha uma desculpa. No Islã, o Profeta e os Imãs têm repetidamente enfatizado que as responsabilidades da esposa com seu marido são do mesmo nível que as responsabilidades da criança com seus pais. Assim, encontra-se dentro da vida dos Infalíveis, a filha do profeta Muhammad (s.a.w), Fatimah al-Zahra (a.s), permaneceu inteiramente dedicada ao seu pai, bem como seu marido Imam Ali (a.s). Os Direitos das Crianças sobre seus pais O Profeta (s.a.w) é conhecido por ter dito: "Ame seus filhos, e seja gentil e misericordioso com eles. Cumpra suas promessas feitas a eles, já que as crianças consideram seu pai como aquele que prevê seu sustento" Ele também disse dentro do mesmo trabalho: "Beije seus filhos. Há uma elevação em seu posto no Paraíso como recompensa por cada beijo. Cada aumento na hierarquia é de até quinhentos anos. É claro que o Islã dá uma grande ênfase aos pais que sustentam seus filhos e fornecem suas necessidades básicas. Separadamente, os pais também precisam ter um cuidado particular de que não permitem que seus filhos se tornem objeto de ridicularização. Por essa razão, o Imam Ali b al-Husayn (a.s) em seu tratado de direitos estipulou que não se deve nomear seus filhos com os tipos de nomes que se tornarão uma fonte de ridicularização para seus filhos. Outro direito que a criança possui sobre seus pais é o direito à orientação. É responsabilidade dos pais garantir que seus filhos não se desviem por falta de orientação na vida. O conselho dado por Luqman no Alcorão é um exemplo claro de como um pai deve tentar transmitir sua própria experiência e sabedoria para seus filhos, a fim de garantir que seus filhos possam se beneficiar e não cometer os mesmos erros das gerações anteriores. Conclusão. É claro que o Islã dá uma grande ênfase ao conceito da família com atenção também abrangendo o conceito de direitos mútuos e responsabilidades dentro de uma unidade familiar. Dado que uma unidade familiar é um microcosmo da sociedade mais ampla, se o sucesso pode ser alcançado dentro de uma unidade familiar, com base na orientação e preceitos do Islã; também pode ser alcançado e alcançado em um nível macro. Não é coincidência que o Islã tenha geralmente rotulado o Ummah ou o corpo coletivo de crentes como uma grande família. Portanto, se os muçulmanos são bem sucedidos em manter a orientação a nível familiar, então há uma maior probabilidade de que o corpo coletivo dos muçulmanos também receba orientação apropriada. Bibliografia e Leitura Adicional. www.centroimamhussein.com. Abraço. Davi