Lao Tse (571 a.C. 531) Tao Te Ching. O
MOSAICO ESPIRITUAL
quarta-feira, 27 de maio de 2026
TAO TE CHING - POEMA XI
segunda-feira, 25 de maio de 2026
O DEVA E O BUDA
Budismo. Livro Vida e Doutrina de Sidarta Gautama. Por yogi Kharishnanda. O DEVA E BUDA. Capítulo VI. O Buda estava um dia no jardim de Anathapindika, na cidade de Jetavana, quando lhe apareceu um (1) Deva em figura de brâmane e vestido de hábitos brancos como a neve. (1) "Deva é um tipo de ser celestial ou deus que compartilha as características divinas de ser mais poderoso. Ter uma vida mais longa e em geral ser mais feliz que os humanos". Entre ambos se estabeleceu o seguinte diálogo: O Deva: Qual é a espada mais cortante? Qual é o maior veneno? Qual é o fogo mais ardente? Qual é a noite mais escura? O Buda: A palavra raivosa é a espada mais cortante, a inveja é o veneno mais mortal, a luxúria é o fogo mais ardente e a ignorância é a noite mais escura. O Deva: Quem obtém a maior recompensa? Quem sofre a maior perda? Qual é a armadura mais impenetrável? Qual é a melhor arma? O Buda: Quem dá sem desejo de receber é quem mais ganha. Quem recebe de outro sem devolver nada é o que mais perde. A paciência é a armadura mais impenetrável. A sabedoria é a maior arma. O Deva: Qual é o ladrão mais perigoso? Qual o tesouro mais precioso? Quem recusa o melhor que lhe é oferecido neste mundo? O Buda: Um mal pensamento é o ladrão mais perigoso. A virtude é o tesouro mais precioso. Recusa o melhor que se lhe oferece quem aspira a imortalidade. O Deva: O que atraí? O que repugna? Qual é a dor mais terrível? Qual é a maior felicidade? O Buda: O bem atrai. O mal repugna. A maior dor é a má conduta. A libertação é a maior felicidade. O Deva; O que ocasiona a ruína no mundo? O que destrói a amizade? Qual é a febre mais aguda? Qual é o melhor médico? O Buda: A ignorância arruína o mundo. A inveja e o egoísmo destroem a amizade. O ódio é a febre mais aguda. O Buda é o melhor médico. O Deva: Tenho uma dúvida e peço que me responda: O que é que o fogo não queima, nem a ferrugem consome, nem o vento abate e é capaz de reconstruir o mundo inteiro? O Buda: O benefício das boas ações. Tendo o Deva ficado satisfeito com as respostas do Buda, com as mãos juntas se inclinou respeitosamente diante dele e desapareceu. Abraço. Davi.
domingo, 24 de maio de 2026
O QUE É UMBANDA
Espiritualidade. www.emporioesoterico.com.br. O QUE É UMBANDA. A Umbanda é uma religião lindíssima, e de grande fundamento, baseada no culto aos Orixás e seus servidores: Crianças, Caboclos, Preto velhos e Exus. A Umbanda nasceu da fusão da religião africana trazida pelos negros nos tempos da colonização, a Nação, com a religião praticada pelos nossos colonizadores Europeus, o Catolicismo, e a Pajelança, que era praticada pelos Índios aqui no Brasil. A necessidade de preservar a cultura e a religiosidade, fez com que os negros associassem as imagens dos santos católicos aos seus Orixás, como forma de burlar a opressão religiosa sofrida naquela época, e assim continuar a praticar e difundir o culto as forças da natureza. A esta associação, deu-se o nome de "Sincretismo religioso", e nasceu no Brasil a religião Umbanda, com muitos preceitos e fundamentos da Nação, mas também com as imagens e menções aos santos católicos. Além do culto as forças da natureza a religião africana, a Nação, também cultuam os antepassados, e desta forma a Umbanda também o fez. Os antepassados dos que praticavam e difundiam a religião naquela época eram reis, rainhas, príncipes, princesas e até gente comum trazidas ou não da África como escravos. Estes espíritos desencarnados, são conhecidos por nós como Preto-velhos, muitos dos quais optaram por traçar a sua evolução espiritual através da prática da caridade, mantendo as características de sua última encarnação e incorporando em médiuns nos terreiros de Umbanda. Isso se pode dizer sobre os espíritos de colonos, caboclos, índios, boiadeiros, crianças e até de pessoas comuns que tiveram uma passagem difícil pela terra, e que se juntaram a esta religião por afinidade, para evoluir e ajudar outros a evoluírem através da prática da caridade: Incorporando, dando passes, passando mensagens, medicando, orientando, protegendo etc. Estes grupos de espíritos estão na Umbanda "organizados" em linhas: Caboclos, Preto-velhos, Crianças e Exus. Cada uma delas com funções, características e formas de trabalhar bem específicas, mas todas subordinadas as forças da natureza que os regem, os ORIXÁS. Na verdade, a Umbanda é bela exatamente pelo fato de ser mista como os brasileiros, por isso é uma religião totalmente brasileira. O nome Umbanda é a denominação dada a uma religião afro-brasileira que mescla ensinamentos do espiritismo kardecista, catolicismo e seitas trazidas pelos escravos africanos. A prática da Umbanda geralmente se vincula ao chamado pai ou mãe de santo, ou chefe de terreiro, uma pessoa que teria dons mediúnicos de incorporar os espíritos de pessoas falecidas (as chamadas entidades), sendo estes espíritos de índios (caboclos), negros escravos ou não (pretos velhos, Pai Joaquim, Pai Arruda, Tia Joana etc), e outros. Estas incorporações costumam ocorrer em reuniões (as sessões) num aposento grande com um altar, que é chamado de Terreiro, onde os membros (filhos de santo ou cambonos) cantam, auxiliam o chefe de terreiro nos trabalhos e no atendimento de pessoas que vão lá para se consultar com a entidade. Se estas reuniões ocorrem na rua, em matas, praias, ou exteriores em geral, são chamadas Obrigações, e nestas geralmente se deixam oferendas às entidades, como comida, flores, velas etc. Aquilo que as pessoas no Brasil designam por "macumba", na verdade é o outro ramo do sincretismo afro-brasileiro, denominado Quimbanda ou Magia Negra, considerada pelos estudiosos no assunto como um desvirtuamento, pois é fundada na prática do mal, de feitiçaria com o objetivo de prejudicar a vida de supostos "inimigos", recorrendo a espíritos como Exús, Pomba giras etc. É importante, por isso, distinguir muito bem a diferença entre Umbanda e Quimbanda. Os seguidores da Umbanda verdadeira só praticam rituais de Magia Branca, ou seja, aqueles feitos para melhorar a vida de determinada pessoa, para praticar um bem, e nunca de prejudicar quem quer que seja. Os espíritos da Quimbanda podem, no entanto, ser invocados para a prática do bem, contanto que isso seja feito sem que se tenha que dar presentes ou dinheiro ao médium que os recebe, pois o objetivo do verdadeiro médium é tão somente a prática da caridade. A Umbanda se divide em Linhas, cada uma chefiada por um Orixá (espírito com uma missão) e formada por Legiões, subdivididas em Falanges. Zambi (Deus) é o chefe supremo de todos os espíritos.
- Linha de Iemanjá - chefiada por Santa Maria e formada por Caboclas do Mar e dos Rios, Sereias, Marinheiros, etc.
- Linha de Oxóssi - chefiada por São Sebastião, formada por caboclos (índios).
- Linha de Ogum - chefiada por São Jorge e formada por personificações deste santo em vários setores: Ogum Beira-Mar (praias) ; Ogum Rompe-Mato (matas) ; Ogum Iára (rios), entre outros
- Linha de Xangô - chefiada por São Jerônimo, formada por caboclos, Inhaçã e pretos (Quenguelê).
- Linha Africana - chefiada por São Cipriano, formada por pretos de várias regiões da África.
- Linha de Oxalá - chefiada por Jesus e formada por santos católicos: Santo Antônio, São Benedito, São Cosme e São Damião, Santa Rita, São Francisco de Assis, Santa Catarina e São Expedito.
- Linha do Oriente - chefiada por São João Batista, formada por médicos, cientistas, Indus, Japoneses, Chineses, Árabes, entre outros.
quarta-feira, 20 de maio de 2026
O SENTIDO DA EXPRESSÃO "TÚNICAS DE PELE"
Teosofia. Livro Ísis Sem Véu. Volume II. Por Helena Petrovna Blavatsky (1831-1891). Capítulo IX. Fenômenos Cíclicos I. "Não qualifiques de loucura aquilo de que nada saber" Tertuliano. "Isso não é assunto de hoje, nem de ontem, mas de sempre, e ninguém nos disse de onde veio ou como veio" Sófocles. "A crença no sobrenatural é um fato natural. Primeiro, universal e na vida e na história da raça humana. A descrença no sobrenatural é um fato natural conduz ao materialismo, o materialismo, à sensualidade e a sensualidade às convenções sociais. No meio de cujas tempestades o homem aprende a crer e a orar" Guizot. "Se alguém achar estas coisas incríveis, que guarde suas opiniões para si. Não contradiga aqueles que, por causa destes acontecimentos, são incitados ao estado da virtude" Josefo.
domingo, 17 de maio de 2026
TAO TE CHING - POEMA X
Lao Tse (571a.C.531). Tao Te Ching O Livro que Revela Deus
quinta-feira, 14 de maio de 2026
QUAL A IMPORTÂNCIA DAS CANTIGAS DE ORIXÁ?
Religião Afro-brasileira. Por Eurico Ramos. Livro Revendo o Candomblé - XII. QUAL É A IMPORTÂNCIA DAS CANTIGAS DE ORIXÁ? Todas as religiões pagãs primam pelos cânticos e pelas danças. Na realidade, o ato de se cantar em louvor a um orixá é quase como entoar um mantra, como os hindus professam. Como dito anteriormente, tudo chega aos orixás através de emoções, sentimentos ou sons. Como já foi dito, no ato de se alimentar um orixá, este se alimenta dos movimentos moleculares dos perfumes emanados pela comida. E os orixás são encantados, eles são tocados, digamos assim, pelos sons emanados dos cânticos e pelos sons ritmados dos atabaques. A importância das cantigas, no candomblé é a mesma do canto gregoriano para os católicos, dos mantras para os hindus e de todas as liturgias relacionadas a cânticos, em todo e qualquer tipo de religião. Entretanto, a maioria das cantigas que conhecemos foi criada pelos africanos, mas aqui no Brasil. Como já vimos anteriormente, cada tribo vinha de uma região africana completamente diferente, e o continente africano é gigantesco. Elas entoavam seis cânticos nas senzalas - nas antigas fazendas ou casas senhoriais, eram os alojamentos destinados aos escravos dos senhores de engenho. Mas, com o passar do tempo, a essa lista "original" foram inseridas novas cantigas. Por exemplo, a roda de Xangô foi criada aqui no Brasil. Mas pode-se perceber que a maioria dos cânticos criados aqui no Brasil não tem a função de chamar os orixás, mas, sim, de louvá-los. Por exemplo, na roda de Xangó, a manifestação dos orixás só acontece no final. Na realidade, o que está sendo cantado ali é a história de um orixá, ninguém o está chamando ao aiyê. Atualmente, a chamada dos orixás à terra se dá muito mais pelo toque dos atabaques do que exatamente pelos cânticos entoados. Abraço. Davi
terça-feira, 12 de maio de 2026
OS ANALECTOS - LIVRO VIII
Confucionismo. www.https//rt.br. OS ANALECTOS – LIVRO VIII. 1. O Mestre disse: “Seguramente T’ai Po pode ser considerado muito virtuoso. Três vezes ele abriu mão de seu direito de governar o Império sem dar ao povo a oportunidade de louvá-lo”. 2. O Mestre disse: “Amenos que um homem tenha o espírito dos ritos, ao ser respeitoso ele vai exaurir a si mesmo, ao ser cuidadoso ele vai se tornar tímido, ao ter coragem ele vai se tornar indisciplinado e, ao ser íntegro, ele vai se tornar intolerante. [88] “Quando o cavalheiro sente profunda afeição por seus pais, o povo será levado à benevolência. Quando ele não esquece amigos de longa data, o povo não fugirá de suas obrigações.” 3. Quando estava seriamente doente, Tseng Tzu chamou seus discípulos e disse: “Olhem para as minhas mãos. Olhem para os meus pés. As Odes dizem: Com medo e tremendo Como se aproximando de um profundo abismo, Como se andando sobre gelo fino. [89] Somente agora tenho a certeza de ter sido poupado [90] , meus jovens amigos.” 4. Tseng Tzu estava muito doente. Quando Meng Ching Tzu o visitou, eis o que Tseng Tzu disse: Triste é o canto de um pássaro que morre; Boas são as palavras de um homem que morre. “Há três coisas que o cavalheiro mais valoriza no Caminho: ficar longe de violência ao apresentar uma aparência séria, tornar-se confiável ao mostrar no rosto uma expressão apropriada e evitar ser entediante e pouco razoável ao falar em um tom apropriado. Quanto às questões da liturgia ritual, há oficiais responsáveis por isso.” 5. Tseng Tzu disse: “Ser competente e ainda assim pedir conselho para aqueles que não são. Ter muitos talentos e no entanto pedir conselho para aqueles que têm poucos. Ter e no entanto parecer que não tem. Estar cheio e no entanto parecer vazio. [91] Sofrer uma transgressão e no entanto não se importar. Era para esses objetivos que meu amigo [92] costumava dirigir seus esforços”. 6. Tseng Tzu disse: “Se a um homem pode ser confiado um órfão de seis ch’ih [93] de altura e o destino de um reino de cem li quadrados de tamanho, sem que ele se desvie dos seus propósitos nem mesmo em momentos de crise, não se trata de um cavalheiro? Trata-se, de fato, de um cavalheiro”. 7. Tseng Tzu disse: “Um Cavalheiro deve ser forte e resoluto, pois seu fardo é pesado e sua estrada, longa. Ele toma a benevolência como fardo. Isso não é pesado? Apenas com a morte a estrada chega a um final. Isso não é longo?”. 8. O Mestre disse: “Inspire-se nas Odes, firme sua atitude com os ritos e aperfeiçoe-se pela música”. 9. O Mestre disse: “O povo pode ser obrigado a seguir um caminho, mas não pode ser forçado a entendê-lo”. 10. O Mestre disse: “A insatisfação com a pobreza levará um homem de índole corajosa a um comportamento indisciplinado. O ódio excessivo levará homens que não são benevolentes a um comportamento indisciplinado”. 11. O Mestre disse: “As qualidades de um homem tão talentoso quanto o duque de Chou não mereceriam atenção se ele fosse também arrogante e egoísta”. 12. O Mestre disse: “Não é fácil achar um homem capaz de estudar durante três anos sem pensar em receber um salário”. 13. O Mestre disse: “Dedique-se com fé a aprender e espere a morte da maneira certa. Não entre em um reino instável; não permaneça em um reino instável. Mostre-se quando o Caminho vingar no Império, mas esconda-se quando isso não acontecer. É vergonhoso ser pobre e humilde quando o Caminho prevalece no reino. Igualmente, é vergonhoso ser rico e nobre quando o Caminho cai em desgraça no reino”. 14. O Mestre disse: “Não se preocupe com questões de governo a menos que sejam da responsabilidade do seu cargo”. [94] 15. O Mestre disse: “Quando Chih, o mestre de música, começa a tocar, e quando o Kuan chü [95] chega ao fim, como o som enche os ouvidos!”. 16. O Mestre disse: “Homens que rejeitam a disciplina e que, no entanto, não são corretos, homens que são ignorantes e que, no entanto, não são cautelosos, homens que são desprovidos de habilidade e que, no entanto, são inconfiáveis estão bem além da minha compreensão”. 17. O Mestre disse: “Mesmo com um homem que persegue os estudos como quem luta pela própria vida meu temor é que ainda assim ele não consiga fazê-lo a tempo”. 18. O Mestre disse: “Quão superiores Shun e Yü foram ao se manter à distância do Império quando, na verdade, tinham domínio sobre ele”. 19. O Mestre disse: “Yao foi de fato um grande governante! Que sublime! O Céu é grande, e Yao espelhou-se nele. Ele era tão grandioso que o povo não tinha palavras para louvar-lhe as virtudes. Superior foi ele em seus sucessos e brilhante em suas realizações!”. 20. Shun tinha cinco oficiais, e o Império era bem-governado. O rei Wu disse: “Tenho dez oficiais competentes”. Confúcio comentou: “É difícil encontrar pessoas talentosas: que verdade! Os tempos de T’ang e Yü [96] foram ricos em pessoas talentosas. [97] Eram, na verdade, apenas nove, incluindo uma mulher. [98] A dinastia Chou continuou servindo a Yin mesmo quando dominava dois terços do Império. A virtude de Chou pode ser considerada suprema”. 21. O Mestre disse: “Em Yü não encontro defeito algum. Ele comia e bebia frugalmente ao passo que fazia oferendas aos espíritos dos ancestrais e aos deuses com a mais extrema devoção, apropriada a um descendente. Ele vestia roupas comuns ao passo que não poupava enfeites em suas vestes e chapéus litúrgicos. Ele morava em pobres casebres ao passo que devotava toda sua energia à construção de canais de irrigação. Em Yü não encontro defeito algum”. www.https//rt.br. Davi. Abraço.