Teosofia. Livro Ísis Sem Véu. Volume II. Por Helena Petrovna Blavatsky (1831-1891). Capítulo IX. Fenômenos Cíclicos I. "Não qualifiques de loucura aquilo de que nada saber" Tertuliano. "Isso não é assunto de hoje, nem de ontem, mas de sempre, e ninguém nos disse de onde veio ou como veio" Sófocles. "A crença no sobrenatural é um fato natural. Primeiro, universal e na vida e na história da raça humana. A descrença no sobrenatural é um fato natural conduz ao materialismo, o materialismo, à sensualidade e a sensualidade às convenções sociais. No meio de cujas tempestades o homem aprende a crer e a orar" Guizot. "Se alguém achar estas coisas incríveis, que guarde suas opiniões para si. Não contradiga aqueles que, por causa destes acontecimentos, são incitados ao estado da virtude" Josefo.
MOSAICO ESPIRITUAL
quarta-feira, 20 de maio de 2026
O SENTIDO DA EXPRESSÃO "TÚNICAS DE PELE"
domingo, 17 de maio de 2026
TAO TE CHING - POEMA X
Lao Tse (571a.C.531). Tao Te Ching O Livro que Revela Deus
quinta-feira, 14 de maio de 2026
QUAL A IMPORTÂNCIA DAS CANTIGAS DE ORIXÁ?
Religião Afro-brasileira. Por Eurico Ramos. Livro Revendo o Candomblé - XII. QUAL É A IMPORTÂNCIA DAS CANTIGAS DE ORIXÁ? Todas as religiões pagãs primam pelos cânticos e pelas danças. Na realidade, o ato de se cantar em louvor a um orixá é quase como entoar um mantra, como os hindus professam. Como dito anteriormente, tudo chega aos orixás através de emoções, sentimentos ou sons. Como já foi dito, no ato de se alimentar um orixá, este se alimenta dos movimentos moleculares dos perfumes emanados pela comida. E os orixás são encantados, eles são tocados, digamos assim, pelos sons emanados dos cânticos e pelos sons ritmados dos atabaques. A importância das cantigas, no candomblé é a mesma do canto gregoriano para os católicos, dos mantras para os hindus e de todas as liturgias relacionadas a cânticos, em todo e qualquer tipo de religião. Entretanto, a maioria das cantigas que conhecemos foi criada pelos africanos, mas aqui no Brasil. Como já vimos anteriormente, cada tribo vinha de uma região africana completamente diferente, e o continente africano é gigantesco. Elas entoavam seis cânticos nas senzalas - nas antigas fazendas ou casas senhoriais, eram os alojamentos destinados aos escravos dos senhores de engenho. Mas, com o passar do tempo, a essa lista "original" foram inseridas novas cantigas. Por exemplo, a roda de Xangô foi criada aqui no Brasil. Mas pode-se perceber que a maioria dos cânticos criados aqui no Brasil não tem a função de chamar os orixás, mas, sim, de louvá-los. Por exemplo, na roda de Xangó, a manifestação dos orixás só acontece no final. Na realidade, o que está sendo cantado ali é a história de um orixá, ninguém o está chamando ao aiyê. Atualmente, a chamada dos orixás à terra se dá muito mais pelo toque dos atabaques do que exatamente pelos cânticos entoados. Abraço. Davi
terça-feira, 12 de maio de 2026
OS ANALECTOS - LIVRO VIII
Confucionismo. www.https//rt.br. OS ANALECTOS – LIVRO VIII. 1. O Mestre disse: “Seguramente T’ai Po pode ser considerado muito virtuoso. Três vezes ele abriu mão de seu direito de governar o Império sem dar ao povo a oportunidade de louvá-lo”. 2. O Mestre disse: “Amenos que um homem tenha o espírito dos ritos, ao ser respeitoso ele vai exaurir a si mesmo, ao ser cuidadoso ele vai se tornar tímido, ao ter coragem ele vai se tornar indisciplinado e, ao ser íntegro, ele vai se tornar intolerante. [88] “Quando o cavalheiro sente profunda afeição por seus pais, o povo será levado à benevolência. Quando ele não esquece amigos de longa data, o povo não fugirá de suas obrigações.” 3. Quando estava seriamente doente, Tseng Tzu chamou seus discípulos e disse: “Olhem para as minhas mãos. Olhem para os meus pés. As Odes dizem: Com medo e tremendo Como se aproximando de um profundo abismo, Como se andando sobre gelo fino. [89] Somente agora tenho a certeza de ter sido poupado [90] , meus jovens amigos.” 4. Tseng Tzu estava muito doente. Quando Meng Ching Tzu o visitou, eis o que Tseng Tzu disse: Triste é o canto de um pássaro que morre; Boas são as palavras de um homem que morre. “Há três coisas que o cavalheiro mais valoriza no Caminho: ficar longe de violência ao apresentar uma aparência séria, tornar-se confiável ao mostrar no rosto uma expressão apropriada e evitar ser entediante e pouco razoável ao falar em um tom apropriado. Quanto às questões da liturgia ritual, há oficiais responsáveis por isso.” 5. Tseng Tzu disse: “Ser competente e ainda assim pedir conselho para aqueles que não são. Ter muitos talentos e no entanto pedir conselho para aqueles que têm poucos. Ter e no entanto parecer que não tem. Estar cheio e no entanto parecer vazio. [91] Sofrer uma transgressão e no entanto não se importar. Era para esses objetivos que meu amigo [92] costumava dirigir seus esforços”. 6. Tseng Tzu disse: “Se a um homem pode ser confiado um órfão de seis ch’ih [93] de altura e o destino de um reino de cem li quadrados de tamanho, sem que ele se desvie dos seus propósitos nem mesmo em momentos de crise, não se trata de um cavalheiro? Trata-se, de fato, de um cavalheiro”. 7. Tseng Tzu disse: “Um Cavalheiro deve ser forte e resoluto, pois seu fardo é pesado e sua estrada, longa. Ele toma a benevolência como fardo. Isso não é pesado? Apenas com a morte a estrada chega a um final. Isso não é longo?”. 8. O Mestre disse: “Inspire-se nas Odes, firme sua atitude com os ritos e aperfeiçoe-se pela música”. 9. O Mestre disse: “O povo pode ser obrigado a seguir um caminho, mas não pode ser forçado a entendê-lo”. 10. O Mestre disse: “A insatisfação com a pobreza levará um homem de índole corajosa a um comportamento indisciplinado. O ódio excessivo levará homens que não são benevolentes a um comportamento indisciplinado”. 11. O Mestre disse: “As qualidades de um homem tão talentoso quanto o duque de Chou não mereceriam atenção se ele fosse também arrogante e egoísta”. 12. O Mestre disse: “Não é fácil achar um homem capaz de estudar durante três anos sem pensar em receber um salário”. 13. O Mestre disse: “Dedique-se com fé a aprender e espere a morte da maneira certa. Não entre em um reino instável; não permaneça em um reino instável. Mostre-se quando o Caminho vingar no Império, mas esconda-se quando isso não acontecer. É vergonhoso ser pobre e humilde quando o Caminho prevalece no reino. Igualmente, é vergonhoso ser rico e nobre quando o Caminho cai em desgraça no reino”. 14. O Mestre disse: “Não se preocupe com questões de governo a menos que sejam da responsabilidade do seu cargo”. [94] 15. O Mestre disse: “Quando Chih, o mestre de música, começa a tocar, e quando o Kuan chü [95] chega ao fim, como o som enche os ouvidos!”. 16. O Mestre disse: “Homens que rejeitam a disciplina e que, no entanto, não são corretos, homens que são ignorantes e que, no entanto, não são cautelosos, homens que são desprovidos de habilidade e que, no entanto, são inconfiáveis estão bem além da minha compreensão”. 17. O Mestre disse: “Mesmo com um homem que persegue os estudos como quem luta pela própria vida meu temor é que ainda assim ele não consiga fazê-lo a tempo”. 18. O Mestre disse: “Quão superiores Shun e Yü foram ao se manter à distância do Império quando, na verdade, tinham domínio sobre ele”. 19. O Mestre disse: “Yao foi de fato um grande governante! Que sublime! O Céu é grande, e Yao espelhou-se nele. Ele era tão grandioso que o povo não tinha palavras para louvar-lhe as virtudes. Superior foi ele em seus sucessos e brilhante em suas realizações!”. 20. Shun tinha cinco oficiais, e o Império era bem-governado. O rei Wu disse: “Tenho dez oficiais competentes”. Confúcio comentou: “É difícil encontrar pessoas talentosas: que verdade! Os tempos de T’ang e Yü [96] foram ricos em pessoas talentosas. [97] Eram, na verdade, apenas nove, incluindo uma mulher. [98] A dinastia Chou continuou servindo a Yin mesmo quando dominava dois terços do Império. A virtude de Chou pode ser considerada suprema”. 21. O Mestre disse: “Em Yü não encontro defeito algum. Ele comia e bebia frugalmente ao passo que fazia oferendas aos espíritos dos ancestrais e aos deuses com a mais extrema devoção, apropriada a um descendente. Ele vestia roupas comuns ao passo que não poupava enfeites em suas vestes e chapéus litúrgicos. Ele morava em pobres casebres ao passo que devotava toda sua energia à construção de canais de irrigação. Em Yü não encontro defeito algum”. www.https//rt.br. Davi. Abraço.
domingo, 10 de maio de 2026
RELIGIÃO DO ISLAM. Parte XVIII
Islamismo. IslamHouse.com. Manual para o Novo Muçulmano. Por Jamaal Zarabozo (1961 - ). RELIGIÃO DO ISLAM. Parte XVIII. Tudo que foi mencionado anteriormente, deixa claro que Allah se refere a algo que não é leve e nem pode ser adquirido de uma hora para outra. Trata-se do cumprimento das orações da melhor maneira possível, de acordo com a Sunnah do Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele), com a intenção devida e estando muito atento a cada passo da oração. Uma pessoa pode estabelecer parcialmente a oração. Pode, sob um prisma legal, haver realizado suas orações; mas, mesmo assim, as recompensas de Allah por estas orações podem não ser as esperadas. Como disse o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele): “Uma pessoa pode finalizar [a oração] e tudo o que seja registrado para ele, a respeito de sua oração, atinja um décimo, um nono, um oitavo, um sétimo, um sexto, um quinto, um quarto, um terço ou meio.” O significado do “estabelecimento das orações” foi explicado por ser um dos pilares do Islam. Esse pilar não consiste apenas em orar. Não consiste apenas na realização dos movimentos físicos que são realizados durante uma oração. Muito menos consiste em simplesmente orar com o coração sem nenhum tipo de movimento físico que acompanhe tal ação. Não é simplesmente orar quando seja conveniente à pessoa. Deve-se realizar cuidadosamente este pilar do Islam a melhor e mais perfeita forma. Sobre isso Nadwi escreveu: “A Salah [oração] não consiste somente numa série de movimentos físicos. Não é um rito estático ou sem vida, ou algo parecido a uma disciplina militar – onde não há voz e não interessa a vontade. É uma ação na qual os três aspectos da existência humana - físico, mental e espiritual – encontram sua máxima expressão. O corpo, a mente e o coração participam da oração com equilíbrio. Permanecer de pé, ajoelhar-se ou prostrar-se são atos que pertencem ao corpo; a recitação pertence à língua; a reflexão e a contemplação pertencem à mente e o temor, arrependimento e lamento ao coração.” Não há exagero na importância da oração no Islam. É o primeiro pilar do Islam que o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) mencionou, logo após mencionar o testemunho de fé, através do qual a pessoa se torna muçulmana. Ela foi determinada como obrigatória para todos os profetas e todos os povos. Uma vez, um homem perguntou ao Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) qual era a ação que possuía mais virtude. O Profeta respondeu que é a oração. O homem continuou repetindo a pergunta. Nas três primeiras respostas Muhammad (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) disse: “a oração”, mas, na quarta, ele disse “o esforço pela causa de Allah”. A importância da oração é embasada em muitos ditos do Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele). Por exemplo, o Profeta disse: “O primeiro assunto pelo qual o servo será julgado no Dia do Juízo será a oração. Se estiver correta, também o resto de suas ações serão corretas. Mas, se estiver incorreta, o resto de suas ações também o serão.” A importância da oração se apóia no fato de que o mais importante é a relação do servo com Allah, sem levar em consideração as ações que este praticou durante sua vida. Ou seja, sua fé (imaan), o conhecimento de Allah (taqwah), a sinceridade (ikhlaas) e a adoração a Allah (‘ibaadah) é que importam. Sua relação com Allah é demonstrada, colocada em prática, cresce e fortalece através da oração. Então, se a oração é correta e adequada, o resto das ações também será; entretanto, se a oração não é correta e nem adequada, o resto das ações não será, como bem declarou o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele). Na realidade, se a oração é realizada corretamente, recordando sinceramente Allah e buscando n’Ele o perdão, deixará uma marca permanente na pessoa que a realiza. O crente, quando termina sua oração, sente seu coração cheio pela presença de Allah. Torna-se temeroso e coloca todas as suas esperanças em Allah. E através desta experiência, não irá desejar se afastar dessa sublime posição e nem desobedecer a Allah. Allah mencionou este aspecto da oração quando disse: “Recita o que te foi revelado do Livro e observa a oração, porque a oração preserva (o homem) da obscenidade e do ilícito...” (29: 45) Nadwi descreveu este efeito da oração devidamente oferecida de maneira eloqüente: “Seu objetivo consiste em gerar no foro interno do ser humano um poder espiritual, uma luz de fé e uma consciência de Deus, tão grande, que o capacitam a enfrentar qualquer tipo de maldade e tentação com êxito. Além de mantê-lo firme nos tempos de provações e adversidade e protegê-lo da debilidade da carne e dos desejos desmedidos.” Na próxima vida o perdão e a complacência de Allah correlacionam-se com a oração. o Mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) disse: “Allah determinou cinco orações. Aqueles que realizam com perfeição a sua ablução, realizam suas orações nos períodos adequados, completem suas reverências e prostrações com khushu’ têm a promessa de que Allah os perdoará. E aquele que não cumprir com os requisitos não obterá a promessa de Allah. Pode ser perdoado ou castigado.” As orações são consideradas como uma forma de purificação para o ser humano, pois ele se volta e encontra com seu Senhor cinco vezes ao dia. Como foi mencionado anteriormente, esta repetida presença ante Allah deveria evitar com que as pessoas cometessem pecados durante o dia. Além disso, deveria ser um momento de arrependimento e remorso, quando a pessoa pede perdão a Allah pelos pecados cometidos. A oração, por si só, é uma boa ação que apaga algumas das más ações cometidas. Isso fica claro no seguinte hadith do Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele): “Se uma pessoa tivesse um riacho perto de sua casa e se banhasse nele cinco vezes por dia, acreditarias que houvesse algum tipo de sujeira em seu corpo?” As pessoas responderam: “Não haveria nenhum tipo de sujeira”. O Profeta de Allah então disse: “Isto é similar às cinco orações diárias. Através delas, Allah apaga os pecados.” (Bukhari e Muslim). Em outro hadith, o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) disse: “As cinco orações diárias e a oração de sexta-feira – até a próxima oração de sexta-feira, são a expiação dos pecados cometidos entre elas.” (Muslim). A importância fundamental da oração para a fé de um muçulmano se evidencia na declaração do Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele): “Para um homem, o politeísmo (shirk) e a incredulidade (kufr) se encontram no abandono da oração.” (Muslim). Em seu hadith, o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) utiliza as palavras ash-shirk e al-kufr, que se referem a algo que resulta do conhecido ou compreendido. Entende-se que o kufr afasta as pessoas do Islam. Além disso, as palavras shirk e kufr são mencionadas juntamente, o que se considera como outro sinal de que esta ação pode nos tirar do Islam. As palavras de Siddiqi que denotam a importância da oração constituem um resumo de toda esta análise. Ele escreveu: “a oração é a alma da religião. Onde não há oração, não pode haver purificação da alma. A pessoa que não ora é uma pessoa sem alma. Caso tirassem as orações deste mundo, acabaria a religião, já que é através da oração que o homem chega a conhecer Deus, obtendo, assim, um amor desinteressado pela humanidade e um sentimento interno de devoção. Deste modo, a oração é o primeiro e mais elevado e solene fenômeno e manifestação da religião.” O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) confirmou a importância da oração no Islam quando disse: “O principal é o Islam. Seu pilar é a oração. E seu ápice é o esforço pela causa de Allah.” Alguns pontos importantes sobre as leis relativas à oração Este não é o lugar apropriado para entrar em detalhes sobre as leis que regem as orações. Entretanto, devemos mencionar certos pontos fundamentais. As cinco orações diárias são obrigatórias para todos os muçulmanos adultos ou não. Obviamente, as mulheres em período menstrual ou que apresentem sangramento pós-parto não deverão oferecer suas orações até que sua situação se normalize, pois se encontram em um estado de impureza para cumprir com o rito (o que será analisado mais adiante). Estas mulheres não deverão compensar as orações perdidas. Antes de iniciar o ritual da oração, deve-se apresentar um estado de pureza física. Allah disse: “Ó fiéis, sempre que vos dispuserdes a observar a oração, lavai o rosto, as mãos e os antebraços até aos cotovelos; esfregai a cabeça com as mãos molhadas e lavai os pés até o tornozelo. O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) disse: “As orações não serão aceitas sem uma purificação prévia.” (Muslim). Desta maneira, por exemplo, se alguém praticar o ato sexual, seja através do coito ou em sonho erótico, ou se a mulher termina sua menstruação ou sangramento pós-parto, deve realizar uma ablução completa, denominada ghusl, antes de começar a oração. Outra forma de se obter o estado de purificação é o wudhu ou purificação menor, que consiste na limpeza do rosto, cabeça, braços e pés. A ablução deve se repetir antes de cada oração, se a pessoa fez alguma das necessidades fisiológicas, se teve flatulência, se dormiu profundamente ou se perdeu a consciência. Este requisito prévio da oração enfatiza o fato de que a adoração a Deus requer todo o nosso ser. Afora o ritual da oração, se, por exemplo, a pessoa quiser suplicar a Allah, não é necessário realizar as abluções. Além de estar num estado de purificação, nossa roupa e o lugar onde se realizará a oração devem estar livres de impurezas. Em outras palavras, a roupa e a área devem estar limpas de urina, excrementos, sangue e qualquer outra substância impura. Deste modo, toda a atmosfera e o sentimento dos indivíduos estarão purificados para começar a entrar neste nobre estado de oração e comunicação direta com seu Senhor. Cabe ressaltar que os horários das orações diárias são fixos. Allah disse: “... observai a devida oração, porque ela é uma obrigação, prescrita aos fiéis para ser cumprida em seu devido tempo.” (4:103). Estes horários são definidos nos seguinte hadith: “O anjo Gabriel se aproximou do Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) e disse: ‘Levanta-te e reza’. Ele realizou a oração da tarde no momento em que todos os objetos e suas respectivas sombras possuíam a mesma altura. Logo chegou a hora do crepúsculo e foi-lhe dito: ‘Levanta-te e reza’. Ele orou quando o sol havia desaparecido. Então, caiu a noite e foi-lhe dito: ‘Levanta-te e reza’. Ele rezou quando o crepúsculo já havia desaparecido. Logo veio o amanhecer e foi-lhe dito: ‘Levanta-te e reza’. Ele orou quando começava a amanhecer. Então, apareceu o dia seguinte e a oração do meio-dia e foi-lhe dito: ‘Levanta-te e reza’. Ele realizou a oração do meio-dia quando um objeto e sua sombra possuíam a mesma largura. Logo, chegou a oração da tarde e foi-lhe dito: ‘Levanta-te e reza’. Ele cumpriu com a oração da tarde quando a sombra de um objeto era o dobro da largura do mesmo. Então, veio para a oração do pôr-do-sol e este é um curto período que só ocorre uma vez ao dia. Logo veio a oração da noite, que era prestada quando já havia passado metade ou um terço da noite. Veio o amanhecer, quando havia alguma luminosidade e foi-lhe dito: ‘Levanta-te e reza’ e ele realizou a oração do amanhecer. Então foi-lhe dito: ‘Os horários [das orações] se encontram entre estas duas’ [ou seja, entre as duas ocasiões nas quais Gabriel apareceu para orar com ele].” Infelizmente, algumas vezes, os muçulmanos encontram-se muito ocupados durante o dia e, por isso, deixam todas as suas orações para a noite. Assim, elas são oferecidas todas ao mesmo tempo: a do meio-dia, da tarde, do crepúsculo e da noite. Aos revertidos é extremamente difícil combinar os horários das orações com seus horários de trabalho, além disso, às vezes, não têm a confiança suficiente para realizar suas orações na presença de outras pessoas ou solicitar um intervalo no trabalho para realizá-las. Essa prática de postergar as orações é incompatível com a Lei Islâmica. As orações devem ser realizadas no momento adequado e isso não é algo que deva ser cumprido apressadamente. Devem se esforçar na causa de Allah e descobrir uma forma de realizá-las nos horários pré-determinados. Em suma, se realmente têm que combinar duas orações, podem combinar a do meio-dia com a da tarde, durante o horário destinado à oração do meio-dia ou da tarde. Igualmente podem combinar as orações do crepúsculo e da noite e realizá-las durante o horário das orações do crepúsculo ou da noite. Nenhum outro tipo de combinação é permissível. Todos os muçulmanos devem evitar que a combinação das orações seja motivada por falta de interesse e devem se esforçar em realizá-las em seus horários adequados. Então, para que as orações sejam corretas e apropriadas devem cumprir com as seguintes condições: (1) O indivíduo deve saber o horário que o período de cada oração inicia; (2) deve apresentar um estado de purificação; (3) a vestimenta, o corpo e o lugar devem estar livres de impurezas; (4) o corpo deve estar coberto de uma maneira apropriada – o homem deve se cobrir da região que vai do umbigo aos joelhos com uma roupa que não revele o que deve estar coberto e as mulheres devem cobrir todo o seu corpo, exceto mãos e rosto; (5) o indivíduo deve estar direcionado para a qiblah, ou seja deve estar orientado na direção da Kaabah, em Makkah e (6) deve colocar a intenção apropriada no momento de realizar cada oração. É extremamente importante que o muçulmano realize as cinco orações diárias em congregação, numa mesquita. Muitas passagens do Qur’an e da Sunnah mostram a importância de se realizar as orações em congregação. Por exemplo, o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) disse: “A oração que é realizada em congregação é vinte e cinco vezes melhor que a oração realizada em seu lar ou no mercado.” Quando uma pessoa realiza a ablução de forma adequada e, então, dirige-se à mesquita apenas com o desejo de rezar, cada passo que dá o eleva espiritualmente e seus pecados são expiados. Enquanto reza os anjos oram por ele, todo o tempo em que permanece no local de oração, dizendo: “Ó Allah, tende piedade dele, ó Allah, perdoe-o, ó Allah, aceita seu arrependimento. E assim, considera-se esta pessoa em estado de oração até que entre o horário da próxima.” Na realidade, muitos sábios afirmam que realizar as cinco orações diárias em congregação é algo obrigatório para os homens. Além da óbvia importância que as orações em congregação possuem em geral, creio que, baseado na minha própria experiência, é de extrema importância que os recém convertidos congreguem o mais que possam com seus irmãos muçulmanos. Primeiramente, isso demonstra a seriedade do convertido com sua nova religião, o Islam, demonstra seu desejo por realizar os atos fundamentais de sua nova fé. Esta atitude conquistará os muçulmanos de sua comunidade e estes disporão parte do seu tempo a esse novo convertido. Segundo, é uma boa oportunidade do convertido estabelecer uma amizade com os outros muçulmanos e aprender com seus exemplos. É muito complicado mudar sua vida para uma vida realmente islâmica se esta pessoa permanece num círculo social composto por não muçulmanos. É por isso que freqüentar a mesquita abrirá as portas para que haja novos amigos muçulmanos. Terceiro, é uma excelente oportunidade para que o convertido aprenda sobre o Islam. Usualmente, nas mesquitas, encontramos pessoas que possuem uma grande sabedoria a respeito do din. O novo convertido não se sentirá só em sua busca, pois encontrará devotos muçulmanos que o ajudarão e guiarão. Está claro que estas vantagens se aplicam tanto aos homens quanto às mulheres. Portanto, a convertida também deve aproveitar esta oportunidade e tentar se integrar, participando de algumas orações em congregação na mesquita. O Qur’an é em árabe. O primeiro capítulo do Qur’an é nomeado surah al Fatiha (capítulo de abertura). Este capítulo constitui uma parte fundamental da oração e é lido em todas as orações diárias, várias vezes. É óbvio que leva algum tempo aprender, ler e memorizar este breve capítulo. PÁGINA 160. Abraço. Davi.
sexta-feira, 8 de maio de 2026
JESUS - O REDENTOR DAS ALMAS HUMILDES
Legião da Boa Vontade (LBV). Livro A Missão dos Setenta e o Lobo Invisível. Por Jose de Paiva Neto (1941-2025). JESUS - O REDENTOR DAS ALMAS HUMILDES. Parte II. O Supremo Criador é quem realmente sabe o que se passa na intimidade de suas criaturas, quaisquer que sejam suas crenças ou descrenças. Por isso, precisamos a todos alertar sobre a ação ardilosa do "lobo invisível", que muito se vale da pretensão humana. Em meu livro Somos todos Profetas (1991), no subtítulo "A genialidade que Jesus aprova", escrevi: Os simples de coração constituem a genialidade que o Divino Amigo tanto deseja que ilumine o mundo. É a esse talento que Deus revela os seus segredos. Daí o benefício de se elevar constantemente o pensamento ao Cristo Ecumênico, Político Excelso, livre de sectarismos constringente ou ideias exclusivistas, portanto, o Redentor das Almas humildes. Aliás, quando exalto essa qualidade de sentimento, não me dirijo à classe social das pessoas. Até porque o "lobo invisível" espreita o homem, a mulher, o jovem e a criança de qualquer berço pra destilar suas torpezas. Como há tanto tempo inferi, existem pobres humildes e outros cheios de orgulho e rancor - infeliz comportamento, que nada traz de proveitoso a evolução das criaturas, voltando-se contra elas próprias, nesta ou na Outra Vida. A coragem é imprescindível, mas o ódio continua sendo arma voltada contra o peito de quem odeia. Quanto ao mesmo ponto de vista, existem ricos orgulhosos e rapaces e outros de uma simplicidade franciscana. Este é um mundo de paradoxos. Por isso, pregamos , há décadas, o Apocalipse de Jesus para os Simples de Coração, que se encontram em toda parte, nas várias camadas socioculturais. O Supremo Criador é quem realmente, sabe o que se passa na intimidade de suas criaturas, quaisquer que sejam suas crenças ou descrenças. Por isso, precisamos a todos alertar sobre a ação ardilosa do "lobo invisível", que muito se vale da pretensão humana. A obrigação de cada um de nós, que modestamente desejamos transmitir uma mensagem, é lançar a rede. Seguimos a proposta do Taumaturgo Celeste, que é a de nos transformarmos em pescadores de homens, mulheres, jovens, crianças e Espíritos, Almas benditas. Porque os mortos não morrem, para a sua Seara Universalista, todavia, sem jamais sermos imperiosos em nosso modo de pensar. A época do "crê ou morre" já vai longe, há muito tempo, graças a Deus! Aliás, quando brado que a Vida prossegue além do túmulo, na dimensão do Espírito, alguns podem assustar-se, talvez pelo mau hábito de associar a existência incorpórea com filmes de terror. Entretanto, o que espanta mesmo é esse fato descrito pelo nobre irmão Bezerra de Menezes (Espírito): Não são os Espíritos que assustam os homens. São os homens que atemorizam os Céus com suas belicosas armas impostas por domínios cruéis e insensatos. Temos esclarecido à sociedade que, a respeito da natural sobrevivência da Alma após o desenlace do vaso físico e da continuidade da jornada evolutiva no que denominamos Pátria Verdadeira - O Mundo Espiritual. Os habitantes do outro lado são hoje o que fomos ontem e seremos amanhã. Daí a imprescindível tarefa de promover a União consciente das Duas Humanidades. Por isso, não deixem de ler minha obra Os Mortos não Morrem! Deus livre de opressores. Deslindar a realidade espiritual às massas é a política de Deus, o Criador liberto dos feudos a que alguns ainda o querem manter subjugado, que propagamos incessantemente. A Religião do Terceiro Milênio, com muita honra, vem perpetuando o trabalho iniciado pelo próprio Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, ao revelar ao mundo seu Mandamento Novo. Cuja extraordinária importância o Irmão Alziro Zarur (1914-1979) revelou a todos. Trata-se das mais elevadas políticas que, uma vez vivenciada, nos capacita a enfrentar qualquer obstáculo, inclusive as armadilhas lançadas pelo "lobo invisível", isto é, o espírito mau. Ensinou o bom pastor: Novo mandamento vos dou, amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros. Não há maior amor do que doar a própria vida pelos seus amigos. Porquanto, da mesma forma como o Pai me ama. Eu também vos amo. Permanecei no meu amor. Evangelho de Jesus, segundo João 13,34-35 e 15,13 e 9. Alguns, carpidos pelo excesso de ceticismo atuante, podem pensar resumir-se, o Mandamento Novo de Jesus, apenas a palavra, à maneira de William Shakespeare (1564-1616) que costumava em sua peça Hamler, criticar a inoperância de tanta gente que muito falava e pouco, ou quase nada, fazia: "Word, words, words ... (Palavras, palavras, palavras). Contudo, nas Instituições da Boa Vontade de Deus, empenhamo-nos diuturnamente em transformar palavras em atos dignos do Criador e das suas criaturas. Essa é tarefa de todos os batalhadores do Cristo, a qual o "lobo invisível" quer impedir. Mas a Deus interessa toda criatura espiritual e humana, sem distinção de fé ou mesmo na ausência dela. Antes de tudo, Ele ausculta os corações. Para os que tem "olhos de ver e ouvidos de ouvir", as barreiras entre a Terra e o Céu já caíram. Já caíram! Nós é que nos demoramos a perceber. Que possamos, então - pelo exercício da Caridade da Ordem Suprema do Pedagogo Celeste, que é Amor elevado à imensurável potência, desarmar todas as emboscadas e estratagemas dos trevosos "lobos invisíveis". Buda e a Armadilha do Senhor do Mal. É oportuno apresentar-lhes uma passagem da vida do Buda, Sidarta Gautama (563a.C.483). Assim como todos os grandes emissários que vem a Terra cumprir uma missão espiritual ordenada por Deus. O Buda convoca seus discípulos seguidores a prática do Bem e da Compaixão como forma de se libertarem e derrotarem o mal. Registra o seu discurso "A armadilha do senhor do mal. Esse é o quinto discurso do Samyatta Nikaya, que faz parte do Sutta Pittaka, o qual integra as tradicionais Escrituras Canônicas do Budismo. Em certa ocasião, o Iluminado estava em Benares - Índia, no Parque do Gamo, em Isipatana. Lá ele se dirigiu aos monges desta forma (...). "Bikkhus, monges, eu estou livre de todas as armadilhas, tanto celestiais, mundo invisível, como humanas. Vocês também estão livres de todas as armadilhas, tanto celestiais como humanas. Peregrinem pelo bem-estar de muitos, para a felicidade de todos, por compaixão pelo mundo, para o bem-estar e felicidade de devas, seres celestes e humanos (...). Então o senhor do mal foi até o Iluminado e se dirigiu a ele em versos: Você está atado por todas as armadilhas. Você está atado, pelo grande grilhão: você não me escapará, contemplativo. O Buda: Eu estou livre de todas as armadilhas tanto celestiais como humanas. Eu estou livre do grande grilhão. Você está derrotado, senhor da morte!". A visão da escada. No livro do Gênesis, de Moisés, no capítulo 28, nos versículos de 10 a 17, lemos este interessantíssimo relato sobre o sonho de Jacó. Partiu Jacó de Berseba e seguiu para Hará. Tenod chegado a certo local, ali passou a noite, pois já era sol posto. Tomou uma das pedras do lugar, fez dela seu travesseiro e se deitou pra dormir. E sonhou: Eis posta na terra uma escada, cujo topo atingia o céu. E os anjos de Deus subiam e desciam por ela. Perto dele estava o Senhor e lhe disse: Eu sou o Senhor, Deus de Abraão, teu pai, e Deus de Isaque. A terra em que agora está deitado, Eu a darei a ti e a tua descendência. A tua descendência será como o pó da terra. Estender-se-á para o Ocidente e para o Oriente, para o Norte e para o Sul. Em ti e na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra. Eis que Eu estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei voltar a esta terra. Porque não te desampararei, até que cumpra tudo aquilo que tenho falando. Despertado Jacó do seu sono, disse: Na verdade, o Senhor está neste lugar e eu não sabia. E temendo, bradou: Quão temível é este lugar. É a Casa de Deus, a porta dos Céus. Os nossos Anjos Guardiães, esses Espíritos que sobem e descem a escada de Jacó, anseiam por nos ajudar, e muito! Entretanto, será que desejamos que eles nos acompanhem e auxiliem? É necessário que urgentemente tomemos a nossa decisão, porque eles, todo o tempo, procuram resguardar-nos dos ataques dos "lobos invisíveis". A coorte de entidades perturbadas, que, na definição do Papa Leão XIII (1810-1903), conforme vimos em sua Oração a São Miguel Arcanjo - Vagueiam pelo mundo, para a perdição das Almas. Quanto à significação dessa notável passagem de Gênesis Mosaica 28,10 a 17, leiam também, por favor, "A Abrangente Missão do Templo da Boa Vontade", nas Segundas Diretrizes da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, volume II (1990). Ou na edição especial da revista Jesus Está Chegando - Os Quatro Pilares do Ecumenismo, número 129, junho de 2017. Diálogo com os mortos. Dos originais de meu livro Os mortos não morrem, cuja leitura e análise antecipadamente lhes recomendo, trago por oportuno, trecho do pronunciamento do Papa João Paulo II (1920-2005) em 2 de novembro de 1984, ao dirigir-se aos fiéis reunidos no Vaticano. Nele sua Santidade enfatiza que o diálogo com os mortos não deve ser interrompido: "Somos convidados a retomar com os mortos, no íntimo do coração, aquele que a morte não deve interromper (...). Com base na palavra reveladora de Cristo, o Redentor, estamos certos da imortalidade da Alma. Na realidade, a vida não se encerra no horizonte deste mundo. Proteção Celeste. Os nossos Anjos Guardiães, esses Espíritos que sobem e descem a escada de Jacó, anseiam por nos ajudar, e muito! Entretanto, será que desejamos que eles nos acompanhem e auxiliem? É necessário que urgentemente tomemos a nossa decisão, porque eles, todo o tempo, procuram resguardar-nos dos ataques do "lobo invisível". A ciência da coragem. O que significa o Natal permanente de Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, que mencionei anteriormente? É a ambiência melhor para que vivamos em sociedade, Sociedade Solidária Altruística Ecumênica. Aquela que propaga o ecumenismo que se comove com a dor e, portanto, com decisão, atua para levantar os caídos. Instruindo-os e alimentando-os, a fim de que, como cidadãos, construam o próprio destino, para o que é urgente espiritualizá-los também. Nesse trabalho de esclarecimento, não nos furtamos nem mesmo do amparo ao "lobo invisível", merecedor de nossa fraterna misericórdia, jamais do nosso desdém. Trata-se de um espírito obsessor. Oremos sempre por ele. Contudo, fica aquele alerta que fizemos logo na abertura deste livro: não nos esquecermos de que o "lobo" não é vegetariano. O criador e o respeito as suas criaturas. No entanto, esse grande desiderato que exige de cada um de nós uma atitude de deferência ao Criador por meio da prática solidária entre suas criaturas. Aos que ainda Nele não acreditam - os que também respeitamos - é prudente promover os mais exalçados sentimentos, tais como a Fraternidade, a Compaixão, a Bondade, a Generosidade, a Justiça, entre outros, que todos possuímos dentro de nós mesmos, as vezes adormecidos. E aí, se não os despertarmos, se instala o problema. Busquemos, pois, condições de galgar, longe do radicalismo, crente ou ateu, os degraus do Conhecimento Divino ... ou de entender o nosso papel neste mundo. O que nos leva à prática do Bem e a concluir a nossa tarefa como gente civilizada. Senão, viveremos eternamente "batendo com a cabeça na parede". É essencial a compreensão de que a humildade é uma ciência da coragem, ao contrário da jactância, que, segundo Provérbios 16,18, constitui o último passo antes da queda. Não sem propósito, Santo Agostinho (354-430) assegurava: "Deus triunfa sobre a ruína de nossos planos". Ainda a respeito do sentido de modéstia, fiz constar em Reflexões da Alma (2003) está assertiva: Jesus ensinou a humildade, jamais a covardia. O medo paralisa o indivíduo, e Ele determinou aos seus discípulos ação. Damas e cavalheiros, guardem bem: boa ação! Estando realmente com o Protetor Divino, ovelhas de Deus, não temam o "lobo invisível". Porém, os maus atos que vocês mesmas ou vocês mesmos podem praticar. Livrem-se deles, tirando de dentro de si as pérfidas sugestões lupinas, relativo a lobo. Meritocracia sublimada. Que cabe, então, a criatura arguta realizar? Conhecer as Leis do Pai Celeste e cumpri-las, não "ao pé da letra que mata", consoante admoestava Paulo Apóstolo em II Coríntios 3,6. Todavia e sempre em Espírito e Verdade, como propunha Allan Kardec (1804-1869), e a luz do Novo Mandamento do Cristo "Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, João 13,34 e35. A Essência de Deus, na definição de Alziro Zarur. Assim, tudo encontrará seu porto seguro, no transcurso do tempo e em consonância com o merecimento de cada um, numa visão sublimada da meritocracia de Platão (427a.C.347). Nunca de acordo com os socavões da impunidade espiritual, moral e intelectual. Experimente! Não custa fazê-lo! Mas é preciso paciência e perseverança. Leibniz (1646-1716) repetia: Natura non facit saltus - A natureza não dá saltos. Porém, necessário é destacar que o tempo não cessa de transcorrer. E, na concepção de Virgílio (70a.C.19) na Eneida - a fome é má conselheira. Por isso, façamos - governos e cidadãos - nossa decisiva parte (boas ações), para que não falte a ninguém o alimento espiritual, moral e material. A humildade é, acima de tudo, corajosa. A humildade é uma ciência da coragem, ao contrário da jactância, que, segundo Provérbios 16,18, constitui o último passo antes da queda. Não sem propósito, Santo Agostinho (354-430) assegurava: Deus triunfa sobre a ruína de nossos planos. Abraço. Davi
quarta-feira, 6 de maio de 2026
UMA ESSÊNCIA, UMA LEI E UM FIM.
Budismo. Livro O Evangelho de Buda. Vida e Doutrina de Sidarta Gautama. Por Yogi Kharishnanda. UMA ESSÊNCIA, UMA LEI E UM FIM. Capítulo IV. Um dia o Tathágata, conversando com o venerável Kasyapa com o propósito de libertar sua mente da incerteza e da dúvida, disse-lhe: Todos os seres e todas as coisas são constituídas de uma mesma essência. Embora pareçam diferentes segundo as formas que tomam em consequência das influências que recebem. Como se formam, agem, e como agem são. Suponha, Kasyapa, que um oleiro fabrique vasilhas diferentes com o mesmo barro. Cada uma dessas vasilhas terá o seu destino. Pois uma servirá para arroz, outra para manteiga, outra para leite e algumas serão usadas para depósitos de impurezas. Não há diferença no barro empregado. A diferença está no modelo dado pelo oleiro, segundo os diversos usos requeridos pelas circunstâncias. Do mesmo modo, todos os seres evolucionam de acordo com uma só lei e se destinam ao mesmo fim, que é o nirvana. Se você compreende, ó Kasyapa, que todos os seres são da mesma essência e que não há mais que uma única Verdade, e vive de acordo essa compreensão, alcançará o nirvana. O Tathágata é o mesmo para todos os seres e da mesma essência que todos eles. Porém difere apenas em seu aspecto como os demais seres diferem entre si. O Tathágata dá alegria ao mundo inteiro, do mesmo modo que a nuvem derrama a chuva sobre justos e pecadores. Tem a mesma compaixão pelos grandes e pequenos, pelo sábio e pelo ignorante, pelo virtuoso e pelo pecador. A vasta nuvem carregada de água derrama chuva sobre prados, várzeas, montanhas e vales. Hortas e campos. E todos recebem a água da chuva, que é da mesma essência, e arvores, plantas e ervas que nascem. Florescem e frutificam, cada uma segundo a sua espécie e natureza. Arraigadas no mesmo solo, todas as plantas de um campo ou de uma horta recebem a mesma água que a todas vivifica. O tathágata conhece, ó Kasyapa, a lei cuja virtude é o conhecimento e cujo fim é a paz do nirvana. Ele é o mesmo para todos, todavia não se manifesta do mesmo modo a todos, mas a cada um segundo suas necessidades. Logo no começo não dá para todos a plenitude do conhecimento, porém observa a predisposição de cada um. Abraço. Davi.