quarta-feira, 1 de julho de 2026

XINTOÍSMO. Parte I

Xintoísmo. bushidobr.com. XINTOÍSMO MITOLOGIA E INFLUÊNCIA na formação da cultura e do carácter do povo japonês. Parte I. Introdução. A concepção do xintoísmo para o japonês era de si tão natural, genérica e vasta, que até a chegada do budismo no século VI (501-600), não tinha nome especificado. Quando se acharam diante de uma religião estrangeira, denominaram a nativa de Kannagara no michi ou Xintô, que significa caminho dos deuses. É difícil saber exatamente o que era o xintoísmo antes da chegada do budismo. Não era apenas a única religião; era o único modo como os antigos japoneses se relacionavam com o mundo, pois acreditavam profundamente que os deuses, os homens e a Natureza são nascidos dos mesmos ancestrais: não havia separação conceitual entre a Natureza e o homem. "Não havia denominação para a Natureza, como algo apartado e distinto do homem, algo que pudesse ser contemplado pelo homem" (Sakamaki Shunzo in MOORE, 1975, p. 24). Ou seja, não havia distinção entre sujeito e objeto, observador e observado. O homem era apenas parte de um todo, "intimamente associado e identificado com os elementos e as forças do mundo em seu redor" (idem). Fato que se nota pela importância das principais divindades, entre milhares, associadas aos principais fenômenos da natureza: o nascimento, o crescimento, as transformações e a morte (ibidem p. 25). Essa estreita proximidade com a Natureza e elementos de seu entorno constitui-se na principal característica do Xintô (HERBERT, 1964, p. 17). Supõe-se que o modo como viam o mundo “era uma forte concepção intuitiva de uma profunda unidade subjacente, biológica e física ao mesmo tempo, entre todos os homens (mortos, vivos e não-nascidos), a Natureza e todas as entidades invisíveis ao homem, porém dignas de veneração” (HERBERT, 1977, p. 10). É, no dizer do professor Ono, "para os que veneram o kami, xintô é o nome coletivo de todas as crenças que compreendem a ideia do kami" (ONO, 1990, p. 3). Relacionando as três mais antigas correntes de pensamento que estão na gênese do pensamento japonês, teria dito o príncipe Shotoku , que difundiu o budismo no Japão: “O Xintoísmo é a raiz e o tronco de uma grande árvore robusta e transbordante em inesgotável energia; o Confucionismo são os galhos e as folhas e o Budismo são as flores e frutos” (HERBERT, 1977, p. 11). Por dois ou mais milênios, junto com o budismo e o confucionismo, essa religião autóctone moldou o caráter desse povo. Origem. Perde-se nas brumas do tempo a origem do xintoísmo. Supõe-se que o local onde os aldeões se reuniam, no centro ou na entrada da aldeia, foi considerado sagrado e marcou-se por um ponto característico, como um rochedo, uma caverna, uma montanha ou uma grande árvore (ROCHEDIEU, 1982, p. 67). Aí se debatiam os assuntos da aldeia e era também o local das festas. O marco passou então a ser venerado como sagrado, como um kami da aldeia (idem). Às vezes o local escolhido se dava em torno de alguma antiga família, talvez a pioneira da comunidade (ONO, op. cit., p. 27). Os santuários primitivos eram simples "altares ao ar livre, frequentemente esculpidos na rocha, sobre os quais se depositavam oferendas" (LITTLETON, 2002, p. 68). Não raro, em comunidades rurais, os santuários eram erigidos no interior de densas florestas, localização acessível apenas por gente da comunidade (ONO, op. cit., idem). É seguro então, afirmar-se que a adoração à Natureza se constituiu na fé primitiva do povo japonês, evidenciado pelos deuses de estreita relação a ela: deusa do sol, deus da lua, deus da montanha, deus do mar, deus do vento entre outros (HARADA, 1914, p. 30). Em tempos primevos, quando ainda não se construíam santuários, acreditava-se que as divindades moravam longe e faziam visitas em ocasiões especiais. Era então preparado um pequeno abrigo de nome himorogi, cercado por corda de palha e ao centro, um ramo de árvore. Cercava-se o espaço também com rochas (iwasaka) (Ueda Kenji in TAMARU et alii, 1996, p. 31). Por acreditar que as divindades aí passaram a habitar, os abrigos tomaram a forma de casas. Não apenas a morada, mas também o espaço no entorno foi então considerado sagrado. Por serem construídos em meio à Natureza, nas montanhas, perto de cachoeiras ou em ilhas isoladas, a própria Natureza era vista como símbolo da divindade. Como local sagrado na construção de santuários, são seguidos os princípios da simplicidade, pureza e harmonia com a Natureza (idem). Fontes do Xintoísmo. São os principais textos do xintoísmo: a) o Kojiki – escrito em 712, traz um relato das tradições conservadas oralmente até o ano 628; b) o Nihongi – escrito em 720, é cerca de duas vezes mais longo do que o Kojiki; é a continuação dos seus relatos até o ano 700; c) o Kogoshui, escrito em 807, fornece alguns detalhes ausentes nos dois escritos anteriores; d) o Sendai Kuji Hongi – escrito em dez volumes no final do IX século, relata a história do Japão da era dos deuses até o VII século; e) o Engi-shiki – promulgado em 967, embora um texto de administração governamental, contém os três textos do Norito, liturgia que se oferece aos Kami. Teogonia – surgimento dos principais deuses do panteão xintoísta Lê-se na primeira seção do Kojiki: “os nomes dos Kami que se tornaram no Alto Plano dos Céus (Takama-no-hara) no início do Céu e da Terra são Ame-nominaka-nushi-no-kami (Augusto mestre do Centro do Céu), em seguida Takamimusubi-no-kami (Augusto elevado Kami que produz), e depois Kami-musubi-no-kami (Divino Kami maravilhoso que produz)” (ibidem p. 18). Na última geração nascem Izanagi (Varão que convida) e Izanami (Varoa que convida) (ibidem p. 28). A estes, os deuses ordenam consolidar e fazer nascer a Terra, entregando-lhes uma lança celeste ornada de joias (ibidem p. 37-38). De sobre a Ponte Flutuante Celestial (Ame-no-uki-hashi), agitam com sua lança flamejante as águas do oceano e de seus pingos se forma a ilha Onogoro, a primeira terra do Japão, que muitos autores relacionam à Ilha de Awaji (ibidem p. 38). Seu nome significa autocondenado e é a única entidade que não provém da união sexual dos deuses (ibidem p. 40). Após construírem nesta ilha o Augusto Mastro Celestial e uma sala (ou palácio) de oito braças, ambos contornando o mastro, o homem pelo lado esquerdo e a mulher pelo direito, unem-se como homem e mulher. Porém, tendo Izanami tomado a iniciativa, a união não resultou em boas crias e refizeram a união, cabendo desta vez a iniciativa ao homem (HERBERT, 1965, p. 50-51). No Nihongi consta versão na qual a mulher toma a iniciativa e faz o contorno pelo lado esquerdo, atendendo ao que lhe diz o homem, e este contorna o pilar pelo lado direito (ibidem p. 51). A união fracassou pelo resultado e a refizeram, invertendo os lados e cabendo a iniciativa da palavra desta vez ao homem. Abraço. Davi

segunda-feira, 29 de junho de 2026

SANTA TERESA DE JESUS DOS ANDES

Catolicismo. Vatican.va. SANTA TERESA DE JESUS DOS ANDES. Virgem carmelita descalça (1900-1920) A jovem que hoje a Igreja Católica glorifica com o titulo de Santa é um profeta de Deus para os homens e mulheres do nosso tempo. Teresa de Jesus dos Andes  põe-nos diante dos olhos o testemunho vivo do Evangelho, encarnado até às últimas exigências na sua própria vida. Ela é, para a humanidade, prova indiscutível de que a chamada de Cristo à santidade é atual, possível e verdadeira. Ela ergue-se diante de nós para demonstrar que a radicalidade do seguimento de Cristo é o único que vale a pena e o único capaz de fazer-nos felizes. Teresa dos Andes, com a eloquência duma vida intensamente vivida, confirma-nos que Deus existe, que Deus é amor e alegria, que é a nossa plenitude. Nasceu em Santiago do Chile a 13 de Julho de 1900. No Batismo foi-lhe dado o nome de Joana Henriqueta Josefina dos Sagrados Corações Fernández Solar. Familiarmente era conhecida, e é o ainda hoje, pelo nome de Juanita. Viveu uma infância normal no seio da família: os pais, Miguel Fernández e Lucia Solar; três irmãos e duas irmãs; o avô materno, tios, tias e primos. A família gozava de boa posição econômica e guardava fielmente a fé cristã que vivia com sinceridade e constância. Joana recebeu a sua formação escolar no colégio das Irmãs francesas do Sagrado Coração. Uma curta e intensa história passada entre a família e o colégio. Aos catorze anos, movida por Deus, já ela se decidiu a consagrar-se a Ele como religiosa, em concreto, como carmelita descalça. Este seu desejo veio a realizar-se a 7 de Maio de 1919, quando entrou no pequeno mosteiro do Espírito Santo na povoação de Los Andes, a cerca de 90 kms de Santiago. Vestiu o hábito de carmelita no dia 14 de Outubro desse mesmo ano, iniciando assim o noviciado com o nome de Teresa de Jesus. Tinha intuído, havia muito, que morreria jovem. Melhor, o Senhor tinha-lhe revelado, como comunicou ao confessor um mês antes da sua partida para Ele. Assumiu este anúncio com alegria, serenidade e confiança, certa de que na eternidade continuaria a sua missão de fazer conhecer e amar a Deus. Após muitas tribulações interiores e indizíveis padecimentos físicos, causados por um violento ataque de tifo que lhe consumiu a vida, passou deste mundo para o Pai no entardecer do dia 12 de Abril de 1920. Tinha recebido com sumo fervor os santos sacramentos da Igreja e no dia 7 de Abril fez a profissão religiosa em artigo de morte. Faltavam-lhe ainda três meses para completar os 20 anos de idade e 6 para terminar o noviciado canónico e poder emitir juridicamente os votos religiosos. Morreu, portanto, sendo noviça carmelita descalça. Esta é a trajetória externa desta jovem chilena de Santiago. Desconcerta e desperta em nós uma grande interrogação: Mas, que fez ela de importante? Para tal pergunta, uma resposta igualmente desconcertante: viver, crer, amar. Quando os discípulos perguntaram a Jesus sobre o que deviam fazer para cumprir as obras de Deus, Ele respondeu: " A obra de Deus é que acrediteis n'Aquele que Ele enviou " (João. 6, 28-29). Portanto, para aperceber-nos do valor da vida de "Juanita", é necessário assomar-nos ao seu interior, ali onde o Reino de Deus está. Ela abriu-se à vida da graça desde mui tenra idade. E ela mesma que nos assegura que aos 6 anos, movida pelo Senhor, conseguiu centrar n'Ele toda a riqueza da sua afetividade. "Quando se deu o terremoto de 1906, pouco depois, Jesus começou a apoderar-se do meu coração" (Diário, n. 3, p. 26). Juanita aliava uma enorme capacidade de amar e de ser amada a uma extraordinária inteligência. Deus fê-la experimentar a sua presença, cativou-a dando-lhe a conhecer e fê-la totalmente d'Ele, unindo-a ao sacrifício da cruz. Conhecendo-O, amou-O; e amando-O, entregou-se radicalmente a Ele. Tinha compreendido, já desde pequena, que o amor se mostra mais com obras que com palavras. Por isso traduziu-o em todos os atos da própria vida, desde a sua motivação mais profunda. Olhou-se a si mesma de frente com olhos sinceros e sábios e compreendeu que, para ser de Deus, era necessário morrer para si mesma e para tudo o que não fosse Ele. Por natureza era totalmente adversa às exigências do Evangelho: orgulhosa, egoísta, teimosa, com todos os defeitos que isto supõe. Como nos acontece a todos. Mas o que ela fez de diferente foi não esmorecer nunca na luta encarniçada contra todo o impulso não nascido do amor. Aos 10 anos era uma nova pessoa. Motivava-a o sacramento da Eucaristia que ia receber. Compreendeu que era Deus que ia morar dentro dela; e isso fê-la empenhar todo o esforço em ornar-se das virtudes que a fizessem menos indigna desta graça e conseguiu, em pouquíssimo tempo, transformar por completo o seu carácter. Na celebração deste Sacramento recebeu de Deus graças místicas de falas interiores que persistiram ao longo de toda a vida. Desde então, a inclinação natural para Deus transformou-se nela em amizade, em vida de oração ... Quatro anos mais tarde recebeu interiormente a revelação que iria orientar definitivamente toda a sua vida: Jesus Cristo disse-lhe que a queria carmelita e que a sua meta tinha de ser a santidade. Com abundante graça de Deus e a generosidade duma jovem apaixonada, entregou-se à oração, à aquisição das virtudes e à prática da vida segundo o Evangelho, de tal modo que em breves anos foi elevada a alto grau de união com Deus. Cristo foi o seu ideal, o seu único ideal. Enamorou-se d'Ele e foi consequente até crucificar-se em cada momento por Ele. Invadiu-a O amor esponsal e, por isso, o desejo de unir-se plenamente a Quem a havia cativado. Assim, aos 15 anos fez voto de virgindade por nove dias, que renovou depois continuamente. A santidade da sua vida resplandeceu nos atos ordinários de cada dia em qualquer ambiente onde viveu: a família, o colégio, as amigas, os vizinhos com quem passava parte das suas férias e a quem, com zelo apostólico, catequizou e ajudou. Sendo jovem igual a todas as suas amigas, estas reconheciam-na diferente. Tomaram-na por modelo, apoio e conselheira. Juanita sofreu e gozou intensamente em Deus as penas e alegrias comuns a todas as pessoas. Jovial, alegre, simpática, atraente, desportista, comunicativa. Adolescente ainda, alcançou perfeito equilíbrio psicológico e espiritual, como fruto de ascese e oração. A serenidade do seu rosto era o reflexo do Deus que nela vivia. A sua vida no convento, de 7 de Maio de 1919 até à morte, foi o último degrau da sua ascensão ao cume da santidade. Nada mais que onze meses bastaram para consumar uma vida totalmente cristificada. Bem depressa a Comunidade descobriu nela a passagem de Deus na sua própria história. No estilo de vida carmelitano-teresiano, a jovem encontrou plenamente o espaço por onde derramar, com a maior eficácia, a torrente de vida que ela queria oferecer à Igreja de Cristo. Era o mesmo estilo de vida que, a seu modo, vivera na família e a que se sentia chamada. A Ordem da Virgem Maria do Monte Carmelo culminou os desejos de Juanita ao comprovar que a Mãe de Deus, a quem amou desde pequena, a tinha atraído para pertencer-lhe. Foi beatificada em Santiago do Chile por Sua Santidade o Papa João Paulo II (1920-2005), no dia 3 de Abril de 1987. Os seus restos são venerados no Santuário de Auco-Rinconada dos Andes por milhares de peregrinos que buscam e encontram nela a consolação, a luz, e o caminho reto para Deus. Santa Teresa de Jesus nos Andes  é a primeira Santa chilena, a primeira Santa carmelita descalça de além fronteiras da Europa e a quarta Santa Teresa do Carmelo, depois das Santas Teresas de Ávila, de Florença e de Lisieux. Abraço. Davi.

sexta-feira, 26 de junho de 2026

OS ANALECTOS - LIVRO X

Confucionismo. www.https//rt.br. OS ANALECTOS – LIVRO X. 1. Na comunidade local, Confúcio era submisso e parecia inarticulado. No templo ancestral e na corte, embora fluente, ele não falava com leveza. 2. Na corte, quando falava com ministros de nível hierárquico mais baixo, ele era afável; quando falava com ministros de nível hierárquico mais elevado, ele era franco, embora respeitoso. Na presença do governante, sua atitude, embora respeitosa, era calma. 3. Quando ele era chamado pelo senhor para receber um convidado, seu rosto adquiria uma expressão séria, e suas passadas tornavam-se vigorosas. Quando ele curvava-se para os seus colegas, esticando os braços para a esquerda ou para a direita, suas vestimentas seguiam-lhe os movimentos sem se desalinharem. Ele avançava com passos rápidos, como se tivesse asas. Após a retirada dos convidados, ele invariavelmente relatava: “O convidado foi embora”. 4. Ao atravessar os portões externos até a corte do senhor, ele esgueirava-se para dentro, como se a entrada fosse pequena demais para admiti-lo. Quando ficava parado, não ocupava o centro do portão de entrada [115] ; quando caminhava, não pisava na soleira. Quando ele passava pelo trono do governante, seu rosto assumia uma expressão séria, suas passadas tornavam-se vigorosas, e suas palavras pareciam mais lacônicas. Quando ele erguia a bainha de suas roupas para subir até o salão de audiências, ele se inclinava para a frente e parava de inspirar, como se pudesse prescindir da respiração. Quando ele saía e descia o primeiro degrau, relaxando a expressão, ele não mais parecia tenso. Quando ele chegava ao final dos degraus, seguia adiante com passos mais rápidos, e suas mangas pareciam asas. Quando retomava seu lugar, sua atitude era respeitosa. 5. Quando segurava a tabuleta de jade [116] , ele se inclinava, como se o peso da tabuleta fosse demais para ele. Segurava a parte superior como se estivesse se curvando numa saudação; segurava a parte inferior como se fosse entregar um presente. Sua expressão era solene, como se tivesse medo, e hesitante, e seus passos eram contidos como se seguissem uma linha predeterminada. Quando fazia o discurso, sua expressão era plácida. Em uma audiência privada, mostrava-se descontraído. 6. O cavalheiro evitava usar seda tingida de roxo escuro e marrom para lapelas e mangas. Seda vermelha e violeta não eram usadas para roupas informais. Quando, no verão, ele vestia uma roupa simples, fosse feita de tecido fino ou grosseiro, ele invariavelmente a usava sobre uma roupa de baixo. Por baixo de um casaco preto, ele usava pele de ovelha; sob um casaco branco, ele usava pele de falcão; sob um casaco amarelo, ele usava pele de raposa. Seu casaco de pele de raposa para usar em casa era comprido mas com a manga direita curta. Ele invariavelmente usava uma roupa de dormir que era tão longa quanto a metade da sua altura. [117] Por serem muito espessas, a pele da raposa e do texugo eram usadas como tapetes. Uma vez terminado o período de luto, ele usava qualquer tipo de ornamento na cintura. A não ser pelo manto cerimonial, tudo mais era costurado a partir de pedaços de tecidos. Casacos de pele de ovelha e gorros pretos não eram usados em visitas de condolências. No dia de Ano-Novo, ele invariavelmente ia à corte em roupas formais. 7. Em períodos de purificação, ele invariavelmente usava uma roupa de ficar em casa feita do material mais barato. Em períodos de purificação, ele invariavelmente seguia uma dieta mais austera e, quando em casa, não sentava no seu lugar habitual. 8. Ele não comia toda a sua porção de arroz refinado, nem comia sua parte de carne finamente cortada. Não comia arroz que ficara azedo ou peixe e carne estragados. Ele não comia alimentos que tivessem perdido a cor ou que tivessem mau cheiro. Ele não comia alimentos que não fossem devidamente preparados, tampouco comia fora de hora. Não comia alimentos que não tivessem sido devidamente cortados, tampouco comia se o molho certo não estivesse disponível. Mesmo quando havia bastante carne, ele evitava comer mais carne do que arroz. Apenas em se tratando de vinho ele não estipulava para si um limite rígido. Ele simplesmente nunca bebia a ponto de ficar confuso. Ele não consumia vinho ou carne comprados em lojas. Mesmo quando o prato de gengibre não era levado embora da mesa, ele não comia mais do que o apropriado. 9. Depois de participar de um sacrifício nos domínios do governante, ele não guardava sua porção da carne sacrificial de um dia para o outro. Em outros casos, ele não guardava a carne sacrificial por mais do que três dias. Se tivesse sido guardada por mais de três dias, ele não mais a comia. 10. Ele não conversava durante as refeições; tampouco falava quando deitado na cama. 11. Mesmo quando uma refeição consistia de apenas uma porção de arroz e caldo de legumes, ele invariavelmente oferecia um pouco em sacrifício e invariavelmente o fazia de modo solene. 12. Ele jamais sentava sobre uma esteira que não estivesse bem esticada. 13. Ao beber em uma reunião da comunidade, ele ia embora na mesma hora que aqueles que usavam bengalas. 14. Quando os camponeses exorcizavam maus espíritos, ele punha suas roupas de corte e postava-se sobre os degraus do leste. [118] 15. Ao enviar uma mensagem para alguém de outro reino, ele curvava-se até o chão duas vezes antes de despachar o mensageiro. 16. Quando K’ang Tzu mandou-lhe remédios de presente, [Confúcio] curvou a cabeça até o chão antes de aceitá-los. Entretanto, disse: “Como não conheço as propriedades destes remédios, não ouso prová-los”. 17. Os estábulos pegaram fogo. O Mestre, ao voltar da corte, perguntou: “Alguém se feriu?”. Ele não perguntou sobre os cavalos. 18. Quando o governante o presenteava com alimentos cozidos, a primeira coisa que ele invariavelmente fazia era prová-los, após ajustar sua esteira. Quando o governante o presenteava com alimentos crus, ele invariavelmente os cozinhava e oferecia aos ancestrais. Quando o governante o presenteava com um animal vivo, ele invariavelmente passava a criar o animal. À mesa do seu governante, quando este havia feito uma oferenda antes da refeição, ele invariavelmente começava pelo arroz. 19. Durante uma doença, quando o governante lhe fez uma visita, ele ficou deitado com a cabeça voltada para o leste, com suas vestimentas de corte abertas sobre si e sua faixa colocada ao lado da cama. 20. Quando chamado pelo governante, ele partia sem esperar que cavalos fossem atrelados à sua carruagem. 21. Quando entrou no Grande Templo, ele fez perguntas sobre tudo. [119] 22. Sempre que morria um amigo que não tinha parentes por quem o corpo pudesse ser levado, ele dizia: “O funeral partirá da minha casa”. 23. Mesmo que o presente dado por um amigo fosse uma carruagem e cavalos, ele não se curvava até o chão – a menos que o presente fosse a carne de um sacrifício. 24. Quando na cama, ele não ficava deitado como um cadáver; tampouco sentava formalmente, como um convidado, quando sozinho. 25. Quando ele encontrava uma pessoa simples em trajes de luto, mesmo que fosse algum conhecido, ele invariavelmente assumia uma atitude solene. Quando ele encontrava uma pessoa vestindo um gorro cerimonial ou alguém cego, mesmo que fossem conhecidos seus, ele invariavelmente mostrava respeito. [120] Ao passar por uma pessoa vestida de luto, inclinava-se para fora da carruagem para mostrar respeito; agia de forma similar para com uma pessoa que carregasse documentos oficiais. Quando um suntuoso banquete era trazido, ele invariavelmente assumia uma expressão solene e punha-se de pé. Quando havia uma repentino troar de trovões ou um vento violento, ele invariavelmente assumia uma atitude solene. [121] 26. Quando subia em uma carruagem, ele invariavelmente punha-se ereto e segurava a maçaneta. Quando na carruagem, ele não se voltava completamente para o lado de dentro, tampouco gritava ou apontava. 27. Assustado, o pássaro levantou-se e volteou antes de pousar. Ele disse: “Como a fêmea do faisão sobre a ponte da montanha sabe o momento certo, como sabe o momento certo, como sabe!”. Tzu-lu juntou as mãos em um gesto de respeito para com o pássaro que, batendo três vezes as asas, voou para longe. www.https//rt.br. Abraço. Davi

quarta-feira, 24 de junho de 2026

DEUS É CIÊNCIA

Legião da Boa Vontade (LBV). Livro A Missão dos Setenta e o Lobo Invisível. Por Jose de Paiva Neto (1941-2025). DEUS É CIÊNCIA. Parte III. A erudição, quando acompanhada de vasta experiência e de postura humilde diante da Verdade, jamais se precipita. Não aceita radicalismos nem cogita que a Ciência tenha atingido a curul, ou seja, o ápice de sua missão. Incluindo o fato de que o ser humano nem logrou saber usar parcela significativa da própria capacidade mental. Pode, na atualidade, a ilha avaliar, em toda a sua extensão, o continente? O que vem de Deus é Ciência. Há tempos, defendemos que todos os ramos do saber universal compõem a Ciência Divina. Religião é Ciência, Ciência é Religião. Ambas devem honrar a Ciência Moral, que tem pelas criaturas o mais elevado respeito, não as considerando, por uma dedução distorcida provocada pelo "lobo invisível". Ferramenta para fanatização nem reles cobaias. O pensamento, quando sectário, pode sustentar rancores que ensombreçam os olhos da alma de geniais cerebrações. Aliadas, Fé e Razão muito além poderiam fazer pelos povos sequiosos de um mundo melhor. É fundamental afastar o tabu de que a Fé religiosa esteja restrita aos tolos e aos radicais. De que Ciência seja reduto apenas dos que possuem intelecto aguçado. Mantendo-se de preferência, distantes do sentimento que liga a Razão ao Espírito Imortal. Convêm ressaltar que Racionalidade em demasia, sem o amparo do coração, promove, por exemplo, soluções econômicas que uns privilegiam e aos demais destroem. Eis uma prova da existência do "lobo invisível", a mal inspirar governantes e governados, até que entrem em choque. A história está plena de episódios como esse. Deficiência Humana e "Divindade". Em reflexões e Pensamentos - Dialética da Boa Vontade (1987), sem pretender dar uma de conselheiro Acácio " Icônico personagem da obra de Eça de Queiroz (1845-1900) O Primo Basílio". Escrevi: Muita aberração catalogada na História como de autoria do Criador do Universo, nada mais é do que projeções do deus antropomórfico - semelhança em forma humana. Gerado pelo homem para satisfazer aos seus preceitos. Não, portanto, as próprias deficiências humanas alçadas à condição de divindade. A existência terrena particulariza renovação constante. Contudo, o desenrolar dos fatos, para alguns, é um susto. Já para os modestos - perante a Espiritualidade Superior ou Solidariedade sem fronteiras, os eventos, no dia a dia, se encaixarão de forma perfeita. E, para que possamos prosseguir em nossa análise, elucidando a ação compulsória do Mundo Invisível sobre os seres terrestres. Incluindo a ruinosa trama do "lobo invisível", é imprescindível apresentar pontos nevrálgicos. Urge, assim, encarar a Verdade que liberta, que rebenta os grilhões da ignorância das Coisas Eternas. Sem as quais mentes e corações se tornam paralisados pelo medo que aprisiona. Bem oportuna é a ponderação de meu saudoso amigo, o professor e pastor presbiteriano Jonas Rezende (1935-2017). Acerca da visão renovada que precisamos ter ao tratar das questões espirituais transcendentes. "Existe, porém, na busca sobrenatural e do transcendente, a necessidade de abandonar velhas trincheiras e concepções que foram sendo superadas pela maturidade do ser humano. Até se tornarem completamente obsoletas, num processo que se impõe, uma vez que a evolução é incessante e irreversível (...). Mas é preciso ter em mente que a aproximação consciente de elemento sobrenatural nos revela hoje, com oportuna nitidez, a face oculta da natureza. Em particular da natureza humana, como um testemunho verdadeiro de que o homem pode dar um passo a mais". A Ciência é infalível, os cientistas não. Ao meditarmos no urgente papel da Ciência no esclarecimento de nossa vida incorpórea. Faz-se necessário alcançar que, enquanto certos pesquisadores negam determinada realidade, alicerçados nos parâmetros que julgam inquestionáveis. Seus pontos de vistas, talvez prematuros, podem tornar-se verdades irredutíveis aos que tem a palavra deles como instância derradeira.. Isso causa os mais terríveis prejuízos ao progresso. Até que a Ciência mesma, apoiada em novos fundamentos, trazidos por gente de cerebração precursora, venha a reconhecer como superados muitos conceitos até então vigentes. É claro que não é ela, a Ciência, que se desdiz, porém alguns dos seus cultores, por mais bem avaliados que sejam pela opinião de seus pares. Durante palestra que proferi de improviso, em 29 de outubro de 2005, no Rio Grande do Sul-Brasil, ponderei que a Ciência é infalível, os cientistas não são. Ele não era louco. Aponto, como referência, o conceito revolucionário do sábio britânico sir Gilbert Thomas Walker (1868-1958), com sua "Oscilação Sul" ou "Gangorra Intrigante". A descoberta dele modificou a compreensão acerca dos efeitos do El Nino no planeta Terra. Apesar disso, sua tese foi, de imediato, rechaçada pelos seus contemporâneos. Contudo,  atualmente, segundo o doutor Matt Huddleston, consultor principal do Met Office, Departamento de Meteorologia do Reino Unido. O incrível sobre o trabalho de Gilbert Walker (1868-1958) é que ele foi uma das primeiras pessoas no campo da meteorologia que pensaram grande. Ligando os padrões de tempo de continentes diferentes (...). As ideias grandiosas dele foram criticadas que o tempo e o clima de uma área podiam estar ligados a outra parte do globo. E realmente isso o prejudicou. Muitas foram as ironias sofridas por Gilbert promovidas por seus colegas. Mais tarde, no entanto, confirmou-se que ele estava certo. De louco, Walke não tinha nada. Os outros é que andavam distraídos. Ora, quem determina que a verdade é verdadeira? Os pesquisadores, que amanhã retificarão os seus conceitos antes apreciados por eles como cláusula pétrea, ou a modéstia exigida pela sabedoria? A erudição, quando acompanhada de vasta experiência e de postura humilde diante da Verdade, jamais se precipita.  Não aceita radicalismos nem cogita que a Ciência tenha atingido a curul, ou seja, o ápice de sua missão. Incluído o fato de que o ser humano nem logrou saber usar parcela significativa da própria capacidade mental. Pode, na atualidade, a ilha avaliar, em toda a sua extensão, o continente? Deus criou o cosmos. Ao refletir sobre a descoberta do Deus que é Amor, Ciência, Filosofia, procuro fortalecer nas mentes a importância do cumprimento fiel de nossas responsabilidades perante o Pai Celestial. Fundamento nas fraternas diretrizes deixadas por Jesus, no seu Evangelho segundo Lucas 10,1-24, que transcreveremos na quarta parte deste livro. E Supremo Arquiteto do Universo, Deus, estabelece, por intermédio do Cristo Ecuménico, o Divino Estadista, esses ordenamentos repletos de meios para ampliar a missão em ampliar a missão em realizações elevadas à enésima potência. Isto é, ao máximo do que se pode conceber. O Cosmos pertence às criaturas que se alçaram, pelos seus próprios esforços, à atenção do Criador. Evidentemente que não é para fazer da Casa de Deus uma bagunça! Mas Ele é Pai! Claro que, é preciso salientar, não estou me referindo àquele deus, com inicial minúscula, que manda matar até crianças, salgar o chão, para que ali nada mais possa nascer. Esse não é o Deus de Amor de que nos fala João, Evangelista e Profeta, em sua primeira Epístola 4,8. Na verdade, ordens estapafúrdias tidas como do Pai Celestial eram inspiradas por espíritos sem luz "lobos invisíveis". Que se aproximavam daquelas pessoas e sopravam essas iniquidades aos seus ouvidos. Porém, como a concepção a respeito da existência do Mundo Espiritual era quase nula. Elas acreditavam que as instituições malfazejas lhes eram insufladas por Deus. Então, essa "divindade", apontada por elas, é pior do que os maiores genocidas conhecidos na Terra. Podemos até mesmo inferir que a ideia de um deus antropomórfico é atordoante inspiração do "lobo invisível". Desse deus, com "d" minúsculo, queremos distância, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo! Equação das Equações. Falo-vos, repito, de um Deus que é Amor, que, um dia a Ciência, que também é divina, honrará numa Equação Celeste. A da Relatividade transformou o mundo. E Albert Einstein (1879-1955), que não é Pai Celestial, trouxe-nos com ela magníficas revelações. Ele próprio não esconde a sua sensitividade mediúnica nas suas descobertas. O célebre cientista judeu alemão, sabendo ou não sabendo, possivelmente andava à procura do entendimento racional. Livre de castradores preconceitos, dogmatismos ou tabus alimentados pelo ceticismo radical, a respeito da essência Criadora, Deus. Quando, meditava sobre sua Teoria do Campo Unificado, que era sua tentativa de descrever a Teoria de Tudo. Como possuía mente aberta, com certeza já estaria hoje trabalhando na Teoria do Tudo. Aquele que a toda estrutura viva do Cosmos projetou e anima. Deus! Cuidado com limitações ideológicas. Nada mais prejudicial do que um ser humano quando estabelece uma ideologia qualquer como único fato verdadeiro, do qual ninguém é capaz de se afastar. Todavia, quem disse que esse ou aquele sistema de ideias é o único, completo e ideal! Vem ao nosso encontro o pensamento do emérito professor de Química e Estudos da Ciência Henry H. Bauer (1931 - ), reitor da Faculdade de Artes e Ciências do Instituto Politécnico da Universidade Estadual da Virgínia, EUA. Ele escreveu: "Os historiadores do futuro olharão para trás e verão a nossa era como a época em que a Ciência induziu o mundo inteiro ao erro. Pois, conluio com poderosas forças comerciais e ideológicas, movidas por interesses próprios, a Ciência sucumbiu ao dogmatismo de mente fechada". Isso corrobora o fato de que, infelizmente, ainda há grei dogmática no meio científico. Logo, pode ser levada a não admitir uma inteligência superior à da criatura. Diante disso, para a considerar como sua uma tarefa que não lhe cabe. Porque a missão da Ciência é abrir as mentes para a realidade extraordinária da Fonte Inesgotável de todo o Conhecimento. O alimento Universal disposto à mesa, à Ceia para a qual Deus, o Cientista dos cientistas, nos convida, a fim de que possamos fartamente abastecer-nos: "Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abri-la para mim. Entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo". Carta de Jesus a Igreja em Laodiceia - Apocalipse de João 3,20. Alimento espiritual científico. Sobrevivamos todos, em primeiro plano, daqui para a frente, com esse alimento espiritual-científico. Prometido pelo próprio Cristo, que é Um com o Pai em João 10,30. No livro das profecias finais, na sua carta a Igreja em Éfeso" Quem tem ouvido de ouvir ouça o que o Espírito diz as igrejas do Senhor. Apocalipse 2,7 "Ao vencedor, darei a comer os frutos da Árvore da Vida Eterna que se encontra no paraíso de meu Deus". Jesus não nos mandou ao mundo para a derrota. E, quando falo em vitória, não me refiro à do "lobo" que tripudia sobre os vencidos. Pelo contrário. Destaco, sim, o sucesso espiritual, pessoal, íntimo, moral, ético, que permite que o vitorioso também torne a outros vencedores. Ninguém é ditador de conhecimento. No tocante à vida espiritual, no capítulo "Ecce Deus!" = Eis Deus", extraído de minhas palavras pela Super Rede Boa Vontade de Rádio. Constante de Crónicas e Entrevistas, 2000, afirmei que determinados pensadores, quando ingressam na área da intuição, da existência eterna. Se assemelham muitas vezes a crianças pequenas e inexperientes, como que engatinhando nesse campo. Ponderando que o Espírito tenha a ver unicamente com horrores sobrenaturais, expostos nos filmes de Hollywood. Por exemplo, alguns, quando me assistem fazer referência ao "lobo invisível", podem crer que eu esteja aludindo ao "lobisomem". Ao "boitatá", ao "vampiro da Transilvânia" ou a "mula sem cabeça, que bota chamas pelas ventas". Até hoje não entendi bem essa história de mula sem cabeça. Vejam bem: sem cabeça, que bota chamas pelas ventas (risos). O assunto do "lobo" é bem mais sutil, em razão da onda materialista que nos avassala, conforme discorri no início desta obra. Será que tudo o que há no Universo já foi alcançado pela noção intelectual contemporânea? O nosso presente desenvolvimento mental é o limite da sabedoria? Ora, o ser humano nem atingiu o grau do Conhecimento, mas apenas algumas perspectivas dele! Não menosprezo o esforço de quem quer que seja. Seria pretensão de minha parte. Entretanto, é uma realidade que se comprova, ninguém é senhor do saber pleno. Aliás - custa-me concluir - a uns falta, às vezes, também a coragem intelectual para desvendar. Sem preconceitos e tabus, às regiões espirituais. É aí que se encontra a chave maga para o ser humano não se tornar a presa predileta do "lobo invisível" ou obsessor. Há alguns que se assustam com filmes de terror. Mas Emmanuel (Espírito) diz que, se Deus permitisse alguns minutos de visão espiritual a humanidade, esta morreria estarrecida com o que veria. E o irmão X, em sua obra Lázaro Redivivo, pela psicografia do médium espírita Chico Xavier (1910-2002). Legionário da Boa Vontade nº 15.353, apresenta semelhante abordagem acerca das infelizes entidades congregadas no astral inferior: "Se o olho humano pudesse identificá-los, possivelmente cessaria a continuação da vida na carne, no planeta Terra. Coletividades inteiras abandonariam o templo do corpo físico, tomadas de infinito e indomável pavor. Por que isso? Porque a humanidade vive presa às esferas mais inferiores do Mundo Espiritual e liga-se muito pouco aos páramos celestiais, onde governam a exaltação do Bem e a beleza. Dogmatismo Científico é aberração. Talvez achem que tudo caminha muito bem na restrita esfera da razão. E digo-o com o devido respeito, ciente de que setor algum do pensamento terrestre possui a chave de todos os mistérios e méritos. O saber humano não permanece enclausurado em departamentos estanques. Dogmatismo científico é aberração. Ademais, a Ciência neste mundo, apesar dos seus extraordinários feitos, ainda é muito nova. Sob o aspecto experimental, ela vem de pouco tempo. No século XVI, Galileu Galilei (1564-1642) tornou-se o pai da Ciência moderna. Podemos considerar que dá os primeiros vagidos no instante em que Galileu dirige seu famoso telescópio para o céu. Começando a se impor com a publicação do polêmico livro Diálogo sobre os Dois principais Sistemas do Mundo, que lhe custou a conhecida perseguição e o confinamento domiciliar. Ao refletir sobre esses assuntos, na verdade estou ponderando acerca do inestimável valor da Ciência. Para a qual não deve haver qualquer espécie de barreira dogmática à investigação da existência efetiva do Mundo dos Espíritos. Muito menos quando levantada por expoentes dela. Ponho-me, sim, a exaltar os grandes vanguardeiros, quando não tiveram a compreensão dos próprios pares. Como poderia ser contrário à tão destacado ramo da criatividade humana se vivo utilizando alguns de seus maiores contributos para o progresso das nações. A imprensa, o rádio, a televisão, a internet, a medicina ...? Não por a mesa discussão desses temas, que dizem respeito a verdadeiros continentes espirituais. Que nos cercam, e a seus moradores, nós amanhã, é colocar em grave risco a libertação de bilhões de pessoas pelo planeta afora. Considerações. Alguém pode indagar o porquê de eu ainda não ter entrado na leitura da passagem bíblica acerca da Missão dos Setenta Discípulos de Jesus e da sua instrução contra os "lobos invisíveis". Explico, tranquilamente, uma vez mais o "lobo" de que lhes vou falar não é o da historinha da Chapeuzinho Vermelho, que acabou sendo morto pelo caçador. Entre esses "lobos" de que trataremos, há muitos bons em dialética. Por isso, o meu cuidado em despertar novos setenta x setenta x setenta, que Deus sempre mandará ao mundo. Estejamos atentos ao que nos relata o Apocalipse, no capítulo 10, versículo de 8 a 11, evidenciando o privilégio que é servir a Jesus. "A voz que ouvi, vinda do céu, voltou a falar comigo, para ordenar: Vai e toma da mão do Anjo que se acha em pé sobre o mar e sobre a terra, o livro aberto. Fui, pois, ao Anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho. Ele, então me falou: Toma-o e devora-o. Certamente, ele será amargo ao teu estômago, mas, na sua boca, doce como mel. Tomei o livrinho da mão do Anjo e o devorei: e, na minha boca, era doce como mel. Quando, porém, o engoli, causou-me amargor no ventre. Então, me disseram: Importa ainda profetizes a muitos povos, nações, línguas e reis". A Ciência não está equipada pra confinar Deus em um tubo de ensaio. Do documentário A História de Deus, da BBC, no episódio "Fé e Ciência", exibido no Brasil em fevereiro de 2006. Pelo Discovery Chanel, vale salientar essas considerações do apresentador do programa. O professor e cientista Robert Winston (1940 - ), que de certa maneira, vêm ao encontro do nosso ponto de vista. Argumenta ele: "A ciência e a religião são sistemas separados. São formas diferentes de se olhar o mundo natural. Ambas têm um importante papel. Só acho que elas não deveriam falar de certezas. O maior perigo para o homem tanto da Ciência quanto da Religião é quando a incerteza é substituída pela certeza ... A Ciência não está equipada para confinar Deus em um tudo de ensaio". Reflexão. Na opinião do acatado doutor Robert Winston "a Ciência e a Religião são sistemas separados. São formas diferentes de se olhar o mundo natural. Ambas têm um importante papel". Corretíssimo. De fato, são dois campos com autonomia de ação. O que por vezes ainda falta é o reconhecimento do progresso advindo de um intercâmbio saudável de saberes. Independência não se deve traduzir em barreiras intransponíveis. Ora, ela ainda, em muitas mentes se erguem por causa da inspiração mesma de alguns exegetas, que honestamente pensam acreditar no Criador, porém muito distante do Deus Divino exaltado, com tanta poesia, por Zarur. Podem encontrar-se, na realidade, intelectualmente tenebrosa pelo sinistro deus concebido à imagem e semelhança do ser humano desenfreado. Dileto servidor do "lobo invisível", expressivo e insidioso dialeta. Razão por que possui tantos seguidores. Ainda em Crônica e Entrevistas (2000), concluo, no capítulo "Deus, Equação, Amor", que o amor estorvo para o grande amplexo entre Religião e Ciência, que são irmãs. É a continuação no palco do saber, do deus antropomórfico, que não prejudica somente o laboratório, como também o altar. 


Poema do Deus Divino:

Para seu deleite, seguem aqui alguns versos do magnífico "Poema do Deus Divino, de Alziro Zarur (1914-1979)

O Deus que é a Perfeição, e que ora eu tento
Cantar em versos de sinceridade
Eu nunca O vi, como em nenhum momento
Vi eu o vento ou a eletricidade

Mas esse Deus, que é o meu eterno alento
Deus de Amor, de Justiça e de Bondade
Eu, que O não vejo, eu O sinto de verdade
Como à eletricidade, como ao vento

Pois creio é nesse Deus imarcescível
Que ampara a humanidade imperfeitíssima
Deus de uma Perfeição inacessível
A humana indagação falibíssima.

Repercussão. Gostaria, por fim, de registrar a minha satisfação ao tomar ciência - por intermédio de cartas, e-mails e depoimentos na Super Rede Boa Vontade de Comunicação, rádio, TV, publicações e internet. De que jovens, de todas as idades, estão estudando com afinco, as matérias doutrinárias ecumênicas da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo. A Religião do Amor Universal, publica na Revista Jesus Está Chegando. A repercussão desses meus humildes escritos traz à minha alma a alegria de contribuir pra o fortalecimento espiritual. Consequentemente material daqueles que buscam, no Evangelho Apocalipse do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, em Espírito e Verdade. À luz do seu Novo Mandamento (João 13,34 e 35. 15,12 a 17 e 9) o lenitivo para os dramas da existência humana. Ninguém é dono do saber pleno. Ninguém é dono do saber pleno. Aliás - custa-me concluir - a uns falta, às vezes. Também a coragem intelectual para desvendar, sem preconceitos e tabus, as regiões espirituais. E é aí que se encontra a chave maga (atenção: é maga mesmo!) para o ser humano não se tornar a presa predileta do "lobo invisível", ou obsessor. Abraço. Davi

segunda-feira, 22 de junho de 2026

O GRÃO DE MOSTARDA

Budismo. Livro Vida e Doutrina de Sidarta Gautama. Por Yogi Kharishanda. O GRÃO DE MOSTARDA. Capítulo VIII. Um abastado comerciante ficou profundamente aflito ao verificar, um dia, que todas as moedas e barras de ouro haviam se transformado em carvão, de noite para o dia. Então, recolheu-se ao leito sem mais querer alimentar-se, pois preferia a morte à indigência. Um amigo seu, informado do acontecido, foi visitá-lo, e ao ouvir dele a causa do seu sofrimento, ponderou-lhe: O seu ouro se transformou em carvão porque você não aplicou bem a sua riqueza. O ouro avaramente acumulado não vale mais do que o carvão. Mas ouça um conselho. Estenda os seus tapetes no bazar, ponha em cima deles o carvão e venda-o. O mercador seguiu o conselho de seu amigo, e  quando os vizinhos lhe perguntavam por que estava vendendo carvão, respondia: É a única coisa que possuo. Algum tempo depois, uma jovem órfã e pobre, chamando Krisha Gotami, passou pelo bazar do mercador e lhe perguntou: Meu senhor, está vendendo também estes montões de ouro? O mercador respondeu-lhe: De que ouro você está falando? Onde está esse? Krisha Gotami pegou uns pedaços de carvão, que na vista do mercador se transformaram em ouro. O mercador supôs que Krisha Gotami possuísse clarividência mental, e a casou com seu filho, pensando consigo mesmo: Para muitas pessoas o outro não vale mais que o carvão, mas Krisha Gotami transmuta o carvão em ouro. Krisha Gotami teve um filho e sete morreu. Esmagado pela dor, ia com o filho morto de casa em casa, pedindo um remédio, mas as pessoas diziam: Está doida, a criança está morta. Finalmente, Krisha Gotami encontrou um camponês que respondeu a sua súplica dizendo: Não posso dar um remédio para a criança, porém sei de um médico que poderá dá-lo. E Krisha Gotami respondeu: Suplico que o senhor me diga quem é: Vá ver o Buda. Meu Senhor e Mestre, meu filho estava brincando entre as flores e tropeçou numa serpente que se enroscou no seu braço. Ficou logo pálido e silencioso. Não posso aceitar que ele deixe de brincar ou que deixe o meu colo. Meu Senhor e Mestre, dê-me um remédio que cure o meu filho. O Senhor Buda respondeu-lhe: Sim, irmãzinha, há uma coisa que pode curar tanto o seu filho, como a você se puder consegui-la. Porque os que consultam os médicos tomam o que lhes é receitado. Procure um simples grão de mostarda preta: porém, só a deve receber de uma casa onde nunca tenha entrado a morte. Onde não tenha morrido pai, mãe, filho nem filha, nem irmã, nem irmão, nem escravo nem parente. Aflita, Krisha Gotami foi de casa em casa pedindo o grão de mostarda. As pessoas se compadeciam dela e lhe davam: porém, quando ela perguntava se já tinha morrido alguém naquela casa, lhe respondiam; Ah, poucos são os vivos e muitos os mortos! Não desperte a nossa dor. Agradecida, ela lhes devolvia a mostarda e dirigia-se a outros que lhe diziam: Aqui está a semente, porém já morreu nosso escravo. Aqui está a semente, porém o semeador morreu entre a estação chuvosa e a colheita. E ela não encontrou nenhuma casa onde não tivesse morrido ninguém. Krisha Gotami voltou chorosa para o Senhor Buda,  dizendo-lhe: Ah, Senhor, não pude encontrar mostarda em casa onde não tivesse havido morte. Então, entre as flores silvestres, na margem do rio, deixei meu filho que não queria mamar nem sorrir. E volto para ver o seu rosto e beijar os seus pés, suplicando-lhe que me diga onde encontrar essa semente, sem deparar ao mesmo tempo com a morte. Pois apesar de tudo não posso crer na morte de meu filho, como todos me disseram e temo tenha acontecido. O Mestre respondeu-lhe: Minha irmã, procurando o que não pode ser encontrado, você achou o amargo bálsamo que eu queria-lhe dar.  Sobre o seu seio dormiu hoje o sono da morte o ser que você ama. Agora já sabe que todo mundo chora uma dor semelhante à sua. O sofrimento que aflige todos os corações pesa menos do que se estivesse concentrado num só. Ouça, eu derramaria o meu sangue se ao derramá-lo pudesse deter as suas lágrimas e descobrir o segredo de o amor causar angústia e através de prados floridos nos conduzir ao sacrifício. Qual animais mudos conduzidos por seus donos. Nenhum nascido pode evitar a morte. Assim como os frutos maduros caem da árvore, assim os mortais estão expostos à morte desde que nascem. A vida corporal do homem acaba partindo-se como a vasilha de barro do oleiro. Jovens e adultos, tolos e sábios, todos estão sujeitos à morte. Porém o sábio que conhece a lei não se perturba, porque nem pelo pranto nem pelo desânimo obtêm a paz, mas pelo contrário, avivam as dores e os sofrimentos do corpo. A morte não faz caso de lamentações. Morre o homem, e seu destino está determinado por suas ações. Embora viva dez ou cem anos, acaba o homem por separar-se de seus parentes ao sair deste mundo. Quem deseja a paz da alma deve arrancar da sua ferida a flecha do desgosto, da queixa e da lamentação. Bendito será quem vencer a dor. Sepulte você mesma o seu filho. Extenuada pela dor, Krisha Gotami sentou-se à beira do caminho, pôs-se a meditar no silêncio do entardecer e disso consigo: Quem egoísta sou em minha dor! A morte é o destino comum de tudo quanto vive. Porém, neste vale desolado há um caminho que conduz a imortalidade aquele que elimina de si todo egoísmo. E sufocando o amor egoísta que sentia por seu filho enterrou-o no bosque. Foi logo refugiar-se no Senhor Buda, e encontrou consolo no Dharma que alivia o coração dilacerado pela dor. Abraço. Davi

sexta-feira, 19 de junho de 2026

XINTOÍSMO

Xintoísmo. brasilescola.uol.com.br. XINTOÍSMO é uma religião de origem japonesa. Os deuses xintoístas são os kami, que representam ancestrais e elementos da natureza. Os torii são grandes símbolos do xintoísmo. O xintoísmo é uma religião japonesa que se baseia na adoração de divindades chamadas kami, representando elementos naturais, ancestrais e fenômenos. Seus princípios enfatizam a crença nos kami, a busca pela pureza espiritual e o respeito pela natureza e pelos antepassados. As práticas xintoístas incluem rituais de purificação, orações e oferendas em templos, onde os fiéis demonstram reverência aos kami e à harmonia com a natureza. Resumo do Xintoísmo. Xintoísmo é uma religião japonesa centrada na adoração de divindades conhecidas como kami, que representam elementos naturais, ancestrais e fenômenos. Os princípios do xintoísmo incluem a crença nos kami, a busca pela pureza espiritual e o respeito pela natureza e pelos antepassados. As práticas do xintoísmo envolvem rituais de purificação, orações e oferendas em templos, celebrando a harmonia com os kami e a natureza. Os kami são as divindades do xintoísmo, representando elementos naturais, espíritos ancestrais e objetos sagrados, sendo adorados em templos e santuários. Os torii são portais vermelhos que marcam a entrada de templos xintoístas, onde os fiéis realizam rituais de purificação e orações em reverência aos kami. Existem diferentes tipos de xintoísmo, variando de acordo com a região e as tradições locais, alguns enfocando certos kami ou aspectos da natureza. O xintoísmo tem suas raízes na religião indígena do Japão, evoluindo ao longo dos séculos e influenciando a cultura e a história do país. Enquanto o xintoísmo adora os kami e enfatiza a conexão com a natureza, o budismo segue os ensinamentos de Buda e centra-se na iluminação espiritual. O xintoísmo tem presença no Brasil, especialmente em áreas com grandes comunidades de descendentes de imigrantes japoneses. O que é o xintoísmo? O xintoísmo é uma religião indígena do Japão que se concentra na veneração de divindades conhecidas como kami, bem como em rituais e práticas para manter uma relação harmoniosa com esses seres espirituais e com a natureza. O termo "xintoísmo" é uma transliteração do japonês "Shinto", que significa "o caminho dos deuses". Princípios do Xintoísmo. As práticas do xintoísmo envolvem rituais de purificação, orações e oferendas em templos xintoístas, bem como celebrações sazonais e eventos especiais. Os rituais de purificação muitas vezes incluem a lavagem das mãos e da boca antes de entrar em um espaço sagrado, simbolizando a limpeza espiritual. As orações são feitas em frente aos altares dos templos, muitas vezes acompanhadas de gestos específicos, como se curvar ou fazer uma reverência. Deuses do Xintoísmo. Os deuses do xintoísmo, ou kami, são numerosos e variados. Eles podem incluir deidades associadas a elementos naturais, como o sol, a lua, montanhas e rios, assim como espíritos de antepassados e heróis mitológicos. Alguns kami são venerados em todo o país, enquanto outros são adorados localmente em santuários específicos. Cada santuário xintoísta pode ter seu próprio conjunto de kami principais. Alguns dos principais deuses xintoístas são: Amaterasu: considerada a deusa do sol, Amaterasu é uma das divindades mais importantes do xintoísmo. Ela é venerada como a antepassada divina da família imperial japonesa. Acredita-se que o imperador é um descendente direto de Amaterasu. Susanoo: é o irmão de Amaterasu e é conhecido como o deus das tempestades e dos oceanos. Ele é frequentemente retratado como um personagem turbulento, mas também é visto como um protetor contra o mal. Tsukuyomi: é o deus da lua e irmão de Amaterasu e Susanoo. Ele é associado à noite e ao tempo lunar. A lenda mais conhecida sobre Tsukuyomi é a que envolve a separação dele de Amaterasu após ele ter cometido um ato desonroso. Inari: é a deusa do arroz, da agricultura e da fertilidade. Ela é uma das divindades mais populares do xintoísmo e muitas vezes é retratada como uma figura feminina segurando espigas de arroz. Inari também é associada à prosperidade e ao sucesso nos negócios. Raijin e Fujin: Raijin é o deus do trovão, enquanto Fujin é o deus do vento. Ambos são frequentemente retratados juntos, pois seus poderes estão intimamente relacionados. Raijin é representado com tambores que ele usa para criar trovões, enquanto Fujin é retratado segurando sacos de vento. Hachiman: é o deus da guerra e a divindade protetora dos guerreiros samurais. Ele é frequentemente venerado em santuários xintoístas dedicados à guerra e à paz. Torii e os templos do xintoísmo. Um dos símbolos mais reconhecíveis do xintoísmo é o torii, um portal tradicionalmente feito de madeira ou pedra que marca a entrada de um espaço sagrado. Os torii são frequentemente pintados em vermelho vibrante e podem ser vistos em toda parte, desde pequenos santuários locais até grandes complexos de templos. Os templos xintoístas, ou jinja, são construídos em locais considerados sagrados e muitas vezes são cercados por belos jardins japoneses. Tipos de Xintoísmo. Existem diferentes tipos de xintoísmo, que variam de acordo com a região, tradição e práticas específicas. Alguns santuários xintoístas podem ter foco em certos kami ou aspectos da natureza, enquanto outros podem ser mais gerais em sua adoração. Além disso, o xintoísmo pode ser combinado com outras crenças e práticas religiosas, como o budismo, em certas tradições sincréticas. Origem e história do xintoísmo. O xintoísmo tem suas raízes na antiga religião indígena do Japão, que remonta a milhares de anos. A história do xintoísmo está entrelaçada com a história do próprio Japão, desde os tempos pré-históricos até os dias atuais. Ao longo dos séculos, o xintoísmo passou por mudanças e influências, adaptando-se a diferentes períodos e contextos culturais. Diferença entre xintoísmo e budismo. Embora compartilhem alguns elementos e tenham coexistido no Japão por séculos, o xintoísmo e o budismo são duas religiões distintas. Enquanto o xintoísmo se concentra na adoração dos kami e na conexão com a natureza, o budismo é uma religião de origem indiana que se baseia nos ensinamentos de Buda. No entanto, ao longo da história do Japão, as duas religiões influenciaram-se mutuamente, resultando em tradições sincréticas que combinam elementos de ambas. Xintoísmo no Brasil. Embora seja uma religião tradicionalmente japonesa, o xintoísmo também está presente em algumas comunidades brasileiras, especialmente aquelas com uma grande população de descendentes de imigrantes japoneses. No Brasil, os santuários xintoístas podem ser encontrados em áreas com forte influência da cultura japonesa, como São Paulo e Paraná. Curiosidade sobre o xintoísmo.  No xintoísmo, os espelhos são considerados objetos sagrados e são frequentemente usados em rituais e cerimônias. Alguns dos festivais mais importantes do xintoísmo incluem o Hatsumode (primeira visita ao templo no Ano Novo) e o Tanabata Matsuri (festival das estrelas). O xintoísmo não tem um texto sagrado centralizado como outras religiões, mas sim uma coleção de mitos, rituais e tradições transmitidos oralmente e por escrito ao longo dos séculos.


Exercícios resolvidos sobre o xintoísmo. 1. O xintoísmo é uma das religiões mais antigas e tradicionais do Japão, caracterizada pela adoração de divindades conhecidas como kami. Essas divindades representam não apenas elementos naturais, mas também ancestrais e fenômenos. Um dos símbolos mais reconhecíveis do xintoísmo é o torii, um portal vermelho que marca a entrada de espaços sagrados. Considerando essa contextualização, qual o principal propósito do torii no contexto do xintoísmo? A) Representar a adoração de Buda. B) Simbolizar a entrada para o mundo dos espíritos. C) Marcar a separação entre o sagrado e o profano. D) Indicar o início de uma nova estação do ano. E) Sinalizar a direção para o templo mais próximo. Resposta correta: C) O torii, com sua cor vermelha vibrante e sua posição marcante na entrada de espaços sagrados, tem como principal propósito marcar a separação entre o mundo secular e o sagrado no contexto do xintoísmo. Ele simboliza o limiar entre o mundo humano e o reino dos kami, representando um espaço consagrado para a adoração e a reverência. 2. O xintoísmo e o budismo são duas das principais religiões do Japão, cada uma com suas próprias crenças e práticas distintas. Enquanto o xintoísmo se concentra na adoração de divindades conhecidas como kami e na harmonia com a natureza, o budismo segue os ensinamentos de Buda e busca a iluminação espiritual. Com base nessa contextualização, qual das seguintes afirmações melhor descreve uma diferença fundamental entre o xintoísmo e o budismo? A) O xintoísmo venera Buda como uma das divindades principais. B) O budismo não enfatiza a relação com a natureza. C) O xintoísmo não tem práticas ritualísticas. D) O budismo adota o uso de torii em seus templos. E) O xintoísmo e o budismo não têm diferenças significativas em suas crenças centrais. Resposta correta: B) Embora o xintoísmo e o budismo tenham influenciado um ao outro ao longo da história do Japão, eles ainda têm diferenças fundamentais em suas crenças e práticas. Enquanto o xintoísmo se concentra na adoração de kami e na conexão com a natureza, o budismo segue os ensinamentos de Buda e busca a iluminação espiritual através do caminho do Dharma. Abraço. Davi.

quinta-feira, 18 de junho de 2026

COMO SE DIVIDE UM ILÊ E POR QUÊ?

Religião Afro-brasileira. Por Eurico Ramos. Livro Revendo o Candomblé - XIII. COMO SE DIVIDE UM ILÊ E POR QUÊ? Este aspecto de profundo sentido litúrgico, é da maior importância para nós, podendo ser explanado aqui apenas de forma superficial. Mas pode-se dizer que os candomblés mais ortodoxos organizam a casa, o ebé - comunidade - a roça de candomblé de forma que a mesma represente um grande corpo. Que se fosse visto de cima, apareceria deitado sobre a terra. E os membros deste axê, que compõem o ebê, representam o sangue (ejê) que circula por todo esse corpo. Por esse motivo, nós sempre encontramos, do lado esquerdo de quem entra na casa de candomblé, o Ilê Bará - a Casa do Exu. Representando o pé direito desse grande corpo que está deitado. Do lado direito de quem entra, encontramos a Casa de Ogun, que vai representar o pé esquerdo desse grande corpo deitado. Quando se entra no barracão propriamente dito, no barracão onde se realizam as festas públicas, a sua porta, a sua entrada, representa o genital feminino desse corpo. Ali dentro nós vamos encontrar, em cada quarto de santo, um órgão específico desse grande corpo - ará. Podemos explicar da seguinte forma: o runkó - onde se recolhe o Iaó - é o útero, o quarto de Oxum é a barriga. O quarto de Yemanjá é o seio, o quarto de Xangó é o coração, o quarto de Yansã é o pulmão. O quarto de Oxalá é o cérebro, o quarto de Oxóssi são os braços, o quarto de Oluaiê - ou dos Iji - representa a pele desse grande corpo. E as pessoas que transitam ali dentro, os filhos de santo, significam o ejé, o sangue que faz com que esse corpo esteja vivo e pulsando. A casa é exatamente um corpo vivo. Por esse motivo, inclusive, quando chegamos da rua, precisamos tomar um banho, verter água sobre o corpo e coloca vestes apropriadas. Para podermos transitar dento do ilé - dessa forma, esse grande corpo nos reconhece como parte do ebé e não como um elemento estranho. Pois, nesse caso, poderá repelir ou até mesmo "expulsar o estranho de suas entranhas". Outra visão em relação aos quartos de santo, paralela à que vimos anteriormente, nos mostra que cada orixá é cultuado em um quarto diferente porque é oriundo de uma região distinta do continente africano. Por esse motivo, cada quarto, além de representar um órgão daquele grande corpo, vai significar também uma região específica do país iorubá de onde vem aquele orixá. Dessa forma, encontramos Ogum representa a região de Iré, o quarto de Oxóssi representando a região de Erinlé, o quarto de Oxum a região de Oxobó. O de Yansã a região de Abenkutá, o de Xangó a região de Oyo, o dos Iji - Nanã. Oxumaré e Olualé - representando os orixás cujo culto tem origem no antigo Daomé - atual Benin na África, foram assimilados ao culto iorubano. Desse modo, podemos entender que todos os orixás têm seu culto próprio, completamente diferente um dos outros. Abraço. Davi