Budismo. Livro Coleção o que é Budismo. 1. INTRODUÇÃO. Quais imagens, pessoas ou ideias vêm a sua cabeça, leitor ou leitora, quando pensa sobre budismo? Talvez logo pense naqueles monges e monjas com as cabeças raspadas, vestidos com trajes em tons avermelhados. Talvez logo pense em meditação,. Nenhuma dessas respostas está errada, mas há aspectos e razões mais interessantes por trás da falta de cabelo dos religiosos budistas e das tantas práticas de meditação que parecem ganhar cada vez mais popularidade no Brasil e no mundo. O objetivo deste livro é apresentar, de maneira simples e didática, um pouco da história e algumas das características gerais do budismo, ou dos budismos, visto que existem muitas escolas, vertentes e formas de praticar diferentes. Não pretendemos aqui desenvolver questões complexas de natureza teológica ou filosófico. Essa não é uma obra para estudiosos já versados no tema. Escrevemos para leitores que têm curiosidade sobre o assunto e gostariam de partir de algum lugar para, talvez procurar posteriormente leituras embasadas em discussões específicas mais profundas. Não temos tampouco a intenção de ensinar sobre as práticas budistas. Elas são múltiplas e só podem ser mais bem compreendidas com pesquisas, leituras e com o aprendizado e convivência com outros praticantes. A quantidade de brasileiros e brasileiras praticante de algumas das escolas do budismo, embora atinja um número considerável, é bastante inferior ao número de pessoas que se identificam com outras religiões, filosofias ou credos. As diferentes manifestações da fé cristã, por exemplo, são majoritárias não apenas em nosso país, mas também em grande parte das nações consideradas Ocidentais. De qualquer maneira, mesmo nessas sociedades, de matriz cultural cristã, diferentes vertentes do budismo vêm ganhando mais espaços, pelo menos desde o início do século XX (1901-2000). Esses espaços, como veremos mais adiante, ao falar sobre o budismo no Brasil, muitas vezes, não necessariamente se traduzem em um número sempre crescente de praticantes, mas se expandem em diversas outras dimensões da cultura e da vida cotidiana. Muito se pode pesquisar sobre o budismo hoje em dia, diferentemente de outras épocas, em que as informações sobre a religião e as práticas de meditação eram pouco traduzidas para línguas Ocidentais, como o inglês ou o português. Atualmente encontram-se facilmente livros como "Vivendo Buda, Vivendo Cristo", que promove um interessante debate ecumênico e ético, escrito pelo monge budista vietnamita Thich Nhat Hanh (1926-1922). Outro marcante exemplo de uma liderança budista que tem conquistado adeptos, ainda que essas pessoas não necessariamente acabem se convertendo ao Budismo. É o da monja Coen Roshi (1947 - ). Nascida no Brasil com o nome de Claúdia Dias Batista de Souza, morou muitos anos nos Estados Unidos e Japão, onde se ordenou monja. Além dos livros que escreve, a monja Coen acabou tornando-se também uma espécie de "digital influencer", uma vez que tem podcasts e um canal no YouTube com quase dois milhões de inscrições (até o início do ano de 2021). Em termos mundiais, entretanto, talvez o líder budista mais famoso seja a figura de Tenzin Gyatso (1935 - ) ou Sua Santidade, o Dalai Lama. Ele foi vencedor do Prêmio Nobel da Paz no ano de 1989 e vem ampliando cada vez mais o escopo de suas ações, bandeiras políticas e, também, seu poder de influência. Ele é o líder espiritual do budismo tibetano, embora não viva mais no Tibete desde o final da década de 1950. Quando teve de fugir, por causa da ocupação político-militar promovida pela China. Como é o caso de outras lideranças budistas, os livros do Dalai Lama são muito lidos por um público - nacional e internacional - que é bastante mais amplo do que aquele formado apenas por pessoas que se identificam com as práticas budistas. Um interessante exemplo do alcance dos temas quase universais que inspiram suas obras está no recente livro que escreveu com seu grande amigo. O arcebispo sul-africano da Igreja Anglicana, Desmond Tutu (1931-2021). O livro dos dois trata do tema do contentamento e da felicidade. A tradução para o Português do Brasil se tornou disponível no ano de 2017. Ambos, embora representem religiões diferentes defendem alternativas de protestos político ligadas as filosofias da não violência. A amizade entre os dois religiosos nos mostra como muitas dessas lideranças budistas vêm se inserindo no cenário internacional sob bandeiras políticas de promoção da paz, de diálogos interculturais. De iniciativas e filosofias ligadas à não violência e na defesa dos direitos humanos. Mesmo que o leitor nunca tenha procurado ou se deparado com nenhum desses livros, talvez conheça a figura do Dalai Lama em razão de ele ter sido retratado em algumas produções cinematográficas. O filme que obteve maior sucesso e notoriedade talvez tenha sido os "Sete anos no Tibet" de 1997. No mesmo ano de 1997, o famoso diretor cinematográfico estadunidense em Hollywood, vencedor de Oscars, Martin Scorsese (1942 - ). Lançou um filme sobre a infância do Dalai Lama, o "Kundun". A roteirista Melissa Marie Mathinson (1950-2015), além de ter escrito roteiros de filmes famosos, como o do E.T., o extraterrestre de 1982, ficou conhecida por seu ativismo em defesa da libertação política do Tibet por parte da China. Mathinson, Scorsesse e diversas outras pessoas que participaram da produção foram proibidos de entrar na China pela forma violenta como retrataram a ocupação chinesa do Tibet a partir de 1959. A distribuição e a projeção desse filme foram proibidas nos territórios chineses. Poderíamos nos prolongar e citar muitos líderes religiosos budistas ou celebridades que se converteram a diferentes vertentes do budismo. O que quisemos mostrar, contudo, é que já faz muitos anos que o acesso a informações sobre o budismo tem se tornado mais fácil e que se pode perceber também como o budismo, e os budistas, obviamente fazem parte de nossas vidas. O que Frank Usarski nos ensina, contudo, é que o crescimento dos praticantes do budismo pode ser limitado, tanto entre comunidades de imigrantes que vêm de países e culturas praticantes do budismo. Como é o caso do Japão, das Coreias, da China entre outros. Como entre pessoas não orientais que se convertem. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ajudam a estabelecer esse panorama descrito por Usarski. No censo do ano 2000, o total da população brasileira somava 169.872.799 de pessoas, sendo que 214.873 delas se declaravam budistas. Já no centro de 2010, do total de 190.755.799 de habitantes, 243.966 se disseram budistas. O número de budistas no Brasil, embora diminuto em termos comparativos, não pode ser considerado desprezível. Precisamos levar em conta que o budismo ocupa o quarto lugar entre as maiores religiões do mundo, perdendo apenas para o cristianismo, islamismo e o hinduísmo, nessa ordem. Convém ressaltar que, dentre as quatro maiores religiões, o budismo também está entre as mais antigas, tendo surgido entre 4 e5 séculos antes da Era Comum ou d.C., depois de Cristo. Além de mais antigo que o cristianismo, o budismo surgiu e se difundiu cerca de mil anos antes que o islamismo. Abraço. Davi.
MOSAICO ESPIRITUAL
quinta-feira, 5 de novembro de 2026
terça-feira, 3 de novembro de 2026
XINTOÍSMO - CAMINHO DOS KAMI - BREVE HISTÓRIA DO XINTOÍSMO
Xintoísmo. Livro Coleção o que é Xintoísmo. Por Rafael Shoji. INTRODUÇÃO - Caminho dos Kami. Shintô (Caminho dos Kami (deuses). Xinto ou Xintoísmo, na grafia alternativa brasileira é considerada a religião primordial nativa do Japão. Ao contrário do Budismo, outra religião bastante importante no contexto japonês, o Xintoísmo não tem um fundador. Em muitos contextos combinado com o Budismo, mas absorvendo elementos taoístas, confucionistas e até hindus. O Xintoísmo tem forte influência no cotidiano dos japoneses e pode ser observado em diversas expressões culturais e celebrações. O Xintoísmo é especialmente importante nos rituais de limpeza, no relacionamento om a natureza, chegando aos dias atuais com uma peculiar influência animista na interação com máquinas e robôs. Elementos esses muitas vezes disseminados através da cultura do anime. Apesar de não ter um código moral bem definido, a espiritualidade xintoísta está bastante presente na ética e nas artes japonesas, em especial através da valorização da pureza, da sinceridade e de elementos naturais. Uma das formas iniciais de se entender o Xintoísmo é através da transliteração de seu nome em japonês Shintõ ... O primeiro caractere ... também pode ser lido como Kami, que nesse contexto significa deus ou deuses (ou espírito, em uma tradução mais alternativa). Um conceito que será melhor explorado em um item próprio a seguir. O caractere ... significa "caminho" e também é o caractere usado para designar o Tao ou Dao referenciado em diversas religiões, em especial o Taoísmo. Esse caractere também pode ser lido como "dô" e nessa leitura compõe nomes diversos como as artes marciais, judô, aikidô e kendô. Dessa forma Shintô representa o caminho através dos kami, o caminho espiritual a partir das divindades, que aqui são os espíritos primordiais e nativos do Japão. Não há no Xintoísmo uma doutrina ou teologia bem definida, algo que é intencional e faz parte da religião. Talvez esse ponto possa ser ilustrado por uma anedota contada pelo mitólogo Joseph Campbell (1904-1987). Em um congresso de religiões, um sociólogo comenta com um sacerdote xintoísta que não conseguia entender a doutrina ou teologia do Xintoísmo. Apesar de todas as leituras e visitas que fazia aos santuários. O sacerdote xintoísta respondeu que "nós não temos ideologia. Não temos teologia e nós dançamos". As práticas e rituais, são consideradas mais importantes do que o que foi pensado ou sistematizado racionalmente e o sacerdote xintoísta indica uma energia vital. Que é base do Xintoísmo e que não pode ser domada pela racionalização intelectual. Mas que pode ser sentida pelos seres humanos em atividades como a dança e as artes. Apesar dessa característica ser pouco doutrinária, o Xintoísmo se revela em linhas mais gerais como um culto a uma natureza japonesa, em seus aspectos geográficos e étnicos. A ambiguidade do termo natureza em "culto a uma natureza japonesa" é igual intencional. Por um lado, o objeto do Xintoísmo são os deuses ou kami, alguns deles fenômenos naturais específicos da geografia japonesa. Por outro lado, o Xintoísmo se desenvolveu como uma religião etnicamente orientada. A tradicional dicotomia entre natureza e cultura é difícil de ser tratada quando se estuda o Xintoísmo, visto que um de seus principais impulsos é a sacralização de uma natureza local interpretada do ponto de vista étnico. Breve História do Xintoísmo. As raízes do início do Xintoísmo se estendem ao período da pré-história do Japão. Supõe-se que seu começo tenha ocorrido na chamada cultura Jomon (cerca de 14.000 a.C. até 300 a.C. ou até 1.000 a.C.) Segundo algumas correntes da historiografia japonesa. Durante esse extenso período Jomon, o período pré-histórico mais antigo do Japão, desenvolveu-se uma das formas mais antigas de cerâmica. Produzida por um povo sedentário com foco no matriarcado e com uma espiritualidade baseada no xamanismo e no animismo. A cultura do período Yayoi (300 a.C. até 300 d.C.) relembra alguns aspectos posteriormente adotados na formalização do Xintoísmo. Em especial a crença nos kami e a arquitetura dos santuários dedicados a deuses do arroz e do Sol em Ise, que tornou um dos principais santuários xintoístas do Japão por ser o centro do culto ao imperador. As crenças do Xintoísmo antigo foram se formando e se desenvolvendo especialmente a partir do início do período kofun (300-550 d.C.). O sistema de crenças estava estreitamente associado com o sistema de clã que se desenvolveu regionalmente. Os deuses em geral representavam características do ambiente natural, como o mar, pedras em formatos especiais, rios e florestas. Também antepassados comuns do clã faziam parte dos deuses cultivados. Um clã que teve influência crescente no panteão xintoísta foi o clã Yamato, incluindo a deusa do sol Amaterasu, que parece ter sido uma das principais bases para o culto ao imperador. Durante a idade média japonesa, o Xintoísmo foi se institucionalizando como um culto aos kami com pouco independência. Tendo estado por muito tempo em simbiose com o Budismo, como será detalhado posteriormente. A devoção ao imperador foi somente simbólica durante a regência dos generais denominados xogum. Militares que governaram e buscaram unificar o Japão, a partir do século XII até o século XIX. Nos tempos modernos, o Xintoísmo de Estado baseado no imperador teve um papel fundamental. O ano de 1868 pode ser considerado o ano de início do Xintoísmo de Estado. Após mais de 250 anos do xogunato Tokugawa, em 1868 foi promulgada a restauração Meiji e a doutrina do imperador como um ser divino regente do Japão. Tendo como base os rituais xintoístas e a concepção de uma origem comum de todos os japoneses, descendentes da deusa Sol, Amaterasu. Em conjunto com o desenvolvimento do exército e da marinha japonesa, desenvolveu-se a lealdade incondicional ao imperador. Algo propagado pelo sistema educacional e pelos diversos santuários xintoístas, que eram supervisionados pelo governo imperial em Tóquio. Em paralelo, diversos movimentos xintoístas sectários e novas religiões se desenvolveram. Após a Segunda Guerra Mundial, o Xintoísmo de Estado foi oficialmente extinto. O imperador publicamente abdicou de ser uma divindade e a separação entre religião e estado japonês se tornou uma exigência das forças americanas de ocupação do Japão. Com isso o Xintoísmo retornou ao seu antigo papel de ser um eixo estrutural de santuários bastante heterogêneos espalhados pelo Japão. Nos quais os inumeráveis kami são cultuados e festivais são organizados pela comunidade local. A maioria dos santuários são independentes e liderados por sacerdotes atuando em tempo parcial. A força da comunidade e a crença nos kami ressurgem especialmente em épocas determinadas pelo calendário, trazendo para a vida social uma ritualização e celebração dos eventos naturais e das estações. Recentemente, muitos pesquisadores têm considerado que o Xintoísmo teve seu estabelecimento como um culto ao kami mais consistente só depois do contato com o Budismo. Tendo se tornado uma religião independente somente após a restauração Meiji, em 1868. O Xintoísmo evoluiu como uma forma de se estruturar, de se diferenciar e também de se mesclar ao Budismo, que ainda é entendida como uma religião estrangeira ao Japão Se para alguns o Xintoísmo vem desde a pré-história, sendo base para uma orientação nacionalista na política japonesa e dando um sentido mítico para a identidade étnica. Para outros o Xintoísmo como conhecemos hoje, é uma tradição que foi criada somente depois de 1868. Os estudiosos que defendem essa última linha apontam em especial que o nome Shintô era usado de forma bastante diferente antes da época Meiji, não caracterizando uma tradição religiosa independente. Mas sim como um termo chinês, tomado de empréstimo com o objetivo de designar práticas bem mais específicas e localizadas de um culto aos kami. Em tempos mais recentes, o Xintoísmo tem buscado um processo de internacionalização de sua divulgação e uma busca de renovação de sua imagem. Baseada na observação da natureza e na reverência para com ela. Essa recente evolução se dá a partir de muitas vias, mas as principais são uma busca de divulgação no exterior dos santuários xintoístas japoneses e florestas associadas, defendendo uma perspectiva de harmonia. O Xintoísmo é, na época contemporânea, também uma presença bastante frequente nos desenhos (anime) japoneses. Isso se dá em muitos casos por uma reinterpretação e adaptação de conteúdos mitológicos, algo que atrai jovens de todo o mundo, que absorvem conceitos xintoístas sem associá-los à religião. Outra fonte importante de influência do Xintoísmo se dá a partir das novas religiões japonesas, como Seichô no Ie e Igreja Messiânica, que tem uma presença bastante destacada no Brasil. Abraço. Davi
sábado, 31 de outubro de 2026
TAO TE CHING - POEMA VIII
TAO TE CHING - POEMA VIII
Lao Tse (571 a.C.531). Tao Te Ching. O Livro que Revela Deus.
quarta-feira, 28 de outubro de 2026
QUAL O SIGNIFICADO DOS IBÁS (ASSENTAMENTOS)
Religião Afro-brasileira. Por Eurico Ramos. Livro Revendo o Candomblé - XVII. QUAL O SIGNIFICADO DOS IBÁS (ASSENTAMENTOS) - XVII? O ibá, o assentamento do orixá, é a base onde aglutinamos determinados elementos ligados a uma divindade específica, que passam a ali representá-los. O ibá seria quase que uma "pilha alcalina". Essa "pilha" quando assentada, é carregada com elementos positivos, de modo que, quando o indivíduo tem necessidade de se fortalecer energeticamente, vai até o seu ibá e ali se alimenta. Observando a energia que está contida ali, naquela "pilha", digamos assim. Isso, em termos científicos. Mas, por favor, não distorçam as palavras do babalorixá - Chefe sacerdotal e espiritual principal de um candomblé. Esse é apenas um exemplo, usado para facilitar o entendimento. O ibá podia ser, no passado, um ibá coletivo. Ou seja, um ibá único, representando uma divindade única para cada tribo ou para cada família. Costume que foi trazido para o Brasil no início da colonização, aproximadamente 1530, no período escravocrata - escravidão negra - 1500 a 1888. Mas, posteriormente, devido ao desmembramento das famílias originais africanas, principalmente as do povo iorubá, surgiu a necessidade de haver ibás individuais. A partir disso, os ibás passaram a ser coletivos em determinadas casas, ou exclusivos (um para cada filho) em outras. O ibá, esse recipiente que tem a forma de um útero, representa a abóbada celeste contém a vida, a tampa, por sua vez, representa a abóbada celeste. Contam as antigas yas da Casa Branca do Engenho Velho que, com o passar do tempo, mais uma vez a mucama foi até a cozinha da casa-grande e roubou a louça francesa, a sopeira da sinhá. Levou a para dentro da senzala e transportou seus orixás de dentro dos alguidares onde estavam assentados para dentro daquelas sopeiras. Desde então, surgiu o costume de assentarem-se os santos dentro das sopeiras, porque foi assim que os negros que trouxeram o candomblé para o Brasil se habituaram a cultuar suas divindades. Ou seja, roubando as sopeiras da casa-grande! Sabemos que, em termos de África, e também nos primeiros tempos da escravidão, os orixás eram assentados em alguidares, gamelas e cabaças. Mas, depois, surgiu o costume de se usarem sopeiras de louças, e isso graças a mucama - escrava doméstica que era amante do senhor de engenho nos tempos da escravidão no Brasil. A mucama, ao mentir para a sinhá contando-lhe que sua sopeira tinha sido quebrada, sabia que seria açoitada. Mas era açoitada e ia para o tronco muito feliz, porque sabia que, quando saísse dali o seu orixá não estaria mais dentro de um simples alguidar. Mas, sim, assentada em uma linda sopeira francesa. É bom lembrar que, desde o tempo da colonização, o africano primava por tentar dar o bom e o melhor ao seu orixá, exatamente como fazemos até os dias de hoje. Abraço. Davi.
segunda-feira, 26 de outubro de 2026
CABALA - MITOS E VERDADES. Parte XII
Judaísmo. Um Guia para a Sabedoria Oculta da Cabala. Por Michael Laitman (1946 - ). CABALA - MITOS E VERDADES. Parte XIII. Pontos Principais. Quando as palavras falham, a música triunfa. Os dois estilos e humores da música Cabalística. A música e o mundo vindouro. Os Cabalistas sempre escreveram músicas como parte de sua expressão espiritual. Elas são parte inseparável de sua espiritualidade e resultam diretamente do grau espiritual em que se encontram. Como não existem palavras nos Mundos Superiores, a música preenche essa falha. Para um estudante sensível à música, ela pode ser tão benéfica e poderosa quanto qualquer livro - as vezes, até mais. Não só com palavras. Quando a Cabala começa a perceber o Mundo Superior, ele entra numa outra dimensão. Um mundo inteiro se revela diante dele em toda sua grandeza e riqueza. É algo que não existe neste mundo. O Cabalista percebe uma imagem totalmente diferente: as forças colocam em ação o nosso mundo, e as almas que estão ligados aos corpos. É o passado, presente e futuro diante do Cabalista, no tempo presente. Ele experimenta tudo isso, vivendo preenchido com uma sensação eterna e perfeita, um sentimento que engloba todo universo. Palavras não são suficientes para expressar esta profunda experiência emocional. Como podemos descrever algo que não pode ser visto ou tocado? Os mundos Cabalísticos devem ser "sentidos" pelo Cabalista. Quando as palavras falham, a música pode proporcionar discernimento além de nossa compreensão habitual. A música tem o poder de nos "mover" e nos fazer sentir coisas que vão além das palavras. A música - Alcança onde os textos não conseguem. Os Cabalistas usam textos para explicar os níveis espirituais alcançados. Entretanto, em seus escritos, eles só nos aconselham sobre como atingir a impressão, a sensação e a descoberta desta realidade. Eles descrevem o tipo de ação que devemos executar em nosso interior, com nossos desejos, telas e Reshimot - com tudo isso dentro de nossa alma. Na realidade, os livros dizem: "Executem certas ações e descobrirão certas coisas". Porém, eles não descrevem o que sentiremos, porque é impossível transmitir o sentimento em palavras. É como oferecer um novo alimento a alguém e dizer: "Experimente, e você sentirá o seu gosto". Se ele é amargo ou doce, nós só teremos um palpite sobre o que a pessoa sentirá ou como ela experimentará a sensação. Mesmo assim, a própria sensação só é experimentada pela pessoa que recebe a oferta, e por mais ninguém. É por isso que é difícil para os Cabalistas transmitirem o que sentem e enfrentam, o que lhes é revelado: de que modo o mundo oculto se parece. De certa forma, somente um meio pode expressar as impressões e prazeres de uma pessoa, diante de quem o Mundo Superior se revelou, e esse meio é a música. Essa é a razão pela qual os Cabalistas que além de escreverem artigos e materiais muito profundos e complicado. Também escrevem melodias e canções. É mais uma forma de expressar as sensações de um Cabalista de uma maneira mais concisa, franca, por meio de melodias, em palavras. De forma que possam penetrar nossos corações e nos transformar de algum modo, ajustando-nos, para que percebamos o Mundo Superior. Banhando-se na Luz. A música Cabalística expressa os estados espirituais do Cabalista. As melodias são compostas pra descrever a experiência de duas fases antagônicas na espiritualidade. A primeira é a agonia, resultado do distanciamento do Criador. A sensação de distanciamento do Criador produz uma música triste, expressa por uma oração que suplica pela aproximação. A segundo é o prazer, sentida como resultado da aproximação com o Criador. Essa sensação de proximidade com o Criador produz uma música alegre, expressa por uma oração de agradecimento. Se escutarmos a música Cabalística, ouviremos e sentiremos os dois estados distintos de ânimo. Os dois estados de ânimo expressam a relação do Cabalista e sua união como o Criador. Embora a melodia possa levar a pessoa às lágrimas, ela ama ouvi-la, porque a melodia expressa a angústia abordada, e que foi solucionada satisfatoriamente. Na Cabala, isso é chamado " refinamento dos julgamentos". A música banha o ouvinte com uma luz maravilhosa. Nós não precisamos saber nada sobre ela antes de ouvi-la. Porque ela é muda, contudo, o seu efeito em nossos corações é direto e rápido. Ouvi-la várias vezes é uma experiência especial. Se sentimos a música, não precisaremos imaginar as formas nos mundos espirituais descritas nos livros. Estas formas só existem dentro de nós e, assim, nos enganam. O que há de tão especial na música é que todos podem entendê-la, mesmo se não alcançarem o nível espiritual do compositor. Ouvir uma música composta por Cabalistas nos dá a oportunidade de experimentar seus sentimentos espirituais. Melodias do mundo vindouro. As melodias Cabalísticas poderiam ser descritas como melodias do mundo vindouro. Pois servem ao propósito de trazer os Mundos Superiores a este mundo. Cantando, evocamos bençãos do Alto, que se manifestam em todos os mundos inferiores. Nas palavras do Rabino Elazar Azikri (1533-1600). "Aqueles que aspiram devem cantar louvores às alturas espirituais, aos Seres Superiores e inferiores. Unido todos os mundos com o laço da fé". Para a Cabala "fé" significa alcançar o Criador. Afinando nosso instrumento interno - interior. Para entendermos o que o compositor Cabalistica quer expressar na melodia, só precisamos escutá-la, e nossa compreensão funcionará automaticamente. Escutando as melodias de um Cabalista, teremos a oportunidade de sermos afetados, num certo grau, por suas impressões dos mundos espirituais. Há uma alma em cada um de nós, e a alma de um Cabalista se assemelha a um instrumento musical que toca e sente corretamente, como o violino bíblico do Rei Davi. Esse não é um violino comum, mas o Kli interno (vaso/instrumento) da alma de um Cabalista. Assim, ele sente a realidade de certo modo e pode expressá-la em melodias. Harmonia espiritual. Podemos usar melodias Cabalísticas para nos conectarmos as raízes espirituais, de onde elas foram escritas, sem termos que trabalhar duro. É só relaxarmos e escutarmos a música. No entanto, existem informações nas próprias notas musicais. Na Cabala, elas não estão dispostas aleatoriamente ou de forma vaga. Sua harmonia é construída sobre regras Cabalísticas e as notas são escolhidas de acordo com a forma como a alma é construída. Elas são um meio para se escalar a escada. Você, o ouvinte, as sente penetrando profundamente dentro de sua alma, desobstruída. Isto ocorre devido a conexão direta entre sua alma e as raízes das notas. Só para termos uma noção disso, no Capítulo X dissemos que existem Taamim (sabores), Nekudor (pontos sob, dentro, e sobre as letras) e Otior (letras). Eles representam as nuanças formadas pels impressão da Luz - impressões, por exemplo, das Reshimot partindo e reingressando no vaso espiritual. O mesmo ocorre as melodias. Raros são os músicos que compreendem a forma de tocar as melodias Cabalísticas. A diferença entre aquele que toca bem e aquele que toca corretamente reside em compreender onde as coisas importantes estão. O mais importante não reside nos sons, mas nos pequenos símbolos, em como o som começa e termina. Eu tive um estudante maravilhoso que tocava o violino. "Eu estou pronto para tocar somente com a condição de que você segure minha mão", ele me dizia. E ele estava certo - a música Cabalística consiste em transmitir o sentimento certo e não a nota precisa. Em resumo. A música é outro meio para os Cabalistas expressarem seus estados espirituais. A música Cabalística faz com que sintamos o que os livros expressam sob a forma de texto. As músicas Cabalísticas expressam a interação de dois estados de espírito, a angústia, quando nos afastamos do Criador, e a alegria, quando nos aproximamos Dele. No fim tudo que precisamos fazer é relaxar, executar a música e tentar sermos absorvidos pelas emoções que os Cabalistas revelam em suas músicas. Abraço. Davi.
quinta-feira, 22 de outubro de 2026
ELEIÇÕES - 04 E 25 DE Outubro - BRASILEIRAS 2026
Amigos brasileiros do mosaico.
terça-feira, 20 de outubro de 2026
HISTÓRIA DE NOSSA SENHORA APARECIDA
Bibliotecacatolica.com.br. A HISTÓRIA DE NOSSA SENHORA APARECIDA. Nas águas do Rio Paraíba do Sul - São Paulo em um simples dia de pesca, aconteceu algo que mudaria para sempre a história do Brasil: a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada, revelando um encontro divino entre a Mãe de Deus e o povo brasileiro. Este artigo traz os detalhes dessa jornada de fé, desde o momento em que uma pequena imagem foi resgatada, até a coroação de Nossa Senhora da Conceição Aparecida como Rainha e Padroeira do Brasil. Descubra os fatos, milagres e acontecimentos que fizeram de Nossa Senhora Aparecida um símbolo tão poderoso de fé e devoção em nosso país. Nossa Senhora Aparecida: Uma tradição que cruzou o oceano. Desde os tempos antigos, Portugal era um país profundamente devoto à Virgem Maria. A devoção à Imaculada Conceição era uma das mais queridas entre os fiéis. A figura de Nossa Senhora era um símbolo de proteção e esperança, e seu nome passava de geração em geração. Os reis portugueses, reconhecendo a importância da Mãe de Deus, não hesitavam em se prostrar diante dela, colocando seus reinos sob sua proteção. Um marco significativo dessa devoção ocorreu em 1671, quando o Rei Dom João IV consagrou Portugal e seus territórios — incluindo o Brasil na época — à Nossa Senhora da Conceição, proclamando-a Rainha e Padroeira do país. Além disso, ele ofereceu sua coroa a ela, simbolizando a entrega de todo o seu poder e a certeza de que, acima de qualquer título de realeza, Maria era a verdadeira Rainha. A partir desse ato, nenhum outro monarca usou coroa em honra à Mãe de Deus. Quando os navegadores portugueses cruzaram os mares rumo ao Brasil, trouxeram consigo suas tradições e sua fé. Assim, a devoção a Nossa Senhora não apenas sobreviveu, mas floresceu em terras brasileiras. As imagens da Virgem Maria foram levadas aos novos territórios, e as comunidades que se formaram em solo brasileiro rapidamente adotaram as práticas marianas. Essa herança portuguesa foi um presente valioso, permitindo que a devoção a Nossa Senhora Aparecida se firmasse como um pilar da fé católica no Brasil, moldando a espiritualidade e a cultura do povo brasileiro ao longo dos séculos. Nossa Senhora Aparecida e a pesca milagrosa. Em outubro de 1717, no Rio Paraíba do Sul, aconteceu um fato marcante que deu início à devoção à Nossa Senhora Aparecida. Três pescadores – Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso – foram encarregados de pescar para um banquete em homenagem ao governador Dom Pedro de Almeida, que visitava Guaratinguetá. Porém, apesar de seus esforços, as redes voltavam sempre vazias, devido à época desfavorável para a pesca. Persistindo na tentativa, os pescadores rezaram pedindo a intercessão de Nossa Senhora. Logo em seguida, João Alves puxou das águas o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Pouco depois, a cabeça da imagem também foi encontrada, completando a figura da Virgem. A imagem era de Nossa Senhora da Conceição, que representa a Virgem Maria sem pecado desde o momento em que foi concebida. E, como ela estava grávida, não segurava o Menino Jesus, pois Ele ainda estava em seu ventre. Acredita-se que a imagem tenha sido moldada por um artesão devoto, provavelmente inspirado pela consagração de Portugal a Nossa Senhora da Conceição, e que, após ser quebrada, tenha sido lançada no rio, seguindo a tradição de não descartar imagens sagradas de forma desrespeitosa. Após o resgate da imagem, os pescadores vivenciaram um milagre: suas redes, antes vazias, começaram a se encher de peixes, quase afundando seus barcos. Esse evento foi interpretado como um sinal claro da intercessão de Nossa Senhora. A imagem foi levada para a casa de um dos pescadores, onde rapidamente se tornou objeto de veneração. O “milagre das águas” se espalhou pela região e marcou o início da devoção popular à Nossa Senhora Aparecida, que mais tarde seria reconhecida como padroeira do Brasil. A princesa Isabel vai até Aparecida. Em 1868, a Princesa Isabel enfrentava um grande desafio: o sonho de ser mãe parecia cada vez mais distante, pois não conseguia engravidar. Movida pela fé, fez uma peregrinação à Basílica de Aparecida e, diante da imagem de Nossa Senhora, fez uma promessa. Ela suplicou pela graça de ter um filho e prometeu que, se fosse abençoada com a maternidade, ofereceria um manto à santa. Sua devoção à Nossa Senhora Aparecida permaneceu forte ao longo dos anos e ela foi agraciada com três filhos: Pedro de Alcântara, Luís Maria e Antônio Gastão. Como forma de expressar sua gratidão e devoção, Isabel mandou confeccionar uma réplica da coroa que usaria como rainha do Brasil e a enviou à Basílica. Junto à coroa, acompanhava um bilhete que reflete sua humildade e fé profunda: “Eu, diante de Vós, sou uma Princesa da terra e me curvo, pois és a Rainha do Céu. Te dou tão pobre presente, que é uma coroa igual à minha. E se eu não me sentar no trono do Brasil, rogo que a Senhora se sente nele por mim e governe perpetuamente o Brasil.” A coroa, oferecida por uma princesa que renunciava ao trono terreno, adorna até hoje a imagem de Nossa Senhora Aparecida, simbolizando não apenas a devoção de Isabel, mas também a entrega de um país inteiro à proteção da Rainha do Céu. Milagres de Nossa Senhora Aparecida. A história de Nossa Senhora Aparecida é repleta de relatos de fé e milagres que refletem o profundo amor e devoção que os fiéis sentem por Ela. Desde o momento em que a imagem foi encontrada no rio Paraíba do Sul, muitos testemunhos de curas e intervenções divinas começaram a surgir, fortalecendo a fé na proteção da Mãe de Jesus. Um dos milagres mais famosos é o de Zacarias, um escravo que, ao se ajoelhar diante da imagem de Nossa Senhora, clamou por libertação. Para a surpresa de todos, as correntes que o prendiam se quebraram, permitindo que ele ficasse livre. Esse acontecimento não apenas transformou a vida de Zacarias, mas também inspirou muitos outros a buscar a intercessão de Nossa Senhora em suas necessidades. Outro relato emocionante é o de uma família que, desesperada por causa da cegueira de sua filha, decidiu visitar o Santuário de Aparecida. Com fervor e fé, pediram a cura da menina. Quando chegaram ao santuário, a criança, antes sem visão, exclamou com alegria: “Como é bonita esta Igreja!” Através da intercessão de Nossa Senhora, a menina foi curada, e essa história se espalhou, atraindo mais devotos ao santuário. Os milagres de Nossa Senhora Aparecida não se limitam a curas físicas. Muitas pessoas relatam experiências de conversão, paz, consolo e proteção em momentos difíceis, sempre atribuindo essas graças à presença amorosa da Virgem em suas vidas. A devoção a Nossa Senhora Aparecida é um testemunho do poder da fé e da intercessão da Mãe de Deus, capaz de transformar corações e trazer esperança àqueles que se entregam à sua intercessão. O reconhecimento real: Nossa Senhora como Rainha do Brasil. A devoção a Nossa Senhora Aparecida, que começou de forma simples com a pesca milagrosa em 1717, foi crescendo e conquistando o coração do povo brasileiro. Aos poucos, a fama da imagem milagrosa de Nossa Senhora da Conceição Aparecida se espalhou, e o pequeno oratório em que a imagem era venerada na casa dos pescadores se tornou um local de peregrinação. O primeiro marco físico da devoção foi a construção de uma capela em 1745, erguida em homenagem à Virgem, para abrigar a imagem e acomodar o crescente número de fiéis que iam até o local pedir graças e agradecer pelos milagres. Com o tempo, a devoção popular continuou a aumentar, e o número de romeiros cresceu tanto que houve a necessidade de um espaço maior. Assim, em 1888, foi construída uma basílica de maiores proporções, conhecida hoje como Basílica Velha, para receber os devotos com mais conforto. Já nessa época, a imagem de Nossa Senhora Aparecida era considerada um símbolo nacional. O passo seguinte foi a construção do imponente Santuário Nacional, iniciado em 1955 e concluído no final do século XX. A nova Basílica, hoje considerada a segunda maior igreja do mundo, tornou-se um ponto de peregrinação e símbolo do reconhecimento real e espiritual de Nossa Senhora como Rainha e Padroeira do Brasil. O Santuário Nacional de Aparecida é um local que celebra não apenas a fé, mas também a ligação histórica e devocional do Brasil com a sua padroeira, tornando-se um dos mais importantes centros da fé católica no país. Nossa Senhora Aparecida é declarada Padroeira do Brasil. A coroação da imagem que fora pescada no Rio Paraíba se deu apenas em 1904, 16 anos depois da Princesa ter ofertado a coroa e o manto à Virgem. Em 1930, o Papa Pio XI proclamou Nossa Senhora Aparecida como Rainha e Padroeira do Brasil, reforçando a devoção que já tomava conta do país. Por isso, no âmbito nacional, o dia 12 de outubro se tornou feriado em homenagem à Mãe de Deus. O atentado à imagem de Nossa Senhora. O atentado à imagem de Nossa Senhora Aparecida ocorreu em 16 de maio de 1978, quando um jovem jogou a imagem da padroeira do Brasil no chão, quebrando-a em mais de 200 pedaços. O incidente assustou os devotos e gerou uma grande comoção no país. Para a restauração da imagem, o Museu de Arte de São Paulo (MASP) foi chamado, e a responsabilidade foi dada à restauradora Maria Helena Chartuni. Ela, que possuía grande habilidade na recuperação de obras de arte, aceitou o delicado desafio de restaurar uma peça com tamanha relevância religiosa e emocional para o povo brasileiro. Maria Helena usou técnicas sofisticadas para reconstruir a imagem, respeitando cada fragmento original, e devolvendo sua forma e beleza de forma impressionante. Durante o processo, ela foi profundamente tocada pela importância da missão que estava desempenhando. Relatos dizem que essa experiência espiritual influenciou pessoalmente Maria Helena, levando-a a uma conversão ao longo do processo de restauração da imagem. Além do cuidado técnico, a restauração tornou-se também um caminho de fé para ela. Depois de vários meses de trabalho, a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi devolvida ao Santuário Nacional no final de 1978, restaurada e ainda mais amada pelos devotos. A volta da imagem foi um momento de grande alegria e renovação da fé para os milhões de fiéis que aguardavam ansiosamente. O atentado, embora doloroso, acabou fortalecendo a devoção e marcando mais uma etapa na história da padroeira do Brasil. A mensagem de Aparecida. A mensagem de Nossa Senhora Aparecida nos ensina sobre o que Deus deseja realizar em cada um de nós. Assim como a imagem da Virgem, quebrada e lançada nas águas do Rio Paraíba, nós também carregamos as marcas de nossas falhas e pecados, muitas vezes sentindo-nos como pedaços de barro rachados, necessitando da graça divina para sermos restaurados. Deus nos chama a considerar essa nossa fragilidade, admitindo que, sem Sua presença, permanecemos incompletos. A imagem de Nossa Senhora Aparecida, reencontrada e restaurada, se torna um símbolo vivo da esperança de que também podemos ser reconstruídos, não apenas em nossos corpos, mas principalmente em nosso espírito. Maria, como Mãe cuidadosa, acompanha-nos nesse processo, orientando-nos para que possamos ser moldados pelo amor do eu filho, Jesus. A transformação verdadeira começa quando entregamos a Ele com humildade, permitindo que Seu amor refaça nosso coração. Maria, exemplo perfeito de santidade, nos mostra o caminho para superarmos nossas limitações e vivermos conforme os ensinamentos de Cristo. Assim como o Brasil foi abençoado pela presença de Nossa Senhora Aparecida, somos chamados a buscar nossa conversão diária, deixando que Deus nos resgate, nos cure e nos transforme, moldando vidas nossas sob o olhar maternal de Maria. Um livro completo para você meditar sobre a mensagem de Nossa Senhora Aparecida carrega uma riqueza simbólica imensa. Ela é a Mãe que traz em seu ventre o Salvador do mundo, tem a pele morena que nos conecta à história do Brasil, foi alvo de um atentado e precisou ser cuidadosamente restaurada, pedaço por pedaço etc. Cada um desses aspectos são matéria para uma meditação profunda. E foi isso que um grande sacerdote brasileiro fez: reuniu 12 meditações sobre a devoção a Nossa Senhora Aparecida, passando por cada marco da história da Rainha e Padroeira do Brasil. Escrito pelo Padre José Eduardo, o livro Minha Mãe Aparecida está disponível na Loja do Assinante da Minha Biblioteca Católica, em uma edição exclusiva para os membros do clube. Abraço. Davi.