Confucionismo. www.https//rt.br. OS ANALECTOS – LIVRO XIV. 1. Hsien perguntou sobre a vergonha. O Mestre disse: “É vergonhoso fazer do salário seu único objetivo, indiferente quanto a se o Caminho prevalece no reino ou não”. “Manter-se longe da tentação de tentar agir em proveito próprio, de jactar-se de si mesmo, de guardar rancores e de ser ambicioso pode ser considerado ‘benevolente’?” O Mestre disse: “Pode ser considerado ‘difícil’, mas não sei se se trata de benevolência”. 2. O Mestre disse: “Um cavalheiro que é apegado ao conforto não merece ser chamado de Cavalheiro”. 3. O Mestre disse: “Quando o Caminho prevalece no reino, fale e aja destemidamente e com altivez; quando o Caminho não prevalece, aja destemidamente e com altivez, mas fale com reserva e de modo suave”. 4. O Mestre disse: “Um homem de virtude com certeza é o autor de dizeres memoráveis, mas o autor de dizeres memoráveis não é necessariamente virtuoso. Um homem benevolente com certeza é corajoso, mas um homem corajoso não necessariamente é benevolente”. 5. Nan-kung K’uo perguntou a Confúcio: “Tanto Yi, que era bom no tiro com arco, e Ao, que era tão bom marinheiro que podia fazer um barco navegar sobre a terra seca, tiveram mortes violentas, enquanto Yü e Chi, que ajudaram a semear as lavouras, dominaram o Império”. O Mestre nada replicou. Depois que Nan-kung K’uo foi embora, o Mestre comentou: “Quão cavalheiro é esse homem! Como ele reverencia a virtude!”. 6. O Mestre disse: “Podemos supor que há casos de cavalheiros que não são benevolentes, mas não há um homem vulgar que seja, ao mesmo tempo, benevolente”. 7. O Mestre disse: “É possível amar alguém sem fazer com que essa pessoa trabalhe duro? É possível dar o melhor de si por alguém sem educá-lo?”. 8. O Mestre disse: “Ao redigir o texto de um tratado, P’i Ch’en escrevia o rascunho, Shih Shu fazia comentários, Tzu-yü, o mestre de protocolo, fazia os retoques, e Tzu-ch’an de Tung Li o embelezava”. 9. Alguém perguntou sobre Tzu-ch’an. O Mestre disse: “Era um homem generoso”. Amesma pessoa perguntou por Tzu-hsi. O Mestre disse: “Aquele homem! Aquele homem!”. Então perguntou sobre Kuan Chung. O Mestre disse: “Era um homem. [145] Tomou trezentas casas do domínio da família Po na cidade de P’ien, e Po, obrigado a viver apenas de arroz comum, não disse uma só palavra em reclamação, até o fim dos seus dias”. 10. O Mestre disse: “É mais difícil não reclamar da injustiça quando pobre do que não se comportar com arrogância quando rico”. 11. O Mestre disse: “Meng-kung ch’uo seria mais do que qualificado para o cargo de administrador de grandes e nobres famílias como Chao ou Wei, mas ele não seria qualificado para o cargo de ministro, nem mesmo em um pequeno reino como T’eng ou Hsüeh”. 12. Tzu-lu perguntou sobre o homem completo. O Mestre disse: “Um homem tão sábio quanto Tsang Wu-chung, tão livre de desejos quanto Meng-kung-ch’uo, tão corajoso quanto Chuang-tzu de Pien e tão talentoso quanto Jan Ch’iu, que é mais refinado em matéria de ritos e música, pode ser considerado um homem completo”. Então acrescentou: “Mas para ser um homem completo hoje em dia não é necessário ter todas essas coisas. Se um homem, à vista de uma vantagem a ser obtida, lembra-se do que é certo, se, em face do perigo, está pronto para dar a própria vida e se não esquece seus princípios mesmo quando passa por longos períodos de dificuldade, então ele pode ser chamado de completo”. 13. O Mestre perguntou a Kung-ming Chia sobre Kung-shu Wen-tzu: “É verdade que o seu Mestre nunca falava, nunca ria e nunca aceitava?”. Kung-ming Chia respondeu: “Seja lá quem for que disse isso, exagerou. Meu Mestre falava apenas quando era o momento de ele falar. De modo que as pessoas nunca se cansavam da sua fala. Ria apenas quando se sentia feliz. De modo que as pessoas nunca se cansavam do seu riso. Aceitava alguma coisa apenas quando era certo que o fizesse. De modo que as pessoas nunca achavam que ele aceitava demais”. O Mestre disse: “Será que essa pode ser a explicação correta para o modo como ele era?, é o que me pergunto”. 14. O Mestre disse: “Tsang Wu-chung valia-se do seu domínio sobre o seu feudo para exigir que esse fosse reconhecido como hereditário. Se alguém dissesse que ele não estava coagindo o seu senhor, eu não acreditaria”. 15. O Mestre disse: “O duque Wen de Chin era hábil e lhe faltava integridade. O duque Huan de Ch’i, por outro lado, tinha integridade e não era hábil”. 16. Tzu-lu disse: “Quando o duque Huan mandou matar o príncipe Chiu, Shao Hu morreu pelo príncipe, mas Kuan Chung, não”. Ele acrescentou: “Nesse caso, faltou benevolência a este último?”. O Mestre disse: “Foi por causa de Kuan Chung que o duque Huan pôde, sem ter de demonstrar força, reunir nove vezes os senhores dos estados feudais. Essa era a sua benevolência. Essa era a sua benevolência”. 17. Tzu-kung disse: “Não acho que Kuan Chung fosse um homem benevolente. Não apenas ele não morreu pelo príncipe Chiu, mas viveu para ajudar o duque Huan, que havia mandado assassinar o príncipe”. O Mestre disse: “Kuan Chung ajudou o duque Huan a se tornar o líder dos senhores feudais e a evitar que o Império entrasse em colapso. Até hoje, o povo ainda goza dos benefícios dos seus atos. Não fosse por Kuan Chung, poderíamos muito bem estar usando os cabelos soltos e dobrando nossos trajes à esquerda. [146] Certamente ele não foi como o homem ou a mulher que, por causa de suas pequenas fidelidades, cometem suicídio em uma vala sem que ninguém se aperceba”. 18. O ministro Chuan, que tinha sido um oficial na casa de Kung-shu Wen-tzu, foi promovido a um alto cargo no governo, servindo lado a lado com Kung-shu Wentzu. Ao ouvir isso, o Mestre comentou: “Kung-shu Wen-tzu merecia o epíteto ‘wen’”. [147] 19. Quando o Mestre falou sobre a absoluta falta de princípios morais de parte do duque Ling de Wei, K’ang Tzu comentou: “Sendo esse o caso, como é que ele não perdeu seu reino?”. Confúcio disse: “Chung-shu Yü era o responsável pelos visitantes estrangeiros, o sacerdote T’uo pelo templo ancestral, e Wang-sun Chia pelas questões militares. Sendo esse o caso, que possibilidade haveria de o duque perder o reino?”. 20. O Mestre disse: “Promessas feitas imodestamente são difíceis de cumprir”. 21. Ch’en Ch’eng Tzu matou o duque Chien. Depois de lavar-se cuidadosamente, Confúcio foi à corte e reportou-se ao duque Ai, dizendo: “Ch’en Heng matou seu próprio senhor. Posso pedir que um exército seja enviado para puni-lo?”. O duque respondeu: “Diga isso aos Três Senhores”. [148] Confúcio disse: “Reportei-o ao senhor simplesmente porque tenho o dever de fazê-lo, já que ocupo lugar junto aos ministros, mas mesmo assim o senhor diz: ‘Diga aos Três Senhores’”. Ele foi e reportou-se aos Três Senhores, e eles recusaram seu pedido. Confúcio disse: “Reporto isso aos senhores simplesmente porque tenho o dever de fazê-lo, já que ocupo um lugar junto aos ministros”. [149] 22. Tzu-lu perguntou sobre o modo correto de servir um senhor. O Mestre disse: “Certifique-se de que não está sendo desonesto quando ficar frente a frente com ele”. 23. O Mestre disse: “O progresso do cavalheiro é para cima; o progresso do homem vulgar é para baixo”. [150] 24. O Mestre disse: “Os homens de antigamente estudavam para aprimorar a si próprios; os homens de hoje estudam para impressionar os outros”. 25. Ch’ü Po-yü enviou um mensageiro a Confúcio. Confúcio sentou-se com ele e perguntou-lhe: “O que faz o seu Mestre?”. Ele respondeu: “Meu mestre tenta reduzir seus erros, mas não tem obtido êxito”. Quando o mensageiro foi embora, o Mestre comentou: “Que mensageiro! Que mensageiro!”. 26. O Mestre disse: “Não se preocupe com questões de governo a menos que sejam da sua alçada”. [151] Tseng Tzu comentou: “O cavalheiro não permite que seus pensamentos devaneiem além do seu cargo”. 27. O Mestre disse: “O cavalheiro tem vergonha de que suas palavras sejam mais ambiciosas que suas ações”. 28. Os cavalheiros têm sempre três princípios em mente, nenhum dos quais consegui seguir: ‘O homem benevolente nunca fica aflito [152] ; o homem sábio nunca fica indeciso [153] ; o homem corajoso nunca tem medo’”. [154] Tzu-kung disse: “Aquilo que o Mestre acaba de citar é uma descrição de si mesmo”. 29. Tzu-kung era dado a classificar as pessoas. O Mestre disse: “Quão superior é Ssu! De minha parte, não tenho tempo para essas coisas”. 30. O Mestre disse: “Não é quando os outros falham em apreciar as suas habilidades que você deveria ficar incomodado, [155] mas sim quando essas habilidades de fato faltam”. 31. O Mestre disse: “Não é superior um homem que, sem antecipar traições ou prever atos de má-fé, é, ainda assim, o primeiro a perceber quando tais ações ocorrem?” 32. Wei-sheng Mu disse a Confúcio: “Ch’iu, por que está tão inquieto? Está, talvez, tentando se exibir?”. Confúcio respondeu: “Não sou tão impertinente a ponto de me exibir. Só que detesto a inflexibilidade”. 33. O Mestre disse: “Um bom cavalo é exaltado por suas virtudes, não por sua força”. 34. Alguém disse: “‘Pague uma injúria com uma boa ação’. [156] O que você acha desse ditado?”. O Mestre disse: “Com o quê, então, você paga uma boa ação? Deve-se pagar a injúria com a retidão, mas pagar com uma boa ação apenas uma boa ação”. 35. O Mestre disse: “Ninguém me entende”. Tzu-kung disse: “Como assim, ninguém o entende?”. O Mestre disse: “Não estou reclamando do Céu, tampouco culpo os homens. Em meus estudos, começo de baixo e vou em direção às coisas mais elevadas. Se sou compreendido de algum modo, é, talvez, pelo Céu.” 36. Kung-po Liao falou mal de Tzu-lu para Chi-Sun. Tzu-fu Ching-po relatou-o, dizendo: “Meu Mestre mostra sinais inequívocos de estar sendo influenciado por Kung-po Liao, mas ainda tenho influência suficiente para expor seu cadáver no mercado público”. O Mestre disse: “Se o Caminho prevalece, é o Destino; também é o Destino se o Caminho cai em desgraça. Como pode Kung-po Liao desafiar o Destino?”. 37. O Mestre disse: “Homens que evitam o mundo vêm em primeiro lugar; aqueles que evitam um lugar em particular vêm em seguida; aqueles que evitam um olhar hostil, em seguida; aqueles que evitam palavras hostis vêm por último”. O Mestre disse: “Houve sete que se levantaram”. [157] 38. Tzu-lu preparava-se para passar a noite no Portão de Pedra. O porteiro disse: “De onde você vem?”. Tzu-lu disse: “Da família K’ung”. “Do K’ung que continua perseguindo um objetivo que ele sabe ser impossível?” 39. Enquanto o Mestre estava tocando os sinos de pedra em Wei, um homem que passava em frente à porta, carregando um cesto, disse: “O modo com que ele toca os sinos de pedra está carregado de sentimento”. Mas logo em seguida, disse: “Que medíocre esta musiquinha. Se ninguém entende este homem, [158] então ele deveria desistir, isso é tudo. Quando a água é funda, caminhe devagar; Quando é rasa, erga seu traje e caminhe”. [159] O Mestre disse: “Ele é muito decidido, de fato. Contra tal determinação, não pode haver qualquer argumento”. 40. Tzu-chang disse: “O Livro da História diz: Kao Tsung confinou-se no seu casebre, enlutado, e por três anos permaneceu em silêncio. [160] O que isso significa?”. O Mestre disse: “Não há necessidade de recorrer a Kao Tsung para exemplo. Isso sempre foi assim entre os homens de antigamente. Quando o governante morria, todos os oficiais juntavam-se e apresentavam-se ao primeiro-ministro e, por três anos, aceitavam seu comando”. 41. O Mestre disse: “Quando aqueles que governam são observadores dos ritos, o povo será facilmente comandado”. [161] 42. Tzu-lu perguntou sobre o cavalheiro. O Mestre disse: “Ele cultiva a si próprio e, portanto, obtém respeito”. “Isso é tudo?” “Ele cultiva a si próprio e, portanto, traz paz e prosperidade aos seus semelhantes.” “Isso é tudo?” “Ele cultiva a si próprio e, portanto, traz paz e segurança às pessoas comuns. Até mesmo Yao e Shun achariam penosa a tarefa de trazer paz e segurança às pessoas.” 43. Yüan Jang esperava sentado, com as pernas bem abertas. O Mestre disse: “Não ser nem modesto nem deferente quando jovem, não conquistar nada válido na idade adulta e recusar-se a morrer quando velho, isto é o que eu chamo de um parasita”. E assim dizendo, o Mestre cutucou-lhe o queixo com seu cajado. 44. Depois que um garoto de Ch’üeh anunciou um visitante, alguém perguntou sobre ele: “Trata-se de alguém que progredirá?”. O Mestre disse: “Já o vi afirmando que ocupará um cargo e andando lado a lado com seus colegas mais velhos. Ele não quer progredir. Ele está atrás de resultados rápidos”. www.https//rt.br. Abraços. Davi
MOSAICO ESPIRITUAL
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
terça-feira, 1 de setembro de 2026
A ENTRADA DE BUDA NO NIRVANA
Budismo. Livro Vida e Doutrina de Sidarta Gautama. Por Yogi Kharishnanda - A ENTRADA DE BUDA NO NIRVANA. Capítulo XII. Por essa ocasião os discípulos foram ao bosque de Upavartana, onde estava o Senhor Buda. Com ele muitas pessoas desejosas de participar da felicidade da presença do Bem-aventurado que lhes disse: Busquem ansiosamente a Verdade. Não basta que tenham me visto. Libertem-se do pungente aguilhão da dor. Sigam resolutamente o caminho. Um enfermo pode ser curado pela virtude do medicamento, sem ver o médico. Quem não me obedece, me verá inutilmente, ao passo que quem vive retamente, e embora more muito longe, estará junto de mim. Mas quem obedecer, ao Dharma, gozará sempre da felicidade do Tathágata. O mendicante Subadra foi ao bosque de Upavartana e disse ao venerável Ananda. Mendicantes de minha Ordem, carregados de anos e de experiências, me disseram que muito raramente aparece na Terra um Buda. Diz-se que esta noite o asceta Gautama vai sair para sempre deste mundo, e embora minha mente esteja conturbada pela dúvida. Tenho fé no asceta Gautama e creio que ele será capaz de declarar-me a Verdade e dissipar minhas dúvidas. Terei permissão para ver p asceta Gautama? O venerável Ananda respondeu: Basta, amigo Subadra! Não importune o Tathágata. Ele está muito fatigado. Porém, o Senhor Buda ouviu a conversa de seu discípulo com o mendicante, e disse a Ananda: Não impeça a entrada de Subadra. Deixe que me interrogue porque veio desejoso de aprender e não com o propósito de me molestar. Compreenderá rapidamente. Então, o venerável Ananda disse ao mendicante Subadra. Entre, amigo Subadra, pois o Bem-aventurado o permite. E o Senhor Buda instruiu a Subadra, que, feliz, lhe disse: Glorioso Senhor! Senhor gloriosíssimo! Excelentes são as palavras de sua boca, porque reordenam o subvertido. Revelam o oculto, mostram o caminho reto ao viajante perdido e acendem uma luz nas trevas para que todos possam ver. Todos os que tiverem olhos. Assim, o Senhor me deu a conhecer a Verdade, e refugio-me no Senhor, no Dharma e na Ordem. Digne-se a aceitar-me por discípulo até o fim de meus dias. E o mendicante Subadra disse ao venerável Ananda: Grande é o seu proveito, amigo Ananda, e muito boa foi a sua fortuna, por ter recebido durante tantos anos os ensinamentos dos próprios lábios do Mestre. O Senhor Buda disse então ao venerável Ananda: Talvez alguns de vocês pensem que se a palavra do Mestre desapareceu, não terão mais Mestre. Mas não devem pensar assim. Certamente que já não voltarei a tomar corpo, porque venci a dor, porém, se Gautama Sidarta morte, resta o Buda. Que a Verdade e as regras da Ordem sejam o Mestre de vocês quando eu partir, e que a Ordem anule, se convier, os preceitos de pouca importância. Depois, dirigindo-se aos Irmãos, o Senhor Buda prosseguiu: Se algum de vocês tem ainda alguma dúvida que a exponha livremente, para que mais tarde não se arrependam de não me haver perguntado enquanto eu estava entre vocês. Os irmãos permaneceram silenciosos. O venerável Ananda disse ao Senhor Buda: Certamente creio que entre todos os que aqui se encontram não existe quem tenha dúvida ou receio algum acerca do Buda, da Verdade e do Caminho. É o Bem-aventurado respondeu-lhe: Pela fé que você tem, Ananda, asseguro e sei que em toda esta assembleia ninguém duvida acerca do Buda, da Verdade e do Caminho, porque todos estes irmãos têm a libertação final assegurada. Ó discípulos! Se conhecem a causa do sofrimento, se obedecem ao Dharma e seguem o caminho da salvação. Talvez digam que o fazem em respeito ao Mestre. Os irmãos responderam-lhe: Senhor, não o diremos. E o Bem-aventurado prosseguiu: Dos seres que vivem encerrados na ignorância como num ovo, eu sou o primeiro que lhe rompe a casca e alcançou a iluminação. Assim, discípulos, sou a primícia desta humanidade. Assim é, Senhor. A destruição é inerente a todo composto: porém a Verdade durará para sempre. Trabalhem com afinco pela libertação de vocês! Essas foram as últimas palavras do Senhor Buda. Caiu em meditação e expirou tranquilamente. Abraço. Davi
sábado, 29 de agosto de 2026
MADRE MARIA LUÍSA MERKERT
Vatican.va. Biografia de santas católicas. MADRE MARIA LUÍSA MERKERT (1817-1872). Aos trinta e três anos, em 1850, tendo retornado à sua cidade natal de Nysa, na Silésia, atual Polônia, depois de um longo caminho espiritual marcado por obstáculos, incompreensões e contrariedades, Maria Merkert encontrou-se totalmente só e cercada de olhares desconfiados. Mas aquele era o momento designado pela Providência Divina para a atuação do extraordinário carisma com que Deus havia enriquecido a sua serva: ser apóstola da caridade para com os doentes e os mais necessitados. Cada carisma é um dom, uma possibilidade concreta que o Espírito Santo oferece a cada homem e a cada mulher para encontrar-se com o Senhor. Maria Merkert, como uma moderna samaritana, havia recebido o carisma de encontrar Jesus padecente, abandonado, doente, naqueles que sofriam. E ela fez-se solidária com eles, servindo os miseráveis, crianças abandonadas e pobres. O seu pensamento constante era este: "Cuidai de tudo com atenção, assisti os doentes com amor e paciência e não vos ocupeis de nada que impeça o vosso dever". Maria Merkert não poderia imaginar que aquele ponto do caminho, onde toda a sua obra parecia fracassar, como um mero caso, era o momento escolhido por Deus para provar a sua fé. Ela havia escrito: "Não percamos o ânimo, façamos o que está ao nosso alcance e o mais Deus completará. O mais está nas mãos de Deus". "O mais está nas mãos de Deus". Deus foi o seu conforto e a sua força, como reconhece o decreto sobre as suas virtudes heroicas da Congregação para a Causa dos Santos, de 20 de Dezembro de 2004. "Maria Merkert perseverou na sua missão em tempos muito difíceis e exortava as suas filhas espirituais a comportar-se com a mesma fidelidade". A Serva de Deus Maria Merkert, nasceu na cidade de Nysa, na Silésia, então diocese de Breslávia, no reino da Prússia, a 21 de Setembro de 1817, filha de pais profundamente religiosos, Carlos Antônio e Maria Bárbara Pfitzner. Maria Merkert, com a sua irmã mais velha Matilde, viveu a infância (órfã de pai já aos nove meses de idade) e a juventude nutrida por uma ardente espiritualidade cristã incentivada pelo exemplo de sua mãe, aprendendo as noções elementares na escola católica local. Em 1842 morreu também a sua mãe. A dureza da vida cotidiana e a direção da casa fizeram dela uma mulher cuidadosa, hábil nos trabalhos manuais e muito prudente. Foi em 1842 que a Providência Divina se manifestou, através de um encontro que se pode pensar tenha sido casual, com a jovem Dorota Clara Wolff, então com trinta e sete anos de idade e interiormente iluminada. Maria se sentiu chamada assim como Clara a cumprir uma particular missão: amar a Deus de modo absoluto, curando os membros sofredores do Corpo de Cristo, segundo as Palavras do Senhor: "Todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes (Mateus 25, 40). Assim, Maria, sua irmã Matilde, Dorota Clara e a conterrânea Francisca Werner, uniram-se para iniciar a trabalhar sem nenhuma aprovação canónica, nem votos religiosos, buscando imitar Cristo no seu amor misericordioso, assistindo com admirável abnegação os doentes, sobretudo os agonizantes e as crianças abandonadas em suas casas. Maria era sempre vista ao lado das camas num pobre dormitório coletivo, atendendo com paciência e dignidade a cada necessidade material e também espiritual. Aquelas mulheres corajosas (denominadas popularmente como "irmãs cinzentas") eram assistidas espiritualmente pelo vigário da paróquia de São Tiago, Pe. Francisco Fischer. Era necessário, todavia, encaminhar-se e obter um reconhecimento jurídico por parte da Igreja. O vigário redigiu para elas em 1844 os Estatutos, preparando e transformando a sociedade religiosa em uma verdadeira congregação religiosa. Por este motivo Dorota Clara Wolff e Maria Merkert, com a aprovação do Arcebispo de Praga, iniciaram a 24 de Dezembro de 1846 a formação religiosa do noviciado e um adequado aprendizado dos métodos de assistência aos doentes, com as irmãs de São Carlos Borromeu de Praga, com a intenção de retornarem a Nysa como irmãs canonicamente reconhecidas, como uma nova congregação. Matilde não pode segui-las, pois o Senhor a chamou para Si no dia 8 de Março de 1846. A experiência espiritual da Serva de Deus conheceu então o pleno cumprimento no amor a Cristo crucificado, o homem das dores que sabe bem o que é a humilhação e a rejeição. Foi uma dura prova. O ideal das irmãs de São Carlos Borromeu (1538-1584), no entanto, discordava de alguns pontos da missão que Dorota Clara e Maria se sentiam chamadas a cumprir, sobretudo na assistência aos doentes a domicílio, que as irmãs praticavam extraordinariamente. Sentindo a mudança dos seus planos de vida, Dorota Clara deixou o noviciado de Praga e se separou para sempre de Maria. Esta, cheia de angústia e de perplexidade interior, em 30 de Junho de 1850, juntamente com Francisca Werner decidem deixar as irmãs de São Carlos Borromeu e retornar a Nysa. Como Jesus só e abandonado no Jardim das Oliveiras, a Serva de Deus bebeu o cálice amargo, da incompreensão e hostilidade da parte de muitos, escandalizados pela sua decisão. Foi abandonada também pelo seu diretor espiritual, Pe. Francisco Fischer. Era aquela, porém, a escola da cruz. Sua especial vocação e missão iniciada em 1842, dava-lhe serenidade, confiança e a esperança de que tudo, no final, sairia bem. "Não percamos o ânimo e nos empenhemos a fazer o que podemos: o mais está nas mãos de Deus". Não obstante a pesada atmosfera de prejuízos, Francisca Werner e Maria Merkert recomeçaram em Nysa as atividades caritativas sob a proteção de Santa Isabel da Turíngia (1207-1231), conhecida como a santa da caridade para com os indigentes e doentes. Elas conheciam a biografia escrita por Conrado de Marburgo (confessor de Santa Isabel) onde dizia sobre a mesma: "Mandou construir um hospital perto de seu castelo, e recolhia todo tipo de doentes [...]. Visitava-os pessoalmente duas vezes por dia, pela manhã e à tarde. Cuidava diretamente dos mais repugnantes. Dava comida para alguns, procurava cama para outros, carregando-os sobre seus próprios ombros, empenhando-se sempre em cada atividade para fazer o bem". A fé destas duas mulheres vinha da proteção divina. Assimilava os ensinamentos da Carta aos Hebreus: "A fé é um modo de possuir desde agora o que se espera" (Hebreus 11, 1). Os sofrimentos morais foram os exercícios onde aprenderam a apoiar-se somente em Deus. Um ano antes da sua morte, a Serva de Deus escreveu: "Coloquemos fiel e devotamente a nossa vida nas mãos de Deus, pois prometemos dedicar as nossas fracas forças exclusivamente ao seu serviço". Tanto amor oferecido, tanta alegria no sofrimento. Os caminhos de Deus estão muito distantes daqueles percorridos pelos homens e os acontecimentos servem para compreender plenamente a sua vontade. Maria Merkert estava convencida sobre a vontade de Deus e dedicou todas as suas forças aos sofredores e àqueles que necessitavam de ajuda, não temendo nem mesmo pela sua própria vida. A Associação (como eram chamadas as irmãs) constituiu-se em Nysa para curar os doentes abandonados sob a proteção de Santa Isabel. Não era possível, esquecer ou deixar de falar sobre tanta bondade em meio a população e as autoridades civis: em um ano foram tratadas 383 pessoas doentes, distribuídos 11.561 pratos de comida aos pobres. No final de Novembro de 1850, depois de meio ano de atividade, o Magistério civil se declarou disposto a apoiá-las plenamente. Em 4 de Setembro de 1859, chegou também à aprovação da Associação de Santa Isabel por parte do bispo de Breslávia, D. Henrique Förster. A Associação contava já com 60 membros e 11 casas filiais, além da Casa Mãe de Nysa. A partir daquele dia a Associação passou a ser uma Congregação religiosa de direito diocesano. Em 5 de Março de 1860, pela primeira vez, as irmãs professaram os votos religiosos. Maria Merkert foi eleita a primeira Madre Geral. Em 1871 a Congregação recebeu o reconhecimento pontifício do Beato Pio IX com DECRETUM LAUDIS, confirmado definitivamente em 1887 por Leão XIII (1810-1903). A longa estrada marcada por ofensas, mágoas, obstáculos, calúnias e heroicos sacrifícios, foi reconhecida pela Igreja como "um caminho de Deus". Hoje as Irmãs de Santa Isabel são aproximadamente 1700 e servem a Igreja e a sociedade em várias nações da Europa e da América Latina; também em Jerusalém testemunham com a vida e o trabalho o amor misericordioso de Deus. A Serva de Deus, enfraquecida sob o peso da abnegação, do sacrifício, das responsabilidades e do dinamismo em servir que brotou da sua profunda fé, morreu aos 55 anos de idade, em 14 de Novembro de 1872. As coirmãs, "órfãs", saudaram-na como uma mãe: "Adeus, nossa amada, querida e boa Mãe". A sua figura permanece viva e atual porque os sofredores na Igreja têm sempre necessidade de ajuda de um "bom Samaritano". Abraço. Davi.
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
OS ANALECTOS - LIVRO XIII
Confucionismo. www.https//rb.br. OS ANALECTOS – LIVRO XIII. 1. Tzu-lu perguntou sobre governo. O Mestre disse: “Dê o exemplo você mesmo e, assim, estimule o povo a trabalhar duro”. Tzu-lu perguntou mais. O Mestre disse: “Não permita que seus esforços esmoreçam”. 2. Enquanto era administrador da família Chi, Chung-kung perguntou sobre governo. O Mestre disse: “Sirva de exemplo para os seus oficiais seguirem; mostre tolerância para com pequenos ofensores; e promova homens de talento”. “E como identificar os homens de talento, para promovê-los?” O Mestre disse: “Promova aqueles que você reconhece. Acha que os outros vão permitir que aqueles que você não reconhece sejam esquecidos?”. 3. Tzu-lu disse: “Se o senhor de Wei o encarregasse da administração (cheng) do estado, o que o senhor faria primeiro?”. O Mestre disse: “Se algo tem de ser feito primeiro, é, talvez, a retificação (cheng) [140] dos nomes”. Tzu-lu disse: “É mesmo? Que caminho indireto o Mestre toma! Para que tratar da retificação?”. O Mestre disse: “Yu, como você é atrapalhado. Espera-se que um cavalheiro não ofereça nenhuma opinião sobre aquilo que desconhece. Quando os nomes não são corretos, o que é dito não soará razoável; quando o que é dito não soa razoável, os negócios não culminarão em sucesso e ritos e músicas não florescerão; quando ritos e música não florescerem, a punição não encerrará os crimes; quando a punição não encerrar os crimes, o povo ficará desanimado. Assim, quando o cavalheiro nomeia algo, o nome com certeza terá uma função no seu discurso, e, quando ele disser algo, com certeza será algo passível de ser colocado em prática. Um cavalheiro é tudo menos casual quando se trata de linguagem”. 4. Fan Ch’ih pediu que Confúcio lhe ensinasse a criar animais. O Mestre disse: “Não sou tão bom quanto um velho fazendeiro”. Fan Ch’ih pediu que lhe ensinasse como cultivar vegetais. “Não sou tão bom quanto um velho jardineiro”. Quando Fan Ch’ih foi embora, o Mestre disse: “Que tolo é Fan Hsü! Quando os governantes amam os ritos, nenhuma pessoa comum ousará ser irreverente; quando amam aquilo que é correto, nenhuma pessoa comum ousará ser insubordinada; quando amam que haja coerência com aquilo que é dito, nenhuma das pessoas comuns ousará ser insincera. Desse modo, pessoas dos quatro cantos acorrerão, com os filhos atados às costas. Que necessidade há de falar sobre a criação de animais?”. 5. O Mestre disse: “Se um homem que conhece as trezentas Odes de cor falha quando lhe são dadas responsabilidades administrativas e se mostra incapaz de ter iniciativa própria quando enviado para estados estrangeiros, então qual a utilidade das Odes para ele, independentemente de quantas ele tenha aprendido?”. 6. O Mestre disse: “Se um homem é correto, então haverá obediência sem que ordens sejam dadas; mas se ele não é correto, não haverá obediência, mesmo que ordens sejam dadas”. 7. O Mestre disse: “Em seus governos, os reinos de Lu e Wei são como irmãos”. 8. O Mestre disse sobre o príncipe Ching de Wei que ele mostrava uma atitude louvável em relação à sua moradia. Quando ele pela primeira vez teve uma casa, disse: “É adequada”. Quando a ampliou um pouco, disse: “É completa”. Quando ela se tornou suntuosa, ele disse: “É admirável”. 9. Quando o Mestre foi para Wei, Jan Yu conduziu a carruagem para ele. O Mestre disse: “Que população florescente!”. Jan Yu disse: “Quando a população floresce, que outro benefício pode-se acrescentar?”. “Fazer as pessoas ricas.” “Quando as pessoas tornam-se ricas, que outro benefício pode-se acrescentar?” “Educá-las.” [141] 10. O Mestre disse: “Se alguém me empregasse, dentro do período de um ano eu deixaria as coisas em um estado satisfatório e depois de três anos eu teria provas disso para mostrar”. 11. O Mestre disse: “Como é verdadeiro o ditado que diz que depois que um reino foi governado durante cem anos por bons homens é possível vencer a crueldade e acabar com os homicídios!”. 12. O Mestre disse: “Mesmo com um rei de verdade, leva-se uma geração inteira para que a benevolência torne-se realidade”. 13. O Mestre disse: “Se um homem consegue fazer com que ele próprio seja correto, que dificuldade haverá para ele tomar parte no governo? Se ele não consegue fazer com que ele próprio seja correto, o que tem ele a ver com fazer os outros serem corretos?”. 14. Jan Tzu voltou da corte. O Mestre disse: “Por que tão tarde?”. “Assuntos de Estado.” O Mestre disse: “Só podem ter sido coisas de rotina. Houvesse algum assunto de Estado, eu teria ficado sabendo sobre ele, mesmo que eu não tenha mais nenhum cargo”. 15. O duque Ting perguntou: “Existe uma máxima que garanta a prosperidade de um reino?”. Confúcio respondeu: “Uma máxima não pode fazer exatamente isso. Há um ditado entre os homens: ‘É difícil ser um governante, e tampouco é fácil ser súdito’. Se um governante entende a dificuldade de ser um governante, então não se trata praticamente de uma máxima levando o reino à prosperidade?”. “Existe uma máxima que possa levar o reino à ruína?” Confúcio respondeu: “Uma máxima não pode fazer exatamente isso. Há um ditado entre os homens: ‘Não gosto de ser um governante, exceto pelo fato de que ninguém vai contra aquilo que eu digo’. Se o que ele diz é bom e ninguém vai contra ele, ótimo. Mas e se o que ele diz não é bom e ninguém vai contra ele, então não se trata praticamente de uma máxima levando o reino à ruína?”. 16. O governador de She perguntou sobre governo. O Mestre disse: “Certifique-se sempre de que aqueles que estão perto estejam satisfeitos e de que aqueles que estão longe sejam atraídos”. 17. Ao se tornar prefeito de Chü Fu, Tzu-hsia perguntou sobre governo. O Mestre disse: “Não seja impaciente. Não tenha em mente apenas ganhos pequenos. Se você for impaciente, não atingirá o seu objetivo. Se tiver em mente apenas pequenos ganhos, as grandes missões não serão cumpridas”. 18. O governador de She disse a Confúcio: “Em nossa aldeia há um homem que é chamado de ‘Retidão’. Quando o pai dele roubou uma ovelha, ele o denunciou”. Confúcio respondeu: “Em nossa aldeia, aqueles que são corretos são muito diferentes. Os pais protegem os filhos, e os filhos protegem os pais. Retidão é algo encontrado nesse comportamento”. 19. Fan Ch’ih perguntou sobre benevolência. O Mestre disse: “Quando estiver em casa, mantenha-se em uma atitude respeitosa; quando estiver servindo como oficial, seja reverente; quando lidar com outros, dê o melhor de si. Essas são qualidades que não podem ser deixadas de lado, mesmo que você vá viver entre bárbaros”. 20. Tzu-kung perguntou: “Como deve ser um homem para que possam chamá-lo verdadeiramente de Cavalheiro?”. O Mestre disse: “Um homem que se mostra honrado na forma com que se conduz e que, quando enviado para o exterior em missão, não desgraça o nome de seu senhor pode ser chamado de Cavalheiro”. “E abaixo dele, quem merece figurar?” “Alguém que dentro do próprio clã é elogiado por ser um bom filho e que na sua aldeia é elogiado por ser um jovem respeitoso.” “E a seguir?” “Um homem que insiste em manter sua palavra e em levar suas ações até o fim talvez esteja qualificado para ser o próximo, mesmo que mostre uma teimosa estreiteza da mente.” “E quanto aos homens que estão na vida pública, presentemente?” O Mestre disse: “Oh, eles são de capacidade tão limitada que mal contam”. 21. O Mestre disse: “Se é impossível encontrar homens moderados para companheiros, deve-se, se não há alternativa, voltar-se aos indisciplinados e aos cautelosos. Os primeiros arriscam-se a qualquer coisa, enquanto os últimos demarcam o limite para alguns tipos de ações”. 22. O Mestre disse: “As pessoas do sul têm um ditado: Um homem sem consistência [142] não dará nem um xamã nem um médico. Muito bem dito! ‘Se uma pessoa não demonstra uma virtude consistente, essa pessoa passará, talvez, vergonha.’” [143] O Mestre continuou, para comentar: “A importância do ditado é simplesmente a de que, em tal caso, não há razão alguma para consultar um oráculo”. 23. O Mestre disse: “O cavalheiro concorda com os outros sem ser um eco. O homem vulgar ecoa sem estar de acordo”. 24. Tzu-kung perguntou: “‘Todos na aldeia gostam dele.’O que você acha disso?” O Mestre disse: “Isso não é o suficiente”. “‘Ninguém na aldeia gosta dele.’O que acha disso?” O Mestre disse: “Isso tampouco é suficiente. ‘Aqueles na aldeia que são bons gostam dele e aqueles na aldeia que são maus não gostam dele.’Isso ficaria melhor”. 25. O Mestre disse: “O cavalheiro é fácil de ser servido mas difícil de agradar. Ele não ficará satisfeito a menos que você tente agradá-lo seguindo o Caminho, mas quando se trata de empregar os serviços de outras pessoas, ele o faz dentro dos limites da capacidade delas. O homem vulgar é difícil de ser servido mas fácil de agradar. Ele ficará satisfeito mesmo que você tente agradá-lo sem seguir o Caminho, mas quando se trata de empregar os serviços de outros, ele exige perfeição”. 26. O Mestre disse: “O cavalheiro fica à vontade sem ser arrogante; o homem vulgar é arrogante sem ficar à vontade”. 27. O Mestre disse: “Força inquebrantável, resolução, simplicidade e reticência [144] são próximas da benevolência”. 28. Tzu-lu perguntou: “Como deve ser um homem para que mereça que o chamem de Cavalheiro?”. O Mestre disse: “Alguém que é, por um lado, sincero e inteligente e, por outro lado, cordial merece ser chamado de Cavalheiro – sincero e inteligente entre os seus amigos e cordial entre irmãos”. 29. O Mestre disse: “Depois que um homem bom educou o povo por sete anos, aí então o povo estará pronto para pegar em armas”. 30. O Mestre disse: “Mandar o povo para a guerra sem que ele tenha educação é jogá-lo fora”. www.http//rb.br.
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
O ANÚNCIO DA MORTE DO BUDA
Budismo. Livro Vida e Doutrina de Sidarta Gautama. Por Yoki Kharishnanda. O ANÚNCIO DA MORTE DO BUDA. Capítulo XI. O Senhor Buda disse a Ananda: Vai agora, Ananda, e reúna na sala capitular os irmãos residentes de Valsali. O Senhor Buda entrou na sala, sentou-se numa almofada já ali colocado para ele, e disse: Ó irmãos, já que vocês receberam e aceitaram a Verdade, estão compenetrados dela. Meditem na Verdade e difundam-na por toda parte, para que a religião se perpetue e subsista pra o bem e felicidade dos povos e proveito de todos os seres. Aquele que deixar o seu coração sem freio algum, não alcançará o nirvana. Por isso, vocês devem fugir das excitações mundanas e buscar a paz da alma. Comam para saciar a fome e bebam para acabar a sede. Satisfaçam as necessidades da vida corpórea como a abelha que sorve o néctar da flor. Mas sem lhe roubar o perfume. Ó irmãos! É preciso aprender a assimilar as quatro nobres verdades. Reconheçam que já temos perdido muito tempo e peregrinado demais pelo penoso caminho da reencarnação em busca da Verdade. Pratiquem a meditação profunda a que eu habituei vocês. Persistam na firme luta contra o pecado. Mantenham-se constantes no caminho da santidade. Que os seus sentidos espirituais estejam limpos. E se as sete luzes da sabedoria iluminarem a mente de vocês, entrarão no caminho óctuplo que conduz ao nirvana. Saibam, ó irmãos, que não tardará em extinguir-se a personalidade do Tathágata. Assim eu os encorajo e digo: Tudo quanto é composto e complexo tem de envelhecer e morrer. Busquem o eterno e esforcem-se ardorosamente pela sua salvação. Abraço. Davi.
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
O PENSAMENTO DESGOVERNADO E O LOBO INVISÍVEL. Parte I
Legião da Boa Vontade. Livro A Missão dos Setenta e o Lobo Invisível. Por José de Paiva Neto. PENSAMENTO DESGOVERNADO E O LOBO INVISÍVEL. Parte V-1. Minhas amigas e meus amigos, venho reproduzindo a palestra que proferi na Super Rede Boa Vontade de Rádio em 31/12/2004. Que depois, em série, publiquei, acrescida de novas considerações, na Revista Jesus está chegando! Pela ótica ecumênica da 4ª Revelação. A Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, prossigo no combate à funesta ação do pensamento desgovernado. Que solertemente atua, o mais das vezes, como se fora um "lobo invisível". Discorro sobre estratégias para melhor nos proteger de seus danosos efeitos. Males afugentados pela sabedoria. Provérbios 2,6 e 10 a 15. "O Senhor dá a sabedoria, e da sua boca vêm a inteligência e o entendimento. Porquanto a sabedoria entrará no teu coração, e o conhecimento será agradável à tua alma. O bom conselho te guardará, e a prudência te conservará. A fim de te livrar do caminho mal e do homem que fala coisas perversas. Dos que deixam as veredas da retidão, para andar por caminhos tenebrosos. Que se alegram depois de ter feito o mal e triunfam de prazer nas piores coisas. Cujos caminhos são todos corrompidos e cujos passos são infames. Ou seja, o "lobo", invisível ou visível, é que trabalha por manter o pensamento da ovelha desgovernado. Entretanto, o Bom Pastor, Jesus, sempre atento, estende sua bendita e forte mão ao rebanho, qualquer que seja o nome que possua. Para que não se perca e aprenda as lições de sua Divina Sabedoria, a qual afugenta das mentes ou males. Ainda na análise que venho realizando do Evangelho de Jesus, segundo Lucas 10,1 a 24 em Espírito e Verdade, à luz do Mandamento Novo do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista - "Amai-vos como Eu amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos". Evangelho segundo João 13,34 e 35. Ilustro meus comentários com uma importante passagem da Boa Nova, descrita nas anotações de Marcos 5,1 a 14. "A cura do endemoninhado gadareno", que transcreverei nesta parte 5. Lobos invisíveis combate-se com oração fervorosa. O lobo caracterizado por um espírito obsessor geralmente é muito mais atuante do que os "lobos" reencarnados. Além disso, com a vantagem, para ele, de ser invisível. Como costuma agir? De várias formas. Eis uma bem comum: começam a brotar ideias estranhas na cabeça do indivíduo. A pessoa imagina, então, que está conversando sozinha. Que nada! Uma caterva de almas trevosas, à sua volta, põe-se a soprar, nos seus ouvidos, apelos a que não deve atender por serem maus. Para a defesa contra tal qualidade de seres ainda inferiores, só existe uma solução. Quem o revela é Jesus, no seu Evangelho segundo Marcos 17,21. Para esse tipo de espírito, só muita oração e vigilância. Não me canso de repetir que é essencial, em todos os momentos da vida, cultivar o hábito da oração. Já lhes disse que não como uma decisão sem antes elevar o pensamento a Deus. E mais: quem tem juízo não vai dormir sem fazer a sua súplica aos Espíritos do Bem, Almas Benditas. Por oportuno, transcrevo aqui a Prece da Vigilância Espiritual, de autoria do saudoso proclamador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, Alziro Zarur. Que recomendamos seja proferida sempre antes de repousar. Prece da vigilância espiritual (oração noturna): Deus está presente! Meu Jesus, que a gloriosa falange de São Francisco de Assis, Patrono da Divina Legião da Boa Vontade, guarde o meu espírito. Não somente o meu corpo, enquanto durmo. E se eu vier a sofrer um ataque da treva, que esteja apto ou apta a revidá-lo instantaneamente. Mas peço a tua misericórdiosa proteção, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém! Viva Jesus! Que assim seja! Vale destacar que podemos também traduzir vigilância como Boas Obras, porquanto, conforme definiam os antigos: Cérebro desocupado é oficina de satanás. Ora, de ações generosas carecem as sociedades, para que eticamente progridam nos diversos ramos espiritual humano: na política, na Religião, nas Sociologia, na Educação, na Ciência, na Filosofia, no lar, na vida pública. Enfim em toda parte. Essa é a resposta, a partir do pensamento - não mais sem rumo - contra a omissão, a corrupção, a impunidade ... Aliás, são muitos nomes e disfarces. De quem? Do lobo invisível! Há muito, assevero: quando o território não é defendido pelos bons, os maus fazem "justa" a vitória da injustiça. Que impeçamos tal despautério, visto que a grande lição é a de permanecermos vigilantes e ativos, em sintonia constante com os nossos dedicados Anjos Guardiães. Em oposição ao pensamento desgovernado, para não ser vítimas dele. Afinal de contas, somos aquilo que pensamos, falamos e realizamos. Aconselho-os, por isso, a ler e analisar continuamente as Sete Campanhas da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, lançadas por Alziro Zarur: 1.Bom Pensamento. 2.Boa Palavra. 3.Boa Ação. 4.Boa Notícia. 5.Boa Diversão. 6.Boa Vizinhança.7.Boa Vontade Mundial. O jabuti e o chacal. O Buda apresentou a seus seguidores uma parábola intitulada "O Jabuti", tratando da necessidade do permanente cuidado para com nossa segurança espiritual. Lição que serve para nos proteger das tocaias do "lobo invisível". "Certa vez, bhikkhus (monges), um jabuti estava procurando alimento a noite, as margens de um rio. Um chacal também estava procurando alimento às margens daquele mesmo rio. Quando o jabuti, viu o chacal à distância procurando alimento, ele recolheu as quatro patas e o pescoço para dentro do casco e assim permaneceu quieto e imóvel! O chacal também viu o jabuti a distância procurando alimento e, assim, ele se aproximou do jabuti e ficou ali esperando, pensando: Assim que o jabuti esticar algum dos seus quatro membros ou o pescoço, eu vou agarrá-lo nesse exato momento, vou arrancá-lo e comê-lo. Mas, como o jabuti não esticou nenhum dos membros ou o pescoço, o chacal, sem ter a sua oportunidade, perdeu o interesse e partiu. Da mesma forma o senhor do mal está continuamente e constantemente esperando ao seu lado, pensando: Talvez eu tenha uma oportunidade através do olho... do ouvido... do nariz... da língua... do corpo. Talvez eu tenha uma oportunidade através da mente. Portanto, permaneçam com as portas dos meios dos sentidos bem guardadas (...). Ao conscientizar um objeto mental com a mente, não se agarrem aos seus sinais ou detalhes. Visto que, se permanecerem com a faculdade da mente descuidada, vocês serão tomados pelos estados ruins e prejudiciais de cobiça e tristeza. Pratiquem a con tenção, protejam a faculdade da mente, empenhem-se na contenção da faculdade da mente. Quando vocês permanecerem com as portas dos meios dos sentidos bem guardadas, o senhor do mal não terá nenhuma oportunidade e, assim, perderá o interesse e partirá, tal como o chacal com o jabuti. Recolhendo na mente os pensamentos, como um jabuti recolhe no casco os seus membros, independente, sem fazer mal a ninguém, plenamente saciado, um monge não critica ninguém". A lógica do Espírito. Uma visão equivocada que vai contra uma lógica simples é a perspectiva de que os espíritos de pouca evolução têm maior influência sobre as criaturas humanas do que os que estão a serviço da Espiritualidade Superior. Portanto, muito mais poderosos e numerosos são os Espíritos de Luz do que os de condição inferior. Allan Kardec (1804-1869), convida-nos a este importante raciocínio: Como acreditar que Deus só ao espírito do mal permite que se manifeste, para perder-nos. Sem nos dar por contrapeso os conselhos dos bons Espíritos? Apocalipse não significa catástrofes, mas chamada a responsabilidade. O Livro das Profecias Finais ensina a libertação espiritual e moral aos povos. Nos convoca à responsabilidade. O Apocalipse é a consumação de carmas regionais ou da Lei de Causa e Efeito em caráter global, o que, por si só, já se trata de algo extremamente sério. Contudo, seu nome não alude a coisa catastrófica. Porém, simplesmente significa a Revelação - do grego Apokalúpsis. No entanto, a Revelação será de fatos que criamos, sejam bons ou maus. Então, ele não nos ameaça. Quem faz isso somos nós mesmos. Alguns deturpam tanto a sua Divina Mensagem, que o estigmatizam como sinônimo de tragédia. Infelizmente, entre esses há os que são inspirados pelo insinuoso "lobo invisível". Todavia, a Revelação profética que fecha a Bíblia Sagrada anuncia a mais extraordinária das notícias: a volta Triunfal do Cristo de Deus. Apocalipse 1,7. "Eis que ele vem com as nuvens e todo olho o verá. Até mesmo os que o transpassaram. E todas as tribos da terra, se lamentarão sobre ele. Sim. Amém". Razão pela qual Alziro Zarur (1914-1979) o denominava de "o mais importante livro da Bíblia Sagrada na atualidade mundial". Abraço. Davi
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
O QUE SÃO OS ODU IFÁ?
Religião Afro-brasileira. Por Eurico Ramos. Livro Revendo o Candomblé - XV. O QUE SÃO OS ODU IFÁ? Segundo a herança da filosofia africana e das tribos ketu que eu origem à Casa Branca do Engenho Velho em Salvador - BA - Brasil. Os Odu Ifá são signos nagô que trazem as configurações de destino, ou de tendências de vida de um indivíduo. Os signos de Ifá se dividem em odu-meji e seus respectivos omo-odu, ou seja, os odu-filhos desses odu-meji - palavra oxÍtona - é o odu principal e o omo-odu é o filho desse odu, principal. Que vem trazendo as curvaturas e as nuances de tudo o que o signo traz num contexto geral. Nova está havendo muitas discrepâncias a esse respeito, principalmente com a criação de cálculos alfa numéricos, sistemas digitais no jogo de búzios. Somatório de números de letras, somatórios de números de data de nascimento para se achar um odu. Isso é absurdo porque a numerologia, tem origem hebraica, vem dos judeus, e nunca cruzou com os cultos africanos. Por esse motivo, a numerologia hebraica nada tem a ver com o jogo de búzios, e, por conseguinte, nada tem a ver com os Odu Ifá. Abraço. Davi