quarta-feira, 24 de junho de 2026

DEUS É CIÊNCIA

Legião da Boa Vontade (LBV). Livro A Missão dos Setenta e o Lobo Invisível. Por Jose de Paiva Neto (1941-2025). DEUS É CIÊNCIA. Parte III. A erudição, quando acompanhada de vasta experiência e de postura humilde diante da Verdade, jamais se precipita. Não aceita radicalismos nem cogita que a Ciência tenha atingido a curul, ou seja, o ápice de sua missão. Incluindo o fato de que o ser humano nem logrou saber usar parcela significativa da própria capacidade mental. Pode, na atualidade, a ilha avaliar, em toda a sua extensão, o continente? O que vem de Deus é Ciência. Há tempos, defendemos que todos os ramos do saber universal compõem a Ciência Divina. Religião é Ciência, Ciência é Religião. Ambas devem honrar a Ciência Moral, que tem pelas criaturas o mais elevado respeito, não as considerando, por uma dedução distorcida provocada pelo "lobo invisível". Ferramenta para fanatização nem reles cobaias. O pensamento, quando sectário, pode sustentar rancores que ensombreçam os olhos da alma de geniais cerebrações. Aliadas, Fé e Razão muito além poderiam fazer pelos povos sequiosos de um mundo melhor. É fundamental afastar o tabu de que a Fé religiosa esteja restrita aos tolos e aos radicais. De que Ciência seja reduto apenas dos que possuem intelecto aguçado. Mantendo-se de preferência, distantes do sentimento que liga a Razão ao Espírito Imortal. Convêm ressaltar que Racionalidade em demasia, sem o amparo do coração, promove, por exemplo, soluções econômicas que uns privilegiam e aos demais destroem. Eis uma prova da existência do "lobo invisível", a mal inspirar governantes e governados, até que entrem em choque. A história está plena de episódios como esse. Deficiência Humana e "Divindade". Em reflexões e Pensamentos - Dialética da Boa Vontade (1987), sem pretender dar uma de conselheiro Acácio " Icônico personagem da obra de Eça de Queiroz (1845-1900) O Primo Basílio". Escrevi: Muita aberração catalogada na História como de autoria do Criador do Universo, nada mais é do que projeções do deus antropomórfico - semelhança em forma humana. Gerado pelo homem para satisfazer aos seus preceitos. Não, portanto, as próprias deficiências humanas alçadas à condição de divindade. A existência terrena particulariza renovação constante. Contudo, o desenrolar dos fatos, para alguns, é um susto. Já para os modestos - perante a Espiritualidade Superior ou Solidariedade sem fronteiras, os eventos, no dia a dia, se encaixarão de forma perfeita. E, para que possamos prosseguir em nossa análise, elucidando a ação compulsória do Mundo Invisível sobre os seres terrestres. Incluindo a ruinosa trama do "lobo invisível", é imprescindível apresentar pontos nevrálgicos. Urge, assim, encarar a Verdade que liberta, que rebenta os grilhões da ignorância das Coisas Eternas. Sem as quais mentes e corações se tornam paralisados pelo medo que aprisiona. Bem oportuna é a ponderação de meu saudoso amigo, o professor e pastor presbiteriano Jonas Rezende (1935-2017). Acerca da visão renovada que precisamos ter ao tratar das questões espirituais transcendentes. "Existe, porém, na busca sobrenatural e do transcendente, a necessidade de abandonar velhas trincheiras e concepções que foram sendo superadas pela maturidade do ser humano. Até se tornarem completamente obsoletas, num processo que se impõe, uma vez que a evolução é incessante e irreversível (...). Mas é preciso ter em mente que a aproximação consciente de elemento sobrenatural nos revela hoje, com oportuna nitidez, a face oculta da natureza. Em particular da natureza humana, como um testemunho verdadeiro de que o homem pode dar um passo a mais". A Ciência é infalível, os cientistas não. Ao meditarmos no urgente papel da Ciência no esclarecimento de nossa vida incorpórea. Faz-se necessário alcançar que, enquanto certos pesquisadores negam determinada realidade, alicerçados nos parâmetros que julgam inquestionáveis. Seus pontos de vistas, talvez prematuros, podem tornar-se verdades irredutíveis aos que tem a palavra deles como instância derradeira.. Isso causa os mais terríveis prejuízos ao progresso. Até que a Ciência mesma, apoiada em novos fundamentos, trazidos por gente de cerebração precursora, venha a reconhecer como superados muitos conceitos até então vigentes. É claro que não é ela, a Ciência, que se desdiz, porém alguns dos seus cultores, por mais bem avaliados que sejam pela opinião de seus pares. Durante palestra que proferi de improviso, em 29 de outubro de 2005, no Rio Grande do Sul-Brasil, ponderei que a Ciência é infalível, os cientistas não são. Ele não era louco. Aponto, como referência, o conceito revolucionário do sábio britânico sir Gilbert Thomas Walker (1868-1958), com sua "Oscilação Sul" ou "Gangorra Intrigante". A descoberta dele modificou a compreensão acerca dos efeitos do El Nino no planeta Terra. Apesar disso, sua tese foi, de imediato, rechaçada pelos seus contemporâneos. Contudo,  atualmente, segundo o doutor Matt Huddleston, consultor principal do Met Office, Departamento de Meteorologia do Reino Unido. O incrível sobre o trabalho de Gilbert Walker (1868-1958) é que ele foi uma das primeiras pessoas no campo da meteorologia que pensaram grande. Ligando os padrões de tempo de continentes diferentes (...). As ideias grandiosas dele foram criticadas que o tempo e o clima de uma área podiam estar ligados a outra parte do globo. E realmente isso o prejudicou. Muitas foram as ironias sofridas por Gilbert promovidas por seus colegas. Mais tarde, no entanto, confirmou-se que ele estava certo. De louco, Walke não tinha nada. Os outros é que andavam distraídos. Ora, quem determina que a verdade é verdadeira? Os pesquisadores, que amanhã retificarão os seus conceitos antes apreciados por eles como cláusula pétrea, ou a modéstia exigida pela sabedoria? A erudição, quando acompanhada de vasta experiência e de postura humilde diante da Verdade, jamais se precipita.  Não aceita radicalismos nem cogita que a Ciência tenha atingido a curul, ou seja, o ápice de sua missão. Incluído o fato de que o ser humano nem logrou saber usar parcela significativa da própria capacidade mental. Pode, na atualidade, a ilha avaliar, em toda a sua extensão, o continente? Deus criou o cosmos. Ao refletir sobre a descoberta do Deus que é Amor, Ciência, Filosofia, procuro fortalecer nas mentes a importância do cumprimento fiel de nossas responsabilidades perante o Pai Celestial. Fundamento nas fraternas diretrizes deixadas por Jesus, no seu Evangelho segundo Lucas 10,1-24, que transcreveremos na quarta parte deste livro. E Supremo Arquiteto do Universo, Deus, estabelece, por intermédio do Cristo Ecuménico, o Divino Estadista, esses ordenamentos repletos de meios para ampliar a missão em ampliar a missão em realizações elevadas à enésima potência. Isto é, ao máximo do que se pode conceber. O Cosmos pertence às criaturas que se alçaram, pelos seus próprios esforços, à atenção do Criador. Evidentemente que não é para fazer da Casa de Deus uma bagunça! Mas Ele é Pai! Claro que, é preciso salientar, não estou me referindo àquele deus, com inicial minúscula, que manda matar até crianças, salgar o chão, para que ali nada mais possa nascer. Esse não é o Deus de Amor de que nos fala João, Evangelista e Profeta, em sua primeira Epístola 4,8. Na verdade, ordens estapafúrdias tidas como do Pai Celestial eram inspiradas por espíritos sem luz "lobos invisíveis". Que se aproximavam daquelas pessoas e sopravam essas iniquidades aos seus ouvidos. Porém, como a concepção a respeito da existência do Mundo Espiritual era quase nula. Elas acreditavam que as instituições malfazejas lhes eram insufladas por Deus. Então, essa "divindade", apontada por elas, é pior do que os maiores genocidas conhecidos na Terra. Podemos até mesmo inferir que a ideia de um deus antropomórfico é atordoante inspiração do "lobo invisível". Desse deus, com "d" minúsculo, queremos distância, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo! Equação das Equações. Falo-vos, repito, de um Deus que é Amor, que, um dia a Ciência, que também é divina, honrará numa Equação Celeste. A da Relatividade transformou o mundo. E Albert Einstein (1879-1955), que não é Pai Celestial, trouxe-nos com ela magníficas revelações. Ele próprio não esconde a sua sensitividade mediúnica nas suas descobertas. O célebre cientista judeu alemão, sabendo ou não sabendo, possivelmente andava à procura do entendimento racional. Livre de castradores preconceitos, dogmatismos ou tabus alimentados pelo ceticismo radical, a respeito da essência Criadora, Deus. Quando, meditava sobre sua Teoria do Campo Unificado, que era sua tentativa de descrever a Teoria de Tudo. Como possuía mente aberta, com certeza já estaria hoje trabalhando na Teoria do Tudo. Aquele que a toda estrutura viva do Cosmos projetou e anima. Deus! Cuidado com limitações ideológicas. Nada mais prejudicial do que um ser humano quando estabelece uma ideologia qualquer como único fato verdadeiro, do qual ninguém é capaz de se afastar. Todavia, quem disse que esse ou aquele sistema de ideias é o único, completo e ideal! Vem ao nosso encontro o pensamento do emérito professor de Química e Estudos da Ciência Henry H. Bauer (1931 - ), reitor da Faculdade de Artes e Ciências do Instituto Politécnico da Universidade Estadual da Virgínia, EUA. Ele escreveu: "Os historiadores do futuro olharão para trás e verão a nossa era como a época em que a Ciência induziu o mundo inteiro ao erro. Pois, conluio com poderosas forças comerciais e ideológicas, movidas por interesses próprios, a Ciência sucumbiu ao dogmatismo de mente fechada". Isso corrobora o fato de que, infelizmente, ainda há grei dogmática no meio científico. Logo, pode ser levada a não admitir uma inteligência superior à da criatura. Diante disso, para a considerar como sua uma tarefa que não lhe cabe. Porque a missão da Ciência é abrir as mentes para a realidade extraordinária da Fonte Inesgotável de todo o Conhecimento. O alimento Universal disposto à mesa, à Ceia para a qual Deus, o Cientista dos cientistas, nos convida, a fim de que possamos fartamente abastecer-nos: "Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abri-la para mim. Entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo". Carta de Jesus a Igreja em Laodiceia - Apocalipse de João 3,20. Alimento espiritual científico. Sobrevivamos todos, em primeiro plano, daqui para a frente, com esse alimento espiritual-científico. Prometido pelo próprio Cristo, que é Um com o Pai em João 10,30. No livro das profecias finais, na sua carta a Igreja em Éfeso" Quem tem ouvido de ouvir ouça o que o Espírito diz as igrejas do Senhor. Apocalipse 2,7 "Ao vencedor, darei a comer os frutos da Árvore da Vida Eterna que se encontra no paraíso de meu Deus". Jesus não nos mandou ao mundo para a derrota. E, quando falo em vitória, não me refiro à do "lobo" que tripudia sobre os vencidos. Pelo contrário. Destaco, sim, o sucesso espiritual, pessoal, íntimo, moral, ético, que permite que o vitorioso também torne a outros vencedores. Ninguém é ditador de conhecimento. No tocante à vida espiritual, no capítulo "Ecce Deus!" = Eis Deus", extraído de minhas palavras pela Super Rede Boa Vontade de Rádio. Constante de Crónicas e Entrevistas, 2000, afirmei que determinados pensadores, quando ingressam na área da intuição, da existência eterna. Se assemelham muitas vezes a crianças pequenas e inexperientes, como que engatinhando nesse campo. Ponderando que o Espírito tenha a ver unicamente com horrores sobrenaturais, expostos nos filmes de Hollywood. Por exemplo, alguns, quando me assistem fazer referência ao "lobo invisível", podem crer que eu esteja aludindo ao "lobisomem". Ao "boitatá", ao "vampiro da Transilvânia" ou a "mula sem cabeça, que bota chamas pelas ventas". Até hoje não entendi bem essa história de mula sem cabeça. Vejam bem: sem cabeça, que bota chamas pelas ventas (risos). O assunto do "lobo" é bem mais sutil, em razão da onda materialista que nos avassala, conforme discorri no início desta obra. Será que tudo o que há no Universo já foi alcançado pela noção intelectual contemporânea? O nosso presente desenvolvimento mental é o limite da sabedoria? Ora, o ser humano nem atingiu o grau do Conhecimento, mas apenas algumas perspectivas dele! Não menosprezo o esforço de quem quer que seja. Seria pretensão de minha parte. Entretanto, é uma realidade que se comprova, ninguém é senhor do saber pleno. Aliás - custa-me concluir - a uns falta, às vezes, também a coragem intelectual para desvendar. Sem preconceitos e tabus, às regiões espirituais. É aí que se encontra a chave maga para o ser humano não se tornar a presa predileta do "lobo invisível" ou obsessor. Há alguns que se assustam com filmes de terror. Mas Emmanuel (Espírito) diz que, se Deus permitisse alguns minutos de visão espiritual a humanidade, esta morreria estarrecida com o que veria. E o irmão X, em sua obra Lázaro Redivivo, pela psicografia do médium espírita Chico Xavier (1910-2002). Legionário da Boa Vontade nº 15.353, apresenta semelhante abordagem acerca das infelizes entidades congregadas no astral inferior: "Se o olho humano pudesse identificá-los, possivelmente cessaria a continuação da vida na carne, no planeta Terra. Coletividades inteiras abandonariam o templo do corpo físico, tomadas de infinito e indomável pavor. Por que isso? Porque a humanidade vive presa às esferas mais inferiores do Mundo Espiritual e liga-se muito pouco aos páramos celestiais, onde governam a exaltação do Bem e a beleza. Dogmatismo Científico é aberração. Talvez achem que tudo caminha muito bem na restrita esfera da razão. E digo-o com o devido respeito, ciente de que setor algum do pensamento terrestre possui a chave de todos os mistérios e méritos. O saber humano não permanece enclausurado em departamentos estanques. Dogmatismo científico é aberração. Ademais, a Ciência neste mundo, apesar dos seus extraordinários feitos, ainda é muito nova. Sob o aspecto experimental, ela vem de pouco tempo. No século XVI, Galileu Galilei (1564-1642) tornou-se o pai da Ciência moderna. Podemos considerar que dá os primeiros vagidos no instante em que Galileu dirige seu famoso telescópio para o céu. Começando a se impor com a publicação do polêmico livro Diálogo sobre os Dois principais Sistemas do Mundo, que lhe custou a conhecida perseguição e o confinamento domiciliar. Ao refletir sobre esses assuntos, na verdade estou ponderando acerca do inestimável valor da Ciência. Para a qual não deve haver qualquer espécie de barreira dogmática à investigação da existência efetiva do Mundo dos Espíritos. Muito menos quando levantada por expoentes dela. Ponho-me, sim, a exaltar os grandes vanguardeiros, quando não tiveram a compreensão dos próprios pares. Como poderia ser contrário à tão destacado ramo da criatividade humana se vivo utilizando alguns de seus maiores contributos para o progresso das nações. A imprensa, o rádio, a televisão, a internet, a medicina ...? Não por a mesa discussão desses temas, que dizem respeito a verdadeiros continentes espirituais. Que nos cercam, e a seus moradores, nós amanhã, é colocar em grave risco a libertação de bilhões de pessoas pelo planeta afora. Considerações. Alguém pode indagar o porquê de eu ainda não ter entrado na leitura da passagem bíblica acerca da Missão dos Setenta Discípulos de Jesus e da sua instrução contra os "lobos invisíveis". Explico, tranquilamente, uma vez mais o "lobo" de que lhes vou falar não é o da historinha da Chapeuzinho Vermelho, que acabou sendo morto pelo caçador. Entre esses "lobos" de que trataremos, há muitos bons em dialética. Por isso, o meu cuidado em despertar novos setenta x setenta x setenta, que Deus sempre mandará ao mundo. Estejamos atentos ao que nos relata o Apocalipse, no capítulo 10, versículo de 8 a 11, evidenciando o privilégio que é servir a Jesus. "A voz que ouvi, vinda do céu, voltou a falar comigo, para ordenar: Vai e toma da mão do Anjo que se acha em pé sobre o mar e sobre a terra, o livro aberto. Fui, pois, ao Anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho. Ele, então me falou: Toma-o e devora-o. Certamente, ele será amargo ao teu estômago, mas, na sua boca, doce como mel. Tomei o livrinho da mão do Anjo e o devorei: e, na minha boca, era doce como mel. Quando, porém, o engoli, causou-me amargor no ventre. Então, me disseram: Importa ainda profetizes a muitos povos, nações, línguas e reis". A Ciência não está equipada pra confinar Deus em um tubo de ensaio. Do documentário A História de Deus, da BBC, no episódio "Fé e Ciência", exibido no Brasil em fevereiro de 2006. Pelo Discovery Chanel, vale salientar essas considerações do apresentador do programa. O professor e cientista Robert Winston (1940 - ), que de certa maneira, vêm ao encontro do nosso ponto de vista. Argumenta ele: "A ciência e a religião são sistemas separados. São formas diferentes de se olhar o mundo natural. Ambas têm um importante papel. Só acho que elas não deveriam falar de certezas. O maior perigo para o homem tanto da Ciência quanto da Religião é quando a incerteza é substituída pela certeza ... A Ciência não está equipada para confinar Deus em um tudo de ensaio". Reflexão. Na opinião do acatado doutor Robert Winston "a Ciência e a Religião são sistemas separados. São formas diferentes de se olhar o mundo natural. Ambas têm um importante papel". Corretíssimo. De fato, são dois campos com autonomia de ação. O que por vezes ainda falta é o reconhecimento do progresso advindo de um intercâmbio saudável de saberes. Independência não se deve traduzir em barreiras intransponíveis. Ora, ela ainda, em muitas mentes se erguem por causa da inspiração mesma de alguns exegetas, que honestamente pensam acreditar no Criador, porém muito distante do Deus Divino exaltado, com tanta poesia, por Zarur. Podem encontrar-se, na realidade, intelectualmente tenebrosa pelo sinistro deus concebido à imagem e semelhança do ser humano desenfreado. Dileto servidor do "lobo invisível", expressivo e insidioso dialeta. Razão por que possui tantos seguidores. Ainda em Crônica e Entrevistas (2000), concluo, no capítulo "Deus, Equação, Amor", que o amor estorvo para o grande amplexo entre Religião e Ciência, que são irmãs. É a continuação no palco do saber, do deus antropomórfico, que não prejudica somente o laboratório, como também o altar. 


Poema do Deus Divino:

Para seu deleite, seguem aqui alguns versos do magnífico "Poema do Deus Divino, de Alziro Zarur (1914-1979)

O Deus que é a Perfeição, e que ora eu tento
Cantar em versos de sinceridade
Eu nunca O vi, como em nenhum momento
Vi eu o vento ou a eletricidade

Mas esse Deus, que é o meu eterno alento
Deus de Amor, de Justiça e de Bondade
Eu, que O não vejo, eu O sinto de verdade
Como à eletricidade, como ao vento

Pois creio é nesse Deus imarcescível
Que ampara a humanidade imperfeitíssima
Deus de uma Perfeição inacessível
A humana indagação falibíssima.

Repercussão. Gostaria, por fim, de registrar a minha satisfação ao tomar ciência - por intermédio de cartas, e-mails e depoimentos na Super Rede Boa Vontade de Comunicação, rádio, TV, publicações e internet. De que jovens, de todas as idades, estão estudando com afinco, as matérias doutrinárias ecumênicas da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo. A Religião do Amor Universal, publica na Revista Jesus Está Chegando. A repercussão desses meus humildes escritos traz à minha alma a alegria de contribuir pra o fortalecimento espiritual. Consequentemente material daqueles que buscam, no Evangelho Apocalipse do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, em Espírito e Verdade. À luz do seu Novo Mandamento (João 13,34 e 35. 15,12 a 17 e 9) o lenitivo para os dramas da existência humana. Ninguém é dono do saber pleno. Ninguém é dono do saber pleno. Aliás - custa-me concluir - a uns falta, às vezes. Também a coragem intelectual para desvendar, sem preconceitos e tabus, as regiões espirituais. E é aí que se encontra a chave maga (atenção: é maga mesmo!) para o ser humano não se tornar a presa predileta do "lobo invisível", ou obsessor. Abraço. Davi

segunda-feira, 22 de junho de 2026

O GRÃO DE MOSTARDA

Budismo. Livro Vida e Doutrina de Sidarta Gautama. Por Yogi Kharishanda. O GRÃO DE MOSTARDA. Capítulo VIII. Um abastado comerciante ficou profundamente aflito ao verificar, um dia, que todas as moedas e barras de ouro haviam se transformado em carvão, de noite para o dia. Então, recolheu-se ao leito sem mais querer alimentar-se, pois preferia a morte à indigência. Um amigo seu, informado do acontecido, foi visitá-lo, e ao ouvir dele a causa do seu sofrimento, ponderou-lhe: O seu ouro se transformou em carvão porque você não aplicou bem a sua riqueza. O ouro avaramente acumulado não vale mais do que o carvão. Mas ouça um conselho. Estenda os seus tapetes no bazar, ponha em cima deles o carvão e venda-o. O mercador seguiu o conselho de seu amigo, e  quando os vizinhos lhe perguntavam por que estava vendendo carvão, respondia: É a única coisa que possuo. Algum tempo depois, uma jovem órfã e pobre, chamando Krisha Gotami, passou pelo bazar do mercador e lhe perguntou: Meu senhor, está vendendo também estes montões de ouro? O mercador respondeu-lhe: De que ouro você está falando? Onde está esse? Krisha Gotami pegou uns pedaços de carvão, que na vista do mercador se transformaram em ouro. O mercador supôs que Krisha Gotami possuísse clarividência mental, e a casou com seu filho, pensando consigo mesmo: Para muitas pessoas o outro não vale mais que o carvão, mas Krisha Gotami transmuta o carvão em ouro. Krisha Gotami teve um filho e sete morreu. Esmagado pela dor, ia com o filho morto de casa em casa, pedindo um remédio, mas as pessoas diziam: Está doida, a criança está morta. Finalmente, Krisha Gotami encontrou um camponês que respondeu a sua súplica dizendo: Não posso dar um remédio para a criança, porém sei de um médico que poderá dá-lo. E Krisha Gotami respondeu: Suplico que o senhor me diga quem é: Vá ver o Buda. Meu Senhor e Mestre, meu filho estava brincando entre as flores e tropeçou numa serpente que se enroscou no seu braço. Ficou logo pálido e silencioso. Não posso aceitar que ele deixe de brincar ou que deixe o meu colo. Meu Senhor e Mestre, dê-me um remédio que cure o meu filho. O Senhor Buda respondeu-lhe: Sim, irmãzinha, há uma coisa que pode curar tanto o seu filho, como a você se puder consegui-la. Porque os que consultam os médicos tomam o que lhes é receitado. Procure um simples grão de mostarda preta: porém, só a deve receber de uma casa onde nunca tenha entrado a morte. Onde não tenha morrido pai, mãe, filho nem filha, nem irmã, nem irmão, nem escravo nem parente. Aflita, Krisha Gotami foi de casa em casa pedindo o grão de mostarda. As pessoas se compadeciam dela e lhe davam: porém, quando ela perguntava se já tinha morrido alguém naquela casa, lhe respondiam; Ah, poucos são os vivos e muitos os mortos! Não desperte a nossa dor. Agradecida, ela lhes devolvia a mostarda e dirigia-se a outros que lhe diziam: Aqui está a semente, porém já morreu nosso escravo. Aqui está a semente, porém o semeador morreu entre a estação chuvosa e a colheita. E ela não encontrou nenhuma casa onde não tivesse morrido ninguém. Krisha Gotami voltou chorosa para o Senhor Buda,  dizendo-lhe: Ah, Senhor, não pude encontrar mostarda em casa onde não tivesse havido morte. Então, entre as flores silvestres, na margem do rio, deixei meu filho que não queria mamar nem sorrir. E volto para ver o seu rosto e beijar os seus pés, suplicando-lhe que me diga onde encontrar essa semente, sem deparar ao mesmo tempo com a morte. Pois apesar de tudo não posso crer na morte de meu filho, como todos me disseram e temo tenha acontecido. O Mestre respondeu-lhe: Minha irmã, procurando o que não pode ser encontrado, você achou o amargo bálsamo que eu queria-lhe dar.  Sobre o seu seio dormiu hoje o sono da morte o ser que você ama. Agora já sabe que todo mundo chora uma dor semelhante à sua. O sofrimento que aflige todos os corações pesa menos do que se estivesse concentrado num só. Ouça, eu derramaria o meu sangue se ao derramá-lo pudesse deter as suas lágrimas e descobrir o segredo de o amor causar angústia e através de prados floridos nos conduzir ao sacrifício. Qual animais mudos conduzidos por seus donos. Nenhum nascido pode evitar a morte. Assim como os frutos maduros caem da árvore, assim os mortais estão expostos à morte desde que nascem. A vida corporal do homem acaba partindo-se como a vasilha de barro do oleiro. Jovens e adultos, tolos e sábios, todos estão sujeitos à morte. Porém o sábio que conhece a lei não se perturba, porque nem pelo pranto nem pelo desânimo obtêm a paz, mas pelo contrário, avivam as dores e os sofrimentos do corpo. A morte não faz caso de lamentações. Morre o homem, e seu destino está determinado por suas ações. Embora viva dez ou cem anos, acaba o homem por separar-se de seus parentes ao sair deste mundo. Quem deseja a paz da alma deve arrancar da sua ferida a flecha do desgosto, da queixa e da lamentação. Bendito será quem vencer a dor. Sepulte você mesma o seu filho. Extenuada pela dor, Krisha Gotami sentou-se à beira do caminho, pôs-se a meditar no silêncio do entardecer e disso consigo: Quem egoísta sou em minha dor! A morte é o destino comum de tudo quanto vive. Porém, neste vale desolado há um caminho que conduz a imortalidade aquele que elimina de si todo egoísmo. E sufocando o amor egoísta que sentia por seu filho enterrou-o no bosque. Foi logo refugiar-se no Senhor Buda, e encontrou consolo no Dharma que alivia o coração dilacerado pela dor. Abraço. Davi

sexta-feira, 19 de junho de 2026

XINTOÍSMO

Xintoísmo. brasilescola.uol.com.br. XINTOÍSMO é uma religião de origem japonesa. Os deuses xintoístas são os kami, que representam ancestrais e elementos da natureza. Os torii são grandes símbolos do xintoísmo. O xintoísmo é uma religião japonesa que se baseia na adoração de divindades chamadas kami, representando elementos naturais, ancestrais e fenômenos. Seus princípios enfatizam a crença nos kami, a busca pela pureza espiritual e o respeito pela natureza e pelos antepassados. As práticas xintoístas incluem rituais de purificação, orações e oferendas em templos, onde os fiéis demonstram reverência aos kami e à harmonia com a natureza. Resumo do Xintoísmo. Xintoísmo é uma religião japonesa centrada na adoração de divindades conhecidas como kami, que representam elementos naturais, ancestrais e fenômenos. Os princípios do xintoísmo incluem a crença nos kami, a busca pela pureza espiritual e o respeito pela natureza e pelos antepassados. As práticas do xintoísmo envolvem rituais de purificação, orações e oferendas em templos, celebrando a harmonia com os kami e a natureza. Os kami são as divindades do xintoísmo, representando elementos naturais, espíritos ancestrais e objetos sagrados, sendo adorados em templos e santuários. Os torii são portais vermelhos que marcam a entrada de templos xintoístas, onde os fiéis realizam rituais de purificação e orações em reverência aos kami. Existem diferentes tipos de xintoísmo, variando de acordo com a região e as tradições locais, alguns enfocando certos kami ou aspectos da natureza. O xintoísmo tem suas raízes na religião indígena do Japão, evoluindo ao longo dos séculos e influenciando a cultura e a história do país. Enquanto o xintoísmo adora os kami e enfatiza a conexão com a natureza, o budismo segue os ensinamentos de Buda e centra-se na iluminação espiritual. O xintoísmo tem presença no Brasil, especialmente em áreas com grandes comunidades de descendentes de imigrantes japoneses. O que é o xintoísmo? O xintoísmo é uma religião indígena do Japão que se concentra na veneração de divindades conhecidas como kami, bem como em rituais e práticas para manter uma relação harmoniosa com esses seres espirituais e com a natureza. O termo "xintoísmo" é uma transliteração do japonês "Shinto", que significa "o caminho dos deuses". Princípios do Xintoísmo. As práticas do xintoísmo envolvem rituais de purificação, orações e oferendas em templos xintoístas, bem como celebrações sazonais e eventos especiais. Os rituais de purificação muitas vezes incluem a lavagem das mãos e da boca antes de entrar em um espaço sagrado, simbolizando a limpeza espiritual. As orações são feitas em frente aos altares dos templos, muitas vezes acompanhadas de gestos específicos, como se curvar ou fazer uma reverência. Deuses do Xintoísmo. Os deuses do xintoísmo, ou kami, são numerosos e variados. Eles podem incluir deidades associadas a elementos naturais, como o sol, a lua, montanhas e rios, assim como espíritos de antepassados e heróis mitológicos. Alguns kami são venerados em todo o país, enquanto outros são adorados localmente em santuários específicos. Cada santuário xintoísta pode ter seu próprio conjunto de kami principais. Alguns dos principais deuses xintoístas são: Amaterasu: considerada a deusa do sol, Amaterasu é uma das divindades mais importantes do xintoísmo. Ela é venerada como a antepassada divina da família imperial japonesa. Acredita-se que o imperador é um descendente direto de Amaterasu. Susanoo: é o irmão de Amaterasu e é conhecido como o deus das tempestades e dos oceanos. Ele é frequentemente retratado como um personagem turbulento, mas também é visto como um protetor contra o mal. Tsukuyomi: é o deus da lua e irmão de Amaterasu e Susanoo. Ele é associado à noite e ao tempo lunar. A lenda mais conhecida sobre Tsukuyomi é a que envolve a separação dele de Amaterasu após ele ter cometido um ato desonroso. Inari: é a deusa do arroz, da agricultura e da fertilidade. Ela é uma das divindades mais populares do xintoísmo e muitas vezes é retratada como uma figura feminina segurando espigas de arroz. Inari também é associada à prosperidade e ao sucesso nos negócios. Raijin e Fujin: Raijin é o deus do trovão, enquanto Fujin é o deus do vento. Ambos são frequentemente retratados juntos, pois seus poderes estão intimamente relacionados. Raijin é representado com tambores que ele usa para criar trovões, enquanto Fujin é retratado segurando sacos de vento. Hachiman: é o deus da guerra e a divindade protetora dos guerreiros samurais. Ele é frequentemente venerado em santuários xintoístas dedicados à guerra e à paz. Torii e os templos do xintoísmo. Um dos símbolos mais reconhecíveis do xintoísmo é o torii, um portal tradicionalmente feito de madeira ou pedra que marca a entrada de um espaço sagrado. Os torii são frequentemente pintados em vermelho vibrante e podem ser vistos em toda parte, desde pequenos santuários locais até grandes complexos de templos. Os templos xintoístas, ou jinja, são construídos em locais considerados sagrados e muitas vezes são cercados por belos jardins japoneses. Tipos de Xintoísmo. Existem diferentes tipos de xintoísmo, que variam de acordo com a região, tradição e práticas específicas. Alguns santuários xintoístas podem ter foco em certos kami ou aspectos da natureza, enquanto outros podem ser mais gerais em sua adoração. Além disso, o xintoísmo pode ser combinado com outras crenças e práticas religiosas, como o budismo, em certas tradições sincréticas. Origem e história do xintoísmo. O xintoísmo tem suas raízes na antiga religião indígena do Japão, que remonta a milhares de anos. A história do xintoísmo está entrelaçada com a história do próprio Japão, desde os tempos pré-históricos até os dias atuais. Ao longo dos séculos, o xintoísmo passou por mudanças e influências, adaptando-se a diferentes períodos e contextos culturais. Diferença entre xintoísmo e budismo. Embora compartilhem alguns elementos e tenham coexistido no Japão por séculos, o xintoísmo e o budismo são duas religiões distintas. Enquanto o xintoísmo se concentra na adoração dos kami e na conexão com a natureza, o budismo é uma religião de origem indiana que se baseia nos ensinamentos de Buda. No entanto, ao longo da história do Japão, as duas religiões influenciaram-se mutuamente, resultando em tradições sincréticas que combinam elementos de ambas. Xintoísmo no Brasil. Embora seja uma religião tradicionalmente japonesa, o xintoísmo também está presente em algumas comunidades brasileiras, especialmente aquelas com uma grande população de descendentes de imigrantes japoneses. No Brasil, os santuários xintoístas podem ser encontrados em áreas com forte influência da cultura japonesa, como São Paulo e Paraná. Curiosidade sobre o xintoísmo.  No xintoísmo, os espelhos são considerados objetos sagrados e são frequentemente usados em rituais e cerimônias. Alguns dos festivais mais importantes do xintoísmo incluem o Hatsumode (primeira visita ao templo no Ano Novo) e o Tanabata Matsuri (festival das estrelas). O xintoísmo não tem um texto sagrado centralizado como outras religiões, mas sim uma coleção de mitos, rituais e tradições transmitidos oralmente e por escrito ao longo dos séculos.


Exercícios resolvidos sobre o xintoísmo. 1. O xintoísmo é uma das religiões mais antigas e tradicionais do Japão, caracterizada pela adoração de divindades conhecidas como kami. Essas divindades representam não apenas elementos naturais, mas também ancestrais e fenômenos. Um dos símbolos mais reconhecíveis do xintoísmo é o torii, um portal vermelho que marca a entrada de espaços sagrados. Considerando essa contextualização, qual o principal propósito do torii no contexto do xintoísmo? A) Representar a adoração de Buda. B) Simbolizar a entrada para o mundo dos espíritos. C) Marcar a separação entre o sagrado e o profano. D) Indicar o início de uma nova estação do ano. E) Sinalizar a direção para o templo mais próximo. Resposta correta: C) O torii, com sua cor vermelha vibrante e sua posição marcante na entrada de espaços sagrados, tem como principal propósito marcar a separação entre o mundo secular e o sagrado no contexto do xintoísmo. Ele simboliza o limiar entre o mundo humano e o reino dos kami, representando um espaço consagrado para a adoração e a reverência. 2. O xintoísmo e o budismo são duas das principais religiões do Japão, cada uma com suas próprias crenças e práticas distintas. Enquanto o xintoísmo se concentra na adoração de divindades conhecidas como kami e na harmonia com a natureza, o budismo segue os ensinamentos de Buda e busca a iluminação espiritual. Com base nessa contextualização, qual das seguintes afirmações melhor descreve uma diferença fundamental entre o xintoísmo e o budismo? A) O xintoísmo venera Buda como uma das divindades principais. B) O budismo não enfatiza a relação com a natureza. C) O xintoísmo não tem práticas ritualísticas. D) O budismo adota o uso de torii em seus templos. E) O xintoísmo e o budismo não têm diferenças significativas em suas crenças centrais. Resposta correta: B) Embora o xintoísmo e o budismo tenham influenciado um ao outro ao longo da história do Japão, eles ainda têm diferenças fundamentais em suas crenças e práticas. Enquanto o xintoísmo se concentra na adoração de kami e na conexão com a natureza, o budismo segue os ensinamentos de Buda e busca a iluminação espiritual através do caminho do Dharma. Abraço. Davi.

quinta-feira, 18 de junho de 2026

COMO SE DIVIDE UM ILÊ E POR QUÊ?

Religião Afro-brasileira. Por Eurico Ramos. Livro Revendo o Candomblé - XIII. COMO SE DIVIDE UM ILÊ E POR QUÊ? Este aspecto de profundo sentido litúrgico, é da maior importância para nós, podendo ser explanado aqui apenas de forma superficial. Mas pode-se dizer que os candomblés mais ortodoxos organizam a casa, o ebé - comunidade - a roça de candomblé de forma que a mesma represente um grande corpo. Que se fosse visto de cima, apareceria deitado sobre a terra. E os membros deste axê, que compõem o ebê, representam o sangue (ejê) que circula por todo esse corpo. Por esse motivo, nós sempre encontramos, do lado esquerdo de quem entra na casa de candomblé, o Ilê Bará - a Casa do Exu. Representando o pé direito desse grande corpo que está deitado. Do lado direito de quem entra, encontramos a Casa de Ogun, que vai representar o pé esquerdo desse grande corpo deitado. Quando se entra no barracão propriamente dito, no barracão onde se realizam as festas públicas, a sua porta, a sua entrada, representa o genital feminino desse corpo. Ali dentro nós vamos encontrar, em cada quarto de santo, um órgão específico desse grande corpo - ará. Podemos explicar da seguinte forma: o runkó - onde se recolhe o Iaó - é o útero, o quarto de Oxum é a barriga. O quarto de Yemanjá é o seio, o quarto de Xangó é o coração, o quarto de Yansã é o pulmão. O quarto de Oxalá é o cérebro, o quarto de Oxóssi são os braços, o quarto de Oluaiê - ou dos Iji - representa a pele desse grande corpo. E as pessoas que transitam ali dentro, os filhos de santo, significam o ejé, o sangue que faz com que esse corpo esteja vivo e pulsando. A casa é exatamente um corpo vivo. Por esse motivo, inclusive, quando chegamos da rua, precisamos tomar um banho, verter água sobre o corpo e coloca vestes apropriadas. Para podermos transitar dento do ilé - dessa forma, esse grande corpo nos reconhece como parte do ebé e não como um elemento estranho. Pois, nesse caso, poderá repelir ou até mesmo "expulsar o estranho de suas entranhas". Outra visão em relação aos quartos de santo, paralela à que vimos anteriormente, nos mostra que cada orixá é cultuado em um quarto diferente porque é oriundo de uma região distinta do continente africano. Por esse motivo, cada quarto, além de representar um órgão daquele grande corpo, vai significar também uma região específica do país iorubá de onde vem aquele orixá. Dessa forma, encontramos Ogum representa a região de Iré, o quarto de Oxóssi representando a região de Erinlé, o quarto de Oxum a região de Oxobó. O de Yansã a região de Abenkutá, o de Xangó a região de Oyo, o dos Iji - Nanã. Oxumaré e Olualé - representando os orixás cujo culto tem origem no antigo Daomé - atual Benin na África, foram assimilados ao culto iorubano. Desse modo, podemos entender que todos os orixás têm seu culto próprio, completamente diferente um dos outros. Abraço. Davi

terça-feira, 16 de junho de 2026

RELIGIÃO DO ISLAM. Parte XIX

Islamismo. IslamHouse.com. Manual para o Novo Muçulmano. Por Jamaal Zarabozo (1961 -  ). RELIGIÃO DO ISLAM. Parte XIX. Aquele que é capaz de memorizá-lo deve fazê-lo, e isso é extraído do seguinte hadith: “Um homem se aproximou do Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) e disse que era incapaz de aprender algo do Qur’an, e pediu ao Profeta que o ensinasse algumas frases que o ajudassem a orar. O Profeta o ensinou: ‘Subhaanallah wa-l-hamdulillaah wa laa ilaahah illa-llah wallahu akbar wa la haula wa la quwwata illa-billaah al-Ali al-Adhim’. O homem disse: ‘Essas são frases de adoração a Allah. O que posso dizer para mim mesmo?’ O Profeta o ensinou: ‘Allahumma, irhamni wa-rzuqni wa-‘afani wa-hdini’. Quando o homem se foi, o Profeta disse: ‘Ele se foi com as mãos cheias de bondade’. Gostaria de aconselhar ao convertido que aprenda as expressões em árabe e as passagens do Qur’an diretamente das pessoas que falam corretamente o árabe. O convertido não deve confiar em transliterações, já que estas não podem transmitir de uma forma exata a pronúncia das palavras caso o indivíduo não esteja familiarizado com o idioma árabe. Conheço, por experiência própria, que se o convertido aprende as frases da oração ou partes do Qur’an de forma incorreta, depois é muito mais difícil corrigir os vícios na pronúncia. Então, desde o começo, é recomendável que se aprenda a pronúncia do idioma árabe da melhor maneira possível e diretamente com pessoas que o falem com propriedade. Uma breve consideração sobre a oração. Quando o Mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) se preparava para a oração, direcionava-se para a Kaabah, em Makkah, com a intenção de cumprir com a oração. Logo começa sua oração com a expressão "Allah é Maior" levantando suas mãos até as orelhas, enquanto dizia esta expressão. Continuando, colocava sua mão direita sobre a esquerda, ambas sobre seu peito. Olhava para o chão. Começava a oração recitando diversas súplicas, louvores e glorificações a Allah. Logo, buscava refúgio em Allah contra o maldito Satanás. Depois, recitava “Bissmillahir Rahmanir Rahim” (Em nome de Allah, o Clemente, o Misericordioso) em voz baixa. Recitava, então, a surat al-Faatiha, o primeiro capítulo do qur’an, recitando versículo por versículo. Ao final da surah dizia “Amin”, em voz alta e prolongando um pouco sua pronúncia. Depois de finalizar a leitura da surat al-Faatiha, recitava outra parte do Qur’an, intercalando leituras extensas e mais curtas. O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) recitava o Qur’an em voz alta na oração da manhã e nas duas primeiras unidades (rakaatein) das orações do pôr-do-sol e da noite. A oração de sexta-feira, as orações do Eid, a oração para suplicar por chuva e a oração do eclipse são também recitadas em voz alta. O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) realizava as duas últimas rakah na metade do tempo que as duas primeiras e sua duração seria de mais ou menos quinze versículos, inclusive, muitas vezes, só recitava a surat al-Fatiha. Ao terminar as rakaat, levantava suas mãos até as orelhas dizendo o takbir (Allah é o maior) e fazia uma reverência curvando o tronco. Punha suas mãos nos joelhos, com os dedos separados, como se estivesse agarrado a eles. Afastava seus braços do seu corpo e posicionava-se ereto, com as costas bem retas, de tal modo que se derramassem água nele, ela não derramaria. Permanecia calmo e seguia com sua reverência. Repetia três vezes “Subhanna Rabbi al Adhim” (Louvado seja meu Senhor, o Grandioso). Também, durante sua reverência costumava suplicar e relembrar Allah, repetindo ou não as palavras. Também proibiu a recitação do Qur’an durante esta etapa. Logo depois levantava suas costas, endireitando-se em pé e dizia, durante o movimento: “Sami Allahu liman hamidah” (Allah escuta àquele que O louva). Levantava suas mãos enquanto levantava seu tronco. Ao parar, em pé, dizia: “Rabbana wa lakal-hamd” (Nosso louvor é dirigido para nosso Senhor). Às vezes dizia algo mais simples que isso. Logo pronunciava novamente o takbir e se prostrava. Punhas suas mais no solo antes de apoiar seus joelhos. Apoiava-se sobre suas mãos. Juntava os dedos e os direcionava em direção da quiblah. Algumas vezes colocava-os paralelos aos seus ombros, outras, paralelos à suas orelhas. Firmemente, baixava a cabeça, tocando o nariz e a testa no chão. Ele dizia: “Foi-me ordenado prostrar-me sobre sete pontos: a testa – e indicou o nariz também, as duas mãos, os dois joelhos e as pontas [dos dedos] dos pés.” Também disse: “A oração das pessoas cujo nariz não toca no chão, mesmo a testa tocando, não tem validade.” O Mensageiro de Allah permanecia sereno e quieto durante a prostração, repetia três vezes “Subhanna Rabbial-‘Ala” (Exaltado é meu Senhor, o Altíssimo). Nesta posição, recitava várias frases evocando e suplicando a Allah, utilizando diferentes súplicas. Aquele que reza deve esforçar-se para suplicar bastante quando se encontra nesta posição. Então, ele levantava a cabeça, sentando-se, enquanto pronunciava o takbir. Depois, sentava-se sobre sua perna esquerda que se encontrava dobrada, descansando e permanecendo muito quieto. A perna direita permanecia levemente erguida por seu pé e os dedos de suas mãos apontavam para a quiblah, descansando em cima dos joelhos. Neste momento ele dizia: “Ó Allah, perdoa-me, tende piedade de mim, dá-me forças, eleva-me, guia-me, perdoa-me e provenha-me o sustento.” Então, pronunciava o takbir e prosseguia realizando uma segunda prostração, exatamente como a primeira. Continuando, levantava sua cabeça enquanto pronunciava o takbir e se sentava sobre a perna esquerda, com todos os ossos do seu corpo encaixados na posição sentada. Então, levantava-se apoiando no chão. Na segunda rakah fazia o mesmo que na primeira, entretanto sua duração era menor. Ao final da segunda rakah, sentava-se para recitar o tashahhud. Se aquela fosse uma oração de apenas duas rakah, ele se sentava sobre sua perna esquerda, como fez no intervalo de duas prostrações. Também, sentava-se da mesma forma no tashahhud da quarta rakah. Enquanto se sentava para o tashahhud, punha suas mãos sobre suas coxas, a mão esquerda permanecia com os dedos espalmados e a direita, ele fechava o punho e apontava o indicador para cima, olhando fixamente para o indicador estendido. Então, ele recitava o tahiyiat; o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) também realizava algumas orações pedindo por ele no último tashahhud e oferecia outras súplicas pedindo por sua comunidade. O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) costumava dizer diferentes súplicas durante esta parte da oração. Ao final, saudava à sua direita e à sua esquerda (voltando a cabeça para cada ombro) dizendo: “que a paz e a misericórdia de Allah estejam convosco”. Em algumas ocasiões acrescentava “e Suas bênçãos” ao final da frase. O pagamento do Zakat Linguisticamente, a origem da palavra zakat vem de purificação, bênção e crescimento. Allah esclarece no Qur’an: “Bem-aventurado aquele que se purificar.” (87: 14) Outra palavra que se utiliza nos ahaadith e no Qur’an com referência ao zakat é sadaqah. Esta palavra deriva de sidq (a verdade). Siddiqi explica o significado desses termos e como são utilizados: “Ambas as palavras possuem um significado muito forte. O tributo das riquezas pela causa de Allah purifica o coração do homem do amor aos bens materiais. O homem que contribui, oferece-o como um presente humilde perante Allah e, por sua vez, afirma a verdade de que não existe nada mais preciso para sua vida que o amor por Allah, indicando que está completamente preparado para sacrificar tudo em Seu nome.” Na Lei Islâmica, seu significado técnico se refere a uma porção fixa das variadas riquezas de uma pessoa que deve ser entregue, anualmente, a um determinado grupo de beneficiários. Não há dúvidas que dentre os pilares do Islam o zakat se encontra em uma posição muito próxima à oração. Usualmente, são mencionados juntos no Qur’an, em oitenta e duas ocasiões, para ser exato. Pode-se observar no Qur’an que uma das chaves para obter a misericórdia de Allah na próxima vida é através do pagamento do zakat. Allah disse: “Os fiéis e as fiéis são protetores uns dos outros; recomendam o bem, proíbem o ilícito, praticam a oração, pagam o zakat, e obedecem a Deus e ao Seu Mensageiro. Deus Se compadecerá deles, porque Deus é Poderoso, Prudentíssimo.” (9: 71) O pagamento do zakat purifica a alma e a riqueza das pessoas. Allah disse ao Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele): “Recebe, de seus bens, uma caridade que os purifique e os santifique, e roga por eles, porque tua prece será seu consolo; em verdade, Deus é Oniouvinte, Sapientíssimo.” (9: 103) Além disso, tem a capacidade de purificar a alma do crente, limpando-a das enfermidades da avareza e mesquinharia. Também purifica as riquezas, livrando seu proprietário de qualquer efeito negativo que ela possa exercer sobre ele. O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com eles) disse uma vez: Aquele que paga o zakat de suas riquezas será afastado dos males que vêem com ela.” O zakat cumpre um rol muito importante na sociedade em sua totalidade. Existem alguns fatores muito óbvios que devem ser enunciados aqui. Por exemplo, o zakat ajuda os pobres da sociedade a receberem o dinheiro que necessitam para viver. Também ajuda a fortalecer os laços de irmandade na comunidade muçulmana, já que os pobres sabem que os mais ricos os ajudarão através do zakat e outras formas de caridade. Inclusive as pessoas que são muito ricas entendem que podem doar em nome de Allah. Percebem que não sentirão fome ou morrerão se derem parte de sua riqueza em nome de Allah. Além disso, também serve para aqueles que possuem riquezas se darem conta de que essa riqueza provém da bênção de Allah. Portanto, todos devem utilizá-la de modo que satisfaça a Allah. Um dos aspectos mais satisfatórios consiste em cumprir com nossa responsabilidade de pagar o zakat referente a essas riquezas. Os muçulmanos que não pagam o zakat estão prejudicando a si mesmos e também a toda a comunidade islâmica. O Mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) disse: “Ao povo que se nega pagar o zakat sobre suas riquezas será castigado pela falta de chuva. Se não fosse pelos animais, não choveria absolutamente.” Allah e Seu Profeta deixaram bem claro que o ato de não pagar o zakat é um ato que desagrada a Allah. Allah ameaçou castigar duramente esse tipo de comportamento. Por exemplo, o seguinte versículo do Qur’an faz referência àquelas pessoas que não pagam o zakat por suas riquezas: “Que os avarentos, que negam fazer caridade daquilo com que Deus os agraciou, não pensem que isso é um bem para eles; ao contrário, é prejudicial, porque no Dia da Ressurreição, irão, acorrentados, com aquilo com que foram mesquinhos. A Deus pertence a herança dos céus e da terra, porque Deus está bem inteirado de tudo quanto fazeis.” (3: 180) O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) descreveu o castigo que assolará aqueles que não pagam o zakat correspondente às suas riquezas. Em um hadith, no Sahih Bukhari, Abu Huraira narra que o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) disse: “[No Dia da ressurreição] Os camelos voltarão aos seus donos gozando do melhor estado de saúde que poderiam ter [neste mundo] e, por não haver pagado o zakat por eles, pisá-los-ão com suas patas; do mesmo modo, as ovelhas voltarão com o melhor estado de saúde que poderiam gozar neste mundo e, caso não tenham pagado o zakat sobre elas, pisá-los-ão com seus cascos e golpearão com seus chifres. Não quero que nenhum de vós se aproxime de mim, no Dia da ressurreição, carregando em vossos pescoços uma ovelha que esteja balindo e me digam: ‘Ó Muhammad [por favor, interceda por mim]’. Responderei: ‘Não posso ajudar-te já que transmiti a Mensagem de Allah’. Nem tampouco quero que nenhum de vós se aproxime de mim acompanhado de um camelo bramando e me digam: ‘Ó Muhammad [interceda por mim]’. Responderei: ‘Não posso ajudar-te já que transmiti a Mensagem de Allah’.” O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) advertiu acerca das consequências por não pagar o zakat. Vejamos o seguinte hadith mencionado no Sahih Bukhari: “Aquele que é abençoado com dinheiro e não paga o zakat por suas riquezas, no Dia da Ressurreição, sua riqueza se transformará em uma serpente venenosa com duas presas. Ela apertará seu pescoço e morderá suas bochechas e dirá: ‘Sou tua riqueza, sou o que entesourastes’.” Então, o Profeta (que a paz e as bençãos de Allah estejam com eles) recitou o versículo da surah al imran. Em outro versículo que também inclui aqueles que não pagam o zakat, Allah disse: “Ó fiéis, em verdade, muitos rabinos e monges fraudam os bens dos demais e os desencaminham da senda de Deus. Quanto àqueles que entesouram o ouro e a prata, e não os empregam na causa de Deus, anuncia-lhes (ó Muhammad) um doloroso castigo. No dia em que tudo for fundido no fogo infernal e com isso forem estigmatizadas as suas frontes, os seus flancos e as suas espáduas, ser-lhes-á dito: eis o que entesourastes! Experimentai-o, pois!” (9: 34-35). A quantidade de dinheiro que deve ser paga como Zakat O zakat é obrigatório sobre diferentes tipos de riquezas como, por exemplo, o dinheiro, cultivos, frutos, gado e os tesouros encontrados na terra. No mundo atual, a forma mais comum de riqueza é o dinheiro. O zakat deve ser pago se o montante de dinheiro atinge o mínimo requerido para seu pagamento e se a pessoa o detém por mais de um ano. A porcentagem paga por dita possessão é de 2,5%. A quantidade mínima requerida de riquezas para a contribuição do zakaat é chamada nisaab. Atualmente, existe um nisaab diferente do aplicável pela shari’a, que é baseado no ouro ou na prata. Hoje em dia as pessoas possuem dinheiro, muito raramente investem suas riquezas em ouro e prata. Isso há suscitado diferentes opiniões sobre o nisaab em dinheiro, se ele deve ser baseado no valor do ouro ou da prata. Toma-se então, o ouro como referência, o zakat é obrigatório se a quantidade possuída é superior a 85 gramas de ouro ou seu valor equivalente em moeda corrente. Se um muçulmano tem esta quantidade de dinheiro por mais de um ano, deve pagar o 2,5% como zakat, anualmente. O zakat é distribuído entre certos tipos de pessoas. Allah mencionou estas categorias no seguinte versículo: “As esmolas são tão-somente para os pobres, para os necessitados, para os funcionários empregados em sua administração, para aqueles cujos corações têm de ser conquistados, para a redenção dos escravos, para os endividados, para a causa de Deus e para o viajante; isso é um preceito emanado de Deus, porque é Sapiente, Prudentíssimo.” (9: 60). Em geral, a maioria das mesquitas possui comitês encarregados do zakat. Se um muçulmano paga o zakat, informando que é zakat, este deve ser distribuído entre os beneficiários apropriados e o muçulmano, então, haverá cumprido com sua responsabilidade com Allah. O jejum durante o mês de Ramadan O jejum de Ramadan consiste na abstenção de comida, bebida e relações sexuais durante os dias do mês de Ramadan. O jejum é uma fonte de autocontrole, devoção e consciência de Allah. Allah determinou o jejum para os profetas antes de Muhammad (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele). Nos versículos que narram sobre a obrigação de jejuar durante o mês de Ramadan, Allah ressalta seu objetivo ou propósito: “Ó fiéis, está-vos prescrito o jejum, tal como foi prescrito aos vossos antepassados, para que temais a Deus.” (2:183). O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) disse que o jejum nos protege do Fogo do Inferno: “O jejum é um escudo para o Fogo do Inferno, como os escudos que são utilizados nas batalhas.” Ademais, intercederá pelo jejuador no Dia do Juízo. O Profeta (que a paz e as bençãos de Allah estejam com eles) disse: O jejuador e o Qur’an intercederão no Dia da Ressurreição. O jejum dirá: ‘Ó Senhor, evitei que comesse e bebesse durante o dia, portanto, permita-me interceder por ele.’ O Qur’an dirá: ‘Eu o mantive desperto durante a noite, assim, permita-me interceder por ele.’ E sua intercessão será permitida.” O jejum constitui uma atitude que demonstra nossa sinceridade para com Allah. Apenas Allah sabe seguramente se uma pessoa está jejuando ou não. Ninguém pode saber se a pessoa interrompeu secretamente o seu jejum. Além disso, Allah tem uma recompensa especial para aqueles que jejuam. Isso é indicado no seguinte relato do Sahih al-Bukhari: “Ele abandona sua comida, sua bebida e seus desejos por Minha causa. E cada boa ação será multiplicada dez vezes.” Pela graça e misericórdia de Allah, se uma pessoa jejua durante o mês de Ramadan, com fé em Allah e esperando Sua recompensa, Allah perdoará todos os pecados menores que houver cometido anteriormente. O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) disse: “Quem jejuar durante o mês de Ramadan com fé e esperando ansiosamente por sua recompensa, obterá o perdão de Allah por todos os pecados menores que houver cometido anteriormente.” (Bukhari e Muslim) Ibn Qaiim ressaltou alguns dos aspectos mais benéficos e importantes na seguinte passagem: “O objetivo do jejum é que o espírito do homem se liberte das garras de seus desejos e que a moderação se apodere de seu ser. Que através do jejum ele conheça a finalidade da purificação e felicidade eterna. Seu objetivo é reduzir a intensidade do desejo e da luxúria através da fome e da sede, induzindo o homem a entender que existem muitas pessoas no mundo que subsistem com pequenas quantidades de comida, o que dificulta a tarefa de Satanás - enganar o homem; e também evita que seus sentidos se voltem para coisas que têm sido a perdição de ambos os mundos. E por isso o jejum é um freio daqueles que temem a Allah, o escudo dos defensores e a disciplina dos virtuosos.” Também há um hadith do Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) que adverte quanto ao castigo daqueles que interrompem seu jejum inadvertidamente ou sem motivos. Neste hadith o Profeta disse: “Enquanto dormia dois homens vieram e me tomaram em seus braços. Levaramme até uma montanha íngreme e disseram: ‘suba’. Respondi: ‘não posso subir’ e eles disseram: ‘nós te ajudaremos’. Então, subi até chegar ao topo onde escutei gritos horríveis. Perguntei: ‘de quem são estes gritos?’ Responderam: ‘são os gritos daqueles que habitam o Fogo’. Então, levaram-me a outro lugar onde avistei pessoas presas por seus tendões e suas mandíbulas estavam separadas e cheias de sangue. Perguntei: ‘quem são aquelas pessoas?’ Responderam-me: ‘aquelas são pessoas que interromperam seu jejum antes do momento adequado’.” Jejuar é obrigatório para todos os muçulmanos adolescentes, adultos e saudáveis e que não se encontrem em viagem. Além disso, as mulheres devem estar purificadas de seus ciclos menstruais ou sangramento pós-parto. Não é necessário que uma pessoa que se encontra viajando ou esteja doente jejue. Caso jejue, essa ação deve cumprir com os requisitos do jejum. Entretanto, se não jejua, deve compensar o jejum perdido posteriormente. Da mesma forma a mulher em seu ciclo menstrual ou sangramento pós-parto não deve jejuar, pagando os dias perdidos posteriormente. Os elementos fundamentais do jejum são dois. Primeiro, uma pessoa deve ter a intenção de jejuar para agradar a Allah. Se uma pessoa simplesmente deixa de comer ou beber só para perder peso, dita ação não será considerada como ato de adoração a Allah. E por isso o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) disse: “Não existe jejum para a pessoa que não tenha a intenção de jejuar antes do fajr (amanhecer).” Segundo o muçulmano deve evitar qualquer coisa que lhes faca interromper o jejum desde o começo do amanhecer até o pôr-do-sol. As seis coisas que invalidam o jejum são: (1 e 2) Comer ou beber intencionalmente. Porém, se uma pessoa, distraidamente, come ou bebe algo, não deve compensar o jejum, nem necessita nenhum ato de expiação para seu erro. O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) disse: “A pessoa que se esquece que está jejuando e come ou bebe algo deve completar seu jejum, pois foi Allah que o alimentou ou deu de beber.” (Muslim). (3) Vomitar intencionalmente. Se uma pessoa tem náuseas e vomita não precisa compensar seu jejum e nem necessita de nenhum ato de arrependimento. (4 e 5) A menstruação e o sangramento pós-parto. Inclusive, de acordo com a opinião dos sábios, caso aconteça pouco antes do pôr-do-sol, deve-se interromper o jejum. Página 173. Abraço. Davi.

domingo, 14 de junho de 2026

O CÍRCULO DA NECESSIDADE - EGÍPCIO

Teosofia. Livro Isis Sem Véu. Por Helena Petrovna Blavatsky (1931-1891). Fenômenos Cíclicos III. O CÍRCULO DA NECESSIDADE - EGÍPCIO. A alegoria da queda do homem e do fogo de Prometeu é também outra versão do mito da rebelião do orgulhoso Lúcifer precipitado no poço sem fundo - o Orco. Na religião dos Brâmanes, Mahlsura, o Lúcifer hindu, torna-se invejoso da luz resplandecente do Criador. E à testa de uma legião de espíritos inferiores rebela-se contra Brahma lhe declara guerra. Como Hércules, o fiel titã, que ajuda Júpiter e lhe devolve o trono, Shiva, a terceira pessoa da trindade hindu, os precipita a todos da morada celestial no Honderah, a região das trevas eternas. Mas aqui os anjos caídos se arrependem de sua má ação e na doutrina hindu eles obtêm a oportunidade de progredir. Na história grega, Hércules, o deus do Sol, desce ao Hades para livrar as vítimas de suas torturas. A Igreja Cristã também faz o seu deus encarnado descer as sombrias regiões platônicas e vencer o ex arcanjo rebelde. Por sua vez os cabalistas explicam a alegoria de um modo semi científico. O segundo Adão, ou a primeira raça criada que Platão chama de deuses, e a Bíblia de Elohim, não era de natureza tríplice como o homem terrestre. Ele não era composto de alma, espírito e corpo, mas era um composto de elementos sublimados em que o "Pai" soprou um espírito divino imortal. Este, devido a sua essência divina, lutou sempre para livrar-se dos liames dessa frágil prisão. Eis porque os filhos de Deus, em seus imprudentes esforços, foram os primeiros a traçar um modelo futuro para a lei cíclica. Mas o homem não deve ser "como um de nós" diz a Divindade Criadora, um dos Eholim "encarregados da fabricação do animal inferior". Foi assim que, quando os homens da primeira raça atingiram, as vestes grosseiras, o corpo astral, os arrojou ao arco oposto. Esta versão cabalista dos filhos de Deus, ou da luz, figura no Codex nazaraeus. Bahal Zivo, o "pai genni", recebeu ordens de "construir criaturas". Mas, porque ignorava o Orco, ele fracassa e chama em seguida Fetabil, um espírito ainda mais puro, que fracassa de maneira ainda pior. Surge então no palco da criação o "espírito" que se deveria traduzir mais propriamente por alma, pois é a anima mundi, que os nazarenos e os gnósticos eram femininos. Percebendo que o esplendor de Fetabil, o homem mais novo, o último, havia mudado. Que nesse esplendor havia, abatimento e dano, desperta Karabtanos. Levanta, vê, o esplendor a luz do homem mais novo, Fetabal, falhou em produzir ou criar os homens, o abatimento de seu esplendor é visível. Levanta, vai com tua Mãe, o espírito, e liberta-te dos limites que te sustem, e que são maiores do que todo o mundo. Depois disso, segue-se a união da matéria desvairada e cega, guiada pelas insinuações do espírito. Não o sopro divino, mas o espírito Astral que, por sua dupla essência, já se manchou com a matéria, e após a oferenda da Mãe ser aceita. O Espírito concebe, sete figuras, que Irineu está disposto a tomar pelos sete estelares, planetas, mas que representam os sete pecados capitais. A progênie de uma alma astral separada de sua fonte divina, espírito, e da matéria, o demônio cego da concupiscência. Vendo isso, Fetabil estende suas mãos para o abismo da matéria, e diz: Que a Terra exista como a morada dos poderes existiu. Mergulhando as mãos no caos, que condena, ele cria o nosso planeta. O Codex prossegue narrando como Bahak-Zivo foi separado do Spiritus e os genil, ou anjos, dos rebeldes. Então, Mano, o maior, que reside com o maior Ferho, chama Kebar-Zivo, conhecido também pelo nome de Nebal-lavar Iufinhafin. Leme e vinha do alimento da vida. Sendo ele a terceira vida, compadecendo-se dos gênios rebeldes e insensatos. Devido a magnitude de sua ambição, diz: Senhor dos genil, vê o que fazem os genis, os anjos, e o que pedem eles. Eles dizem: Criemos o mundo, provocemus, e chamemos os poderes da vida. Os genis são os Princípios, os filhos da luz, mas tu és o "Mensageiro da Vida". E para contrabalançar a influência dos sete princípios "mal-intencionados" a progênie do Spiritus, Cabar Zio, o poderoso Senhor do Esplendor, procria sete outras vidas, as virtudes cardeais, que brilham com sua própria forma e luz, das alturas. Assim restabelece o equilíbrio entre o bem e o mal, luz e trevas. Mas esta criação de seres, sem o necessário influxo do puro sopro divino sobre eles, que era conhecido entre os cabalistas como o "fogo vivo', produziu apenas criaturas da matéria e luz astral. Assim foram gerados os animais que precederam o homem sobre esta Terra. Os seres espirituais, os "filhos da luz", que permaneceram fiéis ao grande Ferho, a primeira causa de tudo, constituem a hierarquia celeste ou angélica. Os adonim, e as legiões dos homens espirituais que nunca se encarnaram. Os seguidores dos gênios rebeldes e insensatos e os descendentes dos sete espíritos, ignorante, criados por karabtanos. Os spiritus tornaram-se com o correr do tempo os homens do nosso planeta. Pós terem passados por toda a criação de cada um dos elementos. A partir dessa fase, nossas formas superiores evoluíram das inferiores. A antropologia não ousa seguir o cabalista em seus voos metafísicos além deste planeta. É duvidoso que os seus mestres tenham a coragem de procurar o elo perdido nos velhos manuscritos cabalistas. Foi assim, então, posto em movimento o primeiro ciclo, que em suas rotações descendentes trouxe uma parte infinitesimal das vidas criadas ao nosso planeta de barro. Chegando ao ponto mais baixo do arco do ciclo, que precedeu diretamente a vida sobre esta Terra. A pura centelha divina que ainda restava em Adão fez um esforço para se separar do espírito astral. Pois o homem caía gradualmente na geração, e a camada carnal tornava-se mais e mais densa a cada ação. E aqui começa um mistério, um Sod, um segredo que o rabino Simeão não comunicava senão a pouquíssimos iniciados. Ele era representado uma vez a cada sete anos durante os mistérios da Samotrácia, e os seus registros se encontram auto impressos nas folhas da árvore sagrada tibetana, a misteriosa Kounboum, na Lamaseria dos santos adeptos. No oceano sem limites do espaço brilha e sol central, espiritual e invisível. O universo é seu corpo, espírito e alma. Todas as coisas são criadas de acordo com este modelo ideal. Estas três emanações são as três vidas, os três degraus do Pleroma gnóstico, as três faces cabalísticas. Pois o Antigo dos antigos, o santo dos idosos, o grande En Soph, tem uma forma e em seguida não tem forma alguma. O invisível assumiu uma forma e em seguida não tem forma alguma. O invisível assumiu uma forma quando chamou o universo a vida, diz o Zohar, o Livro do Esplendor. A primeira Luz é a sua alma, o sopro infinito, ilimitado e imortal, sob cujo esforço o universo ergue o seu poderoso seio, para infundir vida inteligente a criação. A segunda emanação condensa matéria produzindo formas no círculo cósmico. Põe os incontáveis mundos flutuando no espaço elétrico, e infunde o princípio de vida cego e ininteligente em cada forma. A terceira produz todo o universo da matéria física. Como se afasta gradualmente da Luz Central Divina seu fulgor se enfraquece transformando-se em trevas e no mal. A matéria pura, as grosseiras purgações do fogo celestial, dos hermetistas. Abraço. 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

TAO TE CHING - POEMA XII

 Lao Tse (571 a.C.531). Tao Te Ching. O 

Livro que Revela Deus

Por Huberto Rhoden (1893-1981)

Através dos Visíveis Rumo ao Invisível

POEMA XII

O excesso de luz cega a vista
O excesso de som ensurdece o ouvido
Condimentos em demasia estragam o gosto
O ímpeto das paixões perturba o coração
A cobiça do impossível destrói a ética
Por isto, o sábio em sua alma
Determina a medida para cada coisa
Todas as coisas visíveis lhe são apenas
Setas que apontam para o invisível

Explicação filosófica:
O verdadeiro sábio tem a intuição de que todas as coisas empírico-mentais não são fins em si mesmas. Mas apenas meios para alcançar um fim superior. O profano só conhece os meios e ignora o fim. O místico só conhece o fim e despreza os meios. O homem cósmico alcança os fins através dos meios. É este o homem integral - que vive univérsicamente. Abraço. Davi