Vatican.va. Biografia de santas católicas. MADRE MARIA LUÍSA MERKERT (1817-1872). Aos trinta e três anos, em 1850, tendo retornado à sua cidade natal de Nysa, na Silésia, atual Polônia, depois de um longo caminho espiritual marcado por obstáculos, incompreensões e contrariedades, Maria Merkert encontrou-se totalmente só e cercada de olhares desconfiados. Mas aquele era o momento designado pela Providência Divina para a atuação do extraordinário carisma com que Deus havia enriquecido a sua serva: ser apóstola da caridade para com os doentes e os mais necessitados. Cada carisma é um dom, uma possibilidade concreta que o Espírito Santo oferece a cada homem e a cada mulher para encontrar-se com o Senhor. Maria Merkert, como uma moderna samaritana, havia recebido o carisma de encontrar Jesus padecente, abandonado, doente, naqueles que sofriam. E ela fez-se solidária com eles, servindo os miseráveis, crianças abandonadas e pobres. O seu pensamento constante era este: "Cuidai de tudo com atenção, assisti os doentes com amor e paciência e não vos ocupeis de nada que impeça o vosso dever". Maria Merkert não poderia imaginar que aquele ponto do caminho, onde toda a sua obra parecia fracassar, como um mero caso, era o momento escolhido por Deus para provar a sua fé. Ela havia escrito: "Não percamos o ânimo, façamos o que está ao nosso alcance e o mais Deus completará. O mais está nas mãos de Deus". "O mais está nas mãos de Deus". Deus foi o seu conforto e a sua força, como reconhece o decreto sobre as suas virtudes heroicas da Congregação para a Causa dos Santos, de 20 de Dezembro de 2004. "Maria Merkert perseverou na sua missão em tempos muito difíceis e exortava as suas filhas espirituais a comportar-se com a mesma fidelidade". A Serva de Deus Maria Merkert, nasceu na cidade de Nysa, na Silésia, então diocese de Breslávia, no reino da Prússia, a 21 de Setembro de 1817, filha de pais profundamente religiosos, Carlos Antônio e Maria Bárbara Pfitzner. Maria Merkert, com a sua irmã mais velha Matilde, viveu a infância (órfã de pai já aos nove meses de idade) e a juventude nutrida por uma ardente espiritualidade cristã incentivada pelo exemplo de sua mãe, aprendendo as noções elementares na escola católica local. Em 1842 morreu também a sua mãe. A dureza da vida cotidiana e a direção da casa fizeram dela uma mulher cuidadosa, hábil nos trabalhos manuais e muito prudente. Foi em 1842 que a Providência Divina se manifestou, através de um encontro que se pode pensar tenha sido casual, com a jovem Dorota Clara Wolff, então com trinta e sete anos de idade e interiormente iluminada. Maria se sentiu chamada assim como Clara a cumprir uma particular missão: amar a Deus de modo absoluto, curando os membros sofredores do Corpo de Cristo, segundo as Palavras do Senhor: "Todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes (Mateus 25, 40). Assim, Maria, sua irmã Matilde, Dorota Clara e a conterrânea Francisca Werner, uniram-se para iniciar a trabalhar sem nenhuma aprovação canónica, nem votos religiosos, buscando imitar Cristo no seu amor misericordioso, assistindo com admirável abnegação os doentes, sobretudo os agonizantes e as crianças abandonadas em suas casas. Maria era sempre vista ao lado das camas num pobre dormitório coletivo, atendendo com paciência e dignidade a cada necessidade material e também espiritual. Aquelas mulheres corajosas (denominadas popularmente como "irmãs cinzentas") eram assistidas espiritualmente pelo vigário da paróquia de São Tiago, Pe. Francisco Fischer. Era necessário, todavia, encaminhar-se e obter um reconhecimento jurídico por parte da Igreja. O vigário redigiu para elas em 1844 os Estatutos, preparando e transformando a sociedade religiosa em uma verdadeira congregação religiosa. Por este motivo Dorota Clara Wolff e Maria Merkert, com a aprovação do Arcebispo de Praga, iniciaram a 24 de Dezembro de 1846 a formação religiosa do noviciado e um adequado aprendizado dos métodos de assistência aos doentes, com as irmãs de São Carlos Borromeu de Praga, com a intenção de retornarem a Nysa como irmãs canonicamente reconhecidas, como uma nova congregação. Matilde não pode segui-las, pois o Senhor a chamou para Si no dia 8 de Março de 1846. A experiência espiritual da Serva de Deus conheceu então o pleno cumprimento no amor a Cristo crucificado, o homem das dores que sabe bem o que é a humilhação e a rejeição. Foi uma dura prova. O ideal das irmãs de São Carlos Borromeu (1538-1584), no entanto, discordava de alguns pontos da missão que Dorota Clara e Maria se sentiam chamadas a cumprir, sobretudo na assistência aos doentes a domicílio, que as irmãs praticavam extraordinariamente. Sentindo a mudança dos seus planos de vida, Dorota Clara deixou o noviciado de Praga e se separou para sempre de Maria. Esta, cheia de angústia e de perplexidade interior, em 30 de Junho de 1850, juntamente com Francisca Werner decidem deixar as irmãs de São Carlos Borromeu e retornar a Nysa. Como Jesus só e abandonado no Jardim das Oliveiras, a Serva de Deus bebeu o cálice amargo, da incompreensão e hostilidade da parte de muitos, escandalizados pela sua decisão. Foi abandonada também pelo seu diretor espiritual, Pe. Francisco Fischer. Era aquela, porém, a escola da cruz. Sua especial vocação e missão iniciada em 1842, dava-lhe serenidade, confiança e a esperança de que tudo, no final, sairia bem. "Não percamos o ânimo e nos empenhemos a fazer o que podemos: o mais está nas mãos de Deus". Não obstante a pesada atmosfera de prejuízos, Francisca Werner e Maria Merkert recomeçaram em Nysa as atividades caritativas sob a proteção de Santa Isabel da Turíngia (1207-1231), conhecida como a santa da caridade para com os indigentes e doentes. Elas conheciam a biografia escrita por Conrado de Marburgo (confessor de Santa Isabel) onde dizia sobre a mesma: "Mandou construir um hospital perto de seu castelo, e recolhia todo tipo de doentes [...]. Visitava-os pessoalmente duas vezes por dia, pela manhã e à tarde. Cuidava diretamente dos mais repugnantes. Dava comida para alguns, procurava cama para outros, carregando-os sobre seus próprios ombros, empenhando-se sempre em cada atividade para fazer o bem". A fé destas duas mulheres vinha da proteção divina. Assimilava os ensinamentos da Carta aos Hebreus: "A fé é um modo de possuir desde agora o que se espera" (Hebreus 11, 1). Os sofrimentos morais foram os exercícios onde aprenderam a apoiar-se somente em Deus. Um ano antes da sua morte, a Serva de Deus escreveu: "Coloquemos fiel e devotamente a nossa vida nas mãos de Deus, pois prometemos dedicar as nossas fracas forças exclusivamente ao seu serviço". Tanto amor oferecido, tanta alegria no sofrimento. Os caminhos de Deus estão muito distantes daqueles percorridos pelos homens e os acontecimentos servem para compreender plenamente a sua vontade. Maria Merkert estava convencida sobre a vontade de Deus e dedicou todas as suas forças aos sofredores e àqueles que necessitavam de ajuda, não temendo nem mesmo pela sua própria vida. A Associação (como eram chamadas as irmãs) constituiu-se em Nysa para curar os doentes abandonados sob a proteção de Santa Isabel. Não era possível, esquecer ou deixar de falar sobre tanta bondade em meio a população e as autoridades civis: em um ano foram tratadas 383 pessoas doentes, distribuídos 11.561 pratos de comida aos pobres. No final de Novembro de 1850, depois de meio ano de atividade, o Magistério civil se declarou disposto a apoiá-las plenamente. Em 4 de Setembro de 1859, chegou também à aprovação da Associação de Santa Isabel por parte do bispo de Breslávia, D. Henrique Förster. A Associação contava já com 60 membros e 11 casas filiais, além da Casa Mãe de Nysa. A partir daquele dia a Associação passou a ser uma Congregação religiosa de direito diocesano. Em 5 de Março de 1860, pela primeira vez, as irmãs professaram os votos religiosos. Maria Merkert foi eleita a primeira Madre Geral. Em 1871 a Congregação recebeu o reconhecimento pontifício do Beato Pio IX com DECRETUM LAUDIS, confirmado definitivamente em 1887 por Leão XIII (1810-1903). A longa estrada marcada por ofensas, mágoas, obstáculos, calúnias e heroicos sacrifícios, foi reconhecida pela Igreja como "um caminho de Deus". Hoje as Irmãs de Santa Isabel são aproximadamente 1700 e servem a Igreja e a sociedade em várias nações da Europa e da América Latina; também em Jerusalém testemunham com a vida e o trabalho o amor misericordioso de Deus. A Serva de Deus, enfraquecida sob o peso da abnegação, do sacrifício, das responsabilidades e do dinamismo em servir que brotou da sua profunda fé, morreu aos 55 anos de idade, em 14 de Novembro de 1872. As coirmãs, "órfãs", saudaram-na como uma mãe: "Adeus, nossa amada, querida e boa Mãe". A sua figura permanece viva e atual porque os sofredores na Igreja têm sempre necessidade de ajuda de um "bom Samaritano". Abraço. Davi.
MOSAICO ESPIRITUAL
sábado, 29 de agosto de 2026
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
OS ANALECTOS - LIVRO XIII
Confucionismo. www.https//rb.br. OS ANALECTOS – LIVRO XIII. 1. Tzu-lu perguntou sobre governo. O Mestre disse: “Dê o exemplo você mesmo e, assim, estimule o povo a trabalhar duro”. Tzu-lu perguntou mais. O Mestre disse: “Não permita que seus esforços esmoreçam”. 2. Enquanto era administrador da família Chi, Chung-kung perguntou sobre governo. O Mestre disse: “Sirva de exemplo para os seus oficiais seguirem; mostre tolerância para com pequenos ofensores; e promova homens de talento”. “E como identificar os homens de talento, para promovê-los?” O Mestre disse: “Promova aqueles que você reconhece. Acha que os outros vão permitir que aqueles que você não reconhece sejam esquecidos?”. 3. Tzu-lu disse: “Se o senhor de Wei o encarregasse da administração (cheng) do estado, o que o senhor faria primeiro?”. O Mestre disse: “Se algo tem de ser feito primeiro, é, talvez, a retificação (cheng) [140] dos nomes”. Tzu-lu disse: “É mesmo? Que caminho indireto o Mestre toma! Para que tratar da retificação?”. O Mestre disse: “Yu, como você é atrapalhado. Espera-se que um cavalheiro não ofereça nenhuma opinião sobre aquilo que desconhece. Quando os nomes não são corretos, o que é dito não soará razoável; quando o que é dito não soa razoável, os negócios não culminarão em sucesso e ritos e músicas não florescerão; quando ritos e música não florescerem, a punição não encerrará os crimes; quando a punição não encerrar os crimes, o povo ficará desanimado. Assim, quando o cavalheiro nomeia algo, o nome com certeza terá uma função no seu discurso, e, quando ele disser algo, com certeza será algo passível de ser colocado em prática. Um cavalheiro é tudo menos casual quando se trata de linguagem”. 4. Fan Ch’ih pediu que Confúcio lhe ensinasse a criar animais. O Mestre disse: “Não sou tão bom quanto um velho fazendeiro”. Fan Ch’ih pediu que lhe ensinasse como cultivar vegetais. “Não sou tão bom quanto um velho jardineiro”. Quando Fan Ch’ih foi embora, o Mestre disse: “Que tolo é Fan Hsü! Quando os governantes amam os ritos, nenhuma pessoa comum ousará ser irreverente; quando amam aquilo que é correto, nenhuma pessoa comum ousará ser insubordinada; quando amam que haja coerência com aquilo que é dito, nenhuma das pessoas comuns ousará ser insincera. Desse modo, pessoas dos quatro cantos acorrerão, com os filhos atados às costas. Que necessidade há de falar sobre a criação de animais?”. 5. O Mestre disse: “Se um homem que conhece as trezentas Odes de cor falha quando lhe são dadas responsabilidades administrativas e se mostra incapaz de ter iniciativa própria quando enviado para estados estrangeiros, então qual a utilidade das Odes para ele, independentemente de quantas ele tenha aprendido?”. 6. O Mestre disse: “Se um homem é correto, então haverá obediência sem que ordens sejam dadas; mas se ele não é correto, não haverá obediência, mesmo que ordens sejam dadas”. 7. O Mestre disse: “Em seus governos, os reinos de Lu e Wei são como irmãos”. 8. O Mestre disse sobre o príncipe Ching de Wei que ele mostrava uma atitude louvável em relação à sua moradia. Quando ele pela primeira vez teve uma casa, disse: “É adequada”. Quando a ampliou um pouco, disse: “É completa”. Quando ela se tornou suntuosa, ele disse: “É admirável”. 9. Quando o Mestre foi para Wei, Jan Yu conduziu a carruagem para ele. O Mestre disse: “Que população florescente!”. Jan Yu disse: “Quando a população floresce, que outro benefício pode-se acrescentar?”. “Fazer as pessoas ricas.” “Quando as pessoas tornam-se ricas, que outro benefício pode-se acrescentar?” “Educá-las.” [141] 10. O Mestre disse: “Se alguém me empregasse, dentro do período de um ano eu deixaria as coisas em um estado satisfatório e depois de três anos eu teria provas disso para mostrar”. 11. O Mestre disse: “Como é verdadeiro o ditado que diz que depois que um reino foi governado durante cem anos por bons homens é possível vencer a crueldade e acabar com os homicídios!”. 12. O Mestre disse: “Mesmo com um rei de verdade, leva-se uma geração inteira para que a benevolência torne-se realidade”. 13. O Mestre disse: “Se um homem consegue fazer com que ele próprio seja correto, que dificuldade haverá para ele tomar parte no governo? Se ele não consegue fazer com que ele próprio seja correto, o que tem ele a ver com fazer os outros serem corretos?”. 14. Jan Tzu voltou da corte. O Mestre disse: “Por que tão tarde?”. “Assuntos de Estado.” O Mestre disse: “Só podem ter sido coisas de rotina. Houvesse algum assunto de Estado, eu teria ficado sabendo sobre ele, mesmo que eu não tenha mais nenhum cargo”. 15. O duque Ting perguntou: “Existe uma máxima que garanta a prosperidade de um reino?”. Confúcio respondeu: “Uma máxima não pode fazer exatamente isso. Há um ditado entre os homens: ‘É difícil ser um governante, e tampouco é fácil ser súdito’. Se um governante entende a dificuldade de ser um governante, então não se trata praticamente de uma máxima levando o reino à prosperidade?”. “Existe uma máxima que possa levar o reino à ruína?” Confúcio respondeu: “Uma máxima não pode fazer exatamente isso. Há um ditado entre os homens: ‘Não gosto de ser um governante, exceto pelo fato de que ninguém vai contra aquilo que eu digo’. Se o que ele diz é bom e ninguém vai contra ele, ótimo. Mas e se o que ele diz não é bom e ninguém vai contra ele, então não se trata praticamente de uma máxima levando o reino à ruína?”. 16. O governador de She perguntou sobre governo. O Mestre disse: “Certifique-se sempre de que aqueles que estão perto estejam satisfeitos e de que aqueles que estão longe sejam atraídos”. 17. Ao se tornar prefeito de Chü Fu, Tzu-hsia perguntou sobre governo. O Mestre disse: “Não seja impaciente. Não tenha em mente apenas ganhos pequenos. Se você for impaciente, não atingirá o seu objetivo. Se tiver em mente apenas pequenos ganhos, as grandes missões não serão cumpridas”. 18. O governador de She disse a Confúcio: “Em nossa aldeia há um homem que é chamado de ‘Retidão’. Quando o pai dele roubou uma ovelha, ele o denunciou”. Confúcio respondeu: “Em nossa aldeia, aqueles que são corretos são muito diferentes. Os pais protegem os filhos, e os filhos protegem os pais. Retidão é algo encontrado nesse comportamento”. 19. Fan Ch’ih perguntou sobre benevolência. O Mestre disse: “Quando estiver em casa, mantenha-se em uma atitude respeitosa; quando estiver servindo como oficial, seja reverente; quando lidar com outros, dê o melhor de si. Essas são qualidades que não podem ser deixadas de lado, mesmo que você vá viver entre bárbaros”. 20. Tzu-kung perguntou: “Como deve ser um homem para que possam chamá-lo verdadeiramente de Cavalheiro?”. O Mestre disse: “Um homem que se mostra honrado na forma com que se conduz e que, quando enviado para o exterior em missão, não desgraça o nome de seu senhor pode ser chamado de Cavalheiro”. “E abaixo dele, quem merece figurar?” “Alguém que dentro do próprio clã é elogiado por ser um bom filho e que na sua aldeia é elogiado por ser um jovem respeitoso.” “E a seguir?” “Um homem que insiste em manter sua palavra e em levar suas ações até o fim talvez esteja qualificado para ser o próximo, mesmo que mostre uma teimosa estreiteza da mente.” “E quanto aos homens que estão na vida pública, presentemente?” O Mestre disse: “Oh, eles são de capacidade tão limitada que mal contam”. 21. O Mestre disse: “Se é impossível encontrar homens moderados para companheiros, deve-se, se não há alternativa, voltar-se aos indisciplinados e aos cautelosos. Os primeiros arriscam-se a qualquer coisa, enquanto os últimos demarcam o limite para alguns tipos de ações”. 22. O Mestre disse: “As pessoas do sul têm um ditado: Um homem sem consistência [142] não dará nem um xamã nem um médico. Muito bem dito! ‘Se uma pessoa não demonstra uma virtude consistente, essa pessoa passará, talvez, vergonha.’” [143] O Mestre continuou, para comentar: “A importância do ditado é simplesmente a de que, em tal caso, não há razão alguma para consultar um oráculo”. 23. O Mestre disse: “O cavalheiro concorda com os outros sem ser um eco. O homem vulgar ecoa sem estar de acordo”. 24. Tzu-kung perguntou: “‘Todos na aldeia gostam dele.’O que você acha disso?” O Mestre disse: “Isso não é o suficiente”. “‘Ninguém na aldeia gosta dele.’O que acha disso?” O Mestre disse: “Isso tampouco é suficiente. ‘Aqueles na aldeia que são bons gostam dele e aqueles na aldeia que são maus não gostam dele.’Isso ficaria melhor”. 25. O Mestre disse: “O cavalheiro é fácil de ser servido mas difícil de agradar. Ele não ficará satisfeito a menos que você tente agradá-lo seguindo o Caminho, mas quando se trata de empregar os serviços de outras pessoas, ele o faz dentro dos limites da capacidade delas. O homem vulgar é difícil de ser servido mas fácil de agradar. Ele ficará satisfeito mesmo que você tente agradá-lo sem seguir o Caminho, mas quando se trata de empregar os serviços de outros, ele exige perfeição”. 26. O Mestre disse: “O cavalheiro fica à vontade sem ser arrogante; o homem vulgar é arrogante sem ficar à vontade”. 27. O Mestre disse: “Força inquebrantável, resolução, simplicidade e reticência [144] são próximas da benevolência”. 28. Tzu-lu perguntou: “Como deve ser um homem para que mereça que o chamem de Cavalheiro?”. O Mestre disse: “Alguém que é, por um lado, sincero e inteligente e, por outro lado, cordial merece ser chamado de Cavalheiro – sincero e inteligente entre os seus amigos e cordial entre irmãos”. 29. O Mestre disse: “Depois que um homem bom educou o povo por sete anos, aí então o povo estará pronto para pegar em armas”. 30. O Mestre disse: “Mandar o povo para a guerra sem que ele tenha educação é jogá-lo fora”. www.http//rb.br.
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
O ANÚNCIO DA MORTE DO BUDA
Budismo. Livro Vida e Doutrina de Sidarta Gautama. Por Yoki Kharishnanda. O ANÚNCIO DA MORTE DO BUDA. Capítulo XI. O Senhor Buda disse a Ananda: Vai agora, Ananda, e reúna na sala capitular os irmãos residentes de Valsali. O Senhor Buda entrou na sala, sentou-se numa almofada já ali colocado para ele, e disse: Ó irmãos, já que vocês receberam e aceitaram a Verdade, estão compenetrados dela. Meditem na Verdade e difundam-na por toda parte, para que a religião se perpetue e subsista pra o bem e felicidade dos povos e proveito de todos os seres. Aquele que deixar o seu coração sem freio algum, não alcançará o nirvana. Por isso, vocês devem fugir das excitações mundanas e buscar a paz da alma. Comam para saciar a fome e bebam para acabar a sede. Satisfaçam as necessidades da vida corpórea como a abelha que sorve o néctar da flor. Mas sem lhe roubar o perfume. Ó irmãos! É preciso aprender a assimilar as quatro nobres verdades. Reconheçam que já temos perdido muito tempo e peregrinado demais pelo penoso caminho da reencarnação em busca da Verdade. Pratiquem a meditação profunda a que eu habituei vocês. Persistam na firme luta contra o pecado. Mantenham-se constantes no caminho da santidade. Que os seus sentidos espirituais estejam limpos. E se as sete luzes da sabedoria iluminarem a mente de vocês, entrarão no caminho óctuplo que conduz ao nirvana. Saibam, ó irmãos, que não tardará em extinguir-se a personalidade do Tathágata. Assim eu os encorajo e digo: Tudo quanto é composto e complexo tem de envelhecer e morrer. Busquem o eterno e esforcem-se ardorosamente pela sua salvação. Abraço. Davi.
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
O PENSAMENTO DESGOVERNADO E O LOBO INVISÍVEL. Parte I
Legião da Boa Vontade. Livro A Missão dos Setenta e o Lobo Invisível. Por José de Paiva Neto. PENSAMENTO DESGOVERNADO E O LOBO INVISÍVEL. Parte V-1. Minhas amigas e meus amigos, venho reproduzindo a palestra que proferi na Super Rede Boa Vontade de Rádio em 31/12/2004. Que depois, em série, publiquei, acrescida de novas considerações, na Revista Jesus está chegando! Pela ótica ecumênica da 4ª Revelação. A Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, prossigo no combate à funesta ação do pensamento desgovernado. Que solertemente atua, o mais das vezes, como se fora um "lobo invisível". Discorro sobre estratégias para melhor nos proteger de seus danosos efeitos. Males afugentados pela sabedoria. Provérbios 2,6 e 10 a 15. "O Senhor dá a sabedoria, e da sua boca vêm a inteligência e o entendimento. Porquanto a sabedoria entrará no teu coração, e o conhecimento será agradável à tua alma. O bom conselho te guardará, e a prudência te conservará. A fim de te livrar do caminho mal e do homem que fala coisas perversas. Dos que deixam as veredas da retidão, para andar por caminhos tenebrosos. Que se alegram depois de ter feito o mal e triunfam de prazer nas piores coisas. Cujos caminhos são todos corrompidos e cujos passos são infames. Ou seja, o "lobo", invisível ou visível, é que trabalha por manter o pensamento da ovelha desgovernado. Entretanto, o Bom Pastor, Jesus, sempre atento, estende sua bendita e forte mão ao rebanho, qualquer que seja o nome que possua. Para que não se perca e aprenda as lições de sua Divina Sabedoria, a qual afugenta das mentes ou males. Ainda na análise que venho realizando do Evangelho de Jesus, segundo Lucas 10,1 a 24 em Espírito e Verdade, à luz do Mandamento Novo do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista - "Amai-vos como Eu amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos". Evangelho segundo João 13,34 e 35. Ilustro meus comentários com uma importante passagem da Boa Nova, descrita nas anotações de Marcos 5,1 a 14. "A cura do endemoninhado gadareno", que transcreverei nesta parte 5. Lobos invisíveis combate-se com oração fervorosa. O lobo caracterizado por um espírito obsessor geralmente é muito mais atuante do que os "lobos" reencarnados. Além disso, com a vantagem, para ele, de ser invisível. Como costuma agir? De várias formas. Eis uma bem comum: começam a brotar ideias estranhas na cabeça do indivíduo. A pessoa imagina, então, que está conversando sozinha. Que nada! Uma caterva de almas trevosas, à sua volta, põe-se a soprar, nos seus ouvidos, apelos a que não deve atender por serem maus. Para a defesa contra tal qualidade de seres ainda inferiores, só existe uma solução. Quem o revela é Jesus, no seu Evangelho segundo Marcos 17,21. Para esse tipo de espírito, só muita oração e vigilância. Não me canso de repetir que é essencial, em todos os momentos da vida, cultivar o hábito da oração. Já lhes disse que não como uma decisão sem antes elevar o pensamento a Deus. E mais: quem tem juízo não vai dormir sem fazer a sua súplica aos Espíritos do Bem, Almas Benditas. Por oportuno, transcrevo aqui a Prece da Vigilância Espiritual, de autoria do saudoso proclamador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, Alziro Zarur. Que recomendamos seja proferida sempre antes de repousar. Prece da vigilância espiritual (oração noturna): Deus está presente! Meu Jesus, que a gloriosa falange de São Francisco de Assis, Patrono da Divina Legião da Boa Vontade, guarde o meu espírito. Não somente o meu corpo, enquanto durmo. E se eu vier a sofrer um ataque da treva, que esteja apto ou apta a revidá-lo instantaneamente. Mas peço a tua misericórdiosa proteção, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém! Viva Jesus! Que assim seja! Vale destacar que podemos também traduzir vigilância como Boas Obras, porquanto, conforme definiam os antigos: Cérebro desocupado é oficina de satanás. Ora, de ações generosas carecem as sociedades, para que eticamente progridam nos diversos ramos espiritual humano: na política, na Religião, nas Sociologia, na Educação, na Ciência, na Filosofia, no lar, na vida pública. Enfim em toda parte. Essa é a resposta, a partir do pensamento - não mais sem rumo - contra a omissão, a corrupção, a impunidade ... Aliás, são muitos nomes e disfarces. De quem? Do lobo invisível! Há muito, assevero: quando o território não é defendido pelos bons, os maus fazem "justa" a vitória da injustiça. Que impeçamos tal despautério, visto que a grande lição é a de permanecermos vigilantes e ativos, em sintonia constante com os nossos dedicados Anjos Guardiães. Em oposição ao pensamento desgovernado, para não ser vítimas dele. Afinal de contas, somos aquilo que pensamos, falamos e realizamos. Aconselho-os, por isso, a ler e analisar continuamente as Sete Campanhas da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, lançadas por Alziro Zarur: 1.Bom Pensamento. 2.Boa Palavra. 3.Boa Ação. 4.Boa Notícia. 5.Boa Diversão. 6.Boa Vizinhança.7.Boa Vontade Mundial. O jabuti e o chacal. O Buda apresentou a seus seguidores uma parábola intitulada "O Jabuti", tratando da necessidade do permanente cuidado para com nossa segurança espiritual. Lição que serve para nos proteger das tocaias do "lobo invisível". "Certa vez, bhikkhus (monges), um jabuti estava procurando alimento a noite, as margens de um rio. Um chacal também estava procurando alimento às margens daquele mesmo rio. Quando o jabuti, viu o chacal à distância procurando alimento, ele recolheu as quatro patas e o pescoço para dentro do casco e assim permaneceu quieto e imóvel! O chacal também viu o jabuti a distância procurando alimento e, assim, ele se aproximou do jabuti e ficou ali esperando, pensando: Assim que o jabuti esticar algum dos seus quatro membros ou o pescoço, eu vou agarrá-lo nesse exato momento, vou arrancá-lo e comê-lo. Mas, como o jabuti não esticou nenhum dos membros ou o pescoço, o chacal, sem ter a sua oportunidade, perdeu o interesse e partiu. Da mesma forma o senhor do mal está continuamente e constantemente esperando ao seu lado, pensando: Talvez eu tenha uma oportunidade através do olho... do ouvido... do nariz... da língua... do corpo. Talvez eu tenha uma oportunidade através da mente. Portanto, permaneçam com as portas dos meios dos sentidos bem guardadas (...). Ao conscientizar um objeto mental com a mente, não se agarrem aos seus sinais ou detalhes. Visto que, se permanecerem com a faculdade da mente descuidada, vocês serão tomados pelos estados ruins e prejudiciais de cobiça e tristeza. Pratiquem a con tenção, protejam a faculdade da mente, empenhem-se na contenção da faculdade da mente. Quando vocês permanecerem com as portas dos meios dos sentidos bem guardadas, o senhor do mal não terá nenhuma oportunidade e, assim, perderá o interesse e partirá, tal como o chacal com o jabuti. Recolhendo na mente os pensamentos, como um jabuti recolhe no casco os seus membros, independente, sem fazer mal a ninguém, plenamente saciado, um monge não critica ninguém". A lógica do Espírito. Uma visão equivocada que vai contra uma lógica simples é a perspectiva de que os espíritos de pouca evolução têm maior influência sobre as criaturas humanas do que os que estão a serviço da Espiritualidade Superior. Portanto, muito mais poderosos e numerosos são os Espíritos de Luz do que os de condição inferior. Allan Kardec (1804-1869), convida-nos a este importante raciocínio: Como acreditar que Deus só ao espírito do mal permite que se manifeste, para perder-nos. Sem nos dar por contrapeso os conselhos dos bons Espíritos? Apocalipse não significa catástrofes, mas chamada a responsabilidade. O Livro das Profecias Finais ensina a libertação espiritual e moral aos povos. Nos convoca à responsabilidade. O Apocalipse é a consumação de carmas regionais ou da Lei de Causa e Efeito em caráter global, o que, por si só, já se trata de algo extremamente sério. Contudo, seu nome não alude a coisa catastrófica. Porém, simplesmente significa a Revelação - do grego Apokalúpsis. No entanto, a Revelação será de fatos que criamos, sejam bons ou maus. Então, ele não nos ameaça. Quem faz isso somos nós mesmos. Alguns deturpam tanto a sua Divina Mensagem, que o estigmatizam como sinônimo de tragédia. Infelizmente, entre esses há os que são inspirados pelo insinuoso "lobo invisível". Todavia, a Revelação profética que fecha a Bíblia Sagrada anuncia a mais extraordinária das notícias: a volta Triunfal do Cristo de Deus. Apocalipse 1,7. "Eis que ele vem com as nuvens e todo olho o verá. Até mesmo os que o transpassaram. E todas as tribos da terra, se lamentarão sobre ele. Sim. Amém". Razão pela qual Alziro Zarur (1914-1979) o denominava de "o mais importante livro da Bíblia Sagrada na atualidade mundial". Abraço. Davi
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
O QUE SÃO OS ODU IFÁ?
Religião Afro-brasileira. Por Eurico Ramos. Livro Revendo o Candomblé - XV. O QUE SÃO OS ODU IFÁ? Segundo a herança da filosofia africana e das tribos ketu que eu origem à Casa Branca do Engenho Velho em Salvador - BA - Brasil. Os Odu Ifá são signos nagô que trazem as configurações de destino, ou de tendências de vida de um indivíduo. Os signos de Ifá se dividem em odu-meji e seus respectivos omo-odu, ou seja, os odu-filhos desses odu-meji - palavra oxÍtona - é o odu principal e o omo-odu é o filho desse odu, principal. Que vem trazendo as curvaturas e as nuances de tudo o que o signo traz num contexto geral. Nova está havendo muitas discrepâncias a esse respeito, principalmente com a criação de cálculos alfa numéricos, sistemas digitais no jogo de búzios. Somatório de números de letras, somatórios de números de data de nascimento para se achar um odu. Isso é absurdo porque a numerologia, tem origem hebraica, vem dos judeus, e nunca cruzou com os cultos africanos. Por esse motivo, a numerologia hebraica nada tem a ver com o jogo de búzios, e, por conseguinte, nada tem a ver com os Odu Ifá. Abraço. Davi
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
TAO TE CHING - POEMA XIV
Lao Tse (571a.C.531) Tao Te Ching - O
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
OS ANALECTOS - LIVRO XII
Confucionismo. www.https//rt.br. OS ANALECTOS – LIVRO XII. 1. Yen Yüan perguntou sobre a benevolência. O Mestre disse: “Voltar-se à observância dos ritos sobrepondo-se ao indivíduo constitui a benevolência. Se por um único dia um homem puder retornar à observância dos ritos ao sobrepor-se a si mesmo, então todo o Império o considerará benevolente. Entretanto, a prática da benevolência depende inteiramente da própria pessoa, e não dos outros”. Yen Yüan disse: “Gostaria que vocês listassem os passos deste processo”. O Mestre disse: “Não olhe a menos que esteja de acordo com os ritos; não escute a menos que esteja de acordo com os ritos; não fale a menos que seja de acordo com os ritos; não se mexa a menos que seja de acordo com os ritos”. Yen Yüan disse: “Embora eu não seja rápido, hei de dirigir meus esforços para o que o Mestre falou”. 2. Chung-kung perguntou sobre a benevolência. O Mestre disse: “Quando em terra estrangeira, comporte-se como se recebesse um convidado importante. Quando empregar os serviços do povo comum, comporte-se como se estivesse oficiando um importante sacrifício. Não imponha aos outros aquilo que você não deseja para si próprio. [130] Desse modo, você estará livre de maus sentimentos, seja no âmbito do reino ou de uma família nobre”. Chung-kung disse: “Embora eu não seja rápido, hei de dirigir meus esforços para o que o Mestre falou”. 3. Ssu-ma perguntou sobre a benevolência. O Mestre disse: “Amarca distintiva do homem benevolente é que ele reluta em falar”. “Nesse caso, pode-se dizer que um homem é benevolente simplesmente porque reluta em falar?” O Mestre disse: “Quando agir é difícil, causa alguma surpresa que alguém relute em falar?”. [131] 4. Ssu-ma Niu perguntou sobre o cavalheiro. O Mestre disse: “O cavalheiro é livre de preocupações e medos”. “Nesse caso, pode-se dizer que um homem é um cavalheiro simplesmente porque está livre de preocupações e medos?” O Mestre disse: “Se, ao examinar a si próprio, um homem não encontra nenhuma razão para se repreender, que preocupações e medos pode ele ter?”. 5. Ssu-ma Niu apareceu preocupado, dizendo: “Todos os homens têm irmãos. Só eu não tenho nenhum”. Tzu-hsia disse: “Já ouvi dizer: vida e morte são uma questão de Destino; riqueza e honra dependem do Céu. O cavalheiro é reverente e não faz nada errado, é respeitoso para com os outros e observa os ritos, e todos habitantes dos Quatro Mares serão seus irmãos. Qual a necessidade de o cavalheiro preocupar-se quanto a não ter irmãos?”. 6. Tzu-chang perguntou sobre a perspicácia. O Mestre disse: “Quando um homem não é influenciado por difamações continuamente repetidas ou por denúncias pelas quais ele sente alguma simpatia, ele pode ser chamado de perspicaz. Ao mesmo tempo, ele pode ser chamado de previdente”. 7. Tzu-kung perguntou sobre governo. O Mestre disse: “Dê-lhes comida suficiente, dê-lhes armas suficientes, e as pessoas comuns confiarão em você”. Tzu-kung perguntou: “Se alguém tivesse de abrir mão de um desses três, de qual deveria abrir mão primeiro?”. “Abra mão das armas.” Tzu-kung disse: “Se alguém tivesse que abrir mão de um dos dois restantes, de qual deveria abrir mão primeiro?”. “Abra mão da comida. Amorte sempre esteve conosco, desde o começo dos tempos, mas quando não há confiança, as pessoas comuns não terão nada a que se agarrar.” 8. Chi Tzu-ch’eng disse: “O mais importante a respeito de um cavalheiro é o material do qual ele é feito. Para que ele precisa de refinamento?”. Tzu-kung comentou: “É uma pena que um cavalheiro fale desse modo sobre o cavalheiro. ‘Uma parelha de quatro cavalos não pode ir mais rápido do que a língua de alguém.’O material não difere do refinamento; o refinamento não difere do material. A pele de um tigre ou de um leopardo, desprovida de pelos, não é diferente da de um cachorro ou de uma ovelha”. 9. O duque Ai perguntou a Yu Juo: “A colheita vai mal, e não tenho o suficiente para cobrir os gastos. Que devo fazer?”. Yu Juo respondeu: “Que tal taxar as pessoas em uma de dez partes?”. “Já não tenho o suficiente agora que as taxo em duas partes de dez. Como eu poderia taxá-las em uma parte de dez?” “Quando as pessoas têm o suficiente, quem sobra na insuficiência? Quando as pessoas não tem o suficiente, quem resta para gozar da abundância?” 10. Tzu-chang perguntou sobre a exaltação da virtude e sobre como reconhecer a incoerência. O Mestre disse: “Faça o seu princípio norteador dar o melhor de si pelos outros e ser coerente com aquilo que diz, e vá onde há retidão, então você estará exaltando a virtude. Quando se ama um homem, deseja-se que ele viva, e quando se odeia um homem, deseja-se que ele morra. Se, tendo uma vez desejado que ele vivesse, você depois deseja que ele morra, isso é incoerência. Se você não o fez pelo bem dos ricos, Você deve tê-lo feito pelo bem da mudança”. [132] 11. O duque Ching de Ch’i perguntou a Confúcio sobre governo. Confúcio respondeu: “Deixe que o governante seja um governante, o súdito, um súdito, o pai, um pai, o filho, um filho”. O duque disse: “Esplêndido! Realmente, se o governante não for um governante, o súdito, um súdito, se o pai não for um pai e o filho, um filho, então, mesmo que houvesse grãos, conseguiria eu comê-los?”. 12. O Mestre disse: “Se alguém pode chegar à verdade de uma disputa legal apenas a partir das evidências de uma das partes, é, talvez, Yu”. Tzu-lu nunca posterga o cumprimento de uma promessa ao dia seguinte. 13. O Mestre disse: “Ao julgar uma disputa judicial, sou igual a qualquer outro homem. Mas, se vocês insistem em uma diferença, é, talvez, que, em primeiro lugar, tento convencer as partes a não recorrer ao litígio”. 14. Tzu-chang perguntou sobre governo. O Mestre disse: “Quanto à rotina diária, não mostre cansaço, e quando houver alguma ação a ser tomada, dê o melhor de si”. 15. O Mestre disse: “O cavalheiro que é muito culto mas que é levado às coisas essenciais pelos ritos dificilmente vai se voltar contra aquilo que apoiou”. [133] 16. O Mestre disse: “O cavalheiro ajuda os outros a perceberem o que há de bom neles; não os ajuda a perceberem o que há de ruim. O homem vulgar faz o contrário.” 17. Chi K’ang Tzu perguntou a Confúcio sobre governo. Confúcio respondeu: “Governar (cheng) é corrigir (cheng). [134] Se você der exemplo ao ser correto, quem ousaria continuar sendo incorreto?”. 18. O grande número de ladrões na região era uma fonte de preocupação para Chi K’ang Tzu, que pediu conselho a Confúcio. Confúcio respondeu: “Se você não fosse um homem ganancioso [135] , ninguém roubaria, nem mesmo se oferecessem recompensas aos ladrões”. 19. Chi K’ang Tzu perguntou a Confúcio sobre o governo, dizendo: “O que o Mestre pensaria se, para me aproximar daqueles que seguem o Caminho, eu matasse aqueles que não o seguem?”. Confúcio respondeu: “Qual a necessidade de matar para administrar um governo? Apenas deseje o bem, e o povo será bom. A virtude do cavalheiro é como o vento; a virtude do homem comum é como grama. Que o vento sopre sobre a grama, e ela com certeza se dobrará”. [136] 20. Tzu-chang perguntou: “Como um cavalheiro deve ser para que digam que ele conseguiu distinguir-se?”. O Mestre disse: “Que diabos você quer dizer com ‘distinguir-se’?”. Tzu-chang respondeu: “O que tenho em mente é um homem que tem certeza de ser conhecido, sirva ele em um reino ou em uma família nobre”. O Mestre disse: “Isso é ser conhecido, não se distinguir. O termo ‘distinguir-se’descreve um homem que é correto por natureza e que gosta do que é certo, sensível às palavras das outras pessoas e observador da expressão nos rostos delas e que sempre se preocupa em ser modesto. Tal homem é destinado a distinguir-se, sirva ele em um reino ou em uma família nobre. Por outro lado, o termo ‘ser conhecido’descreve um homem que não tem dúvidas de que é benevolente, quando tudo o que ele está fazendo é mostrar uma fachada de benevolência que não condiz com suas ações. Tal homem é destinado a ser conhecido, sirva ele em um reino ou em uma família nobre”. 21. Fan Ch’ih estava com Confúcio durante uma visita ao Altar da Chuva. Ele disse: “Posso perguntar sobre o acúmulo da virtude, a reforma dos corrompidos e a admissão do mau julgamento?”. O Mestre disse: “Que esplêndida pergunta! Colocar o serviço prestado acima da recompensa que você ganha, não é isso acúmulo da virtude? [137] Atacar o mal como o mal e não como o mal de um homem em particular, não é isso o caminho para reformar os corrompidos? Deixar que um repentino ataque de raiva faça com que você esqueça da segurança da sua própria pessoa ou mesmo da dos seus parentes, não é isso um mau julgamento?” 22. Fan Ch’ih perguntou sobre benevolência. O Mestre disse: “Ame seus semelhantes”. Ele perguntou sobre a sabedoria. O Mestre disse: “Conheça os homens”. Fan Ch’ih não entendeu. O Mestre disse: “Promova os justos e coloque-os acima dos corrompidos. [138] Isso pode endireitar os corrompidos”. Fan Ch’ih retirou-se e foi falar com Tzu-hsia, dizendo: “Há pouco fui ver o Mestre e perguntei sobre a sabedoria. O Mestre disse: ‘Promova os justos e coloque-os acima dos corrompidos. Isso pode endireitar os corrompidos’. O que ele quis dizer?”. Tzu-hsia disse: “Rico, de fato, é o significado de tais palavras. Quando Shun dominava o Império, escolhendo entre a multidão ele promoveu Kao Yao e, ao fazer isso, afastou aqueles que não eram benevolentes. Quanto T’ang dominava o Império, escolhendo entre a multidão promoveu Yi Yin e, ao fazer isso, afastou aqueles que não eram benevolentes”. 23. Tzu-kung perguntou sobre como os amigos devem ser tratados. O Mestre disse: “Aconselhe-os o melhor que puder e guie-os corretamente, mas pare quando hão houver esperança de sucesso. Não peça para ser rejeitado”. [139] 24. Tseng Tzu disse: “Um cavalheiro faz amigos por meio da sua cultura, mas busca os amigos para apoio benevolente”. www.https//rt.br. Abraço. Davi.