Legião da Boa Vontade (LBV). Livro A Missão dos Setenta e o Lobo Invisível. Por José de Paiva Neto (1941-2025). PENSAMENTO DESGOVERNADO E O LOBO INVISÍVEL. Parte V2. Benditas mãos de Jesus. O "lobo" invisível ou visível, trabalha por manter o pensamento da ovelha desgovernado. Entretanto, o Bom Pastor, Jesus, sempre atento, estende sua bendita e forte mão ao rebanho, qualquer que seja o monte que possua. Para que não se perca e aprenda as lições de sua Divina Sabedoria, a qual afugenta das mentes os males. Ainda o "lobo invisível". Recorro, à guisa de estudo a respeito das tramas do lobo invisível, a um trecho da obra Missionários da Luz, no qual o Espírito André Luiz, pela psicografia do saudoso Francisco Cândido Xavier, registra seríssimo esclarecimento do Instrutor Espiritual Alexandre. Acerca do fenômeno da obsessão e de como nos precatar e nos livrar delas: Se a vítima capitula sem condições, ante o adversário, entrega-se totalmente e tornasse possessa, após transformar-se em autômato à mercê do perseguidor. Se possui vontade frágil e indecisa, habitua-se com a persistente atuação frágil e indecisa dos verdugos e vicia-se no círculo de irregularidades de muito difícil corrigenda. Porquanto se converte, aos poucos, em polos de vigorosa atração mental aos próprios algozes. Em tais casos, nossas atividades de assistência espiritual estão quase circunscritas a meros trabalhos de socorro, objetivando resultados longínquos. Quando encontramos, porém, o enfermo interessado na própria cura, valendo-se de nossos recursos para aplicá-los à edificação interna, então podemos prever triunfos imediatos. O indispensável auxílio de Deus, do Cristo e do Espírito Santo. A ação dos "lobos Invisíveis" , almas atrasadas, na mente dos que não sabem defender-se, ou, até de maneira perigosamente leviana, não o querem fazer. Passa, assim, ao campo das mais temíveis obsessões e posteriores possessões, ferozmente aprisionando os invigilantes. O Evangelho de Jesus, segundo Marcos 5,1-14, mostra-nos o Poder Absoluto do Cristo perante uma multidão de espíritos do mal, lobos invisíveis, que endemoninhavam um infeliz gadareno. Observamos, ali, o triste quadro a que chega um ser humano quando atinge o grau de possessão. O pensamento desgovernado é a porta encontrada aberta por essa categoria de influência maligna. A cura do endemoninhado gadareno. "Entremente, chegaram, Jesus e seus discípulos, à outra margem do mar, à terra dos gadarenos. Ao desembarcar, logo veio dos sepulcros, ao seu encontro, um homem possesso de espírito imundo. O qual vivia nos túmulos e nem mesmo com cadeias alguém podia prendê-lo. Porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, elas foram quebradas por ele. Os grilhões, despedaçados. E ninguém podia subjugá-lo. Andava sempre, de noite e de dia, clamando por entre as sepulturas e pelos montes, ferindo-se com pedras. Quando, porém, de longe, viu Jesus, correu e o adorou, exclamando em alta voz. Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes? Porque Jesus lhe dissera: espírito imundo, sai desse homem! E lhe perguntou: Qual é o teu nome? Respondeu ele: Multidão é o meu nome, porque somos muitos. E rogou encarecidamente ao Cristo que não os mandasse para fora daquela região. Ora, pastava ali pelo monte uma grande manada de porcos. E os espíritos imundos rogaram a Jesus, dizendo: Manda-nos, Senhor, para os porcos, para que entremos neles. E Jesus o permitiu. Então, saindo os espíritos da treva do homem possesso, entraram nos porcos. E a manada, que era cerca de dois mil porcos, precipitou-se despenhadeiro abaixo, para dentro do mar, onde se afogaram. Os donos dos porcos fugiram e anunciaram o acorrido na cidade e pelos campos". Proteção contra os espíritos do mal. Confiemos em Jesus, sigamos com afinco suas palavras e seus exemplos e viveremos protegidos. Portanto, libertos da ação de espíritos de tão baixa categoria, causadores, ainda desconhecidos, dos grandes dramas da Terra. Não somente no âmbito particular, mas também no campo dos governos. São incentivadores das piores tramas, que resultam em guerras, mortes, fomes e doenças, como denuncia o Livro da Revelação Final, 6,3 a 8. O segundo selo. "Quando o Cordeiro de Deus abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente, que dizia: Vem e vê! E saiu outro cavalo, vermelho. Ao seu cavaleiro lhe foi dado tirar a paz da Terra para que os homens se matassem uns aos outros, e lhe foi dada uma grande espada também". O terceiro selo. "Quando o Cordeiro de Deus abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizendo: Vem e vê! Então, apareceu um cavalo preto e o seu cavaleiro com uma balança na mão. E ouvi uma voz no meio dos quatro seres viventes, que dizia: Uma cevada por um denário, e não danifiqueis o azeite e o vinho". O quarto selo. Quando o Cordeiro de Deus abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente dizendo: Vem e vê! E surgiu um cavalo amarelo e o seu cavaleiro, sento este chamado Morte. E o inferno o estava seguindo e lhes foi dada autoridade sobre a quarta parte da Terra para matar à espada, pela fome, com a mortandade e por meio das feras da Terra. Disse Jesus: Vigiai e orai! Como nos livramos desses perigos? O Cristo de Deus manda que oremos e vigiemos para não cair em tentação. "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação. O Espírito, na verdade, está pronto, mas a carne e fraca! Mateus 26,41. O gadareno e a lição do céu. Na passagem bíblica: "A cura do endemoninhado gadareno", constante do Evangelho, segundo Marcos 5,1 a 14, podemos ler, no versículo 13, que os espíritos imundos que atormentavam os habitantes de Gadara foram expulsos dele pelo Cristo. Em seguida, Jesus autorizou esses obsessores a se dirigir aos porcos, que acabaram se precipitando despenhadeiro abaixo. A alguém que, porventura, possa não ter compreendido o fenômeno espiritual que se operou em torno de tão intrigante evento. Convido-o a leitura de trecho de um estudo psicográfico desenvolvido por Jean Baptiste Roustaing (1806-1879), em Revelação da Revelação. Trata-se de esclarecedora lição constante da Doutrina do Centro Espiritual Universalista do CEU da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo. Que seu saudoso proclamador, Alziro Zarur, publicou na Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro/RJ, em 8 de agosto de 1970. A homens materiais são necessários ensinamentos de feição material. Sabeis que horror tinham os judeus ao porco, "animal imundo" no dizer das ordenações de Moisés. E aqui são quase 2000 porcos, verdadeira multidão - uma legião de soldados romanos seriam 6000). Querendo dar a entender aos homens até que ponto eram perigosos e repelentes os obsessores. Jesus permitiu que os que atuavam desde tanto tempo de modo tão violento e cruel. Quanto extraordinário aos olhos humanos, sobre aquele demoníaco, isto é, sobre o geraseno que traziam subjugado, assombrassem os porcos que ali perto pastavam. Os homens, crédulos de que os espíritos, abandonando o possesso, entraram nos porcos, compreenderam melhor o desprezo que lhes deviam inspirar tão perigosamente instigações. A que podiam estar sujeitos todos aqueles que não trilham o caminho que leva à salvação. Observai que os obsessores se satisfizeram com o espantar dos porcos. Evidentemente, não foram habitar neles. Assim como o subjugador não habita o subjugado. Limitando-se a influenciá-lo por meio de uma ação fluídica, permanecendo a seu lado e atuando moralmente sobre ele. Também os espíritos impuros que, obedecendo à vontade de Jesus, se colocaram na sua passagem, para servir de instrumento à lição que Ele desejava dar. Se acercaram dos porcos e os espantaram, impelindo-os a se precipitarem no lago. Não admitais nunca a união, embora momentânea, entre o espírito e o animal, isto é, a subjugação corporal deste por aquele. Nem ainda menos, a substituição ou o domínio. Já vos explicamos os meios porque se opera, as condições a que obedece e os efeitos que produz a subjugação, quer corporal, quer corporal e espiritual. Bem como a possessão ou a substituição. Porta aberta. Comparei anteriormente o estado desse homem possesso à figura de uma porta aberta por onde ingressa o pensamento desgovernado. Que por sua vez, mantêm a porta aberta para a obsessão. É um círculo vicioso, que urge ser rompido. Daí o nosso esforço em educar as mentes a respeito desses magnos assuntos, a fim de garantir a segurança espiritual dos indivíduos. Cabe retomar importante lição evangélica na qual Jesus revela que somos nós, por intermédio do livre-arbítrio inviolável, que fechamos ou abrimos a entrada de nosso Espírito as boas ou más influências. Espíritos impuros que voltam. E continuou Jesus ensinando: "Quando o espírito impuro é expulso de um homem, anda por lugares áridos, procurando repouso, e, não o encontrando, diz: Voltarei para minha casa de onde saí. Ao chegar, acha-a desocupada, varrida e adornada. Então, vai e leva consigo mais sete espíritos piores do que ele, espíritos obsessores, e ali entram e habitam. Assim o último estado daquele homem fica sendo pior que o primeiro. Da mesma forma acontecerá também a esta geração adúltera e perversa". Boas novas do Cristo, consoante Mateus 12,43 a 45 e Lucas 11,24 a 26. Abraço. Davi.
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