Religião Afrodescendente.
Candomblé. www.ocandomble.com. O MUNDO
DOS ORIXÁS – EWA. A missão divina da Mãe Terra (Edan – Onile). Quando a divina
e poderosa mãe Edán (Onile Ogboduora) fez sua aparição nesta Terra, ela fez
isso com um propósito específico e sagrado. Sua manifestação nesta Terra
sinalizou uma nova oportunidade para a humanidade se renovar, progredir e ter
uma vida equilibrada. Sua aparição marcou um novo começo para toda a humanidade
e não apenas o povo privilegiado dos yorùbá. Seu objetivo e propósito era, e é,
de alcance universal. Èdán veio para trazer cura, ordem, harmonia, abrigando
preceitos divinos e equilíbrio para as comunidades da Terra em geral e cada ser
humano em particular. Você deve se lembrar e ter em mente que Èdán não é um ser
humano. Èdán não é yorùbá, chinês, americano, oriental ou ocidental. Èdán é uma
personagem divina de habilidades extraordinárias e poderes supra-humanos. Èdán
não é deste mundo. Ela vem de um reino glorioso e inconcebível de santidade,
beleza e poder. A inteligência, compreensão, força, atratividade e carisma da
mãe divina Èdán é extraordinária, penetrante e excepcional. Èdán pode ver a
profundidade e a realidade das coisas. Ela não pode ser enganada, manipulada ou
subornada, ela não comete erros na administração de sua dispensação (ato de
dividir). Ela está além do alcance da influência humana. Ela nunca cairá ou
balançará à mesquinhez e a inconstância, que é comum entre a humanidade. Sua
visão divina nunca é obstruída e sua atividade não pode ser prejudicada. Sua
virtude, caráter, personalidade e carisma são sem igual. Mesmo Ọrúnmìlà
reconheceu sua grandeza, eficiência, capacidade e singularidade. Foi, afinal, Ọrúnmìlà
quem invocou Èdán, sua amiga e sócia divina para apoio, soluções e alívio!
Quando Èdán desceu do reino dos Irunmọlẹ a esta Terra, ela apareceu com a
plenitude da autoridade divina, poder e comando. Todos Ajogùn interno, externo
e Elénìní fugiram diante dela. Com o poder de sua majestosa personalidade,
divinamente atraente, beleza, carisma e àşé ela foi capaz de libertar e
entregar os corações e as mentes dos pensamentos negativos, atitudes e energias
prejudiciais que oprimiam e dominavam os seres humanos. Èdán foi capaz de
desarmar as pessoas de suas preocupações, medos e inseguranças. Para aqueles
que faziam, que se deliciavam em fazer o errado, o engano, a opressão e a
corrupção ela colocava medo nos seus corações para que talvez eles pudessem
mudar suas maneiras sob sua administração do perdão, da ordem, da capacitação e
da renovação. Tais era, e é, o poder e a influência da mãe divina Èdán.
Juntamente com o inseparável, a importação do ase aos membros sensíveis da
humanidade, ela deu preceitos e injunções divinas para seus alunos-discípulos
para praticar e implementarem em todos os níveis da sociedade e da vida
pessoal. Estes seguidores obedientes e confiáveis de Èdán são os Ogboni porque só existe
sabedoria, saúde e longa vida com Èdán
se as pessoas obedecerem e praticarem seus preceitos. Do lado de fora uma
pessoa constituiria um Ogberi (ignorante) porque aparentemente tinha
conhecimento e não praticava a verdade, o que é isso, se não o maior
ignorância, infelicidade e loucura. Os princípios divinos de Èdán tornaram-se
os veículos de sua divina presença, carisma, poder, apoio e
influência-retificando a cura. Ter vivido na época do aparecimento de Èdán
sobre esta Terra sagrada foi a experiência mais extraordinária, gratificante e
maravilhosa. Isto é, a forma divinamente sancionada, a vida que ela estava
revelando à humanidade e continua revelando à humanidade. O teimoso, obstinado
e beligerante que não fizer, não vai durar muito tempo sob a administração de
Èdán. Èdán é naturalmente amável, justa e compreensiva, como a Sagrada Mãe
preciosa e amável que ela é, ela proporcionou a todos o perdão, um novo começo
sem referência a erros do passado, uma oportunidade para mudar e a bênção para
fazer uso de seu apoio pessoal, garantia, inspiração e poder. Èdán está ciente
de nossas fragilidades e fraquezas como seres humanos. Ninguém precisa ter medo
por causa de suas fraquezas ou falhas. Èdán não pareceu para fazer-nos ricos e
famosos. Èdán apareceu para nos fazer participantes da verdadeira vida, saúde,
paz, segurança e prosperidade através da prática de seus ensinamentos claros.
Èdán apareceu para nos permitir descobrir a nossa nobre e bela natureza divina.
Ela veio para restaurar a dignidade, clareza, transparência, saúde moral e
limpeza moral de nossas vidas. Èdán inculca a verdade divina para seus
seguidores inteligentes e humildes, quando estamos individual e coletivamente
para a direita e para dentro, em seguida, nesta ordem interna, a saúde e a retidão
serão reveladas e expressas no mundo. As instruções de Èdán não foram e não são
sugestões, mas comandos divinamente concedidos e leis. Eles são vinculativos e
obrigatórios para toda a humanidade e especialmente para aqueles que se dedicam
a Èdán. Para ser Ogboni significa ser o melhor dos melhores. Significa ser um
modelo de impecabilidade, idoneidade e confiabilidade. Para ser Ogboni
significa estar pessoalmente convencido a perseguir e fazer o que é certo,
correto e adequado independentemente de tempos, lugares e / ou circunstâncias.
Para ser Ogboni significa ter auto iniciativa, ser responsável e fazer o que é
certo para o bem do amor da verdade e não ser visto, elogiado e aplaudido por
outros. Iniciação formal sozinha não faz de você um seguidor de Èdán. O que é
importante não é que outras pessoas te chamem de Ogboni, mas que Èdán te
reconhece e o aceita como um dos seus verdadeiros, leais e obedientes filhos. O
que é importante é que você seja Ogboni 24 horas por dia em seus pensamentos,
atitudes, ações e relacionamentos. Ogboni é uma forma global e abrangente de
viver. Uma delas é ser Ogboni o tempo todo para que Èdán, ela mesma, possa
garantir que você é um Ogboni genuíno, verdadeiro, com honra, humildade,
alegria e realização digna. Os ritos de iniciação Ogboni foram desenvolvidos
mais tarde por Èdán e seus seguidores, mas, inicialmente, a verdadeira
iniciação era uma mudança espiritual de coração, mente e vida como um resultado
do encontro com Èdán, sua personalidade, seu caráter, seu carisma, encantamento,
inspiração, autoridade e poder, tudo foi expresso e manifestado através de tudo
que Èdán fez. Tudo que Èdán fez foi cheio de graciosidade, dignidade e poder.
Não foi através de ritos e rituais que Èdán mudou o mundo, mas pela graça
divina, pelas maneiras, inteligência e conduta. Èdán por suas maneiras,
caráter, personalidade e conduta comandou o respeito, reverência, confiança e
obediência de todos aqueles com coração sincero e bom. O verdadeiro símbolo de
honra e título de um Ogboni autêntica o caráter, a virtude, a bondade e a
imparcialidade que ele pratica. Conformidade exterior e aderência superficial
com o protocolo Ogboni para o bem das pessoas não faz de você um Ogboni, não
importa o seu título ou o quanto você está velho. Èdán deu seu amor, vida e
foco total e dedicação à humanidade. Para ser Ogboni você tem que dar o seu
tudo para a missão divina de Èdán e você deve procurar com sua força,
habilidade, atividade e meios transferir o conhecimento de Èdán a todos os
povos do mundo. Isto é o que é significa ser Ogboni. Ogboni não é uma
instituição humana. Ogboni não é um negócio. Ogboni não é um clube. Ogboni é
uma vocação divina e sagrada. Èdán era uma revolucionária espiritual, divina,
missionária, diplomática e embaixadora da boa vontade e da esperança. Nós
também devemos ser isso. Devemos buscar a propagação do Ogbonismo. Não os
chamados clubes Ogboni e instituições formais, devemos propagar a verdade e a
realidade que Èdán promoveu e instituiu para toda a humanidade. A humildade e o
serviço vêm antes da honra, do orgulho, da presunção. Èdán diz que a
indiferença precede a queda. Ancestral Pride Temple. Templo Orgulho Ancestral.
ORIXÁ EWA. Os orixás são deuses africanos que
correspondem a pontos de força da Natureza e os seus arquétipos estão
relacionados às manifestações dessas forças. As características de cada Orixá,
aproxima-os dos seres humanos, pois eles manifestam-se através de emoções como
nós. Sentem raiva, ciúmes, amam em excesso, são passionais. Cada orixá tem
ainda o seu sistema simbólico particular, composto de cores, comidas, cantigas,
rezas, ambientes, espaços físicos e até horários. Como resultado do sincretismo que se deu durante o
período da escravatura, cada orixá foi também associado a um santo católico,
devido à imposição do catolicismo aos negros. Para manterem os seus deuses
vivos, viram-se obrigados a disfarçá-los na roupagem dos santos católicos, aos
quais cultuavam apenas aparentemente. Estes deuses da Natureza são divididos em
4 elementos – Água, Terra, Fogo e Ar. Alguns estudiosos ainda vão mais longe e
afirmam que são 400 o número de Orixás básicos divididos em 100 do Fogo, 100 da
Terra, 100 do Ar e 100 da Água, enquanto que, na Astrologia, são 3 do Fogo, 3
da Terra, 3 do Ar e 3 da Água. Porém os tipos mais conhecidos entre nós formam
um grupo de 16 deuses. Eles também estão associados à corrente energética de
alguma força da natureza. Assim, Iansã é a dona dos ventos, Oxum é a mãe da
água doce, Xangô domina raios e trovões, e outras analogias. No Candomblé
cultuam-se muitos outros orixás, desconhecidos por leigos, por serem menos
populares do que Xangô, Iansã, Oxossi e outros, mas com um significado muito
forte para os adeptos dos cultos afro-brasileiros. Alguns são necessariamente
cultuados, devido à ligação com trabalhos específicos que regem, para a saúde,
morte, prosperidade e diversos assuntos que afligem o dia-a-dia das pessoas.
Estes deuses africanos são considerados intermediários entre os homens e Deus,
e por possuírem emoções tão próximas dos seres humanos, conseguem reconhecer os
nossos caprichos, os nossos amores, os nossos desejos. É muito frequente
dizer-se que as personalidades dos seus filhos são consequência dos orixás que
regem as suas cabeças, desenvolvendo características iguais às destes deuses
africanos. Apresento a seguir as descrições dos 16 Orixás mais cultuados.
Recordo, no entanto, que existem diversas correntes no Candomblé e por essa
razão as informações poderão ser diferentes de acordo com a tradição ou região.
ORIXÁ EWA. Dia da semana: Sábado.
Cores:
Vermelho Vivo, Coral e Rosa, amarelo.
Símbolos:
Lira, arpão, Ofá. Elementos: Florestas, Céu Rosado, Astros e Estrelas,
mata virgem. Domínios: Beleza, Vidência (sensibilidade, sexto sentido),
Criatividade, possibilidades. Saudação: Ri Ro Ewá!
O Orixá Ewá ou Iyewá, é uma bela virgem que
Xangô se apaixonou, porém não conseguiu conquistá-la, Ewá fugiu de Xangô e foi
acolhida por Obaluaiye que lhe deu refúgio. Ewá mora nas matas
inalcançáveis, ligada a Iroko e Oxóssi, e tornou-se uma guerreira valente e
caçadora habilidosa. Ewá é casta, a Senhora das possibilidades. Euá é representada
pelo igbá àdó kalabá (cabaça com tiras de ráfia).
Oferendas: Eja
isu – peixe com inhame, salada de milho/feijão/coco. As virgens contam com a
proteção de Ewá e, aliás, tudo que é inexplorado conta com a sua proteção:
a mata virgem, as moças virgens, rios e lagos onde não se pode nadar ou
navegar. A própria Ewá, acreditam alguns, só é iniciada na cabeça de mulheres
virgens, pois ela mesma seria uma virgem, a virgem da mata virgem filha dileta
de Oxalá e Oduduwá. Ewá domina
a vidência, atributo que o deus de todos os oráculos, Orunmilá lhe concedeu. Em África, o rio
Yewá é a morada desta deusa, mas a sua origem gera polémica. Há quem diga
que, tal como Oxumaré, Nanã, Omulú e Iroko, Ewá era cultuada
inicialmente entre os Mahi, foi assimilada pelos Iorubas e inserida no seu
panteão. Havia um Orixá feminino oriundo das correntes do
Daomé chamado Dan. A força desse Orixá estava concentrada numa cobra que
engolia a própria cauda, o que denota um sentido de perpétua continuidade da
vida, pois o círculo nunca termina.
Ewá teria o mesmo significado de Dan ou uma
das suas metades – A outra seria Oxumaré.
Existem no entanto, os que defendem que Ewá já pertencia à
mitologia Nagô, sendo originária na cidade de Abeokutá. Estes, certamente,
por desconhecer o panteão Jeje – No qual o Vodun Eowa, seria o
correspondente da Ewá dos Nagô -Confundem Ewá com uma qualidade de
Iemanjá, Oyá e Oxun. Ewá é um Orixá independente, mas é conhecida entre os
jejes de Eowá e no povo de língua Yorubá por Ewá.
Características dos filhos de Ewá. Pessoas de beleza exótica, diferenciam-se das
demais justamente por isso. Possuem tendência a duplicidade: Em algumas
ocasiões podem ser bastante simpáticas, em outras são extremamente arrogantes;
às vezes aparentam ser bem mais velhas ou parecem meninas, ingénuas e puras.
Apegadas à riqueza, gostam de ostentar, de roupas bonitas e vistosas, e
acompanham sempre a moda, adoram elogios e galanteios. São pessoas
altamente influenciáveis, que agem conforme o ambiente e as pessoas que as
cercam, assim, podem ser contidas damas da alta sociedade quando o ambiente
requisitar ou mulheres populares, falantes e alegres em lugares menos
sofisticados. São vivas e atentas, mas sua atenção está canalizada para
determinadas pessoas ou ocasiões, o que as leva a desligar-se do resto das
coisas. Isso aponta uma certa distracção e dificuldades de concentração,
especialmente em atividades escolares. www.ocandomble.com.
Abraço. Davi
quarta-feira, 20 de março de 2019
terça-feira, 19 de março de 2019
A SEFIROT E O HOMEM
Judaísmo. www.morasha.com.br. A SEFIROT E O HOMEM. Ao centro de Sua Criação, Du’s colocou o homem,
insuflando-lhe uma centelha Divina, que se constitui na essência de sua vida
interior. Apesar de ser o homem composto de matéria e espírito, seu corpo é
somente o invólucro material dessa faísca Divina. Criando o homem apenas à Sua
imagem, D's deixou-o livre para escolher caminhos e para transcender a si
mesmo, a suas contradições internas, suas inclinações, sendo capaz de atingir
as alturas e as profundezas espirituais. Deixou-o livre para se afastar ou se
aproximar Dele. No homem, a busca de si mesmo, de seu "eu
verdadeiro", inicia-se com o primeiro vislumbre de consciência e perdura
até o último fôlego. Todo homem anseia imbuir sua existência de sentido
objetivo, mas a realidade em sua volta, bem como seus medos e desejos, interfere
em sua percepção. Às vezes, ao acelerar o ritmo de sua vida para obter as
coisas que deseja, acaba relegando para um segundo plano a procura do eu
verdadeiro. A Cabalá é uma doutrina de unidade através da qual o homem pode
aprender que a realidade é um todo no qual o visível e o invisível, o material
e o espiritual se misturam e se unem. Segundo o Talmud, antes de vir para o
mundo nosso saber é ilimitado. Nossa alma é repleta de sabedoria. Mas, ao
nascimento, um anjo "arquiva" todo esse conhecimento em nosso inconsciente.
E, assim, no decorrer da vida devemos "reaprender" esta sabedoria,
transformando-a em realizações. A Cabalá ensina que o homem criado à
"imagem de D’us" é um microcosmo de Seus poderes, e as qualidades
básicas da mente e da emoção humana são o reflexo das "Qualidades"
usadas por D’us para criar e governar Sua criação. As faculdades mentais do
homem refletem o Intelecto que D's usou para criar o mundo e, desta forma, o
homem tem a capacidade de compreender as leis e a lógica da Criação. A Cabalá ensina
que a busca do "eu verdadeiro" deve trilhar o caminho da alma, pois
esta é a verdadeira essência do homem, sua parte infinita, seu eu
inapreensível. É quem nos dá a vida. É o centro espiri-tual, a parte do ser que
ama, sente, percebe. É a fonte de energia inesgotável que permite criar,
verbalizar, conectar-se com os outros em nossa volta e se manifesta através da
mente, das emoções e dos atos. Segundo a Cabalá o homem é composto das mesmas
"forças fundamentais", da mesma "matéria prima" através das
quais D's deu forma e conteúdo à Sua Criação: as Dez Sefirot. Estas se originam
no Infinito do Ein Sof e emanam através dos mundos, olamot, criando uma
"corrente espiritual" que liga e vivifica todas as coisas. É através
das Sefirot que a Energia Divina flui, permeia e se torna parte de cada coisa
vivente. A alma do homem - a Centelha Divina, a neshamá - é o "cordão
umbilical" que transcende todos os universos, olamot, e nos liga ao
Infinito, o Ein Sof, a D's. Sendo composta da essência interior das Sefirot, a
alma humana manifesta os atributos ou qualidades das mesmas. Portanto, pode-se
dizer que a alma do homem é o "cabo condutor" através do qual fluem e
se individualizam as Dez Sefirot, enraizadas no mundo espiritual, tornando-se
as bases de nossas personalidades. A maneira pela qual cada um de nós se
relaciona com o seu meio é "produto" das possíveis combinações de
Sefirot. Nos textos cabalísticos a configuração das Sefirot é descrita
graficamente como um arranjo vertical ao longo de três eixos paralelos, ou
kavin, numa alusão ao corpo humano. Consequentemente, cada Sefirá é associada a
um membro específico. No homem, as Dez Sefirot podem ser divididas em dois
grupos. O primeiro, chamado de Sêchel, é composto das Sefirot Chochmá, Biná e
Da'at, e representa os processos internos mentais. O segundo, composto das
outras sete Sefirot, é chamado de Midot e representa o coração e as emoções
humanas. É atributo da mente o direcionamento, enquanto o sentimento não tem
direção. Mas, acima de todas as Sefirot está Keter. No homem, esta é a
verdadeira essência do ser criado à imagem de D's. Superior ao próprio
pensamento, Keter é fonte da vontade, do querer, do livre arbítrio. É através
de sua vontade que o homem consegue se elevar acima de todas as pressões
externas ou internas e tomar suas decisões, independentemente de todas as
considerações. E é o arrependimento o que faz o homem se conectar com Keter. As
Sefirot da mente. Chochmá - Sabedoria. É o fluxo de energia responsável pela
inspiração e criatividade, a base da percepção intuitiva. É o pensamento em seu
estado mais puro; aquele que não emana de um processo racional. É a "alma
da idéia", o estalo subconsciente que desencadeia o raciocínio. Esta
Sefirá é também chamada de mochá setumá, "a mente oculta", uma
metáfora para definir o subconsciente. Chochmá contém os elementos básicos de
nossa personalidade, é a base sobre a qual a construímos. Segundo o Zohar, é a
"totalidade de toda a individualização", pois nela estão
incorporados, ao nascer, os axiomas fundamentais do conhecimento e da
sabedoria. Chochmá é também a capacidade que o ser humano tem de aprender com
os outros. Quem tem Chochmá, perguntam nossos sábios no Pirkei Avot, a Ética
dos Pais. É aquele que aprende com todas as pessoas. No corpo 'sefirótico' é a
parte direita do cérebro. Biná - Entendimento. É a compreensão, o raciocínio
dedutivo. É o sistema lógico através do qual o fluxo de pensamento proveniente
de Chochmá é delineado e definido. Esta Sefirá direciona o primeiro
"estalo" momentâneo e ainda sem forma, tornando-o tangível. É a
habilidade inerente a cada ser humano de sintetizar, racionalizar, fazer
distinções lógicas e desenvolver mentalmente uma ideia. Em Biná é estabelecida
a linha de pensamento. Considera-se como sendo uma Sefirá feminina se comparada
à Chochmá masculina. A Cabalá usa a metáfora literária de "pai" e
"mãe" para descrever a relação que existe entre a ideia embrionária e
a já desenvolvida, entre Chochmá e Biná. No corpo “sefirótico”, é a parte
esquerda do cérebro. Os estudos científicos recentes sobre as funções cerebrais
humanas têm associado a criatividade com a parte direita do cérebro e a lógica
e a racionalização com a esquerda. Exatamente como o faz a Cabalá. Da'at -
Conhecimento. É a lógica aplicada, a verificação abstrata dos fatos, a
cristalização da consciência em termos de conclusões. Da'at assegura a
continuidade do pensamento pois cria uma ponte entre as atividades cerebrais
Chochmá e Biná. A habilidade que temos de expressar nossa inteligência, de
comunicar nossos pensamentos, de desenvolver um tipo de relacionamento
inteligente com o mundo se resume em Da'at. Os processos mentais só tomam forma
quando são externalizados pelas Sefirot da emoção e Da'at é responsável pela
conexão entre a mente e as emoções. As Sefirot da emoção humana. Estas são
divididas em dois grupos. As primeiras três Sefirot - Chessed, Guevurá e
Tiferet - representam as relações que envolvem o dar, num sentido
unidirecional. Neste nível ainda não há reciprocidade nos relacionamentos. As
três seguintes - Netzach, Hod e Yessod - agem diretamente no mundo real e
representam relacionamentos onde há reciprocidade e "concretização"
dos sentimentos. Chessed - Graça, amor. É o altruísmo, o compartilhar, o dar
incondicional, a bondade, a mão estendida para o outro. A Torá nos ensina que
Criação foi imbuída de altruísmo e o amor é a emoção mais básica no ser humano.
Orientada para os outros, Chessed é a primeira das Sefirot de ação responsável
pelo início da interação, a primeira centelha que inicia a ação. Representa a
extroversão, o fluxo de energia que nos abre para o mundo. Quando estendemos
nossa mão para o outro é o fluxo de Chessed que se manifesta. O homem de
Chessed é aquele que dá de si mesmo, seja em termos de vontade, afeição ou
relação. Abraão é o patriarca que representa este atributo Divino. Mas Chessed
é um sentimento e sentimentos internos não possuem uma direção. O dar de si sem
limites ou direção, o dar indisciplinado, pode levar ao esgotamento. Por isso
mesmo, o fluxo da bondade e altruísmo deve ser guiado pelas Sefirot da mente.
Segundo os ensinamentos místicos, a maneira fundamental de penetrar no mistério
da Chessed é amando D's ao extremo. Consequentemente, amando todas as Suas
criaturas. O que é um Chassid, perguntam nossos sábios. Alguém que age por amor
a D's. No corpo sefirótico, Chessed é o braço direito. Guevurá - Poder, força.
É o recuo das forças para dentro de si, a autocontenção. O fluxo de Guevurá é a
fonte de energia para a justiça, o controle, o domínio sobre os impulsos. Na
Guevurá o ser humano encontra a força e a habilidade de superar sua natureza,
suas contradições e conflitos. Perguntam nossos sábios, na Éticas dos Pais:
'Quem é forte? Aquele que controla seus impulsos', pois é mais difícil refrear
seus próprios impulsos do que resistir a um perigo externo. Isaac é o patriarca
símbolo da Guevurá, pois ao ser atado tinha controle total sobre si próprio, ao
ponto de anular sua própria vontade. Não controlada, esta Sefirá pode levar o
homem a uma situação em que não consegue dar nem receber, uma retração total em
si mesmo, podendo ser fonte de energia para o ódio e o medo. No corpo
sefirótico, é o braço esquerdo. O Talmud aponta-nos algo essencial sobre as
relações humanas: devemos aproximar as pessoas em nossa volta com a mão direita;
mas, ao mesmo tempo, mantê-las à distância com a esquerda. Só assim o homem
poderá manter em cada relacionamento sua própria identidade. Tiferet - Beleza e
harmonia. Esta Sefirá também é chamada de Rachamim, compaixão. Tiferet
equilibra os fluxos de Chessed e Guevurá. É o dar equilibrado, o julgamento
atenuado pelo amor. A habilidade de harmonizar e integrar os dois extremos.
Representa o desenvolvimento do ser humano até seu maior potencial. Os sábios
nos ensinam que nossa compaixão deve estender-se sobre todas as criaturas, não
desprezando nem destruindo nenhuma delas. Tiferet representa também a verdade,
pois a pessoa só pode ser verdadeira se estiver equilibrada e somente estando
ela mesma equilibrada poderá ter relações equilibradas. Jacob é o patriarca que
simboliza a Tiferet. Ele é exemplo daquilo que o Talmud define como uma pessoa
verdadeira: "aquele que é por fora aquilo que é por dentro". No corpo
sefirótico, é o tronco. Netzach - Eternidade. É a vontade de vencer,
conquistar; o impulso profundo de realização. À medida em que surgem os
sentimentos, devem ser realizados através de relacionamentos. Netzach é
primeira Sefirá onde há reciprocidade. Ensinam nos nossos sábios que "mais
que o discípulo quer aprender, o mestre quer dar". Esta Sefirá é responsável
pela necessidade que cada homem tem de se relacionar com o "outro". E
isto pode ser participar de numa conversa, estender a mão ou simplesmente
praticar qualquer ação que toque o outro. Netzach significa vitória; conseguir
sair das limitações do nosso próprio ser para entrar no mundo do outro. É o dar
de acordo com as necessidades de quem esta dando. Moshé Rabeinu representa o
fluxo de Netzach. Este atributo é a perna direita do corpo sefirótico. Hod -
Esplendor. É a sinceridade, o zelo. Na luta para o cumprimento das
responsabilidades ou atingir o que se deseja, é o poder de rechaçar os
obstáculos que surgem e perseverar. Relacionamentos sinceros ou duradouros não
resultam de um simples alcançar o outro. Dependem também de nossa habilidade de
criar um espaço interno para aceitar o outro. É o dar de acordo com as
necessidades de quem recebe. É estar em total conformidade com a identidade do
outro. Hod restringe e contém o fluxo de Netzach para que o relacionamento não
se torne dominador. Aarão é o símbolo de Netzach. No corpo sefirótico, é a
perna esquerda. Yessod - Fundamento. Representa o poder da conexão, a força
vital procriadora. Yessod é o pilar cósmico, o eixo do mundo. Esta Sefirá
representa o tipo de relação recíproca onde todo o ser está envolvido, é o
estreito vínculo entre dois entes. A capacidade de fazer contatos e se
relacionar com os outros. É também o poder de comunicação e a habilidade de se
concentrar na pessoa com quem estamos comunicando-nos. A luz e o poder das
Sefirot são canalizados por Yessod e através deste chega-se a Malkut. José,
filho de Jacob, representa Yessod. Malkut - Reinado. É a vivência, a realização
do potencial no homem. É a transição da alma para a existência externa; do
pensamento para o fato. Assim como um ângulo define o encontro de duas ou mais
linhas, Malkut define o ponto de encontro de todas as Sefirot, sua expressão
final. Representa a coesão final em um relacionamento. O Rei David representa
esta Sefirá. Conclusão. O homem está ligado a um sistema de mundos superiores,
apesar de este sistema não lhe estar revelado. Cada um de nós é composto por
fluxos espirituais de energia que definem nossa personalidade. Através de
nossas ações e como resposta a estas, que estabelecemos (ou não) um equilíbrio
entre o espiritual e o material nossa mente e nossas emoções, assim como entre
nós e o mundo que nos cerca. A jornada mística da busca do “eu verdadeiro” se
inicia com a conscientização deste fato espiritual da vida. Para a Cabalá, as
Sefirot não são um sistema teológico abstrato, mas sim um mapa da consciência
humana através do qual poderão ser descobertas as dimensões do ser, pois a
totalidade espiritual e psicológica do ser humano pode ser obtida pela
meditação nas qualidades de cada Sefirá e pela imitação dos atributos Divinos.
Estas descobertas poderão levar a uma revolução na percepção do sentido da
vida. Um dos preceitos básicos do Judaísmo é que a vida tem sentido, e a meta
do homem é se aperfeiçoar e aperfeiçoar ao mesmo tempo o mundo à sua volta. A
Cabalá nos ensina que o homem é a única criatura que tem como superar sua
natureza interna, suas inclinações, aperfeiçoar-se espiritualmente
aproximando-se desta forma de seu Criador. D's disse a Abraão: "Vai".
Segundo nossos sábios, este versículo tem uma mensagem que se destina a todas
as pessoas (...). "Vai para dentro de ti mesmo; conhece-te e
completa-te". Terminando, deixamos com os leitores de Morashá, para
reflexão, este pensamento do Rav Abraham Kook (1865-1935), erudito deste século
que ora termina: "Quanto mais forte és, mais precisas procurar-te". www.morasha.com.br.
Abraço. Davi
segunda-feira, 18 de março de 2019
II. PRECEITO DOS GURUS
Espiritualidade.
Texto de N. Sri Ham (1889-1973). Livro Em Busca da Sabedoria. Capítulo XV. II.
PRECEITO DOS GURUS. Existem algumas outras sugestões com relação à escolha de
um guru: “evite um guru cujo coração está direcionado para a fama e as posses
mundanas. Charlatães podem ser erroneamente tomados por sábios”. Há na Índia e
atualmente também no Ocidente, vários assim chamados gurus, cujo objetivo é de
ter uma grande clientela de admiradores e bajuladores que talvez os sustentem
financeiramente, e que de qualquer forma lhes deem a importância que desejam.
Juntamente com a orientação quanto à escolha do guru, ao eventual aluno é
ordenado que “estude os ensinamentos de todos os grandes sábios, de todas as
seitas, de maneira imparcial”. A palavra “seita” significa aqui escola de
pensamento. É bastante raro nos ensinamentos religiosos encontrar orientação
que deixa a pessoa tão livre a ponto de alcançar a sua própria compreensão.
Aqueles que são verdadeiramente os “grandes sábios” não pertencem a nenhuma
seita ou organização particular, muito embora após morrerem invariavelmente
passem a ser identificados com uma seita ou religião que lhes leva o nome, e a
verdade que declararam passa a confundir-se com noções de outras espécies.
Deve-se considerar os ensinamentos de todas as escolas com uma mente totalmente
aberta, sem entregar-se a qualquer uma delas, se o objetivo básico é a obtenção
da verdade. Os livros budistas enfatizam a necessidade de vigilância sobre os
próprios pensamentos, emoções e atos, incluindo a fala, porque, do contrário,
pode-se ser carregado pela torrente de um impulso momentâneo. Tal observância é
extremamente árdua, mas não se pode ficar em um estado de alerta todo o tempo;
o cérebro e o corpo ficam cansados, e então aqueles impulsos da natureza da
pessoa, que operam mecanicamente, são capazes de encontrar saída, de modo que
antes que se possa ver o que está acontecendo, já se cedeu a alguma coisa,
talvez a determinados pensamentos que não são desejáveis. Assim é preciso
aprender a estar alerta e ao mesmo tempo descontraído. A pessoa conseguirá isso
se não estiver demasiado ansiosa para obter resultados. Diz-se ao aluno:
“observância incessante e estado mental de alerta agraciados com humildade são necessários
para manter o corpo, a fala e a mente limpos do mal”. Quando a mente for rápida
e prontamente obtiver conclusões, está-se passível de ser, por vezes demasiado
positivo e até mesmo dogmático. Uma pessoa obtusa também pode ser bastante
assertiva quando provocada. Quando se é rápido no pensar, atendo-se avidamente
àquilo que se considera ser a verdade, geralmente não se para examinar o
assunto ou considerar a possibilidade de outros pontos de vista além do
próprio. E a tendência será de avançar as próprias ideias como se não
estivessem abertas a questionamentos. Assim, a expressão “agraciados com a
humildade” é especialmente apropriada pois indica a qualidade que deveria
existir no estado de alerta. Em todas as religiões, a humildade é vista como uma
virtude fundamental. Não é uma exigência secundária, e sim básica. Se uma
pessoa possui a qualidade da humildade, acompanhada pelo estado de alerta, a
composição criaria nela o temperamento correto. A humildade não consiste em
promulgar ou lamentar-se da própria significância. Isto pode ser feito,
lançando-se um véu sobre a presunção. A obra A Voz do Silêncio diz: ‘seja
humilde se quiseres alcançar a sabedoria”. A humildade é uma qualificação
necessária porque sem ela não é possível para um homem ser realmente sábio. Ele
pode ser instruído e ao mesmo tempo não ser sábio, um obtuso ou até mesmo um
tolo. Tampouco consiste a humildade em exibir uma forma de comportamento; é uma
condição de existência da mente e do coração. Seguem-se então as palavras “seja
mais humilde ainda quando tiveres obtido a sabedoria”. A palavra “sabedoria” é
aqui usada no sentido de conhecimento de determinadas verdades essenciais ou
leis para viver a vida de forma correta. Domina-se algo que é diferente e à
parte de si, isto é, algo objetivo ao conhecedor. O objetivo principal ao
observar os pensamentos e as reações é de descobrir aquilo que está certo e
aquilo que está errado com relação a eles. Este estado da mente e do coração
que é alerta, porém humilde, precisa ser permeado por um espírito de compaixão
ou amor, que é uma luz que pertence à natureza mais recôndita da consciência.
Sempre que no pensamento nos afastamos daquela atitude ou espirito, precisamos
imediatamente tornar-nos alertas para este fato. Assim, os preceitos dizem: “a
mente imbuída de amor e compaixão em ato e pensamento deve estar sempre
dirigida ao serviço de todos os seres sencientes”. Na obra Ocultismo Prático,
Helena P. Blavatski (1831-1891) diz que: “ocultismo é altruísmo em primeiro e
último lugar”. Esta tônica de altruísmo impregna todo o pensamento Mahayânco. A
observação dos próprios pensamentos e reações é uma forma de meditação em que
se estuda a verdadeira natureza da mente e seu estado, em que se olha nela
profundamente para descobrir motivos e forças ocultas, alcançando assim a auto
compreensão integral. É disso que Blavatsky fala em diferentes termos quando
ela se refere ao estudo da natureza inferior à luz da superior. A mente e as
emoções precisam ser estudadas com objetividade absoluta, e tratadas como se
separadas da pessoa. Isso é muito mais difícil do que retirar um pensamento de
um livro ou selecionar alguma virtude e revolvê-la na mente, embora isso também
seja bom, especialmente como um começo ou uma base para um esforço maior. É bom
concentrar-se e contemplar a verdade mesmo como a conhecemos, enquanto
exploramos ou descobrimos as engrenagens da nossa própria mente. O que é errado
é compreendido simultaneamente ou em relação àquilo que é certo, da mesma
maneira como aquilo que é belo é percebido em relação àquilo que não o é.
Durante o tempo em que se tenta meditar, surgem várias ideias e elas também
surgem em outras ocasiões. Mas o aluno terá que, por fim, alcançar um estado
mental que é desimpedido de todas as ideias e no qual a mente descansa em sua
própria natureza verdadeira. Como ele poderá ficar desprovida de todas as
ideias? Quando surge uma ideia, é possível coloca-la completamente de lado?
Cada pensamento que é violentamente lançado retorna após um período de tempo.
Existem inumeráveis ideias que surgem: coloca-las de lado é como lutar contra
um exército que consiste em um número de pessoas sem fim. A maneira de lidar
com esta situação é compreender determinadas verdades fundamentalmente, de
maneira que haja um clima diferente, uma atmosfera diferente no próprio ser, na
qual se percebe claramente aquilo que é certo e verdadeiramente desejável. É
dito que todas as ideias surgem de uma concatenação de causas; são todas
produto de ideias precedentes, uma continuação delas. Podem assumir diferentes
roupagens em diferentes contextos, mas fundamentalmente possuem a mesma
natureza que os seus ancestrais. A maioria delas é realmente uma repetição da
própria memória. A mente precisa libertar-se deste automatismo de memórias para
que possa agir de modo inteligente com entendimento real. Pode-se imaginar com
facilidade que a mente torna-se vazia quando está meramente imobilizada. Pode
haver um quarto com objetos por todos os lados, mas pode parecer vazio se seu
ocupante estiver tão inerte quanto a sua cama. Mas se acontece de algum
incidente perturbá-lo, ele reage da maneira usual. Embora lentas, as suas
reações exprimiriam apenas ideias tão firmemente incrustadas na sua mente que
delas não tem consciência. Não é esse tipo de vazio que se deve desejar. O
vazio da consciência é como o vazio de um tambor sensível, capaz de produzir
ritmos de diferentes qualidades e com vários graus de ressonância. A mente que
é inconsciente daquilo que absorveu em si pode parecer vazia, mas seria
meramente inerte, à semelhança de uma jiboia que engoliu mais do que pode
digerir. No jargão do psicólogo moderno trata-se em grande parte da mente
inconsciente, cujas energias movem-se de forma obscura e rompem no exterior
apenas quando algum tipo de pressão tiver sido criada ou quando alguma emoção
precisar urgentemente ser externada. O vazio da mente implica liberdade de toda
espécie de carga ou preocupação. Significa também liberdade de apegos e
repulsões, e, portanto, representa uma condição de tranquilidade. É apenas em
uma condição assim que se pode lidar eficazmente até mesmo como os problemas
comuns de nossas vidas ou perceber o significado real das coisas que nos
acontecem. Uma mente que é realmente vazia, não apenas é desnudada de todo
conteúdo, mas ela nada retém mesmo em uma forma de solução; nada colore a sua
natureza pura e intrínseca. Naquela natureza que não foi modificada pela
experiência prévia não há padrão nem sulcos formados. O hábito tem o seu lugar
e valor. Se tivéssemos que pensar acerca de tudo que precisamos fazer,
incluindo os vários atos físicos de nossa vida diária, a vida tornar-se-ia
impossível. É bom que as coisas que precisamos fazer com rotina sejam entregues
ao automatismo da mente e do corpo ou aos seus instintos. Mas a mente deveria
estar consciente desse automatismo e não se tornar uma escrava de qualquer
processo automático que determine o seu pensamento e sentimentos. Quando se
fala de um hábito de pensamento, inclusive as emoções, o que se gosta ou não, o
que age é uma determinada formação que veio a instalar-se na mente, porém, para
estar em um estado de liberdade, ela precisa estar vazia de todas as formações,
e também purgada de todas as impurezas que desfiguram sua textura. Quando a
mente estiver totalmente pura, liberta de qualquer superposição de algo que ela
considera erroneamente como sua verdadeira natureza, ela passa a ser Manas de
fato. A palavra inglesa mind, é apenas uma tradução grosseira de Manas que é
como um raio de luz pura que incide sobre as coisas e torna sua presença e natureza
conhecidas. Também foi considerado como uma espécie de fogo, pois é uma
corrente de energia. Se Manas é um raio de luz e ao mesmo tempo uma corrente
pura de energia, então, ele realmente não tem forma: não é uma formação que
veio à existência no curso do tempo, como as nossas mentes que estão
abarrotadas de ideias que foram absorvidas e desenvolveram maneiras e hábitos
baseados em variadas reações passadas. Uma mente assim é de fato um amálgama
que veio a existência, formado por várias forças como inveja, luxúria, ódio,
avidez e assim por diante, que fragmentam a integridade de sua natureza
original. É dito em um desses preceitos que “a mente de todos os seres
sencientes é inseparável da mente uma”. “Todos os seres sencientes” significam
não apenas os homens, mas também os animais, aves e todas as outras criaturas
por mais inferiores e insignificantes. Se, ao invés da palavra mente for usada
a palavra Manas, poderemos compreender que é a mesma luz que está presente como
um raio em cada pessoa individual, em um pardal, e na menor das formigas. O
raio pode ser brilhante ou fraco; poderá iluminar um campo extenso ou apenas um
minúsculo ponto. A luz é a luz inerente da consciência, denominada Budhi,
enquanto distinta do raio que incide nas coisas específicas, e se move por
entre elas. Budhi, segundo se diz, é imaculável porque permanece desapegado.
Exprime a natureza essencial da consciência, sua sensibilidade e unidade, não
aquela natureza que manifesta quando é modificada de formas diferentes. Por ser
sem apego nada contém e não tem forma. A sua natureza é diferente daquela de
uma mente cheia de conteúdos de tipos diferentes. Aquilo que a mente puder
alcançar um estado desprovido de conteúdo, ela passa a ser uma atividade da
consciência em sua natureza atemporal e original, e integrada a Budhi sempre
sem marcas e puro. Existem vários preceitos que começam da seguinte forma: “É
uma grande alegria compreender que o caminho para a liberdade seguido por todos
os Budas é para sempre existente, jamais é modificado e está sempre aberto
àqueles que estão prontos para nele ingressar”. Não se faz referência ao tipo
comum de alegria, alegria efêmera que brota de uma excitação temporária, que dá
origem a anseios e é acompanhada por reações. Mas trata-se aqui de uma alegria que
nasce de dentro. Existem determinadas compreensões, que são tão profundas em
sua natureza que preenchem o ser, tocando-o em seu fundo mais recôndito, e a
alegria surge daquela base pura como água fresca de uma fonte. Não é alegria
produzida por quaisquer condições externas. Algumas dessas compreensões soam
doutrinárias, mas referem-se a estados de existência que podem ser denominados
espirituais ou divinos. Por exemplo, é feita referência ao estado de
“Dharmakaya, no qual mente e matéria são inseparáveis”, Sambhoga-Kaya, o auto
emanado, para quem não existe nascimento, morte, transição ou qualquer
mudança”, e também ao “Nirrnana-Kaya, auto emanado e divino, em quem não existe
sentimento de dualidade”. Estas são três formas da mônada divina, ou da individualidade
espiritual, e elas são referidas geralmente como as três vestiduras do Buda,
porque representam três estados de seu ser, a sua consciência em três níveis
diferentes. É dito que “na mente primordial”, ou seja, a expansão original da
consciência, que é subjacente à mente de todo ser individual, “não existe
processo perturbador do pensamento”. A natureza desta mente, que é Budhi e
Manas em um, reflete-se naqueles que que alcançaram um estado interior que pode
ser considerado perfeito do ponto de vista humano, os Adeptos da literatura
teosófica, os Mahatmas (grandes almas) de fato. A doutora Annie Wood Besant
(1847-1933) assemelhou a consciência de um Adepto quando está em repouso, a um
oceano tranquilo que recebe a luz do luar, isto é, há uma luz suave que emana
do interior e faz com que toda a consciência resplandeça, mesmo quando em
repouso ela está cheia de vida, quiescente e brilhante. Esta é a condição
interior daquele que atingiu o domínio completo sobre si mesmo. Seria
necessário meditar sobre essas verdades a sós, compreendendo-as por si mesmo. A
solidão não significa necessariamente solidão física, embora ela possa ajudar.
Significa estar só no coração. Conta-se a respeito de Maria, a mãe de Jesus,
que ela “ponderou estas coisas em seu coração”. Deveria se meditar sobre estas
verdades que parecem relevantes, lembrando-se que a meditação não pode ser
separada da vida. Tudo isso é extremamente interessante e prático, não apenas
metafísico ou filosófico no sentido de dialética remota de nossas vidas,
obrigações e interesses. Indica a melhor forma de viver. Livro Em Busca da
Sabedoria. Abraço. Davi
sexta-feira, 15 de março de 2019
I. PRECEITOS DOS GURUS
Espiritualidade.
Texto de N. Sri Ham (1889-1973). Livro Em Busca da Sabedoria. I. PRECEITOS DOS
GURUS. Parece que há um número apreciável de tratados na língua tibetana
relativos à vida religiosa e à senda para o Nirvana, como diriam, ou a
verdadeira iluminação, que não encontraram o seu caminho no mundo das línguas
modernas. Aproximadamente sete destas obras foram reunidas e editadas pelo
senhor W.Y. Evan-Wentz (1878-1965) há alguns anos, tendo sido publicadas sob o
título Tibetan Yoga and Secret Doctrines (Yoga Tibetana e Doutrinas Secretas).
Ao ler um livro desta natureza nunca se pode estar seguro de que a tradução,
muito embora realizada por um estudioso de renomada competência, seja bem
precisa. O próprio senhor Evans-Wentz compreende a dificuldade de se expressar
corretamente o pensamento, especialmente sobre temas filosóficos e metafísicos,
formulados em uma língua específica, para o idioma e vocabulário de outra. A
dificuldade ainda aumenta quando a tradução é de uma língua tão pouco estudada
no mundo moderno e tão diferente de outras como é o caso do tibetano. Uma
língua é um meio orgânico e altamente complexo que exprime pensamentos,
reações, sentimentos interiores e pontos de vista do povo específico que a usa.
Pode haver uma palavra que seja tratada como sinônimo de outra palavra em um
idioma diferente, mas podem não ter o mesmo sabor e gosto, associações
semelhantes e até não possuir a mesma significação. A melhor forma de agir,
quando alguém se depara com uma tradução de um idioma que tem raízes arcaicas,
é tentar compreender por si mesmo o que parece querer dizer, e quando
determinada afirmação não se configurar muito clara ou inteligível, deve-se
deixa-la de lado ou interpretá-la de uma forma plausível e satisfatória para a
própria compreensão da pessoa. Poderíamos estar nos distanciando muito se
interpretássemos aquilo que é dito em uma língua antiga, que não nos é
conhecida, em termos que lhe atribuem um significado inalterável. Um caso que
destaca a forma como estudiosos eminentes podem interpretar erroneamente uma
palavra é a tradução de Nirvana como “aniquilação”, que é contrária a todas as
descrições da palavra nos livros budistas. Os tratados que compõem o volume
acima mencionado supostamente pertencem à escola budista conhecida como
Mahayana, que cresce particularmente no Tibete, mas também com variações e em
menor proporção na China e no Japão. Mas deve-se lembrar de que no Tibete, bem
como naqueles outros países, os conceitos que representam a filosofia budista
são muito mesclados com ideias de outras fontes. Uma das características dos
ensinamentos budistas é que todos os sujeitos, sejam metafísicos ou
psicológicos, dos quais tratam, são analisados de forma minuciosa, sendo
agrupados e numerados. O que é discutido é dividido em diferentes categorias e
classificado de acordo. Por exemplo, existem as quatro Nobres Verdades, as doze
Nidanas (as assim chamadas causas interdependentes, processos psicológicos e
divisões que constituem a roda da necessidade ou vida e morte em rotação), os
Dhyani Budas e assim por diante. Um dos textos editados pelo senhor Evans-Wentz
é intitulado – OS PRECEITOS DOS GURUS, ou INSTRUTORES ESPIRITUAIS que
apareceram e falaram sobre estes assuntos. Contém vinte e oito categorias, como
são chamadas, uma das quais classificada como sendo “as dez causas do pesar”.
Pode se perguntar por que exatamente dez e não onze ou nove? É muito difícil
que alguém possa determinar quais são as coisas a causar mais lamento ou
regozijo. É fácil compilar uma lista, mas isso não será análise. Quando há uma
divisão em categorias, títulos ou subtítulos, não se deveria permitir que um
cubra o outro. Deveriam ser complementares entre si, como as cores de um
espectro, e cada qual deve ter a sua significação individual e precisa. Existe
uma outra lista de “Dez Exigências” para trilhar a senda. Existe um terceiro
conjunto de dez preceitos que estabelecem “as coisas a serem feitas”, um quarto
conjunto, “as dez coisas que devem ser conhecidas”. Um quinto, “os treze
fracassos lamentáveis” e assim por diante. Os assuntos são todos de natureza
tão geral que se pode tentar descobrir o que a própria pessoa colocaria sob os
vários títulos, tendo em mente o objetivo subjacente de todos estes preceitos
de forma igual, que é a obtenção do verdadeiro conhecimento ou da verdade
relevante. Os preceitos acentuam a importância de uma vida verdadeiramente
religiosa. A qualificação “verdadeiramente” é necessária porque o que é
indicado não é uma vida em mera conformidade a determinadas regras e
disciplinas, à prática de determinadas cerimônias e assim por diante, mas uma
vida que pode ser chamada religiosa em um sentido básico. No seu sentido
literal, a palavra “religião” possui aproximadamente o mesmo significado que a
palavra YOGA; é “aquilo que liga”, “vincula”. E Yoga também significa alcançar
um estado interior de união entre o humano e o divino, ou o inferior e o
superior, transcendendo aos conflitos e às contradições da vida mundana comum
que é denominada Samsara, que significa literalmente “dar voltas e voltas”.
Visando eliminar estes conflitos, deve-se abandonar os prazeres e as alegrias
mundanas. Talvez esta não seja a melhor maneira de expressar o que se pretende
porque não há injunção a ser abandonada. Precisa-se compreender que todos os
prazeres e alegrias, em qualquer nível, são de uma natureza insidiosa,
calculados para prender a mente, a qual, quando neles fica envolvida, torna-se
incapaz de desvencilhar-se livremente do encantamento das associações que se
nutrem, as memórias dos prazeres usufruídos e as dores experimentadas. E quando
se compreende isso, não há necessidade que outra pessoa venha e nos diga que
devemos abrir mão disto do daquilo; a pessoa abrirá mão por sua própria
iniciativa do que quer que seja recomendável abrir mão. Todo ensinamento
budista reforça a necessidade de reservar-se em pensamento, em palavra e em
ato, de modo que não se possa desviar da direção em que se deve prosseguir. Mas
acima de tudo, o que é considerado como o mais importante é um espírito
oniabarcante de altruísmo, e o reservar-se deveria girar em torno da preservação
deste espírito. Em sua maior parte, os preceitos relatam algo semelhante às
observações de homens que chegaram a uma compreensão pessoal das verdades que
são expressas, embora existam algumas que parecem ser meramente ditos populares
comuns. Considerados como um todo, estes preceitos exprimem a natureza do
ensinamento central do Mahayana em uma forma que tem uma beleza e um valor
próprios, embora outros textos incluídos no volume do senhor Evans-Wentz
abordem práticas que procuram o controle dos processos fisiológicos, e parecem,
ao menos à primeira vista, basear-se em noções fantasiosas. Aqueles que leram a
Voz do Silêncio saberão que esta obra consiste em três tratados que transmitem
a essência do pensamento Mahayânico de uma forma muito clara. Estão agrupados
em forma de discursos, nos quais o aluno pede orientação e luz ao instrutor, e
este fala ao aluno sobre os objetivos da senda, as várias virtudes a serem
desenvolvidas, as fraquezas a serem evitadas, e as verdade relacionadas a tudo
isso. O instrutor também esclarece que ele pode apenas apontar o caminho, ele
não pode conduzir o aluno até o destino pretendido. O aluno terá de usar a sua
própria inteligência a cada passo, reunir todas as energias de sua natureza, e
aplicar-se seriamente à tarefa. Se fosse meramente uma questão de encontrar um
instrutor que conduzisse a pessoa até o objetivo adequado, a dificuldade
residiria apenas em encontrar a pessoa certa, e assim o aluno não teria
responsabilidade alguma. Mas não é este o caso. O discípulo terá de realizar a
viagem por ele próprio, enfrentando todas as dificuldades, guiado pela sua
própria compreensão. De acordo com estes preceitos, das dez coisas a serem
feitas, uma importante entre elas, é o encontro de um instrutor cuja influência
de sua personalidade e conhecimento possa ser inestimável, se o aluno dela
puder beneficiar-se. Diz-se: “vincule-te a um preceptor religioso dotado de
poder espiritual e de sabedoria total”. De que maneira podemos encontrar uma
pessoa assim? Para começar, deve-se compreender o que significa “poder
espiritual”. Não é a habilidade de produzir truques fenomênicos ou milagres. A
espiritualidade nada tem a ver com tais manipulações psíquicas. A questão então
é de como distinguir entre um instrutor falso – e desses deve haver grande
variedade – e um verdadeiro. Diz o livro: “para evitar o erro na escolha de um
guru, o discípulo precisa ter conhecimento de suas próprias falhas e virtudes”.
Não significa que você terá de encontrar primeiramente o guru e então ele lhe dirá
as suas faltas e os seus méritos. Deve haver uma medida de auto percepção e de
discriminação dela resultante, a fim de reconhecer o verdadeiro instrutor
quando o encontrarmos, e não ser atraído por alguém que consegue ter seguidores
por apelar para suas fraquezas e divertir-se com sua imaturidade. É fácil
imaginar que se possui determinadas virtudes e também minimizar as próprias
faltas até mesmo quando as vemos. A tendência seria de desculpar-se dizendo que
é humano ter estas falhas, naturais em nosso estágio, não mais as considerando.
É precisamente porque as pessoas não querem pôr de lado as suas fraquezas
favoritas que elas procuram um Pai Celestial que lhes permitiria a indulgência
que desejam, salvando-as, finalmente, apesar delas próprias. Quando vemos um
erro em outra pessoa, é provável que vejamos através de uma lente de aumento,
mas quando encontramos a mesma fraqueza em nós mesmos, mas quando encontramos a
mesma fraqueza em nós mesmos, somos capazes de olhar para ela por uma ótica
diferente. Também aquilo que consideramos como as nossas virtudes não podem ser
virtudes, de forma alguma, mas meramente possuir sua aparência. Um ser humano
pode ser prestativo e agradável de vários modos, e as pessoas podem pensar
muito bem dele por isso. Mas se forem procurados os seus motivos, pode se
verificar que aquilo que o impulsiona a ser agradável e adaptável brota de se
auto interesse. O homem precisa dar-se com as pessoas, possivelmente para
finalidades comerciais, ou ele pode estar procurando uma vida fácil; será
vantajoso conduzir-se na vida da forma a mais suave e agradável possível. Mas
este não é o tipo de amabilidade autêntica. Para sermos genuinamente amáveis e
gentis é preciso não ter motivos de vantagem própria. Se o objetivo, até mesmo
inconscientemente, for de conquistar a boa opinião de alguém, mesmo se não for
para obter vantagens materiais, será o caso de conquistar uma posse para uso
próprio. A mente humana é excessivamente complexa. Conforme Helena P. Blavatsky
(1831-1891) observa no quinto volume da obra A Doutrina Secreta, “a mente tem
muitos mistérios”. Mesmo com a nossa compreensão limitada, podemos perceber
como são complexas as suas engrenagens, e como é fácil auto iludir-se. Podem
ter-nos dito quando éramos crianças que não devíamos enganar os outros, mas
constantemente enganamos a nós próprios. Enquanto assim fizermos, seguiremos
caminhos que enganam os outros. Toda a tendência para a frustração, para
aceitar ilusões prazerosas, precisa ser
extirpada da pessoa se há o interesse em ser cada vez mais verdadeiro. Livro Em Busca da Sabedoria. Abraço. Davi
quinta-feira, 14 de março de 2019
COMO TRANSFORMAR A RAIVA EM QUATRO PASSOS.
Budismo. www.budavirtual.com.br.
Texto de Judy Lief. COMO TRANSFORMAR A RAIVA EM QUATRO PASSOS. De acordo com a
psicologia budista, a raiva é um dos seis kleshas raiz, as emoções conflitantes
que causam o nosso sofrimento. Seus companheiros são ganância, ignorância,
paixão, inveja e orgulho. A raiva pode ser quente ou congelante. A raiva pode
ser virada para fora para outras pessoas, para uma situação particular com a
qual você está preso ou com a vida em geral. Pode ser virada para dentro, sob a
forma de auto ódio, ressentimento ou rejeição das partes de você que o
envergonham ou fazem você se sentir vulnerável. A raiva pode fazer você matar;
pode levá-lo a cometer suicídio. A raiva é alimentada pelo impulso de rejeitar,
afastar, destruir. Está associado ao reino do inferno, um estado de dor intensa
e claustrofobia. Essa qualidade da claustrofobia ou de ser espremido em um
canto também se reflete nas origens da raiva da palavra inglesa, cuja raiz
significa “estreito” ou “limitado”. A raiva pode ser extremamente enérgica.
Você se sente ameaçado e claustrofóbico e esse sentimento doloroso se
intensifica até que você ataca como um rato encurralado. Ou pode se manifestar
como um sutil corte de ressentimento que você carrega junto com você sempre,
como um chip em seu ombro. Como os outros kleshas, a raiva é parte da nossa
maquiagem. Todos nós temos isso, mas lidamos com isso de forma muito diferente,
tanto individual como culturalmente. Porque a experiência da raiva é tão
potente, geralmente tentamos nos livrar dela de alguma forma. Uma maneira de
tentar livrar-se disso é infla-la ou reprimi-la, porque estamos envergonhados
de reconhecer ou aceitar que pudéssemos nos sentir desse jeito. Outra maneira
de tentar nos livrar da nossa raiva é agir impulsivamente através de palavras
ou ações violentas, mas isso só alimenta mais raiva. Como a raiva é uma parte
natural de nós, não podemos realmente nos livrar dela, não importa o quanto
tentemos. No entanto, podemos alterar a forma como nos relacionamos com ela.
Quando o fazemos, começamos a vislumbrar uma qualidade escondida nesta força
destrutiva que é sã e valiosa. Podemos salvar o bebê enquanto jogamos fora a
água do banho. No budismo existem muitas estratégias e práticas para lidar com
a raiva. A abordagem geral é começar com a meditação. No contexto da prática de
sessão formal, podemos começar a entender a energia da raiva, bem como os
outros kleshas, e fazer um novo relacionamento com ela. Nessa base, podemos
começar a aplicar esta visão no ambiente mais desafiador da vida cotidiana. Como
a atenção plena mina a agressão. A prática formal
de mindfulness é o fundamento para explorar a poderosa energia da raiva. É
difícil lidar com a raiva uma vez que ela explodiu, e é por isso que a prática
de meditação é uma ferramenta tão útil. Ao abrandar e ao refinar nossos poderes
de observação, podemos captar o surgimento da raiva em um estágio anterior,
antes de ter uma chance de nos ultrapassar completamente. A prática de ficar
quieto, respirar naturalmente e olhar atentamente a experiência de momento a
momento é, por si só, um antídoto contra a agressão. Isso é verdade porque a
raiva e outras explosões emocionais prosperam ao serem invisíveis. Eles
prosperam na capacidade de espreitar abaixo da superfície de nossa consciência
e aparecer sempre que quiserem. Portanto, estender o limite de sua consciência
tira o habitat natural que sustenta os kleshas. Através da meditação,
aprendemos a sintonizar o que estamos sentindo e a observar essa experiência
sem paixão e com simpatia. Quanto mais pudermos fazer isso na prática formal de
atenção plena, menos estaremos sob o controle de ferro da raiva. Por sua vez,
mais possibilidades teremos de transformar nossa relação com raiva no meio da
vida diária também. Onde surge a raiva? Está na mente. Assim, ao domesticar a
mente, podemos estabelecer uma base sólida para entender como a raiva surge em
nós e como nós habitualmente respondemos a ela. Podemos ver como a raiva se
espalha e se instala em nosso corpo, e como desencadeia dramas formulados sobre
culpa e dor. Podemos expor nossas construções conceituais sobre raiva, nossas
justificativas, defensivas e encobrimentos. Nessa base, podemos seguir usando a
prática seguinte. A árvore venenosa: Uma prática de raiva de 4
passos. Uma analogia tradicional para uma abordagem
progressiva e passo a passo para lidar com a raiva e os outros kleshas é a
árvore venenosa. Como você lida com uma árvore venenosa? A primeira coisa que
você pode fazer é podar, para evitar que ele seja muito grande ou se espalhe.
Mas isso simplesmente mantém o controle. A árvore ainda está lá. No entanto,
uma vez que a árvore é de um tamanho mais gerenciável, pode ser possível
desenterrar e livrar-se dela completamente, o que parece ser uma abordagem um
pouco melhor. Mas assim como você está prestes a fazer isso, você pode se
lembrar que um médico disse uma vez que as folhas e a casca desta árvore
possuem qualidades medicinais. Você percebe que não faz sentido simplesmente se
livrar dessa árvore. Seria melhor usá-la. Finalmente, de acordo com esta
história, um pavão vem, percebe a árvore, e sem mais condições, felizmente a
engole. O pavão instantaneamente converte esse veneno em comida. 1.
Podando a árvore: se abster de se entregar à raiva. O primeiro passo é abster-se do discurso e das ações baseadas na raiva.
Quando surge a raiva, geralmente ela já tomou conta de nós no momento em que
percebemos isso. A intensidade da emoção e a reação a ela estão tão ligadas que
se sentem quase simultâneas. Estamos desesperados por fazer algo com essa
raiva, seja para alimentá-la ou para suprimi-la. Nesta etapa, abster-se de
fazer qualquer coisa, não importa o quão forte seja o desejo de fazê-lo. A
prática é ficar com a experiência da raiva. Começamos no limite, com o segundo
nível de pensamento, onde somos tentados a adicionar combustível à chama ou a
tentar esmaga-la e livrar-se dela. A prática é não se envolver em nenhuma
dessas duas estratégias. É estar com a nossa raiva sem interpretá-la ou criar
estratégias. Nossas reações tendem a ser tão fortes e imediatas que
inicialmente não podemos realmente chegar à raiva em si. Mas, à medida que
nossa reatividade se torna menos pesada, uma brecha pequena e quase minúscula
se abre entre nossa raiva e nossa reação. Nessa lacuna é possível para nós
estar com a raiva e, ao mesmo tempo, abster-se de ser envolvido nela. Podemos
nos relacionar com a nossa raiva de forma mais pura e simples, sem pensamentos
secundários. 2. Desenraizando a árvore: ver através da solidez aparente da
raiva. Uma vez que possamos estar com a com mais
abertura e menos julgamento, o segundo passo é analisá-la com mais precisão.
Quando surge raiva, a examinamos. Fazemos perguntas. Para o que damos o rótulo
“raiva”? É uma percepção dos sentidos, um pensamento ou um sentimento? Quão
real é isso? Quão invencível? Está parada? Está em movimento? Quando tentamos
enquadrá-la, ela escapa? De onde isso vem? Onde isso vive? Para onde isso vai?
Quais são as suas qualidades? Sua textura? Sua cor? Sua forma? O que dá raiva e
poder sobre nós? Nesta etapa, examinamos a raiva como um fenômeno simples. De
onde vem a raiva? Qual é o objetivo? É nossa culpa ou é culpa de alguém ou
outra coisa? Olhe o mais diretamente possível. Quais são as raízes da raiva? O
que é que a alimenta? Vá nível por nível, cada vez mais e mais profundamente.
Você pode encontrar sua causa raiz? 3. Destilando a medicina:
descobrindo a sabedoria no meio da dor. No
terceiro passo, contemplamos o que é sobre a raiva que é prejudicial e o que
pode ser benéfico. Como a raiva pode ser uma forma de remédio? Se nos
livrássemos da nossa raiva, o que perderíamos? Aqui, a prática é discernir a
diferença entre a raiva prejudicial e a raiva que nos beneficia de alguma
forma. Claramente, a expressão insensata da raiva através de palavras ou ações
nos leva a prejudicar os outros e a sofrer. No entanto, reprimir nossa raiva
também causa danos. A raiva na verdade não desaparece, mas aparece de forma
desonesta, vestindo um disfarce. Então, existe outra opção? De acordo com o
budismo tibetano, há um outro lado da raiva: há sabedoria nela. Normalmente,
estamos muito envolvidos em nossas lutas pessoais para nos conectarmos com essa
sabedoria, mas a raiva realmente tem uma integridade e uma nitidez. É uma
mensageira de que algo está errado, que algo precisa ser abordado. A energia
despertada da raiva é dita ser cristalina, como um espelho perfeito. Ele diz
como é sem dissimulação. A raiva limpa o ar. É imediato e é abrupto, mas agarra
a nossa atenção e faz questão. A raiva interrompe nossa complacência e nos
mobiliza para agir. Quando nos encontramos com a injustiça que está sendo feita
ao outro, quando vemos a violência infligida a seres inocentes, quando vemos as
maneiras pelas quais os humanos justificam quase qualquer ato de violência, é
doloroso e nos irrita. Portanto, a raiva poderia ser o catalisador que nos faz agir
com coragem e compaixão para enfrentar a violência, a injustiça e a ignorância
arraigada. E quanto mais claramente vemos essas tendências no mundo que nos
rodeia, mais reconhecemos dentro de nós traços dessas mesmas tendências para a
violência e para a dissimulação. Portanto, a raiva tem o poder de tirar as
telas dos nossos olhos, cortar a nossa ignorância e evitar as duras realidades.
A força destrutiva da raiva é real e aparente. Ao enfrentar a força destrutiva,
praticamos a contenção no primeiro passo e começamos a ver a aparente solidez
da raiva no segundo. Agora estamos trabalhando com o potencial de sabedoria da
raiva. Na verdade, pode não ser a própria raiva, mas a nossa tendência para
manter a nossa raiva, o roteiro que a acompanha e a auto absorção que são tão
prejudiciais. Quando a raiva nos desperta para um problema real que deve ser
abordado, podemos responder revoltando a raiva e nos sentindo bem com relação a
nós mesmos por fazer isso. Ou podemos realmente ouvir qualquer mensagem que a
raiva nos traga, enquanto ao mesmo tempo abrimos mão do mensageiro. Então
podemos lidar com o que nos foi exposto pelo espelho claro da raiva. 4.
O Pavão: Engajando a Raiva Sem Medo ou Hesitação. O passo final não é realmente uma prática posterior, mas mais o resultado
ou a fruição do domínio das outras três etapas. Continuamos a praticar a
abstenção de exibições impulsivas de raiva, vendo através da aparente solidez
da raiva e abrindo as mensagens que a ira traz sem nos apegar ao mensageiro.
Quando podemos fazer tudo isso com facilidade, podemos finalmente começar a
usar a raiva como uma ferramenta ou meio hábil. Se a raiva é chamada e pode ser
útil, não temos medo de aplicá-la. E quando a ira destrutiva surge, não somos
seduzidos, nem nos escapamos. Nós a devoramos com precisão. Não resta nem um
rastro. www.budavirtual.com.br.
Abraço. Davi
quarta-feira, 13 de março de 2019
RELACIONAMENTO DO SIGNO DE LIBRA COM OUTROS SIGNOS.
Astrologia. Zodíaco. www.universa.uol.com.br. Sinastria (1) dos Signos. RELACIONAMENTO DO SIGNO DE LIBRA
(23 de setembro a 22 de outubro) COM OUTROS SIGNOS.
LIBRA E ÁRIES. São signos opostos-complementares e isso provoca
muita atração. Sexualmente é possível que surja cumplicidade e forte química.
Há chances de atração à primeira vista, com tendência a se transformar numa
grande aventura amorosa. Porém, com a convivência, ambos devem estar dispostos
a se adaptar para que a relação seja duradoura. Áries é impulsivo, determinado,
individualista e autoritário. Já Libra é ponderado, prudente, gosta de analisar
tudo minuciosamente. Na busca de equilíbrio, o libriano não deve se tornar
condescendente demais e o ariano não ser mandão e egoísta em excesso. Se superarem
isso, as possibilidades de dar certo aumentam. Com um pouco de paciência, Áries
pode ver em Libra elementos que o fascinam e que trazem equilíbrio para seu
temperamento forte, além de aprender a ser mais cordial e diplomático. Libra
necessita compreender melhor a natureza impulsiva de Áries e inspirar-se com
sua coragem, aprender a ser mais fiel à sua essência, dizer não quando
necessário e impor limites quando for preciso.
LIBRA E TOURO. Esta é uma boa combinação. Os dois
signos são regidos por Vênus, o planeta do amor, do prazer, da sedução, da
beleza e da arte. Por isso, são românticos e apreciadores de uma vida em comum.
Há muita química e compatibilidade nessa união sexual. Mas, com a convivência,
conflitos surgirão: Touro é mais inflexível, caseiro, acomodado, reservado e
teimoso. Libra é muito sociável, extrovertido e naturalmente sedutor, isso
acaba por despertar o lado ciumento e possessivo do taurino. Mas, ainda assim,
um companheiro como Libra pode ser ideal para o taurino. Sua natureza tolerante
e expressiva ajuda a contornar os típicos arroubos de ciúme. O desafio é
encontrarem o equilíbrio entre a vida familiar e as atividades sociais. Libra é
um signo de Ar, mental, e consegue estimular a mente de Touro. Ao mesmo tempo,
o elemento Terra do taurino pode trazer mais estabilidade e segurança para o
libriano, que costuma se dispersar com facilidade. O relacionamento deve se
basear na ternura e na cumplicidade.
LIBRA E GÊMEOS. Dois signos com grandes afinidades:
ambos são do elemento Ar. São mentais, intelectuais, buscam conhecimento,
cultura, apreciam os estudos e as artes. Sexualmente pode haver cumplicidade e
afinidade. Libra contribui com sua sensualidade e compreensão, enquanto Gêmeos
pode fazer seu companheiro rir e se divertir. O diálogo e as trocas estão
garantidos por seus planetas regentes: Vênus (Libra) e Mercúrio (Gêmeos). O
grau de entendimento e sintonia tende a superar as palavras, muitas vezes basta
um olhar para cada um captar o que se passa na mente do outro. E mais: a
parceria de negócios, estudos e projetos criativos tem grandes chances de
prosperar. Mas, há diferenças a serem superadas para uma relação duradoura.
Libra tem mais facilidade para assumir compromissos e gosta de fazer tudo a
dois. Os geminianos são mais independentes e são avessos às cobranças. É
essencial que exista amor verdadeiro, sinceridade e confiança, além da certeza
de que desejam se comprometer antes de casar e ter filhos. LIBRA E CÂNCER. Nesta
combinação os dois encontram mais características e interesses divergentes do
que qualidades em comum. Libra é mental, sociável e extrovertido. Câncer é
reservado, sensível e intimista. Sexualmente, Libra se mostra mais espontâneo e
Câncer mais desconfiado. É preciso tempo e disposição para que o canceriano
ganhe mais confiança e se abra. Aos poucos, encontrarão sintonia na vida
íntima. Ambos partilham do romantismo, do gosto pela arte e pela cultura. Mas
Câncer pode se sentir incomodado com a sociabilidade e a inquietude de Libra,
que tende a ficar entediado com o estilo emotivo, caseiro e retraído de Câncer.
Há chances de a parceria prosperar, mas se houver amor real e se os dois
aprenderem a respeitar suas diferenças. Os cancerianos, geralmente, se
apresentam fechados, silenciosos e taciturnos. Os librianos são mais abertos
para os diálogos e as trocas intelectuais. É importante que o canceriano esteja
disposto a aprender com o libriano a ser mais leve e sociável. Simultaneamente,
o libriano deve se inspirar no canceriano a fim de ser mais carinhoso e
atencioso. LIBRA E LEÃO. Esta é uma parceria estimulante e promissora. O
elemento Ar de Libra, mental, inteligente e ponderado, complementa o elemento
Fogo de Leão, impetuoso, confiante e ambicioso. O relacionamento é produtivo
também para projetos profissionais: são sociais, criativos, interessados pelos
assuntos culturais e artísticos. Ar e Fogo são elementos que geram combustão.
Essa mistura é boa também para a vida sexual do casal. Promete calor, paixão,
química, harmonia e cumplicidade. Os dois gostam de namoro, requinte e romance.
O Ar de Libra estimula o Fogo de Leão, o que pode ajudá-lo a crescer e a se
desenvolver. A força de vontade, os dons de liderança e a segurança de Leão
tendem a neutralizar a hesitação e a indecisão de Libra. Leão oferecerá seu
apoio e sua confiança para que o libriano possa caminhar com passos mais firmes
e determinados. Com empenho e dedicação, o casal conquistará a beleza, a
harmonia e o equilíbrio tão sonhados por Libra. Além de tudo isso, a
generosidade de Leão, combinada com o senso de justiça libriano, oferecem
grande potencial para que a parceria realize trabalhos sociais e humanitários. LIBRA E VIRGEM. Embora
tenham afinidades complementares, são signos com naturezas divergentes. Libra é
regido por Vênus: cordial, sociável, diplomático, romântico e sedutor. Virgem é
regido por Mercúrio: racional, prático, tímido, crítico e exigente. Mas ambos
são prudentes, lógicos, inteligentes e ponderados. É possível que o amor surja
depois de uma amizade, já que nenhum dos dois traz tendência para atos
impulsivos. No que diz respeito à vida sexual, haverá cumplicidade. O libriano
é conciliador e gosta de cultivar suas habilidades sociais. Tem, ainda, apurado
senso estético, busca a harmonia e o equilíbrio e está sempre sugerindo novas
ideias. O virginiano aprecia essas qualidades e se encantará com a leveza, o
otimismo, a alegria e as longas conversas com o ponderado libriano. Ao mesmo
tempo, Libra pode ouvir as críticas, sugestões e análises do observador
virginiano e levá-las em consideração. Assim, a vida em comum se tornará
harmoniosa. Mas têm de encontrar o equilíbrio entre os deveres e as
responsabilidades do lar e a vida social. Caso contrário, pode haver
discussões. LIBRA E LIBRA. Os librianos são amantes da beleza, do equilíbrio,
da justiça, das artes e da vida social. Podem se divertir muito juntos. Libra é
um signo de Ar, mental, e terão muitos assuntos para conversar. Aliás, assunto
é o que não vai faltar para essa dupla. São românticos, valorizam o amor e o
relacionamento. Buscam um relacionamento ideal, feliz e harmonioso e estarão
dispostos a concretizar este sonho, construindo uma relação de amor e parceria.
E há chances! Porém, o libriano tem certa dificuldade de expor suas vontades,
pois não gosta de conflitos e discussões. O perigo é ficar adiando uma
conversa, uma discussão, com medo de que o equilíbrio seja quebrado. É
importante que aprendam a ser sinceros e verdadeiros, mesmo que para isso o
confronto seja inevitável. Devem perceber até que ponto a cortesia, a elegância
e a gentileza se transformam em máscaras. O aprendizado, portanto, é o de
discutir a relação de tempos em tempos. Costumam ser indecisos e talvez até
seja necessário a presença uma terceira pessoa para trazer conselhos e os
ajudar a tirar conclusões. LIBRA E ESCORPIÃO.
Esta é uma parceria que tem tudo para funcionar,
desde que Libra esteja ciente de que Escorpião tem tendência para o ciúme e que
o escorpiano entenda que a vida social é importante para o libriano. Escorpião
é um signo de Água, regido por Marte e Plutão: intenso, apaixonado, profundo e
magnético. Libra é um signo de Ar, regido por Vênus: sensual, mental, ponderado
e romântico. Sexualmente terão grande sintonia e química. Mas conflitos podem
surgir se Escorpião não aceitar que Libra é social. Ambos são inteligentes e é
possível que se interessem juntos por estudos, artes e cultura. Apesar de o
escorpiano ser por vezes calado e misterioso, Libra gosta muito de conversar,
demonstrando suas habilidades comunicativas e seu poder de análise em qualquer
debate. Já Escorpião é perspicaz, intuitivo, bom para dar diagnósticos e para
chegar à raiz de qualquer questão. Mas os escorpianos geralmente alimentam
opiniões inflexíveis e a obstinação é outro traço de sua personalidade. Sua
persistência quase sempre vai predominar, pois Libra é mais adaptável e
flexível. LIBRA E SAGITÁRIO. Há muito em comum entre esses dois signos.
Portanto, existe a possibilidade para um bom entendimento, tanto para projetos
profissionais quanto para questões afetivas. Ambos apreciam o conhecimento, as
novidades, a beleza, as artes e a vida social. Serão excelentes companheiros
para estudos, festas, eventos, viagens e aventuras. Mas também existem
características díspares: Libra é romântico e adora fazer tudo a dois. já
Sagitário precisa de espaço e liberdade para ir e vir. Também cultivam um
profundo senso de justiça. A combinação de um signo de Ar (Libra) com um signo
de Fogo (Sagitário) sempre gera combustão. Podem, inclusive, contar com muita
química e paixão na vida íntima. Mas Sagitário deve tomar cuidado com sua
sinceridade para não ferir os sentimentos de Libra. Geralmente, será Libra quem
vai fazer propostas, trazer ideias e tomar iniciativas, já que é um signo
cardinal, e Sagitário, um signo mutável. Por sua vez Sagitário corresponderá com seu entusiasmo,
sua confiança e sua generosidade, sempre aberto para expandir seus horizontes. LIBRA E CAPRICÓRNIO. Essa união tem potencial para ser longa e
duradoura. Libra proporcionando leveza, gentileza e alegria, e Capricórnio
contribuindo com estrutura, fidelidade e comprometimento. No início do
relacionamento, Libra pode até achar que seu companheiro é antiquado, exigente,
formal e cerimonioso. É importante que Capricórnio modere seu pessimismo e seu
senso crítico para não cortar as asas do espontâneo libriano. Embora
Capricórnio seja teimoso e determinado, tem seu charme, sua elegância, seu
senso de humor inteligente e peculiar, além de ser leal, prudente, estratégico
e objetivo, qualidades que encantarão o libriano. Ambos compartilham o gosto
pelos tratos sociais e ambientes refinados. Libra é um signo de Ar, regido por
Vênus, amante dos prazeres, da beleza e da harmonia. Essas características
servirão como uma lufada de ar fresco na vida de Capricórnio. Mas conflitos
surgirão quando os dois quiserem comandar, cada um à sua maneira. Para superar
isso, o diálogo deve prevalecer: Capricórnio respeitando a natureza de Libra, e
este valorizando as técnicas pessoais de Capricórnio. LIBRA E AQUÁRIO. Ambos
são signos do elemento Ar: mentais, curiosos, comunicativos e inteligentes e
apreciam as mesmas coisas (cultura, vida social e diversão). Mas, apesar dos
pontos em comum, há divergências. Libra gosta de parcerias, romances, afeto e
carinho. Aquário é mais independente, contestador e questionador. A parceria
traz mais potencial para amizade duradoura do que para o amor, a não ser que
haja outros pontos de atração em seus mapas astrológicos. A dupla pode
estimular-se intelectualmente, estudar, filosofar, vivenciar ricos aprendizados
juntos. As discussões tendem a ser recheadas de refinamento intelectual. O
comportamento excêntrico, inquieto e nervoso de Aquário perturbará o equilíbrio
de Libra. Depois de algum conflito, Libra vai procurar ser justo, ponderado e
acabará reconhecendo seus erros. Sua natureza diplomática e conciliadora irá
seduzir Aquário, que até reconhecerá seus próprios erros. Os dois não têm
tendência para guardar mágoas e rancores. Há, ainda, outros interesses em
comum: os projetos humanitários, as crianças, as viagens ao exterior e as
artes. LIBRA E PEIXES. Este é um encontro de dois signos românticos,
carinhosos, sedutores e atenciosos. Portanto, é uma parceria promissora. Mas há
algumas diferenças: Libra é um signo de Ar, mental, ponderado, racional e
prudente. Peixes é um signo de Água: sensível, emotivo, místico e intuitivo. O
casal deverá usar as diferenças para se complementarem: Peixes ajudando o companheiro
a ter mais fé, imaginação e compaixão; Libra trazendo estabilidade psicológica,
apoio, capacidade racional e analítica para o pisciano. Libra é um signo mais
social, comunicativo e extrovertido. Peixes é mais introspectivo, parecendo até
mesmo mais enigmático. Sexualmente, Peixes se mostrará sempre encantador e
Libra gentil. Ambos são apaixonados pelas artes, solidários e interessados
pelas causas sociais. Libra gosta de tomar iniciativa e comandar; já Peixes
estará disposto a agradar e oferecer seu apoio. Peixes entenderá os ataques de
indecisão de Libra, já que ele também nutre certos receios. O casal enfrentará
dificuldades com sua hesitação e indecisão, então, os conselhos de uma terceira
pessoa serão bem-vindos.
Referência: (1). Sinastria – é uma técnica utilizada na astrologia para
verificar o grau de compatibilidade numa relação (afetiva, profissional ou
familiar) entre duas pessoas. Esse procedimento faz uso do MAPA ASTRAL,
recorrendo aos perfis astrológicos de um indivíduo e seu parceiro. Requer
encontrar um profissional, caso deseje realizar o método do mapa, recomendado e
capacitado na ciência astrológica. Deve ter registro profissional na
instituição ou sindicato que regula a prática em sua região ou estado. Abraço.
terça-feira, 12 de março de 2019
A INFLUÊNCIA DA VIRGEM MARIA NA VIDA DA IGREJA.
Catolicismo. www.universocatolico.com.br.
Escrito pelo Papa João Paulo II (1920-2005) Karol Jósef Wojtyla. A INFLUÊNCIA
DA VIRGEM MARIA NA VIDA DA IGREJA. 1. Depois de ter refletido sobre a dimensão
Mariana na vida eclesial, dispomos-nos agora a pôr em evidência a imensa riqueza
espiritual que Maria comunica à Igreja, com o seu exemplo e a sua intercessão.
Desejamos, antes de mais nada, deter-nos a considerar brevemente alguns
aspectos significativos da personalidade de Maria, que oferecem a cada fiel
indicações preciosas para acolher e realizar plenamente a própria vocação.
Maria precedeu-nos na via da fé: crendo na mensagem do anjo, ela é a primeira a
acolher, e de modo perfeito, o mistério da Encarnação (cf. Redemptoris Mater,
13). O seu itinerário de crente inicia ainda antes do princípio da maternidade
divina e desenvolve-se e aprofunda-se durante toda a sua experiência terrena. É
audaz a sua fé, que na Anunciação crê no humanamente impossível e em Caná da
Galileia impele Jesus a realizar o primeiro milagre, provocando a manifestação
dos seus poderes messiânicos (cf. João 2,1-5). Maria educa os cristãos a
viverem a fé como caminho empenho envolvente, que, em todas as épocas e
situações da vida, requer audácia e perseverança constante. 2. A fé de Maria
está ligada à sua docilidade à vontade divina. Crendo na Palavra de Deus, pôde
acolhê-la plenamente na sua existência e, mostrando-se disponível ao soberano
desígnio divino, aceitou tudo o que lhe era requerido do Alto. A presença da
Virgem na Igreja encoraja assim os cristãos a porem-se cada dia à escuta da
Palavra do Senhor, para compreenderem o seu plano de amor nas diversas
vicissitudes quotidianas, cooperando com fidelidade para a sua realização. 3.
Desse modo, Maria educa a comunidade dos crentes para olhar rumo ao futuro, com
pleno abandono em Deus. Na experiência pessoal da Virgem, a esperança
enriquecesse de motivações sempre novas. Desde a Anunciação, Maria concentra no
Filho de Deus, encarnado no seu seio virginal, as expectativas do antigo
Israel. A sua esperança revigora-se nas fases sucessivas da vida de Nazaré e do
ministério público de Jesus. A sua grande fé na palavra de Cristo que tinha
anunciado a sua ressurreição ao terceiro dia, não a fez vacilar nem sequer
diante do drama da Cruz: ela conservou a esperança no cumprimento da obra
messiânica, esperando sem hesitações, depois das trevas da Sexta-Feira Santa, a
manhã da ressurreição. No seu difícil peregrinar na história, entre o “já” da
salvação recebida e o “não ainda” da sua plena realização, a comunidade dos
crentes sabe que pode contar com o auxílio da "Mãe da Esperança" que, tendo
experimentado a vitória de Cristo sobre as potências da morte, lhe comunica uma
capacidade sempre nova de espera do futuro de Deus e de abandono às promessas
do Senhor. 4. O exemplo de Maria faz com que a Igreja aprecie melhor o valor do
silêncio. O silêncio de Maria não é só sobriedade no falar, mas sobretudo
capacidade sapiencial de fazer memória e de acolher, num olhar de fé, o
mistério do Verbo feito homem e os eventos da sua existência terrena. É este
silencioso acolhimento da Palavra, esta capacidade de meditar no mistério de
Cristo, que Maria transmite ao povo crente. Em um mundo cheio de confusão e de
mensagens de todo o gênero, o seu testemunho faz apreciar um silêncio
espiritualmente rico e promove o espírito contemplativo. Maria testemunha o
valor de uma existência humilde e escondida. Normalmente todos exigem, e por
vezes pretendem, poder valorizar inteiramente a própria pessoa e as próprias
qualidades. Todos são sensíveis à estima e à honra. Os Evangelhos referem em
várias ocasiões que os Apóstolos ambicionavam os primeiros lugares no reino,
discutiam entre si quem era o maior e que Jesus lhes teve de dar, quanto a
isto, lições sobre a necessidade da humildade e do serviço (cf. Mateus 18,1-5;
20, 20-28; Marcos 9,33-37; 10,35-45; Lucas 9,46´48; 22,24-27). Maria, ao
contrário, jamais desejou as honras e vantagens de uma posição privilegiada;
procurou sempre cumprir a vontade divina, levando uma existência segundo o
plano salvador do Pai. A quantos não raro sentem o peso duma existência
aparentemente insignificante, Maria manifesta quanto pode ser preciosa a vida,
se é vivida por amor de Cristo e dos irmãos. 5. Maria, além disso, testemunha o
valor duma vida pura e repleta de ternura por todos os homens. A beleza da sua
alma, totalmente doada ao Senhor, é objeto de admiração para o povo cristão. Em
Maria a comunidade viu sempre um ideal de mulher, cheia de amor e de ternura,
porque viveu na pureza do coração e da carne. Perante o cinismo duma certa
cultura contemporânea que, muitas vezes, parece não reconhecer o valor da
castidade e banaliza a sexualidade, separando a da dignidade da pessoa e do
projeto de Deus, a Virgem Maria propõe o testemunho duma pureza que ilumina a
consciência e conduz a um amor maior pelas criaturas e pelo Senhor. 6. E ainda:
aos cristãos de todos os tempos, Maria mostra-se como aquela que prova uma viva
compaixão pelos sofrimentos da humanidade. Essa compaixão não consiste somente
numa participação afetiva, mas traduz-se numa ajuda eficaz e concreta diante
das misérias materiais e morais da humanidade. A Igreja, seguindo Maria, é
chamada a assumir uma atitude idêntica para com os pobres e todos os sofredores
da terra. A atenção materna da Mãe do Senhor às lágrimas, às dores e às
dificuldades dos homens e das mulheres de todos os tempos, deve estimular os
cristãos, de modo particular ao aproximar-se do terceiro milênio, a multiplicar
os sinais concretos e visíveis dum amor que faça os humildes e os sofredores de
hoje participarem nas promessas e esperanças do mundo novo, que nasce da
Páscoa. 7. O afeto e a devoção dos homens para com a Mãe de Jesus ultrapassam
os confins visíveis da Igreja e impelem os ânimos a sentimentos de
reconciliação. Como uma Mãe, Maria quer a união de todos os seus filhos. A sua
presença na Igreja constitui um convite a conservar a unanimidade de coração,
que reinava na primeira comunidade (cf. Atos 1,14) e, por conseguinte, a
procurar também as vias da unidade e da paz entre todos os homens e todas as
mulheres de boa vontade. Na sua intercessão junto do Filho, Maria pede a graça
da unidade do gênero humano, em vista da construção da civilização do amor,
superando as tendências à divisão, às tentações da vingança e do ódio, e à
fascinação perversa da violência. 8. O sorriso materno da Virgem, reproduzido
em boa parte na iconografia mariana, manifesta uma plenitude de graça e de paz
que quer comunicar-se. Essa manifestação de serenidade do espírito contribui de
modo eficaz para conferir um rosto jubiloso à Igreja. Acolhendo na Anunciação o
convite do anjo a alegrar-se (Káire=alegra-te: Lucas 1,28), Maria é a primeira
a participar na alegria messiânica, já predita pelos profetas para a "filha de
Sião" (cf. Isaías 12,6; Sofonias 3,14-15; Zacarias 9,8), e transmite a à
humanidade de todos os tempos. O povo cristão, invocando-a como “causa nostrae
laetitiae”, descobre nela a capacidade de comunicar a alegria que nasce da esperança
mesmo no meio das provas da vida e de guiar quem a ela se confia para a alegria
que não terá fim. "Observatore Romano, Ed. Port. n.47, 25/11/95, pag. 12 (576)
DO Livro: A VIRGEM MARIA. 58 CATEQUESES DO PAPA JOÃO PAULO II". www.universocatolico.com.br.
Abraço. Davi
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