sexta-feira, 12 de novembro de 2021

FRASES DO PROFETA MUHAMMAD OU MAOMÉ

 

Islamismo. www.iqaraisham.com.br. FRASES DO PROFETA MUHAMMAD OU MAOMÉ. O Profeta Muhammad é uma inspiração para centenas de milhões de pessoas ao redor do mundo. Aqui estão alguns ditos do Profeta Muhammad (Hadiths) que nos ajudam a entender o seu caráter inspirador. 1. Um muçulmano que planta uma árvore ou semeia um campo, a partir do qual homens, aves e animais podem comer, está praticando um ato de caridade. (Muslin). 2. Existe um tipo de polidez para tudo, que remove a ferrugem; e a polidez para o coração é a recordação de Deus, Alláh. (Bukhari). 3. Quais são as melhores ações? É alegrar o coração dos seres humanos, alimentar os famintos, ajudar os aflitos, aliviar a dor da tristeza, e remover os sofrimentos dos feridos. (Bukhari). 4. A mais excelente Jihad é a Jihad para a conquista de si mesmo. (Bukhari). 5. Se você colocar toda a sua confiança em Deus, Alláh, como você deve. Ele certamente irá satisfazer suas necessidades, assim como Eles satisfaz as das aves. Elas saem com fome de manhã, mas retornam satisfeitas para os seus ninhos. (Tirmidhi). 6. Deus, Alláh terá misericórdia com alguém a não ser que esse alguém tenha misericórdia com outras criaturas. (Abdullah b. Amr). 7. Diga o que é verdade, embora possa ser amargo e desagradável para as pessoas. (Balhaqi). 8. A gentileza é uma marca da fé, e quem não é gentil não tem fé. (Muslim). 9. Quando você vê uma pessoa que tenha sido dada mais do que você em dinheiro e beleza, olhe para aqueles a quem foi dada menos do que você. (Muslim). 10. Se você não sente vergonha de nada, então você pode fazer o que quiser. (Abu Masud). 11. É melhor sentar-se sozinho do que em companhia com o mau; e é melhor ainda sentar-se com o bom do que sozinho. É melhor falar com aquele que busca conhecimento do que permanecer em silêncio. Mas o silêncio é melhor do que palavras vãs. (Bukhari). 12. Em verdade, um homem ensinar bons modos à uma criança é melhor do que dar um alqueire de grãos em esmolas. (Muslim). 13. Quem quer que seja gentil, Deus, Aláh, vai ser gentil com ele; portanto, seja gentil com o homem sobre a terra. Ele que está no céu vai mostrar misericórdia sobre ti (Tirmidhi). 14. O melhor de vocês são aqueles que são os melhores para as mulheres. (Tirmidhi). 15. Quem ama ir ao encontro de Deus,Aláh, Deus, Alláh ama encontra-lo. (Bukhari). 16. Uma vez um homem, que estava passando por uma estrada, encontrou um galho de uma árvore com espinhos obstruindo-a. O homem tirou os espinhos do caminho. Alláh ficou grato e perdoou seus pecados. (Bukhari). 17. Quem são os com conhecimento? Aqueles que praticam o que sabem. (Bukhari). 18. Deus, Alláh revelou à mim, que vocês devem ser humildes. Ninguém deve se vangloriar sobre o outro, e ninguém deve oprimir outros. (Iyad b. Hinar). 19. Um verdadeiro muçulmano é grato à Deus,Alláh na prosperidade, e se submete à Sua vontade na adversidade. (Muslim). 20. Um muçulmano que reúne-se com os outros muçulmanos e compartilha seus fardos com eles é melhor do que aquele que vive uma vida de reclusão e contemplação. (Muslim). 21. Adorai a Deus, Alláh, como se você pudesse vê-lo; embora você não possa vê-lo, Ele pode ver você. (Umar). 22. Deus não olha para a sua aparência ou suas posses; mas Ele olha para o seu coração e suas obras. (Abu Huraira). 23. A melhor riqueza é a riqueza da alma. (Bukhari). 24. Mantenha-se longe da inveja, porque ela consome e tira boas ações, como um fogo consome e queima a madeira. (Abu Dawud). 25. Muito silêncio e uma boa disposição, não há duas coisas melhores do que estas. (Bukhari). 26. Em verdade, Deus, Alláh é suave e gosta de brandura, e Ele dá ao gentil o que Ele não dá ao áspero. (Muslim). 27. Uma vez o Profeta foi questionado: Diga-nos, qual a ação é mais apreciada por Alláh. Ele respondeu: Realizar a sua oração no seu devido tempo. Mais uma vez ele foi perguntado: O que vem a seguir. Muhammad, Maomé disse: Mostrar bondade com os pais. Então o que?, ele foi perguntado: Lutar pela causa de Deus, Alláh!. (Ibn Masad). 28. Quando duas pessoas estão juntas, duas delas não devem sussurrar entre si, não deixando que o terceiro ouça. Porque isso iria magoá-lo. (Bukhari e Muslim). 29. Na verdade, é um dos aspectos de respeito à Deus, Alláh, honrar um homem velho. (Bukhari). 30. Eu ordeno que tratem as mulheres amavelmente. (Bukhari). 31. Todos os muçulmanos são como uma fundação, cada um fortalecendo o outro; de tal maneira que eles apoiam uns aos outros. “Abu Musa). 32. Esforce-se sempre para a excelência na virtude e na verdade. (Bukhari). 33. Você não vai entrar no paraíso até que você tenha fé. E você não vai completar a sua fé até que vos ameis uns aos outros. (Muslim). 34. Ele, que deseja entrar no paraíso pelo melhor portão, deve agradar seu pai e sua mãe. (Bukhari). 35. Estou deixando duas coisas entre vocês, e se vocês se apegarem à elas firmemente vocês nunca vão errar; um é o Livro de Deus, Alláh(Alcorão), o outro é o meu modo de vida (Sunnah). O Último Sermão da Montanha. 36. Alláh, Deus é Um e gosta de Unidade. (Muslim). 37. A melhor das esmolas é a que, o que a mão direita dá, a mão esquerda não sabe. (Bukhari). 38. O muçulmano perfeito não é um muçulmano perfeito, se ele come até ficar cheio e deixa seus vizinhos com fome. (Ibn Abbas). 39. Ele não é um de nós, que não é carinhoso com os mais pequenos, e não respeita o velho. E ele não é um de nós, que não ordena o que é lícito, e proíbe o que é ilícito. (Ibn Abbas). 40. Nenhum homem é um verdadeiro crente, a menos que deseje para seu irmão o que ele deseja para si mesmo. (Abu Hamza Anas). 41. Lutar pela causa de Deus, Alláhdesde o amanhecer ao meio dia e por do sol é melhor do que os prazeres e diversão de toda a vida mundana. (Bukhari). 42. Não sejais como os hipócritas, que, quando ele fala, diz mentiras; quando ele faz uma promessa, ele rompe com ela. E quando ele é de confiança, ele prova ser desonesto. (Bukhari e Muslim). 43. A prova da sinceridade de um muçulmano é, que ele não presta atenção a algo, se isso não for da sua conta. (Abu Hureira). 44. Você sabe o que é melhor do que a caridade e jejum e oração? É manter a paz e as boas relações entre as pessoas, pois as brigas e sentimentos ruins destroem a humanidade. (Muslim e Bukhari). 45. Comporte-se neste mundo, como se você estivesse aqui para ficar para sempre. Prepare-se para a eternidade, como se você fosse morrer amanhã. (Bukhari). 46. O ser humano não enche vaso pior do que seu estômago. (Tirmidhi). 47. Os confortos mundanos não são para mim. Sou como um viajante, que toma um descanso sob uma árvore na sombra e, em seguida, segue o seu caminho. (Tirmidhi). 48. As mulheres são as metades gêmeas dos homens. (Tirmidhi). 49. Um pai dá à seu filho nada melhor do que uma boa educação. (Tirmidhi). 50. A pessoa forte não é aquela que pode na luta colocar alguém para baixo. A pessoa forte é aquela que pode controlar-se quando está com raiva. (Bukhari). 51. A busca do conhecimento é obrigatória para todos os muçulmanos. (Tirmidhi). Que a paz e a bênção estejam sobre o Profeta Muhammad. Todos os louvores sejam somente a Alláh, Deus. http://www.iqaraisham.com.br. Abraço. Davi.

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

SOMOS ETERNOS

 

Rosa Cruz. www.fraternidaderosacruz.org. Livreto Introdutório aos Ensinamentos da Sabedoria do Ocidente. Texto de Max Heindel (1865-1919).  SOMOS ETERNOS. “Numa nuvem tormentosa sibilando; na asa de Zéfiro, O coro do espírito canta os hinos sacros do mundo, alegremente Escuta! Ouve suas vozes: "Pelas portas da morte nós passamos, a Morte não existe; alegrai-vos a vida continua eternamente". Somos, sempre fomos e sempre o seremos. Somos uma parte da Eternidade, Mais velha que a Criação, a parte de Um Grande Todo, Cada Alma é Individual, na sua imortalidade. No tear farfalhante do Tempo, nossa roupagem formamos, A rede do Pensamento urdidos eternamente; O que é modelada na Terra, é no céu que planejamos E ao nascer, nossa raça e nossa pátria, já as trazemos na mente. Brilhamos em uma joia e sobre a onda dançamos e cintilamos em pleno fogo, a tumba desafiamos através de formas várias em tamanho, gênero e nome A essência individual é a mesma, é a que sempre carregamos. E quando alcançarmos o mais elevado grau, 29 A gradação do crescer com nossas mentes relembraremos para que, elo por elo, possamos juntá-los todos E passo a passo tragar o caminho que percorremos. Com o tempo saberemos, o que realmente foi feito O que eleva e enobrece, o certo e a verdade Sem malicia com ninguém, sempre agindo com bondade, Em e através de nós, a Deus será feita a Vontade”. Aventuramo-nos a dizer que há somente um pecado: a ignorância; e só uma salvação: o conhecimento aplicado. Ainda o mais sábio dentre nós sabe muito pouco de tudo quanto se pode aprender, e ninguém alcançou a perfeição, nem esta pode ser conseguida numa só e curta vida. Mas observamos que tudo na Natureza tende a se desenvolver lenta e persistentemente, procurando alcançar estados cada vez mais elevados; a esse processo chamamos de Evolução. Uma das principais características da evolução está no fato de que ela se manifesta em períodos alternados de atividade e repouso. O ativo verão, no qual todas as coisas sobre a Terra se multiplicam e procriam, é seguido pelo descanso e a inatividade do inverno. As atividades do dia alternam-se com a quietude da noite. O fluxo dos oceanos é seguido pelo refluxo das marés. Assim, como todas as coisas se movem em ciclos, não é razoável supor-se que a vida, que se manifesta sobre a Terra durante uns poucos anos, se acabe, quando a Morte chega, mas que tão seguramente como o Sol reaparece pela manhã, depois de ter-se ocultado ao chegar a noite, também a vida que terminou com a morte de um corpo há de manifestar-se outra vez num novo veículo e num ambiente diferente. Nossa Terra pode ser comparada a uma Escola a qual voltamos, vida após vida, para aprender novas lições, da mesma forma que nossos filhos vão à escola, dia após dia, para aumentar seus conhecimentos. A criança dorme durante a noite que medeia entre dois dias de escola, e o espírito também tem seu descanso da vida ativa entre a morte e um novo nascimento. Há, também, diferentes classes nesta escola do mundo, que correspondem aos diferentes graus, desde o jardim de infância até a Universidade. Nas classes inferiores encontramos Espíritos que só frequentaram a Escola da Vida poucas vezes; estes são os atuais selvagens, mas com o tempo, far-se-ão mais sábios e melhores do que nós somos agora, e nós mesmos progrediremos em vidas futuras a alturas espirituais que atualmente nem podemos conceber. Se formos aplicados na aprendizagem das lições da vida, progrediremos muito mais depressa nessa escola da vida do que se folgarmos e desperdiçarmos nosso tempo. Isso obedece aos mesmos princípios que governam nossas instituições de ensino. Nós não estamos aqui pelo capricho de Deus. Ele não colocou uns num jardim e outros num deserto, nem tampouco deu a alguns corpos saudáveis, de modo a poderem viver livres de dores e enfermidades, enquanto outros foram colocados em pobres circunstâncias que nunca se vêm livres da dor. Mas o que somos devemos à nossa diligência ou negligência, e o que seremos no futuro dependerá do que queiramos ser, e não do capricho de um Deus ou de um destino inexorável. Não importa quais sejam as circunstâncias; está em nós mesmos o poder de dominá-las, ou seremos dominados por elas, de acordo com a nossa vontade. Sir Edwin Arnold (1832-1904) exprime esta ideia de modo magnífico em seu livro A Luz da Ásia: "Os Livros dizem bem, meus Irmãos a vida de cada homem de sua anterior existência vemos bem o resultado; Trazem dores e misérias os erros que praticaram, trazem bênçãos infinitas, os acertos do passado. Cada um tem sua dignidade, como os mais altivos a tem 30 ao redor, acima e abaixo, com poderes ao dispor, sobre toda a humanidade e sobre tudo o que vive cada um livremente age causando alegria ou dor. Quem labutou, um escravo, como príncipe poderá voltar por virtudes alcançadas e por nobre merecer, quem governou, um rei, em farrapos poderá vagar por todas as coisas que fez e as que deixou de fazer." Ou então, como disse Ella Wheeler Wilcox (1850-1919): "Um barco sai para Leste e para o Oeste um outro sai com o mesmo vento que sopra, numa única direção. E a posição certa das velas e não o sopro do vento que determina, por certo, o caminho em que eles vão. Os caminhos do destino são como os ventos do mar conforme nós navegamos ao longo e através da vida. É a ação da alma que a meta nos vai levar e não a calmaria ou o constante lutar." Quando queremos que alguém se encarregue de uma determinada missão, escolhemos uma pessoa que nos pareça particularmente capacitada para cumpri-la e, assim, havemos de supor que um Ser Divino usaria pelo menos o mesmo bom-senso, e não escolheria qualquer um para levar esta mensagem se não estivesse capacitado para isso. Assim, pois, quando lemos na Bíblia que Sansão foi escolhido para destruir os Filisteus, e que Jeremias foi predestinado a ser profeta, é muito lógico supor-se que estavam particularmente aptos para levar a cabo sua missão. João, o Batista, também nasceu para ser o arauto do Salvador que estava para chegar e para pregar o Reino de Deus, que deve ocupar o lugar do reinado dos homens. Se essas pessoas não tivessem recebido uma preparação prévia, como poderiam ter-se desenvolvido para cumprir suas várias missões e, se foram treinadas, de que modo o foram, se não em vidas anteriores? Os judeus acreditavam na Doutrina do Renascimento ou, do contrário, não perguntariam a João, o Batista, se ele era Elias, como está no primeiro Capitulo do Evangelho de são João. Os Apóstolos de Cristo também sustentavam essa crença, como podemos ver pelo incidente relatado no Cap.16 de são Mateus, onde Cristo pergunta-lhes: "Que dizem os homens que Eu, o Filho do Homem, sou?" E os apóstolos responderam: "Alguns dizem que Tu és João Batista, outros que es Elias, e outros que es Jeremias, ou um dos profetas". Nesta ocasião, Cristo assentiu tacitamente com o ensino do Renascimento, porque não corrigiu seus discípulos, como seria seu dever, em sua qualidade de Mestre, se verificasse que seus discípulos tinham uma ideia errônea. Mas a Nicodemos Ele disse inequivocamente: "A não ser que um homem nasça outra vez, não poderá ver o reino de Deus", e no Cap.11 de São Mateus, no versículo 14, disse Cristo, referindo-se a João, o Batista: "Este é Elias". No Cap.17 de São Mateus, no versículo 12, Ele disse: "Elias já veio, e eles não o conheceram, mas fizeram com ele o que quiseram...". "então os discípulos compreenderam que Ele lhes falava de João, o Batista." Assim, pois, nós sustentamos que a Doutrina do Renascimento oferece para o problema da vida a única solução que está em harmonia com as Leis da Natureza, que responde aos requisitos éticos da questão, e nos permite amar a Deus sem anular nossa razão, diante das desigualdades da vida e das circunstâncias diversas que dão comodidade e bem-estar, saúde e riqueza a poucos, enquanto tudo isso é negado a tantos outros. A teoria da hereditariedade, lançada pelos materialistas, aplica-se somente à forma pois, da mesma maneira que um carpinteiro usa material de determinada pilha de madeira para construir uma casa na qual há de viver, também o espírito toma de seus pais a substância com a qual há de construir sua casa. O carpinteiro não poderia construir uma casa resistente e durável usando madeira imprópria; e da mesma maneira, o espírito só pode construir um corpo semelhante ao daqueles de quem tirou o material. Mas a teoria da hereditariedade não se aplica ao plano moral, pois é fato notório que nas galerias dos criminosos da América e da Europa não há um caso em que estejam juntos pai e filho. Assim, embora os filhos dos criminosos tenham herdado tendências para o crime, podem manter-se fora das malhas da Lei. A hereditariedade também não é vitoriosa no plano intelectual, porque podem ser citados muitos casos em que um gênio e um idiota saem da mesma origem. O grande Cuvier, cujo cérebro era aproximadamente da mesma capacidade do de Daniel Webster (1782-1852) e cujo intelecto foi igualmente grande, teve cinco filhos que morreram de paralisia geral. O irmão de Alexandre, o Grande, foi um idiota; em suma, nos sustentamos que deve ser encontrada outra solução que possa esclarecer esses fatos da vida. A Lei do Renascimento, junto com sua companheira, a Lei da Causa, explicam tais fatos satisfatoriamente. Depois de morrermos, após uma vida, tornamos a voltar mais tarde a Terra, sob circunstâncias determinadas pelo modo pelo qual vivemos antes. O jogador é atraído para os cassinos e para os hipódromos, para associar-se a outros de igual gosto; o músico é atraído para as salas de concertos e conservatórios, para Espíritos que lhe são afins, e o Ego que volta traz consigo os gostos e aversões que o obrigam a procurar seus pais entre aqueles da classe a que ele pertence. Mas alguém pode nos apontar agora casos em que se encontram juntas pessoas de gostos inteiramente diversos, vivendo vidas torturadas, pelo fato de se verem agrupadas na mesma família, forçadas pelas circunstâncias a permanecerem ali contra a sua vontade. Isso, porém, não invalida a Lei, de modo algum. Em cada vida contraímos certas obrigações que não podemos cumprir na ocasião. Talvez tenhamos fugido a um dever como, por exemplo, o de atender a um parente inválido, e a morte chegou antes de termos a compreensão desse nosso erro. Esse parente, por sua vez, pode ter sofrido muito por nossa negligência e armazenou contra nós uma grande dose de amargura, antes que a morte terminasse o seu sofrimento. A morte, e a consequente mudança para outro ambiente, não liquida nossas dívidas desta vida, assim como a mudança de uma cidade na qual vivemos atualmente não liquida as dívidas que tenhamos contraído antes da mudança. É, portanto, perfeitamente possível que aqueles dois que se prejudicaram mutuamente, como descrevemos, venham a ser reunidos como membros de uma mesma família. Então, mesmo que não se lembrem do mal que fizeram, a antiga inimizade se manifestará e fará com que se odeiem novamente, até que a aflição resultante os obrigue a se tolerarem mutuamente e, por fim, talvez, aprendam a se amar, em vez de se odiarem. Na mente do pesquisador também se apresenta essa pergunta: Seja estivemos aqui antes, por que não nos lembramos disso? Mas a essa pergunta podemos responder que, embora a maioria das pessoas não seja consciente do modo pelo qual passaram suas vidas anteriores, outras há que tem nítida lembrança de suas vidas passadas. Uma amiga do autor, por exemplo, quando vivia na França, começou, certo dia, a descrever a seu filho coisas a respeito de uma certa cidade na qual iam fazer uma excursão de bicicleta, e o menino exclamou: "Mãe, não precisa me dizer nada disso; eu conheço essa cidade, porque nela vivi, e nela me mataram". E começou a descrever a cidade, falando de certa ponte. Posteriormente, o rapaz levou a mãe até essa ponte e mostrou-lhe o lugar onde havia encontrado a morte há alguns séculos. Outra amiga, por ocasião de uma viagem a Irlanda, viu uma cena que reconheceu, e também descreveu aos companheiros uma paisagem que seria vista atrás de uma volta do caminho, que ela nunca havia visto antes nesta vida; assim, é preciso admitir que ela havia conservado a memória de uma vida anterior. Inúmeros outros exemplos poderiam ser citados, nos quais essas minúcias de memória e vislumbres repentinos revelam-nos fatos de uma vida anterior. O caso comprovado, no qual uma menina de três anos de idade, em Santa Bárbara, descreveu sua vida e sua morte já foi relatado no Conceito Rosacruz do Cosmos. Esta é, talvez, a evidência mais positiva, pois se baseia na narração de uma menina demasiado pequena para que pudesse ter aprendido a mentir. Porém, essa teoria da vida não repousa em mera especulação. Este é um dos primeiros fatos da vida demonstrados ao discípulo de uma Escola de Mistérios. Ensina-o a observar uma criança a hora da morte, e depois de observá-la no mundo invisível dia após dia, até que ela volte a renascer um ou dois anos mais tarde. Então, ele sabe com absoluta certeza que nós voltaremos a Terra, para colher numa vida futura o que semeamos agora. A razão de escolher-se uma criança de preferência a um adulto é porque a criança renasce muito rapidamente, pois sua curta vida na Terra deu muito poucos frutos, e estes são logo assimilados, enquanto o adulto, que viveu uma longa vida e tinha muita experiência, permanece nos mundos invisíveis por séculos, de modo que o discípulo não poderia observá-lo desde a morte até o renascimento. A causa da mortalidade infantil será explicada posteriormente. Por enquanto, só queremos deixar bem assentado o fato de que está dentro das possibilidades de cada homem, sem exceção, tornar-se capaz de chegar ao conhecimento direto daquilo que aqui estamos ensinando. O intervalo médio entre duas vidas terrestres é de cerca de mil anos. Isto é determinado pelo movimento do Sol, chamado pelos astrônomos de precessão dos equinócios, movimento pelo qual o Sol se move através de cada um dos Signos do Zodíaco cerca de 2.100 anos aproximadamente. Durante esse tempo, as condições sobre a Terra terão mudado de tal maneira que o Espírito encontrará aqui experiências inteiramente novas e por isso voltará. Os Grandes Guias da Evolução sempre conseguem o máximo benefício através das condições que Eles planejam e, como as experiências nas mesmas condições sociais são muito diferentes para o homem e para a mulher, o Espírito Humano renasce duas vezes durante os 2.100 anos medidos pela precessão dos equinócios acima mencionada, nascendo uma vez como homem e outra como mulher. Esta é a regra, mas ela está sujeita às modificações que sejam necessárias a fim de facilitar a ceifar aquilo que o Espírito semeou, como requer a Lei da Causa, que atua em conjunto com a Lei do Renascimento. Desse modo, um espírito pode ser levado a renascer muito tempo antes que haja expirado os mil anos, a fim de cumprir certa missão, ou pode ser retido nos mundos invisíveis até depois do tempo em que deveria renascer, se essa lei fosse uma lei cega. Mas as Leis da Natureza não são cegas. São Grandes Inteligências que sempre subordinam as considerações de menor importância aos fins superiores, e sob sua benéfica orientação estamos progredindo constantemente, vida após vida, nas condições exatamente adaptadas a cada indivíduo, até que, com o tempo, alcancemos uma evolução mais elevada e nos convertamos em Super homens. Oliver Wendel Holmes (1809-1894) expressou tão magistralmente esta aspiração e sua realização nestas linhas: "Oh! Minh'alma, constrói para ti mansões mais majestosas, enquanto as estações passam ligeiramente! Abandona o teu invólucro finalmente; Deixa cada novo templo, mais nobre que o anterior com cúpula celeste, com domo bem maior, e que te libertes, decidida, largando tua concha superada nos agitados mares desta vida." Da obra “Mistérios Rosacruzes”, Cap. II, Max Heindel. Ed. Pensamento. Livro imprescindível na compreensão da Fraternidade Rosacruz, Escola Preparatória para a Ordem Rosacruz, a Escola de Mistérios do Ocidente Nos anos 1907-1908, após ser testado em sinceridade de propósitos, desprendimento e desejo de servir a humanidade, Max Heindel foi escolhido pelos Irmãos da Rosa Cruz para divulgar publicamente os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental que ajudariam a preparar a humanidade para a próxima Era de Fraternidade Universal. Através de intensa autodisciplina e devoção ao serviço, conquistou o grau de Irmão Leigo ( Iniciado ) na augusta Ordem Rosacruz, a Escola de Mistérios do Mundo Ocidental. A LEI DIVINA E NOSSAS NECESSIDADES COTIDIANAS. A LEI de consequência ou de Causa e Efeito é, sem dúvida alguma, a mais fundamental das leis no destino humano. Convém lembrar, todavia, que não é uma lei estática. Frequentemente a utilizamos para acionar novas causas que irão criar novo destino para equilibrar e melhorar o antigo destino que trouxemos do passado. A Lei de Consequência está intimamente ligada à Lei do Renascimento, chamada também como de Lei da Reencarnação. Todos nós já vivemos, no passado, muitas outras vidas na Terra, e haveremos, no futuro, de viver muitas outras ainda. Em cada uma delas pusemos em ação diversas causas, algumas das quais só efeitos. Tais efeitos são denominados dívidas do destino. Assim é que estamos pagando débitos e colhendo prêmios do passado. É a isso que damos o nome de destino mau ou bom. Cabe nos compreender desde logo, que "caráter é destino". Destino é reflexo de caráter. Nosso meio ambiente é um espelho no qual vemos o nosso caráter refletido. Não obstante, existe uma exceção a essa regra geral. É que em nosso último renascimento pudemos certamente haver-nos reformado de tal sorte que agora possuímos o que se pode chamar de um bom caráter, embora possamos continuar tendo sofrimentos e dívidas na presente existência, apesar de havermos remodelado nossa índole. Isto se deve ao fato de termos trazido débitos anteriores, os quais estamos pagando, e, como é do conhecimento geral, quando alguém resgata o que deve, considera, geralmente, que tal processo é restritivo, limitado e desagradável. Tem, contudo, o consolo de saber que as dívidas, uma vez quitadas, não mais podem ser pagas outra vez, ficando, portanto, livre delas por todas as vidas futuras. As tendências de caráter que mais frequentemente causam mal destino são: a cólera, o temor, o orgulho, o ódio, a vingança, a sensualidade, o egoísmo, a inveja e a intolerância. Por conseguinte, a primeira coisa a fazer é analisar nossos pensamentos habituais e ver se mostram algumas dessas tendências, ainda que seja em pequena escala. Se assim acontece, comecemos imediatamente a trabalhar para eliminá-las. Os dois meios principais para obtê-los são uma mudança de pensamentos e de ação, especialmente para com as demais pessoas. O "pensamento" é o primordial, e se corrigirmos veremos quase automaticamente que nosso modo de agir está de acordo com esse pensamento. Isto nos leva a um fator mais importante da situação, ou seja, o PODER CRIADOR DO PENSAMENTO. Este poder é o fator mais potente e fundamental da vida humana. O ditado, segundo o qual "os pensamentos são coisas tangíveis" quase palpáveis, é uma verdade incontestável. Cada vez que pensamos em algo criamos uma forma de pensamento que se pode converter em uma força vivente. Flutuam em redor de nós, em nossa aura, e se torna parte de nossa atmosfera mental, por consequência, integrante de nossa própria vida. O passo seguinte é a atividade do pensamento criador que se reveste da substância do desejo e da emoção. Isso apresenta dois efeitos: primeiro, que pode conduzir-nos à ação correspondente; segundo, as formas de pensamento que não são acionadas de imediato se armazenam na memória como normas para uso futuro. Temos-lhes acesso a qualquer tempo. Podem, portanto, surgir como realidades físicas em nosso meio ambiente, tornando o bom ou mau, conforme o pensamento que as criou. Assim, se você deseja mudar a atmosfera em que vive e sua sorte, "mude seus pensamentos". Desse modo você estará elaborando para si mesmo um novo e melhor destino que oportunamente surgirá e se manifestará de forma melhor ou de meio abundante e capaz de suprir as necessidades de sua existência. Os desejos destrutivos, como sejam, a cólera, a vingança, o ódio, o ressentimento, principalmente a cólera e o egoísmo, desfiguram e destroem as boas formas de pensamento que tenhamos formado previamente, retardando-se, desse modo, sua materialização. Quando nos deixamos arrastar pela cólera ou pela vingança, por exemplo, dissipando alguma edificante criação mental, a configuração da correspondente forma de pensamento deve esforçar-se no sentido de uma restauração para concretizar o bem que anelamos, cuja marcha fora interrompida. Isso demanda tempo e faz retardar o período em que possa ocorrer uma mudança favorável em nossa vida, em nossa situação e em nosso ambiente geral. Veja, então, a grande importância de vigiar nossos pensamentos e emoções. Alguns perguntarão: "Como possa evitar os maus pensamentos e desejos, mantendo-os distantes de minha mente?" De fato, às vezes parece impossível evitar que se infiltrem em nós, mas a resposta é "substituição de pensamentos". Esta prática se funda no fato de que dois pensamentos não podem ocupar ao mesmo tempo a mente, à semelhança daquele princípio de física que diz que dois corpos não podem simultaneamente ocupar o mesmo espaço. Quando você se sentir perturbado por maus pensamentos de qualquer índole, "substitua-os" simplesmente "por outros" e concentre -se nestes tão positivamente que o pensamento ruim ali não possa penetrar. É muito simples e requer apenas prática para comprovar a singeleza do tratamento. Os maus desejos são excluídos da mente pelo mesmo processo. O PODER INTERNO – A existência desse poder é o próximo e mais importante ponto a considerar. Isso é algo acerca do qual os homens em sua maioria não possuem o mínimo conhecimento, de cuja realidade sequer suspeitam. Não obstante, o PODER INTERNO é um estupendo fator na vida humana e sobre ele se apóia o êxito na vida. O PODER INTERNO é o Ego, o Espírito, o Eu Superior, a Vida que vem de Deus e o poder essencial que mantém o homem ativo. O PODER INTERNO é o Deus Interno, e o Deus Interno é parte do Deus Externo, o DEUS do Universo. O PODER INTERNO é o traço pessoal que nos une a Deus. Para tanto, reflita quão poderoso é este Eu Superior. É "Onipotente", porque é parte do DEUS do Universo. Esta onipotência, contudo, está mais ou menos, latente na humanidade de hoje. É função da evolução desenvolver e converter numa positiva e dinâmica onipotência. Eis o que gradativamente estamos aprendendo a fazer em nossa vida diária e por meio de sucessivos renascimentos. Este Poder Interno afeta a personalidade e a vida cotidiana da seguinte maneira: O Deus Interno que é onipotente e possuidor ao mesmo tempo de toda sabedoria, está de contínuo enviando mensagem à mente consciente em forma de intuições, inspirações e idéias originais. Elas nos dizem o que nosso Eu Superior, em sua sabedora, deseja que façamos. Se seguirmos essas sugestões e as praticarmos, os resultados em nossa vida serão construtivos. O fracasso se transformará em vitória, os obstáculos que se apresentam desaparecerão aos poucos e veremos que tudo começa a atuar conjuntamente para o bem e para o êxito em todas as coisas da vida. Se não fizermos caso das intuições do Poder Interno e seguirmos nossos desejos inferiores, bem como as extraviadas inclinações da personalidade, observaremos que nossas dificuldades aumentarão e nossa caminhada pela vida será mais árdua. Vemos quão importante é estar alerta para captar as ideias e intuições do Poder Interno e pô-las em execução. Essas mensagens podem perceber-se de modo mais efetivo, quando a mente consciente se acalma e, muito em particular, quando estabelece momentos de quietude absoluta para a meditação, a fim de que, uma vez repousada a mente, o Poder Interno possa falar-nos e "nós ouvi-lo". Não obstante, esse Poder nos fala e envia-nos mensagens durante todo o tempo, apesar de estarmos ativos. A Consciência é outra das mensagens do Poder Interno que faríamos bem em obedecer. Se seguíssemos exclusivamente as direções desse Poder, cada vez se tornariam mais claros seus tons, reformando gradualmente nossas vidas e convertendo em sucessos nossos fracassos. Devemos cultivar a crença na existência do Poder Interno e acreditar em sua habilidade para transformar nossas vidas. Esta crença é o cabo, o circuito elétrico que nos põe em contato com o referido Poder. Se estabelecemos nítida ligação entre esse Poder e nossa consciência (mente consciente) os resultados serão melhores porque então o Ego pode emitir suas mensagens com maior limpidez e efetividade. O descrer dessas coisas fundamentais impede a ligação e pode ainda chegar a destruí-la. Então isso nos deixa mais ou menos sem a orientação e a sabedoria do Deus Interno, ficando ao desamparo e expostos a todas as decepções. Veja como a crença nesse Poder é de grande importância. Alguns o chamam FÉ, fé em DEUS; porém, é a mesma coisa, ou seja, fé no Deus Interno e em seu poder, que é parte integrante do DEUS Externo e Sua Onipotência. Se ouvirmos e obedecermos às sugestões e direções que emanam do Poder Interno, o temor e a ansiedade desaparecem por completo e obtemos equilíbrio, fator indispensável para um desfecho feliz. Perdemos todo temor à vida e mesmo à morte. Sabemos que tudo está determinado com sabedoria e que o resultado será BOM. Por estar o Banco Universal amparado pelo Universo jamais poderá falir. Você nunca pode rá perder ou ser iludido em algo que realmente lhe pertence. "Só se realizará a própria vontade". Não há, em hipótese alguma, erros no crédito cósmico, no qual esse Banco se desenvolve e opera. Se seu destino e seu progresso não são o que você gostaria que fossem é sem dúvida porque seu crédito no Banco Universal esgotou-se temporariamente. Neste caso, não há outro remédio senão apressar-se a fazer novos depósitos. Como já dissemos, os depósitos a seu favor se realizam por meio de um trabalho edificante, altruísta e autodisciplinado. Você pode estar certo de que seu empenho nesse sentido logo melhorará grandemente AS OPORTUNIDADES E AS CIRCUNSTÂNCIAS. Veja você como seu destino é criado "por você mesmo", que a sorte e a casualidade são apenas aparentes e que na realidade foram criadas por você no passado. Você está envolto na materialização de seus próprios atos e pensamentos. Vencer tendências indesejáveis e reconstruir e reformar seu caráter, eis o meio mais indicado para efetuar depósitos no BANCO UNIVERSAL. O "provimento universal" do qual falam tão frequentemente os estudantes de Metafísica é simplesmente outro dos nomes do BANCO UNIVERSAL. Muitos estudantes parecem acreditar que podem obter um provimento completo de tudo o que necessitam com o só repetir algumas afirmações. Enganam-se, todavia, quando julgam que podem sacar contra o BANCO sem fazer antes a cobertura necessária. Isto equivale a "procurar obter as coisas gratuitamente". Ninguém deve exigir a concretização de um desejo específico sem antes deixá-lo em mãos do Senhor, que pode atuar sabiamente. Nós não possuímos nem o direito nem a Sua Sabedoria. Porque, se exigirmos a realização de alguns de nossos pensamentos, expomo-nos a equivocar-nos e obter algo que "verdadeiramente" não desejamos. Algumas pessoas não conseguem ter progresso espiritual e material, porque inconsciente ou ignorantemente violam a Lei de Causa e Efeito, a Suprema Lei de DAR E RECEBER. Há, sem dúvida, uma lei cósmica administrada por Forças Invisíveis, segundo a qual para receber é necessário primeiro dar. Compartindo o que possuímos, abrimos o canal que nos permite uma inundação de coisas almejáveis em nossas vidas. CRISTO, o Divino Mestre do gênero humano, ensina a existência desta lei no Evangelho de S. Lucas, quando diz "Dai e ser-vos-á dado; boa medida concentrada, sacudida e transbordante vos deitarão no vosso regaço, porque com a mesma com que medirdes também vos medirão" (6-38). A compreensão, a aceitação desta lei e um esforço inteligente por obedecê-la trarão, a seu devido tempo, mudança favorável em nossas vidas. A Regra de Ouro (Lucas 6-31) "E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma forma fazei-lhes vós" contém, igualmente, um importante princípio psicológico. Esta regra é inequívoca; ela nos diz em definitivo que façamos sempre o bem aos demais, sejam quais forem as circunstâncias, apesar do que eles nos façam a nós. A regra é impessoal; a conduta de outrem nada tem a ver com nosso caso. Se desrespeitarmos essa regra, obteremos infalivelmente maus resultados. Pondo -a em execução, à época oportuna ela nos trará um efetivo melhoramento em nosso ambiente e em nossas condições materiais e espirituais. Ela nos dá individualidade atrativa, magnética, o que nos torna atraentes para os demais e, ao mesmo tempo, não nos deixará faltar ajuda e a cooperação na realização de nossos projetos e anseios. Cria ainda uma força magnética que é o meio de aumentar o êxito sob todos os aspectos. Não permitamos nunca que o rancor por alguma desconsideração que tenhamos recebido nos impeça de fazer o que gostaríamos que outros nos fizessem. É realmente benéfico seguir a Regra de Ouro, que não é um simples ideal religioso. Há outros dois ou três princípios metafísicos ou psicológicos que devemos conhecer e que aumentarão nosso progresso em matéria de trabalho, bem como no abastecimento de nossas necessidades de ordem material e espiritual. Procurar o BEM em todas as coisas e em todas as situações, apesar da adversidade das aparências é um deles. O simples fato de BUSCAR O BEM constrói uma forma de pensamento que com o tempo se converterá em um bem maior, mais sucesso e condições favoráveis. BUSCAR O BEM é como começar uma bola de neve que aumenta de tamanho à medida que desce de uma montanha. Essa é também a propriedade de toda forma pensamento. Todas as da mesma índole se combinam e crescem rapidamente. Isso se aplica na busca do bem, o qual pode ser aumentado, em nossa esfera social, de modo definido, com a prática desse princípio. O elogio ao Bem, é uma extensão do mesmo princípio e um raio de sol, a luz da alma. Ele propicia o bom augúrio e o êxito a tudo que é superior. Incentive tudo de bem que encontre nas demais pessoas, ainda que o motivo seja insignificante e, sobretudo, não se esqueça de louvar e agradecer ao PODER INTERNO, cada dia, por sua vida, sua orientação e pelo abastecimento de todas as necessidades espirituais e materiais. Tudo se origina desse PODER. O PERDÃO é outra prática que não devemos esquecer. O perdão é científico. Ele traz consigo as forças dos planos invisíveis que nos cercam. Dissolve as formas de pensamento de ódio, vingança, egoísmo e má vontade, assim como impede que se materialize em adversidade. O rancor, a inveja, o egoísmo, a vindita frequentemente se transmudam em alguma das condições mais infelizes da vida, especialmente se se continua habitualmente a emitir pensamentos nesse sentido. O ódio é a força mais destrutiva do Universo, e o rancor e a vingança são fases do ódio. A vingança é a mais mortal das paixões, é absolutamente certo que impede o sucesso em todos os campos. Apesar do que possa acontecer, não se deve ter rancor nem ceder a pensamentos negativos. Você pode ter certeza de que se alguém lhe fez injustiça, a Lei invisível trará a ele merecida retribuição. Diz a Bíblia "Amados, não vos vingueis. Eu recompensarei a cada um, segundo o seu merecimento", disse o Senhor. Não tome a vingança por suas próprias mãos, porque a única coisa que você obterá é desencadear forças psicológicas que mais tarde ou mais cedo reagirão sobre você mesmo, com desvantagem. Diz a regra: "Perdoa tudo e mantém-te perdoando sempre, apesar de toda inclinação pessoal, e nada perderás, como erroneamente possas supor". Isso evoca à mente um princípio de vital importância e interesse sobre o êxito: "Fazer a vontade de outra é o ácido para provar o amor". A Bíblia o confirma ao ensinar: "Faze as pazes com teu adversário". A vontade própria é o amor próprio e o amor próprio é uma fase do ódio para com os outros. A aplicação deste princípio é particularmente valiosa quando queremos evitar desmandos e extinguir os que tenha começado. Naturalmente não devemos fazer a vontade a quem comete uma injustiça conosco ou em relação a terceiros. Devemos sacrificar as nossas inclinações e vantagens, ajustando-nos quanto possível às ideias de nosso adversário, satisfazendo-lhe o sentido de justiça. Por esse meio converteremos em nosso amigo. Fazer com que predomine sempre a nossa vontade é obstruir o restabelecimento do êxito da cooperação amistosa. Muito se tem falado sobre a CONFISSÃO. É provável que você não conceda a menor importância. Deve ter pensado, com certeza, que confessar as más ações a um sacerdote ou a um ministro não tem qualquer efeito. Não obstante, há notável princípio metafísico oculto na confissão, que é o seguinte: a confissão faz desaparecer a força emocional constituída por formas de pensamento sobre as nossas faltas do passado, liberando e ajudando-nos a restaurar o equilíbrio e a calma. Quando se comete uma falta que produz temor, vergonha, cólera, etc, essa forma de pensamento penetra profundamente na subconsciência e ali fermenta. Especialmente se o mal não foi sanado na época oportuna. Formas de pensamento de tal natureza podem fermentar no subconsciente durante anos e com o tempo gerar o que se conhece por "complexos" e "neuroses". Se temos muitos desses complexos enterrados na subconsciência, perdemos gradativamente o equilíbrio e nos tornamos nervosos e neuróticos. Eis onde a confissão atua. Por seu intermédio liberta-se a energia emocional dos complexos que se dissolvem, não voltando a molestar-nos. A confissão não precisa ser necessariamente feita a um sacerdote ou ministro de qualquer religião. Pode-se fazer diretamente à pessoa a quem se prejudicou ou ainda a alguém de absoluta confiança. Podemos também auto confessarmos ao EU SUPERIOR. Chamamos a esse confessório de "Retrospecção". Devemos realizá-lo toda as noites ao deitar-nos, começando por analisar os últimos acontecimentos do dia té chegar aos primeiros da manhã. Para que a Retrospecção surta efeito é indispensável o maior sentimento de contrição, uma vez que através dele nos purificamos, desfazendo a força emocional contida nos complexos ocultos. Grande número de pessoa têm encontrado na confissão, em qualquer da formas, alívio incrível, e sempre é seguida por singular aumento de êxito em todos os setores da vida. Donde se conclui que será uma ideia excelente a de estender o princípio da confissão ou retrospecção aos anos anteriores de nossa existência, a fim de esclarecer os complexos que penetram em nosso subconsciente, impedindo -nos totalmente qualquer evento feliz. Tal processo pode chamar-se de retrospecção retardada, conforme ensina a Filosofia Rosacruz. A melhor forma de efetuá-la será por escrito. Sente -se e escreva em linhas gerais os acontecimentos do passado que lhe tenham causado temor, cólera, vergonha, etc, etc. Faça o máximo possível cada vez e assim continue até que haja revisado toda a sua vida. Aos poucos notará maravilhoso alívio mental e emocional, que oportunamente se refletirá em forma de melhoria das condições materiais e espirituais. Esses escritos devem fazer-se em segredo, omitindo os nomes de seus personagens. Terminada, essa autoconfissão escrita deve ser destruída. Durante a vida não se pode obter êxito verdadeiro se não se possui razoável saúde, motivo por que devemos considerar a SAÚDE como fator de importância para a satisfação das necessidades de ordem material. Devemos ter sempre em mira a força vital emanada de nosso PODER INTERNO, o Ego. Se algo se interpõe entre a influência desta vida em nosso corpo e nossa personalidade, isso acarretará uma saúde precária. É possível aprisionar o Ego atrás de uma nuvem de errôneas formas de pensamento, falsas crenças, etc., de sorte que a corrente constitutiva da força, da vida do Ego, se reduz decididamente. Se emitirmos formas de pensamentos destrutivas, como temor, cólera, sensualidade, egoísmo, etc. que limitam e se acreditarmos no poder do mal sobre nós, tudo isso tende a encerrar o Ego, e "como crê" que está limitado na vida, realmente o estará. Para a SAÚDE é necessário que a pessoa, a mente e a vontade cooperem com o Ego e se repilam toda forma de pensamento restritivo. Além disso, é possível construir um instrumento com o qual se perfure e destrua a atual nuvem de pensamentos. Tal instrumento são NOVAS formas mentais de fé, de fortaleza, de otimismo, de onipotência do PODER INTERNO, do êxito e de certeza de que todas as coisas boas são atingíveis. Construa novas formas de pensamentos nessa direção e elas se combinarão entre si, constituindo uma forma de grande potência e força. Eis o instrumento que perfurará essa nuvem mental e libertará o Ego. Fique certo de que apenas pensamentos errôneos podem bloquear esse poder. Mude, pois, seus pensamentos, e essa faculdade o livrará, operando milagres em sua vida. Restaurará sua saúde. Modificará suas condições mentais. Use a IMAGINAÇÃO para criar quadros de saúde abundante e de grande poder do Ego interno e esses quadros se confundirão com outras formas de pensamento de força e valor, convertendo-se em parte do instrumento de libertação. Então, verificará que terá deixado de ser um escravo da falta da saúde. Você verá que ela é complemento normal do repouso (calma) e de outras condições emocionais equilibradas. Juntamente com esse estado sadi o virá maior disposição para o êxito no trabalho de ordem material e espiritual. A FELICIDADE RESIDE APENAS NA MENTE - As condições externas têm uma influência na felicidade somente onde se lhes tenha permitido afetar as formas de pensamento. Essas formas têm a propriedade de cobrir-se com essa substância do plano invisível que conhecemos como Emoção. Se pensamos em otimismo e felicidade, substância emocional dessa natureza invade-nos a mente, e somos FELIZES, apesar de todas as condições materiais ou corporais. Se, ao contrário, elaboramos formas mentais de temor e de fracasso, elas constroem substância emocional de infelicidade e seremos infelizes, ainda que tenhamos todas as riquezas do mundo e uma saúde perfeita. Fica, portanto, demonstrado que a FELICIDADE só reside na mente e que pelo controle dos pensamentos e substituição deles temos sempre a chave da felicidade e do progresso. Em conclusão, dar-lhes-emos três pequenas fórmulas para ajuda própria que estão baseadas em sadios princípios metafísicos e que têm demonstrado sua valia. PRIMEIRO, PENSAMENTO CONSTRUTIVO, POSITIVO – Mantenha sua mente sempre positiva e aberta, não imóvel e inerte. O pensamento construtivo fecha automaticamente a receptividade ao enxame de pensamentos que, impedidos de entrar, cessam de influir na vida, e as criações mentais melhoram consideravelmente através da decisão de concretizar as boas coisas. SEGUNDO, A CHAVE DE OURO – Quando você se achar em dificuldades, quando tema perder algo valioso, não continue a construir formas mentais negativas, porque elas apenas contribuirão para que você se deprima. Ao contrário, inverta o processo e não faça senão PENSAR EM DEUS. Ele envolve todas as coisas desejáveis. Recusando-se a pensar na desgraça e pensando em Deus, você estará construindo pensamentos de força, bondade e sucesso, ainda que não perceba. Eles, a seu tempo, se concretizarão em forma de bem, e a calamidade que você temia se terá dissipado. TERCEIRO, O PODER DO DEVER – O Dever cumprido um dia, e oportunamente, tem o poder de criar bem suficiente para acompanhá-lo durante o dia inteiro. E amanhã será outro dia no qual você pode repetir o processo. Os deveres cumpridos com amor são um caminho para a libertação. Esta é uma chave vital de êxito em todos os planos, material e espiritual, conforme prega a Filosofia Rosacruz, para qualquer outro período da vida. O sucesso que se obtém como resultado do dever cumprido não será sempre a classe do êxito que você mesmo teria escolhido, mas será o verdadeiro êxito sob o ponto de vista do Espírito, e isso é o que importa. Ainda mais, examinado a seu tempo, este êxito se converterá em uma forma tal que será facilmente reconhecida e admitida como a melhor. Entretanto, você estará livre do temor e da ansiedade porque saberá, finalmente, que "tudo" sairá BEM. Assim, por intermédio do poder do dever cumprido, você se capacitará para VIVER PELA FÉ NO PODER INTERNO, que é o segredo fundamental do êxito da vida, e no cumprimento das necessidades ordinárias da existência material e espiritual. www.fraternidaderosacruz.org. Abraço. Davi

 

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

JESUS MORREU NUMA CRUZ OU ESTACA?

 

Cristianismo. www.biblia.com.br. Extraído do livro Radiografia do Jeovismo. Autor Arnaldo B. Christianini. JESUS MORREU NUMA CRUZ OU ESTACA? “Em fins do ano de 1970, arqueólogos israelenses encontraram o esqueleto de um crucificado há cerca de 2000 ano. Este achado foi minuciosamente estudado por especialistas, e trouxe muita luz sobre o suplício da cruz”. Na verdade, deve-se dizer que originalmente a “cruz” não era o que hoje se entende por ela, mas compunha-se de uma só peça de madeira ou poste, terminado numa ponta. Denominava-se em hebraico ’es (pau) e aparece na Bíblia, pela primeira vez em Gênesis 40:19. José disse ao padeiro que ele seria pendurado num madeiro. A palavra ’es aparece também em Josué 8:29, onde lemos que Josué mandou retirar do madeiro o cadáver do rei de Ai. Também a forca de Mordecai (Ester 5:14) é designada como ’es. Posteriormente os latinos ao descreverem esse madeiro, denominavam-no acuta crux. Temos essa designação em Sêneca, Epistola XVII, 1, 10, referindo-se especificamente a esse instrumento de suplício. Há, contudo, entre os autores latinos, referências muito claras a outra espécie de instrumento de execução, designado simplesmente por crux, sem o modificativo acuta. E alguns são mais explícitos e mencionam que essa crux se compunha de duas peças de madeira. A mais sólida prova está nas citações de Plauto (comediógrafo e poeta cômico latino – 254-184 A C.) Portanto, dois séculos antes de Cristo ele descreveria a cruz tendo duas peças. A maior era o stipes, o esteio, o tronco mais longo e pesado, que se fincava no solo. A menor era o patibulum, a travessa da cruz (também chamada antenna). Um texto de Plauto acha-se em Mostellaria, livro I, 1, 56, que diz textualmente: “Ita te ferabunt patibulutum pervias stimuli.” (Deste modo carregaste teu patibulum pelas ruas sob açoites.) Mais adiante: “Tibi esse pereundum extra portam dispansis manibus, patibulum quom habebis” (a ti, que hás de morrer fora da porta, de mão estendida, depois de trazeres o patibulum). O mesmo autor clássico Plauto em sua obra Carbonaria, fragmento 2, faz outra referência à segunda peça da cruz. “Platibulum ferat per urben deinde adfigatur cruci” (O patibulum era carregado através da cidade, em seguida pregado na cruz). Estas palavras foram escritas bem mais de um século e meio antes de Cristo. Tertuliano, em fins do século II, em Adversus Nationeslivro II, afirma: “Tota crux impatur cum antenna scilicet sua, et com illo sedilis excessu”. (Toda cruz, assim suspensa com sua verga atravessada, e nela sobressai o “assento”). Temos, nas citações acima, primeiro o testemunho de um pagão, depois o de um pai da Igreja. Ambos viveram no tempo em que se crucificavam pessoas, e testemunharam a forma da cruz. Há também um testemunho que reputamos valioso. Maternus Julius Firmicus, escritor latino pagão, que viveu no tempo de Constantino, afirma na sua Mathermatica, VI, 31: “Patíbulo suffixus in crucen tollitur”. (patibulum era pregado na cruz levantada)Ainda segundo outra descrição de Plauto (Cap. 2) o patibulum ou trave da cruz era levado pelo réu simplesmente sobre o ombro, ou passando-o por detrás do pescoço, segurando a trave com as mãos, uma de cada lado. Rehault de Fleury foi talvez o mais notável pesquisador da cruz. Ele consultou obras antigas, descrições, iconografias e viajou muito. Depois de longos anos de pesquisa, escreveu sua famosa Mémoire sur lês Instruments de la Passionque publicou em Paris em 1870. Na página 73 dessa obra ele afirma que a cruz em que Cristo morreu era feita de uma árvore conífera – espécie de pinheiro oriental – e consistia de uma haste vertical e outra transversal. Baseando-se em testemunhos comparativos, conclui que a cruz deveria ter o stipes (o tronco propriamente dito) de 4,80m, e patibulum (haste transversal) de 2,30 a 2,60m. Seu peso era de cerca de 100 quilos. Isto coincide com as dados de outro estudioso, Busy que, em sua nota ao Evangelho de S. Mateus (p. 371) afirma que as cruzes pesavam geralmente 100 quilos, sendo que 70Kg era o peso do stipes. Nesse caso, o patibulum deveria pesar cerca de 30 Kg. Outro paciente pesquisador da cruz foi Holzmeister. Em seu livro Christus Dominus Spinis Coronaturp. 17 diz que a cruz constava de dois travessões: um vertical, chamado stipes ou palus, e outro horizontal, chamado patibulum. stipes estava ordinariamente cravado no solo, no lugar do suplício. A Enciclopédia Católica diz: “O stipes da cruz era erguido no local do suplício, fixado no solo antes da execução. Nenhum texto diz que a cruz era carregada inteira. Isto não seria possível no caso de Jesus, pois a cruz teria mais de 4 m e um peso tal que, não apenas um homem enfraquecido pela flagelação seria incapaz de levar, mas mesmo um homem são e robusto. Além do mais alto exigia muito trabalho, esforço e tempo sem nenhuma utilidade. O réu, na verdade, levava às costas somente o patibulum (…) A fixação do condenado na cruz era feita na cruz já montada. O condenado era fixado primeiramente no patibulum estendido no solo. A seguir era o condenado erguido pelos executores, o patibulum era encaixado ou pregado no stipes, e concluía-se com a cravação dos pés do condenado.” Outros testemunhos variam, afirmando que, outras vezes, o stipes já se achava fincado no chão. Com o auxílio de escadas os executores erguiam o réu já cravado no patibulum, e completavam o trabalho da execução. Esse pormenor, entretanto, é irrelevante. O que é fora de dúvida é que a cruz, desde antes da era cristã, compunha-se de duas peças, e assim o era a cruz latina. E o “Staurós”? Bem, os escritores gregos usam geralmente a palavra staurós para designar a cruz. Segundo a autorizada International Standard Bible Encyclopaediaa palavra cruz tem duas designações no grego: stauroós, “uma cruz”, e skólps, “uma estaca”, “um poste”. Esta última indica especificamente uma estaca. A outra, ocasionalmente. Perto de dez dos melhores léxicos gregos são unânimes em definir staurós como: 1. pau; 2. paliçada; 3. estaca; 4. patíbulo; 5. instrumento de suplício; 6. cruz. Ora, é um contra-senso pretender que a palavra tenha apenas UM desses significados. Da mesma forma, o verbo stauroô, significa levantar uma paliçada, proteger com paus, empalar, crucificar. Tau é a designação grega da letra T. E o T assemelha-se à cruz. Há até um tipo de cruz exatamente com essa forma. A forma de um T ou, no grego, de um TAU. O verbo stauroô, etimogicamente significa “colocar num TAU” (isto é, num T). A palavra “tau” está dentro de staurós e stauroô. Daí o sentido de crucificar. A cruz, pois, evoluiu da simples estaca para o instrumento de suplício com duas peças. O fato de Constantino ter exaltado a cruz a ponto de tornar-se objeto de veneração, o fato de a cruz, entre os antigos povos pagãos, ter sido símbolo de fertilidade, dos órgãos de reprodução, e também das coisas ignóbeis, não invalida a veracidade histórica da forma da cruz. Prova apenas que Cristo sofreu a maior humilhação. Primeiro Testemunho Arqueológico da Cruz. O mundo todo ficou emocionado com a notícia amplamente divulgada pelos meios de comunicação de massa. Em fins do ano de 1970, arqueólogos israelenses encontraram o esqueleto de um crucificado há cerca de dois mil anos. Esse achado foi minuciosamente estudado por especialistas, e trouxe muita luz sobre o suplício da cruz. Nas escavações que se faziam para uma construção civil, encontrou-se um túmulo muito antigo. O Dr. Niqu Hás, Diretor da Seção de Anatomia da Faculdade de Medicina da Universidade Hebraica (uma das mais famosas do mundo) fez acurados estudos sobre o achado, concluindo que era de “considerável importância antropológica e histórica”. Segundo esses estudos, o crucificado tinha a estatura de 1,67m, e idade variável de 24 a 28 anos. No ossário havia inscrito o nome Iehohanan, forma hebraica do nome João. Outro cientista, o Professor Vassilios Tzaferis, arqueólogo do Departamento de Antiguidades, da mesma Universidade, conclui que a execução ocorrera no primeiro século da Era Cristã. E isto é muito importante, porque se pode estabelecer um paralelo entre esta crucificação e a de Cristo. A cruz ora descoberta tinha um minúsculo assento, ou sedicula, onde a vítima podia apoiar uma única nádega. Sua finalidade era evitar que o crucificado morresse mais rapidamente e, portanto, prolongar o suplício. As observações anatômicas indicavam que o homem fora pregado na cruz na posição mais antinatural possível. Seus pés foram superpostos e pregados com um único cravo, ficando as pernas quase paralelas. Um cravo foi pregado em cada pulso, o que contraria a suposição de alguns, de que as mãos receberam um só cravo, acima da cabeça, juntas, como se em vez de cruz fosse uma simples estaca ou poste, sem a travessa à altura da cabeça. Os joelhos foram dobrados, com o direito sobre o esquerdo, “os braços estendidos em sentido horizontal” e o tronco estava contorcido. Estas palavras são reproduzidas de extenso artigo intitulado “Achado Esclarece o Suplício da Cruz”, publicado no jornal O Estado de São Paulo, edição de 05-01-1971. Ambas as tíbias do réu haviam sido fraturadas. Niqu Hás concluiu que as pernas foram quebradas por algozes, talvez como um golpe de misericórdia. O grande arqueólogo Siegfried S. Horn também escreveu a respeito. Foi a descoberta arqueológica do século igual em importância à do achado dos papiros do Mar Morto. Diz Horn, num trabalho sobre o acontecimento, intitulado O Primeiro Testemunho Arqueológico da Crucificação, reproduzido em várias revistas especializadas: “Verificou-se, depois de detido exame, que os cravos perfuraram não as palmas das mãos, mas sim os braços. Neste caso, o peso do corpo teria dilacerado os ligamentos de cada mão. A descoberta deste crucificado demonstrou que os braços e não as mãos foram perfuradas cada um por um cravo.” Minucioso estudo dos vestígios das perfurações em ambos os antebraços da vítima, perto do pulso, revelou que ambos apresentavam o mesmo sinal de um cravo para cada antebraço. Fosse o caso de um só cravo para pregar os dois pulsos, o primeiro teria perfuração mais larga, e o segundo mais estreita, devido à forma afunilada e pontiaguda do cravo, o qual tinha 18 centímetros. Parece que, em casos de muita robustez do réu, perfuravam-se os pulsos ou o antebraço, no geral, porém, perfuravam-se as palmas das mãos. Como ocorreu com Cristo.1

 

Equipe Biblia.com.br. 1Extraído do livro “Radiografia do Jeovismo” p. 190-196 – Autor Arnaldo B. Christianini – Casa Publicadora Brasileira.

 

sábado, 6 de novembro de 2021

O CAMINHO DA AUTOREALIZAÇÃO

 

Espiritualidade. Texto de Osho (1931-1990). O CAMINHO DA AUTO REALIZAÇÃO. Este discurso é um marco na obra de Osho, pois foi quando ele pela primeira vez teve suas palavras gravadas e depois publicadas. A palestra tornou-se o primeiro capítulo do primeiro livro publicado por Osho. Trata-se da palestra introdutória ao Campo de Meditação de Ranakpur - Índia, que ele conduziu em junho de 1964. O livro, originalmente publicado em hindi com o título Path to Self Realization, foi recentemente traduzido para o inglês com o título The Perfect Way O Caminho Perfeito. “Almas conscientes”. Antes de tudo, por favor, aceitem o meu amor. Essa é a única coisa com a qual eu posso dar-lhes as boas-vindas ao isolamento e reclusão destas montanhas. Na verdade, eu nada mais tenho a dar a vocês. Eu quero compartilhar com vocês o infinito amor que a proximidade com o divino criou em mim. Eu quero distribuí-lo. E a maravilha disso é que quanto mais eu compartilho esse amor, mais ele cresce! Talvez a verdadeira riqueza seja aquela que aumenta com a distribuição. A riqueza que diminui quando é compartilhada, não é verdadeira riqueza, de modo algum. Vocês então aceitam o meu amor? Eu vejo aceitação em seus olhos e eu vejo também que seus olhos se tornaram repletos de amor em reciprocidade. AMOR INVOCA AMOR E ÓDIO INVOCA ÓDIO. TUDO AQUILO QUE NÓS DAMOS RETORNA PARA NÓS. Essa é uma lei eterna. Assim, tudo aquilo que você deseja receber, é aquilo que você deve dar ao mundo. Você não pode receber flores em retribuição a espinhos. Eu vejo flores de amor e paz desabrochando em seus olhos. Eu estou em profunda gratidão por isso, agora, nós não somos muitos aqui: o amor nos junta e faz com que muitos se tornem um. Corpos físicos estão separados e continuarão separados, mas existe alguma coisa por trás dos corpos que se encontra no amor, que se torna um através do amor. Só depois dessa unidade, de nos tornarmos um, é que alguma coisa pode ser dita e compreendida. A COMUNICAÇÃO SÓ É POSSÍVEL NO AMOR. Nós nos reunimos nesse lugar isolado para que eu possa dizer algo a vocês e vocês possam me ouvir. Esse dizer e esse ouvir não são possíveis sem uma corrente de amor. As portas do coração somente se abrem para o amor. E lembre-se de que SOMENTE QUANTO ALGUÉM OUVE COM O CORAÇÃO, e não com a cabeça, É QUE O OUVIR ACONTECE. Você pode me perguntar, 'o coração também ouve?' eu lhe direi QUE O OUVIR ACONTECE, É ATRAVÉS DO CORAÇÃO. A cabeça nunca ouviu qualquer coisa. A CABEÇA É UMA PEDRA SURDA. E isso também é verdadeiro quanto ao falar. SOMENTE QUANDO AS PALAVRAS VÊM DO CORAÇÃO, elas SÃO CHEIAS DE SIGNIFICADO. Somente quando as palavras vêm do coração, elas têm a fragrância das flores frescas; se não for assim, elas serão apenas envelhecidas e murchas, elas serão artificiais - flores plásticas. Eu vou derramar o meu coração em vocês, e se os corações de vocês permitirem-me entrar, haverá um encontro e uma comunicação. E então, naquele momento de encontro, aquilo que as palavras são incapazes de expressar, será comunicado. Muitas coisas não ditas serão ouvidas dessa maneira - aquilo que não pode ser colocado em palavras, aquilo que fica entrelinhas, também será comunicado. Palavras são indicações muito impotentes, mas se ouvidas em paz total da mente e em silêncio, elas se tornam potentes. Isso é o que eu chamo de ouvir com o coração. Mas, geralmente, mesmo quando ouvimos alguém, nós permanecemos cheios de nossos próprios pensamentos. Esse é o FALSO OUVIR. Então você não é um shravak, um ouvinte. Você está apenas sob a ilusão de que você está ouvindo, mas de fato você não está. Para 'ouvir corretamente', é necessário que a MENTE ESTEJA EM ESTADO DE OBSERVAÇÃO, completamente silenciosa. Quando você está apenas ouvindo e nada mais está fazendo, somente então você será capaz de ouvir e compreender, e essa compreensão se tornará LUZ E TRANSFORMAÇÃO dentro de você. Se assim não acontecer, então você não está ouvindo a quem quer que seja, mas apenas a si mesmo, você permanece cercado por um tumulto enfurecido dentro de você. E quando você está envolvido dessa maneira nada pode ser comunicado a você. Então você parece estar vendo, mas não está; você parece estar ouvindo, mas não está. CRISTO disse: 'aqueles que têm olhos para ver, que vejam. Aqueles que têm ouvidos para ouvir, que ouçam.' Estava ele dizendo que as pessoas não tinham olhos nem ouvidos? É claro que elas tinham olhos e ouvidos, mas a mera presença de olhos e ouvidos, não é suficiente para ver e ouvir. Algo mais é necessário e sem isso a existência ou não existência de olhos e ouvidos dá no mesmo. Aquele algo mais é o silêncio interior e a consciência observadora. Somente quando essas qualidades estão presentes é que as portas da mente se abrem e algo pode ser dito e ouvido. Eu espero que vocês me ouçam dessa maneira durante o período deste campo de meditação. Uma vez que vocês tenham aprendido isso, isso se tornará sua companheira por toda a vida. Isso será o suficiente para livrá-lo de preocupações triviais. Você poderá se despertar para o grande universo misterioso externo e você poderá experienciar a eterna e infinita luz de consciência escondida por trás do tumulto de sua mente. Ver corretamente e ouvir corretamente não são meras necessidades para este campo de meditação, são, na verdade, os pilares para todo um viver corretamente. Da mesma maneira que tudo é claramente refletido através de um lago totalmente calmo, sem ondas, também é verdade que o divino será refletido em você quando você se tornar calmo e quieto como o lago. Eu estou vendo um grande silêncio crescendo em vocês. Os seus olhos - a sede pela vida que eu vejo em vocês - estão me convidando a dizer aquilo que eu quero dizer. Eles estão me apressando a revelar as verdades que eu tenho visto e que mexeram com minha alma, porque os seus corações estão ansiosos e impacientes por compreendê-las. Vendo o quanto vocês estão desejosos e prontos, meu coração está também pronto para se derramar em vocês. Nessa paz que nos circunda, com o estado cheio de paz de suas mentes, eu certamente serei capaz de dizer o que quero dizer para todos vocês. Se eu tivesse encontrado ouvidos surdos diante de mim, eu iria me segurar. A luz não permanece do lado de fora quando ela encontra as portas de sua casa fechadas? Da mesma forma eu fico parado do lado de fora de muitas casas. Mas é um bom sinal as suas portas estarem abertas. É um bom começo. Amanhã de manhã começaremos a nossa jornada de experimento de meditação por cinco dias. Como suporte para isso, eu gostaria de dizer algumas poucas coisas para vocês. Para a meditação, para a percepção da verdade, o solo de suas mentes tem que estar preparado da mesma maneira que uma pessoa precisa preparar o solo para cultivar flores. Assim eu gostaria que vocês compreendessem alguns sutras, alguns pontos chaves. O primeiro sutra é: VIVA NO PRESENTE. Durante os dias do Campo não se deixem levar pelo fluxo mecânico de seus pensamentos a respeito do passado e do futuro. É por causa disso que o momento vivo, o momento que realmente existe, é desperdiçado  e se perde desnecessariamente. Nem o passado nem o futuro existem. Um é apenas a memória, o outro é apenas imaginação. Somente o presente é o momento vivo e verdadeiro. E se é para se conhecer a verdade, ela só pode ser conhecida se estivermos no presente. Durante esses dias de meditação, mantenham-se conscientemente livres do passado e do futuro. Aceite que eles não existem. Somente o momento em suas mãos, o momento em que você está, existe. Você tem que viver nele, e vivê-lo totalmente. Esta noite durma tão profundo como se todo o seu passado tivesse sido deixado de lado. Morra para o passado. E de manhã, acorde como um novo homem numa nova manhã. Não deixe que acorde aquele mesmo que foi para a cama. Deixe que aquele tenha um bom sono. Deixe que no lugar dele acorde o  que está sempre novo e sempre revigorado. Mantenha continuamente em sua lembrança por todo o tempo esse viver no presente, e fique alerta para que aquele pensamento mecânico a respeito do passado e do futuro nem volte de novo. Para isso, é suficiente permanecer atento.  Se você permanecer atento, ele não vai se desencadear. A consciência destrói o hábito. O segundo sutra é: VIVA NATURALMENTE. Todo o comportamento do homem é artificial e formal. Nós sempre nos mantemos encobertos por um falso manto e por causa dessa coberta nós gradualmente esquecemos nossa própria realidade. Você tem que deixar cair essa pele falsa e jogá-la fora. Nós nos reunimos aqui, não para encenar um drama, mas para nos conhecermos, para compreendermos a nós mesmos. Da mesma forma que os atores de uma peça removem seus trajes e maquiagem e colocam-nos de lado após a apresentação, nestes cinco dias, você tem que remover suas falsas máscaras e jogá-las fora. Deixe que aquilo que é original e natural em você venha à tona e viva nisso. A meditação somente cresce numa vida simples e natural. Durante esses dias de meditação, saiba que você não tem que manter nenhuma posição, você não é especial, você não tem qualquer status. Jogue fora todas essas máscaras. Você é simplesmente você, um ser humano comum, sem nome, sem status, sem classe, sem família, sem casta - simplesmente uma pessoa sem nome, um indivíduo muito comum. Você tem que viver desse jeito. E lembre-se que essa é também a nossa verdadeira realidade. O terceiro sutra é: VIVA SÓ. A vida de meditação nasce em completa solidão, quando a pessoa está totalmente só. Mas geralmente o homem nunca está só. Ele está sempre cercado pelos outros. E quando ele não está no meio da multidão externa, ele está em uma multidão interna. Essa multidão tem que ser dispersada. Não permita que a multidão se reúna dentro de você. E quanto ao lado de fora, viva por si próprio como se você estivesse sozinho neste Campo. Você não tem que manter relacionamentos com ninguém mais. No meio desses incontáveis relacionamentos vocês se esqueceram de vocês mesmos. Todos esses relacionamentos - nos quais vocês são amigos ou inimigos de alguém, pai ou filho, esposa ou marido - absorveram vocês de tal maneira que vocês são incapazes de conhecer a si mesmos em suas próprias individualidades. Alguma vez vocês já tentaram imaginar o que vocês são, fora de todos esses seus relacionamentos? Alguma vez vocês já se livraram das vestimentas desses relacionamentos e viram a si mesmos sem elas? Distancie vocês mesmos de todos esses relacionamentos e vejam que vocês não são filhos de seus pais e mães, não são os maridos de suas esposas, nem o pai de suas crianças, nem o amigo de seus amigos, nem o inimigo de seus inimigos - e o que sobra é o seu verdadeiro ser. Aquela entidade remanescente é o que você é em si mesmo. Durante esses dias você tem que viver sozinho nesse ser. Seguindo esses sutras, a sua mente chegará a um estado, o qual é uma necessidade absoluta para a compreensão da paz e da verdade. Ao lado desses três sutras, eu quero explicar a vocês os dois tipos de meditação que nós começaremos a fazer a partir de amanhã de manhã. A primeira meditação é para a manhã. Durante essa meditação você deverá manter sua coluna espinhal ereta, fechar os seus olhos e manter o seu pescoço reto. Seus lábios devem estar fechados e sua língua deve tocar o céu da boca. Respire devagar, mas profundamente. Mantenha a sua atenção próxima do umbigo. Mantenha-se alerta quanto ao tremor que você sentir no umbigo devido à respiração. Isso é tudo o que vocês têm que fazer. Esse experimento acalma a mente e esvazia os pensamentos completamente. A partir desse vazio a pessoa finalmente entra dentro de si mesma. A segunda meditação é para a noite. Estenda seu corpo no chão confortavelmente e deixe todos os seus membros se relaxarem completamente. Feche seus olhos e por cerca de dois minutos sugira a você mesmo que o corpo está relaxando. Gradualmente o corpo se tornará relaxado. Então, por dois minutos sugira que sua respiração está se tornando quieta e sua respiração se tornará quieta. Finalmente por outros dois minutos, sugira que seus pensamentos estão parando. Essa sugestão firme o levará a um completo relaxamento, tranquilidade e vazio.  Quando a mente se tornar completamente calma, esteja completamente acordado em seu ser interior e seja uma testemunha dessa paz. Esse testemunhar levará você ao seu ser. Vocês devem fazer essas duas meditações. Na verdade elas são estratagemas artificiais e vocês não devem se agarrar a elas. Com ajuda delas, a inquietação das mentes se dissolve. E da mesma forma que não mais precisamos da escada ao completarmos a subida, um dia nós também iremos deixar esses estratagemas. A meditação atinge a perfeição no dia em que ela se torna desnecessária. Esse estado é o verdadeiro samadhi, iluminação. Agora a noite já está avançada e o céu está coberto de estrelas. As árvores e os vales já foram dormir. Nós também vamos dormir agora. Como tudo isso é quieto e silencioso! Nós também vamos nos fundir nesse silêncio. Num sono profundo, num sono sem sonhos, nós vamos para o lugar onde o divino habita. Esse é o samadhi espontâneo, não-consciente que a natureza deu para nós. Através da meditação, nós também alcançamos esse mesmo espaço, mas com a meditação nós permanecemos conscientes e alertas. Essa é a única diferença. E essa é realmente uma grande diferença. Numa situação nós vamos dormir e na outra nós nos tornaremos acordados. Vamos agora dormir com a esperança de que o despertar também se tornará possível. Quando a esperança é acompanhada por determinação e empenho, ela certamente se realiza. É possível que a existência nos guie ao longo do caminho. Essa é a minha única prece”. www.oshobrasil.com.br. Abraço. Davi.