segunda-feira, 28 de setembro de 2026

OS TRÊS ASPECTOS DO BUDA

Budismo. Livro Vida e Doutrina de Sidarta Gautama. Por Yogi Kharishnanda. Conclusão I. OS TRÊS ASPECTOS DO BUDA. Quando o Senhor Buda entrou no nirvana, os discípulos se reuniram em concílio para resolver o que deveria ser feito para manter-se pura a doutrina e não corromper com heresias. Upali, levantando-se, disse: Oh discípulos! Depois de minha morte, respeitem a lei e obedeçam a ela, que ela seja o Mestre de vocês. A lei é a lâmpada que brilha nas trevas pra iluminar o caminho. Também é uma valiosa joia para cuja aquisição não se deve poupar esforço algum. Mesmo que seja com o sacrifício da própria vida. Obedeçam à lei que eu revelei a vocês, e respeitem-na escrupulosamente como a mim próprio. Essas foram as palavras do Senhor Buda. E nessa lei que ele nos legou como riquíssima herança, temos agora o corpo visível do Tathágata. Devemos respeitá-la como sagrada, porque de nada servirá edificar pagodes para as relíquias se não conservarmos o espírito dos ensinamentos do Mestre. Em seguida, Anuruda levantou-se e disse: Irmãos devemos fixar bem em nossas mentes a ideia de que Gautama Sidarta era a forma visível da Verdade. O excelso Sakiamuni é a encarnação da Verdade que nos ensinou, dizendo que a Verdade existia antes de ele vir ao mundo e continuará a existir depois que ele entrasse no nirvana. A verdade está presente em todas as partes. É eterna. Devemos fixar bem em nossa mente que o Senhor Buda não nos ensinou uma lei circunstancial e subalterna. Daquelas que prescrevem quando o tempo altera as circunstâncias em que foram promulgadas, mas a lei imutável e eterna. A Verdade não é arbitrária nem filha das opiniões dos homens, mas pode estar oculta, e será encontrada por quem a buscar com ardor. A verdade está oculta para o cego de entendimento, mas quem possui a visão mental consegue vê-la. A verdade é a ciência do Buda, e ficará como pedra de toque para distinguir as doutrinas falsas das verdadeiras. Aprendamos, pois, a Verdade, porque a Verdade é o Buda, nosso Mestre, o Instrutor e o Senhor nosso. Vocês sem dúvida falaram bem, irmãos, sem contradição de opiniões sobre o sentido real de nossa religião, porque o Bem-aventurado em três aspectos e cada um deles de igual importância para nós. Um deles o Dharmakaya, outro o Nirmanakaya e o outro o Sambogokaya. O Buda é a Verdade excelente, eterna, presente em todas as partes e imutável. Tal é o Sambogokaya, o estado de perfeita felicidade. O Buda é o Mestre que ama todos os seres e assume a forma daqueles que ele substitui. Tal é o Nirmanakaya. O corpo em que ele se apresenta. O Buda é o dispensador bendito da religião. É o espírito do Sangha e o sentido dos mandamentos que nos deixou sua palavra sagrada. Tal é o Dharmakaya, o corpo da excelsa Lei. Se o Buda não tivesse se manifestado a nós na pessoa de Gautama Sidarta, como poderíamos possuir as tradições sagradas de sua doutrina? E se as futuras gerações não possuírem essas tradições sagradas conservadas no Sangha, como estas conhecerão o insigne Sakyamuni? Nem nós nem ninguém conheceríamos a excelsa Verdade, porque aquele que tiver aberto os olhos espirituais a descobrirá. Em seguida, os irmãos resolveram celebrar um concílio em Rajagrilha, para expor as doutrinas puras do Bem-aventurado, examinar e compilar as Escrituras Sagradas e fixar o cânone que servisse como instrução para as gerações futuras. Abraço. Davi

Nenhum comentário:

Postar um comentário