quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

SANTA RICA DE CÁSSIA - "PADROEIRA DAS CAUSAS IMPOSSÍVEIS"

Cristianismo. Pt.wikipedia.org. SANTA RICA DE CÁSSIA, O.S.A, nascida Margherita Ferri Lotti (Roccaporena, 1381 – Cássia a 22 de maio de 1457), foi uma freira agostiniana da diocese de Espoleto, Itália. Foi beatificada em 1627 e canonizada em 1900 pela Igreja Católica. Após a morte de seu marido, ela se juntou a uma pequena comunidade de freiras, que mais tarde se tornaram agostinianas, onde era conhecida tanto por praticar a mortificação da carne, quanto pela eficácia de suas orações. Vários milagres são atribuídos à sua intercessão, e ela é frequentemente retratada com uma ferida sangrando na testa, o que se entende indicar um estigma [1]. O Papa Leão XIII (1810-1903) canonizou Rita em 24 de maio de 1900. Sua festa é celebrada em 22 de maio. Na cerimônia de sua canonização, ela recebeu o título de "PADROEIRA DAS CAUSAS IMPOSSÍVEIS". Em muitos países católicos, Rita também passou a ser conhecida como padroeira das vítimas de abuso, dos casais em dificuldades matrimoniais, das viúvas e dos doentes. Seus restos mortais repousam na Basílica de Santa Rita de Cássia em Cássia, na Úmbria - Itália. Foi uma pessoa de muita fé e que salvou da peste o cunhado apenas pela oração. Seu marido foi assassinado e seus filhos desejaram vingar-se de sua morte, mas Rita disse que preferiria ver morrer seus filhos a ver "o derramar de mais sangue". História. Santa Rita de Cássia, filha de Antonio Lotti e Amata Ferri Lotti nasceu em Roccaporena em 1381, vivendo e morrendo no período da Idade Média Tardia.[2] Desde criança, a santa demonstrava seu desejo de viver uma vida em Cristo, acreditava no Amor pela Sagrada Família e, por isso, almejava constituir uma família. Seu pai, um juiz de paz, arrumou um casamento entre classes para a filha. No entanto, a moça acreditava que deveria casar por amor [3]. Conheceu no mercado um homem que salvou uma criança. Dias mais tarde o encontrou na casa de sua amiga Mancini e o reconheceu: era Paulo. Paulo também se apaixonou por ela, contudo era filho de Ferdinando Mancini — um dos cavaleiros mais ricos e poderosos da região — que gostaria que seus filhos fizessem casamentos que favorecessem os negócios da família. Ela pediu a intercessão de Jesus, que seu amor fosse possível. Esse é o primeiro milagre: Santa Rita e Paulo casaram-se, mesmo vindo de classes distintas. Do casamento entre Rita e Paulo nasceram dois filhos gêmeos: Giangia como Antonio e Paulo Maria.[4] Em outra versão, o casamento entre Rita e Paulo havia sido arranjando, segundo o costume da época, pelos seus pais, que estavam em idade avançada, a fim de zelar pelo cuidado de Rita,. Embora tivesse o desejo de tornar-se uma irmã consagrada, Rita casou-se com Paolo Mancini, Oficial Comandante da Guarnição de Collegiacone, apelidado de “fiero leone” (leão orgulhoso), em razão de seu gênio impetuoso e forte.[5] Iniciou-se assim o martírio para Rita! Entre lágrimas e dores, suportava tudo com paciência e docilidade, unindo seu calvário ao de Cristo, fugindo da murmuração e confiando em Deus. Teve uma vida conjugal difícil devido aos hábitos da nova família e ao caráter violento do marido. Com seu empenho e orações, conseguiu convertê-lo. Viveram anos como camponeses. Após a morte do marido, vítima de assassinato por traição do chefe do feudo, o pai de Paulo, Ferdinando Mancini (sogro de Santa Rita) levou os garotos para lhes ensinar a batalhar a fim de, posteriormente, vingarem a morte do pai. Na hora da batalha, foram pegos em emboscada. Com o objetivo de protegê-los, a santa os enviou para um convento distante. Contudo, as freiras abrigavam leprosos, que transmitiram sua doença aos filhos da Santa, os quais não sobreviveram. Viúva e sem os filhos, manifesta a vontade de ingressar no mosteiro das irmãs Agostinianas, que só aceitavam jovens solteiras. Ficou muito tempo refugiada na casa dos sogros. Ainda assim, começou a cuidar de doentes de lepra e a curar enfermos. Então, numa noite, Santa Rita dormia, quando ouviu uma voz chamando: Rita. Rita. Rita. Ela abriu a porta e estavam ali, Santo Agostinho (354-430), São Nicolau (270-343) e São João Batista.[6] Eles pediram que ela os seguisse e depois de andarem pelas ruas, os santos desapareceram e Rita sentiu um suave empurrão. Ela caiu em êxtase e, quando voltou a si, estava dentro do mosteiro, estando este com as portas trancadas. Então as freiras não lhe puderam negar a entrada. Rita viveu ali por quarenta anos.[7] Os estigmas em sua testa e sua saúde precária a impediram de se mudar de Cássia. No entanto, diz-se que em 1446 ela queria partir para Roma, para assistir à canonização do pregador agostiniano Nicolau de Tolentino (1245-1305), um de seus santos de devoção. A abadessa se opôs por causa da ferida purulenta em sua testa, mas ela desapareceu na véspera da peregrinação, permitindo que Rita pudesse partir. Ao retornar de Roma, porém, os estigmas reapareceram. Cinco meses antes da morte de Rita, um dia de inverno com a temperatura frígida e um manto de neve cobria tudo, uma parente lhe foi visitar e antes de ir embora perguntou à Santa se ela desejava alguma coisa, Rita respondeu que teria desejado uma rosa da sua horta. Quando voltou a Roccaporena a parente foi à horta e grande foi a sua surpresa quando viu uma belíssima rosa, a colheu e a levou a Rita [8]. Assim Santa Rita foi denominada a Santa da “Rosa” e dos impossíveis. Santa Rita antes de fechar os olhos para sempre, teve a visão de Jesus e da Virgem Maria que a convidavam no Paraíso. Uma freira viu a sua alma subir ao céu acompanhada de Anjos e contemporaneamente os sinos da igreja começaram a tocar sozinhos, enquanto um perfume suavíssimo se espalhou por todo o Mosteiro e do seu quarto viram uma luz luminosa como se fosse entrado o Sol. Era o dia 22 de maio de 1457. Veneração e Santidade. Santa Rita de Cássia foi beatificada 180 anos depois da sua subida aos céus e proclamada Santa após 453 anos da sua morte. Os três milagres necessários que levaram à sua canonização são os seguintes: o perfume agradável que emanava de seu corpo incorruptível; a cura da varíola e a repentina recuperação da visão da jovem Elizabeth Bergamini, que estava há quatro meses no convento de Cássia, pedindo a intercessão da Beata Rita; e, finalmente, a cura completa e repentina de Cosma Pellegrini em 1887, sofrendo de gastroenterite catarral crônica e uma afecção hemorroidária incurável, após ter recebido uma visão da Beata Rita em seu leito de morte [9]. O corpo de Rita, que permaneceu incorrupto ao longo dos séculos, é venerado hoje no santuário de Cascia - Itália, muitas pessoas do mundo todo visitam sua tumba. O corpo está coberto pelo hábito agostiniano costurado pelas freiras do mosteiro, a pedido da abadessa Maria Teresa Fasce (1881-1947), e colocado numa caixa no interior da capela de estilo neobizantino. Os exames médicos realizados em 1972 e 1997, confirmaram a presença, na zona frontal esquerda, de vestígios de uma lesão óssea aberta, talvez devida a osteomielite, enquanto o pé direito apresenta sinais de uma doença de que sofreu nos últimos anos da sua vida, provavelmente ciática. Tinha 1 metro e 57 cm de altura. O rosto, as mãos e os pés estão mumificados; o resto do corpo, coberto pelo hábito agostiniano, tem a forma de um esqueleto simples. O pintor francês Yves Klein havia se dedicado a ela quando criança. Em 1961, ele criou um Santuário de Santa Rita, que é colocado no Convento de Cássia.[10] No centenário da sua canonização, em 2000, o Papa João Paulo II (1920-2005) destacou as suas notáveis ​​qualidades como mulher cristã: ''Rita representou bem o “génio feminino”, vivendo-o intensamente na maternidade, tanto física como espiritual''. Esta foi um exemplo de vida religiosa, com suas orações e suas mortificações. Ela se devotou especialmente a cuidar de irmãs doentes e a aconselhar pecadores. Por 14 anos, até sua morte, trouxe na testa um estigma, associando-se, assim, à paixão de Cristo. São-lhe atribuídos tantos e tão extraordinários milagres que é tida como "advogada das causas perdidas e a santa do impossível". É também protetora absoluta das mães e esposas que sofrem pelos maus-tratos dos maridos.[11] No Brasil, na cidade de Santa Cruz, Estado do Rio Grande do Norte, está localizada a maior estátua católica do mundo, que representa a Santa Rita de Cássia e foi inaugurada em 26 de junho de 2010. Patrocínio. Rita adquiriu a reputação, juntamente com Santa Filomena e São Judas Tadeu, de santa das causas impossíveis [12]. Ela também é padroeira da esterilidade, das vítimas de abuso, da solidão, das dificuldades do casal e do casamento, da maternidade, das viúvas, dos doentes, das doenças corporais e das feridas [13]. No século XX, um grande santuário foi construído para Rita em Cássia - Itália. O santuário e a casa onde Rita nasceu estão entre os locais de peregrinação mais ativos da Úmbria - Itália. Os agostinianos mantiveram o corpo incorrupto de Rita ao longo dos séculos, e ele é venerado hoje no santuário de Cássia [14]. Parte de seu rosto foi ligeiramente reparada com cera. Muitas pessoas visitam seu túmulo todos os anos, vindos de todo o mundo. O Santuário Nacional de Santa Rita de Cássia, na Filadélfia - USA, Pensilvânia, foi construído em 1907 e é um local popular de peregrinação e devoção. A cidade de Santa Cruz, no Rio Grande do Norte, também é uma cidade-santuário de Santa Rita de Cássia. Nessa cidade encontra-se a estátua da santa, a maior estátua católica do mundo.[15] Iconografia. Vários símbolos religiosos estão relacionados a Santa Rita. Ela é retratada segurando um espinho (um símbolo de sua penitência e estigmas) ou coroa de espinhos, segurando um grande crucifixo, geralmente com rosas. Ela também pode ter um ferimento na testa [16]. Ferida na Testa. Quando Rita tinha aproximadamente sessenta anos de idade, ela estava meditando diante de uma imagem de Cristo crucificado. De repente, uma pequena ferida apareceu em sua testa, como se um espinho da coroa que circundava a cabeça de Cristo tivesse se soltado e penetrado sua própria carne. Foi considerado um estigma parcial, e ela carregou esse sinal externo de união com Cristo até sua morte em 1457 [17]. No momento de sua morte, as irmãs do convento banharam e vestiram seu corpo para o enterro. Elas notaram que o ferimento em sua testa permanecia o mesmo, com gotas de sangue ainda refletindo a luz. Quando seu corpo foi exumado posteriormente, notou-se que o ferimento em sua testa ainda permanecia o mesmo, com a luz brilhante refletida nas gotas de sangue. Seu corpo não mostrava sinais de deterioração. Ao longo de vários anos, seu corpo foi exumado mais duas vezes. Em cada vez, seu corpo parecia o mesmo. Ela foi declarada incorruptível após a terceira exumação. Relíquias foram levadas naquela época, como é o costume na Igreja Católica em preparação para a santidade [18). Rosas. Diz-se que perto do fim de sua vida, Rita estava acamada no convento. Ao visitá-la, um primo que vinha de Roccaporena perguntou-lhe se desejava algo de sua antiga casa. Rita respondeu pedindo uma rosa do jardim. Era janeiro, e sua prima não esperava encontrar uma devido à estação. No entanto, quando sua parente foi à casa, uma única rosa desabrochando foi encontrada no jardim, e sua prima a trouxe de volta para Rita no convento [19]. Santa Rita é frequentemente retratada segurando rosas ou com rosas por perto. No dia da sua festa, igrejas e santuários dedicados a Santa Rita oferecem rosas à congregação, que são abençoadas pelo padre durante a missa [20]. Abelhas. Na igreja paroquial de Laarne, perto de Ghent - Bélgica, há uma estátua de Rita na qual várias abelhas são retratadas. Esta representação se origina da história de seu batismo quando criança. No dia seguinte ao seu batismo, sua família notou um enxame de abelhas brancas voando ao seu redor enquanto ela dormia em seu berço. No entanto, as abelhas entraram e saíram pacificamente de sua boca, a qual depositavam-lhe mel sem causar-lhe nenhum dano ou ferimento. Em vez de ficarem alarmadas por sua segurança, sua família ficou perplexa com essa visão. De acordo com Butler, isso foi interpretado como uma indicação de que a carreira da criança seria marcada pela indústria, virtude e devoção [21]. De acordo com seus devotos, as abelhas são como sinais da presença e da intercessão da santa. Na tradição espiritual, as abelhas e o mel simbolizam a 'suave transformação', um relacionamento íntimo com Deus. Em outras palavras, Deus tinha grande afeto por Rita, cuja doçura superava a do próprio mel. Em Cássia - Itália, até os dias de hoje, um grupo de abelhas brancas, que não possuem ferrão, permanece próximo ao muro da igreja e, por meio de uma pequena abertura, voa em direção ao túmulo de Rita [22]. Na Cultura Popular. O pintor francês Yves Klein (1928-1962) dedicou-lhe uma pintura quando criança. Em 1961, ele criou um ex-voto para o Santuário de Santa Rita, que fica no Convento de Cássia [23]. A cantora francesa Mireille Mathieu (1946 -  ) adotou Rita como sua padroeira a conselho de sua avó paterna. Em sua autobiografia, Mathieu descreve a compra de uma vela para Rita usando seu último franco. Embora Mathieu afirme que suas orações nem sempre foram atendidas, ela testemunha que elas a inspiraram a se tornar uma mulher forte e determinada [24]. Em 1943, foi feito Rita de Cássia, um filme baseado na vida de Rita, estrelado por Elena Zareschi (1916-1999). A história de Rita aumentou em popularidade devido a um filme de 2004 intitulado Santa Rita da Cássia, filmado em Florença - Itália. O último filme alterou os fatos da infância de Rita [25]. Rita é frequentemente creditada como sendo também a padroeira não oficial do beisebol devido a uma referência feita a ela no filme The Rookie de 2002 [26][27][28]. Abraço. Davi.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

A RELIGIÃO DO ISLAM. CONCLUSÃO III

Islamismo. IslamHouse.com. Manual para o Novo Muçulmano. Por Jamall Zarabozo (1961  -). RELIGIÃO DO ISLAM. CONCLUSÃO III. Que sua esposa responda a seus chamados para satisfação de suas necessidades sexuais. O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Se um homem chama sua esposa à cama e ela se recusa ir [sem motivo válido], os anjos a maldirão até a manhã”. (Bukhari).  A esposa não permitirá que ninguém entre em sua casa sem a permissão de seu marido. Em um hadith registrado por Bukhari e Muslim, o Mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) disse: “Não permitam que ninguém entre em sua casa sem a minha permissão.” Se os cônjuges contraem matrimônio com a intenção correta de satisfazer a Allah e ao seu companheiro(a), aceitando os requisitos e responsabilidades no matrimônio e tratando-se de acordo com o comportamento islâmico adequado, sua união será abençoada e se estenderá até a próxima vida. A dissolução do matrimônio Após repassar as bases fundamentais do matrimônio, devemos dizer que o Islam é também uma religião prática. Uma religião que considera todas as situações possíveis. É possível que um homem e uma mulher realizem uma união com boas intenções e que suas personalidades e gostos simplesmente não coincidam. Existem situações nas quais um bom matrimônio não pode se concretizar e nas que os cônjuges vivem em um estado miserável. Sob estas circunstâncias a lei islâmica permite a dissolução do casamento e do sofrimento. O objetivo seria de continuar juntos amistosamente ou separar-se de uma forma tranquila. Por isso, Allah disse: “Quando vos divorciardes das mulheres, ao terem elas cumprido o seu período prefixado, tomai-as de volta equitativamente, ou liberta-as equitativamente. Não as tomeis de volta com o intuito de injuriá-las injustamente, porque quem tal fizer condenar-se-á...” (2:231). Todavia, quando tiverem cumprido o seu término prefixado, tomai-as em termos equitativos ou separai-vos delas, em termos equitativos...” (65:2). Existem três maneiras de dissolver o matrimônio segundo a lei islâmica. A primeira é o talaaq, comumente traduzido como divórcio. Este é o pedido de divórcio realizado pelo marido. Logo após este pedido a esposa entra em um período de “espera” de aproximadamente três meses, durante os quais podem se reconciliar novamente como marido e mulher. Entretanto, após o terceiro talaaq a reconciliação durante o período de espera já não é mais permitida e os dois devem separar-se completamente. O segundo tipo é conhecido como khula’. Este é quando a esposa não se encontra satisfeita com o matrimônio e solicita ao marido que a libere do casamento. Ela deve oferecer a devolução do dote em troca da finalização do casamento. A terceira forma é quando os direitos da esposa não estão sendo cumpridos pelo marido e ela recorre a um juiz para que este dissolva o compromisso do matrimônio. Obviamente, o divórcio não é um objetivo desejado, nem algo decidido às pressas. Em um mundo perfeito todos os matrimônios seriam abençoados. Porém, como não vivemos neste caso, muitas vezes, esta é a melhor opção para as partes envolvidas. A relação do muçulmano com seus filhos Ter um filho é uma grande bênção, assim como uma grande responsabilidade. Allah disse: “Em verdade os vossos bens e os vossos filhos são uma mera tentação. Mas sabei que Deus vos reserva uma magnífica recompensa.” (64:15). “Ó fiéis, precavei-vos, juntamente com as vossas famílias, do fogo, cujo alimento serão os homens e as pedras, o qual é guardado por anjos inflexíveis e severos, que jamais desobedecem às ordens que recebem de Deus, mas executam tudo quanto lhes é imposto.” (66:6). O significado deste versículo foi reiterado pelo Profeta Muhammad (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) quando disse: “Todos vós são pastores e deverão prestar contas por aqueles que estão sob vossa responsabilidade... O homem é responsável por seu lar e deverá prestar contas por estas responsabilidades. A esposa deverá prestar contas pela casa do marido e por suas responsabilidades.” (Bukhari e Muslim). Os sábios muçulmanos consideram que os direitos das crianças começam muito antes que sejam sequer concebidos, ou seja, quando da eleição de um cônjuge honesto e devoto. Este é o primeiro passo para proporcionar um bom ambiente e um lar saudável para a criança. Além disso, os direitos mais importantes da criança incluem os seguintes: (1) serem mantidos e alimentados de uma maneira saudável; (2) serem educados quanto aos princípios religiosos; (3) serem tratados com compaixão e misericórdia; (4) que os irmãos sejam tratados imparcialmente; (5) que os pais sejam um bom exemplo a seguir. A relação do muçulmano com seus vizinhos Allah disse no Qur’an: “Adorai a Deus e não Lhe atribuais parceiros. Tratai com benevolência vossos pais e parentes, os órfãos, os necessitados, o vizinho próximo, o vizinho estranho, o companheiro, o viajante e os vossos servos, porque Deus não estima arrogante e jactancioso algum.” (4:36). Afora isso, o Profeta Muhammad (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) disse: “Todo aquele que crê em Allah e no Último Dia, que fale o bem o mantenha-se em silêncio. Todo aquele que crê em Allah e no Último Dia, que seja amável e generoso com seus vizinhos.” (Bukhari e Muslim). O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) também disse: “Jibril continuou dando-me conselhos acerca do vizinho, ao ponto de me fazer pensar que deveria incluí-lo na herança.” (Bukhari e Muslim). Em outro hadith, o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) disse: “’Por Allah, ele não é um crente. Por Allah, ele não é um crente. Por Allah, ele não é um crente.’ Perguntaram: ‘Quem é ele, ó Mensageiro de Allah?’ Respondeu: ‘Todo aquele cujo vizinho não esteja à salvo de sua maldade’.” (Bukhari e Muslim). Uma vez, foi perguntado ao Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) sobre uma senhora que oferecia muitas orações, jejuns e dava muito em caridade, mas prejudicava seus vizinhos com suas palavras. O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) disse que ela estaria no Fogo do Inferno. Logo, perguntaram ao Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) a respeito de uma mulher que não realizava muitos jejuns, orações e nem dava muito em caridade [não mais do que era obrigatório], mas que não prejudicava seus vizinhos. O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) disse que ela estaria no Paraíso. O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) também ensinou algumas formas específicas, nas quais se pode ser generoso e amável com os vizinhos. O Mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) disse a Abu Dharr:  “Ó Abu Dharr, quando estiveres preparando uma sopa, agregue um pouco mais de água e ofereças um pouco a teus vizinhos.” (Muslim). Ser amável e generoso com o vizinho inclui ajudá-lo quando necessário, visitá-lo quando estiver doente e proporcioná-lo bem-estar, de um modo geral. O Shaikh Abu Bakr al-Jaza’iri escreveu: “Todos devemos ser bondosos com nossos vizinhos através das seguintes ações: ajudá-los quando busquem ajuda, assisti-los quando busquem assistência, visitá-los quando estiverem doentes, felicitá-los quando algo bom ocorrer para eles; consolá-los em suas aflições, auxiliá-los quando tenham uma necessidade, ser os primeiros a saudá-los, falar apenas boas palavras, tratar bem os seus filhos, guiá-los para que façam o melhor para vossa religião e vida mundana; relevar seus erros, tentar não se intrometer em assuntos privados, não prejudicá-los com nossas construções ou reformas nas nossas propriedades e não jogar o lixo na frente de sua casa ou em sua propriedade. Todas estas ações formam parte da bondade que Allah nos indica a realizar.” É muito importante que as pessoas que vivem em lugares não muçulmanos reconheçam que os sábios determinaram três tipos de vizinhos: (a) aquele que além de vizinho é parente e muçulmano. Esta classe de vizinho possui três tipos de direitos: o de ser vizinho, o de ser parente e o de ser irmão muçulmano. (b) O vizinho que não é parente, mas é muçulmano; e este possui dois daqueles direitos. (c) O vizinho que não é nem parente e nem muçulmano; e este possui apenas os direitos de vizinho. Quer dizer, mesmo que um vizinho não seja muçulmano possui o direito de ter uma relação especial só pelo fato de ser vizinho. Foi perguntado ao comitê permanente de pesquisa científica na Arábia Saudita sobre os vizinhos não muçulmanos (aceitar os presentes deles, etc.), a resposta foi: “Deve-se tratar bem a todas as pessoas que os tratem bem, inclusive se não são muçulmanas. Se lhes oferecem um presente aceitável, devem responder com amabilidade. O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) aceitou um presente do líder dos romanos, que era cristão. Também aceitou o presente de um judeu. Allah diz no Qur’an: ‘Deus nada vos proíbe, quanto àquelas que não nos combateram pela causa da religião e não vos expulsaram dos vossos lares, nem que lideis com eles com gentileza e equidade, porque Deus aprecia os equitativos. Deus vos proíbe tão-somente entrar em privacidade com aqueles que vos combateram na religião, vos expulsaram de vossos lares ou que cooperaram na vossa expulsão. Em verdade, aqueles que os tomarem como aliados serão iníquos.’ (60:8-9).” O Shaikh Ibn Uthaimin também afirmou: “Não é algo mal satisfazer as necessidades de um não muçulmano se a ação não implica em nada que seja proibido, já que os vizinhos possuem direitos e esta boa ação pode até fazê-los aceitar o Islam.” O shaikh Ibn Baaz disse: “O muçulmano deve ser sociável com seu vizinho não muçulmano. Se seus vizinhos são bons, não os incomodem; e mais, se são pobres, sejam caridosos, se são ricos, presenteie-lhes. Também podem aconselhá-los sobre o que é melhor para eles. Tudo isso pode levá-los a se interessarem pelo Islam e, talvez, converterem-se muçulmanos; os vizinhos possuem direitos muito importantes.” O espírito da amizade entre os vizinhos é algo que foi perdido em muitas culturas, sobretudo na civilização contemporânea. Seria excelente se os muçulmanos, tanto os novos convertidos quanto os mais experientes, pudessem reviver este espírito e, assim, mostrar esta bondade do Islam. A relação do muçulmano com os outros muçulmanos Caso fosse perguntado, hoje em dia, qual o laço mais forte que pode haver entre as pessoas, a maioria responderia os laços familiares, étnicos, nacionalistas, etc. Mas, na realidade, o Qur’an mostra que estes laços não são tão fortes se suas raízes são fracas. No Qur’an, Allah nos dá o exemplo de Caim e Abel que, apesar de serem irmãos, um matou o outro e os irmãos de José do Egito que o jogaram em um poço. Eles eram irmãos de sangue e sem dúvida deram prioridade ao materialismo em detrimento dos laços familiares. Nos dias de hoje isso é algo muito comum. Os laços entre as pessoas estão enfraquecidos por suas paixões, objetivos e metas mundanas. Muitos indivíduos estão dispostos a vender seus parentes e amigos a fim de prosperar neste mundo para obter algo material que desejam. Tudo isso revela uma coisa: quando os laços entre as pessoas estão baseados na amizade, inclusive se forem originários de graus de parentesco, estes serão deixados de lado quando os interesses materiais predominarem. Então, estes não são os laços mais fortes que podem ser construídos entre as pessoas, mas os realmente fortes são os laços do Islam e da verdadeira fé. Estes são vínculos permanentes entre as pessoas, já que são resultado da crença em Allah e o amor por Ele. Isso foi claramente dito por Allah no Qur’an: “E foi Quem conciliou os seus corações. E ainda que tivesses despendido tudo quanto há na terra, não terias conseguido conciliar os seus corações; porém, Deus o conseguiu, porque é Poderoso, Prudentíssimo.” (8: 63). “E apegai-vos, todos, ao vínculo com Deus e não vos dividais; recorda-vos das mercês de Deus para convosco, porquanto éreis adversários mútuos e Ele conciliou os vossos corações e, mercê de Sua graça, vos convertestes em verdadeiros irmãos; e quando estivestes à beira do abismo infernal, (Deus) dele vos salvou. Assim, Deus vos elucida os Seus versículos, para que vos ilumineis.” (3: 103). O Qur’an e a Sunnah nos mostram que os vínculos da fé são os mais fortes. Representam a união entre seres humanos em todo o mundo que congregam sob um mesmo motivo: adorar unicamente a Allah. Para alcançar esta meta, os muçulmanos devem trabalhar juntos e ajudar-se mutuamente com compaixão, misericórdia e amor. De fato, existem muitos relatos do Qur’an e dos ahaadith que demonstram que os muçulmanos devem formar uma irmandade universal. Para ser breve apresentarei apenas alguns exemplos destes textos: “Os fiéis e as fiéis são protetores uns dos outros; recomendam o bem, proíbem o ilícito, praticam a oração, pagam o zakat, e obedecem a Deus e ao Seu Mensageiro. Deus Se compadecerá deles, porque Deus é Poderoso, Prudentíssimo.” (9: 71). “Certamente os crentes são irmãos entre si...” (49: 10). “Muhammad é o Mensageiro de Deus, e aqueles que estão com ele são severos para com os incrédulos, porém compassivos entre si...” (48: 29). O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) disse: “A relação entre um crente e outro se assemelha a um edifício, cujas partes se sustentam” (Bukhari e Muslim). Outro hadith diz: “A parábola dos crentes sobre o amor, misericórdia e compaixão pelos demais é como a do corpo: se um de seus membros está doente, todo o corpo padece e se vê afetado pela insônia e febre.” (Muslim). Certamente está irmandade islâmica não é algo apenas teórico. Possui certos componentes fundamentais, direitos e obrigações específicas que são explicados no Qur'an e na Sunnah. Página 211. Abraço. Davi

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

TAO TE CHING - POEMA VI

Lao Tse (571 a.C.531). Tao Te Ching . O Livro que Revela Deus

Por Huberto Rhoden (1893-1981)

Todos os vivos nascem e morrem - Mas a vida é imortal

POEMA VI

Imperecível é o espírito da profundeza
Como o seio profundo da maternidade
Céus e terra radicam no seio da mãe
São a origem de todos os vivos
Que espontaneamente brotam da vida

Explicação Filosófica:

Lao Tse, na sua vidência cósmica, enxerga o Universo como um abismo de ilimitadas potencialidades. Cuja essência infinita brotam sem cessar as existências finitas. Todos os seres vivos individuais surgem de novo da Vida Universal, quando deixam de ser indivíduos vivos. Assim como as ondas do oceano nascem do seio das Águas imensas e recaem a esse mesmo seio. O vivo nasce quando emerge da Vida e morre quando mergulha novamente nesse Vida. A Vida é sem princípio nem fim, mas os vivos têm princípios e fim. A célebre questão sobre "a origem da vida", tão discutida pelos cientistas, é uma questão absurda porque a Vida não tem origem, nem terá fim. Somente os vivos têm princípio e tem fim. Começar a existir como vivo é nascer, deixar de existir como vivo é morrer. Contudo o nascer e o morrer nada tem que ver com a vida. A inexatidão da terminologia é causa de estéreis controversas. A Vida é. Os vivos existem e inexistem. Abraço. Davi

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

COMO SÃO AS INDUMENTÁRIAS DOS ORIXÁS?

Religião Afro-brasileira. Por Eurico Ramos. Livro Revendo o Candomblé - VI.  COMO SÃO AS INDUMENTÁRIAS DOS ORIXÁS? Primeiro, eu gostaria de falar sobre o advento das indumentárias - roupas, trajes dos orixás no Brasil. Ensinamento que me foi transmitido oralmente pelas antigas yás do Axé da Casa Branca do Engenho Velho. Muitas das quais chegaram a conhecer os últimos tempos de senzala - alojamentos destinados a moradias dos escravos. Por que as roupas que se veem nos filmes e fotos dos orixás na África são diferentes das roupas que vemos aqui no Brasil? A resposta é muito simples: quando havia festa na senzala em louvor a um orixá, as mucamas, que também eram lavadeiras, simplesmente roubavam as roupas de gala da sinhá da casa grande. Iam para a senzala e vestiam seus orixás com essas indumentárias. Isso é visto até os dias de hoje, porque, se observamos bem as roupas das iabas - principalmente Oxum, Iansã e Iemanjá - podemos notar que as roupas desses orixás remontam ao Brasil Colônia (1500-1822), ao Brasil Império (1882-1889). O mesmo se aplica a Oxóssi, por exemplo, com aquele chapéu de caçador, que seria a figura do capataz da fazenda. Na realidade, as indumentárias começaram a mudar dessa forma. Começou-se a vestir os orixás com as roupas da sinhá - forma que os escravos designavam as senhoras ou patroas. Com suas roupas de gala, anáguas, panos finos e tecidos caros. As próprias joias das sinhás serviam de adorno aos orixás, manifestados na senzala. Quando acaba o candomblé, a mucama tratava imediatamente de lavar a guardar a roupa da sinhá. Ela não imaginava que suas vestimentas caríssimas, seus tecidos de Lisboa - Portugal, e de Paris - França. Na realidade, nas noites de lua cheia serviam para adornar os orixás africanos na senzala. Era assim que funcionava, e isso é visto até os dias de hoje. Essa é a grande diferença que há em termos de África e em termos de Brasil. Na África, o calor é muito forte, a temperatura é muito elevada, e os orixás se manifestavam praticamente sem roupa. No Brasil é que houve essa mudança. Existem variações nas indumentárias dos orixás e estas passaram por algumas modificações, conforme a casa e a nação. Na realidade, essas indumentárias estão totalmente desvirtuadas, com raras exceções. A indumentária de Obaluaê é, talvez, ainda hoje, a mais próxima do original. Devido ao uso da palha de costa e também a sua ferramenta, que é o xaxará - símbolo e ícone da realeza. Visto ser tal divindade um rei. Aliás, a título  de curiosidade nas casas cujo padroeiro é Xango, não se pronuncia o prefixo "oba" para Obaluaê. Suprime-se este prefixo - visto que, em terras Ketu, o único "obá" rei é Xango - chamado de orixá de Olualé. No Axé do Engenho Velho, Xango, Omulu e até Odê usam saiote e um bombacho por baixo. No caso de Ogum, ele não conseguiria se movimentar bem como saiotes, devido a rapidez de suas danças. Por isso, sempre usa bombacho. A respeito de Ogum, há outro aspecto importante a ressaltar. Até na Umbanda as pessoas sabem que a coroa de Ogum é o mariwo. Não sei por que, em algumas casas de culto ainda insistem em colocar uma coroa de metal em Ogum, que lembra os capacetes dos soldados romanos. Muito usados também para Oxogulá. Na minha opinião, esses capacetes deveriam ser substituídos por um eketé, o que seria bem mais correto. Atualmente, esses capacetes também são usados para Logun Edê. Está, além das roupas, enfeita-se com palha da costa. O mesmo se aplica a Oyá Ibale. Os parametros  dos orixás mudaram muito em relação ao que eram originalmente na África. Os paramentos de Oxum, por exemplo quase não sobrou nada da indumentária original desse orixá. Na África, Oxum, quando manifestada usava poucas vestes, era adornada com folhas e usava o obebé. Aliás, o obebé é um dos poucos fetiches remanescentes das suas terras de origem. Também podemos facilmente encontrar nas casas de candomblé a orixá Naná ostentando uma vassoura. Sabemos que o fetiche ou instrumento litúrgico, dessa orixá é o ibiri - instrumento alongado. Representando uma curvatura no final de sua haste, lembrando um grande sinal de interrogação. O ibiri é confeccionado com feixes de  mariwo, presos com palha de costa, enfeitado com búzios. Seria o símbolo dos eguns, de que Naná é a mãe, pois ela os carrega no colo e os embala no caminho do orun. Ela embala o ibiri, com as mães fazem com seus bebês. O ibiri tem um significado mágico. Representa a própria morte - elemento dominado por Naná. Esse orixá usa muita palha de costa, assim como seus orixás-filhos, todos oriundos do antigo Daomé - atual Benin, país africano. Naná usa cores que vão do lilás ao branco. Em determinadas casas tradicionais, diz-se que, por causa da estreita relação de Naná com Oxalá, uma das proibições de suas filhas seria o uso de roupas vermelhas e pretas. Em outras, afirmam que seria por causa da sua relação com as Eleye - as senhoras do pássaro da noite. Existem fortes controvérsias sobre esse assunto. Fato é que, hoje em dia, podemos ver com certa facilidade Nanã dançar nos barracões ostentando uma vassoura nas mãos em vez do ibiri. Com relação a Xango, por exemplo, um de seus símbolos é o oxê. O oxê de Xango, antes de ser um símbolo de beleza, é também encontrado em vários cultos pagãos. Na mitologia nórdica, encontramos Thor, o deus do trovão, que ostenta um martelo similar ao oxê de Xango. Na mitologia grega, Zeus também ostenta um martelo estilizado, similar ao oxê de Xango. Dizem às antigas yas que o oxe era, na verdade uma muleta, pois Xango era manco. Esse orixá teria sido ferido em combate, passando a apresentar um defeito físico. Realmente o oxê tem um formato que permite alguém se apoiar nele, se for o caso. E contam também as yas que foi Ossãe quem confeccionou o oxê em madeira para que o Xango pudesse guerrear contra Ogum. O oxê deve ser confeccionado sempre em madeira, nunca em metal, pois assim manda a tradição. Quanto ao xere, na África era confeccionado em madeira e principalmente com cabaças de pescoço longo, apresentando sementes em seu interior que, ao serem sacudidas, imitam o som da chuva. Por esse motivo, sempre que Xango se manifesta, tocamos o xere em sua homenagem. Passando a Oxala, é importante ressaltar aqui a simbologia do opaxoro de Oxalufa, que é o símbolo da realeza desse orixá. Nele encontramos elementos que remontam à própria criação do mundo. Alias, os símbolos do opaxoro são incrivelmente similares aos encontrados nas mesquitas islâmicas. Devido aos vestígios do Islã que permaneceram na nossa religião até os dias de hoje. Essa influência islâmica pode ser observada em vários detalhes. Nos torsos ou ojas nas cabeças, nos panos da costa, nas roupas em geral. No ato de se prostrar no chão em respeito a Oxalá. No caminhar ao redor do opó, pilar central do barracão. No fato de sexta-feira ser "dia santo", tanto no Islamismo quanto no candomblé. Com podemos observar, os vestígios do Islamismo são facilmente encontrados no candomblé. Também veio do Islã o hábito de se oferecer o carneiro a Xangô e a Oxalá, pois esse animal é muito apreciado naquela região da África. Abraço. Davi 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

TAO TE CHING - POEMA V

 Lao Tse (571 a.C.531). Tao Te Ching. O Livro que Revela Deus

Por Huberto Rohden (1893-1981)

Vemos Tao como nós somos e não como Ele é

POEMA V

O universo não tem preferências
Todas as coisas lhe são iguais
Assim o sábio não conhece preferências
Como os homens a conhecem
O universo é como o fole de uma forja
Que, embora vazio, fornece força
E tanto mais alimenta a chama quanto mais o acionamos
Quanto mais falamos no Universo
Menos o compreendemos
O melhor é auscultá-lo, ouvi-lo, em silêncio

Explicação Filosófica:
O infinito do Uno não tem atributo algum. Mas o verso do nosso finito lhe atribui os nossos próprios atributos. Quanto mais o homem se uni versifica, tanto mais se impessoaliza. O ar que enche um fole não é visível, assim como invisível é a realidade do sábio. O nosso muito falar nos afasta de Deus. O nosso dinâmico calar atrai Deus a nós. Só quem se integra em Deus sabe o que é Deus. Abraço. Davi