Astrologia – Zodíaco. www.universa.uol.com.br.
RELACIONAMENTO DO SIGNO DE ÁRIES (21 de março a 19 de abril) COM OUTROS SIGNOS.
ÁRIES E ÁRIES. Por serem inquietos, impulsivos, competitivos e
exigentes e por gostarem de dar ordens, a relação entre arianos acaba tendo
choque de egos. Mas o relacionamento íntimo, recheado de paixão e sexo quente,
costuma ser estimulante e desinibido. É uma combinação com uma energia dinâmica
e, por serem sinceros, espontâneos e entusiasmados, eles podem, juntos,
praticar esportes ou fazer passeios, um incentivando o outro em busca de novas
conquistas. Outro desafio desse casal é tomar decisões de forma harmônica. Se conseguirem
dialogar, contarão com muita vitalidade e criatividade e terão uma capacidade
de liderança forte. A outra face dessa união é que seja puro fogo de palha:
muito intensa no início, mas com tendência a esfriar. Ambos precisam ter
valores mais elevados para que a relação dure e devem aprender que nem sempre
estão com a razão. Precisam estar abertos para ouvir e compreender o outro,
além de terem de abrir mão do egoísmo, individualismo, imediatismo e da
independência excessiva. ÁRIES E TOURO. Uma relação entre o impulsivo ariano e o
conservador taurino, à primeira vista, tem poucas chances de durar. O ariano
pode causar ansiedade no taurino; e o taurino tem a capacidade de gerar
frustração no ariano. Mas se for amor verdadeiro, há chances. Por ser prático,
tranquilo e pacato, o taurino precisa ser motivado e apoiado pelo ariano para
sair de sua zona de conforto. Já o ariano tem no taurino um porto seguro para
investir em suas conquistas profissionais. É comum que Áries inspire Touro,
que, por sua vez, proporciona estabilidade em Áries. Com isso, é possível que a
combinação traga bons frutos financeiros e materiais. O desafio é não se
tornarem excessivamente materialistas. Sexualmente, a união indica paixão,
sensualidade e libido. Porém, Touro costuma ser ciumento, dependente e
possessivo e Áries é independente, imprevisível e gosta de autonomia, o que
muitas vezes cria conflitos. Mas, se na relação o taurino sentir
comprometimento do ariano e o ariano tiver a sensação de ser apoiado, eles
poderão atingir a harmonia tão desejada.
ÁRIES E GÊMEOS. Uma paixão entre dois signos
inquietos e inconstantes tem grandes chances de ser só fogo de palha. Os dois
gostam de diversão, novidades e movimento – precisam de estímulos constantes,
cumplicidade, lazer e muito diálogo para que a relação não caia na rotina.
Gêmeos é espirituoso, comunicativo, curioso e adaptável, o que pode satisfazer
as exigências de Áries, que é decidido, impulsivo e espontâneo e que com sua
energia desperta a curiosidade de Gêmeos. Essa combinação acaba propiciando
conversas interessantes e situações inusitadas. Sexualmente, a parceria é muito
criativa e ardente: ambos estão sempre testando novas possibilidades na vida
íntima. Mas é provável que haja alterações de humor. O elemento do signo de Áries
é o fogo e o de Gêmeos é o ar, ou seja, pura combustão, o que leva a picos de
intensidade, mas que depois se apaga. Em função disso, é possível que a relação
não se torne tão séria e comprometida. Mas devem cultivar valores mais sólidos
e o sincero desejo de constituir uma família, se houver amor verdadeiro. ÁRIES E CÂNCER. Ambos
gostam de movimento, novos começos e iniciativas. Mas a natureza do canceriano
é emotiva, retraída e intimista. O ariano é mais enérgico, rápido e
extrovertido. É comum ter dificuldade na sintonia de ritmo entre os dois. Há
alguns cuidados a serem tomados, pois os cancerianos são sensíveis, apegados,
com tendência para chantagens emocionais. Os arianos são independentes, não têm
muita paciência para discutir a relação. Para uma união mais duradoura, Câncer
deve estar aberto para se deixar levar pelo entusiasmo de Áries, que, por sua
vez, precisa estar receptivo ao carinho, ao cuidado e ao acolhimento de Câncer.
Na vida sexual podem ter um bom entendimento, desde que o canceriano não se
torne muito grudento. Nos assuntos profissionais e econômicos, o canceriano
deve deixar o ariano tomar as decisões, já que ele gosta de comandar. Por outro
lado, o ariano precisa ouvir os conselhos do canceriano, que é mais prudente e
comedido. O desafio é encontrar o equilíbrio entre coragem e prudência. ÁRIES E LEÃO. São
dois signos de fogo apaixonados, fortes e guerreiros, que gostam de liderar e
dominar. A atração física, geralmente, é imediata, e o estímulo despertado na
relação pode se dar em vários níveis: físico, emocional, intelectual e
espiritual. Mas é comum ter choque de egos, portanto, doses de humildade são
necessárias como antídoto. Para que o relacionamento perdure, devem aprender a
somar, respeitar, tomar decisões juntos – se conseguirem compartilhar o
protagonismo, conseguirão superar as desavenças. Profissionalmente, um tem o
poder de incentivar a criatividade do outro: Áries e Leão conseguem se
estimular e se apoiar, mas se estiverem dispostos a um complementar as
capacidades, talentos e habilidades do outro, superando a competição. Outro
cuidado é com a vaidade, pois a franqueza de ambos deve ser adoçada com amor e
compaixão para que não ultrapassem os limites. Sexualmente, são grandes as
chances de haver química. Uma boa ideia é fazer passeios, aventuras, esportes e
tudo o que traga movimento, celebrando a vida juntos. ÁRIES E VIRGEM. Apesar
de terem personalidades contrastantes, esses dois signos têm possibilidade de
se complementar. Virgem valoriza a praticidade, a utilidade, a segurança
material e profissional. Áries gosta de novas iniciativas e fortes emoções. É
destemido e confiante. Virgem costuma ser conservador, comprometido, crítico,
atento aos detalhes – busca qualidade em todos os níveis. Áries é impulsivo,
enérgico e individualista e não gosta de se sentir preso ou entediado. No
entanto, se ambos superarem essas diferenças, a parceria poderá ser duradoura.
Numa relação profissional, virgem proporciona o raciocínio lógico e o trabalho
metódico. Áries contribui com seu instinto para decisões e competitividade. O
grande desafio é equilibrar a impulsividade ariana com a capacidade analítica e
crítica virginiana. Sexualmente, é importante que busquem se conhecer melhor
para que haja compreensão e intimidade. Virgem gosta de se sentir
intelectualmente estimulado, enquanto Áries prefere agir de forma impetuosa e
apaixonada. ÁRIES E LIBRA. São signos opostos-complementares e isso provoca
muita atração. Sexualmente é possível que surja cumplicidade e forte química.
Há chances de atração à primeira vista com tendência a se transformar numa
grande aventura amorosa. Porém, com a convivência, ambos devem estar dispostos
a se adaptar para que a relação seja duradoura. Áries é impulsivo, determinado,
individualista e autoritário. Já Libra é ponderado, prudente, gosta de analisar
tudo minuciosamente. Na busca de equilíbrio, o libriano não deve se tornar
condescendente demais e o ariano não ser mandão e egoísta em excesso. Se
superarem isso, as chances de dar certo aumentam. Com um pouco de paciência,
Áries pode ver em libra elementos que o fascinam e que trazem equilíbrio para
seu temperamento forte, além de aprender a ser mais cordial e diplomático.
Libra necessita compreender melhor a natureza impulsiva de Áries e inspirar-se
com sua coragem, aprender a ser mais fiel à sua essência, dizer não quando
necessário e impor limites quando for preciso.
ÁRIES E ESCÓRPIÃO. Ambos são regidos pelo impetuoso
planeta Marte, podendo resultar em libido, estímulo e compatibilidade sexual.
Escorpião tende a estimular Áries a mergulhar numa relação menos superficial,
para que ambos possam ter momentos de mais paixão, intensidade e profundidade.
Mas é provável que o relacionamento apresente algumas dificuldades por causa do
forte temperamento de cada um. É preciso vontade, comprometimento e amor para
que a união funcione sem resultar em competições, conflitos e mágoas. Áries é
espontâneo, impulsivo, direto, confiante e extrovertido, mas tem dificuldade
para ouvir críticas, além de ser um líder nato. Já Escorpião é misterioso,
reticente, introvertido, ciumento e estratégico. Ambos são enérgicos e
decididos, portanto, é esperado que aconteçam longas horas de discussões com
posteriores trocas tórridas e apaixonadas de afeto. O ritmo de Escorpião é
difícil de ser seguido pela maioria dos outros signos, mas Áries possui a
energia física e mental necessária para acompanhá-lo. ÁRIES E SAGITÁRIO. São
dois signos de fogo: apaixonados, confiantes, amantes de aventuras e da
liberdade. Se cultivarem juntos temas mais elevados, filosóficos, espirituais e
transcendentais, o relacionamento será frutífero. Devem ter interesses em
comum, ao mesmo tempo em que buscam respeitar o espaço e a individualidade do
outro. Caso contrário, os conflitos serão inevitáveis. Sexualmente são muito
compatíveis. Devem investir na criatividade, cumplicidade e espontaneidade,
explorando sempre novas formas de expressar o amor, tanto físico quanto
emocional. Mas tem potencial explosivo: Marte e Júpiter, seus planetas
regentes, garantem uma energia expansiva para uma relação franca, com boa
química e boa comunicação, mas também pode levar a discussões com ataques de
ira. Ambos gostam de emoções fortes, neste sentido, foram feitos um para o
outro. Sagitário tende a proporcionar a Áries momentos descontraídos e
ensiná-lo a ter mais foco; e Áries tem o poder de instigar sagitário a ter mais
garra e coragem para suas conquistas.
ÁRIES E CAPRICÓRNIO. Há muitos aprendizados em uma relação
em que os dois signos são individualistas, autoritários, independentes e até
egocêntricos. Áries é impulsivo, espontâneo e enérgico. Já Capricórnio é
conservador, estrategista e crítico. Profissionalmente, essa parceria pode ser
boa: a capacidade de trabalho, organização e perseverança de Capricórnio
combinam à coragem e a energia de áries. Assim, o pragmático capricorniano irá
ajudar o ariano a traçar metas. Sexualmente há grandes desafios: Áries gosta de
inovar e experimentar; Capricórnio é mais fechado, vai aos poucos. Se houver
empenho e compromisso, alcançarão o equilíbrio. A personalidade ativa de Áries
inspira Capricórnio, para que ele não dê margem ao pessimismo, mas o ariano
deve demonstrar comprometimento e sinceridade. Áries é um signo de fogo e seu
ritmo é mais rápido. Capricórnio, por sua vez, é um signo de terra, e prefere
ir devagar. Mas ambos precisam cultivar a tolerância para que a relação seja
duradoura. ÁRIES E AQUÁRIO. Entre Áries e Aquário a amizade e a cumplicidade
predominam. Ambos têm uma característica em comum: o gosto pela independência.
O casal tem a possibilidade de desfrutar do presente sem se preocupar muito com
o futuro. Aquário tem o potencial de inspirar em Áries seu lado mais
humanitário, para que ele se torne menos individualista; já Áries tende a
inspirar mais autoestima em Aquário, que por vezes é tímido e coloca os
interesses dos outros acima do seu próprio bem-estar. Profissionalmente,
Aquário tem mais facilidade para trabalhar em grupo. Já Áries prefere a
autonomia. Libido e sensualidade são importantes em um signo regido por Marte,
que conta com grande energia e paixão. Aquário aprecia a originalidade,
valoriza a troca intelectual, a inteligência e a amizade verdadeira.
Sexualmente têm chances de se darem muito bem. Áries é um signo de fogo,
Aquário é um signo do ar. Essa química promete combustão, vitalidade e
espontaneidade. Podem ser amantes, amigos e aliados. A riqueza de experiências
unirá cada vez mais esse casal. ÁRIES E PEIXES. É possível que a atração aconteça à primeira vista
entre um ariano e um pisciano. Mas para que a relação seja duradoura, há
diferenças marcantes que deverão ser compreendidas e aceitas. Peixes é
romântico, sensível e sonhador. Áries é conquistador, espontâneo e impulsivo.
Ao se conhecerem, Peixes até acredita que conheceu sua alma gêmea, mas se o
ariano for inconsequente e superficial, o pisciano se decepcionará. Peixes
representa a área cármica, inconsciente e secreta de Áries. Há tendência para
relações proibidas e secretas entre estes signos. Sexualmente, podem se
apaixonar e se entender muito bem: os piscianos são sedutores e isso fascina os
arianos, que são sensuais e impetuosos. Áries deve ter tato para não ferir a
sensibilidade de Peixes com sua sinceridade, ao mesmo tempo em que Peixes
precisa demonstrar mais confiança e autoestima, pois o ariano não gosta de
demonstrações exageradas de carinho. Por outro lado, o individualista ariano
tem a oportunidade de aprender sobre compaixão, tolerância e empatia com o
pisciano. www.universa.uol.com.br.
Abraço. Davi.
Religião Afrodescendente.
Candomble. www.ocandomble.com. O MUNDO
DOS ORIXÁS – OXUM. A missão divina da Mãe Terra (Edan – Onile). Quando a divina
e poderosa mãe Edán (Onile Ogboduora) fez sua aparição nesta Terra, ela fez
isso com um propósito específico e sagrado. Sua manifestação nesta Terra
sinalizou uma nova oportunidade para a humanidade se renovar, progredir e ter
uma vida equilibrada. Sua aparição marcou um novo começo para toda a humanidade
e não apenas o povo privilegiado dos yorùbá. Seu objetivo e propósito era, e é,
de alcance universal. Èdán veio para trazer cura, ordem, harmonia, abrigando
preceitos divinos e equilíbrio para as comunidades da Terra em geral e cada ser
humano em particular. Você deve se lembrar e ter em mente que Èdán não é um ser
humano. Èdán não é yorùbá, chinês, americano, oriental ou ocidental. Èdán é uma
personagem divina de habilidades extraordinárias e poderes supra-humanos. Èdán
não é deste mundo. Ela vem de um reino glorioso e inconcebível de santidade,
beleza e poder. A inteligência, compreensão, força, atratividade e carisma da
mãe divina Èdán é extraordinária, penetrante e excepcional. Èdán pode ver a
profundidade e a realidade das coisas. Ela não pode ser enganada, manipulada ou
subornada, ela não comete erros na administração de sua dispensação (ato de
dividir). Ela está além do alcance da influência humana. Ela nunca cairá ou
balançará à mesquinhez e a inconstância, que é comum entre a humanidade. Sua
visão divina nunca é obstruída e sua atividade não pode ser prejudicada. Sua
virtude, caráter, personalidade e carisma são sem igual. Mesmo Ọrúnmìlà
reconheceu sua grandeza, eficiência, capacidade e singularidade. Foi, afinal, Ọrúnmìlà
quem invocou Èdán, sua amiga e sócia divina para apoio, soluções e alívio!
Quando Èdán desceu do reino dos Irunmọlẹ a esta Terra, ela apareceu com a
plenitude da autoridade divina, poder e comando. Todos Ajogùn interno, externo
e Elénìní fugiram diante dela. Com o poder de sua majestosa personalidade,
divinamente atraente, beleza, carisma e àşé ela foi capaz de libertar e
entregar os corações e as mentes dos pensamentos negativos, atitudes e energias
prejudiciais que oprimiam e dominavam os seres humanos. Èdán foi capaz de
desarmar as pessoas de suas preocupações, medos e inseguranças. Para aqueles
que faziam, que se deliciavam em fazer o errado, o engano, a opressão e a
corrupção ela colocava medo nos seus corações para que talvez eles pudessem
mudar suas maneiras sob sua administração do perdão, da ordem, da capacitação e
da renovação. Tais era, e é, o poder e a influência da mãe divina Èdán.
Juntamente com o inseparável, a importação do ase aos membros sensíveis da
humanidade, ela deu preceitos e injunções divinas para seus alunos-discípulos
para praticar e implementarem em todos os níveis da sociedade e da vida
pessoal. Estes seguidores obedientes e confiáveis de Èdán são os Ogboni porque só existe
sabedoria, saúde e longa vida com Èdán
se as pessoas obedecerem e praticarem seus preceitos. Do lado de fora uma
pessoa constituiria um Ogberi (ignorante) porque aparentemente tinha
conhecimento e não praticava a verdade, o que é isso, se não o maior
ignorância, infelicidade e loucura. Os princípios divinos de Èdán tornaram-se
os veículos de sua divina presença, carisma, poder, apoio e
influência-retificando a cura. Ter vivido na época do aparecimento de Èdán
sobre esta Terra sagrada foi a experiência mais extraordinária, gratificante e
maravilhosa. Isto é, a forma divinamente sancionada, a vida que ela estava
revelando à humanidade e continua revelando à humanidade. O teimoso, obstinado
e beligerante que não fizer, não vai durar muito tempo sob a administração de
Èdán. Èdán é naturalmente amável, justa e compreensiva, como a Sagrada Mãe
preciosa e amável que ela é, ela proporcionou a todos o perdão, um novo começo
sem referência a erros do passado, uma oportunidade para mudar e a bênção para
fazer uso de seu apoio pessoal, garantia, inspiração e poder. Èdán está ciente
de nossas fragilidades e fraquezas como seres humanos. Ninguém precisa ter medo
por causa de suas fraquezas ou falhas. Èdán não pareceu para fazer-nos ricos e
famosos. Èdán apareceu para nos fazer participantes da verdadeira vida, saúde,
paz, segurança e prosperidade através da prática de seus ensinamentos claros.
Èdán apareceu para nos permitir descobrir a nossa nobre e bela natureza divina.
Ela veio para restaurar a dignidade, clareza, transparência, saúde moral e
limpeza moral de nossas vidas. Èdán inculca a verdade divina para seus
seguidores inteligentes e humildes, quando estamos individual e coletivamente
para a direita e para dentro, em seguida, nesta ordem interna, a saúde e a
retidão serão reveladas e expressas no mundo. As instruções de Èdán não foram e
não são sugestões, mas comandos divinamente concedidos e leis. Eles são
vinculativos e obrigatórios para toda a humanidade e especialmente para aqueles
que se dedicam a Èdán. Para ser Ogboni significa ser o melhor dos melhores.
Significa ser um modelo de impecabilidade, idoneidade e confiabilidade. Para
ser Ogboni significa estar pessoalmente convencido a perseguir e fazer o que é
certo, correto e adequado independentemente de tempos, lugares e / ou circunstâncias.
Para ser Ogboni significa ter auto iniciativa, ser responsável e fazer o que é
certo para o bem do amor da verdade e não ser visto, elogiado e aplaudido por
outros. Iniciação formal sozinha não faz de você um seguidor de Èdán. O que é
importante não é que outras pessoas te chamem de Ogboni, mas que Èdán te
reconhece e o aceita como um dos seus verdadeiros, leais e obedientes filhos. O
que é importante é que você seja Ogboni 24 horas por dia em seus pensamentos,
atitudes, ações e relacionamentos. Ogboni é uma forma global e abrangente de
viver. Uma delas é ser Ogboni o tempo todo para que Èdán, ela mesma, possa
garantir que você é um Ogboni genuíno, verdadeiro, com honra, humildade,
alegria e realização digna. Os ritos de iniciação Ogboni foram desenvolvidos
mais tarde por Èdán e seus seguidores, mas, inicialmente, a verdadeira
iniciação era uma mudança espiritual de coração, mente e vida como um resultado
do encontro com Èdán, sua personalidade, seu caráter, seu carisma,
encantamento, inspiração, autoridade e poder, tudo foi expresso e manifestado
através de tudo que Èdán fez. Tudo que Èdán fez foi cheio de graciosidade,
dignidade e poder. Não foi através de ritos e rituais que Èdán mudou o mundo,
mas pela graça divina, pelas maneiras, inteligência e conduta. Èdán por suas
maneiras, caráter, personalidade e conduta comandou o respeito, reverência,
confiança e obediência de todos aqueles com coração sincero e bom. O verdadeiro
símbolo de honra e título de um Ogboni autêntica o caráter, a virtude, a
bondade e a imparcialidade que ele pratica. Conformidade exterior e aderência
superficial com o protocolo Ogboni para o bem das pessoas não faz de você um
Ogboni, não importa o seu título ou o quanto você está velho. Èdán deu seu
amor, vida e foco total e dedicação à humanidade. Para ser Ogboni você tem que
dar o seu tudo para a missão divina de Èdán e você deve procurar com sua força,
habilidade, atividade e meios transferir o conhecimento de Èdán a todos os
povos do mundo. Isto é o que é significa ser Ogboni. Ogboni não é uma
instituição humana. Ogboni não é um negócio. Ogboni não é um clube. Ogboni é
uma vocação divina e sagrada. Èdán era uma revolucionária espiritual, divina,
missionária, diplomática e embaixadora da boa vontade e da esperança. Nós também
devemos ser isso. Devemos buscar a propagação do Ogbonismo. Não os chamados
clubes Ogboni e instituições formais, devemos propagar a verdade e a realidade
que Èdán promoveu e instituiu para toda a humanidade. A humildade e o serviço
vêm antes da honra, do orgulho, da presunção. Èdán diz que a indiferença
precede a queda. Ancestral Pride Temple. Templo Orgulho Ancestral. ORIXÁ OXUM. Os orixás são deuses africanos que correspondem a
pontos de força da Natureza e os seus arquétipos estão relacionados às manifestações
dessas forças. As características de cada Orixá, aproxima-os dos seres humanos,
pois eles manifestam-se através de emoções como nós. Sentem raiva, ciúmes, amam
em excesso, são passionais. Cada orixá tem ainda o seu sistema simbólico
particular, composto de cores, comidas, cantigas, rezas, ambientes, espaços
físicos e até horários. Como resultado do sincretismo que se
deu durante o período da escravatura, cada orixá foi também associado a um
santo católico, devido à imposição do catolicismo aos negros. Para manterem os
seus deuses vivos, viram-se obrigados a disfarçá-los na roupagem dos santos
católicos, aos quais cultuavam apenas aparentemente. Estes deuses da Natureza
são divididos em 4 elementos – Água, Terra, Fogo e Ar. Alguns estudiosos ainda vão
mais longe e afirmam que são 400 o número de Orixás básicos divididos em 100 do
Fogo, 100 da Terra, 100 do Ar e 100 da Água, enquanto que, na Astrologia, são 3
do Fogo, 3 da Terra, 3 do Ar e 3 da Água. Porém os tipos mais conhecidos entre
nós formam um grupo de 16 deuses. Eles também estão associados à corrente
energética de alguma força da natureza. Assim, Iansã é a dona dos ventos, OXUM é a mãe da água doce, Xangô domina raios e trovões, e outras analogias. No
Candomblé cultuam-se muitos outros orixás, desconhecidos por leigos, por serem
menos populares do que Xangô, Iansã, Oxossi e outros, mas com um significado
muito forte para os adeptos dos cultos afro-brasileiros. Alguns são
necessariamente cultuados, devido à ligação com trabalhos específicos que
regem, para a saúde, morte, prosperidade e diversos assuntos que afligem o
dia-a-dia das pessoas. Estes deuses africanos são considerados intermediários
entre os homens e Deus, e por possuírem emoções tão próximas dos seres humanos,
conseguem reconhecer os nossos caprichos, os nossos amores, os nossos desejos.
É muito frequente dizer-se que as personalidades dos seus filhos são
consequência dos orixás que regem as suas cabeças, desenvolvendo
características iguais às destes deuses africanos. Apresento a seguir as
descrições dos 16 Orixás mais cultuados. Recordo, no entanto, que existem
diversas correntes no Candomblé e por essa razão as informações poderão ser
diferentes de acordo com a tradição ou região. ORIXÁ OXUM. Dia: Sábado. Cores:
Amarelo – Ouro. Símbolo: Leque com espelho (Abebé). Elemento:
Água Doce (Rios, Cachoeiras, Nascentes, Lagoas). Domínios: Amor,
Riqueza, Fecundidade, Gestação e Maternidade. Saudação: Òóré Yéyé ó! Na
Nigéria, mais precisamente em Ijesá, Ijebu e Osogbó, corre calmamente o rio Oxum,
a morada da mais bela Iyabá, a rainha de todas as riquezas, a protectora das
crianças, a mãe da doçura e da benevolência. Generosa e digna, Oxum é a rainha
de todos os rios e cachoeiras. Vaidosa, é a mais importante entre as mulheres
da cidade, a Ialodê. É a dona da fecundidade das mulheres, a dona do grande
poder feminino. OXUM é a deusa mais bela e mais sensual do Candomblé. É a
própria vaidade, dengosa e formosa, paciente e bondosa, mãe que amamenta e ama.
Um de seus oriquis, visto com mais atenção, revela o zelo de OXUM com seus
filhos: O primeiro filho de OXUM chama-se Ide, é uma verdadeira joia, uma
argola de cobre que todos os iniciados de OXUM devem colocar nos seus braços.
OXUM não vê defeitos nos seus filhos, não vê sujidade. Os seus filhos, para
ela, são verdadeiras joias, e ela só consegue ver seu brilho. É por isso que
OXUM é a mãe das crianças, seres inocentes e sem maldade, zelando por elas
desde o ventre até que adquiram a sua independência. Seus filhos, melhor, as
suas joias, são a sua maior riqueza. Característica dos filhos de Oxum. Dão
muito valor à opinião pública, fazem qualquer coisa para não chocá-la,
preferindo contornar as suas diferenças com habilidade e diplomacia. São
obstinadas na procura dos seus objetivos. OXUM é o arquétipo daqueles que agem
com estratégia, que jamais esquecem as suas finalidades; atrás da sua imagem
doce esconde-se uma forte determinação e um grande desejo de ascensão social.
Têm uma certa tendência para engordar, a imagem do gordinho risonho e bem-humorado
combina com eles. Gostam de festas, vida social e de outros prazeres que a vida
lhes possa oferecer. Tendem a uma vida sexual intensa, mas com muita discrição,
pois detestam escândalos. Não se desesperam por paixões impossíveis, por mais
que gostem de uma pessoa, o seu amor-próprio é muito maior. Eles são
narcisistas demais para gostar muito de alguém. Graça, vaidade, elegância, uma
certa preguiça, charme e beleza definem os filhos de OXUM, que gostam de joias,
perfumes, roupas vistosas e de tudo que é bom e caro. O lado espiritual dos
filhos de OXUM é bastante aguçado. Talvez por isso, algumas das maiores
Yalorixás da história do Candomblé, tenham sido ou sejam de OXUM. www.ocandomble.com. Abraço. Davi
Confucionismo.
www.rl.art.br. OS ANALECTOS – LIVRO VI.
Texto de Confúcio (551 AC 479). 1. O Mestre disse: “A Yung pode ser dado o
assento de frente para o sul”. 2. Chung-kung perguntou sobre Tzu-sang Po-tzu. O
Mestre disse: “É sua simplicidade de estilo que o torna aceitável”. Chung-kung
disse: “Ao governar o povo, não é aceitável ser exigente consigo mesmo e
condescendente ao tomar medidas? Por outro lado, não é exagerar na simplicidade
ser condescendente consigo mesmo, assim como ao tomar medidas?”. O Mestre
disse: “Yung tem razão no que ele diz”. 3. Quando o duque Ai perguntou qual dos
seus discípulos tinha sede de aprender, Confúcio respondeu: “Havia um Yen Hui
que tinha sede de aprender. Ele não descarregava sua raiva em uma pessoa
inocente, tampouco cometia o mesmo erro duas vezes. Infelizmente, o tempo de
vida que lhe coube era curto, e ele morreu. Agora, não há ninguém. Ninguém com
sede de aprender chegou ao meu conhecimento”. 4. Jan Tzu pediu grãos para dar à
mãe de Tzu-hua, que estava fora em uma missão para Ch’i. O Mestre disse:
“Dê-lhe um fu ”. Jan Tzu pediu mais. “Dêlhe um yü”. Jan Tzu deu-lhe cinco ping
de grãos. O Mestre disse: “Ch’ih foi para Ch’i carregado por cavalos
bem-alimentados e usando finas peles. Sempre ouvi dizer que um cavalheiro dá
para ajudar os necessitados, e não para manter os ricos em uma vida farta”. 5.
Ao tornar-se seu administrador, Yüan Ssu recebeu novecentas medidas de grãos,
as quais declinou. O Mestre disse: “Os grãos não podem ser úteis para ajudar as
pessoas no teu vilarejo?”. 6. O Mestre disse de Chung-kung: “Se um touro
nascido de gado de arado tivesse cor castanha e chifres bem-formados, será que
os espíritos das montanhas e dos rios o rejeitariam, mesmo que não o achássemos
bom o suficiente para ser usado?”. 7. O Mestre disse: “Em seu coração, Hui pode
praticar a benevolência durante três meses ininterruptos. Os outros atingem a
benevolência meramente por ataques repentinos”. 8. Chi K’ang Tzu perguntou:
“Chung Yu é bom o suficiente para que lhe seja oferecido um cargo oficial?”. O
Mestre disse: “Yu é decidido. Que dificuldades ele poderia encontrar ao assumir
um cargo?”. “Ssu é bom o suficiente para que lhe seja oferecido um cargo
oficial?” “Ssu é um homem inteligente. Que dificuldades ele poderia encontrar
ao assumir um cargo?” “Ch’iu é bom o suficiente para que lhe seja oferecido um
cargo oficial?” “Ch’iu é um homem completo. Que dificuldades ele poderia
encontrar ao assumir um cargo?” 9. A família Chi queria fazer de Min Tzu-ch’ien
o administrador de Pi. Min Tzuch’ien disse: “Decline a oferta delicadamente por
mim. Se alguém tornar a vir atrás de mim, estarei do outro lado do rio Wen”.
10. Po-niu estava doente. O Mestre visitou-o e, segurando sua mão através da
janela, disse: “Vamos perdê-lo. Deve ser o Destino. Por que outra razão tal
homem seria fulminado por tal doença? Por que outra razão tal homem seria
fulminado por tal doença?”. 11. O Mestre disse: “Como Hui é admirável! Morar em
um pequeno casebre com uma tigela de arroz e uma concha de água por dia é uma
provação que a maioria dos homens acharia intolerável, mas Hui não permite que
isso atrapalhe sua alegria. Como Hui é admirável!”. 12. Jan Ch’iu disse: “Não é
que eu não esteja satisfeito com o Caminho do Mestre, mas me faltam forças”. O
Mestre disse: “Um homem a quem faltam forças entra em colapso ao longo do
trajeto. Mas você desiste antes de começar”. 13. O Mestre disse para Tzu-hsia:
“Seja um ju [67] cavalheiro, não um ju mesquinho”. 14. Tzu-y u era o governador
de Wu Ch’eng. O Mestre disse: “Você fez alguma descoberta lá?”. “Há um
T’an-t’ai Mieh-ming que nunca toma atalhos e que nunca esteve em meus
aposentos, exceto por razões oficiais”. 15. O Mestre disse: “Meng chih Fan não
era dado a vangloriar-se. Quando o exército tomou a estrada, ele ficou na
retaguarda. Mas, ao adentrar o portão, ele esporeava seu cavalo, dizendo: ‘Eu
não fiquei para trás por modéstia. Simplesmente, meu cavalo recusava-se a ir
adiante’”. 16. O Mestre disse: “Você pode ter a beleza de Sung Chao, mas será
difícil escapar ileso neste mundo se, ao mesmo tempo, não tiver a eloquência do
sacerdote T’uo”. 17. O Mestre disse: “Quem é que pode sair de uma casa sem usar
a porta? Por que, então, este Caminho não é seguido?”. 18. O Mestre disse:
“Quando a natureza de alguém prevalece sobre a educação recebida, o resultado
será uma pessoa intratável. Quando a educação prevalece sobre a natureza, o
resultado será uma pessoa pedante. Apenas uma mistura bem equilibrada das duas
resultará em cavalheirismo”. 19. O Mestre disse: “Um homem sobrevive graças à
sua retidão. Um homem que engana os outros sobrevive graças à sorte de ser
poupado”. 20. O Mestre disse: “Gostar de algo é melhor do que meramente
conhecê-lo, e encontrar alegria nesse algo é melhor do que meramente gostar
dele”. 21. O Mestre disse: “Você pode explicar àqueles que estão acima da média
sobre os melhores, mas não pode explicar àqueles que estão abaixo da média”.
22. Fan Ch’ih perguntou sobre a sabedoria. O Mestre disse: “Trabalhar pelas
coisas às quais o povo tem direito e manter-se à distância dos deuses e dos
espíritos enquanto lhes mostra reverência pode ser chamado de sabedoria”. Fan
Ch’ih perguntou sobre a benevolência. O Mestre disse: “O homem benevolente
colhe o benefício apenas após vencer as dificuldades. Isso pode ser chamado de
benevolência”. 23. O Mestre disse: “O sábio encontra alegria na água. O
benevolente encontra alegria nas montanhas. Os sábios são ativos; os
benevolentes são plácidos. Os sábios são alegres; os benevolentes são
longevos”. 24. O Mestre disse: “Com uma só reforma, Ch’i pode ser transformado
em um Lu, e Lu, com uma só reforma, pode ser levado a atingir o Caminho”. 25. O
Mestre disse: “Uma garrafa ku que não mede volume algum. Que garrafa ku
estranha! Que garrafa ku estranha!”. 26. Tsai Wo perguntou: “Se a um homem
benevolente fosse dito que havia outro homem benevolente no poço, iria ele,
ainda assim, juntar-se ao outro?”. O Mestre disse: “Por que deveria ser esse o
caso? Um cavalheiro pode ser mandado para lá, mas não pode ser atraído à
armadilha. Ele pode ser enganado, mas não pode ser feito de bobo”. 27. O Mestre
disse: “O cavalheiro que é muito culto mas que é levado às coisas essenciais
pelos ritos dificilmente vai se voltar contra aquilo que apoiou”. 28. O Mestre
foi ver Nan Tzu. Tzu-lu não gostou. O Mestre jurou: “Se fiz algo inapropriado,
que o castigo do Céu caia sobre mim! Que o castigo do Céu caia sobre mim!”. 29.
O Mestre disse: “Supremo, de fato, é o Caminho do Meio como virtude moral. Tem
sido raro entre o povo há muito tempo”. 30. Tzu-kung disse: “Se houvesse um
homem que desse generosamente ao povo e trouxesse auxílio às multidões, o que o
senhor pensaria dele? Ele poderia ser considerado benevolente?”. O Mestre
disse: “Nesse caso não se trata mais de benevolência. Se é preciso descrever
tal homem, sábio é, talvez, a palavra adequada. Mesmo Yao e Shun achariam
difícil realizar tanto. Mas, por outro lado, um homem benevolente ajuda os
outros a firmar sua atitude do mesmo modo que ele próprio deseja firmar a sua e conduz os outros a isso do mesmo modo que ele próprio deseja chegar lá.
A capacidade de tomar o que está ao alcance da mão como parâmetro pode ser
considerado o método da benevolência”. www.rl.art.br.
Abraço. Davi
Yoga. www.advaitavedanta.com.br.
Texto de Ramana Maharshi (1879-1950). Do Livro QUEM SOU EU. Os ensinamentos de
Sri Ramana apontam que o Ser (Self ou Atman [1]) ou
Pura Consciência é a única realidade e o verdadeiro “Eu” de todas as coisas, e
que isso já é naturalmente assim, não sendo necessário “alcançar” a Iluminação,
mas apenas remover os obstáculos – mentais, imaginários – que aparentemente a
ocultam. Em suas palavras: O sentimento “eu não realizei” é o obstáculo à
Realização. Na verdade, já há a Realização. Não há nada mais a ser realizado.
Se houvesse, a realização seria algo novo que não existia antes, mas que
acontecerá em algum momento no futuro; mas tudo o que surge também desaparece.
Se a Realização fosse algo assim não seria eterna e, sendo transitória, não
valeria a pena ser buscada. Portanto, o que nós buscamos não é algo que
vai começar a existir, mas sim aquilo que existe eternamente, mas que está
velado por nossas obstruções mentais. Tudo o que precisamos fazer é remover a
obstrução. Não existe o “realizar o Ser”. Como é
possível realizar, ou “tornar real”, aquilo que já é real? As pessoas
“realizam”, ou encaram como real, o que é irreal, e tudo o que precisam é
desistir de fazer isso. Quando você fizer isso você permanecerá como
[realmente] é e sempre foi, e o Real será Real. Todas as religiões e suas
práticas surgiram apenas para ajudar as pessoas a desistirem de ver o irreal
como real. O obstáculo ou ignorância espiritual
(avidya ou ajnana), para Bhagavan, nada mais é do que a
mente, que é um nome coletivo para todos fenômenos mentais ou pensamentos
(neste termo também englobados outros movimentos tais como sentimentos,
intuição, memória, sensação, insights, emoções, percepções, etc.). Transcendida
a mente, a pessoa descobre que há apenas o Ser, que tudo é o Ser, e que sempre
houve apenas o Ser, sem qualquer modificação. Ela compreende, por fim, que
mesmo a mente (que era o aparente obstáculo ao Ser) nada mais é do que uma
manifestação ilusória do próprio ser, e que aquele que estava aprisionado era
nada mais do que um produto da própria mente: um conceito. Muito bem, este é o
ponto que todas as práticas e filosofias que tem como essência a não-dualidade
concordam. Agora, Ramana Maharshi aponta que, todos os fenômenos mentais têm
uma raiz única, um denominador comum, e que este é o pensamento-“eu” (aham vritti),
ou ego. Em outras palavras: tudo o que surge na mente e todos os mais variados
elementos da experiência humana tem como DNA comum esse sabor de “eu
individual”. Tudo o que acontece no “meu universo” acontece para mim e – Bhagavan
ousa dizer para aqueles que estão prontos a entender – sua própria existência
depende da existência do observador. Esse “conceito de eu” nada mais é do que
uma falsa identificação entre a Pura Consciência (que é por natureza imaterial,
ilimitada e intangível) e o corpo. O Eu Real é Pura Consciência. Porém, a pessoa se
identifica com o corpo que é insensível. O corpo não diz “eu sou o corpo”. O Eu
ilimitado também não o faz. Alguém diz – quem é? Um “eu” imaginário surge entre
a Pura Consciência e o corpo inerte e se imagina limitado ao corpo. Busque esse
eu e ele desaparecerá como um fantasma. Este fantasma é o ego, a mente, ou a
individualidade. O ego nada mais é do que uma
distorção do Ser; ele é a primeira manifestação, o primeiro conceito de maya, e
também, a porta de retorno ao estado original. O Maharshi aponta que
qualquer prática ou esforço espiritual tem como ponto de origem o ego (que é o “fazedor”
do esforço e aquele que busca os resultados), já que o puro Ser não tem
qualquer necessidade de prática espiritual, já sendo a própria Realidade
do Nirvana. Sendo assim, todo “esforço espiritual” tem o condão
apenas de alterar o ego, sublimando-o e purificando-o, mas não de “eliminar” o
ego, já que a própria prática é baseada em uma noção equivocada de se estar em
um “estado de não-iluminação”. O Eterno só não é reconhecido como tal devido à
ignorância; logo, a ignorância é o obstáculo. Livre-se dela e tudo estará bem.
A ignorância nada mais é do que o pensamento – “eu” – descubra sua fonte e ele
desaparecerá. Como todos os outros pensamentos só
podem surgir depois do aparecimento do pensamento-eu, e como a mente nada mais
é do que um conglomerado de pensamentos, é apenas [voltando a atenção ao
pensamento-eu] através da inquirição “QUEM SOU EU?”, que a mente será
extinta. Além disso, o pensamento-eu – implícito na investigação “QUEM SOU EU?”
– destruirá todos os outros pensamentos e, como a vareta usada para avivar a
pira funerária, no final ele mesmo será consumido. Qual é, então, a sugestão inovadora de Sri Ramana para
transcender essa ilusão de “eu”? É de que, em vez que presumir que somos um ser
individual (incompleto e imperfeito), e então adentrar em um árduo processo de
purificação ou superação da mente – que é essencialmente não-existente – devemos
apenas voltar nossa atenção para dentro e questionar a validade desse “eu”.
Qual é a identidade do “buscador” ou “praticante”? Quem sou eu? Essa é a autoinquirição
(atma vichara) ensinada pelo Mestre. Este é o método direto. Todos os
outros métodos só podem ser praticados retendo-se o ego, e neles surgem muitas
dúvidas, enquanto que a pergunta última é apenas atacada no final. Mas neste
método, a pergunta última é a única pergunta e ela é levantada desde o começo.
A tentativa de destruir o ego ou a mente por outros métodos que não a auto
inquirição é como o ladrão que se torna policial para pegar o ladrão que é ele
mesmo. Apenas atma vichara pode revelar a verdade de que nem o ego nem a mente
realmente existem, assim possibilitando a realização do Ser puro e
indiferenciado do Eu Real ou Absoluto.
Mas, como “praticar” essa investigação? O método da auto inquirição, em uma palavra,
consiste em manter a atenção focada internamente no puro sentimento de existir,
o EU SOU, evitando qualquer associação, retornando sempre a este espaço através
da pergunta “quem sou eu?”. Explica-se. Conforme dito anteriormente, o ego – matriz
do samsara – é essa “mistura” da Pura Consciência (que brilha como o puro EU
SOU) e o corpo, que em si é inerte, e a voz dessa identificação é a impressão
profunda de que “eu sou o corpo” ou “eu sou a mente” ou “eu sou isso/aquilo,
assim/assado”. Enquanto o Ser é apenas o “EU SOU”, o ego é o “EU SOU + algo”,
sendo este “algo” o que os hindus chamam de upadhi, ou adjunto limitador. É
limitador porque qualquer coisa com a qual a Consciência se identifique lhe
dará uma falsa sensação de ser aquilo, de estar contida nos limites daquele
fenômeno, enquanto que todos os fenômenos são apenas movimentos observados
dentro desse espaço-Consciência (chit-akasha), movimentos esses que tem como
características aquelas três apontadas pelo Buda Gautama: impermanência, não-eu
(vazio) e insatisfação. Portanto, quando a atenção, que é o aspecto dinâmico da
Consciência manifestando-se enquanto ser humano, fixa-se no puro sentimento de
EU SOU, a Consciência permanece enquanto apenas ser, sem se associar com nada,
não se manifestando como ego (que nada mais é do que uma distorção do
Ser-Consciência). Com esse simples exercício o ego e todo o seu universo é
imediatamente transcendido. “EU SOU” é a realização. Seguir essa “pista” até o
fim é a auto inquirição. “EU SOU” é o objetivo e a realidade final. É natural que o conceito-de-“eu” retorne e se “prenda”
ao Ser, assim parecendo ocultar a realidade. Contudo, com a prática constante
dessa contemplação do EU SOU a atenção passa a permanecer na não-localidade da
Consciência com cada vez mais facilidade e por cada vez mais tempo. Quando esse
permanecer como “eu sou” – daí a frase do Ramana “seja quem tu és” – torna-se
completamente espontâneo e inafastável, há o que se chama de Realização ou
Iluminação. Quando a mente investiga a sua própria natureza incessantemente será
descoberto que não existe nada como “mente”. Este é o caminho direto aberto a
todos. Por trás de todos os pensamentos há
um pensamento geral, que é o “eu”, ou seja, você mesmo. Mantenha-se neste
pensamento-eu e investigue o que ele é. Quando essa investigação tomar conta de
você, você será incapaz de pensar outros pensamentos. A prática espiritual (abhyasa) consiste em retornar
ao Eu Real toda vez que você for perturbado pelo pensamento. Você não precisa eliminar nenhum falso “eu”. Como
pode o “eu” eliminar a si mesmo? Tudo o que você precisa fazer é encontrar a
Fonte do “eu”, e permanecer lá. O seu esforço só pode levá-la até este ponto. A
partir daí o Transcendental vai tomar conta de si mesmo. Você não pode fazer
mais nada então. Nenhum esforço pode chegar até Ele. Este ego fantasmagórico, que não possui forma,
surge agarrando-se a uma forma, e enquanto ele estiver apegado a uma forma e
continua, mas quando investigado ele desaparece. Embora Sri Ramana mencionasse que a experiência do
Ser é sentida no corpo como se estivesse localizada no “coração espiritual” (no
lado direito do peito), deixava claro que concentrar-se nesse centro não
produziria a experiência, sendo apenas um efeito colateral desta. Bhagavan também
deixava claro que a inquirição “Quem sou eu?” – podendo ainda ser feita como “Da
onde eu vim?” – não é um processo de investigação intelectual, nem um mantra a
ser repetido, mas apenas uma ferramenta para expor a irrealidade do eu
individual. A auto inquirição não é exatamente uma meditação formal, podendo
ser feita em todos os momentos do dia. Independentemente da atividade em que
estamos envolvidos, parte da nossa atenção pode estar sempre focada no “pano de
fundo” de apenas Ser. Mesmo assim, para a maioria das pessoas separar alguns
minutos do dia para sentar em silêncio com apenas isso pode ser uma ajuda
valiosa. D. Qual é o momento do dia mais adequado à meditação? B. O que é “tempo”, “momento”? D. Me responda!
B. O tempo é apenas
um conceito. Existe apenas a Realidade. O que quer que você pense que é, ela
aparenta ser. Se você a chama de tempo ela é tempo, se você a chama de
existência ela é existência, e assim por diante. Depois de rotulá-la tempo você
a divide em dias e noites, meses, anos, horas, minutos, e assim vai. O tempo é
irrelevante para o caminho do Conhecimento. No entanto, algumas dessas regras e
disciplinas podem ajudar os iniciantes.
Conquanto os ensinamentos de Sri Ramana se assemelhem em muito aos do Advaita Vedanta
hindu tradicional, sua abordagem prática difere. A prática Advaita ortodoxa é
feita através das negações e afirmações. Mediante a prática do neti-neti o
buscador rejeita tudo aquilo que é percebido ou experimentado como sendo “não-eu”
ou irreal. Pela prática das afirmações o discípulo faz uso das Grandes
Revelações (mahavakyas), tais como “Eu sou Aquilo” ou “Eu sou Brahman (O
Absoluto)”, mediante repetição mental de tais fórmulas. Bhagavan ensinava que
tais métodos podem ser úteis para a aquietação da mente, mas que não são o
método final ou mais direto. No caso do neti-neti, porque o ego que nega todas
as outras coisas não pode negar a si mesmo; no caso dos mahavakyas, porque quem
repete a assertiva e se convence da sua realidade é o próprio ego, que ao final
deve ser abandonado. O ensinamento básico da auto investigação de Ramana Maharshi
é no sentido de que nenhuma atividade mental (tal como afirmação e negação)
pode levar a pessoa além da mente ou destruí-la. Ao mesmo tempo, o Sábio
aceitava a validade de todos os métodos e práticas como meio de purificar e
acalmar a mente, preconizando que apenas uma mente pura e clara (sattvica) é
sutil o bastante para compreender a Verdade. Ressaltava, contudo, que
independentemente do caminho seguindo, no final o ego só poderia ser
transcendido pela investigação “QUEM SOU EU?” ou pela entrega. Se a pessoa se entregar
completamente, não sobrará ninguém para fazer perguntas ou para ser levado em
consideração. Ou os pensamentos são eliminados agarrando-se o pensamento raiz,
o “eu”, ou a pessoa se entrega incondicionalmente ao Poder Maior. Esses dois
são os únicos caminhos rumo à Realização. Encerro
esta exposição compartilhando algumas pérolas do Ramana Maharshi. É verdade que o Ser do Guru é
idêntico ao do discípulo. No entanto, apenas muito raramente uma pessoa pode
realizar seu verdadeiro ser sem a graça do Guru. O silêncio é o ensinamento mais poderoso. Por mais
vastas e enfáticas que as escrituras possam ser, elas não alcançam o seu
propósito. O Guru é silencioso e com isso a paz prevalece em todos. O seu
silêncio é mais vasto e mais eloquente que todas as escrituras juntas. Nenhuma teoria é necessária a um homem que
sinceramente deseja chegar a Deus ou realizar seu verdadeiro Ser. Apenas o Ser existe e é real. O mundo, o indivíduo
e Deus são criações imaginárias dentro do Ser, tal como o aparecimento da prata
na madrepérola. Eles aparecem e desaparecem simultaneamente. Na verdade, apenas
o Eu Real é o mundo, o “eu”, e Deus. Tudo o que existe é apenas uma
manifestação do Ser Supremo.
Não há mistério
maior que este: que sendo a Realidade nós buscamos alcançar a Realidade. Nós
pensamos que existe algo ocultando a Verdade e que isso deve ser destruído a
fim de que possamos atingir a Verdade. É ridículo. Chegará o dia em que você
vai rir de todos os seus esforços pretéritos. Aquilo que será no dia em que
você rir também é aqui e agora.
Não há criação,
destruição, prisão, desejo de libertar-se, esforço pela libertação nem ninguém
iluminado. Esta é a verdade suprema.
Artigo publicado na Revista Bodigaya nº 21, ano 2009. Veja
também a versão integral desse artigo, que contém, além
da parte aqui exposta, um esboço biográfico do Maharshi. Em nossa tradução do livro “Os Ensinamentos de Sri Ramana
Maharshi em suas Próprias Palavras” optamos pelo uso do termo “Eu Real”, que
também é uma tradução válida. Neste artigo, contudo, achamos por bem traduzir
mais como “Ser”. www.advaitavedanta.com.br.
Abraço. Davi
Judaísmo. www.morasha.com.br. A POLÔNIA - DA FUNDAÇÃO À PARTILHA. Até a Shoá, a maioria
dos judeus do mundo podia associar sua origem a essa região. Durante séculos
foi um importante centro religioso, o berço do Chassidismo e da cultura judaica
iídiche. No início do século 15, era, para os judeus, o país mais seguro da
Europa, e acabou abrigando a maior e mais importante comunidade judaica no
mundo. Desde a fundação de um Estado polonês na Europa Central e do
Leste, no século 10, e sua partilha entre o Império Russo, o Alemão, e a
Áustria, em fins do século 18, suas fronteiras mudaram consideravelmente.
Através de conquistas e alianças, a “Polônia da Coroa”1(Korona),
coração do antigo Estado medieval, expandiu seus territórios de um núcleo entre
os rios Odra e Vístula, até o Báltico, o Dnieper, o Mar Negro e os Cárpatos. Em
1386, a Polônia e o Grão-Ducado da Lituânia se unem e, em 1569, é assinada a
União de Lublin, que acabaria por formar a Comunidade Polaco-Lituana ou das
Duas Nações. No início do século 17, esta nação era uma potência internacional,
o maior país da Europa, incluindo toda a Polônia pós-1991, Lituânia,
Bielorrússia e Letônia, bem como a maior parte da Ucrânia e Estônia. Mas, entre
1772 e 1795, enfraquecida, a Comunidade Polaco-Lituana viu todo o seu
território ser partilhado entre as nações vizinhas. A Polônia deixa de existir
como nação soberana para apenas ressurgir como estado independente – a chamada
Segunda República Polonesa, em 1918. No decorrer deste artigo, o termo “judeus
poloneses” referir-se-á à população judaica que, num determinado momento da
História da nação polonesa, vivia dentro das fronteiras do então Estado e sob
sua jurisdição. A história dos judeus a partir da criação da Segunda República,
em 1918, constitui um capítulo à parte, mais penoso para vida judaica polonesa,
e não será tratado nesta matéria. Desde a fundação do Reino da Polônia, em
1025, até os primeiros anos do estabelecimento da união dinástica, no final do
século 14, os governantes poloneses eram conhecidos por sua tolerância
religiosa. Chamado de o “paraíso dos judeus”, o Estado polonês tornou-se abrigo
para judeus expulsos de outros locais. No final do século 17, a comunidade
polonesa era a maior, em termos numéricos, dentre qualquer outro centro
populacional judaico. Demodo geral, os judeus prosperaram em terras polonesas.
Gozavam de ampla autonomia e criaram instituições de governança comunitária,
bem como religiosas e educacionais. Desfrutavam de uma rica vida religiosa,
tendo lá surgido líderes espirituais de renome, e construíram lindas sinagogas.
Criaram seus próprios padrões culturais, daí nascendo um jargão
judaico-polonês, o iídiche. Gavriel ben Yehoshua Schossburg, cronista judeu
daquele século, caracterizou a comunidade, em tempos medievais, como “um
deleite para todas as terras no Exílio por sua fidelidade à Torá, sua honra e
grandeza” (Petach
Teshuvá, 1651 4a). A
fundação da nação polonesa. Acredita-se que tribos
eslavo-ocidentais tenham chegado à região que hoje constitui a Polônia nos
séculos 6 e 7 e que, em meados do século 10, os Polânios ocupassem as terras
entre os rios Odra e Vístula. De acordo com a tradição, Piast, o “Forja Rodas” (Piast
Kołodziej) uniu diferentes grupos de Polânios formando uma unidade
denominada Polska. Piast, que surgiu em torno do ano
940 em Giecz, fundou a dinastia dos Piastos, que reinaria até o século 14. A
maioria dos historiadores data o estabelecimento do Estado polonês somente duas
décadas mais tarde, em 966, quando o duque Miecislau I se converte ao
catolicismo, adotando-o como a religião oficial do Estado. Enquanto a Rússia
gravitava em torno do Império Bizantino, a Polônia se voltava para o Ocidente e
para Roma. Miecislau I estabelece sua capital em Gniezno, unificando sob seu
domínio os territórios da Grande Polônia2,
possivelmente incluindo a Mazóvia3.
Ao falecer, em 992, as fronteiras do ducado se estendiam por uma área
semelhante à atual República da Polônia. Após a cristianização, as já
existentes ligações comerciais com o Sacro Império Romano-Germânico se
estreitam, dando origem a um aumento no número de mercadores alemães, tanto
cristãos quanto judeus, que se aventuravam em terras polonesas. O sucessor de
Miecislau, o duque Boleslau IChrobry, o Grande, continuou a expansão
territorial e, no ano 1000, a Polônia é reconhecida como Estado pelo Sacro Império
Romano-Germânico (Império Germânico) e por Roma. Com a coroação de Boleslau I
pouco antes de sua morte, seu ducado torna-se um reino: a Grande Polônia (Wielkopolska).
Os limites do reino aumentaram no início do século 12, quando Bolesłau III
subjuga a Pomerânia Ocidental e a região de Gdansk. Porém, em 1138, ele comete
um erro que levaria à fragmentação do Estado polonês por quase 150 anos. Em seu
testamento, dividiu seus domínios entregando-os aos filhos. O resultado foi o
surgimento de vários principados feudais rivais. O nascimento da comunidade judaica. Contamos
apenas com lendas acerca da presença dos judeus na região antes desta se tornar
cristã. Acredita-se que já no século 9 mercadores judeus que viviam nas
províncias do Império Germânico comercializassem nas terras às margens dos rios
Varta e Vístula. Sabe-se que alguns se instalaram na Grande Polônia no reinado
de Boleslau I, no final do século 10, sendo muito bem recebidos pelo Rei. As
primeiras referências documentais sobre a presença judaica foram encontradas
numa responsa da
primeira metade do século 11, onde há menção a uma decisão da corte rabínica de
Cracóvia. No entanto, essa imigração dificilmente teria tido a dimensão que
teve não fossem as nefastas circunstâncias que forçaram um grande número de
judeus a buscar refúgio na Polônia.A Primeira Cruzada, em 1096, foi o primeiro
catalizador. Em seu “caminho” à Terra Santa os cruzados matavam ou convertiam à
força as populações judaicas. Os massacres, que se iniciaram em Rouen, na
França, espalharam-se para cidades do Reno chegando a Praga. Os judeus da
Boêmia decidiram fugir para a Polônia, apesar da decisão do príncipe de
confiscar as propriedades dos que partiam. Tornou-se constante o fluxo de
judeus das províncias do Reno e Danúbio para as terras polonesas. O número
cresceu em consequência das Cruzadas de 1146-1147 e de 1196, e da
intensificação das perseguições contra a população judaica, no Império
Germânico, durante os séculos 12 e 13. Vendo que o poder real era incapaz de
defendê-los contra a fúria da multidão cristã fanática ou dos degradantes
cânones da Igreja Católica, grandes levas de judeus alemães buscam refúgio nos
domínios poloneses. Desde o início do século 12 – durante o reinado de Boleslau
III, havia judeus espalhados pela Polônia, onde desfrutavam de considerável paz
e liberdade. A cultura medieval cristã, imbuída de grande intolerância
religiosa, ainda não fincara raízes entre a população eslava. Mas, mesmo após
se estabelecer em terras polonesas, os judeus continuaram a manter um estreito
relacionamento comercial e fortes laços comunitários, espirituais e
intelectuais com o Império Germânico. De suas terras os judeus poloneses não
herdaram apenas o idioma, um dialeto alemão, que, como vimos, subsequentemente
se desenvolveu no jargão judaico-polonês, o iídiche, mas também sua tradição
religiosa e sua organização comunitária, incluindo a aceitação da autoridade
rabínica asquenazita alemã no país. Na segunda metade do século 12, após a
fragmentação do Reino polonês em vários principados feudais, cada governante
empenhara-se em atrair imigrantes judeus para seus domínios, outorgando-lhes
consideráveis privilégios e direitos. De modo geral, os governantes medievais
beneficiavam-se com a presença de uma ativa comunidade judaica, e isto era
particularmente verdadeiro na Polônia onde a economia ainda era agrícola e
primitiva. Os judeus, além de ter ampla experiência financeira, comercial e
administrativa, atuavam como pioneiros na economia, colocando seu próprio
capital em circulação. No fim do século 12 e início do 13, os judeus
administravam a Casa da Moeda da Grande e da Pequena Polônia4 e cunhavam moedas. Chegaram até os
dias atuais moedas nas quais os nomes dos príncipes foram cunhados em letras
hebraicas. Eram donos de terras e propriedades na Grande Polônia, na Cujávia
(Kuyavia) e na parte polonesa da Silésia. Havia comunidades organizadas em
Wrocław, Świdnica, Głogów, Lwówek, Płock, Kalisz, Szczecin, Gdańsk e Gniezno. Por
volta de 1200, a população judaica atinge um número crítico que tornaria sua
presença permanente, do ponto de vista demográfico, e, significativa, social e
culturalmente. Essa permanência envolvia aspectos legais e religiosos, exigindo
uma regulamentação tanto por parte das autoridades judaicas comunitárias quanto
das polonesas. Durante vários séculos a vida e status jurídico dos judeus foram
determinados por forças antagônicas. De um lado, a Coroa, os príncipes e a alta
nobreza que, julgando a presença dos judeus economicamente benéfica,
protegiam-nos. Do outro, a Igreja Católica, a pequena nobreza, as
municipalidades e os comerciantes e artesãos cristãos que os viam como “um
grande perigo” a ser afastado. A Igreja queria vê-los reduzidos a párias. O 4º
Concílio de Latrão (1216) promulgara decretos permeados de ódio contra eles. O
judeu era visto como causador de “grande dano” à fé, devendo, portanto, viver
segregado. E, como a conversão polonesa ao catolicismo era algo relativamente
novo, enviados eclesiásticos eram despachados por Roma para se assegurar que os
estatutos canônicos fossem postos em prática. A pequena ou baixa nobreza,
comerciantes e artesãos cristãos, principalmente os de origem germânica,
nutriam um forte antagonismo econômico contra os judeus. Os direitos concedidos
pelos governantes haviam aberto a estes últimas novas oportunidades e, à medida
que os judeus expandiam suas atividades e prosperavam, a população cristã ia-se
ressentindo da competição e atiçava, ainda mais, o anti-judaísmo. Os
governantes, apesar da pressão para tomarem medidas contra os judeus, passaram
a promulgar uma série de decretos, Cartas de Privilégios, para protegê-los. Em
1173, Mechislav III, por exemplo, proibiu todo tipo de violência contra judeus
e, em particular, os ataques verbais e físicos efetuados por religiosos
eclesiásticos e monásticos. Em 1264, o grão-duque Boleslau de Kalisz, da Grande
Polônia, promulgou um estatuto definindo os direitos dos judeus em seus
domínios. O Estatuto de Kalisz, como é conhecido, garantia-lhes proteção e
autonomia legal. Entre outros, proibia impor impostos mais elevados do que o
cobrado aos cristãos, demolir cemitérios judaicos e atacar as sinagogas. Seria
punido o sequestro de crianças judias com o intuito de batizá-las. Proibia,
ainda, acusações de assassinato ritual, libelos de sangue, apontando que as
bulas papais já haviam declarado tais acusações sem fundamento. O estatuto foi
mal recebido pelas autoridades eclesiásticas. Em 1279, o Conselho de Buda
ratificou a determinação que proibia aos cristãos “sob pena de excomunhão”
socializar com judeus, e obrigava o uso do “símbolo judeu”, descrito como sendo
“um anel de tecido vermelho costurado na parte superior de suas vestimentas, no
lado esquerdo do peito”. Porém, até o catolicismo assumir o controle em terras
polonesas, a Igreja não tinha poderes de infligir sérios danos aos judeus. Além
disso, até o século 18, em virtude do grande número de religiões “dissidentes”
(inúmeras denominações protestantes e ortodoxas), os judeus e o judaísmo
recebiam menos “atenção” das autoridades eclesiásticas do que em outros locais
do Ocidente. A volta
da unidade política. No século 13, a Europa foi invadida pelos
mongóis. Na Polônia, os principados foram devastados pelos exércitos mongóis da
Horda Dourada, liderada por Batu-Khan, neto de Genghis Khan, em 1240, 1259 e
1287. Vencedores, os mongóis levaram consigo milhares de seus habitantes como
escravos, inclusive muitos judeus. Em 1319, o rei Ladislau I, da Grande
Polônia, inicia a reunificação do Estado polonês, alcançada por seu filho
Casimiro III, o “Grande”. Em seu reinado (1333-1370), Casimiro III duplicou o
território sob seu domínio e incorporou a Galícia, fundando várias cidades e
promovendo o desenvolvimento de sua capital, Cracóvia, localizada na Voivodina
(Pequena Polônia). Ele deu início a importantes reformas e promoveu a atividade
econômica. Querendo atrair a experiência financeira e comercial dos judeus,
Casimiro III incentiva a imigração judaica, principalmente do Império
Germânico. Sem ligações ou interesses políticos e nacionais, o Rei os
considerava mais leais que os cristãos. No segundo ano do seu reinado, Casimiro
III ratificou, ampliou e estendeu a todas as províncias do Reino o Estatuto de
Kalisz de 1264. Promulgou leis que iam contra a determinação de Igreja de
isolar a população judaica dos “fiéis”. Determinou que os judeus não estariam
sujeitos a tribunais municipais ou eclesiásticos, concedendo-lhes acesso jurídico
ao sistema da Corte. Eles passaram a ter direito de livre trânsito e residência
em todo o reino, podendo alugar ou hipotecar imóveis da nobreza, além de
conceder empréstimos. As inúmeras cartas de direitos outorgadas ao longo da
história da Polônia foram fundamentais para o florescimento de uma vida judaica
em uma sociedade na qual eles sempre foram vistos como estrangeiros. Os
direitos concedidos procuravam assegurar às comunidades judaicas autonomia
comunitária, segurança física e liberdade religiosa e econômica. Procuravam,
também, resolver os interesses conflitantes entre as comunidades judaicas e os
municípios, e entre comerciantes e artesãos cristãos e judeus, delineando os
limites da atividade econômica destes últimos. E assim, os judeus prosperaram,
chegando alguns a se tornar poderosos e politicamente influentes nas cortes. Porém,
a situação dos judeus foi sendo minada à medida que crescia a influência da
Igreja e das vizinhas populações católicas, que passaram a “exportar” seu ódio
ao judeu. Em 1347, o país é palco da primeira acusação de
assassinato ritual e, dois anos mais tarde, quando a Peste Negra que varreu
toda a Europa (1348-1349) se espalha pela Polônia, traz consigo a nova vertente
de anti-judaismo. Na época não se conheciam as causas da peste bubônica que
dizimou, entre um terço e metade da população da Europa. Acreditava-se que
fosse pestis
manufacta, uma doença provocada por uma substância indutora
secretamente produzida pelos inimigos do cristianismo. Os supostos culpados
eram os judeus, que teriam envenenado os poços, e a Europa foi tomada pela
maior onda de antissemitismo desde a 1a Cruzada.
Milhares de judeus foram assassinados e propriedades destruídas. Crônicas
polonesas da época relatam ataques contra os judeus em Kalisz, em 1349, outros
em Cracóvia, Głogów e em várias cidades polonesas situadas perto da fronteira
alemã. Porém, a Polônia não é mencionada nas crônicas judaicas que relataram as
perseguições da época; talvez porque a situação tenha sido relativamente “mais
tranquila” quando comparada com a destruição impiedosa sofrida por seus
correligionários na Europa Ocidental. O que se sabe é que grande número de
judeus alemães buscaram refúgio em território polonês. A situação da população
judaica piora no final do século 14 com a subida ao trono, em 1382, de Jadwiga
(Edwiges), bisneta de Ladislau I. Quatro anos mais tarde, ela se casa com o
Grão-duque Jogaila, da Lituânia. Essa união dinástica vai ser de extrema
importância na história da região, pois Edwiges condiciona o casamento à
conversão do noivo ao catolicismo, exigindo o mesmo de outros nobres lituanos.
Jogaila se converte, assumindo o nome de Wladyslaw Jagiello II, o primeiro da
dinastia dos Jagiello. Até então, os lituanos haviam resistido ferozmente às
tentativas de conversão ao catolicismo, mas como apenas os católicos podiam
fazer parte da cúpula governamental e militar, a maior parte da elite lituana
acaba se convertendo. Uma rainha dedicada ao fortalecimento do catolicismo e um
rei que se rendera à influência do clero católico eram claros sinais de que
haveria consequências para os judeus. Fortalecida, a Igreja consegue que fossem
adotados decretos anti-judaicos até então raramente postos em prática. Os
judeus passam a ser obrigados a viver em bairros separados e a usar uma marca
distintiva na roupa. Apesar de ainda usufruírem de extensa proteção das leis,
foi crescendo a influência da Igreja. Em 1407, em Cracóvia, instigados por
padres, os judeus são atacados, suas propriedades destruídas, crianças e
adultos batizados à força. Muitos morrem, outros tantos ficaram feridos. A
violência ocorrida em Cracóvia se repete em 1464. No entanto, apesar do
crescente anti-judaísmo que imperou durante a dinastia dos Jagiello, as terras
polonesas pareciam um “paraíso” quando comparadas com o crescente anti-judaísmo
e a violência sofrida pelos judeus em terras alemãs. Isso fez com que um número
cada vez maior deles procurasse refúgio na Polônia. No decorrer do século 15 e
início do 16, aprofundara-se o processo de “polonização” da região sob domínio
das duas Coroas. Este processo é concluído em 1569 com a União de Lublin, que
transformava o Reino da Polônia e o Grão-Ducado da Lituânia em um único estado,
a Primeira República da Polônia. Conhecida, também, como a Comunidade Polaco-Lituana
ou das Duas Nações, era governada por um único monarca (eleito pela nobreza, a szlachta),
juntamente com o Sejm, o Parlamento. O
monarca mantinha as funções de Rei polonês e Grão-duque da Lituânia. Nos anos
seguintes, o Estado polonês continuou a se expandir para o Leste, tornando-se
um dos maiores e mais populosos da Europa abrangendo os territórios do que são
hoje a Polônia e a Lituânia, a Bielorrússia e a Letônia, grande parte da
Ucrânia e Estônia, além da região ocidental da atual Rússia. Atividades econômicas. Na
Polônia, os judeus podiam participar de inúmeras atividades econômicas,
incluindo agricultura e pecuária, artesanato, e comerciais, participando do
comércio internacional com a Europa, o Império Otomano e a Rússia. A Coroa, os
nobres e as instituições religiosas, proprietárias de grandes terras, tinham
interesse em promover a segurança dos judeus. Uma comunidade judaica forte e
segura trazia benefícios máximos a um custo mínimo. Ademais, nesse período há
uma redução da importância judaica como credores, pois se tornam grandes
captadores de recursos de prestamistas cristãos e de instituições religiosas
para cobrir seus investimentos. Uma comunidade próspera oferecia a garantia de
que os empréstimos seriam pagos. A partir da União de Lublin, os judeus são
incentivados a se estabelecer na Ucrânia, e passam a ter um papel de liderança
no desenvolvimento da Polônia Oriental, do interior da Lituânia e da Ucrânia. O
rápido crescimento da população europeia fora acompanhado por uma crescente
necessidade de alimentos e a Polônia era um grande produtor de grãos. Por volta
de 1500, estima-se que houvesse nos domínios da dinastia Jagiello entre 10 a 30
mil judeus; em 1575, o número salta para 150 mil. Judeus vindos de toda a
Europa para lá se dirigiam. Em sua maioria, estabeleciam-se nas terras
pertencentes à alta nobreza polonesa. Estes, donos de enormes latifúndios e
senhores dos camponeses que neles viviam, passaram a arrendar suas terras a
judeus por vultosas quantias, através de um sistema chamado “arenda”. É
bem verdade que a Igreja era profundamente anti-judaica, no entanto, inúmeras
instituições religiosas eram donas de grandes propriedades de terra e “usavam”
os judeus para administrá-las. Os latifundiários tinham autoridade judicial
sobre “seus judeus”, particularmente após 1539, quando é sancionada uma lei
transferindo o status jurídico e fiscal dos judeus da Coroa aos donos das
propriedades onde viviam. Cabia ao arrendatário (o arendarz) custear a
atividade agrícola, organizar a produção e a comercialização dos produtos. Pelo
sistema de arenda, as concessões podiam ser de uma
aldeia inteira ou de uma área de centenas de quilômetros quadrados. Os judeus
tinham, sempre, que arrendar não apenas a terra, mas também todos os ativos
fixos, tais como moinhos e hospedarias, o direito exclusivo de destilar e
vender bebidas alcoólicas, e a arrecadação de impostos alfandegários. Além
disso, havia uma transferência total de autoridade do latifundiário para o
arrendatário. Em 1594, por exemplo, o Príncipe Piotr Zabrzeski arrendou a
Efrayim de Międzyboż, por 9.000 zloty, uma soma imensa,
todas as suas propriedades localizadas no distrito de Krzemieniec, inclusive
“todas as aldeias e assentamentos..., os nobres boiardos (membros da
aristocracia), os burgueses e os servos... todas as suas dívidas, obrigações e
privilégios; (…) tavernas, moinhos e seu faturamento,(...) os dízimos pagos
pelos boiardos, burgueses e servos,... bem como todos os demais rendimentos (...)”.
Os judeus atuavam como representantes dos donos junto aos camponeses, um papel
cheio de perigos, já que eram eles que, na ausência dos proprietários, impunham
as exigências feudais e aplicavam a disciplina. O fato dos nobres serem
católicos, os administradores judeus e os camponeses cristãos ortodoxos5 criava tensões, que eram ainda
maiores nas relações entre os servos ortodoxos e os judeus. O judeu que
arrendava uma propriedade costumava levar, além de sua família, outros judeus
que se tornavam subarrendatários. Surgem shtetls6,
aldeias e municípios inteiros onde a maioria da população era judia. Acabou
criando-se uma classe média judaica na zona rural, e o sistema de arenda tornou-se
um empreendimento “básico” para a comunidade judaica. Cada item do contrato de
arrendamento – moinhos, tavernas, arrecadação de impostos alfandegários e assim
por diante – ou cada subunidade geográfica da propriedade poderia ser sublocada
para outros. Vida
comunitária e religiosa. A vida judaica floresceu na Polônia
nos séculos 16 e 17. Historiadores estimam que em meados do século 16, cerca de
80% dos judeus do mundo viviam na Polônia, que se tornou o centro cultural e
espiritual dos judeus asquenazitas. O iídiche era o idioma utilizado por todos
os judeus, criando uma cultura própria. O cotidiano da população judaica girava
em torno da fé, que dominava todos os aspectos de sua vida. A profunda
religiosidade era fonte de orgulho e, nos dias tenebrosos, de consolo. A
sinagoga era uma das primeiras construções erguidas por uma comunidade.
Milhares foram construídas, de todos os tamanhos, algumas em alvenaria, outras
em madeira. Em cada shtetl, não importava
seu grau de penúria, havia ao menos um shul, uma sinagoga, que
era o centro da vida religiosa e social. Era primordial o estudo da Torá, do
Talmud e de todas as obras sagradas. As crianças aprendiam a ler no cheder,
a casa de estudos, e os mais velhos iam para as ieshivot. A fama de uma
cidade não residia em sua importância econômica, mas no número de suas ieshivot e na
reputação de seus rabinos. Em meio à população polonesa, na qual 90% do povo
não sabiam nem ler nem escrever, era praticamente nulo o analfabetismo entre os
judeus. São incontáveis os grandes estudiosos, rabinos e líderes espirituais
que viveram em terras polonesas. Um dos maiores eruditos judeus de todos
os tempos foi Rabi Moshé Isserles, conhecido como o Rema (ou Remo).
Ele nasceu em Cracóvia, em 1520, e sua obra mais conhecida é Mappá (literalmente
“Toalha de mesa”) – um comentário sobre o Shulchan Aruch (“Mesa
posta)”, o Código de Lei Judaica, escrito por Rabi Yossef Caro. Mappá,
que trata dos costumes asquenazitas, se tornou o Código de Lei Judaica da
grande maioria das comunidades desta origem. A instituição judaica básica era a Kehilá,
a comunidade, que tinha um status legal autônomo. A peculiar posição ocupada
pelos judeus na Polônia fez sua autonomia jurídica ser possível e necessária. A
Coroa e a população consideravam os judeus um corpo social independente. A
definição de sua autonomia foi delineada juridicamente em 1551, em uma carta de
privilégios concedida por Sigismundo II Augusto, Rei da Polônia e Grão-Duque da
Lituânia. Como resultado dessa autonomia jurídica, cada cidade ou aldeia era
governada por dois conselhos independentes, um cristão e outro judaico.
Enquanto os cristãos eram governados por um conselho municipal, regidos pela
legislação do Reino, os judeus o eram por um conselho comunal composto de
rabinos e líderes comunitários, cuja autoridade se baseava nos privilégios
concedidos pelo rei ou pelos latifundiários, bem como na Lei e tradição
judaica. Ambos os conselhos eram, porém, subordinados à autoridade supervisória
do rei ou do proprietário. Já no final do século 16, as comunidades judaicas
criaram uma federação de kehilot quase
autônoma, o Conselho de Quatro Nações. Esse Conselho, que representou a
comunidade judaico-lituana de 1580 até 1764, era formado pelos rabinos e
representantes comunitários da Grande Polônia (sendo que a principal era a de
Posen), da Pequena Polônia (as principais eram a de Cracóvia e Lublin), da
Rússia Vermelha (a de Lemberg), da Volínia (as de Ostrog e Kremenetz), e da
Lituânia (as de Brest e Grodno). Os
massacres de Chmielnicki (1648-1649). O sistema de arenda era
um barril de pólvora onde o descontentamento econômico se entrelaçava com o
antagonismo entre católicos e cristãos ortodoxos e principalmente o
anti-judaísmo. Os camponeses ortodoxos viam os judeus, “infames infiéis e
estrangeiros” representantes dos nobres poloneses católicos, como sendo os
culpados por lhe impor pesado ônus econômico. O ódio religioso e o profundo
descontentamento acabaram explodindo. O ressentimento dos camponeses contra o
poder polonês veio à tona em várias revoltas, rapidamente reprimidas. Mas, em
maio de 1648, quando surge a figura de Bohdan Chmielnicki, a situação sai do
controle. Chmielnicki, furioso pela
conduta das autoridades polonesas de seu lugar natal, incitou os cossacos
ucranianos a se juntarem à resistência armada. Em 1648, encabeçando cossacos do
Dnieper e tártaros da Crimeia, ele inflige grave derrota ao exército polonês.
Esta derrota serviu como um sinal para que se rebelasse toda a região nas
margens orientais do Dnieper. A revolta banhada em sangue alastrou-se por todo
o território da atual Ucrânia, Volínia e Podólia. Camponeses ortodoxos e
ucranianos moradores da cidade juntaram-se às forças de Chmielnicki que
semeavam o terror e a morte por onde passavam. A região se tornou um grande
matadouro. Nobres e padres poloneses católicos foram imediatamente
assassinados. Mas, apesar de os poloneses católicos serem o principal alvo do
descontentamento, foi sobre os judeus que se abateu toda a sua fúria. Citando
um historiador russo: “Os assassinatos eram acompanhados por torturas bárbaras
(...), no entanto, a mais terrível crueldade era exercida sobre os judeus. Eles
eram destinados à aniquilação (...)”. Os massacres de 1648 e1649 são conhecidos
entre os judeus como Gzeyres tach vetat (Malignos
decretos). A
literatura judaica da época relata os ocorridos em inúmeras comunidades, como
Nemirov, Ostrog, Narol e Polonnoye. Em Tulchin, soldados poloneses entregaram,
inutilmente, os judeus em troca de suas próprias vidas; em Tarnopol e Dubno,
poloneses impediram que os judeus que viviam nas redondezas entrassem na
cidade. Em Dubno, dois mil judeus foram massacrados. Um dos relatos descreve a
devastação: “Muitas comunidades além do Dnieper, como Pereyaslaw, Baryszowka,
Piratyn e Boryspolê, Lubin, Lachowce (...) foram atacadas e os judeus tiveram
morte cruel e amarga. Alguns foram esfolados vivos e sua carne atirada aos
cães; outros tiveram as mãos e membros decepados e seus corpos atirados na
estrada só para serem destroçados por carroças e esmagados pelos cavalos (...).
O inimigo massacrou mulheres e crianças no colo de suas mães (...). Atrocidades
semelhantes foram perpetradas em todos os lugares por onde passavam (...)”. Não
se sabe ao certo o número de judeus mortos nos massacres, de acordo com
algumas crônicas judaicas foram 100 mil, mas há relatos de que teriam sido 300
mil e que mais de 300 comunidades foram destruídas. A situação se acalmou em
agosto de 1649, quando um tratado foi assinado entre Chmielnicki e a Coroa
Polonesa restabelecendo o domínio do governo polonês nas regiões onde vivia a
maior população judaica. Mas, os cossacos e os ucranianos ortodoxos continuavam
insatisfeitos. Chmielnicki então entabula negociações com o Czar russo Alexis
Michaelovich, buscando a incorporação ao Império moscovita – com os direitos de
uma província autônoma – da parte ortodoxa da Ucrânia, sob o nome de Pequena
Rússia. Em 1654, realiza-se essa incorporação e, no mesmo ano, os russos
marcham sobre a Rússia Branca e a Lituânia. É, então, a vez dos judeus da
região noroeste de padecer do seu quinhão de sofrimento. A captura das
principais cidades polonesas pelas hostes unidas dos moscovitas e dos cossacos
foi acompanhada do extermínio ou expulsão dos judeus (...). No entanto, apesar
da magnitude do desastre, muitos judeus retornam à região. No final de 1650, o
Conselho das Quatro Terras, reunido em Lublin, redige uma série de regulamentos
para restaurar as condições normais na vida judaica. Em 1655, os suecos –
terceiros inimigos da Polônia – invadem a Polônia Ocidental (1655-1658). Seu
rei, Charles Gustav, conquista uma cidade após a outra, inclusive Cracóvia e
Varsóvia. Grande parte da Grande e da Pequena Polônia caem em mãos dos suecos. No
final do século 17 boa parte dos territórios da Comunidade Polaco-Lituana
estava ocupada por cossacos, russos e suecos. O exército polonês reorganizado
consegue fazer recuar os invasores, mas a nação se encontrava em estado caótico
e era grande a deterioração econômica. As perdas infligidas aos judeus
poloneses na década de 1648-1658 foram terríveis. Nos relatos dos cronistas da
época umas 700 comunidades judias foram vítima de massacres e pilhagem e o
número de mortos é estimado em 500 mil, excedendo as catástrofes das Cruzadas e
da Peste Negra. Nas cidades situadas na margem esquerda do Dnieper, região
povoada por cossacos e nas regiões de Chernigov, Poltava e parte de Kiev, as
comunidades judaicas haviam desaparecido quase por completo. E nas localidades
na margem direita do Dnieper ou na parte polonesa da Ucrânia, bem como na
Volínia e Podólia, onde quer que os cossacos tivessem pisado, apenas cerca de
um décimo da população judaica conseguiu sobreviver. Porém, ainda que dizimada
e destituída, a população judaica polonesa superava numericamente as populações
judaicas de outros locais na Europa. A extraordinária vitalidade do povo judeu
era novamente demonstrada – os judeus poloneses conseguiram, em um relativo
espaço de tempo, recuperar-se de suas terríveis perdas. Mas a vida era muito
difícil. O fim do século 17 é marcado por inúmeros julgamentos nos quais os
judeus eram acusados de assassinato ritual e profanação dos sacramentos da
Igreja. Os mais revoltantes foram os de Dunaigrod (1748), Pavolochi e Zhytomir
(1753), Yampol (1756), Stupnitza (1759) e Voislavitza (1760). No século 18,
volta à tona o ódio acumulado pelas massas ortodoxas contra o domínio polonês
na região que hoje é a Ucrânia. A desordem geral e a agitação religiosa levaram
à formação de bandos conhecidos como Haidamacks, compostos
por cossacos da Rússia, Ucrânia e servos em fuga. Os Haidamacks atacaram
a região em 1734, assassinando grande número de nobres poloneses e milhares de
judeus. Mais uma vez, os judeus se tornaram o alvo. O comandante das forças Haidamacks chegou
a proclamar que o objetivo da revolta era “destruir o Povo Judeu para proteger
o cristianismo”. Bandos de Haidamacks destroem
comunidades em Fastov, Granov, Zhivotov, Tulchin, Dashev e Uman. De acordo com
o censo oficial de 1764, viviam 300 mil judeus no território da atual
Ucrânia, estimando-se que entre 50 mil e 60 mil judeus tenham sido
assassinados. Os anos em que a Comunidade Polaco-Lituana ficou estraçalhada por
revoltas internas e invasores externos resultaram em uma deterioração econômica
e tensões sociais. Na época, as comunidades judaicas se encontravam afundadas
em desespero, com a intensificação dos pogroms e das
acusações de assassinato ritual. Ademais, graves dificuldades econômicas e
tensões sociais internas afetavam o dia-a-dia e sustento das populações
judaicas. Uma mistura de sofrimento e debilitante pobreza serviram de pano de
fundo para o surgimento, no início do século 18, do Chassidismo. Seu
fundador, Rabi Israel Ben Eliezer, o Baal Shem Tov (o Besht),
nasceu na Podólia em 1700. No final do século 18, a Polônia deixa de existir
como país soberano. Desaparece do mapa a Comunidade Polaco-Lituana, sendo
dividido o seu território entre seus poderosos vizinhos, em 1772, 1793 e 1795.
A Prússia fica com a parte ocidental até o Mar Báltico, a Áustria com um pedaço
central que incluía a Galícia, enquanto à Rússia coube ficar com a maior parte
do território – Ucrânia, Lituânia e Polésia. Doravante a vida dos judeus que
viviam nessas regiões iria depender de cada soberano, pois, somente em 1918 a
Polônia ressurgiria como estado soberano. A vida das centenas de milhares de
judeus que se tornaram súditos indesejáveis dos czares seria ainda mais sofrida
do que a daqueles que ficaram sob domínio da Prússia e da Áustria. 1 Coroa
do Reino da Polônia (em polonês, Korona Królestwa Polskiego)
ou, simplesmente, a Coroa, é o nome comumente para as possessões históricas –
mas não consolidadas – do rei da Polônia, na Baixa Idade Média. 2A
Grande Polônia, que compreende grande parte da área banhada pelo rio Varta e
seus afluentes, foi o coração do antigo Estado medieval polonês, “o berço da
Polônia”. 3Região histórica e geográfica no leste da Polônia, com
sua capital em Varsóvia. 4 Pequena Polônia, a parte sul
do país, em polonês, Małopolska; em latim, Polonia
Minor. 5A Igreja Ortodoxa Ucraniana está ligada à
história da Igreja Ortodoxa Russa. 6 Shtetl - vilarejo, cidade pequena, em iídiche. BIBLIOGRAFIA: Dubnow,
Simon Markovich, History of the Jews in Russia and
Poland eBook Kindle. Palmer, Nigel, Jews Of Poland: Up to 1795 (P
Publishing History Series Book 14) eBook Kindle. Zamoyski,
Adam, Poland:
A history. eBook Kindle. www.morasha.com.br.
Abraço. Davi
Astrologia – Zodíaco. www.universa.uol.com.br. Sinastria (1) dos
Signos. RELACIONAMENTO DO SIGNO DE LEÃO (22 de julho a 23 de agosto) COM OUTROS SIGNOS.
LEÃO E ÁRIES. São dois signos de fogo apaixonados,
fortes e guerreiros, que gostam de liderar e dominar. A atração física,
geralmente, é imediata, e o estímulo despertado na relação pode se dar em
vários níveis: físico, emocional, intelectual e espiritual. Mas é comum ter
choque de egos, portanto, doses de humildade são necessárias como antídoto.
Para que o relacionamento perdure, devem aprender a somar, respeitar, tomar
decisões juntos – se conseguirem compartilhar o protagonismo, conseguirão
superar as desavenças. Profissionalmente, um tem o poder de incentivar a
criatividade do outro: Áries e Leão conseguem se estimular e se apoiar, mas se
estiverem dispostos a um complementar as capacidades, talentos e habilidades do
outro, superando a competição. Outro cuidado é com a vaidade, pois a franqueza
de ambos deve ser adoçada com amor e compaixão para que não ultrapassem os
limites. Sexualmente, são grandes as chances de haver química. Uma boa ideia é
fazer passeios, aventuras, esportes e tudo o que traga movimento, celebrando a
vida juntos. LEÃO E TOURO. Quando estes dois signos se conhecem, geralmente,
há uma atração mútua instantânea, pois são sexualmente compatíveis. Gostam de
explorar os prazeres da vida e a relação tende a ser muito calorosa. Ambos são
carinhosos, amigáveis e românticos. Mas, com o tempo, as diferenças afloram: o
taurino é paciente, cauteloso, reservado, caseiro e busca harmonia e segurança
em suas relações. Já o leonino é conquistador, confiante, autoritário, gosta de
festa, de ficar rodeado por pessoas e ser o centro das atenções, de se sentir
vencedor em tudo o que faz. Portanto, pode ficar entediado ao lado de um
taurino. Touro tem tendência para o ciúme e a possessividade, o que deve
controlar. Já Leão precisa policiar seus impulsos conquistadores, seu desejo de
independência ou irá magoar o taurino. O desafio é cultivar uma base de
cumplicidade, sinceridade, amor e respeito mútuo e combater a teimosia. Em
termos profissionais, a parceria tem chance de ser produtiva. Apesar das
diferenças, se houver verdadeiro amor e boa vontade conseguirão superar as
dificuldades. LEÃO E GÊMEOS. Esta é uma união com potencial estimulante, pois se
trata de signos alegres, joviais, criativos e festivos. Ambos gostam de
novidades, aventuras, diversão, atividades culturais e de lazer – pontos que
fazem muito bem ao casal. Leão é um signo do elemento Fogo, confiante e
ambicioso. Gêmeos é um signo do Ar, inteligente, adaptável e inquieto. O
resultado desta combinação é explosivo. Sexualmente, eles têm chances de viver
momentos de muita química, paixão, brincadeiras e carinho, além de uma bela
cumplicidade. Se trabalharem juntos, haverá possibilidade de sucesso em
atividades criativas: Gêmeos com seu potencial intelectual e Leão com seu toque
ambicioso e glamoroso. Mas é importante que fiquem atentos às armadilhas do ego
quando estiverem em ambientes sociais. Se o orgulho de Leão vier à tona, Gêmeos
deve evitar enfrentá-lo e relevar. Por vezes, a língua afiada de Gêmeos pode
ferir o ego de Leão. Se conseguirem respeitar suas diferenças e relaxar, a
relação certamente se tornará interessante, divertida e duradoura. LEÃO E CÂNCER. São
signos com qualidades muito diferentes. Leão é confiante, alegre, entusiasmado,
orgulhoso e ambicioso. Câncer é tímido, retraído, emotivo e acolhedor. É
possível que haja forte paixão no início, mas ambos devem se conhecer e se
compreender para se complementarem. Sexualmente, Leão aprecia uma companhia
carinhosa a atenciosa. Câncer já é mais precavido, pelo menos no começo do
relacionamento – com tempo e paciência conquistarão cumplicidade nos momentos
íntimos. Leão é festivo, social, extrovertido e adora de ser o centro das
atenções. Câncer não gosta de chamar a atenção e prefere as reuniões mais
íntimas. É essencial amor e comprometimento para que consigam superar as
diferenças. Há necessidade de uma atenção maior para não se magoarem
mutuamente. É importante que Câncer forneça apoio emocional e incentive as
ambições de Leão, para que possam progredir juntos na vida. Ao mesmo tempo, o
leonino deve respeitar a sensibilidade e as particularidades de Câncer, sem se
irritar com ele. LEÃO E LEÃO. Os leoninos são confiantes, conquistadores e
líderes. Portanto, um casal com essas qualidades enfrentará embates, alternando
paixões com brigas. Também são divertidos, alegres e criativos. Sexualmente,
demonstram grande energia. Leão é um signo de Fogo, regido pelo Sol: brilho,
força e poder estão presentes. Na via positiva, podem buscar juntos
aprendizados e autoconhecimento programando estudos, viagens, esportes e
passeios culturais. A vida tende a ser uma celebração constante. Na via
negativa, há risco de caírem nas armadilhas da competitividade, da arrogância,
da vaidade e do orgulho. O ideal é que haja sintonia e apoio mútuo, para que
não entrem em competição pelo sucesso. Também devem trocar elogios e gentilezas
– um leonino aprecia aplausos e gosta de se sentir especial. É preciso ainda
confiança e sinceridade, pois podem se envolver em acusações, inspiradas em
fatos reais ou imaginários de deslealdade e infidelidade. Por tudo isso, o
grande desafio do casal é superar as armadilhas do ego para que o amor de seus
grandes corações cresça e floresça.
LEÃO E VIRGEM. Com naturezas muito diferentes,
contraditoriamente podem se complementar, principalmente na questão profissional.
A praticidade, o detalhismo e as habilidades estratégicas de Virgem servirão de
grande suporte para os projetos criativos e ambiciosos de Leão. Numa relação
amorosa, se houver comprometimento e respeito por suas diferenças, eles
conseguirão permanecer juntos. Essa tendência será fortalecida ainda se tiverem
outros aspectos favoráveis em seus mapas astrológicos. O desafio é que
encontrem um equilíbrio entre o lado exuberante, exibicionista, sociável,
divertido e extrovertido de Leão, com a natureza tímida, objetiva, retraída,
racional e observadora de Virgem. A tendência é que Leão dê as ordens e Virgem
as execute. É importante que o Leonino abaixe a guarda do orgulho, da vaidade e
da arrogância para reconhecer seus limites, suas falhas, aceitar as sugestões e
as observações de Virgem, que provavelmente serão realistas e objetivas. Por
sua vez, Virgem absorverá o bom humor e a confiança de Leão, adoçando suas
palavras com amor para que suas críticas sejam ouvidas. LEÃO E LIBRA. Esta
é uma parceria estimulante e promissora. O elemento Ar de Libra, mental,
inteligente e ponderado, complementa o elemento Fogo de Leão, impetuoso,
confiante e ambicioso. O relacionamento é produtivo também para projetos
profissionais: são sociais, criativos, interessados pelos assuntos culturais e
artísticos. Ar e Fogo são elementos que geram combustão. Essa mistura é boa
também para a vida sexual do casal. Promete calor, paixão, química, harmonia e
cumplicidade. Os dois gostam de namoro, requinte e romance. O Ar de Libra
estimula o Fogo de Leão, o que pode ajudá-lo a crescer e a se desenvolver. A
força de vontade, os dons de liderança e a segurança de Leão tendem a
neutralizar a hesitação e a indecisão de Libra. Leão oferecerá seu apoio e sua
confiança para que o libriano possa caminhar com passos mais firmes e
determinados. Com empenho e dedicação, o casal conquistará a beleza, a harmonia
e o equilíbrio tão sonhados por Libra. Além de tudo isso a generosidade de
Leão, combinada com o senso de justiça libriano oferecem grande potencial para
que a parceria realize trabalhos sociais e humanitários. LEÃO E ESCORPIÃO. Esta
pode ser uma combinação de muita força, química e paixão, mas que tende a
passar por conflitos de autoridade e crises de ciúme. São signos apaixonados,
temperamentais e determinados. Não é bom que trabalhem juntos, pois há risco de
confrontos e disputas pelo poder – ambos gostam de comandar. No caso de
Escorpião (signo da Água: misterioso, sensível, profundo e intenso), esse
desejo é velado. No caso de Leão (signo do Fogo: extrovertido, confiante,
exuberante e ambicioso), suas intenções ficam às claras. Escorpião é mais
intuitivo, percebe quando o orgulho de Leão está ferido. Por sua vez, os
leoninos devem ser cuidadosos para não ferir os sentimentos do sensível
Escorpião. Quando estão furiosos, é quase impossível tranquilizá-los. O leonino
é conquistador, divertido, espontâneo bem-humorado, gosta de festas e
celebrações. Escorpião é mais retraído, desconfiado, magnético e misterioso.
Para que união seja duradoura, devem se respeitar, conhecer suas reações
instintivas para que possam se complementar. O grande aprendizado nesta relação
é que ambos saibam respeitar suas individualidades, sem querer controlar ou
invadir o território do outro. LEÃO E SAGITÁRIO. Esta é uma combinação dinâmica e favorável, já que
ambos são signos do elemento Fogo: entusiasmados, extrovertidos, criativos,
confiantes e aventureiros. Uma parceria como esta promete movimento, novidades,
viagens, esportes e ricas experiências. Na vida sexual, contam com uma energia
ardente, vibrante e apaixonada. Mas vale lembrar que Leão precisa moderar seu
autoritarismo, pois Sagitário é amante da liberdade. É possível que haja alguns
atritos, já que são orgulhosos e impetuosos. Na hora de defender suas ideias e
convicções, devem ser abertos para ouvir e compreender os pontos de vista do
outro. Isso pode fazer com que aproveitem melhor seu tempo juntos. De qualquer
forma, têm muitos interesses em comum: Sagitário conta com a generosidade e a
natureza expansiva de Júpiter, seu regente; e Leão com o brilho e o calor
benevolente do Sol. Também são generosos, de bem com a vida e têm muito bom
humor. O entusiasmo contagiante e a positividade da parceria pode ser uma
fórmula para o sucesso: eles acumulam força suficiente para atingir metas
elevadas e ambiciosas. LEÃO E CAPRICÓRNIO. Esta união tem tudo para ser muito produtiva,
especialmente se, além da vida amorosa, houver colaboração em parcerias de
trabalho. A sobriedade, a determinação e a visão estratégica de Capricórnio,
combinadas com a confiança, a ambição e energia de Leão podem levar ao sucesso
e ao prestígio. Os dois são ambiciosos, almejam projeção e status social.
Também possuem qualidades de liderança. Mas há algumas diferenças: Leão (signo
do Fogo) é mais exuberante, espontâneo, efusivo, festivo e divertido.
Capricórnio (signo de Terra) é mais pragmático, sério, frio e analítico. Leão é
orgulhoso, mas o terrestre Capricórnio é ainda mais teimoso e autoritário.
Porém, com mais discrição, com menos ostentação. Leão é conquistador;
Capricórnio é estruturador e organizador. É importante que ambos cultivem doses
de humildade para reconhecerem que não são perfeitos e para não haver
competição na relação, nem passem a vida tentando mudar, dominar ou controlar o
temperamento do parceiro. A tendência é que o casal cultive admiração mútua. LEÃO E AQUÁRIO. Esta
parceria traz potencial tanto para o romance quanto para a colaboração em
projetos profissionais. É possível que, sexualmente, tenha muita química,
inclusive atração à primeira vista. A natureza extrovertida de Leão se encaixa
muito bem com o comportamento excêntrico de Aquário e podem viver juntos
experiências recheadas de surpresas e originalidade. Aquário e Leão são signos
sociáveis, adoram propostas ousadas e programas inusitados. Ambos são generosos
e inteligentes, se interessam pela vida cultural, gostam de aprender e cultivam
uma mentalidade progressista. No entanto, os dois têm tendência para a
teimosia. Doses de humildade são essenciais para que possam reconhecer suas
falhas e admitir seus erros. Aquário gosta de trabalhar em grupo. Leão é líder,
prefere comandar. O leonino deve aprender a ser mais racional, fraternal,
igualitário e analítico com Aquário. Por sua vez, Aquário precisa ser mais
confiante, caloroso e confiante com Leão. Caso contrário, é provável que
sabotem o relacionamento. LEÃO E PEIXES. Estes são signos com natureza, interesses e
personalidades muito distintas. A não ser que haja outros pontos favoráveis no
mapa astrológico dos parceiros, esta será uma relação difícil e com poucas
chances de sucesso. Peixes é sensível, introspectivo, romântico e sonhador.
Leão é extrovertido, confiante, orgulhoso e dominador. Sexualmente, Peixes
anseia por uma união mágica, uma fusão emocional completa, com pitadas de
mistério e encantamento. Por sua vez, Leão busca por prazer, carinho e paixão,
e gosta de elogios e da expressão verbal dos sentimentos. Mas ao longo do
tempo, possivelmente Leão não terá paciência para os sentimentalismos de
Peixes. Por sua vez, Peixes não irá apreciar a vaidade e o exibicionismo de
Leão. É importante que haja sinceridade e que se conheçam muito bem antes de se
comprometerem sério. Quanto mais generosos e compreensivos forem, melhor será a
união: Peixes aprenderá com Leão lições de confiança, autoestima e coragem; e
Leão aprenderá com Peixes lições de compaixão, inspiração, solidariedade e fé. (1) Sinastria - é uma técnica utilizada na astrologia para verificar o grau de compatibilidade numa relação (afetiva, profissional ou familiar entre duas pessoas. Esse procedimento faz uso do mapa astral, recorrendo aos perfis astrológicos. Requer encontrar um profissional recomendado e capacitado na ciência astrológica. Bem conceituado na comunidade onde está inserido. De preferência tendo registro profissional na instituição ou sindicato que regula a prática em sua região. www.universa.uol.com.br. Abraço. Davi