sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

MEDITAÇÃO

Espiritualidade. Texto de Jiddu Krishnamurti. Nascido em 11 de maio de 1895 em Madnapele, ao sul da Índia, Jiddu Krishnamurti foi um filósofo e místico indiano. Acompanhou seu pai Jiddu Naraniah a Adyar em 23 de janeiro de 1909, pois este conquistara um emprego de secretário-assistente da Sociedade Teosófica, entidade que estuda todas as religiões. Krishnamuti foi adotado pela Dra. Annie Besant (1847-1933), presidente da Sociedade Teosófica. Foi proclamado pelos teosofistas como o instrutor do mundo. Uma organização chamada Estrela do Oriente foi formada para preparar o mundo para sua chegada e Krishnamurti se tornou seu líder. Entretanto, em 1929, Krishnamurti renunciou ao papel que lhe fora destinado, dissolveu a Ordem com seus inúmeros seguidores e devolveu todo o dinheiro e propriedades doados para seu trabalho. Krishnamurti se tornou um instrutor espiritual. Por aproximadamente 70 anos, ele viajou pelo mundo falando para grandes audiências e indivíduos sobre a necessidade de uma mudança radical na humanidade. Rejeitava o título de guia espiritual que alguns lhe atribuía, atraia grandes multidões, mas não aceitava discípulos, falando sempre como se fosse de pessoa a pessoa. O cerne do seu ensinamento consiste na afirmação de que é necessária e urgente uma mudança fundamental na sociedade, através da transformação da consciência individual. A necessidade do autoconhecimento e da compreensão das influências restritivas e separativas das religiões organizadas, dos nacionalismos e de outros condicionamentos, foram por ele constantemente realçadas. Chamou sempre a atenção para a necessidade urgente de um aprofundamento da consciência, para esse “vasto espaço que existe no cérebro onde há inimaginável energia”. Essa energia parece ter sido a origem da sua própria criatividade e também a chave para o seu impacto catalítico numa tão grande e variada quantidade de pessoas. "Afirmo que a Verdade é uma terra sem caminho. O homem não pode atingi-la por intermédio de nenhuma organização, de nenhum credo. Tem de encontrá-la através do espelho do relacionamento, através da compreensão dos conteúdos da sua própria mente, através da observação". Considerado um dos maiores pensadores e instrutores religiosos de todos os tempos, ele não era ligado a nenhuma filosofia ou religião. Falava sobre problemas que preocupavam a todos em nossa vida diária, como viver em uma sociedade moderna com violência e corrupção, da busca individual por segurança e felicidade e da necessidade da humanidade de se livrar do peso interior do medo, da dor e da tristeza. Explicou com grande precisão, o funcionamento da mente humana e apontou a necessidade de trazer à nossa vida diária, uma qualidade profundamente meditativa e espiritual. Krishnamurti não pertencia a nenhuma organização religiosa, seita ou país, nem estava associado a qualquer escola política de pensamento ideológico. Segundo Krishnamurti, para saber o que é meditação deveríamos saber o que é pensar. "Meditar sem conhecer o processo de pensar é criar uma fantasia, uma ilusão sem realidade. Ele dizia que pensar é uma resposta da memória. Os pensamentos se tornam escravos de palavras, de símbolos, de ideias, e a mente é a palavra, e ela passa a depender de nomes como Deus, comunista, aldeão, cozinheiro e etc. Vivemos e pensamos dentro de uma estrutura condicionada. Porém, haverá pensamento sem palavra? Existe um pensar sem a palavra e, portanto, fora do tempo? A palavra é tempo. Mas, se a mente for capaz de separar de si própria a palavra e o símbolo, haverá, então, um perquirir (fazer uma investigação minuciosa) sem objetivo e essa pesquisa será de ordem atemporal”.  "A meditação é uma das coisas mais importantes na vida; não como meditar, não a meditação conforme um sistema, não a prática da meditação, mas principalmente o que a meditação é na verdade. Se um indivíduo pode descobrir, muito profundamente, a significação, a necessidade e a importância que tem a meditação para si mesmo, então descartará todos os sistemas, métodos, gurus, junto com todas as coisas peculiares que se acham envolvidas nesse tipo oriental de meditação”. "Para ver o que o indivíduo realmente é, torna-se vital que haja liberdade, liberdade com relação a todo o conteúdo da própria consciência, sendo o conteúdo da consciência todas as coisas acumuladas pelo pensamento. Libertar-se do conteúdo da própria consciência, das cóleras e brutalidades, das vaidades e da arrogância, libertar-se de todas as coisas em que a pessoa se acha enredada, é meditação”. "Os que desejam compreender o profundo significado da meditação, devem partir de si próprios, porquanto o autoconhecimento é a base do verdadeiro pensar. Deveis partir de vós mesmos, para chegardes longe. É difícil a auto-observação. É difícil penetrarmos até o fundo de cada pensamento-sentimento, mas essa percepção de cada pensamento-sentimento porá fim às divagações da mente. (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 119)" "A meditação só tem significado quando a mente-coração está vigilante, descendo até o fundo de cada pensamento e sentimento que surge, sem comparar nem identificar. Porque o identificar e o comparar sustenta o conflito da dualidade. Na tentativa de concentrar-nos, são os pensamentos-sentimentos antagônicos reprimidos, ou afastados, ou superados, e não é possível a compreensão". "Que é meditação? Não é ela a compreensão das atividades de nosso “ego”, não é ela autoconhecimento? Sem autoconhecimento, sem a percepção do processo do “eu”, em sua inteireza, carece de realidade a base sobre que formais o vosso caráter, o objetivo pelo qual lutais”. (O Egoísmo e o Problema da Paz). "A meditação não é um processo de vir a ser pessoal; uma vez que se inicia com o autoconhecimento, traz-nos a tranquilidade e a suprema sabedoria, abrindo-nos a porta para o Eterno. Tem a meditação por fim fazer-nos conhecer o “ego” no seu todo. O “ego” é resultado do passado e não existe no isolamento. As muitas causas que lhe deram existência precisam ser compreendidas e transcendidas”. (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 160) "Destrua o pequeno estímulo egocêntrico, ele não existe! A partir daí você pode se mover infinitamente. E isto é meditação. Não simplesmente sentar-se de pernas cruzadas, ou em posição sobre a cabeça, ou fazer o quer que seja, mas tendo o sentimento de completa totalidade e unidade da vida. E isso só pode vir quando há amor e compaixão. (The Word of Peace, pág. 96) "Meditação é estar cônscio de cada pensamento e de cada sentimento, nunca dizer que ele é certo ou errado, porém simplesmente observar e acompanhar seu movimento. Nessa vigilância, compreendeis o movimento total do pensamento e do sentimento. E dessa vigilância vem o silêncio. O silêncio criado pelo pensamento é estagnação, coisa morta, porém o silêncio que vem quando o pensamento compreendeu a sua própria origem, natureza, esse silêncio é meditação na qual o meditador está de todo ausente, porque a mente esvaziou-se do passado”. (Liberte-se do Passado, pág. 103). "Ora, compreender a si próprio é absolutamente necessário. Meditar é esvaziar a mente, e, nesse estado de vazio, ocorre a “explosão” que nos lança no desconhecido. A mente que está repleta, carregada de problemas, em conflito, que não explorou as profundezas de si própria, não tem possibilidade de esvaziar-se. E a meditação é o esvaziar da mente, não no final, porém imediatamente, fora do tempo”. (Uma Nova Maneira de Agir, pág. 73-74) "Meditação é o apercebimento de cada pensamento, de cada sentimento, de cada ato, e esse percebimento só é possível quando não há condenação, nem julgamento, nem comparação. Vedes, simplesmente, cada coisa como é, e isso significa que estais cônscio de vosso condicionamento – tanto do consciente como do inconsciente – sem  desfigurá-lo ou alterá-lo”. (O Homem e seus Desejos em Conflito, 1ª ed., pág. 98). "Conhecer o processo integral da mente – todas  as suas inclinações, motivos, propósitos, seus talentos, suas exigências, seus temores, frustrações e êxitos felizes – conhecer  todas essas coisas significa estar tranquilo e não permitir que elas atuem. Só então pode manifestar-se o que se acha além da mente”. (As Ilusões da Mente, pág. 116) "E quando livres do medo, da amargura, da ambição, da avidez, da inveja, do desejo de êxito, da existência de poder, posição, prestígio, o cérebro se torna então tranquilo. Mas só podeis compreender e livrar-vos de toda essa agitação, se dela vos conscientizardes sem nenhum esforço.  Está agora bem claro que, para a mente poder achar-se no estado de meditação, é imprescindível a eliminação do conflito. Enquanto não se compreender a estrutura e a anatomia desse centro, haverá sempre conflito". (O Homem e seus Desejos em Conflito, 2ª ed., pág. 166). "A meditação é a purificação da mente de todas as suas acumulações; é expurgá-la da capacidade de adquirir, de identificar-se, de vir a ser; expurgá-la da expansão do 'ego', do preenchimento do “ego”. A meditação é o libertar a mente da memória, do tempo”. (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág.269). "No estado de meditação, a mente está vendo – observando, escutando sem a palavra, sem comentário, sem opinião – atenta ao movimento da vida em todas as suas relações, do começo ao fim do dia. Mas a mente que está vigilante, escutando o movimento da vida – o externo e o interno – o essa mente vem um silêncio não fabricado pelo pensamento”. (A Outra Margem do Caminho, pág. 19). "Só quando ausente o “eu”, existe a possibilidade de a mente estar quieta, e, portanto, apta a compreender, a receber aquilo que é eterno. Mas formar uma representação da eternidade, conceber uma ideia a seu respeito,  é, verdadeiramente, auto projeção, ilusão.  Mas, para que o eterno seja, torna-se necessário, evidentemente, que as atividades, as fabricações, as projeções do “eu” cessem inteiramente. E o cessar dessa projeção é o começo da meditação". (Nós Somos o Problema, pág. 50). "A meditação exige uma mente sobremodo vigilante; a meditação é a compreensão da totalidade da vida, na qual não existe mais nenhuma espécie de fragmentação. Meditação não é controle do pensamento (…); mas, quando se compreende a estrutura e a origem do pensamento, (…) o pensamento então não mais interfere. Essa compreensão da estrutura do pensar é sua própria disciplina, que é meditação”. (Liberte-se do Passado, pág. 103). "A mente, pois, percebe que, sem espaço, sem espaço infinito, não há liberdade, e que só há espaço infinito quando não há nenhum criador de espaço. O espaço é infinito, desde que não haja objeto; por conseguinte, a liberdade é infinita”. (Uma Nova Maneira de Agir, pág. 141). "É, pois, esse o começo da meditação; isto é, a mente, depois de desejar e procurar espaço no exterior, e de compreender esse espaço exterior, volta-se para o seu próprio interior e observa. E, rejeitando o falso alcança a mente um estado de verdadeira serenidade. Porque compreendeu tudo aquilo, já nada busca, nada pede, nada exige." (Uma Nova Maneira de Agir, pág. 144) "A meditação é a inocência do presente e, em consequência, é sempre só. A mente totalmente só, ilesa do pensamento, cessa de acumular. Portanto, o esvaziar da mente está sempre no presente. Para a mente que está só, o futuro – que pertence ao passado – deixa de existir”. (A Outra Margem do Caminho, pág. 85) "Porque o findar do pensamento é o começo da meditação real; e só então há uma revolução, uma maneira fundamentalmente nova de considerar a existência”. (Da Insatisfação à Felicidade, pág. 71). "Meditação é estar cônscio das atividades da mente – da mente do meditador, de como a mente se divide em meditador e meditação, em pensador e pensamento, o pensador dominando, controlando, moldando o pensamento. Existe, pois, em todos nós, o pensador separado do pensamento; o pensador se tornou o “eu superior”, o “eu mais nobre”, mas isso é ainda a mente dividida em pensador e pensamento”.  (As Ilusões da Mente, pág. 76) "A meditação, portanto, é o “processo de não condicionamento” da mente; significa estar cônscio sem condenação, sem justificação ou resistência, de cada pensamento, cada sentimento, cada fantasia que surge, conforme as nossas idiossincrasias e tendências pessoais. É a memória do passado que condiciona a nossa reação, e meditação é o processo de libertar a mente do passado." (A Arte da Libertação, pág. 33)”. A meditação sem padrão estabelecido, sem causa ou motivo, sem direção ou propósito é um fenômeno extraordinário. Não é somente uma tremenda e purificadora explosão, mas é também a morte sem retorno. Trata-se de uma ação devastadora que penetra por todos os cantos mais distantes e secretos do pensamento. Sua pureza é extremamente vulnerável  Como o amor, ela é pura porque desconhece a resistência. Assim como a morte, é inevitável; não existe, na meditação, o amanhã. Eis o que é meditação, e não a  atividade do cérebro em sua busca de segurança. A meditação destrói a segurança. Nela existe grande beleza. Todas as coisas surgem e fluem do vazio desse silêncio”.  (Diário de Krishnamurti, pág. 70). "A meditação não consiste em buscar uma finalidade. Da meditação surge um imenso silêncio; não um silêncio cultivado, entre dois pensamentos, dois ruídos, senão um silêncio que é inimaginável. O cérebro chega a estar extraordinariamente quieto quando se acha nesse processo de investigação interior; quando há silêncio, existe grande percepção. Nesse silêncio há vazio, um vazio que é a soma de toda energia”. (La Totalidad de la Vida, pág. 193). "É extraordinariamente importante conhecer e compreender a profundidade e a beleza da meditação. Existe algo imutável, sagrado, absolutamente puro, não contaminado por nenhum pensamento, por nenhuma experiência? Para descobrir isso, para dar com isso, é imprescindível a meditação. Não a meditação repetitiva; isso carece por completo de sentido. Quando a mente se acha livre de todo conflito, de qualquer afã do pensamento, existe então uma energia criadora que é autenticamente religiosa. Dar com essa energia que não tem princípio nem fim, é a verdadeira profundidade e beleza da meditação. Isso requer libertação de todo condicionamento”. (La Llama de la Atención, pág. 34-35). “De modo que existe uma fonte, uma causa original da qual surgem todas as coisas, e essa causa original não é a palavra. A palavra nunca é coisa. E a meditação consiste em dar com essa causa que é a fonte original de todas as coisas e que está totalmente livre do tempo. Esse é o caminho da meditação. E bem-aventurado é quem o descobre”. (La Llama de la Atención, pág. 35). "Mas, se quem pratica a meditação começa por compreender a si próprio, tem então grande importância a sua meditação. Pela autovigilância e o autoconhecimento vem o reto pensar; é somente então que o pensamento é capaz de transcender as camadas condicionadas da consciência. A meditação é então o “ser”, o qual tem seu próprio movimento eterno; é a própria criação, porquanto o meditador deixou de existir”. (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 184). Krishnamurti sempre afirmava que antes de sermos hindus, muçulmanos, budistas ou cristãos, somos seres humanos iguais ao resto da humanidade. Ele pediu que andemos suavemente por esta terra sem nos destruirmos ou ao meio ambiente. Transmitiu aos seus ouvintes um profundo senso de respeito pela natureza. Seus ensinamentos transcendem os sistemas de crenças feitos pelo homem, o sentimento de nacionalismo e de sectarismo. Ao mesmo tempo eles dão um novo sentido e direção à busca da humanidade pela verdade. Seus ensinamentos, além de serem relevantes à idade moderna, são atemporais e universais. Krishnamurti morreu em 1986, deixando um rastro de luz para quem ousar buscar a liberdade e o autoconhecimento. www.conscienciapura.com.br. Abraço. Davi. 

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

I. O SURGIMENTO DA MEDIUNIDADE.

Religião Afro descendente. Umbanda. Texto de Yamusiddha Arhapiagha. Mestre Tântrico Curador. Médium F. Rivas Neto. Capítulo Nove. SURGIMENTO DA MEDIUNIDADE – NECESSIDADES – OS SETE SENTIDOS- A TELA ATÔMICA OU ETÉRICA – OS NÚCLEOS VIBRATÓRIOS OU CHACKAS – A VERDADEIRA CABALA – AS PRIMEIRAS MANIFESTAÇÕES MEDIÚNICAS – MANIFESTAÇÕES DOS MAGOS DA RAÇA VERMELHA OU ATLANTE – O QUE SÃO OS MÉDIUNS – O VERDADEIRO MEDIUNISMO – O MEDIUNISMO COMO VIA EVOLUTIVA. Filho de Fé, após viajarmos pelos 4 cantos do planeta, observamos que, no decorrer do espaço-tempo, a Proto Síntese Cósmica, e com ela a Proto Síntese Relígio-Científica, foram sendo deturpadas, confundidas, interpoladas e completamente invertidas em seus mais profundos e puros valores e, por fim, completa e totalmente esquecidas pela grande maioria das humanas criaturas. Assim, antes de adentrarmos no surgimento da mediunidade, é necessário que nos aprofundemos até as raízes das deturpações e, quando lá chegarmos, entenderemos o mecanismo real, sem os véus do mito, do porquê da mediunidade. Como dizíamos, a Lei vinha sendo postergada, quando alguns raríssimos Iniciados, Guardiães da Tradição do Conhecimento ou Proto Síntese Cósmica, guardaram-na, trancafiaram-na no interior das Ordens, Templos, Colégios Divinos, Academias Sagradas, etc. E, por que assim o fizeram? Assim o fizeram porque foram combatidos e perseguidos cruel e ferozmente por todos aqueles interessados em inverter e encobrir as Verdades, isso para que eles pudessem se sobressair e para que seus instintos e desejos ligados ao mundo das sombras pudessem ter caminho livre às ações nefastas e deletérias. Guardaram-na muito principalmente dos olhares e das mãos dos hipócritas de todos os tempos, pois o Conhecimento em suas mãos seria, seguramente, muito perigoso e danoso para toda a humanidade. Nesse período houve uma retração, um ocultamento das Tradições do Conhecimento Uno, surgindo assim, como vimos, as Ciências Esotéricas ou Tradições Herméticas, as quais eram transmitidas apenas no interior dos Templos. Com o ocultamento da Tradição do Conhecimento Uno, ficamos pois com dois Conhecimentos. Primeiramente, o do interior de raríssimos Templos, que eram os Guardiães da Tradição do Conhecimento Uno, que passa a ser chamada de Tradição Oculta ou das Ciências Herméticas, que em verdade velavam e resguardavam o Conhecimento Integral, o Conhecimento Total. O outro conhecimento era o profano, aberto, público, que ficou ou permanece até os dias atuais, que foi denominado como oficial, sendo transmitido a todos. Esse conhecimento é o das nossas Ciências oficiais, ou dos bancos acadêmicos. Foi então, nessa época, que as Ciências foram ocultadas, passando a chamar-se Ciências Ocultas. Ao contrário do que muitos dizem, as Ciências Ocultas não são empíricas, pois contêm a Tradição do Conhecimento Integral. Dias chegarão em que haverá o reconhecimento dessa Tradição; até lá aguardemos, cumprindo a nossa parte. Mas se falamos que essas Verdades eram guardadas nos Templos, que Templos eram esses? Para responder, precisamos nos aprofundar na história das deturpações nos 4 cantos do planeta, o que já esboçamos no capítulo anterior. Então, relembremos: todo o Conhecimento surgiu da pura Raça Vermelha, em pleno solo brasileiro, e ficou velado em Templos que foram e permanecem soterrados em pleno Planalto Central Brasileiro. Velam as 78 placas de nefrita, que se compõem de 21 placas numeradas e grafadas que se correspondem com a Proto-Síntese Cósmica e 57 placas numeradas e grafadas que se correspondem com a Proto-Síntese RelígioCientífica, isto é, o Conhecimento UNO de que fazem parte a Religião, a Filosofia, a Ciência e a Arte. Também já vimos que, através do processo migratório tanto físico como espiritual, a Tradição do Conhecimento Uno ou do Saber Total alcançaria todos os cantos do planeta. Tudo se iniciou na América, no Baratzil, e é daqui que a Luz-Tradição irradiar-se-ia para todo o planeta. Vimos que o primeiro nome dessa Proto Síntese Cósmica foi Aumbandan. Surgiu um sinônimo, ainda no seio da Raça Vermelha — Macauan —, que em verdade significa a mesma Proto Síntese Cósmica. Os condutores da pura Raça Vermelha assim fizeram em virtude das possíveis deturpações e cisões que poderiam surgir, como em verdade surgiram. Assim, o segundo nome foi Macauam. Lembremo-nos de que, quando a ProtoSíntese Cósmica foi ocultada, no seio da Raça Vermelha, foram seus Guardiães Sagrados os 12 Anciãos. Aí teremos o terceiro nome da Proto Síntese Cósmica — TUYABAÉ-CUAÁ — A SABEDORIA DOS ANCIÃOS — A TRADIÇÃO VELADA PELOS 12 ANCIÃOS. Repetimos esses fatos para que os Filhos de Fé possam entender, logo mais, nossos estudos relativos às primeiras manifestações mediúnicas. Bem, após revelar a Tradição do Conhecimento Uno ou Integrado, o povo da Raça Vermelha, através do Tronco Tupy, pela nação Tupy-guarany, levou o Conhecimento deturpado desde a América Central até a América do Norte, atingindo depois o Oriente, principalmente Índia, Nepal, Manchúria, Mongólia, China e arredores. Os brâmanes, sacerdotes hindus, velaram pela Tradição que tinham recebido diretamente dos egípcios, por meio de seus grandes sacerdotes, que eram reencarnações dos próprios Tupy-nambá que haviam ficado no Baratzil, reencarnando apenas no Egito e Índia, para em verdade refazer a união com seus irmãos errantes, os Tupy-guarany. Assim, levaram ao povo do Nilo os ensinamentos relativos ao Tuyabaé-Cuaá. Transmitiram-lhes, em solene e singela cerimônia astral do planeta, as 78 placas de nefrita que, no entanto, para serem decifradas ou decodificadas, precisariam de mais uma chave. Realmente foi uma CERIMÔNIA PLANETÁRIA. Houve, no Egito, a materialização das 78 placas, que, após serem copiadas em 78 placas de ouro, foram desmaterializadas e rematerializaram-se quando voltaram ao seu local original, no Planalto Central Brasileiro. E claro que, nos arquivos Iniciáticos do Astral, existe a cópia original, a qual, como veremos no fim de nosso pequeno livro, está nas mãos da pura Raça Vermelha e de sua representante — a Umbanda. Nesse solo africano, a Raça Vermelha, através dos egípcios, transmitiu seus ensinamentos aos negros do continente, principalmente os etíopes. Muitos sacerdotes egípcios (a pura Raça Vermelha — reencamações dos primitivos e poderosos Tupynambá) reencarnaram na Índia, no intuito de restaurar o Conhecimento que já estava deturpado, pois lá chegou já esfarrapado com os Tupy-guarany. Então, na Índia, os dois povos, ou melhor, as duas nações que formavam o Tronco Tupy, se reencontraram e juntas começaram a reconstrução do poderoso Tronco Tupy, isso em nível kármico-astral. Muito lutaram para isso os Tupy-nambá, que desde o início foram fiéis às Leis Cósmicas. Antes de prosseguir com a Índia, relembremos que a China também recebeu deturpados os Conhecimentos relativos à Proto-Síntese Cósmica. Muito mais tarde é que, através do FO-HI, LAO-TSÉ e outros, tentaram, sem conseguir restaurar o Conhecimento. Rudimentos ou resquícios da ProtoSíntese Cósmica são encontrados no I KING que, como outros, tornou-se um mero jogo especulativo, para divertir e acalmar a curiosidade leiga. É bom que se diga que já há uma forte Corrente Astral restabelecendo a Verdade no seio dessa próspera nação amarela. Mas, voltando às terras banhadas pelo Ganges, a Índia fica parcialmente depositária da Tradição, pois através de Rama, em seu Livro Circular ou Estrelado em futuro teria também as chaves certas para abrir e interpretar os mistérios da Proto-Síntese Cósmica — o Aumbandan. Com tudo isso, os Filhos de Fé devem ter percebido que o vocábulo Sagrado — o Aumbandan — já estava perdido e adulterado. Raríssimos sacerdotes egípcios e hindus (herdeiros dos Tupy-nambá e Tupy-guarany) é que o pronunciavam no âmago do Templo e mesmo assim somente diante da mais alta Cúpula Sacerdotal. A partir dessa época, os Fundamentos da Proto-Síntese Cósmica seriam velados pelos egípcios e estariam pois liberados os hindus, os quais ficariam na retaguarda, como fortes guardiães das Verdades Universais. Assim é que, no Egito, os sacerdotes resolveram (a Raça Vermelha decidiu) velar mais uma vez o nome da Proto-Síntese Cósmica. Lembremo-nos de que o terceiro nome foi Tuyabaé-Cuaá, a Tradição mantida pelos 12 Anciãos ou a Sabedoria dos Velhos. O quarto nome, então, seria ITARAÔ. Decifremos o vocábulo Itaraô: ita — pedra ou I — potência, ta — fogo, portanto, Divindade; raô: ra — reinar, aô — mistério, véu. Assim, podemos traduzi-lo como A PEDRA DO REINO DA LUZ ou o MISTÉRIO DA LEI DIVINA — a própria LEI DIVINA — a SÍNTESE TOTAL. Mais tarde foi chamado Itarô, para finalmente tomar a denominação de Tarô, o qual tem o mesmo significado de Itaraô, podendo também ser decodificado como o Mistério da Vida, vida no sentido de Amor e Sabedoria. Assim, nos Templos de Mênfis e Tebas (nos Templos de Yokabed), o Tarô foi guardado e velado a 7 chaves. O Tarô foi dividido em forma de ARCANOS. Dividiu-se em 21 Arcanos Maiores e 57 Arcanos Menores. Muito depois dessa época é que o Arcano foi definido como mistério, segredo, mas a priori eram as REVELAÇÕES DIVINAS, e com elas certa ordem de fatores moraisespirituais. Só nos falta relembrar ao Filho de Fé e ao amigo leitor que foi no Egito que os dois Troncos se reuniram de fato, para de lá poderem retornar ao Baratzil com toda a Tradição restaurada.* Assim, retorna adulterada a Tradição e com as deturpações ocorre todo o séquito de cisões que invadiu o Baratzil até nossos dias. Mas a ProtoSíntese há de ser restaurada, e está sendo através do MOVIMENTO UMBANDISTA, que justamente surgiu com essa missão. Após as cisões tradicionais, temos as mais recentes, como aquela em que a Ordem Dórica (de Melquesedeque) foi substituída e totalmente vilipendiada pela Ordem Yônica. Na própria Índia, há 6.000 anos aproximadamente, tivemos o Cisma de Irshu, com destruição quase que total da Tradição que já era oculta. Aí está um dos motivos pelos quais os mistérios da Proto-Síntese não foram lá velados, tanto que os sacerdotes egípcios se responsabilizaram por sua guarda. Assim é que até hoje, na Índia, permanece uma série infindável de Filosofias e Religiões, sem que nelas se encontre o substrato da Proto-Síntese Cósmica. Claro que uma ou outra Escola Iniciática hindu tem Fundamentos, os quais, assim como quaisquer outros, devem ser respeitados. Mas daí a se dizer que contenham a Proto-Síntese Cósmica vai uma diferença meridiana. O Movimento Umbandista da atualidade não se utiliza de Conceitos Teosóficos ou mesmo do Ocultismo Indiano, por não representarem eles os anseios da restauração do AUMBANDAN. Muitos dirão que, na própria Índia, no Budismo Esotérico, em sua mística sagrada, encontraremos o termo Kumbandas. Claro que isto é real, mas não com significação de Proto Síntese Cósmica. Como dissemos, as deturpações e interpolações existiram e existem, mas acreditamos que o budista convicto merece nosso sincero respeito e que o Budismo deve atender a muitas almas ainda a ele ligadas por injunções kármicas diversas, sendo ele um dos caminhos ao Religare, assim como outros e quaisquer sistemas religiosos. Mas é bom que se entenda que nós não somos a favor ou contra os sistemas religiosos, pois acreditamos que eles existam com finalidades justas. No entanto, estamos sendo apologistas não de uma religião, pois a nossa religião é aquela que nos une em Espírito com a nossa Essência, ou seja, a nossa Consciência Cósmica, que não é Deus (vide Capítulo 1). Como dizíamos, somos apologistas da Proto Síntese Cósmica e, dentro dela, da Proto Síntese Relígio-Científica. Assim, o verdadeiro umbandista é universalista, não no sentido de fazer uma "grande mistura", mas no sentido de entender as misturas e os vários entendimentos que se encontram dentro delas. Assim, quanto mais dissermos que somos religiosos, menos nos encontraremos próximos da verdade, e sim cada vez mais distantes dela. O verdadeiro Umbandista não é só religioso, é ligado às Filosofias, às Ciências e às Artes. Separa o joio do trigo e, mesmo assim, com critérios. Mas voltemos ao Cisma de Irshu, na Índia. Em relação a ele, devemos dizer que não foi o único, pois o povo hebreu, através de seus condutores, em especial Moisés, inverteu e deturpou a dita Proto Síntese Cósmica, que eles começaram a chamar de Cabala (5º nome), também com seus Arcanos, só que dividimos em 56 Arcanos Menores e 22 Maiores, somente porque seu alfabeto, o hebraico, tinha 22 letras. Assim, embaralhou-se e confundiu-se ainda mais todo o entendimento, no Oriente e no Ocidente. Até hoje, infelizmente, até certo ponto, muitas Escolas Iniciáticas guardam e ensinam a seus prosélitos, até iniciando-os, essa Tradição completamente adulterada e deturpada, rota, arrumada e ajeitada ao entendimento de um e outro e ao bel-prazer de seus dirigentes. Enfim, usurparam e usurpam a Verdade, mas enfim (...). Sim, Moisés ajeitou, ajustou ao seu povo, fez uma nova chave de interpretação, pois em verdade ele, Moisés, sabia que a Proto Síntese Cósmica era composta de 57 Arcanos Menores e 21 Arcanos Maiores. Em outros capítulos, provaremos geométrica e matematicamente que 57 e 21 são os Arcanos menores e maiores, respectivamente. Também tentaremos provar como Moisés chegou nos 22 e 56, velando através de uma chave simples toda a interpretação. Por ora, só queremos que o Filho de Fé perceba que existe uma forte Tradição Esotérica nas figuras geométricas, em especial no triângulo, o qual será motivo de estudo mais avante em nossos humildes apontamentos, bem como na estrela triangulada ou hexagrama, que é o mesmo CÍRCULO ESTRELADO DE RAMA (Emissário da Raça Vermelha, enviado da Confraria de Oxalá), que não é diferente do Livro Circular citado por João em seu Apocalipse. Disso os hebreus tiraram proveito, tanto que seu símbolo máximo é o HEXAGRAMA SAGRADO. Neste exato momento, pedimos ao Filho de Fé que redobre a atenção, pois de forma bem simples provaremos agora o que também faremos, de forma mais profunda, em capítulo ulterior. O dito Tarô é composto de 78 placas. Essas placas são os chamados Arcanos. Dividiram os Arcanos em: 22 Arcanos Maiores e 56 Arcanos Menores (Cabala Hebraica). Analisemos pois geometricamente e aritmeticamente os dois sistemas: o hebraico e o egípcio (o da antiga Tradição, não o atual). Como vemos, o Triângulo e o Hexagrama, que deveriam fazer parte do sistema (entre os menores e maiores) como manifestações da própria Lei, não apareceram. Surgiu a linha singela como símbolo de 2 (—), e o quadrado como símbolo de 4 (□). O hexagrama apareceu no 78, mas o que é o hexagrama senão triângulos entrecruzados em seus centros, com os vértices invertidos? Assim, para surgir um hexagrama, são necessários triângulos, o que não aconteceu. Muitos Filhos de Fé não devem ter entendido como, do número 56, chegamos ao 2. É fácil, Filho de Fé. Observe acima. Do número 56, somamos seus algarismos (5 + 6), temos o nº 11 como resultado; do número 11, somamos seus algarismos (1 + 1 = 2). Assim chegamos ao 2. Em verdade, o que fizemos é tirar aquilo que se aprende em matemática ou aritmética como sendo a "prova dos noves". Observe: 56-9 = 47; 47-9 = 38; 38-9 = 29; 29-9 = 20; 20-9 = 11; 11-9 = 2, como queríamos provar. Na verdade, no sistema por nós aqui mostrado, o 2 é excedente. Todo sistema de numerologia obedece esse esquema, claro que para o sistema cuja base seja 10. Observamos aqui a coerência, pois tanto os Arcanos Maiores como os Arcanos Menores, na Numerologia Sagrada e mesmo na Geometria Sagrada, representam a própria LEI, na forma de ESTRELA TRIANGULADA ou HEXAGRAMA MÓVEL DO LIVRO CIRCULAR (O Livro Cósmico deixado por Rama). Assim: A Síntese, o 78, é representado por um triângulo com um vértice apontado para baixo — Leis Regulativas ao nosso Sistema Kármico, ou seja, ao planeta Terra — e por outro triângulo com um vértice apontado para cima, correspondendo à Proto Síntese Cósmica, isto é, às Leis Regulativas do Universo Astral. Os Triângulos entrelaçados dão o Hexagrama ou a Estrela Triangulada, que é o próprio número 78. Assim, mostramos esses fatos só para que o Filho de Fé estudioso possa ir sentindo e entendendo como aconteceram as deturpações, o que na verdade é uma constante em nossos dias. Outrossim, ao citarmos o ITARAÔ, não podemos deixar de relacioná-lo com o Ifá, que em verdade era Itafaraó, para depois ser chamado Ifaraó. Observemos que aqui houve divergência. A primeira foi que o Sacerdote-Rei, do Egito, era o Faraó. Houve a perda do I, que no alfabeto sagrado quer dizer Potência; Senhor. A segunda foi a perda de RAO, originando Ifá. Perdeuse RAO — o Poder ou o Fogo Poderoso. A sílaba FA significa Vozes Harmoniosas e I, Potência. Enfim, IFÁ significa Potência da Voz ou O que Fala. Ao citarmos Ifá, não poderíamos deixar de grafar um sinal que se relaciona diretamente com o Tuyabaé-Cuaá e com aquilo que ficou vulgarizado como Oponifá. Este sinal é tão velho, que somente antigos sacerdotes de Ifá, no próprio Egito, é que eram conhecedores de seu significado oculto. Bem, Filho de Fé, assim nos expressamos para que você possa entender bem quando citarmos o Oponifá, que, como veremos, nasceu no seio da pura Raça Vermelha, transmitindo-se depois aos Tupynambá e, através desses, aos egípcios, que o passaram aos hindus. Esses, por sua vez transmitiram esse Conhecimento velado aos povos arianos, isso já muito próximo de nossos tempos. Os árabes e persas passaram-no ao povo africano, em especial aos Sudaneses. Em alguns povos, hoje nações africanas de línguas Yoruba (moderna), os Fon, o vocábulo Ifá é chamado Fá (perdeu-se o I inicial e o Raó final). Mas voltemos ao nosso tema central. O mediunismo surgiu justamente para sanar as deturpações que, como vimos, foram uma constante na história de nossa humanidade. Vejamos pois como era o relacionamento astro-matéria antes, ou seja, nas fases imediatamente anteriores ao aparecimento do mediunismo. Na pura Raça Vermelha, possuíam os Seres encarnados 7 sentidos naturais, intrínsecos aos seus corpos físicos. Em outras palavras, os sentidos de ordem astral eram inerentes ao psicossoma dos Seres Espirituais daquela época. Expliquemos mais minuciosamente: entre o corpo físico e o corpo astral não havia nenhum delimitador vibratório ou dimensional, ou seja, os meios de comunicação com o plano astral eram naturais. Não eram necessárias pontes, ou seja, portas vibratórias que se abrem ou fecham. Já dissemos que alguns Seres Espirituais tinham como próprias de suas constituições físicas maiores facilidades de "penetração", tal como qualquer Ser humano normal que possua um ou outro sentido mais desenvolvido. No caso desses Seres Espirituais terem "maior poder de penetração" isso se explica por serem os mesmos Condutores Morais da pura Raça Vermelha, tendo pois um contato mais direto com seus comandos ancestrais. Naqueles áureos tempos, tinha-se plena convicção dos porquês da reencarnação e do desencarne. Tinha-se enfim uma Grande Família Cósmica, composta de Seres Espirituais encarnados e desencarnados, em outras dimensões da matéria. É por isso, por causa desse conhecimento, que muitos aborígines dos tempos atuais dizem que vão retirar-se para as montanhas e lá irão esperar a morte, fazendo isso de maneira natural, tal qual naqueles idos e gloriosos tempos em que o nascer, o viver e o morrer eram considerados condições naturais e necessárias, não causando nenhum trauma. Não havia mortes bruscas, pois não havia contundência em seus corpos. Com isso, afirmamos que humano não matava humano e humano não matar va animal para alimentar-se. A alimentação era totalmente composta por elementos vegeto marinhos. Muito mais TARDE é que houve a inversão da alimentação da humanidade e com ela o terrível fluido de um semelhante destruir a vida de seus semelhantes. Aí acabou o PARAÍSO TERRESTRE, que era uma casa planetária de recuperação e higienização. Por esses fatores, o Filho de Fé atento deve estar entendendo o porquê de ter surgido o mediunismo, pois os fenômenos sensoriais ou os sentidos, principalmente os superiores, foram se deteriorando em cada nova fase reencarnatória. No período em que eram naturais, conscientemente inerentes aos sentidos físicos, a relação entre os Seres Espirituais encarnados e seus ancestrais no plano astral era, como dissemos, natural. Não possuía o Ser encarnado aquilo que erroneamente chamam de tela atômica, a qual teria sido rompida com o aparecimento do mediunismo. Com todo respeito aos Filhos de Fé terrenos que assim pensam, o que aconteceu foi justamente o oposto. Vamos primeiro entender o que é essa tela atômica. Essa tela atômica, de forma bem simples, seria uma espécie de resistência altíssima, que impede que a vida astral se manifeste na vida física densa. Na verdade, quando essa tela atômica surgiu, todas as portas de comunicação entre os planos físico e astral foram fechadas. Com esse fechamento ou proibição vibratória, não era mais possível haver a comunicação natural com o astral. Também a memória de outras vidas foi bloqueada, num complexo mecanismo exercido sobre o corpo mental em seus núcleos vibratórios intrínsecos e até os centros de forças superiores do corpo astral e seus equivalentes no corpo etérico, que passou a ter "consistência" e fazer parte da resistência vibratória que acima falamos. No corpo físico denso, a memória, que antes tinha dimensões ilimitadas, limitou-se e ficou, no que concerne ao passado, impressa em regiões medulares, na denominada paleo psique e nas regiões do encéfalo correspondentes às regiões corticais occipitais, algo que veremos mais adiante. Importantíssimo que citemos que as fontanelas cranianas, na época da comunicação natural, eram abertas, fato esse que também facilitava, magneticamente falando, os processos visuais e auditivos. Aliás, os sentidos superiores seriam os que hoje denominamos de Vidência astral ou clarividência e intuição, sendo essa uma espécie de antena captadora das mensagens dos ancestrais. Eram, enfim, a 4a e 5a dimensões, ou seja, o espaço-tempo ilimitados. Resumamos o que até aqui expusemos, para depois prosseguir rumo ao mediunismo. Então havíamos dito que na pura Raça Vermelha era natural a comunicação entre os Seres Espirituais do plano físico com os do plano astral. Vejamos como era o processo: 1. Os 7 sentidos ou órgãos dos sentidos eram muito mais sensibilizados. Dissemos 7 pois, naqueles tempos, além dos 5 órgãos conhecidos, tínhamos mais 2, ditos superiores. Os 2 sentidos superiores relacionavam-se com a visão astral e a intuição premonitora (devido a centros da memória abertos). Eram a 4a e 5a dimensões (espaço-tempo ilimitados). 2. O corpo mental tinha acesso livre ao corpo físico, através de fracos laços de impedância do corpo astral, facilitando assim a plena consciência do meio. 3. O corpo astral tinha seus núcleos vibratórios em perfeita harmonia; freqüências as mais altas possíveis dominavam seu tônus; havia muita facilidade em ter-se normalmente aquilo que hoje é chamado desdobramento da consciência ou desdobramento astropsíquico (nas ditas viagens ao astral, transes, etc). 4. O corpo etérico, na época, era apenas um anteparo vibratório armazenador de ENERGIAS LIVRES, as quais podiam, por exemplo, ser usadas no ato do desdobramento da consciência. Não tinha a função que desempenha hoje. 5. Não havia a tela atômica, que é uma guarnição protetora aderida às últimas camadas do corpo etérico, filtrando ou impedindo imagens, sensações e vivências de outra dimensão que não esses 3 a que os Seres Espirituais encarnados aqui na Terra estão habituados em seus sentidos e conscienciais. E verdadeiramente uma tela protetora, inibidora das imagens do plano astral no plano físico, bloqueando inclusive certos planos da memória (a do passado). Em verdade, naquela época, essa tela atômica não existia. Portanto, não foi do rompimento da tela atômica que decorreu o mediunismo, ou seja, não foi uma condição sine qua non para o mediunismo. Ela surgiu para impedir a comunicação natural com as outras dimensões. Quando ela surgiu, essa comunicação natural desapareceu. Não faziam mais parte da constituição física os outros órgãos superiores do sentido. Com isso, fica patente que os órgãos se atrofiaram com o surgimento da tela atômica. Mas insistimos que, naquela época de comunicação natural, não havia a tela atômica. Ela surgiu justamente para impedir essa comunicação natural entre o plano astral e o plano físico. 6. Como a relação entre os Seres Espirituais no corpo físico denso e os de corpo astral era natural, conheciam os do corpo físico denso meios de alimentação que os preservavam de sacrificar qualquer animal. Não conheciam o que era o sangue vermelho. A alimentação era basicamente constituída de algas e vegetais. Aproveitavam o máximo a energia solar e respiravam com sabedoria, absorvendo ele mentos vitais para sua organização. Quando citamos a alimentação, os Filhos de Fé devem ter imaginado que os corpos físicos eram fragilíssimos. Puro engano, caro Filho de Fé! Ao contrário, eram corpos muito mais hígidos e robustos, sem precisarem, é claro, ficar distróficos devido aos excessos alimentares e aos hábitos menos refinados de alimentação. Assim, a alimentação era essencialmente natural. Nada de doces (glicídios), nada de sais (cloreto de sódio) e muito menos as hoje tão propaladas dietas dessa ou daquela forma. A alimentação era sagrada e como tal os alimentos. Não se alimentavam por prazer, mas por necessidade de manter seus corpos físicos e astrais hígidos para desempenhar as funções que os ajudassem a se elevar espiritualmente. Fala-se muito, hoje em dia, da Macrobiose. Acreditamos que seja ela uma tentativa empírica de se conseguir um balanço energético no organismo já intoxicado e impregnado de carnes e mais carnes sangrentas. Por ter ela essa finalidade, achamos uma valiosa tentativa. Visa dar uma pausa e, quem sabe, restaurar as funções naturais dos órgãos. Acreditamos que mesmo essa alimentação deve ser criteriosamente analisada e, por preconizar somente o arroz, ou como base o arroz, carece de maiores estudos por parte das humanas criaturas, que naturalmente têm um tendência a serem radicais. Ainda neste livro, preconizaremos uma alimentação que visa energizar sem ferir as organizações etérico-físicas. Vimos pois que a alimentação era algo que facilitava, e muito, a comunicação natural entre os 2 planos. 7. A conduta dos Seres Espirituais da pura Raça Vermelha era essencialmente responsável e fraterna. Não tinham sentimentos menos dignos, tão comuns nos melhores Filhos da Terra em nossos dias. Assim não conheciam ações contundentes sobre seus corpos — físico, astral e mental. Pelas próprias ações benéficas, as reações eram as melhores possíveis, e mesmo a Natureza nunca os agredia, pois eles viviam em perfeita harmonia com a mesma. Também não conheciam os reveses naturais e nem as ditas fatalidades. Ninguém morria por morte violenta, quer fosse por acidente quer fosse provocada. Não havia o fratricídio e nenhuma forma de violência contra a vida. Claro está que o suicídio era completamente ignorado. Não havia desvios de conduta sexual. O sexo era ato divino, era ato de "despertar Consciências" e de unir mais profundamente as Almas. Era a concretização do Amor das Almas e não era considerado coisa pecaminosa ou contrária aos bons costumes. Após esse pequeno resumo, devem os Filhos de Fé estar pensando como seria bom termos uma humanidade com esses elevados e dignos padrões conscienciais e vivenciais. Filho de Fé, o caminho é longo, a jornada íngreme, mas caminhemos para aqueles gloriosos tempos. Essa é a finalidade da Proto Síntese Cósmica. A via é a Tradição rediviva e é por isso que existe a Corrente Astral de Umbanda e a mediunidade como meio para se alcançar esses novos tempos. Não paremos, já perdemos muito tempo. Teremos de trabalhar, trabalhos árduos nos aguardam. Mas valerá a pena, pois iremos reconstruir. Aliás, já começamos e só pararemos quando retornarmos àqueles tempos de Amor e Sabedoria. Bem, o Filho de Fé deve estar pensando quando aconteceu esse obscurecimento da humanidade, como foi o rompimento desse mecanismo natural de comunicação entre os planos astral e físico. A resposta não é tão simples, não foi apenas um fato isolado em si, mas sim a contaminação e deterioração da mente e da conduta da humanidade que levaram ao rompimento dessa porta aberta entre os planos. Isso aconteceu na 4a Raça Raiz, a Raça Atlante. Aconteceu porque a pura Raça Vermelha foi deixando de reencarnar e iniciaram seus processos evolutivos, através da encarnação terrena, outros Seres Espirituais desgarrados do Universo. Quando dissemos que deixaram de reencarnar, não queremos dizer que "todos" deixaram de reencarnar. Os grandes Condutores haviam preparado outros Condutores, e esses, outros e mais outros. Os primeiros Condutores da Raça Vermelha não estavam reencarnando, estavam participando da Confraria dos Espíritos Ancestrais e aceitaram receber SERES ESPIRITUAIS MARGINAIS DO UNIVERSO, que encarnaram em conjunto com os seus remanescentes retardatários. Isso aconteceu na Atlântida, em um de seus locais, e não na Atlântida toda. Nesse local, onde encarnaram em massa os marginais do universo, eram eles a população dominante. Infiltraram-se, mui sutilmente e sabiamente, através das migrações reencarnatórias, entre muitos Vermelhos da própria Atlântida, os quais mantinham vivos em seus conscienciais os mecanismos naturais da comunicação com o plano astral. Começaram então a incrementar a evolução dos até então marginais do universo. Muitos deles conseguiram evoluir, desataram os laços do crime em que tinham se envolvido e logo passaram a ajudar seus irmãos ainda envoltos e caídos nos fulcros do crime. E claro que os Marginais do Universo não possuíam os mecanismos naturais da comunicação astral, pois já possuíam a tela atômica em seus organismos astrofísicos. Assim, tinham que evoluir e redimir-se e muitos até que conseguiram, mas a maioria voltou aos velhos costumes e hábitos onde predominavam o orgulho, o egoísmo, a vaidade, o autoritarismo, o militarismo, etc. Tinham recebido a chance de se remodelarem, buscando a senda da reabilitação, mas em verdade se revoltaram, foram insubmissos e formaram verdadeiras rebeliões, as quais se estenderam sobre toda a Atlântida. Se insurgiram contra os Condutores que lhes mostravam o caminho da libertação e da recuperação. Movimentaram várias formas de opressão contra seus tutores beneméritos. Usaram da agressividade, do militarismo e do autoritarismo para coagir, para coibir idéias e ideais, usando violência física e astral. Iniciam-se então os morticínios, criando um karma passivo muito negro aos seus executores intelectuais. A par desse morticínio, desenrolaram-se verdadeiras GUERRAS MÁGICAS. Livro A Proto Síntese Cósmica. Abraço. Davi.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

ENVELHECIMENTO SOB A PERSPECTIVA JUDAICA.

Judaísmo. Por Tzvi Freeman. ENVELHECIMENTO – SOB A PERSPECTIVA JUDAÍCA. Uma abordagem judaica ao envelhecimento e aposentadoria. Baseado nos ensinamentos do Rebe. A Torá considera a idade avançada uma virtude e uma bênção. Em toda a Torá, "velho" (zaken) é sinônimo de "sábio"; a Torá nos ordena respeitar todos os idosos, independentemente de sua erudição ou religiosidade, porque as muitas provações e experiências que cada ano adicional de vida traz proporciona uma sabedoria que o mais fenomenal jovem prodígio não consegue igualar. Descreve Avraham como alguém que "era velho, e entrado em dias" (Bereshit 24:1) - seus dias acumulados, cada qual repleto de aprendizado e realizações, significando que a cada dia que passava seu valor aumentava. Assim, uma idade avançada é considerada como uma das maiores bênçãos que podem ser concedidas ao ser humano. Este é um flagrante contraste à atitude prevalecente nos países "desenvolvidos" do mundo atual. No mundo ocidental do Século XXI, a idade é um risco. A juventude é vista como a melhor credencial em todos os campos, dos negócios ao governo, onde uma geração mais jovem insiste em "aprender com os próprios erros" em vez de construir sobre a experiência de vida dos mais velhos. Aos 50 a pessoa é considerada "ultrapassada", e começa a receber dicas de que seu cargo estaria mais bem preenchido por alguém com vinte anos a menos; em muitas empresas e instituições, a aposentadoria é obrigatória aos 65 anos ou até antes. Assim a sociedade decreta que a fase da maturidade seja marcada por inatividade e declínio. Os idosos são forçados a se sentirem inúteis ou então um fardo, e que fariam melhor em se confinar em aldeias de aposentados ou lares para idosos. Após décadas de realizações, seu conhecimento e talento subitamente se tornam sem valor; após décadas de contribuições à sociedade, eles de repente se transformam em recipientes indignos, gratos por qualquer tempo que a geração mais jovem tira do trabalho e da diversão para uma visitinha de meia hora, na data obrigatória do Dia das Mães ou dos Pais. Na superfície, a atitude moderna parece justificada em parte. Não é verdade que a pessoa enfraquece fisicamente à medida que avança na idade? Sim, a inatividade da aposentadoria tem sido mostrada como sendo um fator chave na deterioração dos idosos; porém ainda não é um fato inescapável da natureza que o corpo de 70 anos não é o mesmo corpo de 30? Este, exatamente, é o ponto: o valor de uma pessoa deve ser medido por sua aptidão física? Pelo número de homens-hora e voos intercontinentais que podem ser extraídos dele por semana? O que está em discussão aqui é mais que a "desfranquia" de todo um segmento da população cujo único crime é ter nascido uma ou duas décadas antes dos outros; nossa atitude para com os idosos reflete nosso próprio conceito de "valor". Se a força física de uma pessoa diminuiu e sua sagacidade e percepção cresceram, nós enxergamos isso como uma melhora ou um declínio? Se o trabalho da pessoa diminuiu em quantidade mas aumentou em qualidade, seu valor subiu ou desceu? Na verdade, uma pessoa de vinte anos pode dançar a noite inteira, ao passo que sua avó se cansa após alguns minutos. Porém o ser humano não foi criado para dançar horas a fio. Foi criado para tornar a vida na terra mais pura, mais brilhante e mais sagrada do que era antes que ele entrasse em cena. Vista sob essa luz, a maturidade espiritual dos idosos mais que compensa sua força física diminuída; na verdade, a diminuição dos anseios físicos pode até ser utilizada como um bem espiritual, pois permite uma reorganização de prioridades que é muito mais difícil nos jovens, quando a busca pelos ganhos materiais está no auge. Certamente, a saúde física do corpo afeta a produtividade da pessoa. A vida é um casamento de corpo e alma, e é mais produtivo quando nutrido por um físico são, bem como por um espírito saudável. Porém os efeitos do processo de envelhecimento sobre a produtividade de uma pessoa em grande parte são determinados pela maneira que ela considera este casamento e parceria. Quais são os meios e qual é o fim? Se a alma nada mais é que um motor para impulsionar o corpo na busca de suas necessidades e metas, então o enfraquecimento físico do corpo com a idade traz consigo a deterioração espiritual também - uma descida ao tédio, à futilidade e ao desespero. Porém quando alguém considera o corpo como um acessório da alma, ocorre o oposto; o crescimento espiritual da idade revigora o corpo, permitindo que a pessoa leve uma existência produtiva pelo tempo que o Todo Poderoso concede-lhe o presente da vida. VIDA – UMA DEFINIÇÃO. Porém não é só isso. Há mais na diferença entre a perspectiva da Torá sobre a idade e aquela do mundo moderno que a clássica dicotomia entre corpo e alma, mais que a questão da prioridade material versus a espiritual. Na base da instituição da aposentadoria está a noção de que a vida é composta de períodos produtivos e períodos não produtivos. Os primeiros 20-30 anos de vida são vistos como um tempo de pouca ou nenhuma realização, à medida que a pessoa adquire conhecimento e treino em preparação para o período produtivo da vida. Os próximos 30-40 anos são o tempo no qual suas energias criativas se concretizam; ele agora devolve aquilo que foi investido nele por seus agora passivos pais idosos, e por sua vez, investe na ainda passiva geração mais jovem. Finalmente, quando entra em seus "anos de crepúsculo", deixa para trás seu período de realizações "reais"; ele trabalhou duro "toda a vida", portanto ele agora deveria acomodar-se e colher os frutos de seu trabalho. Se o anseio criativo ainda agitar seu corpo que está envelhecendo, ele é aconselhado a encontrar algum passatempo inofensivo para preencher seu tempo. Na verdade, tempo é agora algo a ser "preenchido" e gasto, enquanto passa os dias à margem da vida, seu conhecimento e habilidades arquivados no sótao da velhice. Ele retorna agora à infância; mais uma vez é o recipiente passivo de um mundo moldado e dirigido pela iniciativa de outros. A Torá, no entanto, não reconhece tais distinções entre as fases da vida, pois vê a produtividade como a própria essência da vida: as palavras "um período não-produtivo da vida" são uma contradição. Há diferenças marcantes entre a infância, idade adulta, etc., mas estas diferem na maneira, não no fato, da produtividade de uma pessoa. A aposentadoria e a colheita passiva dos frutos do próprio trabalho têm seu tempo e lugar - no Mundo Vindouro. Nas palavras do Talmud, "Hoje, é o tempo de fazer; amanhã, de colher a recompensa." O próprio fato de D'us ter concedido à pessoa um único dia adicional de vida corpórea significa que ele ainda não concluiu sua missão na vida, que ainda há algo para ele realizar neste mundo. Assim, o aforismo "O homem nasceu para labutar" (Job 5:7) expressa um fato básico da natureza humana. Uma pessoa experimenta satisfação verdadeira somente com algo que adquiriu com o próprio esforço e iniciativa; presentes não merecidos e doações ("o pão da vergonha" na terminologia cabalista) não deixam a pessoa realizada e a desumanizam. Como observa o Talmud, "Uma pessoa preferiria uma única medida do próprio grão a nove medidas dadas por outros. "Um adulto que trabalha, sobrecarregado pelas exigências da vida, pode lembrar-se com nostalgia do "paraíso" da infância como uma época livre de responsabilidade e trabalho. Quando criança, no entanto, ele desdenhava este paraíso, desejando apenas fazer algo real e criativo. Desafie uma criança com responsabilidade, e ela floresce; mantenha-a como um recipiente passivo e não produtivo de "educação", e ela crescerá irresponsável e rebelde. Pois a criança, também, está viva, e como tal anseia por realização; a partir do instante do nascimento ela já estava influenciando ativamente aquilo que a cerca, mesmo que seja apenas ao estimular os pais com sua sede de conhecimento e afeição. O mesmo se aplica a adultos de todas as idades. A promessa de uma "aposentadoria feliz" é um mito cruel: a própria natureza da vida humana é que o homem conhece a verdadeira felicidade apenas quando contribui criativamente ao mundo que habita. O estado enfraquecido da idade avançada (ou doença, D'us não o permita) não é uma sentença de inatividade, mas um desafio para encontrar novas - e superiores - maneiras de se realizar. POR QUE. De fato, assim é a natureza humana: a vida tem significado apenas quando é produtiva. Mas por quê? Por que o ser humano foi construído assim? Porque D'us criou o homem para ser Seu parceiro na Criação. O MIDRASH nos diz que "D'us diz aos justos: Assim como Eu sou um criador de mundos, você também deverá ser." O Midrash também relata uma conversa ocorrida entre um filósofo grego e o sábio talmúdico Rabi Hoshiah: "Se a circuncisão é desejável a D'us," perguntou o pensador, "por que então Ele não criou Adam circuncidado?" Respondeu Rabi Hoshiah: "Tudo que foi criado nos seis dias da Criação exige ajuste e aperfeiçoamento pelo homem: o grão de mostarda deve ser adoçado, o trigo precisa ser moído." D'us especificamente criou um mundo inacabado para que o homem o desenvolvesse e aperfeiçoasse. D'us é o supremo iniciador e doador, concedendo-nos existência e vida e equipando-nos com faculdades e recursos. Porém D'us queria mais que recipientes passivos de Seus presentes. Ele desejava uma parceria conosco, na qual pudéssemos criar e dar como Ele cria e dá, e Ele receberia de nós assim como recebemos d'Ele. Portanto Ele tornou o impulso de realização a própria essência da vida humana. UM CURSO DE AÇÃO. A triste verdade, porém, permanece; a aposentadoria, seja ou não obrigatória, é um fato da vida moderna. Ano após ano, destrói milhões de vidas e condena recursos humanos inestimáveis (na verdade, os mais valiosos recursos humanos que possuímos) ao completo, ou quase completo, desperdício. O que se pode fazer face a esta tragédia humana e social? A pessoa deveria embarcar numa campanha para mudar esta prática e o sistema de valores que está por trás dela? Deveria procurar o lado positivo da aposentadoria e tentar utilizar seus aspectos positivos? Na verdade, devemos fazer as duas coisas. Devemos mudar a atitude dos líderes dos negócios e do mundo profissional, e da sociedade em geral. E acima de tudo, devemos mudar a auto percepção dos idosos (e dos quase idosos, e dos quase quase idosos). Devemos dizer a eles: vocês não são inúteis; pelo contrário, são um bem valioso para a sociedade, mais ainda que antes, e a cada dia que passa seu valor aumenta. As mudanças de vida que você está vivenciando como resultado do avanço dos anos não são motivo para aposentadoria da vida produtiva, mas a oportunidade para descobrir maneiras novas e mais significativas para desenvolver a si mesmo e o ambiente ao seu redor. A vida longa é um presente Divino, e o Todo Poderoso certamente dotou você com as ferramentas que precisa para vivê-la bem. Ao mesmo tempo, devemos explorar as oportunidades que a instituição da aposentadoria nos apresenta. Se existem incontáveis homens e mulheres aposentados procurando desesperadamente maneiras de preencher o tempo, vamos estabelecer para eles centros de estudo de Torá, onde possam passar várias horas por dia e aumentar seu conhecimento e produtividade. Vamos abrir estes centros em toda comunidade, criar classes e oficinas em todo lar de idosos. Se as lutas travadas nos locais de trabalho impediram que adquirissem a perspectiva iluminada da Torá sobre a vida quando eram mais jovens, a aposentadoria proporciona uma oportunidade de ouro para aprender e crescer; educação, como a produtividade, é um esforço a longo prazo. A Torá dará a eles novas esperanças na vida. Ficarão conscientes do próprio valor e potencial e os transformará de fúteis "já eram" em faróis de luz para suas famílias e comunidades. A aposentadoria, quando bem utilizada, pode ser dirigida como a força mais potente no sentido de erradicá-la da mente e da vida do homem. NOTA: Este ensaio é baseado nas palestras feitas pelo Rebe em seu 70º aniversário, 11 de Nissan de 5732 (26 de março de 1972), e dez anos depois em seu 80º aniversário. Nestas duas ocasiões, o Rebe recebeu dezenas de milhares de cartas vindas do mundo inteiro; dentre essas havia diversas sugerindo que talvez fosse a hora de pensar em "diminuir o ritmo" e "ir mais devagar", após seus muitos anos frutíferos como líder e ativista. A resposta do Rebe foi este ardente ataque ao próprio conceito de "aposentadoria" aqui articulado. O Rebe também abordou o assunto em diversas outras ocasiões, incluindo uma série de reuniões de Shabat no verão de 1980. Ele então sugeriu o estabelecimento de centros de estudo de Torá para os idosos. Centenas desses centros de estudo - chamados, segundo a sugestão do Rebe, Tiferet Zkeinim ("a glória dos idosos") - desde então foram fundados em todos os cantos do globo pelos emissários do Rebe. Elementos dessas palestras, bem como de diversas outras nas quais o Rebe discutiu o conceito de "vida com produtividade", também foram incorporados neste ensaio. O próprio Rebe era um exemplo vivo da perspectiva da Torá sobre "aposentadoria" que ele expôs. Ele celebrou seu 70º aniversário iniciando o estabelecimento de 71 novas instituições sociais e educacionais, praticamente dobrando a rede mundial de estabelecimentos Chabad-Lubavitch. Em seu 80º aniversário, ele novamente conclamou a uma maciça expansão das atividades de Chabad, num discurso de seis horas que terminou após as 3 horas da madrugada, após o qual o Rebe distribuiu pessoalmente um presente - uma edição especial do clássico chassídico, o Tanya - a cada um dos 10.000 homens, mulheres e crianças presentes, sendo que o último participante recebeu seu Tanya às 6h15 da manhã. Embora o Rebe tivesse uma impressionante lista de realizações quando foi aconselhado a "apreciar os frutos de seu trabalho" ao completar 70 anos em 1972, estas empalidecem em comparação com aquilo que ele realizou após completar 80 e que, por sua vez, são uma fração da abrangência de suas atividades aos 90 anos. Cada ano trouxe a revelação de novas dimensões à sua filosofia e visão do mundo, novas campanhas e iniciativas, novos centros de Chabad, escolas e comunidades em todo o mundo. Também de 1992 a 1994, quando estava fisicamente debilitado pelo forte AVC que sofreu em março de 1992, ele continuou a liderar o Movimento Chabad, emitindo diretrizes para seus 3.000 emissários em seis continentes, e os muitos milhares que o procuravam em busca de orientação e conselhos. www.ptchabad.org.br. Abraço. Davi.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

II. A QUEDA E A CONDENAÇÃO DO HOMEM

Cristianismo. Texto de Hélcio Bruno de Almeida. II. A QUEDA E A CONDENAÇÃO DO HOMEM. Capítulo Três. A CAUSA. Gênesis 4 mostra-nos dois tipos de exemplos. Abel foi um exemplo de crer no evangelho e viver para o evangelho, enquanto que Caim foi um exemplo de afastar-se do caminho da salvação de Deus. Este último trouxe o segundo passo da queda. O DIABO TRABALHOU E GANHOU O INTERIOR DE CAIM. Uma das razões pela qual Caim continuou a queda foi porque o diabo o havia ganhado interiormente. Na época de Gênesis 4, Satanás já havia entrado no corpo do homem. Desse modo, no segundo passo da queda do homem, aparentemente foi Caim quem rejeitou as boas novas de Deus. Podemos observar que foi Satanás quem o manteve longe do caminho da salvação, e até mesmo, o levou a cair ainda mais. Assim, o segundo passo da queda do homem foi instigado pelo sutil, o qual trabalhou no interior de Caim e o ganhou. CAIM FOI PRETENCIOSO E ABANDONOU O CAMINHO DA SALVAÇÃO DE DEUS. Deus havia mostrado ao homem o seu caminho de salvação – vestindo-o com pele de animal – um cordeiro como sacrifício, Gênesis 3,21 e I Pedro 1,19-20 para trazer o homem de volta à sua presença. Contudo, Caim foi pretensioso ao abandonar o caminho da salvação de Deus. Ele seguiu a Satanás e colocou de lado a salvação de Deus. Essa foi a causa da queda adicional do homem. O PROCESSO. O HOMEM SERVINDO A DEUS SEGUNDO A SUA PRÓPRIA MANEIRA – INVENTANDO UMA RELIGIÃO DE ACORDO COM O CONCEITO HUMANO. “(...) Trouxe Caim do fruto da Terra uma oferta ao Senhor. Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste. Agradou-se o Senhor de Abel e de sua oferta; ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou (...)” – Gênesis 4,3-4. Ambos trouxeram ofertas a Deus. Um deles ofereceu segundo a sua própria opinião e o outro segundo o conceito de Deus. Abel seguiu o caminho da salvação de Deus ao oferecer um sacrifício como seu substituto, pelo derramamento de sangue. Caim, porém, rejeitou o caminho de Deus no serviço e na oferta. Ele inventou uma religião de acordo com o conceito humano, segundo suas próprias ideias. O HOMEM IRANDO-SE. “E falou Caim com seu irmão Abel: e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra seu irmão Abel, e o matou” – Gênesis 4,8. Caim começou servindo a Deus, depois começou a ficar irado, e, por fim, cometeu homicídio. Não é de admirar que o Senhor Jesus tenha dito: “Mas vem a hora em que aquele que vos matar julgará com isso tributar culto a Deus” – João 16,2. A questão não é se servimos a Deus ou se cometemos pecado, mas se agimos segundo a maneira de Deus ou segundo a nossa própria opinião. Devemos buscar conhecer cada vez mais o caminho de Deus, que é segundo a sua palavra, e deixarmos os nossos próprios conceitos e opiniões. Assem seremos aceitos por Deus, bem como a nossa oferta. O HOMEM MENTINDO E SENDO ARROGANTE PARA COM DEUS. “Disse o Senhor a Caim: Onde está Abel teu irmão? Ele respondeu: Não sei; acaso sou eu tutor de meu irmão?” Gênesis 4,9. A resposta de Caim a Deus não foi apenas uma mentira, mas também mostrou quão arrogante ele tornou-se. O homem estava um tanto temeroso para com Deus após a primeira queda, entretanto, aqui, já podemos ver como ficou ousado, expondo a sua arrogância para com Deus. O RESULTADO. Como resultado do segundo passo da queda. Deus pronunciou uma maldição maior: o homem iria lavrar o solo, contudo o solo não lhe daria a sua força. Além disso, ele se tornaria um fugitivo errante pela Terra, e seria expulso da presença de Deus, incapaz de ver a face de Deus – Gênesis 4,11-14. Por fim, Caim e seus descendentes inventaram uma cultura sem Deus. Essa cultura incluía a edificação de uma cidade para auto existência, a invenção da criação de gado para o sustento, a invenção da música para divertimento e a invenção das armas para a defesa – Gênesis 4,17, 20-22. Quanto mais o homem se afasta de Deus, menos ele tem a sua presença. Tendo perdido a Deus, ele é forçado a inventar uma sociedade ímpia, para poder aliviar sua consciência e buscar sua satisfação perdida. Sabemos que tudo isto é inútil. Esse é o resultado da queda do homem. O TERCEIRO PASSO DA QUEDA DO HOMEM. A CAUSA. No primeiro passo da queda, o inimigo de Deus estava fora do homem. No segundo passo, esse inimigo passou para dentro do homem. Agora, o inimigo de Deus avançou, levando o homem criado por Deus a cair ainda mais. OS ESPÍRITOS MALÍGNOS misturando-se com o HOMEM criado e caído – OS ANJOS CAÍDOS unindo-se ao Homem por meio de um casamento ilegal. Gênesis 6 nos diz que os filhos de Deus tomaram para si as filhas dos homens. Aqui os filhos de Deus eram anjos. Em Jó 1,6 e 2,1 é nos dito que os anjos são chamados de “filhos” de Deus. A versão siríaca do Velho Testamento traduz “os filhos de Deus” por “os anjos” em Gênesis 6. Os anjos que casaram-se com as filhas dos homens foram aqueles que não guardaram seu próprio principado, como relatado em Judas versículos 6-7. Alguns, dos anjos caídos que estavam sob Satanás desceram a Terra e tomaram corpos humanos. Eles casaram-se ilegalmente com as filhas dos homens. Eles cometeram fornicação através dos corpos dos homens, de modo que a raça humana não mais era pura, porém se tornou, uma mistura da natureza humana com os espíritos caídos. Naquele tempo havia gigantes e depois dessa união maligna surgiram varões de renome, valentes e outros gigantes. Assim, Deus decidiu enviar o dilúvio para exterminar a raça humana, pois a Terra estava corrompida e cheia de violência – Gênesis 6,3-13. O HOMEM TORNANDO-SE CARNE. Gênesis 6,3 diz: “E disse o Senhor: O meu Espírito não contenderá para sempre com o homem, pois que este é de fato carne”. No primeiro passo da queda, o homem não exercitou o seu espírito. No segundo passo, o homem seguiu a sua própria vontade e viveu pela sua alma. No terceiro, o homem abusou do corpo caído e tornou-se carne. Romanos 7 e 8 revelam-nos que a carne é total e absolutamente odiada por Deus. Ele não a tolera. Portanto, quando toda a raça humana tornou-se carne. Deus veio e disse ao seu servo Noé que iria destruir toda aquela geração juntamente com a Terra – Gênesis 6,11-13). O PROCESSO. O primeiro passo foi a satisfação das concupiscência da carne. O homem viveu nas concupiscências, e toda imaginação dos seus pensamentos era continuamente mau – Gênesis 6,5. O segundo passo foi que o homem não apenas ficou maligno, mas tornou-se corrupto a tal ponto que até mesmo o Deus cheio de bondade, misericórdia e tolerância não podia mais tolerá-lo – Gênesis 6,11-13. O RESULTADO. Em primeiro lugar, o Espírito Santo retirou-se. O Senhor disse: “O meu Espírito não contenderá para sempre como o homem” – Gênesis 6,3. Antes daquela época, apesar de o homem ter caído, o Espírito de Deus estava continuamente buscando o homem e movendo-se nele. Entretanto, a essa altura, Deus nada mais podia fazer. Quando o homem tornou-se carne, o Espírito de Deus teve de se retirar. O homem estava completamente separado de Deus e foi abandonado por Deus. Em segundo lugar, o dilúvio trouxe o julgamento de destruição. Com exceção de Noé e daqueles que estavam na arca com ele, todos foram exterminados pelo dilúvio. O QUARTO PASSO DA QUEDA. A CAUSA. Há dois fatores em cada passo da queda. O primeiro é Satanás e o segundo é o homem. A INSTIGAÇÃO DE SATANÁS. Antes do dilúvio não havia governo humano. Foi somente após o dilúvio que Deus estabeleceu uma autoridade delegada sobre a Terra. O homem começou a exercer a autoridade de Deus para governar sobre os outros. No quarto passo da queda, Satanás utilizou a autoridade que Deus havia dado ao homem para constituir as nações e instigar uma rebelião contra Deus com as nações. Assim, o homem caiu numa rebelião declarada contra Deus de maneira coletiva. A REBELIÃO DA RAÇA HUMANA. A rebelião em Babel, o homem declarou que ele negava o direito de Deus e que estava absolutamente livre da autoridade de Deus. Toda a raça humana foi incitada, tendo sido instigada à rebelião, a declarar que não se importava com o direito de Deus ou com a sua autoridade. Em sua queda, no princípio, a intenção de Satanás foi derrubar a autoridade de Deus. Porém, não foi bem sucedido na sua tentativa. Assim, ele veio agora para dentro da raça humana caída, para injetar a mesma ideia no homem, incitando o homem a levantar-se coletivamente contra a autoridade de Deus. O PROCESSO. O primeiro passo foi a conspiração para rebelar-se, contra Deus – Gênesis 11,3-4. O homem criado, que estava sob o governo de Deus, reuniu-se para conspirar rebelando-se contra Deus. O segundo passo foi a produção de tijolos com terra por meio do trabalho humano. Segundo a revelação completa da Bíblia, a edificação de Deus jamais foi com qualquer tipo de tijolos. A edificação de Deus é com pedras. O homem edificou a torre de Babel com tijolos em vez de pedras. Isso significa que ele usou a Terra indevidamente, mais o trabalho humano, para substituir a obra de Deus. O terceiro passo foi a edificação de uma cidade para ter uma vida ímpia e confeccionada pelo homem. Uma cidade é o centro do viver humano, assim, ela representa a obra humana. A cidade edificada com tijolos significa uma vida humana feita pelo próprio homem, a qual é uma vida ímpia. O quarto passo foi a edificação de uma torre para declarar a renúncia a Deus. A torre de Babel foi uma marca e uma proclamação da cidade de Babel. Ela declarou que as pessoas lá viviam uma vida rejeitando a Deus e a sua autoridade. O passo final foi que eles fizeram um nome para negar o nome de Deus, isto é, negar o próprio Deus. O homem produziu uma marca para anunciar o seu produto, a Torre de Babel. Isto marcou a sociedade humana, e Babel tornou-se um símbolo de sua rebelião contra Deus. O RESULTADO. Primeiramente, Deus veio para dispersá-los. Visto que eles se rebelaram contra Deus de maneira coletiva. Deus veio para dispersá-los, a fim de que não mais vivessem juntos em um lugar. Em segundo lugar, Deus confundiu a língua deles, de modo que não mais podiam ter a mesma língua. Em terceiro lugar, a confusão foi introduzida. Babel significa “confusão”. Isso é devido à maldição e ao julgamento. O homem queria produzir unidade, mas o resultado final de sua obra foi confusão. Não há unidade sem o Espírito. Quando o homem atingiu o quarto passo da queda, ele havia caído ao máximo, de maneira que até mesmo Deus não podia fazer mais nada para restaurar a raça caída. Por fim, Deus foi forçado a abandonar a raça de Adão e teve de chamar a Abraão como o cabeça de uma nova raça, para o cumprimento do seu propósito no homem. RESUMO. O homem por Deus era muito bom e sem pecado, mas foi iludido pelo inimigo de Deus, o diabo, a comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Assim, ele caiu e se tornou pecador. Por um lado, ele havia pecado perante Deus, e, por outro lado, ele agora possuía a natureza pecaminosa, a natureza maligna de Satanás, dentro de si. A natureza caída do homem levou os seus descendentes a caírem continuamente até que atingiram o ponto de rebelarem-se contra Deus e tomarem posição contra ele. Nesse estágio o homem ficou totalmente caído e debaixo da condenação de Deus. Assim o homem criado foi rejeitado por Deus para o cumprimento do seu propósito eterno. Livro As Doze Lições Básicas do Ministro do Evangelho. Abraço. Davi. 

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

VINHO NOVO EM ODRE VELHO.

Gnosticismo. Por All Onaissi. É primordial e absolutamente necessário que cada discípulo tenha consciência da necessidade de realizar seu trabalho psicológico a partir da auto-observação, pois se não fizermos isso, estaremos perdendo o tempo lamentavelmente. E nossa vida deve ser aproveitada ao máximo para que dê frutos espirituais. O Cristo ensina que há que se “colocar vinho novo em odre novo”. Esse vinho novo é a sabedoria gnóstica, e o odre novo é a mente purificada com o trabalho psicológico, para, aí sim, receber o vinho como ensinamento. Se não fazemos assim, simplesmente haveremos computado como máquinas o ensinamento gnóstico, para realizar logo comparações com outras informações, estabelecendo verdades falsas e geralmente deformadas, adulteradas e tergiversadas. É irrefutável que o trabalho esotérico começa com a rigorosa observação de “si mesmo” e o fugir deste tipo de trabalho ou buscar desculpas ou evasivas, é sinal inconfundível de degeneração , ou seja, é impossível uma criação ou desenvolvimento interior. Desafortunadamente, no mundo das opiniões subjetivas, diversa teorias pseudo esotéricas servem de rua sem saída para os discípulos que não trabalham sobre “si mesmos”. O conhecimento deste ensinamento só serve se o levarmos à prática, à vivência, à compreensão profunda e iluminadora. Mas, infelizmente, o homem-máquina desenvolve unicamente o lado do conhecimento, acumulando em seu computador ou subconsciente mais e mais teorias e conceitos, esquecendo-se do Ser Divino que se encontra dentro de si. Um estudante gnóstico perguntou: “Há coisas nos estudos gnósticos com as quais estou de acordo e outras não”. Mas esse estudante se equivoca, porque a Gnosis como sabedoria transcendental não é para se estar ou não de acordo com ela, senão para comprová-la, levando à prática o ensinamento do Mestre Samael Aun Weor, para que assim o Centro de Gravidade de nossas ações seja a consciência e não o ego com seu subconsciente computadorizado. O trabalho psicológico nos permite ir estabelecendo uma continuidade de propósitos. É normal que alguém se entusiasme pelo trabalho espiritual e logo o abandone. Necessitamos mudar com urgência máxima, para que os germes do homem, desse Cristo Interior em nós, comece a dar frutos. Só trabalhando sobre “si mesmo”, com verdadeira continuidade de propósitos, é que poderemos nos converter em homens solares e isso implica consagrar a totalidade de nossa existência ao trabalho esotérico sobre “si mesmo”, não nos perdendo nem nos identificando com as diferentes circunstâncias da vida. Desafortunadamente, essa continuidade de propósitos que nos permite consagrar a totalidade de nossa existência ao trabalho sobre “si mesmos” é muito difícil, já que não possuímos a verdadeira individualidade. Somos uma multiplicidade egóica, e cada eu ou defeito tem seus critérios, projetos, ilusões. Aqui está o porquê de tantas desculpas, tantas evasivas, tantas atrações fascinantes para realizarmos o trabalho psicológico que torna quase impossível a urgência do trabalho interior. Um homem é o que é sua vida. Um dia de nossa vida é uma pequena réplica desta mesma vida, em sua totalidade. Se o discípulo não se propuser a trabalhar um primeiro dia sobre “si mesmo”, nunca poderá mudar nem se autoconhecer. Nossa vida divide-se em dias, meses e anos, e se não trabalhamos no primeiro dia, ou seja, o aqui e agora, é claro que não haverá um ponto de partida. Talvez digamos “amanhã”, mas lembre-se: “Não deixe para amanhã o que pode ser feito hoje”. E: “O ontem não existe mais, o amanhã é somente uma possibilidade, e a única realidade é o hoje”. Enquanto dissermos que começaremos amanhã, nunca começaremos. Cada dia é uma réplica ou cópia de toda a vida. Por quê? Porque todos os dias fazemos o mesmo, na grande maioria das vezes de forma repetitiva e mecânica: levantamos, tomamos banho, comemos, saímos à rua, vamos ao trabalho sempre pelo mesmo caminho e da mesma forma, trabalhamos, nos relacionamos com pessoas sempre com as mesmas reações, voltamos para casa e dormimos… Se começamos a nos auto-observar e estamos conscientes no primeiro dia, é lógico que teremos iniciado um verdadeiro desenvolvimento espiritual, e continuando-o no próximo “hoje”, diariamente, nos permitirá estabelecer uma continuidade de propósitos, logrando, assim, progressivamente um CENTRO DE GRAVIDADE SOBRE A NOSSA CONSCIÊNCIA. Com o propósito de trabalhar sobre “si mesmo” é preciso demarcar o campo de trabalho, não devemos sonhar preguiçosamente a trabalhar num futuro, ou em esperar uma oportunidade extraordinária, senão trabalhar hoje, demarcar o trabalho prático para o dia de hoje, a esse mesmo dia em todos os seus eventos, e a não pensar em termos de amanhã. Caro leitor, você começou a observar-se no tocante ao dia de hoje, AGORA, ao dia comum, sempre recorrente, miniatura de um ano e de sua vida inteira? Todos conhecem este ditado: “A cada dia lhe basta seu afã”. Mas você tem pensado alguma vez no que significa esse ditado e tem considerado o contexto sob o qual o Cristo Jesus fez essa observação? Por exemplo, que sentido tem quando diz “basta”? “Basta”, para quê? Basta trabalhar para o afã de hoje? Se um homem começa a trabalhar, ainda que seja um pouco, a cada dia, sobre seus desgostos e penas, e a fazer-se consciente de seus atos recorrentes diários, começa então a trabalhar praticamente sobre “si mesmo”. Mas é preciso que conheça seu dia e que você se conheça em relação com seu dia. Há um certo dia ordinário que cada pessoa experimenta, exceto nos acontecimentos inusitados. Os eventos do dia ordinário têm certa similaridade recorrente para cada pessoa. Agora bem, vamos supor que um homem nunca se dá conta deste particular e nunca observa a “si mesmo” em conexão com os eventos do dia comum. Então, como pode ocorrer a ele que está trabalhando sobre si e como pode supor que é possível mudar? A mudança do Ser começa com a troca das reações ante os verdadeiros incidentes do dia. Isto é o começo de viver a vida de uma nova maneira, num sentido verdadeiro e prático. Se você se comporta de mesma maneira todos os dias ante os mesmos eventos recorrentes (ou seja, que se repetem continuamente), como poderão crer que é possível mudar? Para chegar ao conhecimento de si, comece a observar sua conduta ante os acontecimentos de um só dia de suas vida. Observe quais são suas reações, quer dizer, observe suas reações mecânicas ante todos os pequenos eventos que ocorrem e ante as demais pessoas; examine o que dizem, sentem e pensam, e como você reage mentalmente, verbalmente e fisicamente. Então, trate de ver como podem mudar essas reações. Claro está, se tem a certeza de que SEMPRE SE COMPORTA DE FORMA CONSCIENTE e racional e que NUNCA ESTÁ EQUIVOCADO, nada mudará em você, porque nunca será capaz de se dar conta de que VIVE COMO UMA MÁQUINA, absolutamente repetitiva, uma pessoa mecânica, que sempre diz, sente, pensa e faz uma e outra vez as mesmas coisas. Mas, quiçá, devido a uma crescente consciência de si, você se dá conta de que não é uno, de que não é um indivíduo plenamente consciente, senão que em certo momento é uma pessoa mesquinha, no próximo uma pessoa irritável, depois uma pessoa benevolente, mais tarde uma pessoa escandalosa ou caluniadora, depois um santo e logo um embusteiro. Faça o exercício de se comportar de forma consciente durante uma pequeníssima parte de sua vida, porque tudo o que fazemos aqui e agora nos afeta para sempre. Um só momento em que se está bastante consciente para não se comportar mecanicamente, se fez isso voluntariamente, modificará muitos resultados futuros. Se você aprende, digamos, um pouco de francês hoje, conhecerá mais amanhã; mas se hoje não faz nada, amanhã não conhecerá nada. Ocorre o mesmo com o trabalho sobre si. Mas é preciso trabalhar voluntariamente sobre si e não porque alguém lhe diga que deve fazê-lo. Trabalhar de má vontade ou para fazer méritos é uma coisa; e trabalhar sobre si porque há algo que não nos agrada e anelamos mudar, é outra coisa. O modo como tomamos a vida é equivocado porque a causa do hábito chega a se petrificar e deste modo torna-se mecânica. Logo, em verdade, como mecânicos e por isso carecemos de todo sentido verdadeiro do que estamos fazendo e nossos dias passam de uma estranha maneira não sentida, por exemplo, levamos a cabo os hábitos mecânicos do dia. Assim, não temos uma verdadeira vida e não recebemos novas impressões. O “eu”, quer dizer, a máquina, atua. Mas se um homem inicia seu dia conscientemente, o dia inteiro será diferente para ele. O discípulo deve chegar a conhecer o que significa trabalhar sobre “si mesmo” e, desta forma, tomará sua vida como um dia. Deve ver, observar e compreender que é para ele um dia, e não crer que um dia carece de importância por ser tão habitual e que o trabalho não tem significado para o futuro ou que o trabalho é algo “que ainda não tem oportunidade de aplicar a si, porque está ocupado com o trabalho do dia a dia”. Como você se levanta? Qual seu estado de ânimo no desjejum? O que é que sempre o transtorna? Etc. Rogo a você, caro estudante, não pensar que a mudança de si mesmo significa um mero fumar menos ou comer menos. Recorde que esse trabalho é psicológico. Nossa vida cotidiana, nossa profissão, nosso negócio, nossa ocupação etc., não são senão um sonho com o qual nos identificamos. Esta compreensão vem lentamente quando compreendemos melhor o que significam o sonho e a mecanicidade e por que se diz que a humanidade está adormecida e que sua vida é mecânica. Para trabalhar sobre si mesmo é preciso trabalhar sobre a vida cotidiana e então compreenderemos o que significa a misteriosa frase na Oração do Senhor: “O PÃO-NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE”. A frase “cada dia”, significa, “O pão substancial” em grego “o pão do alto”. Os ensinamentos como produto deste trabalho psicológico nos dão o pão para a vida, a vida psicologicamente vivida, no duplo sentido de ideias e de forças para fazer frente aos desgostos da vida mecânica cotidiana; nos oferecem “o pão substancial” e assinala a nova vida que começa em nós mesmos; porque no trabalho psicológico todos buscamos ser uma nova pessoa, absolutamente diferente de tudo quanto temos vivido. Agora, ninguém pode alterar sua vida ou modificar coisa alguma a respeito das reações mecânicas de sua vida cotidiana a menos que conte com a ajuda de novas ideia e receba auxílio Divino. No trabalho psicológico não existe nada depreciável. Qualquer pensamento, por insignificante que seja, merece ser observado do mesmo modo que qualquer emoção ou reação negativa. Necessitamos preparar os centros inferiores para receber as ideias e as forças que sempre vêm dos centros superiores (mas não são captados devido ao pesado estado de sono interno). Mas toda tentativa feita voluntariamente, para corrigir uma ação negativa ou separar-se dela, todo intento de recordação de si ante uma dificuldade, todo ato de sincera observação de si, como quando alguém mente ou se dá demasiada importância devido à falsa personalidade, ou se deforma a verdade para ferir outra pessoa, ajuda a fazer as conexões corretas nos centros inferiores e os prepara assim para sua união com os centros superiores e para receber a ajuda que provém deles. Nesse trabalho psicológico, o discípulo, ao voltar-se consciente de seus atos recorrentes, afasta-se dos efeitos mecânicos da vida. De outro modo, estaria devorado pela mecânica da vida. Se o discípulo se identifica com todos os eventos da vida prática e esgota suas forças em emoções negativas e em autoconsiderações e em vão palavrório insubstancial de conversa ambígua nada edificante, nenhum elemento real pode se desenvolver nele fora do que pertence ao mundo mecânico. Se nós queremos que algo real cresça em nosso interior, é claro que devemos evitar o escape das energias psíquicas. Quando temos perda de energia e não estamos isolados na intimidade, é inquestionável que não poderemos lograr o desenvolvimento de algo real em nossa psique. A vida ordinária comum e corrente quer nos devorar implacavelmente, e nós devemos lutar contra a vida diariamente, devemos aprender a nadar contra a corrente. Esse trabalho psicológico vai contra a vida, trata-se de algo muito distinto aos nossos dias, e sem embargo devemos praticá-lo de instante em instante, então, com isso nos referimos à Revolução de Consciência. www.gnosisonlise.org.br. Abraço. Davi.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

I. A QUEDA E A CONDENAÇÃO DO HOMEM.

Cristianismo. Texto de Hélcio Bruno de Almeida. I. A QUEDA E A CONDENAÇÃO DO HOMEM. Capítulo Três. II. O PRIMEIRO PASSO DA QUEDA: A. A causa. B. O processo. C. O resultado. III: O SEGUNDO PASSO DA QUEDA. A. Os Antecedentes. B. A causa. C. O processo. D. O resultado. IV. O TERCEIRO PASSO DA QUEDA: A. A causa. B. O processo. C. O resultado. V. O QUARTO PASSO DA QUEDA. A. A causa. B. O processo. C. O resultado. VI. Resumo. I. A QUEDA E A CONDENAÇÃO DO HOMEM. Vimos que após Deus ter feito o homem, Ele o colocou em frente à árvore da vida, para que o homem a contatasse e recebesse a Sua vida, a qual é a vida incriada. Antes, porém, que o homem contatasse a árvore da vida e se unisse a Deus em vida, Satanás aproveitou a oportunidade para vir em primeiro lugar. Ele tentou o homem a contatar a árvore do conhecimento do bem e do mal, e levou o homem a ter uma união ilegal com ele. Esse foi o primeiro passo da queda do homem. Segundo o relato de Gênesis 3 a 11, a humanidade deu quatro passos na queda. O primeiro passo é a queda de Adão, registrada no capítulo três; o segundo é a queda de Adão, registrada no capítulo quatro; e o terceiro é a queda da geração perversa e pervertida anterior ao dilúvio, registrada no capítulo seis. O quarto passo é a queda de toda a raça humana, levantando-se coletivamente para rebelar-se contra Deus, fato registrado no capítulo onze. Esses quatro passos da queda seguiram-se um após o outro. Neles a sutileza de Satanás foi exposta ao máximo. II. O PRIMEIRO PASSO DA QUEDA. A CAUSA. TENTAÇÃO DA SERPENTE. Se a serpente não tivesse vindo para enganar e tentar o homem, este não teria caído. A serpente tentadora é a encarnação de Satanás. O maligno foi astuto, ele veio secretamente. Em vez de vir abertamente, ocultou-se na serpente sutil a fim de tentar o homem. Desse modo, Apocalipse 12,9 diz que Satanás – a antiga serpente – engana toda a Terra habitada. A maneira de Satanás tentar é fazer perguntas ao homem – Gênesis 3,1-4, levando-o a duvidar da palavra de Deus. Deus ordenou ao homem claramente, dizendo: “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás Gênesis 2,17. Satanás, porém, disse à mulher: “É assim que Deus disse?”. Depois disse: “É certo que não morrereis”. Após Eva ter recebido a proposta de Satanás, ela começou a duvidar da palavra de Deus. Assim, ela tomou o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal e o comeu. Até hoje Satanás ainda usa o mesmo método para induzir o homem a pecar ou para instiga-lo a rejeitar a salvação de Deus. Contudo, a Bíblia nos diz que o céu e a Terra passarão, mas as palavras do Senhor de modo algum passarão – Lucas 21,33. A proposta feita pela serpente também levou o homem a duvidar do coração de Deus. A serpente disse à mulher: “Porque Deus abe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos, e sereis como deuses, conhecendo o bem e o mal”. A serpente queria que o homem pensasse que Deus estava tentando enganá-lo ao tê-lo proibido de comer da árvore do conhecimento, por estar com medo de que o homem se tornasse como Ele, sendo como Deus, conhecedor do bem e o mal. Essa é também uma das artimanhas maliciosas mais usadas por Satanás. Atualmente o homem está longe de Deus e não quer ir até a Sua presença por ter sido enganado por Satanás. Assim, o homem compreende mal o amor de Deus e não conhece o coração de Deus. A MULHER ASSUMINDO A LIDERANÇA. Uma outra causa da queda do homem é o fato de a mulher ter assumido a liderança – Gênesis 3,2-3,6. Originalmente, Deus havia criado apenas um homem. Havia apenas um cabeça, não dois. Adão era o cabeça, não Eva. Eva foi edificada a partir da costela proveniente do lado de Adão – Gênesis 2,22. O cabeça de Eva era Adão. A razão pela qual Eva foi tentada pela serpente foi que ela assumiu a liderança, tomou uma decisão por si própria e caiu na armadilha de Satanás. Mesmo antes de ter comido do fruto do conhecimento do bem e do mal, ela já tinha sido iludida pelo maligno. Ela passou por cima do homem e assumiu a liderança para tratar com a situação. O resultado disso foi ela ter sido enganada. Assim, a Bíblia diz que Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão – I Timóteo 2,14. Aqui vemos um princípio grandioso. No universo, o único Cabeça é o próprio Deus. Toda vez que assumimos a liderança em tratar com qualquer situação, negando a liderança de Deus e de Cristo, certamente somos iludidos. O homem representa Cristo e a mulher a igreja. Há, portanto uma ordem estabelecida por Deus, segundo o ensinamento dos apóstolos. “Quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, e o homem, o cabeça da mulher, e Deus o cabeça de Cristo” – I Coríntios 11,3. Não podemos inverter tal ordem, sob pena de sairmos da linha do encabeçamento estabelecida por Deus, para proteger-nos do engano de Satanás. Diante da tentação da serpente, a mulher deveria ter voltado ao encabeçamento de Adão para proteger-se. O PROCESSO. O primeiro passo no processo da queda foi que o homem deixou de usar seu espírito. Após ter sido criado, o homem deveria ter usado constantemente o seu espírito para contatar a Deus e viver perante Ele. Quando o homem vive segundo o espírito, ele é preservado por Deus. Contudo, quando o homem não usa o seu espírito para contatar a Deus, ele o coloca de lado, consequentemente, cai nas mãos do maligno. O segundo passo foi o exercitar da alma – Gênesis 3,2-3,6. Quando Eva falou com a serpente, ela primeiramente arrazoou em sua mente. A seguir foi tentada em sua emoção e desejou o fruto da árvore do conhecimento. Por fim, em sua vontade, decidiu tomar do fruto e comê-lo. O terceiro passo foi a ação do corpo. Quando a alma é exercitada, o corpo naturalmente a segue. A alma governa o corpo. Sendo tentada dessa forma, por certo tomaria o fruto e o comeria. O fato de ela tomar o fruto e comer foi a ação do corpo. Primeiro, os olhos vêm. Em segundo lugar, a mão toma. Em terceiro, a boca come. Em nossa vida diária, devemos usar em primeiro lugar o nosso espírito, e, depois, deixar que ele governe a nossa alma, a qual, por sua vez governa o nosso corpo. Se não usamos o nosso espírito, mas antes usamos a nossa alma, assumimos a liderança e a nossa alma vai à frente. Uma vez que isso aconteça, ela dirige o nosso corpo, a fim de praticar coisas que ofendem a Deus. O RESULTADO. O primeiro resultado da queda foi que a alma foi poluída, corrompida e ocupada. Mesmo antes de Eva ter tomado da árvore do conhecimento, a sua mente já havia sido poluída. Enquanto conversava com a serpente, o conceito desta penetrou na sua mente e a contaminou. Assim, a sua mente foi corrompida. Por fim, a sua mente foi completamente ocupada pelo maligno, depois de ela ter comido do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. O segundo resultado foi que o corpo foi mudado em natureza, tornando-se o corpo do pecado – Romanos 6,6 ou desta morte – Romanos 6,12. O elemento da árvore do conhecimento do bem e do mal, o elemento de Satanás, foi adicionado a ele, fazendo-o carne – Gênesis 3,7. O corpo humano, originalmente criado por Deus, era puro. Entretanto, ele agora contém o elemento maligno de Satanás. Tal elemento maligno é o pecado que habita interiormente, o qual faz a sua morada na carne do homem. Em Romanos 7,17 Paulo diz: “Então, agora, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim”. A substância má, a natureza do pecado, contaminou o nosso corpo, tornando-o carne, cheia de maldade e concupiscência. O terceiro resultado foi que o espírito do homem foi mortificado, isolando-se de Deus e perdendo a sua função para com Deus. Efésios 2,5 nos diz que antes de termos sido salvos estávamos mortos. Não estávamos mortos em nosso corpo ou em nossa alma, mas em nosso espírito. Estar morto é estar sem função ou sensação. Quando o espírito do homem foi mortificado, ele não mais possuía a habilidade de contatar a Deus e de ter comunhão com Ele. O quarto resultado foi que o homem caído foi constituído pecador – Romanos 5,19. Devido à queda do homem, certo elemento foi injetado nele, um elemento que a Bíblia chama de pecado. Romanos 5,12 diz “(...). Como por um homem entrou o pecado mundo (...)”. Desse modo, todos fomos constituídos pecadores. O pecado já entrou em nós e tornou-se o nosso elemento subjetivo no interior. Assim, não somos pecadores porque pecamos, pecamos porque fomos constituídos pecadores. O quinto resultado foi que o homem caído foi condenado – Romanos 5,18. Todos estávamos em Adão. A condenação inclui não apenas Adão, mas também toda a raça humana. Toda a raça humana foi condenada em Adão: “Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida”. Além disso ainda vemos em Romanos 3,10 – “Como está escrito: Não há justo, nem um sequer” e mais adiante em 3,23: “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”. O sexto resultado foi que a maldição foi introduzida na humanidade caída – Gênesis 3,17-19. Por causa do pecado de um homem, toda a criação está sujeita à vaidade, gemendo e sofrendo angústia sob a escravidão da corrupção – Romanos 8,20. A mulher passou a sofrer na gravidez e ser governada pelo marido. A Terra foi amaldiçoada e produziu cardos e abrolhos. Enquanto o homem precisa suar para poder comer pão por toda a sua vida. Esses são os itens da maldição através da queda do homem, tornando a vida mais difícil, se bem que tais restrições servem como proteção ao homem por causa do seu pecado. O que seria da raça humana sem tais medidas? Quanto tempo o homem resistira sobre a Terra? O sétimo resultado foi que o homem foi expulso do paraíso – Gênesis 3,23-24. O paraíso era a esfera de vida, incluía a árvore da vida, e na qual o homem podia receber vida. Assim, ser expulso do paraíso significa ser levado para longe da esfera de vida. O oitavo resultado foi a morte – Gênesis 3,19; Romanos 5,1. Em primeiro lugar, o espírito do homem foi mortificado, por fim, o seu corpo morrerá. Através da transgressão de Adão o pecado entrou no mundo, e a morte pecado. A morte reina sobre todos os homens – Romanos 5,14. Assim em Adão todos morrem – I Coríntios 15,22. III. O SEGUNDO PASSO DA QUEDA. OS ANTECEDENTES. Após terem pecado, Adão e Eva se esconderam da presença de Deus. Entretanto, Deus veio procura-los e prometeu-lhes que o descendente da mulher esmagaria a cabeça da serpente – Gênesis 3,15. Quando ouviu isso, Adão imediatamente chamou de Eva à sua esposa – Gênesis 3,20. Eva significa “Vivente”. Isso prova que Adão creu na promessa de Deus e recebeu o evangelho de Deus. Em seguida, Gênesis 4,1 diz: “E Adão coabitou com Eva, sua esposa; e ela concebeu e deu à luz a Caim, e disse: adquiri um varão, Jeováh”. Caim significa “adquirido”. Quando Eva deu à luz a Caim, ela declarou: “Eu o obtive”. Segundo o conceito de Eva, Caim era o descendente da mulher prometido em Gênesis 3,15. As suas palavras em Gênesis 4,1 provam que ela havia crido naquela promessa e que havia recebido o evangelho de Deus. Com tais antecedentes, o homem devia ter obtido a salvação de Deus pela sua misericórdia. Contudo, quão lastimável é o fato de ter o homem caído novamente. Livro As Doze Lições Básicas do Ministro do Evangelho. Abraço. Davi.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

TRUMP RECONHECE JERUSALÉM COMO CAPITAL DE ISRAEL.

Editor do Mosaico. TRUMP RECONHECE JERUSALÉM COMO A CAPITAL DE ISRAEL. A decisão do presidente americano Donald Trump de reconhece Jerusalém como a capital de Israel, gerou no mundo, uma onda de apreensão, confusão e medo. A decisão vai de encontro a acordos internacionais envolvendo a região da antiga Palestina, que, de maioria árabe, protesta a unilateralidade da apreciação desse importante e significativo fato histórico. Está claro que essa decisão foi embasada num lobby de organizações e instituições interessadas numa influência do Estado de Israel no Oriente Médio. Há vários aspectos políticos que envolvem esta questão. Segundo especialistas um deles é a ilusão d’uma cortina de fumaça, que Trump realiza para distrair a opinião pública internacional dos assuntos internos em seu país, os quais ele não consegue direcionar, para o bem do povo americano. Seu partido – o republicano enfrenta dificuldade em aprovar importantes projetos de lei como aumento do orçamento militar, o fracionamento do fundo federal da saúde, restrição a imigrantes de determinadas nações, redução de impostos para os ricos, construção do muro na fronteira com o México, baixa aprovação popular segundo os principais institutos de pesquisas e outros. Esses são temas que congressistas democratas e alguns poucos republicanos impõem restrições, não concordando com sua efetivação. Além da margem apertada de senadores a favor do governo. Dos 100 senadores 52 são republicanos e 48 democratas. Isso torna difícil a aprovação de projetos da situação, fato envolvendo negociações e barganhas. Trump usa esta sagacidade como manobra política – maquiando os interesses – para impor a supremacia americana nos assuntos externos em qualquer parte do mundo. Os árabes, o outro lado da disputa, discordam totalmente do artifício que Trump usou na autoproclamação casual. Na Cis Jordânia, a Autoridade Nacional Palestina, na pessoa do seu presidente Marmoud Abbas (1935-) reagiu veementemente contra o autoritarismo do presidente americano, e o partido político Fatah convocou greve geral. Na Faixa de Gaza – norte da península do Sinai, o líder Ismail Haniyeh do Hamas pediu marcha contra o presidente americano em seu território. Houve manifestação no Egito, Jordânia, Turquia e maioria dos países muçulmanos. O presidente Francês Emannuel Macron (1977- ) disse que “o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel é uma perigosa ameaça à paz mundial”. Teresa May, primeira ministra britânica reagiu dizendo que “Jerusalém, no final, deve ser a capital compartilhada dos Estados de Israel e da Palestina”. Ângela Merkel (1954- ), atual primeira ministra alemã falou que “o governo alemão não apoia essa atitude, porque o status de Jerusalém deve ser negociado dentro de uma estrutura que envolva a solução de dois (Israel e Palestina) Estados”. Trump agiu sem nenhum respaldo de qualquer organismo internacional – ONU e seu Conselho de Segurança ou apoio de seus principais aliados europeus – Alemanha, França e Inglaterra como visto acima. Para entendermos a complexidade desse tema vamos passar resumidamente pela história dessa fascinante cidade sagrada para judeus, cristãos e muçulmanos. Usarei a enciclopédia livre Wikipédia como fonte da pesquisa. “PRIMÓRDIOS DA CIDADE. A cidade de Jerusalém tem uma história que data do IV milênio AC, tornando-a uma das mais antigas do mundo. Jerusalém é a cidade santa no Judaísmo e o centro espiritual dos judeus desde o século X AC. Contém inúmeros lugares significativos para os cristãos, e é considerada a terceira cidade santa no Islã. Segundo a tradição judaica, a cidade foi fundada por Sem e Eber, antepassados do patriarca Abraão. Segundo o historiador James Ussher, Jerusalém foi fundada pelos Hicsos, após estes terem sido expulsos do Egito por Tutmósis em 1825 AC. Nas narrativas bíblicas, Jerusalém era um a cidade Jebusita até o século X AC, quando o rei Davi a conquistou e fez dela a capital do Reino Unido de Israel e Judá no ano 1.000 AC. PERÍODO DOS TEMPLÁRIOS. O rei Davi reinou até 970 AC. Ele foi sucedido pelo seu filho Salomão, que construí o Templo Sagrado no Monte Moriá. Após a morte de Salomão em 930 AC, as dez tribos do norte uniram para formar o Reino de Israel. O TEMPO DE SALOMÃO, mais tarde conhecido como primeiro templo passou a desempenhar um papel central na história judaica como o lugar onde estava guardado a Arca da Aliança. Quando a Assíria conquistou o Reino de Israel, em 722 AC, Jerusalém foi fortalecida por um grande afluxo de refugiados provenientes do norte do reino. O Primeiro Período Templário acabou em cerca de 586 AC, quando os Babilônios conquistaram Judá e Jerusalém, e devastaram o Templo de Salomão. Em 538 AC, após cinquenta anos do exílio na Babilônia, Ciro, o Grande convidou os judeus a regressarem à Judá e Jerusalém e reconstruíram o Templo. A construção do Segundo Templo de Salomão foi concluída em 516 AC, durante o reinado de Dario, o Grande, 70 anos depois da destruição do Primeiro Templo. Quando o comandante grego Alexandre o Grande conquistou o Império Aquemênida, Jerusalém e Judeia caíram sob controle grego. GUERRAS ROMANO JUDAICA. Conforme o Império Romano se tornou mais forte, ele colocou Herodes como um rei cliente. Herodes o Grande, como ele era conhecido, dedicou-se a desenvolver e embelezar a cidade. Ele construiu muralhas, torres e palácios e expandiu o Templo do Monte, reforçou o pátio com blocos de pedra pesando até cem toneladas. Sob Herodes, a área do Templo do Monte dobrou de tamanho. No ano 6, a cidade, assim como grande parte da região ao redor, entrou sob controle direto dos romanos, como na Judéia. Herodes e seus descendentes até Agripa II permaneceram reis clientes da Judéia até o ano de 96. Nos cinco séculos seguintes à revolta de Bar Kokhba, a cidade de Jerusalém permaneceu sob domínio romano, até cair a mão do povo bizantino. Durante o século IV, o Imperador romano Constantino I, construiu partes católicas em Jerusalém como a Igreja do Santo Sepulcro. A partir de Constantino até o século VII, os judeus foram proibidos em Jerusalém. No período de algumas décadas, Jerusalém trocou de mãos entre persas e romanos, até voltar à mão dos romanos mais uma vez. Na destruição de Jerusalém em 614 pelo exército de Sassânida Cosroes II (590-628), após passarem 21 dias cercando a cidade, ela foi capturada pelos persas resultando na sua anexação territorial. A relíquia sagrada da Vera Cruz foi roubada e enviada para Bizâncio, antiga Constantinopla atual Istambul na Turquia. ESTADO ISLÂMICO. Em 638, o Califado Ortodoxo alargou a sua soberania para Jerusalém. Neste momento, a cidade foi declarada a terceira cidade mais sagrada do Islã, após Meca e Medina, e referido como Al Bait al Muquddas. Com a conquista árabe, os judeus foram autorizados a regressar à cidade. O califa ortodoxo Omar, assinou um tratado com o patriarca cristão monofisista Sofrônio. Assegurou-lhe que os lugares sagrados cristãos de Jerusalém e a população cristã seriam protegidos ao abrigo do Estado muçulmano. O califa Omíada Abdal Malique encomendou no século VII, a construção da Cúpula ou Domo da Rocha – um edifício situado no monte do Templo na cidade velha de Jerusalém. É considerado um dos sítios mais sagrados do Islã. CRUZADAS – SALADINO E OS MAMELUCOS. Em 1099, Jerusalém foi conquistada pelos Cruzados, que massacraram a maior parte dos habitantes muçulmanos e os resquícios judeus. A maioria dos cristãos foram expulsos e a judeus tinham fugido, no início de junho de 1099. A população de Jerusalém tinha diminuído de setenta mil para menos de trinta mil moradores. Os sobreviventes judeus foram vendidos na Europa como escravos ou exilados na comunidade judaica. Do Egito. Tribos árabes cristãs estabeleceram-se na destruída Cidade Velha de Jerusalém. Em 1187, a cidade foi arrancada da mão dos Cruzados por Saladino (1138-1193) permitindo que os judeus e os muçulmanos voltassem a morar na cidade. Em 1250 e 1517, Jerusalém foi governada pelos mamelucos, que impuseram um pesado imposto anual sobre os judeus destruindo os lugares sagrados dos cristãos no Monte Sião. Em 1517, Jerusalém é região sob o domínio Turco Otomano, permanecendo sob seu controle até 1917. Nessa época permaneceu um provincial e importante centro religioso, e não participava da principal rota comercial entre Damasco e Cairo. Com a ocupação de Jerusalém por Muhammad Ali do Egito, em 1831, missões e consulados estrangeiros começaram a se estabelecer na cidade. Em 1836, Ibrahim Pasa permitiu aos judeus, reconstruírem as quatro grandes sinagogas, entre elas a Hurva. O controle turco foi reinstalado em 1840, sendo que muitos egípcios muçulmanos permaneceram em Jerusalém. Judeus de Argel e da África do Norte começaram a instalar-se na cidade, em número cada vez maior. DOMÍNIO BRITÂNICO E A GUERRA DE 1948. Em 1917 após a Batalha de Jerusalém, o exército britânico, liderado pelo general Edmund Allenby 1861-1936), capturou a cidade. Em 1922, a Liga das Nações sob a Conferência de Lausanne – Suíça, confiou ao Reino Unido a administração da Palestina. 1922 a 1948 a população total da cidade passou de 52.000 para 165.000 habitantes, destes dois terços de judeus e um terço de árabes muçulmanos e cristãos. A situação entre árabes e judeus era sempre conflituosa. A medida que o Mandato Britânico da Palestina foi terminando, o Plano de Partilha das Nações Unidas de 1947 recomendou “a criação de um regime internacional, em especial na cidade de Jerusalém, constituindo-a como um corpus separatum no âmbito da administração das Nações Unidas”. O regime internacional deveria continuar em vigor por um período de dez anos, e seria realizado um referendo na qual os moradores de Jerusalém iriam votar para decidir o futuro regime da cidade. No entanto, este plano não foi implementado, porque a guerra de 1948 eclodiu enquanto os britânicos retiravam-se da Palestina e Israel declarou sua independência. DIVISÃO E CONTROVÉRSIA DA REUNIFICAÇÃO. A guerra terminou com Jerusalém dividida entre Israel e Jordânia (então Cisjordânia). O Armistício (trégua) de 1949 criou uma linha de cessar-fogo que atravessava o centro da cidade, e a esquerda o Monte Scopus como um enclave (dentro do limite de outro território) israelense. A Jordânia anexou formalmente Jerusalém Oriental, em 1950, sujeitando-a à lei jordaniana, numa atitude que só foi reconhecida pelo Paquistão. Também assumiu o controle dos lugares sagrados na Cidade Velha. Oposto aos termos do acordo, foi negado o acesso dos israelitas aos locais sagrados judaicos, muitos dos quais foram profanados, e apenas permitiram o acesso limitado aos locais sagrados cristãos. A Cúpula da Rocha e a Mesquita de Al Aqsa sofreram grande renovação. Durante a Guerra dos Seis Dias em 1967, Israel ocupou Jerusalém Oriental e afirmou soberania sobre toda a cidade. O acesso aos lugares sagrados judeus foram restabelecidos, enquanto a Esplanada das Mesquitas permaneceu sob a jurisdição de um islâmico Waqf. Essa anexação pós-guerra recebeu duras críticas da comunidade internacional. Tanto que, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou uma resolução que declarava a lei de anexação “uma violação do direito internacional”. O órgão internacional solicitou que todos os Estados Membros retirassem suas embaixadas da cidade. O status de cidade, e especialmente os seus lugares sagrados, continuam a ser uma questão central no conflito palestino-israelense. Colonos judeus ocuparam lugares históricos e construíram suas casas em terras confiscadas de palestinos. A intenção é expandir a presença judaica na parte oriental de Jerusalém, enquanto líderes islâmicos têm insistido que os judeus não têm qualquer laço histórico com Jerusalém. Os palestinos encaram Jerusalém Oriental como a capital do futuro Estado Palestino e as fronteiras da cidade têm sido assunto de controversas bilaterais”. Os fatos históricos mostram o quanto a questão de Jerusalém é importante para as religiões monoteístas (judaísmo, islamismo e cristianismo), que têm em seu solo relíquias sagradas, construções e eventos protagonizados por seus fundadores, que identificam-se as suas tradições espirituais. Desde tempos remotos houve litígio relacionado a sua soberania à um povo ou outro. Ora a supremacia da cidade ficou por conta dos muçulmanos, ora dos judeus e em outros tempos dos cristãos. Mesmo tendo laços fortes de cultura e tradição com a cidade sagrada, os judeus foram de lá dispersos no ano 70. O fato ocorreu quando o imperador romano Tito Flávio Vespasiano (39-81) tomou Jerusalém destruindo o Templo construído pelo rei Salomão. Por mais de dois mil anos esse povo esteve disperso pelo mundo – a chamada Diáspora. Entretanto, milagrosamente, mesmo espalhados por lugares longínquos, preservaram sua cultura, língua e tradição. Em 1948, uma resolução da ONU possibilitou a fundação do Estado de Israel, e os judeus puderam retornar a Palestina vivendo num país independente. A incoerência desse órgão internacional foi que, nessa mesma resolução, também havia a proposta da criação de um Estado Árabe que efetivamente não foi levada a termo por interesses escusos e não esclarecidos naquela data. A soberania nacional de Jerusalém dada à uma única nação, é discutível e questionável como representado acima pela história política e cultural da cidade. Israel administra Jerusalém, conforme resolução da ONU de 1947 que dividiu a cidade em ocidental e oriental. Sendo que a parte ocidental pertence a Israel e a oriental pertence aos árabes. Entretanto, o governo israelense desobedece a resolução criando acampamentos judeus nesta região velha da cidade e seus arredores.  Isso provoca a população árabe que vê seu direito usurpado. O fato dos israelitas permanecer ausente da região da Palestina por mais de dois mil anos, suponho provar, que o status da unilateralidade administrativa não tem amparo legal nem jurídico. Além do que a cidade esteve sob diversos domínios – judeus, romanos, muçulmanos, otomanos, britânicos e outros. Isso mostra sua característica internacional vista na língua, cultura, tradição e espiritualidade. Um comportamento metropolitano intrínseco e indelével já capturado pela humanidade como uma cidade universal – berço das principais religiões do mundo contemporâneo – muçulmanos, cristãos, judeus. Igualmente representada em seu território por drusos, budistas, hinduístas, jainistas, bharais e outras crenças. Falei acima sobre o Lobby que manipula o presidente Trump nessa inusitada decisão de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel. Essa influência vem basicamente do atual congresso nacional americano – o Capitólio – formado destacadamente pelos cristãos evangélicos. Os números mostram que dos 242 parlamentares democratas 80% são cristãos e 99% dos republicanos acompanham a mesma crença. A influência da comunidade judaica americana na economia do país – indústrias, bancos e outros seguimentos é fortíssima, tendo esses voz ativa em assuntos de relevância nacional. Uma questão levantada por pesquisadores independentes sobre esse assunto passa pelo argumento teológico. Os cristãos evangélicos, em sua maioria, são dogmáticos, supra valorizando crenças em futuras profecias. Isso é relevante quando pensamos que Jerusalém é um dos pontos chaves relacionado a Segunda Vinda de Cristo. Também os judeus esperam ansiosos a volta do Messias ou Mashiach e os ensinos da Torah e Tanach, mostram Jerusalém sendo parte essência do cumprimento dessa profecia. O que esses esperam é a reconstrução do Templo de Salomão, que desencadeará os demais fatos pressagiados na Bíblia Sagrada e na Tanach ou Bíblia Judaica. Dizem que os judeus já teriam o material para a construção desse Templo. Acontece que as profecias dizem que ele deve ser erguido ao lado da atual Mesquita de Al Aqsa, Domo da Rocha, a terceira relíquia mais sagrada para os muçulmanos. Assim a mesquita, o Domo da Rocha e o futuro Templo dos judeus conviverão juntos.  Algo que não passa pela cabeça de nenhum muçulmano. Uma situação totalmente inviável, que criaria uma enorme confusão e fúria entre a comunidade árabe, quase comparada a uma declaração de guerra. Os cristão esperam com grande expectativa esse Templo restaurado, pois segundo a Bíblia ele precede o acontecimento do arrebatamento da igreja. Aqueles que forem considerados vencedores serão arrebatados e não verão o dano da segunda morte, que começa com a chamada grande tribulação. Esse período – sete anos – três anos e meio de paz e três anos e meio de sofrimento. Segundo o livro de Zacarias ceifará a vida de dois terços do povo de Deus na Terra. Profecias bíblicas falam que o anticristo sacrificará porcos – animal imundo para judeus e muçulmanos – no altar sagrado do Templo. A imagem do chamado abominável da desolação falará no Templo conforme as profecias de Daniel. Duas testemunhas serão levantadas nesses terríveis dias – segundo o apocalipse serão os profetas Moisés e Elias. O primeiro converteu água em sangue e o segundo orou e ficou três anos sem chover. Na verdade esses acontecimentos escatológicos precisam ser meticulosamente investigados. Não podemos ficar na interpretação literal dos fatos, apenas, que é bastante superficial, não dando segurança e nem comprovação de que são realmente confiáveis. Além da superstição que contamina a interpretação feita no calor dos fatos – pressionando à que ocorram dá maneira que a grande maioria espera. Isso tudo parece uma onda – para apressar a volta de Cristo ou do Messias. Cria um clima de euforia nos cristãos e judeus, passageiro, como todos que ocorreram no passado com alusivo a esse fato. Ninguém conhece o dia ou a hora, nem fato algum poderá acelerar ou retarda esta volta. Como a Bíblia diz em Mateus 24,36 “Entretanto, a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o filho, senão exclusivamente o Pai”. A volta do Messias não está predita de forma contundente com hora, dia ou ano marcado. Como vimos, fatos, podem evidenciar esse acontecimento, um deles é a construção do Terceiro Templo. Todavia, estudiosos da Torah e Talmud não arriscam quando isso pode ocorrer, e de que forma, ocorrências históricas ou aleatórias como a realizada por Trump influenciarão os acontecimentos. Parece, que a atitude do presidente americano, como vimos, tem mais haver com manobra política – cortina de fumaça – que uma atitude sensata de correspondência profética. É perfeitamente inviável, nesse clima de tensão, apreensão e medo, imaginar qualquer vaticínio profético. Essa intromissão num assunto tão importante para as religiões monoteístas trouxe mais medo e perplexidade à humanidade. Uma situação política perigosa que precisará ser digerida pela comunidade internacional através da diplomacia, onde os americanos, com seu posicionamento unilateral, mostraram ter pouca legitimidade para conciliar o conflito entre palestinos e israelenses. Abraço. Davi.