Espiritualidade. Texto de Jiddu Krishnamurti. Nascido em 11 de maio de 1895 em Madnapele, ao sul da Índia, Jiddu Krishnamurti
foi um filósofo e místico indiano. Acompanhou seu pai Jiddu Naraniah a Adyar em
23 de janeiro de 1909, pois este conquistara um emprego de
secretário-assistente da Sociedade Teosófica, entidade que estuda todas as
religiões. Krishnamuti foi adotado pela Dra. Annie Besant (1847-1933),
presidente da Sociedade Teosófica. Foi proclamado pelos teosofistas como o
instrutor do mundo. Uma organização chamada Estrela do Oriente foi formada para
preparar o mundo para sua chegada e Krishnamurti se tornou seu líder. Entretanto,
em 1929, Krishnamurti renunciou ao papel que lhe fora destinado, dissolveu a
Ordem com seus inúmeros seguidores e devolveu todo o dinheiro e propriedades
doados para seu trabalho. Krishnamurti se tornou um instrutor espiritual. Por
aproximadamente 70 anos, ele viajou pelo mundo falando para grandes audiências
e indivíduos sobre a necessidade de uma mudança radical na humanidade.
Rejeitava o título de guia espiritual que alguns lhe atribuía, atraia grandes
multidões, mas não aceitava discípulos, falando sempre como se fosse de pessoa
a pessoa. O cerne do seu ensinamento consiste na afirmação de que é necessária
e urgente uma mudança fundamental na sociedade, através da transformação da
consciência individual. A necessidade do autoconhecimento e da compreensão das
influências restritivas e separativas das religiões organizadas, dos
nacionalismos e de outros condicionamentos, foram por ele constantemente
realçadas. Chamou sempre a atenção para a necessidade urgente de um
aprofundamento da consciência, para esse “vasto espaço que existe no cérebro
onde há inimaginável energia”. Essa energia parece ter sido a origem da sua
própria criatividade e também a chave para o seu impacto catalítico numa tão
grande e variada quantidade de pessoas. "Afirmo que a Verdade é uma terra
sem caminho. O homem não pode atingi-la por intermédio de nenhuma organização,
de nenhum credo. Tem de encontrá-la através do espelho do relacionamento,
através da compreensão dos conteúdos da sua própria mente, através da
observação". Considerado um dos maiores pensadores e instrutores
religiosos de todos os tempos, ele não era ligado a nenhuma filosofia ou
religião. Falava sobre problemas que preocupavam a todos em nossa vida diária,
como viver em uma sociedade moderna com violência e corrupção, da busca
individual por segurança e felicidade e da necessidade da humanidade de se
livrar do peso interior do medo, da dor e da tristeza. Explicou com grande
precisão, o funcionamento da mente humana e apontou a necessidade de trazer à
nossa vida diária, uma qualidade profundamente meditativa e espiritual.
Krishnamurti não pertencia a nenhuma organização religiosa, seita ou país, nem
estava associado a qualquer escola política de pensamento ideológico. Segundo
Krishnamurti, para saber o que é meditação deveríamos saber o que é pensar.
"Meditar sem conhecer o processo de pensar é criar uma fantasia, uma
ilusão sem realidade. Ele dizia que pensar é uma resposta da memória. Os
pensamentos se tornam escravos de palavras, de símbolos, de ideias, e a mente é
a palavra, e ela passa a depender de nomes como Deus, comunista, aldeão, cozinheiro
e etc. Vivemos e pensamos dentro de uma estrutura condicionada. Porém, haverá
pensamento sem palavra? Existe um pensar sem a palavra e, portanto, fora do
tempo? A palavra é tempo. Mas, se a mente for capaz de separar de si própria a
palavra e o símbolo, haverá, então, um perquirir (fazer uma investigação
minuciosa) sem objetivo e essa pesquisa será de ordem atemporal”. "A meditação é uma das coisas mais
importantes na vida; não como meditar, não a meditação conforme um sistema, não
a prática da meditação, mas principalmente o que a meditação é na verdade. Se
um indivíduo pode descobrir, muito profundamente, a significação, a necessidade
e a importância que tem a meditação para si mesmo, então descartará todos os
sistemas, métodos, gurus, junto com todas as coisas peculiares que se acham
envolvidas nesse tipo oriental de meditação”. "Para ver o que o indivíduo
realmente é, torna-se vital que haja liberdade, liberdade com relação a todo o
conteúdo da própria consciência, sendo o conteúdo da consciência todas as
coisas acumuladas pelo pensamento. Libertar-se do conteúdo da própria
consciência, das cóleras e brutalidades, das vaidades e da arrogância,
libertar-se de todas as coisas em que a pessoa se acha enredada, é meditação”.
"Os que desejam compreender o profundo significado da meditação, devem
partir de si próprios, porquanto o autoconhecimento é a base do verdadeiro
pensar. Deveis partir de vós mesmos, para chegardes longe. É difícil a
auto-observação. É difícil penetrarmos até o fundo de cada pensamento-sentimento,
mas essa percepção de cada pensamento-sentimento porá fim às divagações da
mente. (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 119)" "A meditação só tem
significado quando a mente-coração está vigilante, descendo até o fundo de cada
pensamento e sentimento que surge, sem comparar nem identificar. Porque o
identificar e o comparar sustenta o conflito da dualidade. Na tentativa de
concentrar-nos, são os pensamentos-sentimentos antagônicos reprimidos, ou
afastados, ou superados, e não é possível a compreensão". "Que é
meditação? Não é ela a compreensão das atividades de nosso “ego”, não é ela
autoconhecimento? Sem autoconhecimento, sem a percepção do processo do “eu”, em
sua inteireza, carece de realidade a base sobre que formais o vosso caráter, o objetivo
pelo qual lutais”. (O Egoísmo e o Problema da Paz). "A meditação não é um
processo de vir a ser pessoal; uma vez que se inicia com o autoconhecimento,
traz-nos a tranquilidade e a suprema sabedoria, abrindo-nos a porta para o
Eterno. Tem a meditação por fim fazer-nos conhecer o “ego” no seu todo. O “ego”
é resultado do passado e não existe no isolamento. As muitas causas que lhe
deram existência precisam ser compreendidas e transcendidas”. (O Egoísmo e o
Problema da Paz, pág. 160) "Destrua o pequeno estímulo egocêntrico, ele
não existe! A partir daí você pode se mover infinitamente. E isto é meditação.
Não simplesmente sentar-se de pernas cruzadas, ou em posição sobre a cabeça, ou
fazer o quer que seja, mas tendo o sentimento de completa totalidade e unidade
da vida. E isso só pode vir quando há amor e compaixão. (The Word of Peace,
pág. 96) "Meditação é estar cônscio de cada pensamento e de cada
sentimento, nunca dizer que ele é certo ou errado, porém simplesmente observar
e acompanhar seu movimento. Nessa vigilância, compreendeis o movimento total do
pensamento e do sentimento. E dessa vigilância vem o silêncio. O silêncio
criado pelo pensamento é estagnação, coisa morta, porém o silêncio que vem
quando o pensamento compreendeu a sua própria origem, natureza, esse silêncio é
meditação na qual o meditador está de todo ausente, porque a mente esvaziou-se
do passado”. (Liberte-se do Passado, pág. 103). "Ora, compreender a si
próprio é absolutamente necessário. Meditar é esvaziar a mente, e, nesse estado
de vazio, ocorre a “explosão” que nos lança no desconhecido. A mente que está
repleta, carregada de problemas, em conflito, que não explorou as profundezas
de si própria, não tem possibilidade de esvaziar-se. E a meditação é o esvaziar
da mente, não no final, porém imediatamente, fora do tempo”. (Uma Nova Maneira
de Agir, pág. 73-74) "Meditação é o apercebimento de cada pensamento, de
cada sentimento, de cada ato, e esse percebimento só é possível quando não há
condenação, nem julgamento, nem comparação. Vedes, simplesmente, cada coisa
como é, e isso significa que estais cônscio de vosso condicionamento – tanto do
consciente como do inconsciente – sem
desfigurá-lo ou alterá-lo”. (O Homem e seus Desejos em Conflito, 1ª ed.,
pág. 98). "Conhecer o processo integral da mente – todas as suas inclinações, motivos, propósitos,
seus talentos, suas exigências, seus temores, frustrações e êxitos felizes –
conhecer todas essas coisas significa
estar tranquilo e não permitir que elas atuem. Só então pode manifestar-se o
que se acha além da mente”. (As Ilusões da Mente, pág. 116) "E quando
livres do medo, da amargura, da ambição, da avidez, da inveja, do desejo de
êxito, da existência de poder, posição, prestígio, o cérebro se torna então
tranquilo. Mas só podeis compreender e livrar-vos de toda essa agitação, se
dela vos conscientizardes sem nenhum esforço. Está agora bem claro que,
para a mente poder achar-se no estado de meditação, é imprescindível a
eliminação do conflito. Enquanto não se compreender a estrutura e a anatomia
desse centro, haverá sempre conflito". (O Homem e seus Desejos em
Conflito, 2ª ed., pág. 166). "A meditação é a purificação da mente de
todas as suas acumulações; é expurgá-la da capacidade de adquirir, de
identificar-se, de vir a ser; expurgá-la da expansão do 'ego', do preenchimento
do “ego”. A meditação é o libertar a mente da memória, do tempo”. (O Egoísmo e
o Problema da Paz, pág.269). "No estado de meditação, a mente está vendo –
observando, escutando sem a palavra, sem comentário, sem opinião – atenta ao
movimento da vida em todas as suas relações, do começo ao fim do dia. Mas a
mente que está vigilante, escutando o movimento da vida – o externo e o interno
– o essa mente vem um silêncio não fabricado pelo pensamento”. (A Outra Margem
do Caminho, pág. 19). "Só quando ausente o “eu”, existe a possibilidade de
a mente estar quieta, e, portanto, apta a compreender, a receber aquilo que é
eterno. Mas formar uma representação da eternidade, conceber uma ideia a seu
respeito, é, verdadeiramente, auto projeção, ilusão. Mas, para que
o eterno seja, torna-se necessário, evidentemente, que as atividades, as
fabricações, as projeções do “eu” cessem inteiramente. E o cessar dessa
projeção é o começo da meditação". (Nós Somos o Problema, pág. 50).
"A meditação exige uma mente sobremodo vigilante; a meditação é a
compreensão da totalidade da vida, na qual não existe mais nenhuma espécie de
fragmentação. Meditação não é controle do pensamento (…); mas, quando se
compreende a estrutura e a origem do pensamento, (…) o pensamento então não
mais interfere. Essa compreensão da estrutura do pensar é sua própria
disciplina, que é meditação”. (Liberte-se do Passado, pág. 103). "A mente,
pois, percebe que, sem espaço, sem espaço infinito, não há liberdade, e que só há
espaço infinito quando não há nenhum criador de espaço. O espaço é infinito,
desde que não haja objeto; por conseguinte, a liberdade é infinita”. (Uma Nova
Maneira de Agir, pág. 141). "É, pois, esse o começo da meditação; isto é,
a mente, depois de desejar e procurar espaço no exterior, e de compreender esse
espaço exterior, volta-se para o seu próprio interior e observa. E, rejeitando
o falso alcança a mente um estado de verdadeira serenidade. Porque compreendeu
tudo aquilo, já nada busca, nada pede, nada exige." (Uma Nova Maneira de
Agir, pág. 144) "A meditação é a inocência do presente e, em consequência,
é sempre só. A mente totalmente só, ilesa do pensamento, cessa de acumular.
Portanto, o esvaziar da mente está sempre no presente. Para a mente que está
só, o futuro – que pertence ao passado – deixa de existir”. (A Outra Margem do
Caminho, pág. 85) "Porque o findar do pensamento é o começo da meditação
real; e só então há uma revolução, uma maneira fundamentalmente nova de
considerar a existência”. (Da Insatisfação à Felicidade, pág. 71).
"Meditação é estar cônscio das atividades da mente – da mente do
meditador, de como a mente se divide em meditador e meditação, em pensador e
pensamento, o pensador dominando, controlando, moldando o pensamento. Existe,
pois, em todos nós, o pensador separado do pensamento; o pensador se tornou o
“eu superior”, o “eu mais nobre”, mas isso é ainda a mente dividida em pensador
e pensamento”. (As Ilusões da Mente, pág. 76) "A meditação,
portanto, é o “processo de não condicionamento” da mente; significa estar
cônscio sem condenação, sem justificação ou resistência, de cada pensamento,
cada sentimento, cada fantasia que surge, conforme as nossas idiossincrasias e
tendências pessoais. É a memória do passado que condiciona a nossa reação, e
meditação é o processo de libertar a mente do passado." (A Arte da
Libertação, pág. 33)”. A meditação sem padrão estabelecido, sem causa ou
motivo, sem direção ou propósito é um fenômeno extraordinário. Não é somente
uma tremenda e purificadora explosão, mas é também a morte sem retorno.
Trata-se de uma ação devastadora que penetra por todos os cantos mais distantes
e secretos do pensamento. Sua pureza é extremamente vulnerável Como o
amor, ela é pura porque desconhece a resistência. Assim como a morte, é
inevitável; não existe, na meditação, o amanhã. Eis o que é meditação, e não
a atividade do cérebro em sua busca de segurança. A meditação destrói a
segurança. Nela existe grande beleza. Todas as coisas surgem e fluem do vazio
desse silêncio”. (Diário de Krishnamurti, pág. 70). "A meditação não
consiste em buscar uma finalidade. Da meditação surge um imenso silêncio; não
um silêncio cultivado, entre dois pensamentos, dois ruídos, senão um silêncio
que é inimaginável. O cérebro chega a estar extraordinariamente quieto quando
se acha nesse processo de investigação interior; quando há silêncio, existe
grande percepção. Nesse silêncio há vazio, um vazio que é a soma de toda
energia”. (La Totalidad de la Vida, pág. 193). "É extraordinariamente importante
conhecer e compreender a profundidade e a beleza da meditação. Existe algo
imutável, sagrado, absolutamente puro, não contaminado por nenhum pensamento,
por nenhuma experiência? Para descobrir isso, para dar com isso, é
imprescindível a meditação. Não a meditação repetitiva; isso carece por
completo de sentido. Quando a mente se acha livre de todo conflito, de qualquer
afã do pensamento, existe então uma energia criadora que é autenticamente
religiosa. Dar com essa energia que não tem princípio nem fim, é a verdadeira
profundidade e beleza da meditação. Isso requer libertação de todo
condicionamento”. (La Llama de la Atención, pág. 34-35). “De modo que existe
uma fonte, uma causa original da qual surgem todas as coisas, e essa causa
original não é a palavra. A palavra nunca é coisa. E a meditação consiste em
dar com essa causa que é a fonte original de todas as coisas e que está
totalmente livre do tempo. Esse é o caminho da meditação. E bem-aventurado é
quem o descobre”. (La Llama de la Atención, pág. 35). "Mas, se quem
pratica a meditação começa por compreender a si próprio, tem então grande
importância a sua meditação. Pela autovigilância e o autoconhecimento vem o
reto pensar; é somente então que o pensamento é capaz de transcender as camadas
condicionadas da consciência. A meditação é então o “ser”, o qual tem seu
próprio movimento eterno; é a própria criação, porquanto o meditador deixou de
existir”. (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 184). Krishnamurti sempre
afirmava que antes de sermos hindus, muçulmanos, budistas ou cristãos, somos
seres humanos iguais ao resto da humanidade. Ele pediu que andemos suavemente
por esta terra sem nos destruirmos ou ao meio ambiente. Transmitiu aos seus
ouvintes um profundo senso de respeito pela natureza. Seus ensinamentos
transcendem os sistemas de crenças feitos pelo homem, o sentimento de
nacionalismo e de sectarismo. Ao mesmo tempo eles dão um novo sentido e direção
à busca da humanidade pela verdade. Seus ensinamentos, além de serem relevantes
à idade moderna, são atemporais e universais. Krishnamurti morreu em 1986,
deixando um rastro de luz para quem ousar buscar a liberdade e o
autoconhecimento. www.conscienciapura.com.br. Abraço. Davi.
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
quinta-feira, 21 de dezembro de 2017
I. O SURGIMENTO DA MEDIUNIDADE.
Religião
Afro descendente. Umbanda. Texto de Yamusiddha Arhapiagha. Mestre Tântrico
Curador. Médium F. Rivas Neto. Capítulo Nove. SURGIMENTO DA MEDIUNIDADE –
NECESSIDADES – OS SETE SENTIDOS- A TELA ATÔMICA OU ETÉRICA – OS NÚCLEOS
VIBRATÓRIOS OU CHACKAS – A VERDADEIRA CABALA – AS PRIMEIRAS MANIFESTAÇÕES
MEDIÚNICAS – MANIFESTAÇÕES DOS MAGOS DA RAÇA VERMELHA OU ATLANTE – O QUE SÃO OS
MÉDIUNS – O VERDADEIRO MEDIUNISMO – O MEDIUNISMO COMO VIA EVOLUTIVA. Filho de
Fé, após viajarmos pelos 4 cantos do planeta, observamos que, no decorrer do
espaço-tempo, a Proto Síntese Cósmica, e com ela a Proto Síntese
Relígio-Científica, foram sendo deturpadas, confundidas, interpoladas e
completamente invertidas em seus mais profundos e puros valores e, por fim,
completa e totalmente esquecidas pela grande maioria das humanas criaturas.
Assim, antes de adentrarmos no surgimento da mediunidade, é necessário que nos
aprofundemos até as raízes das deturpações e, quando lá chegarmos, entenderemos
o mecanismo real, sem os véus do mito, do porquê da mediunidade. Como dizíamos,
a Lei vinha sendo postergada, quando alguns raríssimos Iniciados, Guardiães da
Tradição do Conhecimento ou Proto Síntese Cósmica, guardaram-na,
trancafiaram-na no interior das Ordens, Templos, Colégios Divinos, Academias
Sagradas, etc. E, por que assim o fizeram? Assim o fizeram porque foram combatidos
e perseguidos cruel e ferozmente por todos aqueles interessados em inverter e
encobrir as Verdades, isso para que eles pudessem se sobressair e para que seus
instintos e desejos ligados ao mundo das sombras pudessem ter caminho livre às
ações nefastas e deletérias. Guardaram-na muito principalmente dos olhares e
das mãos dos hipócritas de todos os tempos, pois o Conhecimento em suas mãos
seria, seguramente, muito perigoso e danoso para toda a humanidade. Nesse
período houve uma retração, um ocultamento das Tradições do Conhecimento Uno,
surgindo assim, como vimos, as Ciências Esotéricas ou Tradições Herméticas, as
quais eram transmitidas apenas no interior dos Templos. Com o ocultamento da
Tradição do Conhecimento Uno, ficamos pois com dois Conhecimentos.
Primeiramente, o do interior de raríssimos Templos, que eram os Guardiães da
Tradição do Conhecimento Uno, que passa a ser chamada de Tradição Oculta ou das
Ciências Herméticas, que em verdade velavam e resguardavam o Conhecimento
Integral, o Conhecimento Total. O outro conhecimento era o profano, aberto,
público, que ficou ou permanece até os dias atuais, que foi denominado como
oficial, sendo transmitido a todos. Esse conhecimento é o das nossas Ciências
oficiais, ou dos bancos acadêmicos. Foi então, nessa época, que as Ciências
foram ocultadas, passando a chamar-se Ciências Ocultas. Ao contrário do que
muitos dizem, as Ciências Ocultas não são empíricas, pois contêm a Tradição do
Conhecimento Integral. Dias chegarão em que haverá o reconhecimento dessa
Tradição; até lá aguardemos, cumprindo a nossa parte. Mas se falamos que essas
Verdades eram guardadas nos Templos, que Templos eram esses? Para responder,
precisamos nos aprofundar na história das deturpações nos 4 cantos do planeta,
o que já esboçamos no capítulo anterior. Então, relembremos: todo o
Conhecimento surgiu da pura Raça Vermelha, em pleno solo brasileiro, e ficou
velado em Templos que foram e permanecem soterrados em pleno Planalto Central
Brasileiro. Velam as 78 placas de nefrita, que se compõem de 21 placas
numeradas e grafadas que se correspondem com a Proto-Síntese Cósmica e 57
placas numeradas e grafadas que se correspondem com a Proto-Síntese
RelígioCientífica, isto é, o Conhecimento UNO de que fazem parte a Religião, a
Filosofia, a Ciência e a Arte. Também já vimos que, através do processo
migratório tanto físico como espiritual, a Tradição do Conhecimento Uno ou do
Saber Total alcançaria todos os cantos do planeta. Tudo se iniciou na América,
no Baratzil, e é daqui que a Luz-Tradição irradiar-se-ia para todo o planeta.
Vimos que o primeiro nome dessa Proto Síntese Cósmica foi Aumbandan. Surgiu um
sinônimo, ainda no seio da Raça Vermelha — Macauan —, que em verdade significa
a mesma Proto Síntese Cósmica. Os condutores da pura Raça Vermelha assim
fizeram em virtude das possíveis deturpações e cisões que poderiam surgir, como
em verdade surgiram. Assim, o segundo nome foi Macauam. Lembremo-nos de que,
quando a ProtoSíntese Cósmica foi ocultada, no seio da Raça Vermelha, foram
seus Guardiães Sagrados os 12 Anciãos. Aí teremos o terceiro nome da Proto
Síntese Cósmica — TUYABAÉ-CUAÁ — A SABEDORIA DOS ANCIÃOS — A TRADIÇÃO VELADA
PELOS 12 ANCIÃOS. Repetimos esses fatos para que os Filhos de Fé possam
entender, logo mais, nossos estudos relativos às primeiras manifestações
mediúnicas. Bem, após revelar a Tradição do Conhecimento Uno ou Integrado, o
povo da Raça Vermelha, através do Tronco Tupy, pela nação Tupy-guarany, levou o
Conhecimento deturpado desde a América Central até a América do Norte,
atingindo depois o Oriente, principalmente Índia, Nepal, Manchúria, Mongólia,
China e arredores. Os brâmanes, sacerdotes hindus, velaram pela Tradição que
tinham recebido diretamente dos egípcios, por meio de seus grandes sacerdotes,
que eram reencarnações dos próprios Tupy-nambá que haviam ficado no Baratzil,
reencarnando apenas no Egito e Índia, para em verdade refazer a união com seus
irmãos errantes, os Tupy-guarany. Assim, levaram ao povo do Nilo os
ensinamentos relativos ao Tuyabaé-Cuaá. Transmitiram-lhes, em solene e singela
cerimônia astral do planeta, as 78 placas de nefrita que, no entanto, para
serem decifradas ou decodificadas, precisariam de mais uma chave. Realmente foi
uma CERIMÔNIA PLANETÁRIA. Houve, no Egito, a materialização das 78 placas, que,
após serem copiadas em 78 placas de ouro, foram desmaterializadas e
rematerializaram-se quando voltaram ao seu local original, no Planalto Central
Brasileiro. E claro que, nos arquivos Iniciáticos do Astral, existe a cópia
original, a qual, como veremos no fim de nosso pequeno livro, está nas mãos da
pura Raça Vermelha e de sua representante — a Umbanda. Nesse solo africano, a
Raça Vermelha, através dos egípcios, transmitiu seus ensinamentos aos negros do
continente, principalmente os etíopes. Muitos sacerdotes egípcios (a pura Raça
Vermelha — reencamações dos primitivos e poderosos Tupynambá) reencarnaram na
Índia, no intuito de restaurar o Conhecimento que já estava deturpado, pois lá
chegou já esfarrapado com os Tupy-guarany. Então, na Índia, os dois povos, ou
melhor, as duas nações que formavam o Tronco Tupy, se reencontraram e juntas
começaram a reconstrução do poderoso Tronco Tupy, isso em nível kármico-astral.
Muito lutaram para isso os Tupy-nambá, que desde o início foram fiéis às Leis
Cósmicas. Antes de prosseguir com a Índia, relembremos que a China também
recebeu deturpados os Conhecimentos relativos à Proto-Síntese Cósmica. Muito
mais tarde é que, através do FO-HI, LAO-TSÉ e outros, tentaram, sem conseguir
restaurar o Conhecimento. Rudimentos ou resquícios da ProtoSíntese Cósmica são
encontrados no I KING que, como outros, tornou-se um mero jogo especulativo,
para divertir e acalmar a curiosidade leiga. É bom que se diga que já há uma
forte Corrente Astral restabelecendo a Verdade no seio dessa próspera nação
amarela. Mas, voltando às terras banhadas pelo Ganges, a Índia fica
parcialmente depositária da Tradição, pois através de Rama, em seu Livro
Circular ou Estrelado em futuro teria também as chaves certas para abrir e
interpretar os mistérios da Proto-Síntese Cósmica — o Aumbandan. Com tudo isso,
os Filhos de Fé devem ter percebido que o vocábulo Sagrado — o Aumbandan — já
estava perdido e adulterado. Raríssimos sacerdotes egípcios e hindus (herdeiros
dos Tupy-nambá e Tupy-guarany) é que o pronunciavam no âmago do Templo e mesmo
assim somente diante da mais alta Cúpula Sacerdotal. A partir dessa época, os
Fundamentos da Proto-Síntese Cósmica seriam velados pelos egípcios e estariam
pois liberados os hindus, os quais ficariam na retaguarda, como fortes
guardiães das Verdades Universais. Assim é que, no Egito, os sacerdotes
resolveram (a Raça Vermelha decidiu) velar mais uma vez o nome da Proto-Síntese
Cósmica. Lembremo-nos de que o terceiro nome foi Tuyabaé-Cuaá, a Tradição
mantida pelos 12 Anciãos ou a Sabedoria dos Velhos. O quarto nome, então, seria
ITARAÔ. Decifremos o vocábulo Itaraô: ita — pedra ou I — potência, ta — fogo,
portanto, Divindade; raô: ra — reinar, aô — mistério, véu. Assim, podemos
traduzi-lo como A PEDRA DO REINO DA LUZ ou o MISTÉRIO DA LEI DIVINA — a própria
LEI DIVINA — a SÍNTESE TOTAL. Mais tarde foi chamado Itarô, para finalmente
tomar a denominação de Tarô, o qual tem o mesmo significado de Itaraô, podendo
também ser decodificado como o Mistério da Vida, vida no sentido de Amor e
Sabedoria. Assim, nos Templos de Mênfis e Tebas (nos Templos de Yokabed), o
Tarô foi guardado e velado a 7 chaves. O Tarô foi dividido em forma de ARCANOS.
Dividiu-se em 21 Arcanos Maiores e 57 Arcanos Menores. Muito depois dessa época
é que o Arcano foi definido como mistério, segredo, mas a priori eram as
REVELAÇÕES DIVINAS, e com elas certa ordem de fatores moraisespirituais. Só nos
falta relembrar ao Filho de Fé e ao amigo leitor que foi no Egito que os dois
Troncos se reuniram de fato, para de lá poderem retornar ao Baratzil com toda a
Tradição restaurada.* Assim, retorna adulterada a Tradição e com as deturpações
ocorre todo o séquito de cisões que invadiu o Baratzil até nossos dias. Mas a
ProtoSíntese há de ser restaurada, e está sendo através do MOVIMENTO
UMBANDISTA, que justamente surgiu com essa missão. Após as cisões tradicionais,
temos as mais recentes, como aquela em que a Ordem Dórica (de Melquesedeque)
foi substituída e totalmente vilipendiada pela Ordem Yônica. Na própria Índia,
há 6.000 anos aproximadamente, tivemos o Cisma de Irshu, com destruição quase
que total da Tradição que já era oculta. Aí está um dos motivos pelos quais os
mistérios da Proto-Síntese não foram lá velados, tanto que os sacerdotes
egípcios se responsabilizaram por sua guarda. Assim é que até hoje, na Índia,
permanece uma série infindável de Filosofias e Religiões, sem que nelas se
encontre o substrato da Proto-Síntese Cósmica. Claro que uma ou outra Escola
Iniciática hindu tem Fundamentos, os quais, assim como quaisquer outros, devem
ser respeitados. Mas daí a se dizer que contenham a Proto-Síntese Cósmica vai
uma diferença meridiana. O Movimento Umbandista da atualidade não se utiliza de
Conceitos Teosóficos ou mesmo do Ocultismo Indiano, por não representarem eles
os anseios da restauração do AUMBANDAN. Muitos dirão que, na própria Índia, no
Budismo Esotérico, em sua mística sagrada, encontraremos o termo Kumbandas.
Claro que isto é real, mas não com significação de Proto Síntese Cósmica. Como
dissemos, as deturpações e interpolações existiram e existem, mas acreditamos
que o budista convicto merece nosso sincero respeito e que o Budismo deve
atender a muitas almas ainda a ele ligadas por injunções kármicas diversas,
sendo ele um dos caminhos ao Religare, assim como outros e quaisquer sistemas
religiosos. Mas é bom que se entenda que nós não somos a favor ou contra os
sistemas religiosos, pois acreditamos que eles existam com finalidades justas.
No entanto, estamos sendo apologistas não de uma religião, pois a nossa
religião é aquela que nos une em Espírito com a nossa Essência, ou seja, a
nossa Consciência Cósmica, que não é Deus (vide Capítulo 1). Como dizíamos,
somos apologistas da Proto Síntese Cósmica e, dentro dela, da Proto Síntese
Relígio-Científica. Assim, o verdadeiro umbandista é universalista, não no
sentido de fazer uma "grande mistura", mas no sentido de entender as
misturas e os vários entendimentos que se encontram dentro delas. Assim, quanto
mais dissermos que somos religiosos, menos nos encontraremos próximos da
verdade, e sim cada vez mais distantes dela. O verdadeiro Umbandista não é só
religioso, é ligado às Filosofias, às Ciências e às Artes. Separa o joio do
trigo e, mesmo assim, com critérios. Mas voltemos ao Cisma de Irshu, na Índia.
Em relação a ele, devemos dizer que não foi o único, pois o povo hebreu,
através de seus condutores, em especial Moisés, inverteu e deturpou a dita
Proto Síntese Cósmica, que eles começaram a chamar de Cabala (5º nome), também
com seus Arcanos, só que dividimos em 56 Arcanos Menores e 22 Maiores, somente
porque seu alfabeto, o hebraico, tinha 22 letras. Assim, embaralhou-se e
confundiu-se ainda mais todo o entendimento, no Oriente e no Ocidente. Até
hoje, infelizmente, até certo ponto, muitas Escolas Iniciáticas guardam e
ensinam a seus prosélitos, até iniciando-os, essa Tradição completamente
adulterada e deturpada, rota, arrumada e ajeitada ao entendimento de um e outro
e ao bel-prazer de seus dirigentes. Enfim, usurparam e usurpam a Verdade, mas
enfim (...). Sim, Moisés ajeitou, ajustou ao seu povo, fez uma nova chave de
interpretação, pois em verdade ele, Moisés, sabia que a Proto Síntese Cósmica
era composta de 57 Arcanos Menores e 21 Arcanos Maiores. Em outros capítulos,
provaremos geométrica e matematicamente que 57 e 21 são os Arcanos menores e
maiores, respectivamente. Também tentaremos provar como Moisés chegou nos 22 e
56, velando através de uma chave simples toda a interpretação. Por ora, só
queremos que o Filho de Fé perceba que existe uma forte Tradição Esotérica nas
figuras geométricas, em especial no triângulo, o qual será motivo de estudo
mais avante em nossos humildes apontamentos, bem como na estrela triangulada ou
hexagrama, que é o mesmo CÍRCULO ESTRELADO DE RAMA (Emissário da Raça Vermelha,
enviado da Confraria de Oxalá), que não é diferente do Livro Circular citado
por João em seu Apocalipse. Disso os hebreus tiraram proveito, tanto que seu
símbolo máximo é o HEXAGRAMA SAGRADO. Neste exato momento, pedimos ao Filho de
Fé que redobre a atenção, pois de forma bem simples provaremos agora o que
também faremos, de forma mais profunda, em capítulo ulterior. O dito Tarô é
composto de 78 placas. Essas placas são os chamados Arcanos. Dividiram os
Arcanos em: 22 Arcanos Maiores e 56 Arcanos Menores (Cabala Hebraica).
Analisemos pois geometricamente e aritmeticamente os dois sistemas: o hebraico
e o egípcio (o da antiga Tradição, não o atual). Como vemos, o Triângulo e o
Hexagrama, que deveriam fazer parte do sistema (entre os menores e maiores)
como manifestações da própria Lei, não apareceram. Surgiu a linha singela como
símbolo de 2 (—), e o quadrado como símbolo de 4 (□). O hexagrama apareceu no
78, mas o que é o hexagrama senão triângulos entrecruzados em seus centros, com
os vértices invertidos? Assim, para surgir um hexagrama, são necessários
triângulos, o que não aconteceu. Muitos Filhos de Fé não devem ter entendido
como, do número 56, chegamos ao 2. É fácil, Filho de Fé. Observe acima. Do
número 56, somamos seus algarismos (5 + 6), temos o nº 11 como resultado; do
número 11, somamos seus algarismos (1 + 1 = 2). Assim chegamos ao 2. Em
verdade, o que fizemos é tirar aquilo que se aprende em matemática ou
aritmética como sendo a "prova dos noves". Observe: 56-9 = 47; 47-9 =
38; 38-9 = 29; 29-9 = 20; 20-9 = 11; 11-9 = 2, como queríamos provar. Na
verdade, no sistema por nós aqui mostrado, o 2 é excedente. Todo sistema de
numerologia obedece esse esquema, claro que para o sistema cuja base seja 10.
Observamos aqui a coerência, pois tanto os Arcanos Maiores como os Arcanos
Menores, na Numerologia Sagrada e mesmo na Geometria Sagrada, representam a
própria LEI, na forma de ESTRELA TRIANGULADA ou HEXAGRAMA MÓVEL DO LIVRO
CIRCULAR (O Livro Cósmico deixado por Rama). Assim: A Síntese, o 78, é
representado por um triângulo com um vértice apontado para baixo — Leis
Regulativas ao nosso Sistema Kármico, ou seja, ao planeta Terra — e por outro
triângulo com um vértice apontado para cima, correspondendo à Proto Síntese
Cósmica, isto é, às Leis Regulativas do Universo Astral. Os Triângulos
entrelaçados dão o Hexagrama ou a Estrela Triangulada, que é o próprio número
78. Assim, mostramos esses fatos só para que o Filho de Fé estudioso possa ir
sentindo e entendendo como aconteceram as deturpações, o que na verdade é uma constante
em nossos dias. Outrossim, ao citarmos o ITARAÔ, não podemos deixar de
relacioná-lo com o Ifá, que em verdade era Itafaraó, para depois ser chamado
Ifaraó. Observemos que aqui houve divergência. A primeira foi que o
Sacerdote-Rei, do Egito, era o Faraó. Houve a perda do I, que no alfabeto
sagrado quer dizer Potência; Senhor. A segunda foi a perda de RAO, originando
Ifá. Perdeuse RAO — o Poder ou o Fogo Poderoso. A sílaba FA significa Vozes
Harmoniosas e I, Potência. Enfim, IFÁ significa Potência da Voz ou O que Fala.
Ao citarmos Ifá, não poderíamos deixar de grafar um sinal que se relaciona
diretamente com o Tuyabaé-Cuaá e com aquilo que ficou vulgarizado como Oponifá.
Este sinal é tão velho, que somente antigos sacerdotes de Ifá, no próprio Egito,
é que eram conhecedores de seu significado oculto. Bem, Filho de Fé, assim nos
expressamos para que você possa entender bem quando citarmos o Oponifá, que,
como veremos, nasceu no seio da pura Raça Vermelha, transmitindo-se depois aos
Tupynambá e, através desses, aos egípcios, que o passaram aos hindus. Esses,
por sua vez transmitiram esse Conhecimento velado aos povos arianos, isso já
muito próximo de nossos tempos. Os árabes e persas passaram-no ao povo
africano, em especial aos Sudaneses. Em alguns povos, hoje nações africanas de
línguas Yoruba (moderna), os Fon, o vocábulo Ifá é chamado Fá (perdeu-se o I
inicial e o Raó final). Mas voltemos ao nosso tema central. O mediunismo surgiu
justamente para sanar as deturpações que, como vimos, foram uma constante na
história de nossa humanidade. Vejamos pois como era o relacionamento
astro-matéria antes, ou seja, nas fases imediatamente anteriores ao
aparecimento do mediunismo. Na pura Raça Vermelha, possuíam os Seres encarnados
7 sentidos naturais, intrínsecos aos seus corpos físicos. Em outras palavras,
os sentidos de ordem astral eram inerentes ao psicossoma dos Seres Espirituais
daquela época. Expliquemos mais minuciosamente: entre o corpo físico e o corpo
astral não havia nenhum delimitador vibratório ou dimensional, ou seja, os
meios de comunicação com o plano astral eram naturais. Não eram necessárias
pontes, ou seja, portas vibratórias que se abrem ou fecham. Já dissemos que
alguns Seres Espirituais tinham como próprias de suas constituições físicas
maiores facilidades de "penetração", tal como qualquer Ser humano
normal que possua um ou outro sentido mais desenvolvido. No caso desses Seres
Espirituais terem "maior poder de penetração" isso se explica por
serem os mesmos Condutores Morais da pura Raça Vermelha, tendo pois um contato
mais direto com seus comandos ancestrais. Naqueles áureos tempos, tinha-se
plena convicção dos porquês da reencarnação e do desencarne. Tinha-se enfim uma
Grande Família Cósmica, composta de Seres Espirituais encarnados e desencarnados,
em outras dimensões da matéria. É por isso, por causa desse conhecimento, que
muitos aborígines dos tempos atuais dizem que vão retirar-se para as montanhas
e lá irão esperar a morte, fazendo isso de maneira natural, tal qual naqueles
idos e gloriosos tempos em que o nascer, o viver e o morrer eram considerados
condições naturais e necessárias, não causando nenhum trauma. Não havia mortes
bruscas, pois não havia contundência em seus corpos. Com isso, afirmamos que
humano não matava humano e humano não matar va animal para alimentar-se. A
alimentação era totalmente composta por elementos vegeto marinhos. Muito mais
TARDE é que houve a inversão da alimentação da humanidade e com ela o terrível
fluido de um semelhante destruir a vida de seus semelhantes. Aí acabou o
PARAÍSO TERRESTRE, que era uma casa planetária de recuperação e higienização.
Por esses fatores, o Filho de Fé atento deve estar entendendo o porquê de ter
surgido o mediunismo, pois os fenômenos sensoriais ou os sentidos,
principalmente os superiores, foram se deteriorando em cada nova fase
reencarnatória. No período em que eram naturais, conscientemente inerentes aos
sentidos físicos, a relação entre os Seres Espirituais encarnados e seus
ancestrais no plano astral era, como dissemos, natural. Não possuía o Ser
encarnado aquilo que erroneamente chamam de tela atômica, a qual teria sido
rompida com o aparecimento do mediunismo. Com todo respeito aos Filhos de Fé
terrenos que assim pensam, o que aconteceu foi justamente o oposto. Vamos
primeiro entender o que é essa tela atômica. Essa tela atômica, de forma bem
simples, seria uma espécie de resistência altíssima, que impede que a vida
astral se manifeste na vida física densa. Na verdade, quando essa tela atômica
surgiu, todas as portas de comunicação entre os planos físico e astral foram
fechadas. Com esse fechamento ou proibição vibratória, não era mais possível
haver a comunicação natural com o astral. Também a memória de outras vidas foi
bloqueada, num complexo mecanismo exercido sobre o corpo mental em seus núcleos
vibratórios intrínsecos e até os centros de forças superiores do corpo astral e
seus equivalentes no corpo etérico, que passou a ter "consistência" e
fazer parte da resistência vibratória que acima falamos. No corpo físico denso,
a memória, que antes tinha dimensões ilimitadas, limitou-se e ficou, no que
concerne ao passado, impressa em regiões medulares, na denominada paleo psique
e nas regiões do encéfalo correspondentes às regiões corticais occipitais, algo
que veremos mais adiante. Importantíssimo que citemos que as fontanelas
cranianas, na época da comunicação natural, eram abertas, fato esse que também
facilitava, magneticamente falando, os processos visuais e auditivos. Aliás, os
sentidos superiores seriam os que hoje denominamos de Vidência astral ou
clarividência e intuição, sendo essa uma espécie de antena captadora das
mensagens dos ancestrais. Eram, enfim, a 4a e 5a dimensões, ou seja, o
espaço-tempo ilimitados. Resumamos o que até aqui expusemos, para depois
prosseguir rumo ao mediunismo. Então havíamos dito que na pura Raça Vermelha
era natural a comunicação entre os Seres Espirituais do plano físico com os do
plano astral. Vejamos como era o processo: 1. Os 7 sentidos ou órgãos dos
sentidos eram muito mais sensibilizados. Dissemos 7 pois, naqueles tempos, além
dos 5 órgãos conhecidos, tínhamos mais 2, ditos superiores. Os 2 sentidos
superiores relacionavam-se com a visão astral e a intuição premonitora (devido
a centros da memória abertos). Eram a 4a e 5a dimensões (espaço-tempo
ilimitados). 2. O corpo mental tinha acesso livre ao corpo físico, através de
fracos laços de impedância do corpo astral, facilitando assim a plena
consciência do meio. 3. O corpo astral tinha seus núcleos vibratórios em
perfeita harmonia; freqüências as mais altas possíveis dominavam seu tônus;
havia muita facilidade em ter-se normalmente aquilo que hoje é chamado
desdobramento da consciência ou desdobramento astropsíquico (nas ditas viagens
ao astral, transes, etc). 4. O corpo etérico, na época, era apenas um anteparo
vibratório armazenador de ENERGIAS LIVRES, as quais podiam, por exemplo, ser
usadas no ato do desdobramento da consciência. Não tinha a função que
desempenha hoje. 5. Não havia a tela atômica, que é uma guarnição protetora
aderida às últimas camadas do corpo etérico, filtrando ou impedindo imagens,
sensações e vivências de outra dimensão que não esses 3 a que os Seres
Espirituais encarnados aqui na Terra estão habituados em seus sentidos e
conscienciais. E verdadeiramente uma tela protetora, inibidora das imagens do
plano astral no plano físico, bloqueando inclusive certos planos da memória (a
do passado). Em verdade, naquela época, essa tela atômica não existia.
Portanto, não foi do rompimento da tela atômica que decorreu o mediunismo, ou
seja, não foi uma condição sine qua non para o mediunismo. Ela surgiu para
impedir a comunicação natural com as outras dimensões. Quando ela surgiu, essa
comunicação natural desapareceu. Não faziam mais parte da constituição física
os outros órgãos superiores do sentido. Com isso, fica patente que os órgãos se
atrofiaram com o surgimento da tela atômica. Mas insistimos que, naquela época
de comunicação natural, não havia a tela atômica. Ela surgiu justamente para
impedir essa comunicação natural entre o plano astral e o plano físico. 6. Como
a relação entre os Seres Espirituais no corpo físico denso e os de corpo astral
era natural, conheciam os do corpo físico denso meios de alimentação que os
preservavam de sacrificar qualquer animal. Não conheciam o que era o sangue
vermelho. A alimentação era basicamente constituída de algas e vegetais.
Aproveitavam o máximo a energia solar e respiravam com sabedoria, absorvendo
ele mentos vitais para sua organização. Quando citamos a alimentação, os Filhos
de Fé devem ter imaginado que os corpos físicos eram fragilíssimos. Puro
engano, caro Filho de Fé! Ao contrário, eram corpos muito mais hígidos e
robustos, sem precisarem, é claro, ficar distróficos devido aos excessos
alimentares e aos hábitos menos refinados de alimentação. Assim, a alimentação
era essencialmente natural. Nada de doces (glicídios), nada de sais (cloreto de
sódio) e muito menos as hoje tão propaladas dietas dessa ou daquela forma. A
alimentação era sagrada e como tal os alimentos. Não se alimentavam por prazer,
mas por necessidade de manter seus corpos físicos e astrais hígidos para
desempenhar as funções que os ajudassem a se elevar espiritualmente. Fala-se
muito, hoje em dia, da Macrobiose. Acreditamos que seja ela uma tentativa
empírica de se conseguir um balanço energético no organismo já intoxicado e
impregnado de carnes e mais carnes sangrentas. Por ter ela essa finalidade,
achamos uma valiosa tentativa. Visa dar uma pausa e, quem sabe, restaurar as
funções naturais dos órgãos. Acreditamos que mesmo essa alimentação deve ser
criteriosamente analisada e, por preconizar somente o arroz, ou como base o
arroz, carece de maiores estudos por parte das humanas criaturas, que
naturalmente têm um tendência a serem radicais. Ainda neste livro, preconizaremos
uma alimentação que visa energizar sem ferir as organizações etérico-físicas.
Vimos pois que a alimentação era algo que facilitava, e muito, a comunicação
natural entre os 2 planos. 7. A conduta dos Seres Espirituais da pura Raça
Vermelha era essencialmente responsável e fraterna. Não tinham sentimentos
menos dignos, tão comuns nos melhores Filhos da Terra em nossos dias. Assim não
conheciam ações contundentes sobre seus corpos — físico, astral e mental. Pelas
próprias ações benéficas, as reações eram as melhores possíveis, e mesmo a
Natureza nunca os agredia, pois eles viviam em perfeita harmonia com a mesma.
Também não conheciam os reveses naturais e nem as ditas fatalidades. Ninguém
morria por morte violenta, quer fosse por acidente quer fosse provocada. Não
havia o fratricídio e nenhuma forma de violência contra a vida. Claro está que
o suicídio era completamente ignorado. Não havia desvios de conduta sexual. O
sexo era ato divino, era ato de "despertar Consciências" e de unir
mais profundamente as Almas. Era a concretização do Amor das Almas e não era
considerado coisa pecaminosa ou contrária aos bons costumes. Após
esse pequeno resumo, devem os Filhos de Fé estar pensando como seria bom termos
uma humanidade com esses elevados e dignos padrões conscienciais e vivenciais.
Filho de Fé, o caminho é longo, a jornada íngreme, mas caminhemos para aqueles
gloriosos tempos. Essa é a finalidade da Proto Síntese Cósmica. A via é a
Tradição rediviva e é por isso que existe a Corrente Astral de Umbanda e a
mediunidade como meio para se alcançar esses novos tempos. Não paremos, já
perdemos muito tempo. Teremos de trabalhar, trabalhos árduos nos aguardam. Mas
valerá a pena, pois iremos reconstruir. Aliás, já começamos e só pararemos
quando retornarmos àqueles tempos de Amor e Sabedoria. Bem, o Filho de Fé deve
estar pensando quando aconteceu esse obscurecimento da humanidade, como foi o
rompimento desse mecanismo natural de comunicação entre os planos astral e
físico. A resposta não é tão simples, não foi apenas um fato isolado em si, mas
sim a contaminação e deterioração da mente e da conduta da humanidade que
levaram ao rompimento dessa porta aberta entre os planos. Isso aconteceu na 4a
Raça Raiz, a Raça Atlante. Aconteceu porque a pura Raça Vermelha foi deixando
de reencarnar e iniciaram seus processos evolutivos, através da encarnação
terrena, outros Seres Espirituais desgarrados do Universo. Quando dissemos que
deixaram de reencarnar, não queremos dizer que "todos" deixaram de
reencarnar. Os grandes Condutores haviam preparado outros Condutores, e esses,
outros e mais outros. Os primeiros Condutores da Raça Vermelha não estavam
reencarnando, estavam participando da Confraria dos Espíritos Ancestrais e
aceitaram receber SERES ESPIRITUAIS MARGINAIS DO UNIVERSO, que encarnaram em
conjunto com os seus remanescentes retardatários. Isso aconteceu na Atlântida,
em um de seus locais, e não na Atlântida toda. Nesse local, onde encarnaram em
massa os marginais do universo, eram eles a população dominante.
Infiltraram-se, mui sutilmente e sabiamente, através das migrações
reencarnatórias, entre muitos Vermelhos da própria Atlântida, os quais
mantinham vivos em seus conscienciais os mecanismos naturais da comunicação com
o plano astral. Começaram então a incrementar a evolução dos até então
marginais do universo. Muitos deles conseguiram evoluir, desataram os laços do
crime em que tinham se envolvido e logo passaram a ajudar seus irmãos ainda
envoltos e caídos nos fulcros do crime. E claro que os Marginais do Universo
não possuíam os mecanismos naturais da comunicação astral, pois já possuíam a
tela atômica em seus organismos astrofísicos. Assim, tinham que evoluir e
redimir-se e muitos até que conseguiram, mas a maioria voltou aos velhos
costumes e hábitos onde predominavam o orgulho, o egoísmo, a vaidade, o
autoritarismo, o militarismo, etc. Tinham recebido a chance de se remodelarem,
buscando a senda da reabilitação, mas em verdade se revoltaram, foram
insubmissos e formaram verdadeiras rebeliões, as quais se estenderam sobre toda
a Atlântida. Se insurgiram contra os Condutores que lhes mostravam o caminho da
libertação e da recuperação. Movimentaram várias formas de opressão contra seus
tutores beneméritos. Usaram da agressividade, do militarismo e do autoritarismo
para coagir, para coibir idéias e ideais, usando violência física e astral.
Iniciam-se então os morticínios, criando um karma passivo muito negro aos seus
executores intelectuais. A par desse morticínio, desenrolaram-se verdadeiras
GUERRAS MÁGICAS. Livro A Proto Síntese Cósmica. Abraço. Davi.
quarta-feira, 20 de dezembro de 2017
ENVELHECIMENTO SOB A PERSPECTIVA JUDAICA.
Judaísmo.
Por Tzvi Freeman. ENVELHECIMENTO – SOB A PERSPECTIVA JUDAÍCA. Uma abordagem
judaica ao envelhecimento e aposentadoria. Baseado nos ensinamentos do Rebe. A Torá considera a idade avançada uma virtude e uma bênção. Em toda a
Torá, "velho" (zaken) é sinônimo de "sábio"; a Torá nos
ordena respeitar todos os idosos, independentemente de sua erudição ou
religiosidade, porque as muitas provações e experiências que cada ano adicional
de vida traz proporciona uma sabedoria que o mais fenomenal jovem prodígio não
consegue igualar. Descreve Avraham como alguém que "era velho, e entrado
em dias" (Bereshit 24:1) - seus dias acumulados, cada qual repleto de
aprendizado e realizações, significando que a cada dia que passava seu valor
aumentava. Assim, uma idade avançada é considerada como uma das maiores bênçãos
que podem ser concedidas ao ser humano. Este
é um flagrante contraste à atitude prevalecente nos países
"desenvolvidos" do mundo atual. No mundo ocidental do Século XXI, a
idade é um risco. A juventude é vista como a melhor credencial em todos os
campos, dos negócios ao governo, onde uma geração mais jovem insiste em
"aprender com os próprios erros" em vez de construir sobre a
experiência de vida dos mais velhos. Aos 50 a pessoa é considerada
"ultrapassada", e começa a receber dicas de que seu cargo estaria
mais bem preenchido por alguém com vinte anos a menos; em muitas empresas e
instituições, a aposentadoria é obrigatória aos 65 anos ou até antes. Assim a sociedade decreta que a fase da maturidade
seja marcada por inatividade e declínio. Os idosos são forçados a se sentirem
inúteis ou então um fardo, e que fariam melhor em se confinar em aldeias de
aposentados ou lares para idosos. Após décadas de realizações, seu conhecimento
e talento subitamente se tornam sem valor; após décadas de contribuições à
sociedade, eles de repente se transformam em recipientes indignos, gratos por
qualquer tempo que a geração mais jovem tira do trabalho e da diversão para uma
visitinha de meia hora, na data obrigatória do Dia das Mães ou dos Pais.
Na superfície, a atitude moderna parece
justificada em parte. Não é verdade que a pessoa enfraquece fisicamente à
medida que avança na idade? Sim, a inatividade da aposentadoria tem sido
mostrada como sendo um fator chave na deterioração dos idosos; porém ainda não
é um fato inescapável da natureza que o corpo de 70 anos não é o mesmo corpo de
30? Este, exatamente, é o ponto: o valor
de uma pessoa deve ser medido por sua aptidão física? Pelo número de
homens-hora e voos intercontinentais que podem ser extraídos dele por semana? O
que está em discussão aqui é mais que a "desfranquia" de todo um
segmento da população cujo único crime é ter nascido uma ou duas décadas antes
dos outros; nossa atitude para com os idosos reflete nosso próprio conceito de
"valor". Se a força física de uma pessoa diminuiu e sua sagacidade e
percepção cresceram, nós enxergamos isso como uma melhora ou um declínio? Se o
trabalho da pessoa diminuiu em quantidade mas aumentou em qualidade, seu valor
subiu ou desceu? Na verdade, uma pessoa
de vinte anos pode dançar a noite inteira, ao passo que sua avó se cansa após
alguns minutos. Porém o ser humano não foi criado para dançar horas a fio. Foi
criado para tornar a vida na terra mais pura, mais brilhante e mais sagrada do
que era antes que ele entrasse em cena. Vista sob essa luz, a maturidade
espiritual dos idosos mais que compensa sua força física diminuída; na verdade,
a diminuição dos anseios físicos pode até ser utilizada como um bem espiritual,
pois permite uma reorganização de prioridades que é muito mais difícil nos
jovens, quando a busca pelos ganhos materiais está no auge. Certamente, a saúde física do corpo afeta a
produtividade da pessoa. A vida é um casamento de corpo e alma, e é mais
produtivo quando nutrido por um físico são, bem como por um espírito saudável.
Porém os efeitos do processo de envelhecimento sobre a produtividade de uma
pessoa em grande parte são determinados pela maneira que ela considera este
casamento e parceria. Quais são os meios e qual é o fim? Se a alma nada mais é
que um motor para impulsionar o corpo na busca de suas necessidades e metas,
então o enfraquecimento físico do corpo com a idade traz consigo a deterioração
espiritual também - uma descida ao tédio, à futilidade e ao desespero. Porém
quando alguém considera o corpo como um acessório da alma, ocorre o oposto; o
crescimento espiritual da idade revigora o corpo, permitindo que a pessoa leve
uma existência produtiva pelo tempo que o Todo Poderoso concede-lhe o presente
da vida. VIDA – UMA DEFINIÇÃO. Porém
não é só isso. Há mais na diferença entre a perspectiva da Torá sobre a idade e
aquela do mundo moderno que a clássica dicotomia entre corpo e alma, mais que a
questão da prioridade material versus a espiritual. Na base da instituição da aposentadoria está a noção
de que a vida é composta de períodos produtivos e períodos não produtivos. Os
primeiros 20-30 anos de vida são vistos como um tempo de pouca ou nenhuma
realização, à medida que a pessoa adquire conhecimento e treino em preparação
para o período produtivo da vida. Os próximos 30-40 anos são o tempo no qual
suas energias criativas se concretizam; ele agora devolve aquilo que foi
investido nele por seus agora passivos pais idosos, e por sua vez, investe na
ainda passiva geração mais jovem. Finalmente, quando entra em seus "anos
de crepúsculo", deixa para trás seu período de realizações
"reais"; ele trabalhou duro "toda a vida", portanto ele
agora deveria acomodar-se e colher os frutos de seu trabalho. Se o anseio criativo
ainda agitar seu corpo que está envelhecendo, ele é aconselhado a encontrar
algum passatempo inofensivo para preencher seu tempo. Na verdade, tempo é agora
algo a ser "preenchido" e gasto, enquanto passa os dias à margem da
vida, seu conhecimento e habilidades arquivados no sótao da velhice. Ele
retorna agora à infância; mais uma vez é o recipiente passivo de um mundo
moldado e dirigido pela iniciativa de outros. A Torá, no entanto, não reconhece tais distinções entre as fases da
vida, pois vê a produtividade como a própria essência da vida: as palavras
"um período não-produtivo da vida" são uma contradição. Há diferenças
marcantes entre a infância, idade adulta, etc., mas estas diferem na maneira,
não no fato, da produtividade de uma pessoa. A aposentadoria e a colheita
passiva dos frutos do próprio trabalho têm seu tempo e lugar - no Mundo
Vindouro. Nas palavras do Talmud, "Hoje, é o tempo de fazer; amanhã, de
colher a recompensa." O próprio fato de D'us ter concedido à pessoa um
único dia adicional de vida corpórea significa que ele ainda não concluiu sua
missão na vida, que ainda há algo para ele realizar neste mundo. Assim, o aforismo "O homem nasceu para
labutar" (Job 5:7) expressa um fato básico da natureza humana. Uma pessoa
experimenta satisfação verdadeira somente com algo que adquiriu com o próprio
esforço e iniciativa; presentes não merecidos e doações ("o pão da
vergonha" na terminologia cabalista) não deixam a pessoa realizada e a
desumanizam. Como observa o Talmud, "Uma pessoa preferiria uma única medida
do próprio grão a nove medidas dadas por outros. "Um adulto que trabalha,
sobrecarregado pelas exigências da vida, pode lembrar-se com nostalgia do
"paraíso" da infância como uma época livre de responsabilidade e
trabalho. Quando criança, no entanto, ele desdenhava este paraíso, desejando
apenas fazer algo real e criativo. Desafie uma criança com responsabilidade, e
ela floresce; mantenha-a como um recipiente passivo e não produtivo de
"educação", e ela crescerá irresponsável e rebelde. Pois a criança,
também, está viva, e como tal anseia por realização; a partir do instante do
nascimento ela já estava influenciando ativamente aquilo que a cerca, mesmo que
seja apenas ao estimular os pais com sua sede de conhecimento e afeição.
O mesmo se aplica a adultos de todas as idades.
A promessa de uma "aposentadoria feliz" é um mito cruel: a própria
natureza da vida humana é que o homem conhece a verdadeira felicidade apenas
quando contribui criativamente ao mundo que habita. O estado enfraquecido da
idade avançada (ou doença, D'us não o permita) não é uma sentença de
inatividade, mas um desafio para encontrar novas - e superiores - maneiras de
se realizar. POR QUE. De
fato, assim é a natureza humana: a vida tem significado apenas quando é
produtiva. Mas por quê? Por que o ser humano foi construído assim? Porque D'us criou o homem para ser Seu parceiro na
Criação. O MIDRASH nos diz que "D'us
diz aos justos: Assim como Eu sou um criador de mundos, você também deverá
ser." O Midrash também relata uma conversa ocorrida entre um filósofo
grego e o sábio talmúdico Rabi Hoshiah: "Se a circuncisão é desejável a
D'us," perguntou o pensador, "por que então Ele não criou Adam
circuncidado?" Respondeu Rabi Hoshiah: "Tudo que foi criado nos seis
dias da Criação exige ajuste e aperfeiçoamento pelo homem: o grão de mostarda
deve ser adoçado, o trigo precisa ser moído." D'us especificamente criou
um mundo inacabado para que o homem o desenvolvesse e aperfeiçoasse. D'us é o supremo iniciador e doador, concedendo-nos
existência e vida e equipando-nos com faculdades e recursos. Porém D'us queria
mais que recipientes passivos de Seus presentes. Ele desejava uma parceria
conosco, na qual pudéssemos criar e dar como Ele cria e dá, e Ele receberia de
nós assim como recebemos d'Ele. Portanto Ele tornou o impulso de realização a
própria essência da vida humana. UM CURSO DE AÇÃO. A triste verdade, porém, permanece; a aposentadoria, seja ou não
obrigatória, é um fato da vida moderna. Ano após ano, destrói milhões de vidas
e condena recursos humanos inestimáveis (na verdade, os mais valiosos recursos
humanos que possuímos) ao completo, ou quase completo, desperdício. O que se
pode fazer face a esta tragédia humana e social? A pessoa deveria embarcar numa
campanha para mudar esta prática e o sistema de valores que está por trás dela?
Deveria procurar o lado positivo da aposentadoria e tentar utilizar seus
aspectos positivos? Na verdade, devemos
fazer as duas coisas. Devemos mudar a atitude dos líderes dos negócios e do
mundo profissional, e da sociedade em geral. E acima de tudo, devemos mudar a
auto percepção dos idosos (e dos quase idosos, e dos quase quase idosos).
Devemos dizer a eles: vocês não são inúteis; pelo contrário, são um bem valioso
para a sociedade, mais ainda que antes, e a cada dia que passa seu valor
aumenta. As mudanças de vida que você está vivenciando como resultado do avanço
dos anos não são motivo para aposentadoria da vida produtiva, mas a
oportunidade para descobrir maneiras novas e mais significativas para
desenvolver a si mesmo e o ambiente ao seu redor. A vida longa é um presente
Divino, e o Todo Poderoso certamente dotou você com as ferramentas que precisa
para vivê-la bem. Ao mesmo tempo, devemos
explorar as oportunidades que a instituição da aposentadoria nos apresenta. Se
existem incontáveis homens e mulheres aposentados procurando desesperadamente
maneiras de preencher o tempo, vamos estabelecer para eles centros de estudo de
Torá, onde possam passar várias horas por dia e aumentar seu conhecimento e
produtividade. Vamos abrir estes centros em toda comunidade, criar classes e
oficinas em todo lar de idosos. Se as lutas travadas nos locais de trabalho
impediram que adquirissem a perspectiva iluminada da Torá sobre a vida quando
eram mais jovens, a aposentadoria proporciona uma oportunidade de ouro para
aprender e crescer; educação, como a produtividade, é um esforço a longo prazo.
A Torá dará a eles novas esperanças na vida. Ficarão conscientes do próprio
valor e potencial e os transformará de fúteis "já eram" em faróis de
luz para suas famílias e comunidades. A aposentadoria, quando bem utilizada,
pode ser dirigida como a força mais potente no sentido de erradicá-la da mente
e da vida do homem. NOTA:
Este ensaio é baseado nas palestras feitas pelo
Rebe em seu 70º aniversário, 11 de Nissan de 5732 (26 de março de 1972), e dez
anos depois em seu 80º aniversário. Nestas duas ocasiões, o Rebe recebeu
dezenas de milhares de cartas vindas do mundo inteiro; dentre essas havia
diversas sugerindo que talvez fosse a hora de pensar em "diminuir o
ritmo" e "ir mais devagar", após seus muitos anos frutíferos
como líder e ativista. A resposta do Rebe foi este ardente ataque ao próprio
conceito de "aposentadoria" aqui articulado. O Rebe também abordou o
assunto em diversas outras ocasiões, incluindo uma série de reuniões de Shabat
no verão de 1980. Ele então sugeriu o estabelecimento de centros de estudo de
Torá para os idosos. Centenas desses centros de estudo - chamados, segundo a
sugestão do Rebe, Tiferet Zkeinim ("a glória dos idosos") - desde
então foram fundados em todos os cantos do globo pelos emissários do Rebe.
Elementos dessas palestras, bem como de diversas outras nas quais o Rebe discutiu
o conceito de "vida com produtividade", também foram incorporados
neste ensaio. O próprio Rebe era um exemplo vivo da perspectiva da Torá sobre
"aposentadoria" que ele expôs. Ele celebrou seu 70º aniversário
iniciando o estabelecimento de 71 novas instituições sociais e educacionais,
praticamente dobrando a rede mundial de estabelecimentos Chabad-Lubavitch. Em
seu 80º aniversário, ele novamente conclamou a uma maciça expansão das
atividades de Chabad, num discurso de seis horas que terminou após as 3 horas
da madrugada, após o qual o Rebe distribuiu pessoalmente um presente - uma
edição especial do clássico chassídico, o Tanya - a cada um dos 10.000 homens,
mulheres e crianças presentes, sendo que o último participante recebeu seu
Tanya às 6h15 da manhã. Embora o Rebe tivesse uma impressionante lista de
realizações quando foi aconselhado a "apreciar os frutos de seu
trabalho" ao completar 70 anos em 1972, estas empalidecem em comparação
com aquilo que ele realizou após completar 80 e que, por sua vez, são uma
fração da abrangência de suas atividades aos 90 anos. Cada ano trouxe a
revelação de novas dimensões à sua filosofia e visão do mundo, novas campanhas
e iniciativas, novos centros de Chabad, escolas e comunidades em todo o mundo.
Também de 1992 a 1994, quando estava fisicamente debilitado pelo forte AVC que
sofreu em março de 1992, ele continuou a liderar o Movimento Chabad, emitindo
diretrizes para seus 3.000 emissários em seis continentes, e os muitos milhares
que o procuravam em busca de orientação e conselhos. www.ptchabad.org.br. Abraço. Davi.
terça-feira, 19 de dezembro de 2017
II. A QUEDA E A CONDENAÇÃO DO HOMEM
Cristianismo.
Texto de Hélcio Bruno de Almeida. II. A QUEDA E A CONDENAÇÃO DO HOMEM. Capítulo
Três. A CAUSA. Gênesis 4 mostra-nos dois tipos de exemplos. Abel foi um exemplo
de crer no evangelho e viver para o evangelho, enquanto que Caim foi um exemplo
de afastar-se do caminho da salvação de Deus. Este último trouxe o segundo
passo da queda. O DIABO TRABALHOU E GANHOU O INTERIOR DE CAIM. Uma das razões
pela qual Caim continuou a queda foi porque o diabo o havia ganhado interiormente.
Na época de Gênesis 4, Satanás já havia entrado no corpo do homem. Desse modo,
no segundo passo da queda do homem, aparentemente foi Caim quem rejeitou as
boas novas de Deus. Podemos observar que foi Satanás quem o manteve longe do
caminho da salvação, e até mesmo, o levou a cair ainda mais. Assim, o segundo
passo da queda do homem foi instigado pelo sutil, o qual trabalhou no interior
de Caim e o ganhou. CAIM FOI PRETENCIOSO E ABANDONOU O CAMINHO DA SALVAÇÃO DE
DEUS. Deus havia mostrado ao homem o seu caminho de salvação – vestindo-o com
pele de animal – um cordeiro como sacrifício, Gênesis 3,21 e I Pedro 1,19-20
para trazer o homem de volta à sua presença. Contudo, Caim foi pretensioso ao
abandonar o caminho da salvação de Deus. Ele seguiu a Satanás e colocou de lado
a salvação de Deus. Essa foi a causa da queda adicional do homem. O PROCESSO. O
HOMEM SERVINDO A DEUS SEGUNDO A SUA PRÓPRIA MANEIRA – INVENTANDO UMA RELIGIÃO
DE ACORDO COM O CONCEITO HUMANO. “(...) Trouxe Caim do fruto da Terra uma
oferta ao Senhor. Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da
gordura deste. Agradou-se o Senhor de Abel e de sua oferta; ao passo que de
Caim e de sua oferta não se agradou (...)” – Gênesis 4,3-4. Ambos trouxeram
ofertas a Deus. Um deles ofereceu segundo a sua própria opinião e o outro
segundo o conceito de Deus. Abel seguiu o caminho da salvação de Deus ao
oferecer um sacrifício como seu substituto, pelo derramamento de sangue. Caim,
porém, rejeitou o caminho de Deus no serviço e na oferta. Ele inventou uma
religião de acordo com o conceito humano, segundo suas próprias ideias. O HOMEM
IRANDO-SE. “E falou Caim com seu irmão Abel: e sucedeu que, estando eles no
campo, se levantou Caim contra seu irmão Abel, e o matou” – Gênesis 4,8. Caim começou
servindo a Deus, depois começou a ficar irado, e, por fim, cometeu homicídio.
Não é de admirar que o Senhor Jesus tenha dito: “Mas vem a hora em que aquele
que vos matar julgará com isso tributar culto a Deus” – João 16,2. A questão
não é se servimos a Deus ou se cometemos pecado, mas se agimos segundo a
maneira de Deus ou segundo a nossa própria opinião. Devemos buscar conhecer
cada vez mais o caminho de Deus, que é segundo a sua palavra, e deixarmos os
nossos próprios conceitos e opiniões. Assem seremos aceitos por Deus, bem como
a nossa oferta. O HOMEM MENTINDO E SENDO ARROGANTE PARA COM DEUS. “Disse o
Senhor a Caim: Onde está Abel teu irmão? Ele respondeu: Não sei; acaso sou eu
tutor de meu irmão?” Gênesis 4,9. A resposta de Caim a Deus não foi apenas uma
mentira, mas também mostrou quão arrogante ele tornou-se. O homem estava um
tanto temeroso para com Deus após a primeira queda, entretanto, aqui, já
podemos ver como ficou ousado, expondo a sua arrogância para com Deus. O
RESULTADO. Como resultado do segundo passo da queda. Deus pronunciou uma
maldição maior: o homem iria lavrar o solo, contudo o solo não lhe daria a sua
força. Além disso, ele se tornaria um fugitivo errante pela Terra, e seria
expulso da presença de Deus, incapaz de ver a face de Deus – Gênesis 4,11-14.
Por fim, Caim e seus descendentes inventaram uma cultura sem Deus. Essa cultura
incluía a edificação de uma cidade para auto existência, a invenção da criação
de gado para o sustento, a invenção da música para divertimento e a invenção
das armas para a defesa – Gênesis 4,17, 20-22. Quanto mais o homem se afasta de
Deus, menos ele tem a sua presença. Tendo perdido a Deus, ele é forçado a
inventar uma sociedade ímpia, para poder aliviar sua consciência e buscar sua
satisfação perdida. Sabemos que tudo isto é inútil. Esse é o resultado da queda
do homem. O TERCEIRO PASSO DA QUEDA DO HOMEM. A CAUSA. No primeiro passo da
queda, o inimigo de Deus estava fora do homem. No segundo passo, esse inimigo
passou para dentro do homem. Agora, o inimigo de Deus avançou, levando o homem
criado por Deus a cair ainda mais. OS ESPÍRITOS MALÍGNOS misturando-se com o
HOMEM criado e caído – OS ANJOS CAÍDOS unindo-se ao Homem por meio de um
casamento ilegal. Gênesis 6 nos diz que os filhos de Deus tomaram para si as
filhas dos homens. Aqui os filhos de Deus eram anjos. Em Jó 1,6 e 2,1 é nos
dito que os anjos são chamados de “filhos” de Deus. A versão siríaca do Velho
Testamento traduz “os filhos de Deus” por “os anjos” em Gênesis 6. Os anjos que
casaram-se com as filhas dos homens foram aqueles que não guardaram seu próprio
principado, como relatado em Judas versículos 6-7. Alguns, dos anjos caídos que
estavam sob Satanás desceram a Terra e tomaram corpos humanos. Eles casaram-se
ilegalmente com as filhas dos homens. Eles cometeram fornicação através dos
corpos dos homens, de modo que a raça humana não mais era pura, porém se
tornou, uma mistura da natureza humana com os espíritos caídos. Naquele tempo
havia gigantes e depois dessa união maligna surgiram varões de renome, valentes
e outros gigantes. Assim, Deus decidiu enviar o dilúvio para exterminar a raça
humana, pois a Terra estava corrompida e cheia de violência – Gênesis 6,3-13. O
HOMEM TORNANDO-SE CARNE. Gênesis 6,3 diz: “E disse o Senhor: O meu Espírito não
contenderá para sempre com o homem, pois que este é de fato carne”. No primeiro
passo da queda, o homem não exercitou o seu espírito. No segundo passo, o homem
seguiu a sua própria vontade e viveu pela sua alma. No terceiro, o homem abusou
do corpo caído e tornou-se carne. Romanos 7 e 8 revelam-nos que a carne é total
e absolutamente odiada por Deus. Ele não a tolera. Portanto, quando toda a raça
humana tornou-se carne. Deus veio e disse ao seu servo Noé que iria destruir
toda aquela geração juntamente com a Terra – Gênesis 6,11-13). O PROCESSO. O
primeiro passo foi a satisfação das concupiscência da carne. O homem viveu nas
concupiscências, e toda imaginação dos seus pensamentos era continuamente mau –
Gênesis 6,5. O segundo passo foi que o homem não apenas ficou maligno, mas
tornou-se corrupto a tal ponto que até mesmo o Deus cheio de bondade,
misericórdia e tolerância não podia mais tolerá-lo – Gênesis 6,11-13. O
RESULTADO. Em primeiro lugar, o Espírito Santo retirou-se. O Senhor disse: “O
meu Espírito não contenderá para sempre como o homem” – Gênesis 6,3. Antes
daquela época, apesar de o homem ter caído, o Espírito de Deus estava
continuamente buscando o homem e movendo-se nele. Entretanto, a essa altura,
Deus nada mais podia fazer. Quando o homem tornou-se carne, o Espírito de Deus
teve de se retirar. O homem estava completamente separado de Deus e foi
abandonado por Deus. Em segundo lugar, o dilúvio trouxe o julgamento de
destruição. Com exceção de Noé e daqueles que estavam na arca com ele, todos foram
exterminados pelo dilúvio. O QUARTO PASSO DA QUEDA. A CAUSA. Há dois fatores em
cada passo da queda. O primeiro é Satanás e o segundo é o homem. A INSTIGAÇÃO
DE SATANÁS. Antes do dilúvio não havia governo humano. Foi somente após o
dilúvio que Deus estabeleceu uma autoridade delegada sobre a Terra. O homem
começou a exercer a autoridade de Deus para governar sobre os outros. No quarto
passo da queda, Satanás utilizou a autoridade que Deus havia dado ao homem para
constituir as nações e instigar uma rebelião contra Deus com as nações. Assim,
o homem caiu numa rebelião declarada contra Deus de maneira coletiva. A
REBELIÃO DA RAÇA HUMANA. A rebelião em Babel, o homem declarou que ele negava o
direito de Deus e que estava absolutamente livre da autoridade de Deus. Toda a
raça humana foi incitada, tendo sido instigada à rebelião, a declarar que não
se importava com o direito de Deus ou com a sua autoridade. Em sua queda, no
princípio, a intenção de Satanás foi derrubar a autoridade de Deus. Porém, não
foi bem sucedido na sua tentativa. Assim, ele veio agora para dentro da raça
humana caída, para injetar a mesma ideia no homem, incitando o homem a
levantar-se coletivamente contra a autoridade de Deus. O PROCESSO. O primeiro
passo foi a conspiração para rebelar-se, contra Deus – Gênesis 11,3-4. O homem
criado, que estava sob o governo de Deus, reuniu-se para conspirar rebelando-se
contra Deus. O segundo passo foi a produção de tijolos com terra por meio do
trabalho humano. Segundo a revelação completa da Bíblia, a edificação de Deus
jamais foi com qualquer tipo de tijolos. A edificação de Deus é com pedras. O
homem edificou a torre de Babel com tijolos em vez de pedras. Isso significa
que ele usou a Terra indevidamente, mais o trabalho humano, para substituir a obra
de Deus. O terceiro passo foi a edificação de uma cidade para ter uma vida
ímpia e confeccionada pelo homem. Uma cidade é o centro do viver humano, assim,
ela representa a obra humana. A cidade edificada com tijolos significa uma vida
humana feita pelo próprio homem, a qual é uma vida ímpia. O quarto passo foi a
edificação de uma torre para declarar a renúncia a Deus. A torre de Babel foi
uma marca e uma proclamação da cidade de Babel. Ela declarou que as pessoas lá
viviam uma vida rejeitando a Deus e a sua autoridade. O passo final foi que
eles fizeram um nome para negar o nome de Deus, isto é, negar o próprio Deus. O
homem produziu uma marca para anunciar o seu produto, a Torre de Babel. Isto
marcou a sociedade humana, e Babel tornou-se um símbolo de sua rebelião contra
Deus. O RESULTADO. Primeiramente, Deus veio para dispersá-los. Visto que eles
se rebelaram contra Deus de maneira coletiva. Deus veio para dispersá-los, a
fim de que não mais vivessem juntos em um lugar. Em segundo lugar, Deus
confundiu a língua deles, de modo que não mais podiam ter a mesma língua. Em
terceiro lugar, a confusão foi introduzida. Babel significa “confusão”. Isso é
devido à maldição e ao julgamento. O homem queria produzir unidade, mas o
resultado final de sua obra foi confusão. Não há unidade sem o Espírito. Quando
o homem atingiu o quarto passo da queda, ele havia caído ao máximo, de maneira
que até mesmo Deus não podia fazer mais nada para restaurar a raça caída. Por
fim, Deus foi forçado a abandonar a raça de Adão e teve de chamar a Abraão como
o cabeça de uma nova raça, para o cumprimento do seu propósito no homem.
RESUMO. O homem por Deus era muito bom e sem pecado, mas foi iludido pelo
inimigo de Deus, o diabo, a comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do
mal. Assim, ele caiu e se tornou pecador. Por um lado, ele havia pecado perante
Deus, e, por outro lado, ele agora possuía a natureza pecaminosa, a natureza
maligna de Satanás, dentro de si. A natureza caída do homem levou os seus
descendentes a caírem continuamente até que atingiram o ponto de rebelarem-se
contra Deus e tomarem posição contra ele. Nesse estágio o homem ficou
totalmente caído e debaixo da condenação de Deus. Assim o homem criado foi
rejeitado por Deus para o cumprimento do seu propósito eterno. Livro As Doze
Lições Básicas do Ministro do Evangelho. Abraço. Davi.
segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
VINHO NOVO EM ODRE VELHO.
Gnosticismo.
Por All Onaissi. É primordial e absolutamente necessário que cada discípulo
tenha consciência da necessidade de realizar seu trabalho psicológico a partir
da auto-observação, pois se não fizermos isso, estaremos perdendo o tempo
lamentavelmente. E nossa vida deve ser aproveitada ao máximo para que dê frutos
espirituais. O Cristo ensina que há que se “colocar vinho novo em odre novo”.
Esse vinho novo é a sabedoria gnóstica, e o odre novo é a mente purificada com
o trabalho psicológico, para, aí sim, receber o vinho como ensinamento. Se não
fazemos assim, simplesmente haveremos computado como máquinas o ensinamento gnóstico,
para realizar logo comparações com outras informações, estabelecendo verdades
falsas e geralmente deformadas, adulteradas e tergiversadas. É irrefutável que
o trabalho esotérico começa com a rigorosa observação de “si mesmo” e o fugir
deste tipo de trabalho ou buscar desculpas ou evasivas, é sinal inconfundível
de degeneração , ou seja, é impossível uma criação ou desenvolvimento interior.
Desafortunadamente, no mundo das opiniões subjetivas, diversa teorias pseudo
esotéricas servem de rua sem saída para os discípulos que não trabalham sobre
“si mesmos”. O conhecimento deste ensinamento só serve se o levarmos à prática,
à vivência, à compreensão profunda e iluminadora. Mas, infelizmente, o
homem-máquina desenvolve unicamente o lado do conhecimento, acumulando em seu
computador ou subconsciente mais e mais teorias e conceitos, esquecendo-se do
Ser Divino que se encontra dentro de si. Um estudante gnóstico perguntou: “Há
coisas nos estudos gnósticos com as quais estou de acordo e outras não”. Mas
esse estudante se equivoca, porque a Gnosis como sabedoria transcendental não é
para se estar ou não de acordo com ela, senão para comprová-la, levando à
prática o ensinamento do Mestre Samael Aun Weor, para que assim o Centro de
Gravidade de nossas ações seja a consciência e não o ego com seu subconsciente
computadorizado. O trabalho psicológico nos permite ir estabelecendo uma
continuidade de propósitos. É normal que alguém se entusiasme pelo trabalho
espiritual e logo o abandone. Necessitamos mudar com urgência máxima, para que
os germes do homem, desse Cristo Interior em nós, comece a dar frutos. Só
trabalhando sobre “si mesmo”, com verdadeira continuidade de propósitos, é que
poderemos nos converter em homens solares e isso implica consagrar a totalidade
de nossa existência ao trabalho esotérico sobre “si mesmo”, não nos perdendo
nem nos identificando com as diferentes circunstâncias da vida.
Desafortunadamente, essa continuidade de propósitos que nos permite consagrar a
totalidade de nossa existência ao trabalho sobre “si mesmos” é muito difícil,
já que não possuímos a verdadeira individualidade. Somos uma multiplicidade
egóica, e cada eu ou defeito tem seus critérios, projetos, ilusões. Aqui está o
porquê de tantas desculpas, tantas evasivas, tantas atrações fascinantes para
realizarmos o trabalho psicológico que torna quase impossível a urgência do
trabalho interior. Um homem é o que é sua vida. Um dia de nossa vida é uma
pequena réplica desta mesma vida, em sua totalidade. Se o discípulo não se
propuser a trabalhar um primeiro dia sobre “si mesmo”, nunca poderá mudar nem
se autoconhecer. Nossa vida divide-se em dias, meses e anos, e se não
trabalhamos no primeiro dia, ou seja, o aqui e agora, é claro que não haverá um
ponto de partida. Talvez digamos “amanhã”, mas lembre-se: “Não deixe para
amanhã o que pode ser feito hoje”. E: “O ontem não existe mais, o amanhã é
somente uma possibilidade, e a única realidade é o hoje”. Enquanto dissermos
que começaremos amanhã, nunca começaremos. Cada dia é uma réplica ou cópia de
toda a vida. Por quê? Porque todos os dias fazemos o mesmo, na grande maioria
das vezes de forma repetitiva e mecânica: levantamos, tomamos banho, comemos,
saímos à rua, vamos ao trabalho sempre pelo mesmo caminho e da mesma forma,
trabalhamos, nos relacionamos com pessoas sempre com as mesmas reações,
voltamos para casa e dormimos… Se começamos a nos auto-observar e estamos
conscientes no primeiro dia, é lógico que teremos iniciado um verdadeiro
desenvolvimento espiritual, e continuando-o no próximo “hoje”, diariamente, nos
permitirá estabelecer uma continuidade de propósitos, logrando, assim,
progressivamente um CENTRO DE GRAVIDADE SOBRE A NOSSA CONSCIÊNCIA. Com o
propósito de trabalhar sobre “si mesmo” é preciso demarcar o campo de trabalho,
não devemos sonhar preguiçosamente a trabalhar num futuro, ou em esperar uma
oportunidade extraordinária, senão trabalhar hoje, demarcar o trabalho prático
para o dia de hoje, a esse mesmo dia em todos os seus eventos, e a não pensar
em termos de amanhã. Caro leitor, você começou a observar-se no tocante ao dia
de hoje, AGORA, ao dia comum, sempre recorrente, miniatura de um ano e de sua
vida inteira? Todos conhecem este ditado: “A cada dia lhe basta seu afã”. Mas
você tem pensado alguma vez no que significa esse ditado e tem considerado o
contexto sob o qual o Cristo Jesus fez essa observação? Por exemplo, que
sentido tem quando diz “basta”? “Basta”, para quê? Basta trabalhar para o afã
de hoje? Se um homem começa a trabalhar, ainda que seja um pouco, a cada dia, sobre
seus desgostos e penas, e a fazer-se consciente de seus atos recorrentes
diários, começa então a trabalhar praticamente sobre “si mesmo”. Mas é preciso
que conheça seu dia e que você se conheça em relação com seu dia. Há um certo
dia ordinário que cada pessoa experimenta, exceto nos acontecimentos
inusitados. Os eventos do dia ordinário têm certa similaridade recorrente para
cada pessoa. Agora bem, vamos supor que um homem nunca se dá conta deste
particular e nunca observa a “si mesmo” em conexão com os eventos do dia comum.
Então, como pode ocorrer a ele que está trabalhando sobre si e como pode supor
que é possível mudar? A mudança do Ser começa com a troca das reações ante os
verdadeiros incidentes do dia. Isto é o começo de viver a vida de uma nova maneira,
num sentido verdadeiro e prático. Se você se comporta de mesma maneira todos os
dias ante os mesmos eventos recorrentes (ou seja, que se repetem
continuamente), como poderão crer que é possível mudar? Para chegar ao
conhecimento de si, comece a observar sua conduta ante os acontecimentos de um
só dia de suas vida. Observe quais são suas reações, quer dizer, observe suas
reações mecânicas ante todos os pequenos eventos que ocorrem e ante as demais
pessoas; examine o que dizem, sentem e pensam, e como você reage mentalmente,
verbalmente e fisicamente. Então, trate de ver como podem mudar essas reações.
Claro está, se tem a certeza de que SEMPRE SE COMPORTA DE FORMA CONSCIENTE e
racional e que NUNCA ESTÁ EQUIVOCADO, nada mudará em você, porque nunca será
capaz de se dar conta de que VIVE COMO UMA MÁQUINA, absolutamente repetitiva,
uma pessoa mecânica, que sempre diz, sente, pensa e faz uma e outra vez as
mesmas coisas. Mas, quiçá, devido a uma crescente consciência de si, você se dá
conta de que não é uno, de que não é um indivíduo plenamente consciente, senão
que em certo momento é uma pessoa mesquinha, no próximo uma pessoa irritável,
depois uma pessoa benevolente, mais tarde uma pessoa escandalosa ou
caluniadora, depois um santo e logo um embusteiro. Faça o exercício de se
comportar de forma consciente durante uma pequeníssima parte de sua vida,
porque tudo o que fazemos aqui e agora nos afeta para sempre. Um só momento em
que se está bastante consciente para não se comportar mecanicamente, se fez isso
voluntariamente, modificará muitos resultados futuros. Se você aprende,
digamos, um pouco de francês hoje, conhecerá mais amanhã; mas se hoje não faz
nada, amanhã não conhecerá nada. Ocorre o mesmo com o trabalho sobre si. Mas é
preciso trabalhar voluntariamente sobre si e não porque alguém lhe diga que
deve fazê-lo. Trabalhar de má vontade ou para fazer méritos é uma coisa; e
trabalhar sobre si porque há algo que não nos agrada e anelamos mudar, é outra
coisa. O modo como tomamos a vida é equivocado porque a causa do hábito chega a
se petrificar e deste modo torna-se mecânica. Logo, em verdade, como mecânicos
e por isso carecemos de todo sentido verdadeiro do que estamos fazendo e nossos
dias passam de uma estranha maneira não sentida, por exemplo, levamos a cabo os
hábitos mecânicos do dia. Assim, não temos uma verdadeira vida e não recebemos
novas impressões. O “eu”, quer dizer, a máquina, atua. Mas se um homem inicia
seu dia conscientemente, o dia inteiro será diferente para ele. O discípulo
deve chegar a conhecer o que significa trabalhar sobre “si mesmo” e, desta
forma, tomará sua vida como um dia. Deve ver, observar e compreender que é para
ele um dia, e não crer que um dia carece de importância por ser tão habitual e
que o trabalho não tem significado para o futuro ou que o trabalho é algo “que
ainda não tem oportunidade de aplicar a si, porque está ocupado com o trabalho
do dia a dia”. Como você se levanta? Qual seu estado de ânimo no desjejum? O
que é que sempre o transtorna? Etc. Rogo a você, caro estudante, não pensar que
a mudança de si mesmo significa um mero fumar menos ou comer menos. Recorde que
esse trabalho é psicológico. Nossa vida cotidiana, nossa profissão, nosso
negócio, nossa ocupação etc., não são senão um sonho com o qual nos identificamos.
Esta compreensão vem lentamente quando compreendemos melhor o que significam o
sonho e a mecanicidade e por que se diz que a humanidade está adormecida e que
sua vida é mecânica. Para trabalhar sobre si mesmo é preciso trabalhar sobre a
vida cotidiana e então compreenderemos o que significa a misteriosa frase na
Oração do Senhor: “O PÃO-NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE”. A frase “cada dia”,
significa, “O pão substancial” em grego “o pão do alto”. Os ensinamentos como
produto deste trabalho psicológico nos dão o pão para a vida, a vida
psicologicamente vivida, no duplo sentido de ideias e de forças para fazer
frente aos desgostos da vida mecânica cotidiana; nos oferecem “o pão
substancial” e assinala a nova vida que começa em nós mesmos; porque no trabalho
psicológico todos buscamos ser uma nova pessoa, absolutamente diferente de tudo
quanto temos vivido. Agora, ninguém pode alterar sua vida ou modificar coisa
alguma a respeito das reações mecânicas de sua vida cotidiana a menos que conte
com a ajuda de novas ideia e receba auxílio Divino. No trabalho psicológico não
existe nada depreciável. Qualquer pensamento, por insignificante que seja,
merece ser observado do mesmo modo que qualquer emoção ou reação negativa.
Necessitamos preparar os centros inferiores para receber as ideias e as forças
que sempre vêm dos centros superiores (mas não são captados devido ao pesado
estado de sono interno). Mas toda tentativa feita voluntariamente, para
corrigir uma ação negativa ou separar-se dela, todo intento de recordação de si
ante uma dificuldade, todo ato de sincera observação de si, como quando alguém
mente ou se dá demasiada importância devido à falsa personalidade, ou se
deforma a verdade para ferir outra pessoa, ajuda a fazer as conexões corretas
nos centros inferiores e os prepara assim para sua união com os centros
superiores e para receber a ajuda que provém deles. Nesse trabalho psicológico,
o discípulo, ao voltar-se consciente de seus atos recorrentes, afasta-se dos
efeitos mecânicos da vida. De outro modo, estaria devorado pela mecânica da
vida. Se o discípulo se identifica com todos os eventos da vida prática e
esgota suas forças em emoções negativas e em autoconsiderações e em vão
palavrório insubstancial de conversa ambígua nada edificante, nenhum elemento real
pode se desenvolver nele fora do que pertence ao mundo mecânico. Se nós
queremos que algo real cresça em nosso interior, é claro que devemos evitar o
escape das energias psíquicas. Quando temos perda de energia e não estamos
isolados na intimidade, é inquestionável que não poderemos lograr o
desenvolvimento de algo real em nossa psique. A vida ordinária comum e corrente
quer nos devorar implacavelmente, e nós devemos lutar contra a vida
diariamente, devemos aprender a nadar contra a corrente. Esse trabalho
psicológico vai contra a vida, trata-se de algo muito distinto aos nossos dias,
e sem embargo devemos praticá-lo de instante em instante, então, com isso nos
referimos à Revolução de Consciência. www.gnosisonlise.org.br. Abraço. Davi.
sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
I. A QUEDA E A CONDENAÇÃO DO HOMEM.
Cristianismo.
Texto de Hélcio Bruno de Almeida. I. A QUEDA E A CONDENAÇÃO DO HOMEM. Capítulo
Três. II. O PRIMEIRO PASSO DA QUEDA: A. A causa. B. O processo. C. O resultado.
III: O SEGUNDO PASSO DA QUEDA. A. Os Antecedentes. B. A causa. C. O processo.
D. O resultado. IV. O TERCEIRO PASSO DA QUEDA: A. A causa. B. O processo. C. O
resultado. V. O QUARTO PASSO DA QUEDA. A. A causa. B. O processo. C. O
resultado. VI. Resumo. I. A QUEDA E A CONDENAÇÃO DO HOMEM. Vimos que após Deus
ter feito o homem, Ele o colocou em frente à árvore da vida, para que o homem a
contatasse e recebesse a Sua vida, a qual é a vida incriada. Antes, porém, que
o homem contatasse a árvore da vida e se unisse a Deus em vida, Satanás
aproveitou a oportunidade para vir em primeiro lugar. Ele tentou o homem a
contatar a árvore do conhecimento do bem e do mal, e levou o homem a ter uma
união ilegal com ele. Esse foi o primeiro passo da queda do homem. Segundo o
relato de Gênesis 3 a 11, a humanidade deu quatro passos na queda. O primeiro
passo é a queda de Adão, registrada no capítulo três; o segundo é a queda de
Adão, registrada no capítulo quatro; e o terceiro é a queda da geração perversa
e pervertida anterior ao dilúvio, registrada no capítulo seis. O quarto passo é
a queda de toda a raça humana, levantando-se coletivamente para rebelar-se
contra Deus, fato registrado no capítulo onze. Esses quatro passos da queda
seguiram-se um após o outro. Neles a sutileza de Satanás foi exposta ao máximo.
II. O PRIMEIRO PASSO DA QUEDA. A CAUSA. TENTAÇÃO DA SERPENTE. Se a serpente não
tivesse vindo para enganar e tentar o homem, este não teria caído. A serpente
tentadora é a encarnação de Satanás. O maligno foi astuto, ele veio
secretamente. Em vez de vir abertamente, ocultou-se na serpente sutil a fim de
tentar o homem. Desse modo, Apocalipse 12,9 diz que Satanás – a antiga serpente
– engana toda a Terra habitada. A maneira de Satanás tentar é fazer perguntas
ao homem – Gênesis 3,1-4, levando-o a duvidar da palavra de Deus. Deus ordenou
ao homem claramente, dizendo: “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal
não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás Gênesis
2,17. Satanás, porém, disse à mulher: “É assim que Deus disse?”. Depois disse:
“É certo que não morrereis”. Após Eva ter recebido a proposta de Satanás, ela
começou a duvidar da palavra de Deus. Assim, ela tomou o fruto da árvore do
conhecimento do bem e do mal e o comeu. Até hoje Satanás ainda usa o mesmo
método para induzir o homem a pecar ou para instiga-lo a rejeitar a salvação de
Deus. Contudo, a Bíblia nos diz que o céu e a Terra passarão, mas as palavras
do Senhor de modo algum passarão – Lucas 21,33. A proposta feita pela serpente
também levou o homem a duvidar do coração de Deus. A serpente disse à mulher:
“Porque Deus abe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos, e
sereis como deuses, conhecendo o bem e o mal”. A serpente queria que o homem
pensasse que Deus estava tentando enganá-lo ao tê-lo proibido de comer da
árvore do conhecimento, por estar com medo de que o homem se tornasse como Ele,
sendo como Deus, conhecedor do bem e o mal. Essa é também uma das artimanhas
maliciosas mais usadas por Satanás. Atualmente o homem está longe de Deus e não
quer ir até a Sua presença por ter sido enganado por Satanás. Assim, o homem
compreende mal o amor de Deus e não conhece o coração de Deus. A MULHER
ASSUMINDO A LIDERANÇA. Uma outra causa da queda do homem é o fato de a mulher
ter assumido a liderança – Gênesis 3,2-3,6. Originalmente, Deus havia criado
apenas um homem. Havia apenas um cabeça, não dois. Adão era o cabeça, não Eva.
Eva foi edificada a partir da costela proveniente do lado de Adão – Gênesis
2,22. O cabeça de Eva era Adão. A razão pela qual Eva foi tentada pela serpente
foi que ela assumiu a liderança, tomou uma decisão por si própria e caiu na
armadilha de Satanás. Mesmo antes de ter comido do fruto do conhecimento do bem
e do mal, ela já tinha sido iludida pelo maligno. Ela passou por cima do homem
e assumiu a liderança para tratar com a situação. O resultado disso foi ela ter
sido enganada. Assim, a Bíblia diz que Adão não foi enganado, mas a mulher,
sendo enganada, caiu em transgressão – I Timóteo 2,14. Aqui vemos um princípio
grandioso. No universo, o único Cabeça é o próprio Deus. Toda vez que assumimos
a liderança em tratar com qualquer situação, negando a liderança de Deus e de
Cristo, certamente somos iludidos. O homem representa Cristo e a mulher a
igreja. Há, portanto uma ordem estabelecida por Deus, segundo o ensinamento dos
apóstolos. “Quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, e
o homem, o cabeça da mulher, e Deus o cabeça de Cristo” – I Coríntios 11,3. Não
podemos inverter tal ordem, sob pena de sairmos da linha do encabeçamento
estabelecida por Deus, para proteger-nos do engano de Satanás. Diante da
tentação da serpente, a mulher deveria ter voltado ao encabeçamento de Adão
para proteger-se. O PROCESSO. O primeiro passo no processo da queda foi que o
homem deixou de usar seu espírito. Após ter sido criado, o homem deveria ter
usado constantemente o seu espírito para contatar a Deus e viver perante Ele.
Quando o homem vive segundo o espírito, ele é preservado por Deus. Contudo,
quando o homem não usa o seu espírito para contatar a Deus, ele o coloca de
lado, consequentemente, cai nas mãos do maligno. O segundo passo foi o
exercitar da alma – Gênesis 3,2-3,6. Quando Eva falou com a serpente, ela
primeiramente arrazoou em sua mente. A seguir foi tentada em sua emoção e
desejou o fruto da árvore do conhecimento. Por fim, em sua vontade, decidiu
tomar do fruto e comê-lo. O terceiro passo foi a ação do corpo. Quando a alma é
exercitada, o corpo naturalmente a segue. A alma governa o corpo. Sendo tentada
dessa forma, por certo tomaria o fruto e o comeria. O fato de ela tomar o fruto
e comer foi a ação do corpo. Primeiro, os olhos vêm. Em segundo lugar, a mão
toma. Em terceiro, a boca come. Em nossa vida diária, devemos usar em primeiro
lugar o nosso espírito, e, depois, deixar que ele governe a nossa alma, a qual,
por sua vez governa o nosso corpo. Se não usamos o nosso espírito, mas antes
usamos a nossa alma, assumimos a liderança e a nossa alma vai à frente. Uma vez
que isso aconteça, ela dirige o nosso corpo, a fim de praticar coisas que
ofendem a Deus. O RESULTADO. O primeiro resultado da queda foi que a alma foi
poluída, corrompida e ocupada. Mesmo antes de Eva ter tomado da árvore do
conhecimento, a sua mente já havia sido poluída. Enquanto conversava com a
serpente, o conceito desta penetrou na sua mente e a contaminou. Assim, a sua
mente foi corrompida. Por fim, a sua mente foi completamente ocupada pelo
maligno, depois de ela ter comido do fruto da árvore do conhecimento do bem e
do mal. O segundo resultado foi que o corpo foi mudado em natureza, tornando-se
o corpo do pecado – Romanos 6,6 ou desta morte – Romanos 6,12. O elemento da
árvore do conhecimento do bem e do mal, o elemento de Satanás, foi adicionado a
ele, fazendo-o carne – Gênesis 3,7. O corpo humano, originalmente criado por
Deus, era puro. Entretanto, ele agora contém o elemento maligno de Satanás. Tal
elemento maligno é o pecado que habita interiormente, o qual faz a sua morada
na carne do homem. Em Romanos 7,17 Paulo diz: “Então, agora, já não sou eu quem
o faz, mas o pecado que habita em mim”. A substância má, a natureza do pecado,
contaminou o nosso corpo, tornando-o carne, cheia de maldade e concupiscência.
O terceiro resultado foi que o espírito do homem foi mortificado, isolando-se
de Deus e perdendo a sua função para com Deus. Efésios 2,5 nos diz que antes de
termos sido salvos estávamos mortos. Não estávamos mortos em nosso corpo ou em
nossa alma, mas em nosso espírito. Estar morto é estar sem função ou sensação.
Quando o espírito do homem foi mortificado, ele não mais possuía a habilidade
de contatar a Deus e de ter comunhão com Ele. O quarto resultado foi que o
homem caído foi constituído pecador – Romanos 5,19. Devido à queda do homem,
certo elemento foi injetado nele, um elemento que a Bíblia chama de pecado.
Romanos 5,12 diz “(...). Como por um homem entrou o pecado mundo (...)”. Desse
modo, todos fomos constituídos pecadores. O pecado já entrou em nós e tornou-se
o nosso elemento subjetivo no interior. Assim, não somos pecadores porque
pecamos, pecamos porque fomos constituídos pecadores. O quinto resultado foi
que o homem caído foi condenado – Romanos 5,18. Todos estávamos em Adão. A
condenação inclui não apenas Adão, mas também toda a raça humana. Toda a raça
humana foi condenada em Adão: “Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo
sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça,
veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida”. Além disso
ainda vemos em Romanos 3,10 – “Como está escrito: Não há justo, nem um sequer”
e mais adiante em 3,23: “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”. O
sexto resultado foi que a maldição foi introduzida na humanidade caída –
Gênesis 3,17-19. Por causa do pecado de um homem, toda a criação está sujeita à
vaidade, gemendo e sofrendo angústia sob a escravidão da corrupção – Romanos
8,20. A mulher passou a sofrer na gravidez e ser governada pelo marido. A Terra
foi amaldiçoada e produziu cardos e abrolhos. Enquanto o homem precisa suar
para poder comer pão por toda a sua vida. Esses são os itens da maldição através
da queda do homem, tornando a vida mais difícil, se bem que tais restrições
servem como proteção ao homem por causa do seu pecado. O que seria da raça
humana sem tais medidas? Quanto tempo o homem resistira sobre a Terra? O sétimo
resultado foi que o homem foi expulso do paraíso – Gênesis 3,23-24. O paraíso
era a esfera de vida, incluía a árvore da vida, e na qual o homem podia receber
vida. Assim, ser expulso do paraíso significa ser levado para longe da esfera
de vida. O oitavo resultado foi a morte – Gênesis 3,19; Romanos 5,1. Em
primeiro lugar, o espírito do homem foi mortificado, por fim, o seu corpo
morrerá. Através da transgressão de Adão o pecado entrou no mundo, e a morte
pecado. A morte reina sobre todos os homens – Romanos 5,14. Assim em Adão todos
morrem – I Coríntios 15,22. III. O SEGUNDO PASSO DA QUEDA. OS ANTECEDENTES.
Após terem pecado, Adão e Eva se esconderam da presença de Deus. Entretanto,
Deus veio procura-los e prometeu-lhes que o descendente da mulher esmagaria a
cabeça da serpente – Gênesis 3,15. Quando ouviu isso, Adão imediatamente chamou
de Eva à sua esposa – Gênesis 3,20. Eva significa “Vivente”. Isso prova que
Adão creu na promessa de Deus e recebeu o evangelho de Deus. Em seguida,
Gênesis 4,1 diz: “E Adão coabitou com Eva, sua esposa; e ela concebeu e deu à
luz a Caim, e disse: adquiri um varão, Jeováh”. Caim significa “adquirido”.
Quando Eva deu à luz a Caim, ela declarou: “Eu o obtive”. Segundo o conceito de
Eva, Caim era o descendente da mulher prometido em Gênesis 3,15. As suas
palavras em Gênesis 4,1 provam que ela havia crido naquela promessa e que havia
recebido o evangelho de Deus. Com tais antecedentes, o homem devia ter obtido a
salvação de Deus pela sua misericórdia. Contudo, quão lastimável é o fato de
ter o homem caído novamente. Livro As Doze Lições Básicas do Ministro do
Evangelho. Abraço. Davi.
quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
TRUMP RECONHECE JERUSALÉM COMO CAPITAL DE ISRAEL.
Editor
do Mosaico. TRUMP RECONHECE JERUSALÉM COMO A CAPITAL DE ISRAEL. A decisão do presidente americano Donald Trump de reconhece
Jerusalém como a capital de Israel, gerou no mundo, uma onda de apreensão,
confusão e medo. A decisão vai de encontro a acordos internacionais envolvendo
a região da antiga Palestina, que, de maioria árabe, protesta a unilateralidade
da apreciação desse importante e significativo fato histórico. Está claro que
essa decisão foi embasada num lobby de organizações e instituições interessadas
numa influência do Estado de Israel no Oriente Médio. Há vários aspectos
políticos que envolvem esta questão. Segundo especialistas um deles é a ilusão
d’uma cortina de fumaça, que Trump realiza para distrair a opinião pública
internacional dos assuntos internos em seu país, os quais ele não consegue
direcionar, para o bem do povo americano. Seu partido – o republicano enfrenta
dificuldade em aprovar importantes projetos de lei como aumento do orçamento
militar, o fracionamento do fundo federal da saúde, restrição a imigrantes de
determinadas nações, redução de impostos para os ricos, construção do muro na
fronteira com o México, baixa aprovação popular segundo os principais
institutos de pesquisas e outros. Esses são temas que congressistas democratas
e alguns poucos republicanos impõem restrições, não concordando com sua
efetivação. Além da margem apertada de senadores a favor do governo. Dos 100 senadores 52 são republicanos e 48 democratas. Isso torna difícil a
aprovação de projetos da situação, fato envolvendo negociações e barganhas. Trump
usa esta sagacidade como manobra política – maquiando os interesses – para
impor a supremacia americana nos assuntos externos em qualquer parte do mundo.
Os árabes, o outro lado da disputa, discordam totalmente do artifício que Trump
usou na autoproclamação casual. Na Cis Jordânia, a Autoridade Nacional
Palestina, na pessoa do seu presidente Marmoud Abbas (1935-) reagiu
veementemente contra o autoritarismo do presidente americano, e o partido
político Fatah convocou greve geral. Na Faixa de Gaza – norte da península do
Sinai, o líder Ismail Haniyeh do Hamas pediu marcha contra o presidente
americano em seu território. Houve manifestação no Egito, Jordânia, Turquia e
maioria dos países muçulmanos. O presidente Francês Emannuel Macron (1977- )
disse que “o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel é uma perigosa
ameaça à paz mundial”. Teresa May, primeira ministra britânica reagiu dizendo
que “Jerusalém, no final, deve ser a capital compartilhada dos Estados de
Israel e da Palestina”. Ângela Merkel (1954- ), atual primeira ministra alemã
falou que “o governo alemão não apoia essa atitude, porque o status de
Jerusalém deve ser negociado dentro de uma estrutura que envolva a solução de
dois (Israel e Palestina) Estados”. Trump agiu sem nenhum respaldo de qualquer
organismo internacional – ONU e seu Conselho de Segurança ou apoio de seus
principais aliados europeus – Alemanha, França e Inglaterra como visto acima.
Para entendermos a complexidade desse tema vamos passar resumidamente pela
história dessa fascinante cidade sagrada para judeus, cristãos e muçulmanos.
Usarei a enciclopédia livre Wikipédia como fonte da pesquisa. “PRIMÓRDIOS DA
CIDADE. A cidade de Jerusalém tem uma história que data do IV milênio AC,
tornando-a uma das mais antigas do mundo. Jerusalém é a cidade santa no
Judaísmo e o centro espiritual dos judeus desde o século X AC. Contém inúmeros
lugares significativos para os cristãos, e é considerada a terceira cidade
santa no Islã. Segundo a tradição judaica, a cidade foi fundada por Sem e Eber,
antepassados do patriarca Abraão. Segundo o historiador James Ussher, Jerusalém
foi fundada pelos Hicsos, após estes terem sido expulsos do Egito por Tutmósis
em 1825 AC. Nas narrativas bíblicas, Jerusalém era um a cidade Jebusita até o
século X AC, quando o rei Davi a conquistou e fez dela a capital do Reino Unido
de Israel e Judá no ano 1.000 AC. PERÍODO DOS TEMPLÁRIOS. O rei Davi reinou até
970 AC. Ele foi sucedido pelo seu filho Salomão, que construí o Templo Sagrado
no Monte Moriá. Após a morte de Salomão em 930 AC, as dez tribos do norte
uniram para formar o Reino de Israel. O TEMPO DE SALOMÃO, mais tarde conhecido
como primeiro templo passou a desempenhar um papel central na história judaica
como o lugar onde estava guardado a Arca da Aliança. Quando a Assíria
conquistou o Reino de Israel, em 722 AC, Jerusalém foi fortalecida por um
grande afluxo de refugiados provenientes do norte do reino. O Primeiro Período
Templário acabou em cerca de 586 AC, quando os Babilônios conquistaram Judá e
Jerusalém, e devastaram o Templo de Salomão. Em 538 AC, após cinquenta anos do
exílio na Babilônia, Ciro, o Grande convidou os judeus a regressarem à Judá e
Jerusalém e reconstruíram o Templo. A construção do Segundo Templo de Salomão
foi concluída em 516 AC, durante o reinado de Dario, o Grande, 70 anos depois
da destruição do Primeiro Templo. Quando o comandante grego Alexandre o Grande
conquistou o Império Aquemênida, Jerusalém e Judeia caíram sob controle grego.
GUERRAS ROMANO JUDAICA. Conforme o Império Romano se tornou mais forte, ele
colocou Herodes como um rei cliente. Herodes o Grande, como ele era conhecido,
dedicou-se a desenvolver e embelezar a cidade. Ele construiu muralhas, torres e
palácios e expandiu o Templo do Monte, reforçou o pátio com blocos de pedra
pesando até cem toneladas. Sob Herodes, a área do Templo do Monte dobrou de
tamanho. No ano 6, a cidade, assim como grande parte da região ao redor, entrou
sob controle direto dos romanos, como na Judéia. Herodes e seus descendentes
até Agripa II permaneceram reis clientes da Judéia até o ano de 96. Nos cinco
séculos seguintes à revolta de Bar Kokhba, a cidade de Jerusalém permaneceu sob
domínio romano, até cair a mão do povo bizantino. Durante o século IV, o
Imperador romano Constantino I, construiu partes católicas em Jerusalém como a
Igreja do Santo Sepulcro. A partir de Constantino até o século VII, os judeus
foram proibidos em Jerusalém. No período de algumas décadas, Jerusalém trocou
de mãos entre persas e romanos, até voltar à mão dos romanos mais uma vez. Na
destruição de Jerusalém em 614 pelo exército de Sassânida Cosroes II (590-628),
após passarem 21 dias cercando a cidade, ela foi capturada pelos persas
resultando na sua anexação territorial. A relíquia sagrada da Vera Cruz foi
roubada e enviada para Bizâncio, antiga Constantinopla atual Istambul na
Turquia. ESTADO ISLÂMICO. Em 638, o Califado Ortodoxo alargou a sua soberania
para Jerusalém. Neste momento, a cidade foi declarada a terceira cidade mais
sagrada do Islã, após Meca e Medina, e referido como Al Bait al Muquddas. Com a
conquista árabe, os judeus foram autorizados a regressar à cidade. O califa
ortodoxo Omar, assinou um tratado com o patriarca cristão monofisista Sofrônio.
Assegurou-lhe que os lugares sagrados cristãos de Jerusalém e a população
cristã seriam protegidos ao abrigo do Estado muçulmano. O califa Omíada Abdal
Malique encomendou no século VII, a construção da Cúpula ou Domo da Rocha – um
edifício situado no monte do Templo na cidade velha de Jerusalém. É considerado
um dos sítios mais sagrados do Islã. CRUZADAS – SALADINO E OS MAMELUCOS. Em
1099, Jerusalém foi conquistada pelos Cruzados, que massacraram a maior parte
dos habitantes muçulmanos e os resquícios judeus. A maioria dos cristãos foram
expulsos e a judeus tinham fugido, no início de junho de 1099. A população de
Jerusalém tinha diminuído de setenta mil para menos de trinta mil moradores. Os
sobreviventes judeus foram vendidos na Europa como escravos ou exilados na
comunidade judaica. Do Egito. Tribos árabes cristãs estabeleceram-se na
destruída Cidade Velha de Jerusalém. Em 1187, a cidade foi arrancada da mão dos
Cruzados por Saladino (1138-1193) permitindo que os judeus e os muçulmanos
voltassem a morar na cidade. Em 1250 e 1517, Jerusalém foi governada pelos
mamelucos, que impuseram um pesado imposto anual sobre os judeus destruindo os
lugares sagrados dos cristãos no Monte Sião. Em 1517, Jerusalém é região sob o
domínio Turco Otomano, permanecendo sob seu controle até 1917. Nessa época
permaneceu um provincial e importante centro religioso, e não participava da
principal rota comercial entre Damasco e Cairo. Com a ocupação de Jerusalém por
Muhammad Ali do Egito, em 1831, missões e consulados estrangeiros começaram a
se estabelecer na cidade. Em 1836, Ibrahim Pasa permitiu aos judeus,
reconstruírem as quatro grandes sinagogas, entre elas a Hurva. O controle turco
foi reinstalado em 1840, sendo que muitos egípcios muçulmanos permaneceram em
Jerusalém. Judeus de Argel e da África do Norte começaram a instalar-se na cidade,
em número cada vez maior. DOMÍNIO BRITÂNICO E A GUERRA DE 1948. Em 1917 após a
Batalha de Jerusalém, o exército britânico, liderado pelo general Edmund
Allenby 1861-1936), capturou a cidade. Em 1922, a Liga das Nações sob a
Conferência de Lausanne – Suíça, confiou ao Reino Unido a administração da
Palestina. 1922 a 1948 a população total da cidade passou de 52.000 para
165.000 habitantes, destes dois terços de judeus e um terço de árabes
muçulmanos e cristãos. A situação entre árabes e judeus era sempre conflituosa.
A medida que o Mandato Britânico da Palestina foi terminando, o Plano de
Partilha das Nações Unidas de 1947 recomendou “a criação de um regime
internacional, em especial na cidade de Jerusalém, constituindo-a como um
corpus separatum no âmbito da administração das Nações Unidas”. O regime
internacional deveria continuar em vigor por um período de dez anos, e seria
realizado um referendo na qual os moradores de Jerusalém iriam votar para
decidir o futuro regime da cidade. No entanto, este plano não foi implementado,
porque a guerra de 1948 eclodiu enquanto os britânicos retiravam-se da
Palestina e Israel declarou sua independência. DIVISÃO E CONTROVÉRSIA DA
REUNIFICAÇÃO. A guerra terminou com Jerusalém dividida entre Israel e Jordânia
(então Cisjordânia). O Armistício (trégua) de 1949 criou uma linha de
cessar-fogo que atravessava o centro da cidade, e a esquerda o Monte Scopus
como um enclave (dentro do limite de outro território) israelense. A Jordânia
anexou formalmente Jerusalém Oriental, em 1950, sujeitando-a à lei jordaniana,
numa atitude que só foi reconhecida pelo Paquistão. Também assumiu o controle
dos lugares sagrados na Cidade Velha. Oposto aos termos do acordo, foi negado o
acesso dos israelitas aos locais sagrados judaicos, muitos dos quais foram
profanados, e apenas permitiram o acesso limitado aos locais sagrados cristãos.
A Cúpula da Rocha e a Mesquita de Al Aqsa sofreram grande renovação. Durante a
Guerra dos Seis Dias em 1967, Israel ocupou Jerusalém Oriental e afirmou
soberania sobre toda a cidade. O acesso aos lugares sagrados judeus foram
restabelecidos, enquanto a Esplanada das Mesquitas permaneceu sob a jurisdição
de um islâmico Waqf. Essa anexação pós-guerra recebeu duras críticas da
comunidade internacional. Tanto que, o Conselho de Segurança das Nações Unidas
aprovou uma resolução que declarava a lei de anexação “uma violação do direito
internacional”. O órgão internacional solicitou que todos os Estados Membros
retirassem suas embaixadas da cidade. O status de cidade, e especialmente os
seus lugares sagrados, continuam a ser uma questão central no conflito
palestino-israelense. Colonos judeus ocuparam lugares históricos e construíram
suas casas em terras confiscadas de palestinos. A intenção é expandir a
presença judaica na parte oriental de Jerusalém, enquanto líderes islâmicos têm
insistido que os judeus não têm qualquer laço histórico com Jerusalém. Os
palestinos encaram Jerusalém Oriental como a capital do futuro Estado Palestino
e as fronteiras da cidade têm sido assunto de controversas bilaterais”. Os
fatos históricos mostram o quanto a questão de Jerusalém é importante para as
religiões monoteístas (judaísmo, islamismo e cristianismo), que têm em seu solo
relíquias sagradas, construções e eventos protagonizados por seus fundadores,
que identificam-se as suas tradições espirituais. Desde tempos remotos houve
litígio relacionado a sua soberania à um povo ou outro. Ora a supremacia da
cidade ficou por conta dos muçulmanos, ora dos judeus e em outros tempos dos
cristãos. Mesmo tendo laços fortes de cultura e tradição com a cidade sagrada,
os judeus foram de lá dispersos no ano 70. O fato ocorreu quando o imperador
romano Tito Flávio Vespasiano (39-81) tomou Jerusalém destruindo o Templo
construído pelo rei Salomão. Por mais de dois mil anos esse povo esteve
disperso pelo mundo – a chamada Diáspora. Entretanto, milagrosamente, mesmo
espalhados por lugares longínquos, preservaram sua cultura, língua e tradição.
Em 1948, uma resolução da ONU possibilitou a fundação do Estado de Israel, e os
judeus puderam retornar a Palestina vivendo num país independente. A
incoerência desse órgão internacional foi que, nessa mesma resolução, também
havia a proposta da criação de um Estado Árabe que efetivamente não foi levada
a termo por interesses escusos e não esclarecidos naquela data. A soberania
nacional de Jerusalém dada à uma única nação, é discutível e questionável como
representado acima pela história política e cultural da cidade. Israel
administra Jerusalém, conforme resolução da ONU de 1947 que dividiu a cidade em
ocidental e oriental. Sendo que a parte ocidental pertence a Israel e a
oriental pertence aos árabes. Entretanto, o governo israelense desobedece a
resolução criando acampamentos judeus nesta região velha da cidade e seus arredores. Isso provoca a população árabe que vê seu
direito usurpado. O fato dos israelitas permanecer ausente da região da
Palestina por mais de dois mil anos, suponho provar, que o status da
unilateralidade administrativa não tem amparo legal nem jurídico. Além do que a
cidade esteve sob diversos domínios – judeus, romanos, muçulmanos, otomanos,
britânicos e outros. Isso mostra sua característica internacional vista na
língua, cultura, tradição e espiritualidade. Um comportamento metropolitano
intrínseco e indelével já capturado pela humanidade como uma cidade universal –
berço das principais religiões do mundo contemporâneo – muçulmanos, cristãos,
judeus. Igualmente representada em seu território por drusos, budistas,
hinduístas, jainistas, bharais e outras crenças. Falei acima sobre o Lobby que
manipula o presidente Trump nessa inusitada decisão de reconhecer Jerusalém
como a capital de Israel. Essa influência vem basicamente do atual congresso
nacional americano – o Capitólio – formado destacadamente pelos cristãos
evangélicos. Os números mostram que dos 242 parlamentares democratas 80% são
cristãos e 99% dos republicanos acompanham a mesma crença. A influência da
comunidade judaica americana na economia do país – indústrias, bancos e outros
seguimentos é fortíssima, tendo esses voz ativa em assuntos de relevância
nacional. Uma questão levantada por pesquisadores independentes sobre esse
assunto passa pelo argumento teológico. Os cristãos evangélicos, em sua
maioria, são dogmáticos, supra valorizando crenças em futuras profecias. Isso é
relevante quando pensamos que Jerusalém é um dos pontos chaves relacionado a
Segunda Vinda de Cristo. Também os judeus esperam ansiosos a volta do Messias
ou Mashiach e os ensinos da Torah e Tanach, mostram Jerusalém sendo parte
essência do cumprimento dessa profecia. O que esses esperam é a reconstrução do
Templo de Salomão, que desencadeará os demais fatos pressagiados na Bíblia
Sagrada e na Tanach ou Bíblia Judaica. Dizem que os judeus já teriam o material
para a construção desse Templo. Acontece que as profecias dizem que ele deve
ser erguido ao lado da atual Mesquita de Al Aqsa, Domo da Rocha, a terceira
relíquia mais sagrada para os muçulmanos. Assim a mesquita, o Domo da Rocha e o
futuro Templo dos judeus conviverão juntos.
Algo que não passa pela cabeça de nenhum muçulmano. Uma situação
totalmente inviável, que criaria uma enorme confusão e fúria entre a comunidade
árabe, quase comparada a uma declaração de guerra. Os cristão esperam com
grande expectativa esse Templo restaurado, pois segundo a Bíblia ele precede o
acontecimento do arrebatamento da igreja. Aqueles que forem considerados
vencedores serão arrebatados e não verão o dano da segunda morte, que começa
com a chamada grande tribulação. Esse período – sete anos – três anos e meio de
paz e três anos e meio de sofrimento. Segundo o livro de Zacarias ceifará a
vida de dois terços do povo de Deus na Terra. Profecias bíblicas falam que o
anticristo sacrificará porcos – animal imundo para judeus e muçulmanos – no
altar sagrado do Templo. A imagem do chamado abominável da desolação falará no
Templo conforme as profecias de Daniel. Duas testemunhas serão levantadas
nesses terríveis dias – segundo o apocalipse serão os profetas Moisés e Elias.
O primeiro converteu água em sangue e o segundo orou e ficou três anos sem
chover. Na verdade esses acontecimentos escatológicos precisam ser
meticulosamente investigados. Não podemos ficar na interpretação literal dos
fatos, apenas, que é bastante superficial, não dando segurança e nem
comprovação de que são realmente confiáveis. Além da superstição que contamina
a interpretação feita no calor dos fatos – pressionando à que ocorram dá
maneira que a grande maioria espera. Isso tudo parece uma onda – para apressar
a volta de Cristo ou do Messias. Cria um clima de euforia nos cristãos e
judeus, passageiro, como todos que ocorreram no passado com alusivo a esse
fato. Ninguém conhece o dia ou a hora, nem fato algum poderá acelerar ou
retarda esta volta. Como a Bíblia diz em Mateus 24,36 “Entretanto, a respeito
daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o filho, senão
exclusivamente o Pai”. A volta do Messias não está predita de forma contundente
com hora, dia ou ano marcado. Como vimos, fatos, podem evidenciar esse
acontecimento, um deles é a construção do Terceiro Templo. Todavia, estudiosos
da Torah e Talmud não arriscam quando isso pode ocorrer, e de que forma,
ocorrências históricas ou aleatórias como a realizada por Trump influenciarão
os acontecimentos. Parece, que a atitude do presidente americano, como vimos,
tem mais haver com manobra política – cortina de fumaça – que uma atitude
sensata de correspondência profética. É perfeitamente inviável, nesse clima de
tensão, apreensão e medo, imaginar qualquer vaticínio profético. Essa
intromissão num assunto tão importante para as religiões monoteístas trouxe
mais medo e perplexidade à humanidade. Uma situação política perigosa que
precisará ser digerida pela comunidade internacional através da diplomacia,
onde os americanos, com seu posicionamento unilateral, mostraram ter pouca
legitimidade para conciliar o conflito entre palestinos e israelenses. Abraço.
Davi.
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