segunda-feira, 25 de abril de 2016

Comédia de Molière chamada Tartufo.



Tartufo (em francês Le Tartuffe) é uma das mais célebres comédias de Jean Baptiste Poquelin (1622-1673), mais conhecido como Molière, e uma das mais famosas da língua francesa em todos os tempos. Sua primeira encenação data de 1664 e foi quase que imediatamente censurada pelos devotos religiosos que, no texto, foram retratados na personagem-título como hipócritas e dissimulados. Os devotos sentiram-se ofendidos, e a peça quase foi proibida por esta razão, pelos tribunais do rei Luís XIV (1638-1715) de França, onde tinham grande influência. Na língua portuguesa, o termo tartufo, como em outro idiomas, passou a ter a acepção de pessoa hipócrita ou falso religioso, originando ainda uma série de derivados como tartufice, tartúfico ou ainda o verbo tartuficar - significando enganar, ludibriar com atos de tartufice. Talvez signifique o mesmo que "santo do pau oco"! No famoso texto, Molière utiliza elementos de sofisticada linguagem cômica, abordando com mordacidade as relações humanas que envolvem a religião, o poder e a ascensão social. Utilizando-se como mote a aristocracia francesa, em luta por manter seus privilégios, a burguesia ascendente, ávida por ampliar seu “status quo” e ainda o papel intrigante dos religiosos, é, no entanto, através da popular e sábia "Dorina", a empregada, que Molière desconstrói a hipocrisia de estrutura social da época, desmascarando o farsante "Tartufo". Este personagem é símbolo dessa bem comportada estrutura, usando-a a seu bel-prazer, a seu único e exclusivo proveito, sendo capaz de mentir, roubar, fraudar, especular, transgredir normalmente com o único objetivo de granjear mais privilégios. E tudo em nome de Deus. A peça, apesar de retratar uma situação que antecedeu a ascensão da burguesia, mantém-se atual ao denunciar males eternos e "universais", como a corrupção, a hipocrisia religiosa, a ocupação de cargos de mando e relevo por espertalhões. Como personagens, Molière traz Madame Permelle, mãe de Orgon, enganada por Tartufo. Orgon, senhor da casa, esposo de Elmire, enganada por Tartufo. Elmire, esposa de Orgon; chave para se compreender o verdadeiro eu de Tartufo. Damis, filho de Orgon, corteja a irmã de Valère, Mariane, filha de Orgon, noiva de Valère. Valère, noivo de Mariane. Cléante, cunhado de Orgon. Tartufo, falso devoto, que engana Orgon e Mme. Pernelle. Dorine, criado de Mariane, dá o tom cômico à peça, através de comentários sarcásticos e exagerados. Monsieur Loyal, começa como belequim (agente de polícia); termina a peça como sargento. Um exempt (policial). Flipote, criado de Madame Pernelle. Lawrence, criado de Tartuffe. Argas, amigo de Orgon; confia a este documentos que Tartufo rouba e chantageia Orgon; não possui nenhuma fala, na peça. O cenário é a Paris de 1660, casa de Orgon. Para compreender a ferrenha crítica aos falsos religiosos brilhantemente trazida por Molière trago, resumidamente o enredo da peça: Orgon, pessoa muito importante da sociedade parisiense, havia caído sob a influência de Tartufo, um religioso bastante hipócrita, além de ser extremamente inescrupuloso. Na verdade, os únicos que não se dão conta do verdadeiro caráter do espertalhão são Orgon e sua mãe. Tartufo exagera em sua devoção religiosa, chegando mesmo a ser o mentor espiritual de Orgon. Desde que o vilão passara a residir em sua casa, que Orgon segue lhe todos os conselhos, chegando ao ponto de prometer-lhe a filha em casamento, apesar de a mesma estar noiva de Valère. A jovem Mariane fica bastante infeliz com a decisão paterna, e sua madrasta Elmire tenta desencorajar o embusteiro de suas pretensões matrimoniais. Durante este diálogo, Tartufo tenta seduzir a jovem esposa do velho Orgon, cena esta testemunhada por Damis, filho de Orgon. Damis relata ao pai o que vira, mas este, longe de acreditar, deserda (excluir do direito de herança) Damis e decide passar a própria casa para o nome do caloteiro – uma forma de assim forçar o casamento contra o qual todos pareciam tramar. Aumenta a tristeza de Mariane, e Elmire adia a sua assinatura do contrato feito pelo marido. Ela então propõe ao marido que, escondendo-se sob uma mesa, seja ele próprio testemunha do verdadeiro caráter de Tartufo. Orgon concorda com o estratagema, e ante as palavras de Tartufo para sua mulher, descobre finalmente qual o verdadeiro caráter daquele hipócrita a que tanto confiara, e que sua família sempre tivera razão. Colocando Tartufo para fora da casa, este porém impõe-se como seu novo proprietário. E Orgon dá-se conta de que depositara com o falso devoto documentos de um amigo, cuja fuga ocultara, comprometendo-o. A mãe de Orgon vem lhe visitar. Pernelle tem ainda grande admiração por Tartufo, e não se deixa convencer sobre o real caráter dele. Surge então o Sr. Loyal, policial enviado por Tartufo, a fim de avisar que a família tem até o dia seguinte para desocupar o imóvel. Só depois disso Pernelle reconhece que ele é mesmo um caloteiro. Enquanto a família reunida discute como safar-se daquela situação vexatória, chega Valère, informando que Tartufo entregara ao Rei os documentos que incriminavam Orgon, e este deveria ser preso. Planejam rapidamente uma fuga, mas Tartufo reaparece, desta feita acompanhado por um policial. Autoritário, o falso amigo expede a ordem para que Orgon seja preso. Mas este, para surpresa de todos, prende o próprio Tartufo: ele era um caloteiro conhecido, tendo já aplicado outros golpes. A doação feita é anulada, e finalmente Orgon permite o casamento de Valère e Mariane. Mas Tartufo se sai bem, sempre inescrupuloso e sob a proteção de Deus que sempre melifluamente (falava tranquila e pausadamente) invoca, mas a quem não dedica devoção ou fé alguma. Acho engraçado como nos vemos sempre cercados de "tartufos" e como eles se dão bem na vida. Aliás, o que me levou a escrever este post não é simplesmente o fato de sempre termos "tartufos" por perto, mas fatos no mínimo horripilantes que vêm aparecendo com maior frequência na mídia (imprensa falada, escrita, televisiva e internet) envolvendo o assédio e abuso sexual cometido por religiosos contra seus fiéis. Não faço aqui menção específica a qualquer espécie de líder religioso. Podendo a questão referir-se a padres, rabinos, pastores, médiuns espíritas, pais-de-santo, monges de qualquer linhagem, etc. Mas o que me incomoda, efetivamente, são os lobos travestidos de cordeiro que sob o manto de terem maior elevação religiosa e contato mais próximo com o Criador. Eis que dotados de maior candura de espírito, utilizam-se de suas funções como líderes espirituais para arregimentar suas presas, tal como o fazia Tartufo de Molière. Em muitos casos, até mesmo o contato físico que certas religiões permitem ou exigem em seus cultos ou cerimônias, facilita o assédio. O líder mal intencionado, durante um procedimento qualquer, tocando seu(sua) fiel,  já passa a ter condições de, como se diz no jargão popular, “sentir o material”, num verdadeiro processo de bolinação, sob o argumento de o estar fazendo em nome de Deus. Mas, independentemente da religião, seita, credo ou procedimento de que se fale, todas essas práticas em que se observa a absoluta má-fé do líder religioso, é considerada assédio sexual. De fato, conforme a Lei 10.224, de 15 de maio de 2001, através da qual se introduziu no Código Penal o art. 216-A, com a seguinte redação: "Assédio sexual - art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função." (AC) - Pena - detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos." (AC), o crime de assédio é tipificado basicamente nas relações laborais, não prevendo expressamente o assédio sexual enquanto o algoz estiver no exercício ou se beneficiar do ministério religioso. Mas, isto não quer dizer que a lei permita o assédio sexual ou o estimule nestas condições! De fato, como um direito humano fundamental o indivíduo tem o direito de não ser molestado sexualmente por quem quer que seja, nem mesmo sendo necessária a edição da lei supra citada, sem se falar no aspecto moral-religioso inerente à questão. Com muito mais razão tal princípio deve ser respeitado por alguém que esteja no ministério de qualquer religião. No entanto, uma vez que a lei é ampla ao extremo e, no meu entender, apenas exemplificativa, eis que limita o assédio à ocorrência no curso de relação laboral, devemos ter extrema cautela ao aplicá-la, para que não se banalize o crime e se criem “criminosos inocentes”, que agiram de maneira ingênua e despretensiosa, sem que nunca tivesse passado por suas cabeças que estivessem infringindo qualquer norma jurídica, principalmente de Direito Penal. De qualquer forma, na exegese razoável do texto legal e a exemplo do que ocorre em outros países e, conforme vem bem entendendo a jurisprudência de nossos tribunais, a conduta limitadamente tipificada no texto legal (já que a lei fala somente no assédio nas relações de trabalho) é ampliada ao assédio sexual cometido contra prestadores de serviços sem vínculo empregatício, ou cometido por aquele que se beneficia de cargo de confiança superior, tal como o professor, o ministro religioso, etc. Por outro lado, em muitas circunstâncias, a suposta vítima é quem assedia o líder religioso, talvez por algum desvio, fantasia, paixão, devendo esta responder criminalmente pela conduta imprópria. Aliás, no mundo em que vivemos, o assédio é praticado tanto por homens como por mulheres. Até mesmo a “traição”, outrora reservada apenas aos homens “aventureiros e safados” , como eram antigamente rotulados, hoje é praticada pelas mulheres, que sem o menor pudor, também podem incorrer no crime de assédio, inclusive de um líder religioso, por mais escabrosa que possa parecer a conduta. Coisa que faria até Nelson Rodrigues (1912-1980) jornalista e escritor brasileiro, corar de vergonha. Desta forma, tomando o amoral Tartufo como exemplo, em suas sórdidas condutas, devemos considerar a questão do assédio sexual pelos ministros religiosos com extremo pormenor, tomando contra os mesmos as medidas legais pertinentes. As denúncias são importantes para que este crime deixe de acontecer. E o principal: não devem ser temidas as supostas ameaças de vingança por parte de Deus, dos espíritos, das forças ocultas, do “Esquerdo” ou dos supostos poderes ocultos do assediador religioso, eis que acima de tudo isso estar a Lei, tanto dos homens como do Todo Poderoso. http://www.blogdoscheinmam.blogspot.com.br. Abraço. Davi. 

sábado, 23 de abril de 2016

II. Os Sete Princípios Herméticos.

IV. O Princípio da Polaridade. “Tudo é duplo; tudo tem polos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau. Os extremos se tocam, todas as verdades são meias verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliados”. O Caibalion. Este Princípio explica os velhos paradoxos que deixaram muitos homens perplexos, e que foram estabelecidos assim: A Tese e a Antítese são idênticos em natureza, mas diferentes em grau. Os opostos são a mesma coisa, diferindo somente em grau, os pares de opostos podem ser reconciliados. Os extremos se tocam, tudo existe e não existe ao mesmo tempo. Todas as verdades são meias verdades, toda verdade é meio falsa. Há dois lados em tudo. Ele explica que em tudo há dois polos ou aspectos opostos, e que os opostos são simplesmente os dois extremos da mesma coisa, consistindo a diferença em variação de graus. Por exemplo: o calor e o frio, ainda que sejam opostos. São a mesma coisa, e a diferença que há entre eles consiste simplesmente na variação de grau dessa mesma coisa. Olhai para o vosso termômetro e vede se podereis descobrir onde termina o calor e frio! Não há coisa de calor absoluto ou de frio absoluto. Os dois termos calor e frio indicam somente a variação de grau da mesma coisa, e que essa mesma coisa que se manifesta como calor e frio nada mais é que uma forma, variedade e ordem de Vibração. Assim o calor e o frio são unicamente os dois polos daquilo que chamamos calor. E os fenômenos que daí decorrem são manifestações do Princípio da Polaridade. O mesmo Princípio se manifesta no caso da Luz e da Obscuridade, que são a mesma coisa, consistindo a diferença simplesmente nas variações de graus entre os dois polos do fenômeno. Onde cessa a obscuridade e começa a luz? Qual é a diferença entre o grande e o pequeno? Entre o forte e o fraco? Entre o branco e o preto? Entre o perspicaz e o néscio? Entre o alto e o baixo? Entre o positivo e o negativo? O Princípio de Polaridade explica estes paradoxos e nenhum outro Princípio pode excedê-lo. O mesmo Princípio opera no Plano mental. Permita-nos tomar um exemplo extremo: o do Amor e o Ódio, dois estados mentais em aparência totalmente diferentes. E, apesar disso, existem graus de Ódio e graus de Amor, e um ponto médio em que usamos dos termos Igual ou Desigual, que se encobrem mutuamente de modo tão gradual que às vezes temos dificuldades em conhecer o que nos é igual, desigual ou nem um nem outro. E todos são simplesmente graus da mesma coisa, como compreendereis se meditardes um momento. E mais do que isto (coisa que os hermetistas consideram de máxima importância), é possível mudar as vibrações de Ódio em vibrações de Amor, na própria mente de cada um de nós e nas mentes dos outros. Muitos de vós, que ledes estas linhas, tiveram experiências pessoais da transformação do Amor em Ódio ou do inverso, quer isso se desse com eles mesmos, quer com outros. Podeis pois tornar possível a sua realização, exercitando o uso da vossa vontade por meio das fórmulas herméticas. Deus e o diabo, são, pois, os polos da mesma coisa, e o hermetista entende a arte de transmutar o diabo em Deus, por meio da aplicação do Princípio da Polaridade. Em resumo, a Arte de Polaridade fica sendo uma fase da Alquimia Mental, conhecida e praticada pelos antigos e modernos Mestres hermetistas. O conhecimento do Princípio habilitará o discípulo a mudar a sua própria Polaridade, assim como a dos outros, se ele consagrar o tempo e o estudo necessário para obter o domínio da arte. V. O Princípio de Ritmo. Este Princípio contém a verdade que em tudo se manifesta um movimento para diante e para trás, um fluxo e refluxo, um movimento de atração e repulsão, um movimento semelhante ao do pêndulo, uma maré enchente e uma maré vazante. Uma maré alta e uma maré baixa, entre os dois polos, que existem, conforme o Princípio da Polaridade de que tratamos há pouco. Existe sempre uma ação e uma reação, uma marcha e uma retirada, uma subida e uma descida. Isto acontece nas coisas do Universo, nos Sóis, nos mundos, nos homens, nos animais, na mente, na energia e na matéria. Esta lei é manifesta na criação e destruição dos mundos, na elevação e na queda das nações, na vida de todas as coisas, e finalmente nos estados mentais do homem (e é com estes últimos que os hermetistas reconhecem a compreensão do Princípio mais importante). Os hermetistas compreenderam este Princípio, reconhecendo a sua aplicação universal, e descobriram também certos meios de dominar os seus efeitos no próprio ente com o emprego de fórmulas e métodos apropriados. Eles aplicam a Lei mental de neutralização. Eles não podem anular o Princípio ou impedir as suas operações, mas aprenderam como se escapa dos seus efeitos na própria pessoa, até um certo grau que depende do domínio deste Princípio. Aprenderam como emprega-lo, em vez de serem empregados por ele. Neste e noutros métodos consiste a Arte dos hermetistas. O Mestre dos hermetistas polariza-se até o ponto em que desejar, e então neutraliza a oscilação rítmica pendular que tenderia a arrastá-lo ao polo. Todos os indivíduos que atingiram qualquer grau de domínio próprio executam isto até um certo grau, mais ou menos inconscientemente, mas o Mestre o faz conscientemente e com o uso da sua vontade. Atingindo um grau de equilíbrio e firmeza mental quase impossível de ser acreditado pelas massas populares que vão para diante e para trás como um pêndulo. Este Princípio e o da Polaridade foram estudados secretamente pelos hermetistas, e os métodos de impedi-los, neutralizá-los e emprega-los foram uma parte importante da alquimia mental. VI. O Princípio de Causa e Efeito. Este princípio contém a verdade que há uma causa para todo o efeito e um efeito para toda a causa. Explica que: Tudo acontece de acordo com a Lei, nada acontece sem razão, não há coisa que seja causal. Que, no entanto, existem vários planos de causa e efeito, os planos superiores dominando os planos inferiores, nada podendo escapar completamente da Lei. Os hermetistas conhecem a arte e os métodos de elevar-se do plano ordinário de causa e efeito, a um certo grau, e por meio da elevação mental a um plano superior tornam-se causadores em vez de efeitos. As massas dos povos são levadas para a frente, os desejos e as vontades dos outros são mais fortes que as vontades delas. A hereditariedade, a sugestão e outras causas exteriores movem-nas como se fossem peões no tabuleiro de xadrez da Vida. Mas os mestres, elevando-se ao plano superior, dominam o seu gênio, caráter, suas qualidades, poderes, tão bem como os que o cercam e tornam-se motores em vez de peões. Eles ajudam a "jogar" a criação, quer física, quer mental ou espiritual, é possível serem "partida" da vida, em vez de serem jogados e movidos por outras vontades e influências. Os mestres obedecem a causalidade do plano superior, mas ajudam a governar o nosso plano. Neste preceito está condensado um tesouro do conhecimento hermético: aprenda-o quem quiser. VII. O Princípio de Gênero. Este princípio encerra a verdade que o gênero é manifestado em tudo, que o princípio masculino e o princípio feminino sempre estão em ação. Isto é certo não só no plano físico, mas também nos planos mental e espiritual. No plano físico este princípio se manifesta como sexo, nos planos superiores toma formas superiores, mas é sempre o mesmo princípio. Nenhuma criação, quer física, quer mental ou espiritual, é possível sem esse princípio. A compreensão das suas leis poderá esclarecer muitos assuntos que deixaram perplexas as mentes do homens. O princípio de Gênero opera sempre na direção da geração, regeneração e criação. Todas as coisas e todas as pessoas contém em si os dois elementos deste grande princípio. Todas as coisas machos têm também o elemento feminino, todas as coisas fêmeas tem o elemento masculino. (1). Se compreenderdes a filosofia da criação, geração e regeneração mentais, podereis estudar e compreender este princípio hermético. Ele ontem a solução de muitos mistérios da vida. Nós vos advertimos que este princípio não tem relação alguma com as teorias e práticas luxuriosas, perniciosas e degradantes, que tem títulos empolgantes e fantásticos, e que nada mais são do que a prostituição do grande princípio natural de Gênero. Tais teorias, baseadas nas antigas formas infamantes do Falicismo, tendem a arruinar a mente, o corpo e a alma. A filosofia hermética sempre publicou notas severas contra estes preceitos que tendem à luxúria, a depravação e perversão dos princípios da natureza. Se desejais tais ensinamentos podeis procura-los noutra parte. O hermetismo nada contém nestas linhas que sirva para vós. Para aquele que é puro, todas as coisas são puras, para os vis, todas as coisas são vis e baixas. Do livro Caibalion. Abraço. Davi. 

sexta-feira, 22 de abril de 2016

I. Os Sete Princípios Herméticos.



Filosofia Hermética. “Os Princípios da Verdade são Sete; aquele que os conhece perfeitamente, possui a Chave Mágica com a qual todas as Portas do Templo podem ser abertas complemente”. O Caibalion. Os Sete Princípios em que se baseia toda a Filosofia Hermética são os seguintes: I. O Princípio do Mentalismo. II. O Princípio de Correspondência. III. O Princípio da Vibração. IV. O Princípio da Polaridade. V. O Princípio do Ritmo. VI. O Princípio da Causa e Efeito. VII. O Princípio de Gênero.  Estes Sete Princípios podem ser explicados e explanados, como vamos fazer nesta lição. Uma pequena explanação de cada um deles pode ser feita agora, e é o que vamos fazer. I. O Princípio do Mentalismo. “O Todo é Mente; o Universo é Mental”. Este princípio é muito importante a conhecer. Os cabalistas comparam o Espírito ao éter que se acha dentro de um vidro. Enquanto o vido estiver tapado, estará cheio de éter, mas desde que a rolha saia, o éter começará a sair também. O vidro sendo comparado ao corpo físico, a rolha ao astral e o éter ao Espírito. O astral é que prende o Espírito ao físico e assim como todo o éter não sai repentinamente do vidro, assim também a morte não se produz repentinamente, salvo em raríssimos casos anormais. A matéria não é mais que a força mental coagulada. Para exprimir isto os cabalistas comparam o Espírito a um pedaço de estanho (elemento químico), que em contato com o calor (Amor divino, Luz divina) se derrete, se sutiliza e purifica. Porém, estando afastado desse calor, endurece, condensa-se e cai na matéria (mentira de sensibilidade reflexa). Este Princípio do Mentalismo contém a verdade que Tudo é Mente. Explica que O Todo (que é a realidade substancial que se oculta em todas as manifestações e aparências que conhecemos sob o nome de Universo Material, Fenômeno da Vida, Matéria, Energia, numa palavra, sob tudo o que tem aparência aos nossos sentidos materiais) é Espírito. É Incognoscível, e Indefinível em si mesmo, mas pode ser considerado como uma Mente Vivente Infinita e Universal. Ensina também que todo o mundo fenomênico ou Universo é simplesmente uma Criação Mental do Todo, sujeita as Leis das coisas criadas. Que o universo, como um todo, em suas partes ou unidades, tem sua existência na mente do Todo, em cuja Mente vivemos, movemos e temos a nossa existência. Este Princípio, estabelecendo a natureza mental do universo, explica todos os fenômenos mentais e psíquicos que ocupam grande parte da atenção pública, e que, sem tal explicação, seriam ininteligíveis e desafiariam o exame científico. A compreensão deste Princípio hermético do Mentalismo habilita o indivíduo a abarcar prontamente as leis do Universo Mental e a aplicar o mesmo princípio para a sua felicidade e adiantamento. O estudante hermetista ainda não sabe aplicar inteligentemente a grande Lei Mental, apesar de emprega-la de maneira casual. Com a Chave Mestra em seu poder, o estudante poderá abrir as diversas portas do templo psíquico e mental do conhecimento e entrar por elas livre e inteligentemente. Este Princípio explica a verdadeira natureza da Força, da Energia, e da Matéria, como e por que todas elas são subordinadas ao Domínio da Mente. Um velho Mestre hermético escreveu há muito tempo: “Aquele que compreende a verdade da Natureza Mental do Universo está bem avançado no Caminho do Domínio”. E estas palavras são tão verdadeiras hoje, como no tempo em que foram escritas. Sem esta Chave Mestra, o Domínio é impossível, e o estudante baterá em vão nas diversas portas do templo. II. O Princípio de Correspondência. “O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima”. O Caibalion. Este Princípio contém a verdade que, existe uma correspondência entre as leis e os fenômenos dos diversos planos da Existência e da Vida. O velho axioma hermético diz estas palavras; “O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima”. A compreensão deste Princípio dá ao homem os meios de explicar muitos paradoxos obscuros e segredos da natureza. Existem planos fora dos nossos conhecimentos, mas quando lhes aplicamos o Princípio da Correspondência chegamos a compreender muita coisa que de outro modo nos seria impossível compreender. Este Princípio é de aplicação e manifestação universal nos diversos planos do universo material, mental e espiritual, sendo uma Lei Universal. Os antigos Hermetistas consideravam este Princípio como um dos mais importantes instrumentos mentais, por meio dos quais o homem pode ver além dos obstáculos que encobrem à vista o Desconhecido. O seu uso constante rasgava aos poucos o véu de Ísis e um vislumbre da face da deusa podia ser percebido. Justamente do mesmo modo que o conhecimento dos Princípios de Geometria habilita o homem, enquanto estiver no seu observatório, a medir Sóis longínquos, assim também o conhecimento do Princípio da Correspondência habilita o homem a raciocinar inteligentemente do conhecido ao desconhecido. Estudando a mônada, ele chega a compreender o arcanjo. III. O Princípio da Vibração. “Nada está parado; tudo se move, tudo vibra”. O Caibalion. Este Princípio encerra a verdade que tudo está em movimento, tudo vibra, nada está parado. Fato que a Ciência moderna observa, e que cada nova descoberta científica tende a confirmar. E contudo este Princípio hermético foi enunciado há milhares de anos pelos Mestres do antigo Egito. Este Princípio explica que as diferenças entre as diversas manifestações de Matéria, Energia, Mente e Espírito, resultam das ordens variáveis de Vibração. Desde o Todo, que é Puro Espírito, até a forma mais elevada for a vibração, tanto mais elevada será a posição na escala. A vibração do Espírito é de uma intensidade e rapidez tão infinitas que praticamente ele está parado, como uma roda que se move muito rapidamente parece estar parada. Na extremidade inferior da escala estão as grosseiras formas de matéria, cujas vibrações são tão vagarosas que parecem estar paradas. Entre estes polos existem milhões e milhões de graus diferentes de vibração. Desde o corpúsculo e o elétron, desde o átomo e a molécula, até os mundos e universos, tudo está em movimento vibratório. Isto é verdade nos planos da energia e da força (que também variam em graus de vibração); nos planos mentais (cujos estados dependem das vibrações), e também nos planos espirituais. O conhecimento deste Princípio, com as fórmulas apropriadas, permite ao estudante hermetista conhecer as suas vibrações mentais, assim com também a dos outros. Só os Mestres podem aplicar este Princípio para a conquista dos Fenômenos Naturais, por diversos meios. “Aquele que compreende o Princípio da Vibração alcançou o cetro do poder”, diz um escritor antigo. Do Livro Caibalion. Abraço. Davi.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

II. Teoria e Prática Tântrica.

Hinduísmo Tântrico. Escrito por Roberto de A. Martins. À medida que se desenrola, a Shakti se manifesta sob a forma de um som primordial (Nada), e através do som ela começa a criar o universo. O som é um dos principais instrumentos do Poder, no Tantra. Através de algumas práticas, o Tantrika pode ouvir os sons primordiais produzidos pela Grande Deusa.  Os seres do universo são descritos por nome (nama) e possuem uma forma (rupa). O som (shabda) e a palavra (vac) são manifestações daShakti, que dão forma aos seres. A Shakti não apenas cria todos os seres, ela permanece dentro deles. A Shakti imagina o universo, por sua própria vontade, pelo prazer de criar, e se incorpora nele. O universo não tem essência própria, é vazio, mas ao mesmo tempo contém o absoluto.   Em todos os seres do universo se manifesta o poder de Shakti e a consciência deShiva. O Absoluto está presente em todas as manifestações do universo. Portanto, tudo o que existe é sagrado. No centro de cada coisa estão Shiva e Shakti, que contêm tudo o que existe. Por isso o Tantra afirma: “Aquilo que está aqui está em toda parte. Aquilo que não está aqui não está em lugar nenhum” (yadihasti tad anyatra, yannehasti na tat kvacit). Tudo o que existe no universo é perfeito, divino, e Eu sou tudo isso, e tudo isso existe em mim. Toda a realidade e toda pessoa é, essencialmente, Shiva-Shakti, mas de forma específica todo homem é Shiva e toda mulher é Shakti. Perceber a realidade mais profunda disso é um dos caminhos para a libertação espiritual.  Embora nossa natureza seja divina, e tudo o que nos cerca também seja, nossa percepção usual da realidade é limitada, dualista, pobre. É a própria magia (maya) da Shaktique dá a aparência de finito ao infinito, de múltiplo àquilo que é uno, de específico (dotado de nome e forma) àquilo que não tem nome nem forma, de destrutível ao que é eterno. Ela envolve toda a criação divina, perfeita e ilimitada com um véu mágico, mas ela própria cria por toda parte as portas através das quais podemos atravessar a ilusão e chegar à percepção clara da realidade divina. Penetrando através de Maya-Shakti é possível atingir o absoluto, ultrapassando as limitações e dualidades.  A compreensão e o contato direto (vivência) da Shakti é um dos aspectos centrais do Tantra. A Shakti pode ser vista sob seus aspectos bondosos, como a Mãe (Ma) ou como a esposa - amante de Shiva, extremamente bela e sábia. No entanto, ela pode também ser vista sob seu aspecto destruidor, horrível, como Kali, que destrói as ilusões, aniquila as forças do egoísmo e leva as pessoas a verem a realidade divina. A pessoa em um corpo (jiva) conhece apenas os níveis mais baixos da realidade e se confunde com eles. No entanto, é possível se transformar, atingindo uma compreensão diferente da realidade. Às vezes se descreve essa transformação como uma libertação (kaivalya) ou como a união ao Eu Supremo (Paramatma). No entanto, o Tantra descreve esses processos de uma forma diferente. A pessoa viva (jiva) e o Eu Supremo possuem a mesma natureza, por isso eles não podem se unir. O Jiva não se liberta, ele pode apenas perceber que nunca esteve preso. Para isso, ele precisa penetrar através dos véus de Maya, a magia da Shakti, através da sabedoria (jñana) obtida através da vivência (vijñana), conhecendo diretamente a Shakti e tornando-se um jivanmukta e mantendo-se no mundo. O objetivo não consiste em se afastar do universo criado por Shakti, e sim percebê-lo como ele é: infinito, absoluto, eterno, sem dualidades. Através do Shakti-Tantra, o adepto atinge a libertação voltando-se para fora e não para dentro. Adotando uma visão não-dualista (advaita), a doutrina do Tantra admite que tudo é igualmente puro e perfeito. Por isso, o Tantra permite obter a iluminação (moksha) desfrutando do mundo (bhoga). Sob o ponto de vista prático, o Tantra desenvolve uma série de atividades que induzem estados alterados de consciência, transformam o praticante e o levam a uma percepção diferente da realidade. Essas vivências precisam ser compreendidas, para serem integradas à sua vida, e por isso o estudo teórico também é importante. Pela prática constante, a transformação do Tantrika vai se fortalecendo, levando a um contato contínuo com a Shakti.  O Tantra utiliza muitos recursos empregados nas diferentes linhas do Yoga, como posturas (asanas), práticas de respiração (pranayama), meditação (dhyana), etc. A parte ética do Yoga de Patañjali (yama eniyama) não faz parte do Tantra propriamente dito; mas apenas pessoas que já tenham obtido um grande desenvolvimento ético podem ser admitidas no Tantra.  Algumas das características centrais do Tantra são a utilização de rituais, o uso das coisas do mundo profano para atingir a realidade divina, e a identificação entre o microcosmo (o ser humano) com o macrocosmo (o universo infinito). Um dos aspectos importantes das práticas tântricas é o controle da energia interna, que é um reflexo do Poder Cósmico (Shakti).  Dentro do corpo, essa energia é representada porKundalini, a energia em forma de uma serpente enrolada, que fica normalmente adormecida no chakra inferior (Muladhara). Através de práticas envolvendo respiração, posturas, meditação, mantras e outros elementos, o Tantrika desperta Kundalini e faz com que essa energia ative sucessivamente osvárioschakras corporais, transformando o corpo energético  doyogi (a estrutura sutil, constituída pelos chakras e pelos canais – nadis – onde circulam os diversos tipos de prana). Este aspecto do Tantra está também presente no Hatha Yoga tradicional indiano, já que o Hatha Yoga surgiu como um ramo especial dentro do Tantra.  São muito importantes no Tantra a recitação de mantras, o uso de imagens de devas e especialmente daShakti, o uso de diagramas (yantras) para meditação, purificação (nyasa) do corpo, e muitos rituais especiais utilizando mantras e gestos com as mãos (mudras), geralmente feitos dentro de círculos especiais (mandalas). O culto e adoração (puja) da Grande Deusa é também essencial, no Tantra.  Há rituais e práticas extremamente complexos, dentro do Tantra, e outras práticas que parecem simples. Todas devem ser aprendidas através dos ensinamentos diretos de um mestre (guru) que já tenha praticado e dominado essas técnicas. A união entre o discípulo e o mestre é fundamental, pois através dessa união o Guru consegue induzir estados alterados de consciência no discípulo e fazê-lo vivenciar coisas que ele não teria condições de conseguir sozinho, por seu próprio esforço. Práticas em grupo também são consideradas muito importantes, pois a união espiritual de várias pessoas, no Tantra, multiplica os resultados obtidos. Não existe Tantra sem vivências diretas dos aspectos sagrados do universo e de si próprio. E isso ocorre através de estados alterados de consciência, especialmente através de experiências de samadhi. Deve-se compreender que o samadhinão é o objetivo do Tantra (nem de nenhuma outra linha de Yoga), e sim uma prática especial, acompanhada por um estado alterado de consciência, que deve ser atingido repetidas vezes, produzindo aos poucos importantes efeitos no praticante.   A devoção à Grande Deusa (ou a Shiva, no caso da linha tântricashivaísta) é também essencial, no Tantra. O praticante desenvolve um enorme respeito, admiração, amor e adoração pela Grande Deusa, e Ela se torna um foco central de sua vida. Sem essa devoção (bhakti) e sem a ajuda direta da própria Deusa, o Tantrika não atinge seu objetivo. Embora não se possa aprender as práticas do Tantra através da leitura de livros, é muito útil estudar os textos tântricos tradicionais para obter uma compreensão teórica daquilo que essa linha espiritual significa. Algumas linhas do Yoga possuem práticas “leves”, destinadas a melhorar a saúde física e psíquica da pessoa. O Tantra, no entanto, não está voltado para a obtenção de resultados desse tipo. É uma linha de trabalho mais radical, destinada a mudar toda a consciência do praticante. Por isso, não se deve iniciar práticas tântricas a menos que a pessoa queira deixar para trás seus valores, suas crenças e sua vida antiga, iniciando uma nova. É um caminho poderoso, mas que tem também riscos e um custo alto – ele exige uma morte do ego, para levar a uma transformação espiritual completa.http://www.shri.yoga.devi.org Abraço. Davi.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Frase do Profeta Muhammad.

Islamismo. Frases do Profeta Muhammad ou Maomé. O Profeta Muhammad é uma inspiração para centenas de milhões de pessoas ao redor do mundo. Aqui estão alguns ditos do Profeta Muhammad (Hadiths) que nos ajudam a entender o seu caráter inspirador. 1. Um muçulmano que planta uma árvore ou semeia um campo, a partir do qual homens, aves e animais podem comer, está praticando um ato de caridade. (Muslin). 2. Existe um tipo de polidez para tudo, que remove a ferrugem; e a polidez para o coração é a recordação de Deus, Alláh. (Bukhari). 3. Quais são as melhores ações? É alegrar o coração dos seres humanos, alimentar os famintos, ajudar os aflitos, aliviar a dor da tristeza, e remover os sofrimentos dos feridos. (Bukhari). 4. A mais excelente Jihad é a Jihad para a conquista de si mesmo. (Bukhari). 5. Se você colocar toda a sua confiança em Deus, Alláh, como você deve. Ele certamente irá satisfazer suas necessidades, assim como Eles satisfaz as das aves. Elas saem com fome de manhã, mas retornam satisfeitas para os seus ninhos. (Tirmidhi). 6. Deus, Alláh terá misericórdia com alguém a não ser que esse alguém tenha misericórdia com outras criaturas. (Abdullah b. Amr). 7. Diga o que é verdade, embora possa ser amargo e desagradável para as pessoas. (Balhaqi). 8. A gentileza é uma marca da fé, e quem não é gentil não tem fé. (Muslim). 9. Quando você vê uma pessoa que tenha sido dada mais do que você em dinheiro e beleza, olhe para aqueles a quem foi dada menos do que você. (Muslim). 10. Se você não sente vergonha de nada, então você pode fazer o que quiser. (Abu Masud). 11. É melhor sentar-se sozinho do que em companhia com o mau; e é melhor ainda sentar-se com o bom do que sozinho. É melhor falar com aquele que busca conhecimento do que permanecer em silêncio. Mas o silêncio é melhor do que palavras vãs. (Bukhari). 12. Em verdade, um homem ensinar bons modos à uma criança é melhor do que dar um alqueire de grãos em esmolas. (Muslim). 13. Quem quer que seja gentil, Deus, Aláh, vai ser gentil com ele; portanto, seja gentil com o homem sobre a terra. Ele que está no céu vai mostrar misericórdia sobre ti (Tirmidhi). 14. O melhor de vocês são aqueles que são os melhores para as mulheres. (Tirmidhi). 15. Quem ama ir ao encontro de Deus,Aláh, Deus, Alláh ama encontra-lo. (Bukhari). 16. Uma vez um homem, que estava passando por uma estrada, encontrou um galho de uma árvore com espinhos obstruindo-a. O homem tirou os espinhos do caminho. Alláh ficou grato e perdoou seus pecados. (Bukhari). 17. Quem são os com conhecimento? Aqueles que praticam o que sabem. (Bukhari). 18. Deus, Alláh revelou à mim, que vocês devem ser humildes. Ninguém deve se vangloriar sobre o outro, e ninguém deve oprimir outros. (Iyad b. Hinar). 19. Um verdadeiro muçulmano é grato à Deus,Alláh na prosperidade, e se submete à Sua vontade na adversidade. (Muslim). 20. Um muçulmano que reúne-se com os outros muçulmanos e compartilha seus fardos com eles é melhor do que aquele que vive uma vida de reclusão e contemplação. (Muslim). 21. Adorai a Deus, Alláh, como se você pudesse vê-lo; embora você não possa vê-lo, Ele pode ver você. (Umar). 22. Deus não olha para a sua aparência ou suas posses; mas Ele olha para o seu coração e suas obras. (Abu Huraira). 23. A melhor riqueza é a riqueza da alma. (Bukhari). 24. Mantenha-se longe da inveja, porque ela consome e tira boas ações, como um fogo consome e queima a madeira. (Abu Dawud). 25. Muito silêncio e uma boa disposição, não há duas coisas melhores do que estas. (Bukhari). 26. Em verdade, Deus, Alláh é suave e gosta de brandura, e Ele dá ao gentil o que Ele não dá ao áspero. (Muslim). 27. Uma vez o Profeta foi questionado: Diga-nos, qual a ação é mais apreciada por Alláh. Ele respondeu: Realizar a sua oração no seu devido tempo. Mais uma vez ele foi perguntado: O que vem a seguir. Muhammad, Maomé disse: Mostrar bondade com os pais. Então o que?, ele foi perguntado: Lutar pela causa de Deus, Alláh!. (Ibn Masad). 28. Quando duas pessoas estão juntas, duas delas não devem sussurrar entre si, não deixando que o terceiro ouça. Porque isso iria magoá-lo. (Bukhari e Muslim). 29. Na verdade, é um dos aspectos de respeito à Deus, Alláh, honrar um homem velho. (Bukhari). 30. Eu ordeno que tratem as mulheres amavelmente. (Bukhari). 31. Todos os muçulmanos são como uma fundação, cada um fortalecendo o outro; de tal maneira que eles apoiam uns aos outros. “Abu Musa). 32. Esforce-se sempre para a excelência na virtude e na verdade. (Bukhari). 33. Você não vai entrar no paraíso até que você tenha fé. E você não vai completar a sua fé até que vos ameis uns aos outros. (Muslim). 34. Ele, que deseja entrar no paraíso pelo melhor portão, deve agradar seu pai e sua mãe. (Bukhari). 35. Estou deixando duas coisas entre vocês, e se vocês se apegarem à elas firmemente vocês nunca vão errar; um é o Livro de Deus, Alláh(Alcorão), o outro é o meu modo de vida (Sunnah). O Último Sermão da Montanha. 36. Alláh, Deus é Um e gosta de Unidade. (Muslim). 37. A melhor das esmolas é a que, o que a mão direita dá, a mão esquerda não sabe. (Bukhari). 38. O muçulmano perfeito não é um muçulmano perfeito, se ele come até ficar cheio e deixa seus vizinhos com fome. (Ibn Abbas). 39. Ele não é um de nós, que não é carinhoso com os mais pequenos, e não respeita o velho. E ele não é um de nós, que não ordena o que é lícito, e proíbe o que é ilícito. (Ibn Abbas). 40. Nenhum homem é um verdadeiro crente, a menos que deseje para seu irmão o que ele deseja para si mesmo. (Abu Hamza Anas). 41. Lutar pela causa de Deus, Alláhdesde o amanhecer ao meio dia e por do sol é melhor do que os prazeres e diversão de toda a vida mundana. (Bukhari). 42. Não sejais como os hipócritas, que, quando ele fala, diz mentiras; quando ele faz uma promessa, ele rompe com ela. E quando ele é de confiança, ele prova ser desonesto. (Bukhari e Muslim). 43. A prova da sinceridade de um muçulmano é, que ele não presta atenção a algo, se isso não for da sua conta. (Abu Hureira). 44. Você sabe o que é melhor do que a caridade e jejum e oração? É manter a paz e as boas relações entre as pessoas, pois as brigas e sentimentos ruins destroem a humanidade. (Muslim e Bukhari). 45. Comporte-se neste mundo, como se você estivesse aqui para ficar para sempre. Prepare-se para a eternidade, como se você fosse morrer amanhã. (Bukhari). 46. O ser humano não enche vaso pior do que seu estômago. (Tirmidhi). 47. Os confortos mundanos não são para mim. Sou como um viajante, que toma um descanso sob uma árvore na sombra e, em seguida, segue o seu caminho. (Tirmidhi). 48. As mulheres são as metades gêmeas dos homens. (Tirmidhi). 49. Um pai dá à seu filho nada melhor do que uma boa educação. (Tirmidhi). 50. A pessoa forte não é aquela que pode na luta colocar alguém para baixo. A pessoa forte é aquela que pode controlar-se quando está com raiva. (Bukhari). 51. A busca do conhecimento é obrigatória para todos os muçulmanos. (Tirmidhi). Que a paz e a bêão estejam sobre o Profeta Muhammad. Todos os louvores sejam somente a Alláh, Deus. http://www.iqaraisham.com.br. Abraço. Davi.