terça-feira, 6 de outubro de 2026

O FIM DO SER - CONCLUSÃO II. LOUVOR AOS BUDAS . CONCLUSÃO III

Budismo. Livro Vida e Doutrina de Sidarta Gautama. Por Yogi Kharishnanda. Conclusão II. O FIM DO SER. Quando no círculo do universo apareceram as formas tangíveis do Sol, da Terra e da Lua, a Verdade se movia no pó cósmico e iluminava o mundo com refulgente luz. No entanto, ainda não havia olho que a visse, nem ouvido que a ouvisse, nem espírito que pudesse compreender o seu sentido. Nem lugar nos imensos da existência onde ela pudesse residir com todo  o seu esplendor. No transcurso da evolução, as formas viventes foram desenvolvendo um após outro os sentidos de percepção. Então surgiram os pares de opostos, o Eu ou o mundo subjetivo e o Não Eu ou mundo objetivo. Assim, as sensações nascidas da percepção deram origem ao prazer com a consequente dor, e houve amigos e inimigos, ódio e amor. Mas a Verdade não pode achar neste mundo de sensações uma morada onde resido com todo o seu esplendor. Depois, apareceu no reino humano a razão que deveria refrear os instintos da personalidade e valer-se das forças da natureza como meios para alcançar os seus propósitos de aperfeiçoamento e progresso no caminho da evolução. Entretanto, surgiu o conflito, a luta entre a natureza superior, ou a superioridade armada com a força da razão, e a natureza inferior, ou a personalidade que investe com o ímpeto formidável das paixões. O homem foi lobo do próprio homem e se mataram para satisfazer vãs concupiscências sem que a Verdade pudesse encontrar nos domínios da razão um lugar onde residir com toda a sua glória. Até que apareceu o Salvador, o Buda, o Mestre dos deuses. O Buda estabeleceu a paz entre a razão e o sentimento, ensinando os povos a verem as coisas tais como são e a agirem em obediência a Verdade. Que então encontrou lugar onde residir em todo o seu esplendor. O Buda, o Bendito, o Santo, o Perfeito, Ele revelou a Verdade e estabeleceu o seu reino neste mundo. Pois não havia lugar para a Verdade no espaço infinito. Não havia, não há e nem pode haver lugar para a Verdade na sensação, nem em seus prazeres e dores. Também não havia, não há e nem pode haver lugar para a Verdade no raciocínio, porque o raciocínio é arma de dois gumes. Tanto que pode brandir o ódio como o amor. O raciocínio é o escabelo da Verdade porque sem a razão não é possível alcançá-la, porém não é a residência da Verdade. O trono da Verdade é a justiça, e o amor o seu ornamento. A justiça é a morada da Verdade. Este é o Evangelho do Buda. Esta é a revelação do iluminado. Esta é a lei do Santo. Os que aceitam a Verdade e a praticam, refugiam-se no Buda, no Dharma e no Sangha. Oh Senhor Bendito! Oh potente libertador! O senhor que nos ama, em seu nome e no senhor nos refugiamos. Refugiamo-nos na sua lei e na sua regra. Receba-nos, Oh Buda, no número de seus discípulos de hoje até o fim de nossos dias. Alivia, Oh Santo Instrutor, compassivo e amoroso, a todos os seres, aos aflitos, aos oprimidos pela dor. Ilumina os obcecados e aumenta o nosso entendimento e a nossa santidade. A Verdade é o fim e o objetivo de toda a existência. Os mundos nascem para morada da Verdade. Quem não aspira a posse da Verdade perde o propósito da vida. Bem-aventurado quem repousa na Verdade, porque todas as coisas perecerão e a Verdade permanecerá para sempre. O mundo está construído pela Verdade, porém os maus pensamentos desnaturam o estado natural das coisas e criam o erro, filho petulante da ilusão. O erro pode assumir uma variedade de formas lisonjeiras, porém, contém germes de destruição. A Verdade jamais varia. É imutável. Domina a morte. A ilusão, o erro e a mentira são abortos de Mara e tem vigoroso poder para enganar aos homens e extraviá-los do caminho da salvação. A ilusão, o erro e a mentira assemelham-se a um barco de madeira carcomida, e todos os que nele embarcarem estão condenados a naufragar. Muitos se apegam ao erro, e quando caem nas redes do egoísmo, da luxúria e dos desejos sinistros, lamentam sua infelicidade. Contudo, todo ser vivente aspira a Verdade, porque só a Verdade é capaz de curar nossos males e acalmar a nossa inquietude. A Verdade é a essência da Vida, porque a vida persiste depois da morte do corpo. A Verdade é eterna e subsistirá, embora desapareçam céus e terras. Não há no mundo várias Verdades, porque ela é uma e a mesma Verdade em todo o tempo e retidão. A Verdade nos mostra o caminho da retidão. Felizes são os que seguem esse caminho. Abraço. Davi.


Budismo. Livro Vida e Doutrina de Sidarta Gautama. Por Yogi Kharishnanda.

Conclusão III. LOUVOR AOS BUDAS

Maravilhoso e gloriosíssimo são todos os Budas
Não existem iguais no mundo
Eles nos ensinam o caminho da Vida
Saudamos sua chegada com inebriado respeito
Todos os Budas ensinam a mesma Verdade
A Verdade encaminha os extraviados

A verdade é nossa esperança e nosso sustentáculo
Recebemos felizes e agradecidos a sua luz, que nada pode extinguir
Todos os Budas são da mesma essência
A essência de todos os seres
A essência que santifica os laços entre todas as almas.
E temos fé na felicidade do supremo refúgio
AUM! Paz a todos os seres!

Abraço. Davi

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