domingo, 14 de junho de 2026

O CÍRCULO DA NECESSIDADE - EGÍPCIO

Teosofia. Livro Isis Sem Véu. Por Helena Petrovna Blavatsky (1931-1891). Fenômenos Cíclicos III. O CÍRCULO DA NECESSIDADE - EGÍPCIO. A alegoria da queda do homem e do fogo de Prometeu é também outra versão do mito da rebelião do orgulhoso Lúcifer precipitado no poço sem fundo - o Orco. Na religião dos Brâmanes, Mahlsura, o Lúcifer hindu, torna-se invejoso da luz resplandecente do Criador. E à testa de uma legião de espíritos inferiores rebela-se contra Brahma lhe declara guerra. Como Hércules, o fiel titã, que ajuda Júpiter e lhe devolve o trono, Shiva, a terceira pessoa da trindade hindu, os precipita a todos da morada celestial no Honderah, a região das trevas eternas. Mas aqui os anjos caídos se arrependem de sua má ação e na doutrina hindu eles obtêm a oportunidade de progredir. Na história grega, Hércules, o deus do Sol, desce ao Hades para livrar as vítimas de suas torturas. A Igreja Cristã também faz o seu deus encarnado descer as sombrias regiões platônicas e vencer o ex arcanjo rebelde. Por sua vez os cabalistas explicam a alegoria de um modo semi científico. O segundo Adão, ou a primeira raça criada que Platão chama de deuses, e a Bíblia de Elohim, não era de natureza tríplice como o homem terrestre. Ele não era composto de alma, espírito e corpo, mas era um composto de elementos sublimados em que o "Pai" soprou um espírito divino imortal. Este, devido a sua essência divina, lutou sempre para livrar-se dos liames dessa frágil prisão. Eis porque os filhos de Deus, em seus imprudentes esforços, foram os primeiros a traçar um modelo futuro para a lei cíclica. Mas o homem não deve ser "como um de nós" diz a Divindade Criadora, um dos Eholim "encarregados da fabricação do animal inferior". Foi assim que, quando os homens da primeira raça atingiram, as vestes grosseiras, o corpo astral, os arrojou ao arco oposto. Esta versão cabalista dos filhos de Deus, ou da luz, figura no Codex nazaraeus. Bahal Zivo, o "pai genni", recebeu ordens de "construir criaturas". Mas, porque ignorava o Orco, ele fracassa e chama em seguida Fetabil, um espírito ainda mais puro, que fracassa de maneira ainda pior. Surge então no palco da criação o "espírito" que se deveria traduzir mais propriamente por alma, pois é a anima mundi, que os nazarenos e os gnósticos eram femininos. Percebendo que o esplendor de Fetabil, o homem mais novo, o último, havia mudado. Que nesse esplendor havia, abatimento e dano, desperta Karabtanos. Levanta, vê, o esplendor a luz do homem mais novo, Fetabal, falhou em produzir ou criar os homens, o abatimento de seu esplendor é visível. Levanta, vai com tua Mãe, o espírito, e liberta-te dos limites que te sustem, e que são maiores do que todo o mundo. Depois disso, segue-se a união da matéria desvairada e cega, guiada pelas insinuações do espírito. Não o sopro divino, mas o espírito Astral que, por sua dupla essência, já se manchou com a matéria, e após a oferenda da Mãe ser aceita. O Espírito concebe, sete figuras, que Irineu está disposto a tomar pelos sete estelares, planetas, mas que representam os sete pecados capitais. A progênie de uma alma astral separada de sua fonte divina, espírito, e da matéria, o demônio cego da concupiscência. Vendo isso, Fetabil estende suas mãos para o abismo da matéria, e diz: Que a Terra exista como a morada dos poderes existiu. Mergulhando as mãos no caos, que condena, ele cria o nosso planeta. O Codex prossegue narrando como Bahak-Zivo foi separado do Spiritus e os genil, ou anjos, dos rebeldes. Então, Mano, o maior, que reside com o maior Ferho, chama Kebar-Zivo, conhecido também pelo nome de Nebal-lavar Iufinhafin. Leme e vinha do alimento da vida. Sendo ele a terceira vida, compadecendo-se dos gênios rebeldes e insensatos. Devido a magnitude de sua ambição, diz: Senhor dos genil, vê o que fazem os genis, os anjos, e o que pedem eles. Eles dizem: Criemos o mundo, provocemus, e chamemos os poderes da vida. Os genis são os Princípios, os filhos da luz, mas tu és o "Mensageiro da Vida". E para contrabalançar a influência dos sete princípios "mal-intencionados" a progênie do Spiritus, Cabar Zio, o poderoso Senhor do Esplendor, procria sete outras vidas, as virtudes cardeais, que brilham com sua própria forma e luz, das alturas. Assim restabelece o equilíbrio entre o bem e o mal, luz e trevas. Mas esta criação de seres, sem o necessário influxo do puro sopro divino sobre eles, que era conhecido entre os cabalistas como o "fogo vivo', produziu apenas criaturas da matéria e luz astral. Assim foram gerados os animais que precederam o homem sobre esta Terra. Os seres espirituais, os "filhos da luz", que permaneceram fiéis ao grande Ferho, a primeira causa de tudo, constituem a hierarquia celeste ou angélica. Os adonim, e as legiões dos homens espirituais que nunca se encarnaram. Os seguidores dos gênios rebeldes e insensatos e os descendentes dos sete espíritos, ignorante, criados por karabtanos. Os spiritus tornaram-se com o correr do tempo os homens do nosso planeta. Pós terem passados por toda a criação de cada um dos elementos. A partir dessa fase, nossas formas superiores evoluíram das inferiores. A antropologia não ousa seguir o cabalista em seus voos metafísicos além deste planeta. É duvidoso que os seus mestres tenham a coragem de procurar o elo perdido nos velhos manuscritos cabalistas. Foi assim, então, posto em movimento o primeiro ciclo, que em suas rotações descendentes trouxe uma parte infinitesimal das vidas criadas ao nosso planeta de barro. Chegando ao ponto mais baixo do arco do ciclo, que precedeu diretamente a vida sobre esta Terra. A pura centelha divina que ainda restava em Adão fez um esforço para se separar do espírito astral. Pois o homem caía gradualmente na geração, e a camada carnal tornava-se mais e mais densa a cada ação. E aqui começa um mistério, um Sod, um segredo que o rabino Simeão não comunicava senão a pouquíssimos iniciados. Ele era representado uma vez a cada sete anos durante os mistérios da Samotrácia, e os seus registros se encontram auto impressos nas folhas da árvore sagrada tibetana, a misteriosa Kounboum, na Lamaseria dos santos adeptos. No oceano sem limites do espaço brilha e sol central, espiritual e invisível. O universo é seu corpo, espírito e alma. Todas as coisas são criadas de acordo com este modelo ideal. Estas três emanações são as três vidas, os três degraus do Pleroma gnóstico, as três faces cabalísticas. Pois o Antigo dos antigos, o santo dos idosos, o grande En Soph, tem uma forma e em seguida não tem forma alguma. O invisível assumiu uma forma e em seguida não tem forma alguma. O invisível assumiu uma forma quando chamou o universo a vida, diz o Zohar, o Livro do Esplendor. A primeira Luz é a sua alma, o sopro infinito, ilimitado e imortal, sob cujo esforço o universo ergue o seu poderoso seio, para infundir vida inteligente a criação. A segunda emanação condensa matéria produzindo formas no círculo cósmico. Põe os incontáveis mundos flutuando no espaço elétrico, e infunde o princípio de vida cego e ininteligente em cada forma. A terceira produz todo o universo da matéria física. Como se afasta gradualmente da Luz Central Divina seu fulgor se enfraquece transformando-se em trevas e no mal. A matéria pura, as grosseiras purgações do fogo celestial, dos hermetistas. Abraço. 

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