domingo, 21 de dezembro de 2025

TAO TE CHING - POEMA IV

 Lao Tse (571a.C.531). Tao Te Ching. O livro que Revela Deus

Por Huberto Rohden (1893-1981)

Transcendência incognoscível

POEMA IV

Tao é a fonte do profundo silêncio
Que o uso jamais desgasta
É como uma vacuidade
Origem de todas as plenitudes do mundo
Desafio as inteligências aguçadas
Desfaz as coisas emaranhadas
Funde, em uma só, todas as cores
Unifica todas as diversidades
Tao é a fonte do profundo silêncio
Atua pelo não agir
Ninguém lhe conhece a origem
Mas é o gerador de todos os deuses

Explicação Filosófica:
Qualquer finito em demanda do infinito está sempre a uma distância infinita. Nenhum cognoscente finito poderá compreender o incognoscível do Infinito. Tao, a Realidade, o Todo, o Transcendente, se apresenta como se fosse o Nada. Porque, aos olhos de nosso algo humano, o Todo da Divindade parece ser absoluta nulidade. Nenhuma inteligência analítica pode abranger a realidade Infinita. Tudo o que inteligência explica, implica ou complica sendo desfeito num instante pela visão intuitiva da realidade. O prisma multicolor das coisas finitas, que os sentidos percebem e a inteligência analisa. É projeção da luz incolor do Infinito. Todas as coisas que o homem percebe e concebe na zona do Verso são o uso da Realidade do Tao. Sendo vertido (verso) nesse efeito. Tao, a Divindade, não tem filiação. Porque é a única paternidade. Ele é o Uno da causa única, que se manifesta no Verso dos efeitos múltiplos. Abraço. Davi

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